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25 de julho de 2009


video

Essa filmagem foi feita em junho deste ano. O Ferrari é um GTB de 1978, e ele está na revista Car and Driver Brasil deste mês de julho.

O motor é um V-8 de 3,0 litros que rende 240 cv de potência e 25 mkgf de torque. O motor é central-traseiro e vai na transversal.

Tudo agrada no carro, tudo, desde a posição de guiar ao comportamento na pista. O motor é bom, forte, com pegada a partir de uns 3.500 giros. Dali pra frente o giro sobe lá pra cima com muita rapidez e liberdade – pra não falar do ronco, que inebria.

Pilotando o carro, fui ficando encantado com suas maneiras. Nunca peguei carro tão dócil e corajoso para entrar nas curvas. Dócil porque ele obedece fácil, e corajoso porque ele entra firme, bem plantado, topando qualquer parada.

É de fácil correção. Se escorrega daqui, já se ajeita dali. Mandar a lenha com esse Ferrari torna-se facílimo. Nas retas, aumentando a velocidade, parece que cada vez mais se assenta no chão. A freada é muito equilibrada.

Depois, pesquisando sobre o modelo, vim saber que foi ninguém menos que o Niki Lauda que o acertou. Pois é, o Niki participou de seu desenvolvimento. Daí é que entendemos porque o carro é tão bom.

Essa é a diferença dos grandes esportivos para os carros comuns. Eles levam a assinatura de grandes pilotos. Dirigi-los é como receber das mãos desses camaradas uma máquina de comportamento perfeito. É um modo de eles nos falarem: “Olha, cara, um carro esporte tem que andar assim, viu? Vai guiando aí e aprendendo.”

Vale notar que a 1ª marcha é para trás e junto a nós. Isso é para que a 4ª e a 5ª fiquem alinhadas no mesmo canal e a troca entre elas seja mais rápida e fácil.

A filmagem é mais longa, mas tive que cortá-la pois estava muito pesada para postar. Se alguém aí souber de um programa "free" que baixe a resolução, e que um idiota como eu consiga lidar, me avise, que aí dá pra postar cenas mais longas. Grato.

20 comentários:

  1. Gostei da tocada.

    Mostre a ficha técnica desse Ferrari pra um incauto e ele dirá "bah mas qualquer AP turbo tira essa potência". Só que um "golzin 1.9" não curva a metade e tenderá a ser a alegria do mecânico.

    Arnaldo, esse pragrama é muito bom para o que tu precisas.

    http://www.baixaki.com.br/download/FormatFactory.htm

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  2. eu gosto desses videos on board


    nao seria mais fácil colocar no youtube e depois fazer um embed no blog?

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  3. Keller, vc que tira fotos fantásticas e tem a oportunidade de andar sempre em Interlagos com carros interessantes, já pensou na possibilidade de usar um tripe para estabilizar suas filmagens? Ficaria bem melhor já que normalmente o carona não tem muita noção de pilotagem e não consegue apontar a camera para onde o piloto estaria olhando...

    Quanto à postagem, existem uma infinidade de ferramentas simples de usar mas acredito que o melhor seria usar o Youtube.

    Parabéns pela oportunidade de guiar esses carros!

    240hp hoje em dia é de fato "pouco", esse carro com 30 anos de idade já não é mais nenhum monstrinho de reta. Mas o que importa é justamente o que vc explicou bem no texto, a experiência e as sensações que o carro transmite. Certamente toma porrada séria no tempo de volta de um hot hatch moderno como Focus RS ou R26.R, mas o fun-factor e o prazer de pilotar um carro desses vão muito além dos tempos de volta ou da aceleração do carro.

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  4. Arnaldo,
    Se você guiasse o F40 a taça não ficaria com o GTB...Nove anos depois desse GTB, V-8 3-litros biturbo a 1,1 bar, longitudinal, 478 cv a 7.000 rpm, 58,8 mkgf a 4.000 rpm, 1.235 kg, cinco marchas de primeira em baixo. Máxima 324 km/h (atingi 302,3 na pista de taxiamento de apenas 2.700 m do aeroporto de Viracopos), 0-100 km/h em 4,8 s (a fábrica diz 4,1 s, mas eu não quis castigar a embreagem e tampouco os pneus), 0 a 200 km/h em 13 s. Freios, uns Brembões sem assistência sensacionais e 1,06 g de aceleração lateral. Assim terminei o texto do teste publicado na Quatro Rodas de novembro de 1992: "Daqui a 10 ou 20 anos, quando o mundo estiver infestado de minúsculos carrinhos elétricos, talvez o F40 se transforme na lembrança de um imaginário mundo romântico, no qual as pessoas acreditavam que a vida se resumia em uma imensa highway ou autobahn. E essa estrada era rasgada por um carro vermelho que não tinha espaço, por exemplo, para a colocação da placa de identificação dianteira, pois isso comprometeria a refrigeração do motor."

