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10 de janeiro de 2009

TROCA DE ÓLEO



Dei uma espiada hoje no meu controle de manutenção dos carros (uma simples planilha Excel) e vi que um deles havia feito a última troca em novembro de 2007. A quilometragem até que não era tanta desta vez, só 11.000 km. Dei um pulo ao posto Shell aqui perto de casa e fiz a troca, com filtro.

Uso o Shell Helix HX5 15W50 API SL mais pelo atendimento no posto do que pelo óleo em si, pois não existe óleo ruim atualmente.

Mas não tem uma vez que eu mande trocar o óleo que não me assalte a idéia de como se troca óleo sem necessidade. O normal é trocarem a cada 5.000 km ou 6 meses, e isso não é só aqui. Leio muito em publicações americanas as opiniões de "experts" de trocar a cada 3.000 milhas.

Se o manual manda 1 ano ou 15.000 km, é como aquele velho axioma da aviação: "Em caso de dúvida, confie na bússola". E qualquer fábrica que mandar trocar com menos quilometragem está informando mal, ou mesmo contribuindo para a lesa do "propriotário".

Agora, quem gosta de jogar dinheiro fora na lata de recolhimento de óleo, é só seguir os "experts"...

BS


29 comentários:

  1. É unanimidade o excesso de zelo na troca de óleo. E tem ainda a economia burra, como o caso do fabricante exigir semi-sintético Acea A3, e o cidadão usar mineral e sem atender à classificação, mas fazer 4 trocas no lugar de uma achando que dá no mesmo...

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  2. É unanimidade o excesso de zelo na troca de óleo. E tem ainda a economia burra, como o caso do fabricante exigir semi-sintético Acea A3, e o cidadão usar mineral e sem atender à classificação, mas fazer 4 trocas no lugar de uma achando que dá no mesmo...

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  3. Sempre vou pelo manual, a cada 7.500 Km para o Corsa.
    Muita gente diz que sou "malvado" com o carro, mas se é isso que o fabricante recomenda, é isso que deve ser feito, afinal, foi ele (o fabricante) que criou a maquina.

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  4. Minha dúvida: Se o fabricante (Fiat, no caso) pede semi-sintético 15W40 a cada 20 mil (acho um certo exagero), faço mal em usar um mineral SL 15W40 a cada 10 mil ? Sai mais barato e fico com a impressão que estou protegendo mais o motor.

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  5. Sérgio Ourives,
    Atenção que o manual do seu Corsa indica 15.000 km ou 1 ano. 7.500 km/6 meses só dentro do que chamam "condições severas", como usar o carro só em pequenas distâncias e sem que o motor atinja a temperatura normal de funcionamento.

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  6. Cruvi,
    Mais importante do que a questão de mineral, semi-sintético ou sintético é observar a classificação de serviço API ou Acea e a viscosidade SAE. De todo modo, qualquer motor estará perfeitamente lubrificado com um óleo API SL.

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  7. Bob Sharp, é verdade, acabei me enganando porque no controle de revisões do manual constam as trocas a cada 7.500 Km, mas não obrigatórias.
    Acabo de mudar a minha perodicidade de troca.
    Obrigado pela informação.

    Aproveitei para verificar o da Caravan e achei 10.000 Km para o bom e velho 4 cilindros a alcool.

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  8. Isso, o certo é seguir o manual e perder o motor com 20.000km como aconteceu com vários Fiat 5cil e VW 1.0T.

    A algum tempo atrás parecia existir uma competição entre as fábricas de quem demorava mais para fazer a primeira revisão. Nessa todo mundo salsifufu.

    Eu prefiro trocar meu óleo a cada 4.000km no caso dos turbos. Um deles usa mineral e o outro usa sintético, mas os prazos são esses.

    Motor zero eu troco o óleo pela primeira vez com 1.000km e a partir daí é de 5 em 5 mil km do melhor óleo disponível independente de ser mineral ou sintético.

    A minha experiência prática de medir os motores em dinamômetro mostra que eles são muito, mas muito mais soltos do que os carros idênticos que passam pelo mesmo dinamômetro.

    A conta é simples... Óleo é barato, motor é caro. Em qual vc prefere gastar?

