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30 de julho de 2009

MATÉRIA NA REVISTA CARRO

Na revista Carro de agosto há uma matéria minha sobre misturas de gasolina e álcool. Com um Siena Tetrafuel todo instrumentado, andei desde com gasolina sem álcool a álcool puro. Os resultados foram bem interessantes. A mistura de 80% álcool e 20% gasolina, que dá na realidade 85% álcool e 15% gasolina devido à nossa gasolina conter 25% de álcool, revelou-se excelente. É nada mais, nada menos que o álcool E85 dos EUA e Europa. Não foi por acaso a escolha dessa mistura que fizeram lá.

Não é querer vender revista, mas essa vale a pena comprar. Ou dar sapeada na banca.

BS

20 comentários:

  1. Opa, amanha vou comprar !

    Escutei falar tanto dessa matéria, cheia de segredos !

    Espero que venda bem !

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  2. Prezado Bob,

    Eu costumava utilizar 20% de gasolina "Brasil" ou 10% de podium da petrobrás, no Astra e agora no Corsa 1.4.
    Como esperado a autonomia aumenta, o desempenho não muda e o motor produz um ronco mais suave.
    Você saberia dizer o motivo do motor produzir esse som "mais limpo", menos "metálico"?

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  3. Robinson,
    Este comentário pessoal do André Dantas explica bem por quê:
    "Álcool e GNV são combustíveis baseados em substâncias puras. Quando sofrem a ignição, criam uma frente de chama compacta, que precisa ser bem consistente para manter o calor e queimar o combustível da camada seguinte.
    Gasolina é bem diferente, porque ela é uma mistura de hidrocarbonetos, desde os mais leves até os mais pesados.
    Esses hidrocarbonetos têm uma propriedade importante de queima. Quando mais pesada for a molécula, mais energia ela precisa receber para queimar, porém, uma vez queimada, ela libera muito mais energia térmica.
    Essa propriedade tem impacto na formação da frente de chama da mistura com gasolina. Num primeiro instante, queimam-se as moléculas mais leves. Com o calor liberado, progressivamente moléculas mais pesadas vão queimando e liberando calor até que as maiores se queimem. Assim, a frente de chama do motor a gasolina avança mais progressivamente, criando uma queima mais suave.
    Lembra dos primeiros tempos dos carros flex, quando surgiu um monte de caixinha conversoras para flex, que na verdade só alongavam os tempos de bicos? Quando montadas e o carro passava a andar com álcool, muitas vezes o dono reclamava que o carro estava mais áspero que com gasolina.
    Não era para ser assim. O motor a gasolina tem menos taxa e exige ponto menos avançado que o álcool, e ambas as características suavizam o funcionamento com álcool.
    A razão dessa aspereza é que a frente de chama do álcool é mais consistente e potente, porém mais lenta que a da gasolina.
    Usar um pouco de gasolina no álcool é emprestar um pouco da progressividade e da velocidade da frente de chama da gasolina, mas sem perder muito do aumento de potência dado pelo álcool.
    O motor deve ter ficado mais suave e talvez até mais potente."
    De fato ficou. Não houve medição em dinamômetro, mas foi a melhor aceleração 0-100 km/h, com notável ganho de suavidade.

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  4. Como já ventilei em tudo quando é forum, no Fire da Fiat é notável a maior aspereza com alcool.
    Dizem ser pelo avanço de ponto...

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  5. Rodrigo Laranjo31/07/09 11:51

    Essa "aspereza" no álcool é nítida em vários motores. Os Opalas convertidos a álcool sofrem do mesmo mal.

    E falando em E85, viram a notícia da Fiat querendo fazer Dakota V8 Flex??? Meu dia se iluminou com essa notícia!!!!

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  6. Caio, há alguns fatores que causam maior aspereza no motor.

    A aspereza aumenta com o aumento da taxa de compressão, com o avanço do ponto de ignição, com o enriquecimento da mistura e com o tipo de combustível, entre outros fatores.

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  7. Grande mestre Bob Sharp, amanhã mesmo vou passar nas bancas para comprar a minha.

    Abraços!

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  8. Comprei a revista. Gostei demais do teste, todas as informações alí, condições de rodagem, etc. Uma aula de como se escrever matérias técnicas que auxiliem o motorista no seu dia a dia. Perfeito. O resultado, porém, não me surpreendeu, dado que um membro dum forum que participo fez o teste no seu Palio 1.8R e além da melhoria citada com o E85, ainda teve um custo por km rodado menor do que com E100.
    Para ser cri cri: Será que um carro com alta taxa de compressão (Gol/Fox 1.0 com 13:1) o resultado seria semelhante?
    Mais uma pergunta: Que raios de curvas de torque e potência são aquelas na revista onde a curva de torque morre 2000 RPM antes da curva de potência???

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  9. Boa noite, Bob.
    Obrigado pela gentileza da resposta!!!
    Abraço!

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  10. Bob,

    vou comprar a Revista .

    esse teste de " misturas" é um dos mais esperados e eu estou curioso para ler os números e principalmente as " impressões" do mestre.

