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31 de julho de 2009

A DANADA DA PREGUIÇA


Estranho, uma foto de teclado de computador num blog de automóvel? Tudo a ver. É para falar de um dos grande males da humanidade mas que afeta sobreamaneira o Brasil: a danada da preguiça. Sei que está duro de entender, mas explico.

Os computadores que começaram a chegar por aqui no final da década de 70 traziam teclado tipo US, de 101/102 teclas e assim ficaram um bom tempo. Não tinham a tecla "ç" e para digitar a letra que tanto usamos era preciso teclar acento agudo e, com a tecla apertada, teclar "c". Por incrível que pareça, tudo por causa da única palavra usada em inglês que tem "c" com cedilha: façade (pronunciado como se lê). É um cognato verdadeiro ao significar fachada.

Para nós, escrever em português num teclado feito para língua inglesa requeria um mínimo de adaptação. Em pouco tempo dominava-se a disposição das teclas -- e o acento agudo mais "c". Mas surgiu, não sei bem quando, creio mais para o final dos anos 90, o teclado brasileiro, chamado ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) com o "ç" e ainda por cima ladeado pelo "~" (til). Por que mudou? Só pode ser devido à atitude que deu nome a este post: preguiça. É suposição minha, mas só pode ser. A turma devia achar trabalhoso dar acento agudo mais "c". E passamos a ter o "nosso" teclado.

Igualzinho à "nossa" gasolina, única no mundo, com 25% de etanol.

Esses dois "nossos" obrigaram a fabricantes de computadores e importadores a modificar os teclados e a fabricantes de veículos a calibrar os motores para poderem ambos ser usados pelos brasileiros. Cada vez que ficamos diferentes do mundo, problemas.

Meu computador de mesa está precisando de teclado novo, começou a dar alguns problemas de resposta à digitação. Fui numa grande loja especializada e, adivinhe,? Tinha de várias marcas e preços, mas tudo ABNT. Como o meu, que tem mais de 10 anos, é 101/102, tratei de procurar e achei um na oficina de computadores da qual me sirvo faz tempo. Sem "ç" e com tecla Enter grande, dos quais faço questão. Por dois motivos.

Um, estou acostumado com esse tipo de teclado. Dois, meu notebook tem o mesmo 101/102. Se cedesse e comprasse um ABNT, teria o mesmo problema que enfrento cada vez que me sento a um computador na sala de imprensa organizada pelos fabricantes de veículos nos lançamentos. Enrolo-me sempre, pois várias teclas estão em posições diferentes.

Foi pensando nesse aspecto que quando eu trabalhava na Embraer em 2001/2002 e planejamos os detalhes da parte de imprensa para acolher os 200 jornalistas estrangeiros convidados para o lançamento do EMBRAER 170, encomendamos os computadores com teclado 101/102. Mas na véspera, ao checar a sala de imprensa e os computadores, novamente adivinhem: teclado ABNT. Fiquei realmente possesso, mas não havia como fazer a substituição àquela altura.

No dia seguinte tive o dissabor de ver os nossos convidados "apanhando" para digitar, não pela ausência do "ç", mas pelas posições diferentes de algumas teclas. Não fomos bons anfitriões nesse aspecto.

E a tecla Enter grande é apreciada por mim por motivo óbvio. Não é preciso mirar nela.

A coisa complica mais do que parece. Um grande amigo esteve no lançamento do Fiat Strada Adventure cabine dupla, em Foz do Iguaçu, e comprou um netbook, que veio com teclado 101/102. Ele tem no escritório o PC com teclado ABNT. Perguntando aqui e ali, já no Brasil, viu que não era possível mudar as teclas fisicamente. Reconfigurou o teclado, então, de modo que só ele sabe quais são as teclas que dão comando "ç", til e outros, como "/" e "\". Que confusão, que perda de tempo desnecessária!

Tudo, repito meu "achismo", por preguiça dos brasileiros em teclar acento agudo mais "c" para dar "c" com cedilha.

