24 de fevereiro de 2009

O carro que falta no Brasil





Falar de Ford Focus é interessante. Muitos o acham feio, outros dizem que não é nada demais, apenas mais um carro médio. Outros ainda o comparam a concorrentes mais antigos, ou mais modernos, e o colocam no mesmo patamar, elaborando uma tabela mental com um sem-número de itens básicos ou opcionais para tentar explicar racionalmente por que um outro médio é melhor que o Focus.

Mas o que ninguém tenta explicar é aquela sensação que é particular. A maneira pela qual uma pessoa sente um carro.

Seres muito racionais consideram automóveis como um meio de transporte. Os mais emotivos lhe dão apelidos, chamam-no de meu amigo, companheiro, coisas assim.

Eu tento ver pelo lado racional, evitando muitas emoções para não dar margem a parcialidades para esse ou aquele modelo.

No caso do Focus, isso é difícil. Trata-se de um carro que me transmite tranquilidade e assinatura de engenheiros brilhantes, alegria a cada manobra ao redor de carros lentos e mal-dirigidos que abundam na São Paulo onde moro.

Não sou de cometer infrações de trânsito, mas umas trocas de faixa de rolamento em avenidas, por entre as lesmas de quatro rodas, a uns 20 ou 30 km/h acima das velocidades deles, com ambas as mãos no volante, os olhos nos três espelhos e o pescoço trabalhando, é sempre um prazer com um Focus.

Não que isso me permita chegar ao meu destino muito antes que os parasitas rastejantes, não. Isso não é mais possível nesse mundo automotivo paulistano, coordenado por pessoas que não gostam de dirigir e que só querem faturar em cima de nossas carteiras. Chegar antes não é o motivo. O motivo é apenas uns minutos de diversão, sem excessos de velocidade perigosos. Apenas mais rápido que os répteis sonolentos.

O Focus é o carro para essa diversão. Sendo melhor ou pior que os outros. Isso pouco importa.

Ele fala comigo e me agradece quando paramos na garagem.
JJ

P.S.: Quase ia esquecendo. O carro que falta no Brasil é o Focus RS. Vejam esse videozinho promocional: FOCUS


13 comentários:

  1. Antonio Martins24/02/09 01:04

    O Focus -- mesmo na geração "antiga" -- é um baita carro. Só não vende mais porque o brasileiro não gosta de carros (isso mesmo, a propaganda da Ipiranga é balela), e insiste em dizer que carro é investimento, o medo de perder um centavo na revenda e rodar por anos com um carro que não gosta...mas bom de revenda. Quanto aos aspectos do trânsito, vc já reparou que aqui parece a Inglaterra, pois trafega-se mais rápido na extrema direita do que na esquerda: o pessoal não tem educação, aluga a faixa esquerda na cara de pau. Não existe um escalonamento de velocidades por faixa, cada um faz o que quer, e ainda acha que está certo!!

    Foi isso que deu ficarem pregando que velocidade por si só é perigoso, agora todo mundo fica andando feito tartaruga achando que isso é o correto. Será que esse pessoal não pensa que o automóvel surgiu (não só ele) com a finalidade básica de encurtar o tempo entre dois pontos?

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  2. Antonio, perfeito comentário, com outras palavras, eu digo a mesma coisa. Você está certíssimo.

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  3. O Focus é um excelente carro, considero o melhor da categoria. Ajuste de suspensão perfeito entre conforto e estabilidade, consumo comedido e desempenho muito bom. No modelo antigo, o desenho da traseira me causava certa estranheza, mas a versão atual é maravilhosa! Claro, estou falando do hatch. Se tivéssemos a versão RS européia...

    No trânsito o pessoal tem verdadeiro pânico de multa por excesso de velocidade. E o pior é que devem considerar demérito trafegar pela direita, dado o número de "donos" da esquerda.

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  4. Vias têm sua velocidade natural. Até hoje, por onde dirigi mundo afora, notei que ao estar rodando e avistar uma placa de velocidade, uma conferida no velocímetro serve para me mostrar que estou no limite indicado. Aqui, quase sempre se está em excesso na mesma situação. Mas nada é mais irritante do que numa lombada eletrônica de, digamos, 40 km/h, o carro da frente passar a 25.

