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31 de agosto de 2008

MINI BITS AND PIECES, PART TWO



O final de semana chegou, meus amigos. E com ele, os trabalhos no Mini.

Levei the mrs. junto, pois precisaria de ajuda. Ela queria andar no Mini tanto quanto eu e, mesmo depois da lenta explicação do que teríamos de fazer, ela não recusou. Então fomos, e ela me ajudou, bombando os freios de acordo com meus pedidos. Fluido novo e puro atingindo todas as rodas, colocamos o carro no chão, o lavamos e partimos para o almoço.
Bill 2, Lockheed 0.

Insisti que ela dirigisse um pouco, pois havia ajudado, mas ela recusou. Disse que dirigiria outro dia. Seguimos então comigo ao volante e pude ver que, realmente, o Mini não é nada de mais.
O que na verdade significa muito, mostrando o quão forward thinking era Sir Alec Issigonis, o gênio por trás do Mini. O comportamento dinâmico, se não muito visível pelo fato do subnutrido 848-cm³ mal empurrar o carro, é irrepreensível. A suspensão é macia, mas sofre com o curso curto em nossas cidades.
Azar no amor, sorte no jogo, e o carrinho é perfeito para curvas de esquinas e on-ramps tomadas à moda, sem desacelerar. Os freios, mesmo que com curso longo do pedal (ainda preciso checar isso), dão conta do recado. Não são nenhuma âncora, mas seguram bem o carro. Feedback fraco de pedais e volante, é verdade, mas a leveza do carro o faz muito bem controlável.
Ao parar para um sorvete, ensinei à minha bela passageira que ela jamais deveria recusar um convite para dirigir um carro inglês; afinal, nunca se sabe quando ele andará de novo. Ela notou, mais uma vez, peças metálicas soltas no assoalho. Reconheci a cupilha utilizada para travar o pino do pedal de embreagem. Remontei-o no lugar, com a ponta dos dedos e percebi que, mais uma vez, as entranhas do cilindro-mestre de embragem já começavam a se separar do cilindro. Time to go home, São Lucas nos alcançou; Bill 2, Lockheed 1.

Hora de ir às compras, novos cilindros-mestres para embreagem e freio. E, também, mais uma lição valiosa para o English Automobile Worshipper: never refuse a ride in an English car; it may not be running in a few moments...

Atiçando a onça.

Vauxhall Chevette HS 2300, em uma curva "mansa", nos idos dos anos 70. Essa foto é só para provocar comentários.

Cadê as cores ?













Essa ótima foto, retirada do Best Cars Web Site, ótimo também, me leva a pensar como somos direcionados pelas empresas. Trata-se de um Honda Civic Type-R, carroceria de dois volumes, hatch, apresentado em uma cor decente.
Por que no Brasil a Honda nos empurra uma versão esportiva sedã e não temos a cor amarela?
Não apenas esse fabricante, mas a maioria deles se acomoda nas cores mais neutras, mais facilmente comercializáveis, e o resultado está nas ruas.
Ao menos em São Paulo, as vias estão tomadas por cores não-coloridas, já que a maioria dos carros são prata e preto. Quanto ao prata, tem inúmeras vantagens na conservação e mostra com perfeição as linhas de um carros, pois não as disfarça. Imagine como metal polido e entenderá o que quero dizer.
A cor preta, mais conhecida como ausência de cor, pois preto não é cor, mas sim a falta dela (aulas de Física do primário), me enoja. Possuo um carro velhinho nessa pintura e o detesto nesse aspecto. Sempre sujo e riscado, quente debaixo do Sol, de difícil visualização dentro do cofre do motor, sempre com cantos escuros onde as porcas e parafusos se perdem, em suma, uma grande porcaria. Mas não tive opção, pois o carro é raríssimo e não dava para escolher.
A única explicação para ter um carro preto, quando se pode escolher outra coisa, deve ser a vontade que o brasileiro possui de ser importante, autoridade, celebridade ou coisa parecida. Uma bobeira coletiva que atinge muitas pessoas e causa outros problemas que não irei descrever aqui, pois minha esposa poderá comentar que eu só reclamo e não quero defender nenhuma tese de Antropologia.
Conclusão:
Queridos fabricantes de automóveis: mais cores coloridas e mais esportivos hatch, por favor. Vamos acordar !