E nos automóveis, a preguiça se manifesta? Claro que sim. Uma boa parte dos motoristas quer engatar a quinta e ir de Porto Alegre a Natal nela. Passar de quinta para quarta ou terceira quando necessário, como nos câmbios "4+E", nem pensar. Preferem o motor berrando no ouvido com uma quinta "de potência". Ou então a recusa nacional de reduzir para segunda ou primeira ao transpor uma lombada. O negócio é fazê-lo em terceira. Nos dois casos a preguiça fala mais alto.

A preguiça é responsável por se fazer um retorno proibido em vez de andar uns 500 metros mais; por colocar o carro fora da vaga demarcada, ocupando duas; por estacionar em local proibido em vez de um pouco mais longe, para não ter que caminhar muito; por parar em fila dupla e ligar a "autorização" para isso, ligando o pisca-alerta; por não calibrar os pneus a cada 15 dias.

Fora do carro, não puxar a descarga da privada em banheiro público; não pegar do chão o papel-toalha que eventualmente não tenha caído no cesto; mandar o filho fazer alguma coisa em seu lugar, como buscar um refrigerante na cozinha. Uma longa lista de exemplo, enfim.

Há muitos anos li uma matéria em Seleções na qual um pai mandou fazer uma plaqueta e fixou-a no painel dos carros dos filhos. Ela dizia "IPM", de Impaciência Pode Matar, em alusão a não se ter paciência para aguardar o momento seguro de uma ultrapassagem, por exemplo.

Podia-se fazer o mesmo, quando necessário, com as letras "PPM", Preguiça Pode Matar, no carro e em alguns pontos da casa. Tivesse isso sido feito há tempo nos lares brasileiros, talvez o teclado ABNT não existisse.

BS

32 comentários:

  1. Qual é a do teclado com o símbolo do Ubuntu?

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  2. Clésio Luiz31/07/09 22:35

    Aquele é o símbolo do Ubuntu Linux, na tecla Windows direita. Tem como pintar isso num teclado ou é apenas uma imagem editada?

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  3. Opa!!! Pegou um teclado pra Linux Ubuntu, ou trocou a máquina inteira?

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  4. É assim que evita-se L.E.R. HAHAHHAHAA

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  5. "Uma boa parte dos motoristas quer engatar a quinta e ir de Porto Alegre a Natal nela. "

    Rí alto aqui na cadeira. hahahaha

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  6. Clésio Luiz01/08/09 00:55

    Eu pessoalmente acho que o pessoal que criou o ABNT poderia ir mais longe. Poderiam ter feito mais melhorias. Existe espaço para aperfeiçoar o padrão.

    Sobra a criação do ABNT para teclados, nada mais natural. O QWERTY não foi pensado para a Língua Portuguesa.

    E não é só no Brasil que existe teclado dedicado. Praticamente cada país possui seu padrão. A lista de teclados dedicados é enorme. Em Portugal o teclado deles também tem teclas adicionais. O teclado francês é um exemplo: não segue em nada o padrão QWERTY. A disposição das teclas é pensada de forma a facilitar escrever as palavras da língua francesa.

    Até mesmo para inglês existe um padrão aperfeiçoado, chamado Dvorak. Eu testei ele e é notável como facilita as coisas. Até pra digitar português. Aqui no Brasil um cidadão criou um padrão para o Português do Brasil, que funciona muito bem por sinal. Meus dedos se deslocam bem menos pelo teclado ao digitar. Não o adotei em definitivo porque utilizo muitos computadores diferentes e não dava para ficar com esse padrão só em um deles (o meu).

    O teclado ABNT 2 é uma benção. Não houve nada de errado em criar ele. Errado seria se continuássemos usando um padrão de teclado que não foi pensado para nós.

    "O Homem Racional se adapta ao mundo; O Homem Irracional tenta adaptar o mundo a ele. Assim sendo, todo o progresso depende do Homem Irracional" :-)

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  7. Clésio Luiz,
    Nada a ver, desculpe. O teclado 101/102 é ótimo, dá para escrever rapidíssimo nele. É apenas uma complicação a mais. Em qualquer língua. Ou você acha que resolvi partir para o mais difícil por diletantismo?

