24 de agosto de 2008

MINI BITS AND PIECES, PART ONE

No final de semana tive o prazer de andar num Morris Mini MkII, 850 cm³, 1968. E também tive as dificuldades de andar neste carro inglês..

Pois, é, o carrinho é um punchline ambulante. Instrumentos Smiths que não funcionam, lanternas Lucas que também não funcionam. Ah, o SU também não alimenta o A-series, e foi substituído por um Solex 30.

Mas o carro também é uma aula de projeto de automóvel (como quase todo carro inglês, peca-se na execução). É impressionante como é natural dirigir o carro, keeping in mind que é um carro desenvolvido durante os anos 1950. Natural no sentido de comum, beirando o sem-graça.

Antes que me crucifiquem, fica a nota que meu percurso foi natural, sem graça. Maiores explorações foram impedidas por minha quase-virgindade quando se trata de carros ingleses. Conheço inúmeras piadas sobre eles, mas ainda assim, ao ver um pino metálico caído no assoalho dianteiro, deixei de rezar uma pequena oração por São Lucas, o padroeiro da escuridão e dos viajantes a bordo de carros ingleses.

Segui viagem, me comprometendo a ver o que era o pino na volta. Quadras adiante, São Lucas me alcançou, e os órgãos internos do cilindro mestre de embreagem Lockheed caíram sobre meu pé esquerdo. Voltei para a garagem, evitando parar e ter que abusar da primeira de pinhão deslizante. Carro guardado, e planos feitos para a semana.

Se São Lucas quiser, durante a semana remonto o acionamento da embreagem hidráulica (em 1959, num carrinho barato — seu carro tem isso hoje?), e sábado que vem, o Mini vai para o circuito pessoal de testes. Só talvez seja melhor não dirigir nada normal antes nem depois.

BE

Um comentário:

  1. Paulo Keller24/08/08 23:01

    Boa versão resumida! Valeu, já estamos rodando.

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