    E quanto a durabilidade em período de tempo, temos mais um conflito. Enquanto o fabricante do CARRO diz que vc pode esperar um ano, a maioria dos bons óleos traz inscrita em suas embalagens: "validade indeterminada enquanto fechado. Após aberto, 6 meses".

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  9. Também penso que sai mais barato trocar óleo que fazer alguma manutenção pesada no motor.

    A recomendação de troca do meu motor é para 6000 km, mas costumo trocar a cada 4000, sempre junto com o filtro (o recomendado é trocar o filtro a cada duas trocas).

    Há um tempo atrás, tive um conjunto de coisas pra mandar arrumar no meu motor, e aproveitei, mandei tirar o motor de lá pra fazer um desmonte completo e troca de peças de desgaste, com anéis e bronzinas.

    Quando o motor foi aberto, meu mecânico já me olhou e disse:
    - Vc tem o hábito de trocar o óleo cedo e sempre junto com o filtro. Certo?
    Como ele sabia? Meu motor por dentro estava limpo como se acabasse de ser fabricado. Nao havia nenhuma borra depositada.

    A lógica é simples.
    Se o fabricante me manda trocar a cada 6000 km, isso indica que este é o limite seguro de atuação dos diversos aditivos do lubrificante.
    Conforme o óleo envelhece, perde a proteção do aditivo e produz mais borra por degradação.
    No momento da troca, o óleo está saturado de borra em suspensão mantida pelo aditivo detergente.

    Se eu trocar o óleo mais cedo que o recomendado, o óleo ainda tem boa margem de atuação do aditivo e está longe de estar saturado.
    Ao invés de permitir a deposição de borra no motor, a troca mais constante ajuda a limpar qualquer borra deixada pelos óleos anteriores.

    Eu cuido do meu motor, ele agradece.

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  10. Marlos Dantas11/01/09 20:24

    Caro BS;
    Após analisar os postos daqui, (tristemente) percebi que a maioria só faz troca de óleo “a vácuo” e, no único que segue o método convencional, o funcionário não tinha a chave certa para retirar o bujão e quis abri-lo com “pancadinhas” auxiliado por uma chave de fenda e um martelinho, na intenção de fazê-lo girar; eu, obviamente, não permiti, apesar de o bujão mostrar as marcas de que já havia sofrido este tipo de “violência” nas mãos do antigo proprietário do carro. Isso sem contar outro posto em que o frentista queria condenar meu óleo, (com menos de um mês e 500 km de uso) por alegar que o mesmo estava “fino” através do clássico “teste na ponta do dedo”, sem levar em consideração que o motor e, conseqüentemente o lubrificante, estavam quentes... Mas tenho algumas dúvidas:
    O correto é trocar o óleo com o motor frio, quente (já em repouso), ou não faz diferença?
    Essa troca “à vácuo” não retira completamente os resíduos do óleo antigo no cárter ou é coisa da minha cabeça?
    O carro deve estar nivelado ou, como alguns dizem, inclinado alguns centímetros para o lado onde fica o bujão?
    Um abraço.

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  11. Marlos Dantas11/01/09 20:36

    Outra cisma minha com o processo "à vácuo" é pelo fato de que neste o bujão do cárter não é retirado, não sendo possível a verificação de um possível acúmulo de limalha no mesmo. Abandonando, assim, um simples processo "diagnóstico".

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  12. Celso Luft11/01/09 21:39

    Essa questão eu tenho muita experiência seja em carros próprios e principalmente em carros de frota que fazem revisões aqui na empresa. Sempre respeito os prazos do fabricante do veículo, jamais teve algum caso de durabilidade inferios ao normal nos motores, nem menos nos "reis da borra". Pessoal usa produto errado e depois fala que o motor não presta. Agora essa de trocar óleo de carro zero com 1000 km, como disse o anônimo, eu era adolescente quando isso acabou. Brasileiro se diz tão "apaixonado por carros" mas tem umas atitudes e uns vícios ao volante que não dá pra entender.

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  13. Fábio Pinho11/01/09 23:43

    Troco o óleo de meu Caravan 6 cil. a álcool a cada 5 mil km, trocando o filtro uma troca sim e outra não. Uso o óleo Mobil Super XHP 20W50 API SM, também devido ao excelente atendimento do posto que frequento, somado ao gosto de estar usando um dos melhores óleos minerais disponíveis atualmente (coisas de apaixonado por carros, quando gasta-se mais sem motivo lógico ou racional...) Como em geral rodo trajetos curtos (em torno de 5 km) e quase sempre mantenho velocidade de cruzeiro mais elevada em estradas (130 km/h no velocímetro, com o motor "urrando" a 3000 rpm devido à falta de uma quinta marcha), não deixo a quilometragem chegar aos 10 mil km indicados no manual.