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  8. Diego Maciel Debesaitys01/08/09 01:40

    Bob,
    Meu teclado é ABNT 2, e não acho o Enter pequeno. Aprendi a mexer em computador com o teclado 101/102, mas já me acostumei com o ABNT que tem a vantagem de ter a vírgula no lugar do ponto no teclado numérico. Outra vantagem é o atalho que existe para escrever números ordinais.

    O que não dá mesmo é colocar a quinta na estrada e esquecer ou classificar um carro como "bom" experimentando se ele contorna esquina e passa quebra-molas em terceira marcha. Afinal, não precisa trocar de marcha...

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  9. Também sou usuário fiel do teclado com padrão americano.
    Sou usuário de computadores desde muito antes da popularização do padrão PC, e mesmo depois disso ainda demorou bons anos até que o ABNT2 tomasse conta dos computadores nacionais.

    Como programador, o teclado americano mantém a lógica sequencia em linha das teclas de chaves "{}" e colchetes "[]". No ABNT2, o padrão é ter estas teclas em linhas diferentes e fora de alinhamento vertical.
    Toda vez que programo em um PC com teclado ABNT2, tenho que ficar caçando as teclas de chaves e colchetes. Pura perda de tempo onde não se pode perder o estímulo de programar.

    Não vejo nada proibitivo ter de teclar acento e a letra "c" para obter a cedilha.

    Nos tempos da máquina de escrever, em que muitas delas vinham de fora e não tinham o cedilha, teclava-se uma vírgula, dava-se um retrocesso e então rebatia-se o "C", formando o cedilha.

    Nos tempos dos primeiros PC-XT e do então popular editor de texto Wordstar, para obter o cedilha, fazia-se o mesmo que na máquina de escrever. Digitava-se a vírgula, depois a tecla Control e "k" simultaneamente, depois o "h" e por fim o "c".
    A sequência "CTRL-K H" gerava uma instrução de retrocesso, e depois de um tempo, digitar o comando era natural.

    Concordo com o Bob. ABNT2 é dispensável.

    Sobre os problemas que aparecem pela mania tupiniquim de querer ser difeerente de todos os outros, tenho outro bom exemplo, o padrão da TV em cores.

    Nossa TV preto-e-branco usava resolução do sistema americano, mas quando a TV em cores foi padronizada, ao invés de assumirmos o padrão NTSC americano, adotamos o PAL europeu, criando o PAL-M, que só existe aqui.

    Se tivéssemos assumido o NTSC, poderíamos comprar tanto TV's como câmeras, mesas de edição e transmissores de projeto americano. Com o padrão caboclo que é o PAL-M, todos os equipamentos precisam ser projetados para nós.

    Agora, enveradamos no mesmo caminho com a TV digital.
    Ela está disponível há mais de um ano e meio, mas vejam como ela está popular...

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  10. Bob

    Você me fez lembrar de uma história engraçada.

    Quando tinha apenas 18 anos de idade prestei meu primeiro concurso público: oficial de promotoria.

    Passei para a segunda fase do referido concurso, uma prova de digitação. Estava acostumado ao teclado 101/102 e quando cheguei lá adivinha: todos os teclados ABNT.

    Tive um único erro de digitação, graças a esse detalhe. Não fosse essa babaquice teria nota máxima.

    FB

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  11. Bob, me perdoe, mas eu trabalhava com um desktop com teclado ABNT2 e com um notebook com teclado padrão 101/102, alternando o uso entre eles com frequência, e me acostumei rapidamente, dificilmente errava. E o teclado ABNT2 é sim mais prático para o português, e a ordem das principais teclas não muda. Essa adaptação é facílima, não requer nem muita prática.
    Quanto ao resto, principalmente a parte da quinta marcha, eu concordo com você. Já cansei de ouvir que o carro "anda bem" pq está sempre com o "motor cheio", trabalhando a 4000rpm em quinta marcha a 110 km/h...