28 de agosto de 2008

Bad traffic day

Os americanos têm a expressão bad hair day para identificar aqueles dias em que saímos da cama "com o pé esquerdo". Pra mim, ou na verdade, acho que pra todos como nós, que mal ligamos para nossos cabelos, e sim para nossos carros e caminhos, a expressão fica muito melhor como bad traffic day. O dia de ontem foi um dia desses.
Meu despertador (que não é Lucas, nem nenhuma outra marca inglesa) simplesmente falhou e se esqueceu de me acordar. Acordei meia-hora antes de uma reunião, a 18 km de casa. Como Murphy nos ensina, se algo pode dar errado, com certeza acontecerá assim. O trânsito me reteve, mas ainda assim cheguei ao destino com cerca de 2 ou 3 minutos de folga (atrasado de qualquer jeito, ainda precisava parar o carro e correr para a sala de reunião). Duas esquinas antes, ouço um "ploft" e só tenho tempo de olhar para o lado e ver um motoboy quase caindo ao chão.
Resumo dos danos? Portas, pára-lama traseiro e caixa de porta amassados. Atraso na reunião. Dia ruim, sem paciência para nada. E, não, o garoto na moto não se machucou. Ele nem parou a moto, reduziu, deve ter contado seus dedos, reduziu duas marchas e foi embora.

Solução: fugir para a garagem ao final do dia para mexer mais um pouco no Mini. Dizem que tudo passa na vida, mas a verdade é que algumas passam mais rápidas quando escondidas debaixo de graxa e óleo. Não fiz muito, é verdade, mas foi o suficiente para aliviar a cabeça das preocupações inerentes com o gasto desnecessário com o reles "carro de uso".
Ergui o carro sobre 4 cavaletes, preparando para o trabalho do final de semana, sangrar os freios. Removi as minilites (absurdamente leves!), para levá-las para pintura. Olhei com mais cuidado a construção do carro, com os dois subchassis suportando as belas e simples suspensões. (In)felizmente, o sistema Hydrolastic (pesquisem, Alex Moulton) foi removido, e substituído por 4 molas metálicas minúsculas. Chequei a posição dos sangradores dos freios e notei que os tambores dianteiros também já não são os originais, de dois cilindros de freio. Can´t win ´em all e o importante, nessas horas, é perceber o quão bem a estrutura e os outros detalhes do carro aguentaram anos de uso sul-americano.

Cabeça limpa, organizei tudo para o trabalho do final de semana e fui para casa descansar. Realmente, tudo passa na vida, ainda mais com um pouco de graxa e óleo.

27 de agosto de 2008

Mundo perdido

O mundo está mesmo perdido. Ao chegar hoje à tarde em Fortaleza, vi um Astra da Polícia Rodoviária Federal com os vidros laterais e traseiro completamente escuros. Como pode, um carro de polícia que deveria primar pelo atendimento estrito ao Código de Trânsito Brasileiro e regulamentação do Contran, estar flagrantemente irregular? É assunto para a Corregedoria da PRF...

26 de agosto de 2008

TODOS os fabricantes do mundo

O link AUTOPEDIA traz uma compilação dos endereços de sites de todas os fabricantes do mundo. É muito útil em pesquisas e também muito bacana pra ficar explorando marcas menos populares.
Vale a pena uma visita.

AUTOPEDIA

Navegar é preciso, viver não é preciso!

Todos a bordo... zarpar!

A vida é uma viagem que vale pelo caminho, não pelo destino final. Por que não aplicarmos o dito popular à próxima viagem de férias? Nada é de graça na vida, mas uma road trip não requer mais que um carro em boas condições, um bom caminho e boa companhia. O destinho final é apenas um detalhe...

É preciso escolher o lugar, pesquisar os caminhos e principalmente lembrar que sua companhia é de carne e osso, se cansa, precisa de comida e banheiro ocasionalmente...

Farei deste blog um relato de viagens passadas e projetos futuros. Existem várias ferramentas na internet pra ajudar o pretenso viajante na sua empreitada. Em algum lugar deste blog teremos links pra inúmeros sites na internet valiosos para um bom planejamento de viagem, e desde já agradeço a contribuição de todos.

E, last but not least, compartilhar a jornada é vital. Toda viagem é uma coleção de momentos únicos de descobertas, aprendizado, autoconhecimento e reflexão. Toda experiência compartilhada vira sentimento coletivo, traz significado pra todo o trabalho. E inspira novos viajantes e novos projetos.

Me aguardem!