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  5. Rodrigo Laranjo26/07/09 11:50

    Bob!!! Eu tenho essa revista!!! Chegou em casa (eu era assinante) exatamente no dia do meu aniversário (6 de novembro).

    Foi o melhor presente de aniversário daquele ano. Como eu já havia dito em um post anterior, eu ainda acho a F40 o carro mais perfeito do mundo.

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  6. Arnaldo Keller26/07/09 12:01

    Joel,
    Valeu! Vou testar esse programa. Obrigado.
    Villa,
    Quem é o fotógrafo da família é o Paulo Keller. Eu sou um péssimo fotógrafo. E essas filmagens foram feitas de improviso. Nem era para serem postadas, mas é melhor uma meio ruinzinha que nenhuma. Está nos nossos planos fazermos filmagens boas, mas aí sob o comando do primo Paulo.
    Bob,
    Esse F40 deve ser uma loucura, não resta a menor dúvida, adoravelmente estúpido. O 308 não foi o carro mais bravo que guiei, vc sabe, mas foi o mais obediente na pista. Dava pra correr com ele o dia inteirinho.

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  7. Tenta o SUPER, éle é free e fácil de usar...

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  8. Bela tocada, Arnaldo. Redonda, clássica. E que ronco bacana faz esse V8... pulsa de maneira bem diferente dos oito cilindros americanos, mesmo dos pequenos 215 da Rover. Tem gente que vai querer me matar, mas me lembra alguns 4 cilindros antigos.

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  9. Po Bob, falar de F40 é sacanagem...

    Esse é um dos poucos textos antigos da 4R que eu me lembro... Pedi a assinatura ao meu pai aos 6 anos de idade, pouco depois de aprender a ler. Me lembro que uma das primeiras edições que chegaram trazia um teste com o GTi azul mônaco que eu, na minha ignorância infantil, achei que ele se chamava GT1(um)... Eu lia o texto torcendo por aquele canhão azul que corria até os 240km/h... Se o painel dizia quem era eu pra desmentir? hahaha...

    O seu texto da F40 veio poucos anos depois e eu me lembro de pensar o que eu teria que fazer para, na vida adulta, arrumar um emprego desses de ficar acelerando Ferrari F40 hehehe. Pena que não tenho mais nenhuma dessas revistas!

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  10. Arnaldo, me desculpe pela confusão!

    Pra fazer filmagens não tem muito segredo não... Uma câmera com lente wide-angle MiniDV ou com memória Flash (as de HD ou DVD não servem por causa da vibração), um bom tripé, algumas cordas, um saco de tire-up e um pouco de paciência.

    Ou então, pra ficar mais simples ainda, um suporte de ventosa para prender no vidro lateral ou até no teto-solar, mas assim a angulação não fica tão legal.

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  11. Muito bom. Keller, o barulho do trambulador é alto assim?

    E, sim, o fato de um piloto muito técnico,refinado ao extremo como Niki Lauda ter efetuado acertos no carro pode muito bem ser a razão desse equilíbrio todo do mesmo.

    As fábricas deveriam fazer mais esportivos com acerto efetuado por pilotos top. No Punto T-Jet,por exemplo, faltou uma pitada de ousadia.

    O vídeo de Senna desenvolvendo o Honda NSX é uma coisa quase absurda, andando muito além de qualquer limite( mãos suadas denunciando a concentração), ele trazia o carro de volta com maestria ( e inteiro...),e ao retornar avisava aos engenheiros onde melhorar.

    Que venham novos vídeos...

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  12. Arnaldo Keller26/07/09 16:55

    Joel,

    Confusão nenhuma. É por aí, mesmo. E olha, a cãmera que usei é uma fotográfica que os amigos aqui colaboradores do blog vivem me gozando da porcaria que ela é. Comprei num supermercado a mais barata. Assim cuido mal dela e não me preocupo. Fotos boas é assunto do Paulo e ele que se vire.
    Para blog uma fotográfica boa já filma bem. Eu tinha uma ventosa mas ela sumiu. O jeito é comprar outra. Dá pra grudar por dentro no vidro traseiro.
    Alexei, o trambulador é bruto, mesmo. Até as cambiadas são meio lentas, como dá pra perceber. Mas é delicioso. Eu gosto.
    E Kowalsky, grande fotógrafo, blogueiro, bom na escrita, bom gosto nos temas de seu blog: tem razão. Nada a ver com ronco de V8 americano. Mas, lembre, ele tem só 3 litros, quase a metade dos motores americanos. Daí a difwerença de ronco, vc sabe bem.
    Essa potência específica, 70 cv/litro, para a época era um absurdo. Só hoje, 30 anos depois, é que estão chegando nisso.
    Eu só levava o giro a uns 5,5 a 6 mil e o motor ia a 7 mil. O carro não era meu e ficaria chato voar biela de Ferrari pela pista. Né?
    E não parecia um 4-cil, não. O som é mais para um pequeno 12-cil.
    Olha, pra arrematar: o carro é um baita tesão. É só prazer.
    Aqui, se pegarem um piloto para acertar um Punto "tijéti", na certa vão botar um Cacá Bueno da vida pra acertar esse carrinho de tração dianteira e é aí que eu pego bode e não boto a mão no carro.
    Se for o Bob pra acertar, fica do jeito que eu gosto.

