Há exatos 31 anos começava, no Autódromo International do Rio, a era do álcool nas corridas. Tudo porque o governo proibira qualquer tipo de corrida de automóvel, já para o ano de 1977, em nome da "racionalização" do uso de combustíveis.
Esforços da Confederação Brasileira de Automobilismo, pelo presidente general Eloy Menezes e da comunidade automobilística, com a participação ativa da imprensa, convenceram o Conselho Nacional do Petróleo, na pessoa de seu presidente, o general Oziel Almeida da Costa, a permitir as corridas desde que o combustível fosse álcool etílico hidratado carburante.
O Proálcool já estava em andamento desde 14.11.75 e o general se convenceu de que usar álcool nas corridas de automóveis serviria para ajudar a alavancar o programa e divulgar o novo combustível.
Foi assim que no dia 7 de setembro de 1977 pilotos e preparadores deram seu Grito de Independência energética com um festival de provas curtas com todas as categorias do automobilismo brasileiro, num único dia. Iniciava-se uma nova fase das nossas corridas.
O mais curioso e ao mesmo tempo triste é que o consumo anual de gasolina nas competições brasileiras, todas as categorias e incluindo treinos, era de 300.000 litros por ano. Essa era a venda mensal de um posto de gasolina Esso à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, defronte do Estádio de Remo, no Rio de Janeiro.
Ainda mais curioso e mais triste é que gasolina sobrava nos tanques da Petrobrás, resultante do refino de petróleo que nunca diminuiu por ser necessário produzir diesel e não ser possível deixar de produzir gasolina e outros derivados.
Ainda não inventaram maneira de deixar de se obter filé mignon de cada boi abatido...
7 de setembro de 2008
4 comentários:
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Muito legal esse relato Bob. Eu não sabia que foi assim.
ResponderExcluirAbraço.
Eu era garoto nessa época, e lembro o pesar que foi para quem entendia o fechamento das competições.
ResponderExcluirDois anos sem competições oficiais representaram um retrocesso no automobilismo brasileiro.
Muita gente que vivia do esporte teve de mudar de atividade, e quando as competições retornaram, era com um combustível até então desconhecido, muita gente boa fora sem chances de retornar, muita gente nova sem a menor experiência.
Mas foi o renascimento da fênix.
Enquanto isso, lembro das donas-de-casa que não tinham outra coisa pra fazer da vida a não ser falar da vida alheia dizendo que o governo estava certo em acabar com essa farra de molecada...
O tempo passa o tempo voa, a gasolina continua sobrando numa boa e temos o frequis para nos salvar. Opa, de quem?
ResponderExcluirDe acordo com a imprensa sensacionalista, os problemas do mundo são causados pelo petróleo. Guerras, mortes e um monte de coisa ruim.
ResponderExcluirNossa missão então é acabar o petróleo o mais rápido possível, com Opalas V8, 948s, Chevettes V6s, RAM V10... E de acordo com o cidadão aqui do meu lado, Mini Coopers com motores de moto de 300cv.