    Porém, como uso um óleo muito superior ao recomendado pela fábrica (API SM contra API SE), não obedeço a troca a cada 4 mil km para condições severas, ainda mais em se tratando de um motor movido a álcool, onde a diluição do lubrificante do motor pelo combustível não queimado é bem menor quando comparado a motores movidos a gasolina.

    Em 8 anos com o carro e quase 150 mil km rodados só comigo (no total o carro já está com mais de 330 mil km...), o motor continua perfeito, o que me faz pensar que estou exagerando no zelo com o óleo lubrificante. Mas, quando o óleo chega nos 6 mil km, os tuchos hidráulicos fazem um barulho de lascar, o que também me faz antecipar a troca.

    É muito provável que trocar o óleo antes do prazo amplie a vida útil do motor, mas é preciso fazer as contas para não ter prejuízo. Por mais bem lubrificado que o motor esteja, o desgaste é certo, em especial nas partidas a frio, onde não existe mágica que reduza significativamente o atrito elevado nessas condições.

    Vamos às contas: no meu caso, por exemplo, pago R$22 por cada litro do Mobil Super XHP. Faço pelo menos 3 trocas por ano, a um custo mínimo de R$462, isso só com o lubrificante. Se seguisse o prazo do manual do proprietário, gastaria metade, ou seja, R$231. Assim, em 8 anos teria economizado R$1848. A retífica completa desse motor fica em torno dos R$ 5 mil reais, indicando que excesso de zelo com as trocas de óleo não me trará grande vantagem financeira a longo prazo (já gastei o equivalente a 37% do valor da retífica completa do motor).

    Mas, como disse anteriormente, não troco o óleo lubrificante aos 5 mil km, nem uso um óleo "top" simplesmente para preservar a vida útil do motor. O motivo principal é o prazer em saber que o motor estará sempre bem lubrificado, aguentando bem alguns "desaforos" de vez em quando... É mais ou menos como voar de primeira classe ao invés de classe econômica: tem-se muito mais conforto com a primeira classe, mas de econômica chega-se ao destino da mesma forma.

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  14. Celso Luft12/01/09 01:09

    Nessa questão o problema central é o conceito errado de que um óleo novo vai garantir mais lubrificação do que o em uso mas ainda em boas condições. Daqui a pouco um "expert" vai inventar troca de óleo a cada tanque de combustível.

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  15. Leonardo Amaral12/01/09 11:15

    O corsa 1.4 econoflex sofreu mudança no manual do proprietário. Os primeiros (como o meu) pediam trocas de 7.500 em 7.500. Os novos, 2009 já pedem de 5.000 em 5.000.
    Na dúvida troco Óleo e filtro de óleo de 5.000 em 5.000 e uso óleo mineral 5W30, o mesmo que veio no motor quando ele saiu da fábrica. Na primeira troca coloquei o 20W50 e deu para perceber rapidamente o carro mais amarrado e gastando mais alcool. abraços

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  16. sempre troquei oleo a cada 5 mil km, filtro a cada 10 mil, usando sempre oleo mineral da ultima classificação disponível. não acho que seja excesso de zelo. estamos no Brasil, onde a fiscalização da qualidade do combustível é ineficiente. Temos grande chance de um dia fazer nossos motores queimar uma mistura de solvente ou sabe-se lá o que mais. já tive veículos VW, GM e Fiat, sempre fazendo essas trocas a cada 5 mil, e os motores desses veículos, com exceção de 2 dos fiats que tive, todos eles chegaram a 200mil km sem qualquer complicação, com aspecto de limpeza como um amigo de cima citou no seu caso.
    vale lembrar que tem casos clássicos de veículos que sofrem com formação de borra no motor, pelo fato de a troca de oleo especificada pelo fabricante ser muito longa, estou falando dos VW e Audis com motor 1.8 20V turbo.
    o Passat variant tiptronic 1.8 turbo de um amigo meu, não fundiu o motor por pouco. ficou uma semana na Corujão, em Curitiba, com o motor de molho para dissolver toda a borra que se formou. Detalhe: manutenção de acordo com o manual. a qualidade da nossa gasolina é ultrajante, eu sinceramente não confio em posto nenhum. e acho que trocar o oleo nesse intervalo mais curto vai te ajudar a não se ferrar tanto com esse combustivel duvidoso.