    Lembrando que em bólidos de competição, a mistura de apenas 15 % de Metanol no álcool, devidamente corrigindo a estequimétrica, faz um motor apenas mediano brilhar como um excelente

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  11. Bob, na matéria vc diz que o preço do E50 é a média aritimética da gasolina (brasileira ) e alcool

    Se não me engano, o E50 é obtido com 64% de gasolina brasileira e 36% de alcool.

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  12. Bob,

    Me responda uma dúvida caso eu faço uma loucura de futuramente comprar um carro americano. Os "flex" de lá andam com E85, é só colocar 30% de gasolina que ele roda bem por aqui? Como o álcool aqui é hidratado não tem perigo da corrosão acabar com os sistemas de alimentação e exaustão?

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  13. 1k2,
    Loucura nenhuma, é perfeitamente viável e sem qualquer risco para sistema de alimentaçào e motor A água do álcool não representa problema. Faça o E85 mediante uma mistura de 80% de álcool e 20% de gasolina. Como esta já tem 25% de álcool, a mistura na proporção indicada dá exatamente o E85. 0,80 + (0,25 x 0,20) = 0,85.

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  14. Caio Ferrari,
    Se um motor flex funciona com mistura de gasolina e álcool em qualquer proporção, com E85 pode-se esperar bom resultado mesmo naqueles de taxa bem alta.
    A questão das curvas de torque e potência me parece correta, há sempre bom intervalo de rotação entre as duas curvas. Pode explicar melhor qual a sua dúvida?
    Quanto à questão do E50 ser média aritmética, você tem razão, eu deveria ter sido mais claro e dizer meio-a-meio em vez de E50, pois adiante falo em E50 real. O meio a meio, no posto, dá E62,5 (0,5 + (0,25 x 0,50) = 0,625. No próximo Correio Técnico vou retificar a informação e lhe dar o crédito.

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  15. Dr. Destino01/08/09 15:01

    Pela lógica, nada melhor para um motor meio termo, que usar um combustivel meio termo

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  16. Bob, fiz a pergunta do motor de taxa alta porque esses motores tem que adotar bem mais estratégias para rodar com gasolina sem grilar do que um Fire 1.4 que tem taxa de 10,35:1. Um VW com 13:1 de taxa terá várias situações em que precisará usar esta estratégia (se não me engano, atrasam o ponto) coisa que o Fire dificilmente terá de fazer. Penso com meus botões: Sera que isso não prejudicaria muito o consumo destes motores taxados na gasolina?

    Imagino que andar na gasolina com um EA111 1.0 usando o método carga, deve deixar a centralina louca (risos).

    Quanto às curvas de torque, em diversos carros, a curva de torque desaparece em 4k RPM (o traço mesmo) enquanto a potência "morre" 7k5 RPM (no caso, Mercedes E350).
    Penso que isso não faz lá muito sentido dado que potência só existe onde há torque. E a impressão que da é que o torque do carro acaba antes da potência.

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  17. Caio,
    A coisa toda se resume no avanço da ignição. O que os fabricantes miram hoje é o motor a etanol que pode rodar com gasolina, mas num grau tímido ainda. Inclusive, sugeri a um fabricante (confidencial, por motivos óbvios) que lance uma versão a etanol somente, mas que possa numa emergência, uma espécie de "limp home", funcionar com gasolina. É claro que uma boa estratégia terá de ser adotada, mas é perfeitamente possível. Desde o começo do carro flex venho dizendo que faz todo sentido aproveitar a o máximo a característica antidetonante do etanol. O pessoal de corrida no meu tempo de competiçòes na VW usava de 15:1 a 16:1 de taxa.
    Vou ver se dou um jeito no visual das curvas de torque e potência da Carro, mas lembre-se que elas não precisam necessariamente se cruzar ou superpor.

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  18. Paulo Keller03/08/09 16:08

    Bob, excelente reportagem sobre as misturas gasolina / etanol.

    Acho que as montadoras os fabricantes também querem se ver livre dos tanquinhos. Óbviamente pelo custo que esles representanda, tanto os componentes como o desenvolvimento de novos modelos "exclusivíssimos" para o nosso mercado (Por outro lado isso retarda a entrada de concorrentes novos).

    Os consumidores também adorariam não ter o trabalho de encher os tanquinhos de seus carros, isso quando lebram que eles existem nas manhãs frias de inverno.

    Fazendo uma mistura E85 disponível nos postos daria para acabar com a E0 (?). Mas estaríamos refens dos usineiros e da sazonalidade. Melhor não.

    Mas pelos os dois primeiros pontos, economia de custos para o fabricante e comodidade para o consumidor, seria bom se os fabricantes dessem uma força solicitando a ANP ou Petrobras o fornceimento de E85 nas bombas. Acho que não seia difícil fazer um case que justificasse isso.

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  19. PK, não dá pra eliminar nem E0 nem E100 das bombas.

    Meu carro, por exemplo, é E100, e muitos carros anteriores aos Flex são E0.

    Colocar uma bomba só pra E85 nos postos é algo que acho inviável.

    O jeito pra quem quiser aproveitar a dica vai ser ter o trabalho de fazer a mistura na hora

    AD

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  20. Antonio Carlos01/03/11 04:05

    Não haveria algum link com essa matérias para lermos?

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