MM

ps: já deve ser de conhecimento geral, mas vale explicar novamente. O título acima fica claro pra todos se for: "Navegar exige precisão, não há precisão em viver!" Muito menos poético, mas sem dúvidas quanto ao significado.

Last lap

Eu, como muitos de vocês, fiquei triste ao saber que o eterno Cool-guy Paul Newman desistiu de vez de lutar contra sua doença, decidindo passar seus últimos dias em casa. Na verdade, isso exige o caráter de assumir, aos 80+ anos de idade, que a hora chegou, depois de toda sua história. O mais velho vencedor de uma grande corrida (Daytona 24 horas, em 95, aos 74, eu acho), encerra sua vida de maneira calma, mas sem deixar de ser o cool, car-guy, que é.

No dia 13 de agosto último, o autódromo de Lime Rock foi fechado por cerca de uma hora e meia, para que ele desse suas últimas voltas a bordo de seu Corvette GT1. Sua família o seguiu, a bordo de seu carro de uso, uma perua Volvo com um V8 Rover/Buick.

Paul Newman takes last laps at Lime Rock Park
Paul Newman- “You can't be as old as I am without waking up with a surprised look on your face every morning: 'Holy Christ, whaddya know - I'm still around!' It's absolutely amazing that I survived all the booze and smoking and the cars and the career.”

Farewell, and godspeed ol´chap.

25 de agosto de 2008

Mini update on the Mini

Comrades, let the games begin!

Ataquei hoje o cilindro Lockheed do Mini. Catei as pecinhas do chão do carro, limpei e remontei tudo. Funciona! Temos embreagem de novo!

Foi tudo tão fácil que peguei o SU para um estudo mais cuidadoso. Faltam algumas peças, mas nada que o fabricante não tenha para vender (http://www.burlen.co.uk/, bom site!). Triste mesmo foi perceber que o coletor do A-series recebeu um enxerto soldado para acomodar o Solex. Novo objetivo da semana: Encontrar um coletor original, ou melhor, um para 2 SUs! Melhor mudar para objetivo do ano, já que isso não é exatamente fácil por essas bandas.

Para a semana e o fim dela, sangrar os freios. Inspeção mais cuidadosa não achou nada de errado visualmente, vou partir para essa opção. Quem sabe domingo consigo andar com ele?

E, meus amigos, caso ainda não tenham percebido, já acendi a vela para São Lucas. The british bug has bit me! Penso em Smiths, Lockheed, Lucas, SU metade do meu dia. Hoje cheguei até a flertar com a idéia de comprar uma Lotus desmontada, e tornar sua montagem minha diversão permanente. (Permanente, já sei que nunca terminaria ela...)

Preciso arrumar um sofá velho e uma geladeira velha para a garagem. Aceito doações, desde que a geladeira não seja Lucas. Bom, pelo menos por enquanto...

Sedan ou Hatch?

Ambos!
Acho que ninguém notou, e nem deveria, mas o braço tcheco da VW acabou de lançar o seu Passatão, o Skoda Superb, com um porta-malas no mínimo curioso.
A tampa do porta-malas do sedan abre em duas partes (twin door, como é chamada pela Skoda). Abrindo apenas a primeira parte funciona como um porta-malas comum de sedans tradicionais. A segunda parte, ou estágio, abre também o vidro traseiro, deixando a abertura para carga e descarga simplesmente gigante. Muito bom pra quem quiser comprar uma das novas TVs LCD 42"!!!
Brincadeiras à parte, a idéia é interessante, pois mantém a sobriedade e elegância dos sedans, necessárias para os consumidores desse segmento, e adiciona a conveniência dos hatches, bem-vinda a todos os consumidores. Com isso elimina-se a necessidade de fazer dois modelos diferentes. Apenas lembrando, a versão 5 portas (liftback) de sedans é popular em alguns mercados da Europa, como na Inglaterra, por exemplo. O novíssimo Insignia, substituto de Vectra, acabou de ser apresentado nas duas versões, 4 e 5 portas.



As fotos são do site da Skoda: Skoda Superb gallery

24 de agosto de 2008

MINI BITS AND PIECES, PART ONE

No final de semana tive o prazer de andar num Morris Mini MkII, 850cc, 1968. E também tive as dificuldades de andar num carro inglês, um Morris Mini MKII, 850cc, 1968.

Pois, é, o carrinho é um punchline ambulante. Relógios Smiths que não funcionam, lanternas Lucas que também não funcionam. Ahn, o SU também não alimenta do A-series, e foi substituído por um Solex 30.