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  13. Carrinhos FWD tem que ser acertados pelo Sr. Richard P. Jones!

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  14. Diego Ximenes26/07/09 23:09

    Concordo em parte com o Bob Sharp, mas surgiu um carro melhor que a F40: Ferrari FXX.
    Aproveitando o ensejo, que tal vcs fazerem uma reportagem aqui no blog com ela?

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  15. Caros,

    andei semana passada num carro desses, mas de passageiro. Versão para os EUA, menos potente, mas ainda assim rápida. Não acelera a ponto de tirar o fôlego, mas tem um conjunto muito legal, a gente sente que dá pra andar rápido, o carro é equilibrado, freia bem.

    O som do motor é diferente mesmo, lembra um pouco 2 L4 trabalhando em 'estéreo', fruto do virabrequim de 1 plano, diferente do padrão americano (mais em http://www.projectm71.com/Cross_FlatPlane.htm).

    Por último, o carro é belíssimo, não envelhece. O que andei tem uma combinação de cores não tão comum, cinza chumbo com interior vermelho, muito legal.

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  16. Villa

    O Perry Jones é um gênio!

    Arnaldo
    Nem te estressa, no "VcTubo" tem muitos vídeos piores. Mas que uma câmera melhor ajuda, ah isso ajuda.

    O que poderia ser modificado pra um carro desses aguentar umas tocadas violentas sem voar tudo?

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  17. Mister Fórmula Finesse27/07/09 09:19

    Olha só! E a cartilha - ao menos li muito - dizia que as Ferraris dos anos 70 eram bichos muito indóceis e complicadas de guiar: que escapavam abruptamente de traseira sem nenhum aviso, que o guidão inclinado para frente (tipo scenic) e a posição de dirigir era totalmente inadequada para guiar forte, que o trambulador parecia de caminhão, que era preciso utilizar de forma bruta o carro na pista e com muita demanda muscular...etc, etc.

    Realmente, só experimentando mesmo...ótima avaliação Arnaldo.

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  18. Arnaldo Keller27/07/09 10:21

    O Alexandre lembrou bem a questão do virabrequim. Nem sei bem a diferença, mas sei que tem, e o Dantas ou o Ogro poderiam explicar direito aqui no blog.
    Joel,
    O carro estava em ordem, perfeita ordem, mas o galho é que o carro não é meu e nesses casos, quando não é carro de fábrica, a gente tem que ter cuidado redobrado. Até hoje, nas centenas de carros antigos que guiei, não quebrei nadicas. Parte foi sorte e parte cuidado. Não posso pegar fama de desmiolado quebrador de carros.
    Quem é esse Perry Jones?
    Mister F. Finesse,
    que bichana frufrú foi essa que falou isso dos Ferrari? Quem falou essas besteiras não sabe guiar e não gosta de carro.
    Ah! O volante inclinado -- que costumo não gostar muito em carros normaizinhos -- neste caso vai bem. O fato de ser inclinado creio que é para que tenhamos mais força ao manejá-lo. Caminhão antigo, sem assistência hidráulica, é horizontal por causa disso. No caso do 308 e do Dino, que também guiei bastante, eles estão muito bem posicionados, pois as mãos alcançam o bordo superior do volante na boa. Nem esquenta com isso. Ergonomia perfeita. Ferrari antiga é o fino e deliciosamente direcionadas para quem sabe guiar. É prazer o tempo todo.

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  19. Agora não falta mais nada no AUTOentusiastas: até vídeo de Ferrari antigo riscando o chão de Interlagos tem, juntando minhas duas grandes paixões automotivas (Ferrari e Interlagos). Dá até para ouvir o "tic-tic" característico a cada troca de marcha!

    Sou fã de carteirinha dos Ferrari antigos, sendo o F40 o último "grande herói" da fábrica de Maranello. Depois do F40, a eletrôncia invadiu demais os carros de lá... Aliás, o F40 é o segundo grande Ferrari de todos os tempos, em minha humilde opinião, sendo o primeiro posto ocupado pelo 250 GTO de 1962, com seus 12 cilindros bem alimentados por 6 lindos Weber duplos! Para completar o pódio, o 288 GTO de 1984, precursor do F40.

    Pô, Bob... Você fez o 0-100 km/h em 4,8 segundos com o F40 sem forçar a barra?! Caraca! O "bicho" é mais bruto do que eu imaginava...

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  20. Arnaldo

    Sobre o Parry Jones:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Parry-Jones

    Já das modificações perguntei porque num episódio do Top Gear o Jeremy Clarkson mostrava um Aston Martin mexido só pra ficar mais tratável nos dias de hoje.

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