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  17. It seems different countries, different cultures, we really can decide things in the same understanding of the difference!
    nike shoes

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    1. Fuck you, and go send shoes for you fucking mother.

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  18. BS, para o Polo as trocas são vinculadas as revisões que são a cada 6 meses ou 10.000km, o que ocorrer primeiro. Para quem roda menos que 5000km nesse periodo fica aquela sensação de gastar dinheiro a toa. Este óleo não é barato na concessionária, 4 litros saem por R$155,32 fora outros itens. Executar as revisões na concessinária afim de manter a garantia não está fácil hoje em dia. No gol e voyage as revisões são a cada 15.000km ou 1 ano. Será que "escolhem" quem pode gastar mais ou menos? O motor é o mesmo!

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  19. Danilo,
    A recomendação para o Gol e o Voyage é que é a correta. Há engano no Polo, evidentemente. Vou interpelar a VW e voltarei ao assunto.

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  20. Tive um Uno 2002 com motor Fire e o manual trazia duas informações conflitantes: primeira, "a troca deve ser feita a cada 20.000 km ou 1 ano, o que ocorrer primeiro..." e depois dizia "...é normal o consumo de 1 litro a cada 1.000 km...", portanto, seguindo essas informaçãoes, ao final dos 20.000 km penso eu que teria gasto 20 litros de óleo! Se o cárter tem capacidade para 3 litros, eu teria "trocado" o óleo 7 vezes nos 20.000 km. Ainda bem que nos manuais mais recentes a Fiat se deu conta! Agora o prazo é de 10.000 km ou 6 meses (mesmo assim, mas tudo bem...). Muito bom seu blog.

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  21. gibson_gil trabalhei com motores muitos anos,equando abria um motor considerado ainda novo.e verificava seu desgaste,sabia que o oleo usado foi errado e que a troca foi feita acima de 10.000 km. o desgaste foi grande levando em conta os 70.000km rodado.a cada 1.000km tinha que completas quase 2 litros de oleo.

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  22. Anônimo gibson_gil
    Minha experiência não indica isso. Conheço casos de motor rodar mais de 230.000 km, o carro ser vendido e o novo proprietário continuar a usar o carro normalmente. Nesse caso específico, um Uno Mille ano 1993, as trocas eram feitas a cada 10.000 km.

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  23. E CORRETO BOB.JA USEI UM UNO EP,E FOI VENDIDO COM 430.000KM SEMPRE COLOQUEI O MESMO OLEO SELENIA 15W40 BASE SINTETICA. O MOTOR NUNCA FOI ABERTO.MAIORIA DOS PROPRIETARIOS NAO SABE QUE OLEO VAI ADERIR.E VAI MISTURANDO TODO FABRICANTE,ATE QUE FORMA GRANDE QUANTIDADE DE BORRA E DIFICULTA A LUBRIFICAÇAO DO MOTOR.ISTO E MAIS RAPIDO QUANDO UTILISADO OLEO PARA 10.000KM COMPROVADO EM TESTE.

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  24. Bob, mas o óleo 15W50 não é muito viscoso em regime normal de trabalho para seu veículo? Grande abraço!

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  25. Rômulo Godoy
    Não é, vai muito bem, tenha certeza. Nossas médias de temperatura são elevadas e quando o óleo está frio ele mantém fluidez adequada.
    Abraço!

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  26. Bob, obrigado por explicar. Então qual será o motivo de algumas montadoras utilizarem óleos 5W30 em um país tão quente como o nosso? Uso o 20W50 em meu Opala 2.5 álcool, e fiquei pasmo com esta recente especificação. Abraço!

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  27. Rômulo Godoy
    Pura busca de redução de atrito para satisfazer a neurose de redução de emissões, especialmente a de CO2.

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    Respostas
    1. Entendi. Porém não há risco de desgaste prematuro do motor como um todo, devido à baixa viscosidade cinemática quando quente?

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