Mas o carro também é uma aula de projeto de automóvel (como quase todo carro inglês, peca-se na execução). É impressionante como é natural dirigir o carro, keeping in mind que é um carro desenvolvido durante os anos 50. Natural no sentido de comum, beirando o sem graça.

Antes que me crucifiquem, fica a nota que meu percurso foi natural, sem graça. Maiores explorações foram impedidas por minha quase-virgindade quando se trata de carros ingleses. Conheço inúmeras piadas sobre eles, mas ainda assim, ao ver um pino metálico caído no assoalho dianteiro, deixei de rezar uma pequena oração por São Lucas, o padroeiro da escuridão e dos viajantes a bordo de carros ingleses.

Segui viagem, me comprometendo a ver o que era o pino na volta. Quadras adiante, São Lucas me alcançou, e os órgãos internos do cilindro mestre de embreagem Lockheed caíram sobre meu pé esquerdo. Voltei para a garagem, evitando parar e ter que judiar da primeira de pinhão deslizante. Carro guardado, e planos feitos para a semana.

Se São Lucas quiser, durante a semana remonto o acionamento da embreagem hidráulica (em 1959, num carrinho barato - seu carro tem isso hoje?), e sábado que vem, o Mini vai para o circuito pessoal de testes. Só talvez seja melhor não dirigir nada normal antes nem depois.

Teoria da Força dos Pequenos

O automóvel é uma máquina mágica. Objeto do desejo e de arte para muitos.
Mas há um lado mágico e artístico do automóvel que para muitos parece ser reservado aos poucos iniciados na secreta e sombria sociedade dos engenheiros e seus mantras indecifráveis.
A maioria das pessoas acredita estar excluída deste lado, mas não deveria. A maior parte das tecnologias nas quais o automóvel é baseado está ao alcance das pessoas comuns. Fenômenos corriqueiros, do dia-a-dia das pessoas, estão lá, disfarçados sob a forma de peças em formatos variados e estranhos. Basta apenas um olhar sob o ângulo certo para que a simplicidade e a beleza de cada solução seja compreendida.
Esta é a viagem ao mundo do automóvel à qual convido a todos para participarem.
Para começar, vamos olhar para mundo estranho dos tamanhos, onde o pequeno é forte e o grande é fraco.

Muitas pessoas já se espantaram ao saber que uma formiga consegue carregar 30 vezes o próprio peso em carga, enquanto mal conseguimos levantar o nosso, e assim como o grande e forte elefante só consegue erguer parte de seu próprio.

Como isso se explica a partir de um simples efeito de escala?

Imagine uma bola de determinado diâmetro. Agora imagine outra bola, do lado da primeira, com metade do diâmetro dela.
Se formos medir, a área da bola menor não é a metade, mas é 4 vezes menor. O volume dela também não é a metade, mas 8 vezes menor.
Isto acontece com qualquer corpo em que reduzimos a escala. Para cada "X" de redução proporcional nas medidas, a área se reduz de "X" ao quadrado e o volume se reduz de "X" ao cubo. E também podemos dizer que para cada redução de "X" na escala, o volume diminui também numa escala de "X" proporcional à área.

Como isso explica a força da formiga e a fraqueza do elefante?
A formiga é várias vezes menor que o ser humano, mas é feita das mesmas substâncias básicas. Assim, sua densidade é semelhante à do ser humano.
Igualmente, a formiga se move por força muscular, de forma parecida como fazemos.
Acontece que peso é proporcional ao volume, enquanto a força muscular é proporcional à área dos músculos.

Se uma formiga for proporcional a 1/100 de um ser humano, então ela deveria ser capaz de carregar 100 vezes o próprio peso. Ela carrega apenas 30 vezes provavelmente por questões evolutivas. Mas isso abre grande espaço para a formiga ser até 3 vezes mais forte do que é hoje se assim ela for obrigada a ser.
O elefante, ao contrário, é maior que o ser humano, e mesmo tendo músculos maiores, tem de carregar um peso ainda maior, e por isso não é capaz de levantar um peso igual ao seu próprio.

De forma semelhante, um bebê é proporcionalmente muito mais forte que um adulto.
Se um adulto tivesse uma cabeça proporcional ao seu corpo conforme é um bebê, seu pescoço não resistiria à carga e o adulto morreria pela fratura.

Esta explicação tem implicações por toda a engenharia.