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  12. Sempre fui fã dos 101/102, mas na última troca de laptop fui obrigado a me adaptar a um ABNT.
    Mas tenha certeza que essa "preguiça" de teclado não é só no Brasil não. Os franceses conseguem ser 1000 vezes piores, ao usarem o maldito teclado AZERT (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f0/KeyboardLayout-French.png). Não só ele é bem diferente dos outros com a posição de várias teclas, como também não permitem que se escreva corretamente em português! (acento agudo no A? Impossível)

    Os brasileiros conseguem se superar nas "invencionices" diversas vezes - como na insistência de usar álcool puro ao invés da mistura E85, o que facilitaria muito o trabalho de adaptação de diversos motores p país - mas no caso do teclado, não somos os piores!

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  13. Também acho que o teclado ABNT não ajuda em nada, só atrapalha.
    Considero o mesmo caso da padronização das tomadas de energia elétrica, não vamos usar nem o padrão Europeu nem o Americano. Mais uma vez o Brasil querendo ser diferente e dificultando as coisas...

    Bob, quanto ao seu amigo que comprou o notebook e queria uma disposição diferente das teclas, saiba que eu já vi colarem adesivos com as letras correspondentes as configurações do teclado...

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  14. os adesivos obviamente éram colados por cima das teclas...
    Isso acontece muito quando o pessoal traz notebook de fora e não percebe que a configuração do teclado é diferente do padrão ABNT ou Inglês Estados Unidos....

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  15. Bob, procure na internet por: "adesivos de vinil para teclas".
    Transforme seu teclado para português ABNT ;)

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  16. Bob,

    Você precisa ver então um teclado padrão francês. Só para dar uma "palhinha" da diferença, para digitar os números usando as teclas normais, aquelas acima das letras, é preciso pressionar Shift...

    Mas pior que isso é traduzirem as funçoes no Excel. Troca-se de idioma e é preciso reaprender como usá-lo! Sem contar o português macarrônico na ajuda (help), traduzido ao pé da letra do original inglês...

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  17. Bob,

    É nossa mania de querer ser diferente porque somos brasileiros. Nossa auto-estima é tão baixa que os mpbóides aqui acham uma afronta cantoras como Fernanda Takai cantar Nara Leão em japonês e vender bem por lá. Tudo tem que ter a "nossa" cara. Hoje algumas bandas nacionais, discípulas do produtor "astro" Carlos Eduardo Miranda (Banda nacional TEM que cantar em português) tem ojeriza por uma banda paulistana chamada Cansei de Ser Sexy (CSS pros gringos) por fazer turnês na Europa e no Japão cantando em inglês. Mas nenhuma se presta a fazer um disco em espanhol para o mercado latino...

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  18. André,
    Bem lembrado, o tal do PAL-M. É velha mania -- seria maldição -- de acharem que o Brasil "é diferente".

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  19. Fernando C,
    É claro que nos adaptamos, mas que complica ter-se que alternar entre um tipo de teclado e outro, não pode haver dúvida. Tudo por causa de um reles "c" com cedilha?

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  20. Diego,
    Já vi muito ABNT2 com Enter pequeno. É muito chato.

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  21. Anderson,
    Vou passar a dica de adesivos para teclas para o meu amigo, obrigado.

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  22. Road Runner,
    Sei que existem teclados dedicados, caso de França e Portugal. Há muitos anos fui usar uma máquina de escrever durante o Rali de Portugal e foi enlouquecedor. Era como se num carro a alavanca de câmbio estivesse no teto...

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  23. 1k2,
    Essa mania só nos ferra. Durante mais de 30 anos tivemos motores de taxa de compressão bem baixa só porque nossa gasolina era "diferente", de baixa octanagem. Parece que essa turma não pensa!