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  5. Antonio,
    Andar na esquerda é símbolo de status, de poder, acredite. O trânsito seria completamente diferente se a faixa mais à esquerda fosse usada primariamente para ultrapassagem e/ou se quem estivesse nela, à frente, desse prontamente passagem.

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  6. Eu acho o Focus um dos melhores custo-benefício do mercado atualmente, seja novo ou usado. Se formos olhar comparativos, ele quase sempre ganha todos. Muito melhor que o "queridinho" Golf.

    Quanto aos comentários de velocidades nas vias, é impressionante como se deturpou essa questão em Brasília. Frequentemente se observa que o fluxo está andando a mais de 50% da velocidade da via. Sem nenhum estresse, sem nenhum terror. E isso numa cidade que tem aproximadamente 1000 (isso mesmo, 1000!) "pardais". É indústria da multa ou nâo?!

    Abraços

    Lucas

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  7. Marlos Dantas24/02/09 10:28

    Realmente a esquerda é feita apenas para seres superiores, sobre-humanos. E não adianta pedir passagem, pois mesmo mais lentos, não permitem.
    Tenho grande simpatia pelo Focus, nunca dirigi o novo modelo, mas pelo que sai nos testes deve mesmo ser bom. As versões turboalimentadas nos fazem falta.
    Porém, nunca entendi a reserva dos brasileiros quanto aos carros turbo. Modelos turbo interessantes geralmente não atingem o patamar de vendas que merecem, sem contar que, quando lançam um motor turbo, todo mundo já picha e diz que vai ser “mico”. O 1,4 T-Jet da Fiat mal saiu e já é crucificado. E isso não é “privilégio” de leigo não. Muitos mecânicos independentes quando vêem um carro turbo (e também os multivalvulados) cobram um absurdo (ou não aceitam o serviço), mesmo que o problema não seja exatamente no turbo, além de dizerem o velho refrão “carro turbo não presta, motor 16 válvulas também não”. Alguém saberia o porquê de tanto preconceito?
    Talvez em breve (espero eu), quando as coisas melhorarem, um Focus Ghia hatch, usado do modelo antigo seja minha escolha...

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  8. A linhagem RS da Ford é um segmento que infelizmente não passa por aqui. Alias, quase nenhum dos segmentos esportivos de carros convencionais estão disponíveis. Não temos o Focus RS, nunca tivemos o Peugeot GTi, nem teremos algo tipo o Cobalt SS.
    Uma pena.

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  9. Clésio Luiz24/02/09 16:09

    Mecânico é o bixo mais conservador do mundo. Qualquer novidade é culpada é até que se prove o contrário.

    Se 16v não prestassem, Toyota e Honda não estariam deitando e rolando no mercado em que atuam.

    Mas turbo é ruim também, menos em todas as picapes diesel do país.

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  10. Turbo é a melhor coisa que existe, é uma máquina inspirada pelo capeta que veio ao mundo atormentar os homens de bem!

    Só dá errado se for montado por porcos que não estudam. Se for bem projetado fica ótimo. De fábrica então, simplesmente perfeito. Até pq é muito fácil fazer upgrades em carro turbo de fábrica!

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  11. esses dias dirigi um gol 1.0 16V turbo impecável, de um amigo meu, que carrinho fantástico, outro injustiçado por pessoas que não sabem dar o mínimo de manutenção necessária, uma pena que é tão difícil achar um inteiro e fazer seguro é outro obstáculo.
    mas mesmo assim teria um fácil, passava pra álcool, remapeamento, algo como 150cv e relações de câmbio do 1.8 pra dar uma "corda" a mais...

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  12. Bob
    Aqui em Blumenau as lombadas eletrônicas tinham limites que variavam entre 40 e 60 km/h. Os motoristas reclamavam por que "nunca sabiam a velocidade certa" (como se as placas não existissem) e por isso os limites foram todos padronizados: 50km/h. Em muitos trechos, a lombada servia para reduzir a velocidade para travessia de crianças das escolas. O limite é 40km/h, mas a lombada permite que o motorista acelere e passe até 56km/h (só multam de 57 pra cima).

    Que raio de lombada é essa?

    ___

    Sou fã dos esportivos Ford. Pena que no Brasil nunca tivemos um exemplar da linhagem.

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  13. Leo,
    Que incoerência, não? Falta lógica a esssa turma que mexe com trânsito.

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