Aeromodelos em escala muitas vezes acabam não servindo de referência direta sobre os futuros aviões em tamanho natural porque invariavelmente se mostram mais fortes, mais rápidos e mais manobráveis.

Se temos um determinado motor e duplicamos seu tamanho, todas as áreas do novo motor serão 4 vezes maior e o volume será 8 vezes maior. Pelos números, tem-se a impressão que este motor deveria ser 8 vezes mais potente que o original, mas quando contruído, este número não se mostra real. Por que?
Este motor maior tem maior volume de câmara, podendo receber uma quantidade de mistura ar-combustível 8 vezes maior que a original. Claro que é daí que vem sua maior potência bruta. Porém, esta mistura passa por dutos e válvulas com apenas 4 vezes a área do motor original. Assim, o motor maior tem o dobro da restrição para se encher de mistura, e perde potência.
As maiores dimensões deste motor também representam um crescimento de 4 vezes da área de atrito interno assim como 8 vezes a massa que se move lá dentro, o que dificulta para o motor atingir altas rotações e aumenta as perdas mecânicas.
Tudo isto compromete a potência do motor. E ele se mostra mais fraco do que deveria à primeira vista.

Ao contrário, se pensarmos em uma redução extrema de escala, nos surpreenderemos com a potência dos motores dos carrinhos de controle remoto e aeromodelos.

Pode parecer estranho, mas as mesmas leis que regem a força da formiga e a fraqueza do elefante também explicam as maravilhosas potências dos motores das miniaturas e a fraqueza proporcional das grandes carretas.
Podemos achar isto estranho quando observamos, porém geralmente não conseguimos conectar estes casos, apesar da forte base em comum.

A chamada "Teoria da Força dos Pequenos" não é exatamente uma lei, mas é que a observação de efeitos que parecem estranhos à primeira vista em razão unicamente dos efeitos de escala, mas que se repetem desde as menores partículas a até os aglomerados de galáxias.

GP de Valencia - Ferrari - Excesso de tecnologia onde não há necessidade e trapalhada da equipe quase prejudicam os dois pilotos.

O erro cometido por Kimi Raikkonen nos boxes, durante o reabastecimento, provocando o acidente do mecânico, mostra que muitas vezes a tecnologia mal usada, atrapalha ao invés de ajudar. Afinal, para que substituir o "pirulito" por lâmpadas ? Este equipamento é como abridor de latas, não tente inventar demais, porque o mais eficiente é o mais barato. É aquele que nós compramos nas lojinhas de 1,99.
Quanto a quebra do motor, não foi nada mais do que uma desgraça anunciada, reedição do GP anterior, quando Felipe Massa na liderança, ficou pelo caminho a poucas voltas do final. O problema me pareceu tão esperado que não houve a mínima reação de espanto nos boxes da Ferrari.
Sobre a corrida de Felipe Massa, nada a comentar sobre seu desempenho no dia de hoje. Nota 10.
Só resta lamentar a falta de atenção dos mecânicos da Ferrari, que quase provocam um acidente nos boxes e a falta de bom senso dos homens que cuidam das regras na fórmula 1. Multar o Felipe, um piloto de uma equipe de ponta em dez mil Euros, primeiro é uma piada, porque quem vai pagar é a equipe e segundo um absurdo pelo motivo atribuído. Se na saída do reabastecimento houvesse ocorrido um acidente, toda culpa caberia a equipe e não ao piloto.
Em todos os lugares sempre tem gente querendo se sobressair, nem que seja de uma forma ridícula.

Vergonha e raiva

Ao assistir hoje o Grande Prêmio da Europa, nas ruas de Valência, Espanha, tive vergonha de ser brasileiro e raiva da nossa engenharia. Quem assistiu à corrida pôde constatar o piso perfeito, nada de ondulações e nem desnível na cabeça de ponte. Que diferença para o Brasil! Como é possível termos um asfalto tão ruim? Nem o de Interlagos é tão bom.

Roland Gumpert













O carro da foto é um Gumpert Apolo, da empresa de Roland Gumpert, que foi chefe da equipe Audi no Mundial de Rallies, quando ocorreu a revolução comandada pelo modelo que se chamava apenas Quattro, uma das grandes maravilhas do mundo automotivo. Já se vão 28 anos que esse carro foi lançado, e 1983 foi o ano em que vi pela primeira vez os carros do Mundial ao vivo. Uma prova ocorreu no Brasil, e, após o final, houve uma demonstração na extinta pista de autocross de Interlagos. Inesquecível, e, para mim, mais arrepiante do que Fórmula 1.