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Mas não é por que a França tem o seu padrão que nós precisamos cometer o mesmo erro. Imaginem se cada fabricante fizesse os pedais de comando de ordem diferente. Os ingleses também inverteriam os pedais, não só o volante (apesar de ter sido o Austin Seven que popularizou a disposição "universal").

    Se o padrão "internacional" é baseado no inglês, talvez seja coisa da língua "comercial" universal. Meu teclado é 101/102. A única coisa que me irrita em alguns teclados é o ponto de interrogação ativado por alt+w (acho que os Acer e Sony Vaio são assim).

    O Bob já escreveu uma coluna no BestCars (ou 4R, não me recordo) sobre a padronização de comandos básicos do carro. O controle dos vidros só é bom nas portas. No painel e no console central é economia porca.

    Da mesma forma que é terrível entrar em um carro e procurar onde se acende os faróis, onde se ajusta os espelhos (lembram do Del Rey?), onde se abre os vidros, é terrível pegar um computador com esse teclado brasileirista.

    E ele é bem sem sentido: a posição das letras é a mesma do 101/102, mas muda de lugar os acentos e sinais gráficos. Brasileiro? Com 'y' na primeira linha?

    Acho que ficaram com preguiça de reordenar as letras de acordo com nossa língua.

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  26. é questão de costume, mas é verdade que diferentes padrões so dificultam, mais custos e mais tempo perdido se adaptando,

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  27. Henry M
    Ia falar disso, mas acabei esquecendo.

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  28. Clésio Luiz01/08/09 13:21

    Eu concordo com a padronização de comandos para carros.

    O costume é uma coisa engraçada. É natural as pessoas serem resistentes a mudanças. O que é interessante é que as vezes as pessoas deixam de usar algo bom e prático só porque não é algo com que elas estão acostumadas. Preferem sofre com falta de praticidade do que levar um tempo para se adaptar a algo novo. Mas cada um faz o que quer.

    É como a preferência por marcas de produtos. As vezes podemos nos apegar a certas marcas e deixar de aproveitar algo tão bom ou até melhor só porque não da nossa marca do coração. Como Mercedes e BMW, como Chevrolet e Ford. Como Sony e Panasonic, Microsoft e Apple.

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  29. Fala Bob, quando vier pra Atibaia passe aqui na loja (eu atendia o Jorge Lettry)que eu tenho teclado Internacional da HP, muito bom grande, pesado e com teclas macias.

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  30. O problema não é o teclado... Teclado cada um usa o que quiser...

    É o povo que para em lugar proibido pra ir na padaria ao invés de parar no estacionamento (gratuíto) 50 metros adiante...

    Entre outras coisas...

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  31. rafapalacio, ir à padaria de carro já é demais! Tem que ir à pé depois da caminhada matinal...

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  32. Completamente certo, esta coluna.
    Ainda bem que a diferença entre padrão e ABNT é pequeno (trabalho numa maquina 'americano', mas comprado em Holanda, onde não se reinventa padrões, em casa, e numa ABNT no trabalho), mas já visitei lugares como França e paises em Africa onde simplesmente colocar um endereço num email é algo que requer 30 minutos de procurar o '@'...

    Se o objetivo de padronizar é facilitar a vida de todo mundo, porque não padronizar mundialmente?

    E realmente, teclado não fui inventado para facilitar a vida, mas para complica-lo. O teclado QWERTY é assim por colocar as teclas mais usadas mais distantes de uns outros. Se não, as maquinas de escrever mecanicas não conseguiam funcionar direito (ia dar colisões entre as letras).

    Também não entendo, por exemplo, porque agora no Brasil inventaram mais um padrão para tomada com aterramento, quando o pais inteiro já usa a padrão americano para isso (plugues de computadores). Era tal dificil equipar microondas, cafeteiros e tal com pluge de computador? Agora se pode ter que instalar diferentes tomadas tres pinos em um só quarto por querer usar notebook e cafeteiro alternadamente...

    Realmente não tem cabimento se a logica de padronizar neste pais é cada vez inventar outra padrão. Mas fazer o que?

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