Conclusões:

- o mundo automotivo é viciante, uma vez dentro, sair é difícil. Roland Gumpert que o diga.

- como é bom ser antiguinho. A gente já tem história para contar.

- o Audi Quattro é espetacular ainda hoje. Pena não termos nenhum em nosso País.

23 de agosto de 2008

Carros tem alma!

Um dia desses, depois de ver algumas de minhas fotos, o Bob Sharp me disse o seguinte: "Sabe o que você consegue? Dar alma aos carros. Eles deixam de ser apenas um amontoado de ferro e plástico para se tornarem seres vivos.".

Eu respondi que realmente acredito que carros tem alma. E também que só algumas pessoas conseguem senti-las. E se você está aqui lendo esse texto, possivelmente você é uma dessas pessoas.
Fiquei pensando sobre o assunto por mais alguns dias e me perguntei de onde será que vem a alma dos carros. Desde os primórdios da existência do automóvel, no final do século XIX, a concepção de um carro depende do sonho de algumas pessoas. Lá no começo, o sonho com a mobilidade. Depois o sonho com o mercado. Então o sonho com a velocidade. Mais tarde o sonho com o desejo. Mas não importando que tipo de sonho o idealizador de algum modelo tivesse tido,o fato é que esse sonho é que dá alma aos carros. Foram sonhos de Karl Benz, Henry Ford, Ferdinad Porsche, Enzo Ferrari, Colin Chapman e Harley Earl entre tantos outros nomes importantes que deram alma aos veículos que eles projetaram, desenharam e construíram.

Hoje em dia, com a massificação do automóvel, fica mais difícil de ver a alma de um carro e de conhecer o sonhador por trás dela. Mas com certeza eles estão por aí, caso contrário não existiriam carros como o Honda Civic SI, por exemplo.
Não sei muito bem o que faço para captar essas almas em minhas fotos. Talvez seja o simples fato de sonhar e acreditar nelas.

Sinta a alma do Corvette abaixo.

CHEVROLET CORVETTE 1958

Não percam a Revista Car and Driver desse mês. Tem uma máteria maravilhosa do Arnaldo Keller (com fotos do Paulo Keller) sobre um Corvette 1958 impecável e a parte inicial da história do ícone americano, que nasceu bem comportado e foi amadurecendo aos poucos.

Aí embaixo tem algumas fotos de ensaio.



21 de agosto de 2008

Água, óleo, combustível, pneus calibrados...

Checklist completo? Então vamos lá.
Domingo estarei de volta, postando impressões do final de semana ao volante de um velho sonho.
Should be fun. See ya then!
BW

Ignição......avante !!!

Cá estou, iniciando mais uma jornada e, quem sabe, uma nova carreira. Acho que desde sempre quis ser escritor. Espero que seja suportável ao menos para alguns.

Entusiasta por automóveis e afins pode ser definido como uma pessoa com tendência fortíssima para desviar qualquer assunto para o lado automotivo. Seja um bate-papo de festa onde se discute a temperatura da cerveja, seja o modelo de carro funenário no féretro daquele parente distante.

Faço fé em meus amigos desse blog, pois os conheço e sei de suas fantásticas características pessoais e profissionais.
Uma boa sorte e diversão a todos.

18 de agosto de 2008

Mensagem de abertura

Caro Internauta,

É com prazer que comunicamos o lançamento do mais novo blog voltado aos apaixonados pelo incrível mundo do automóvel, o AUTOentusiastas.

Esse é um espaço dedicado a textos, comentários, impressões, avaliações, questionamentos, idéias, histórias, emoções, casos e tudo o que se relaciona com a paixão de seus integrantes por automóveis e o mundo ao seu redor.

Os colunistas, juntos, somam uma grande diversidade de conhecimentos sobre a indústria automobilística, com larga experiência em engenharia, marketing, técnica do automóvel, direito, jornalismo especializado, carros antigos, mercado, história, fotografia etc. Entre os membros, estão: Alexandre Cruvinel, Alexandre Garcia, André Dantas, Bill Egan, Bob Sharp, Carlos Zilveti Arce, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira, Marco Molazzano, Milton Belli, Paulo Keller e Waldemar Colucci.

Esperamos que você desfrute participando, se informando e se divertindo.
Agosto de 2008

AUTOentusiastas
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