30 de dezembro de 2009

POTÊNCIA ESPECÍFICA NÃO É TUDO



A relação de potência específica, cv/litro, ainda é reconhecida pela maioria das pessoas como a principal medição da eficiência de um motor. É totalmente válida, mas apesar do que pensam muitos, é apenas orientativa.
Veja bem, a finalidade principal de sua existência tem a ver com uma medição de potência relativa ao tamanho do motor, o tamanho neste caso medido por deslocamento volumétrico. Desta forma, esta relação considera que o tamanho (e por tabela o consumo de combustível) é similar entre motores diferentes, e portanto um motor de um litro com 100 cv seria melhor que outro de 50 cv de igual deslocamento.
Eu sempre considerei esta relação enganadora. Um motor ocupa um espaço no veículo, e tem um peso. Quanto menor este peso, e menor este espaço, melhor. Um motor consome uma certa quantidade de combustível ao propelir o carro, e quanto menos consumir, melhor. Para uma dada potência, estes devem ser os parâmetros de comparação. O que interessa o deslocamento volumétrico dos pistões?
Consumo específico de combustível, peso do motor e seu tamanho físico, para uma dada potência, é que é a medição correta de eficiência. Medida esta básica, comparativa, pois outras existem: complexidade mecânica (quanto menor, melhor; ligada a durabilidade e perdas por atrito, além do importantíssimo custo de produção), distribuição de torque em toda a faixa de uso do motor, e a posição do CG deste motor (quanto mais baixo, melhor).
O cv/litro funciona como uma aproximação disso, mas falha porque considera que um motor de maior deslocamento é maior fisicamente sempre. Isto, apesar de muitas vezes ser verdade, não é um fato incontestável.

Um exemplo prático e fácil é o motor V-8 do Corvette Z06 (acima e abaixo): pesa apenas 200 kg e é minúsculo para seu enorme deslocamento de sete litros. De construção simples, CG baixo e uma curva de torque plana, é um motor sensacional, apesar de muita gente (inclusive "especialistas" como Jeremy Clarkson) considerá-lo ultrapassado por causa de seu comando único no bloco acionando as válvulas no cabeçote por meio de varetas. Sua potência de 512 cv resulta em 73 cv/litro, o que é respeitável, mas longe dos 100 cv/litro considerados ótimos para um motor sem sobrealimentação de ar.
Mas nomeie para mim um motor de 500 cv menor, mais leve, e de consumo específico realmente menor que o deste. Difícil, né? Na verdade, é impossível; tal coisa não existe. No máximo, igual, como o V-10 do Lexus LFA, mas com o ônus da complexidade exponencialmente maior, e um CG ligeiramente mais alto que o do V-8 Chevrolet.



E complexidade maior é ligada ao preço do motor: um LS7 da Corvette Z06 pode ser comprado em uma concessionária Chevrolet por 12 mil dólares. Uma versão mais mansa, de 6,3 litros e 436 cv, é quase a metade do preço. Tentem comprar um V-10 de LFA...
Temos que comparar sempre o que é o motor, para uma dada potência, para se ter a real medida da eficiência dele. Uma construção ultra-sofisticada pode ser apenas masturbação tecnológica, se não atrelada a resultados realmente melhores.
Mas isto tudo nem é o que realmente interessa para mim. Eu acredito que um motor é mais do que uma tabela cheia de números, mais que os frios e inertes dados. Um motor é excepcional quando gira fácil e solto, quando emite sons que acionam os centros de prazer em nossos cérebros, quando entusiasmam e são entusiasmados, quando agradecem se usados como se deve. Quando é quase algo vivo e cheio de personalidade, algo que torna o carro que propulsiona em uma vibrante máquina de prazer disfarçada em meio de transporte.
E já encontrei isso em coisas tão mundanas e desprezíveis quanto um Palio 1.0 Fiasa, com míseros 61 cv tirados de seu ínfimo litro de deslocamento. Olhando a sua ficha técnica, nada de mais. Mas andando, todos os 61 cavalos estão tão vivos e presentes, que sentia vontade de dar nome a cada um deles, só por consideração os excelentes trabalhos prestados, pela bravura acima e muito além do dever.


Um carro, bem como um motor, é mais do que a soma de suas partes, e muito, mas muito mais do que uma pilha de números.

MAO

40 comentários:

  1. MAO,
    é um desses Palios 1.0 Fiasa e seus 61 pocotós que estão me transportando atualmente! São poucos, é verdade, e o carro também não é sofisticado, mas aquela esticadinha quando a avenida está livre...só em altas rotações mesmo, porque em baixas é fraquinho! Mas como é gostoso fazê-lo girar!
    Espero trocá-lo em breve por um Clio 16V, outro girador!

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  2. Esse Fiasa era bem "liso", dizem ser devido à r/l. Mas a massa do veículo também ajudava no desempenho, o que é justamente o oposto do Corsa na última versão do seu 1,0 de 79 cv.

    Pelo perfil da maioria dos condutores brasileiros - que tem pânico de acelerador e pavor de rpm - automóveis diesel seriam o ideal.

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  3. MAO,
    Muita gente não sabe “levar” o carro 1 litro, por isso reclama tanto dele. Não tenho dúvidas de que todos os carros pequenos atuais dotados de motor 1 litro, se bem “levados”, tem agilidade suficiente no transito urbano e na estrada, o problema é que o pessoal não gosta de passar marcha, fica se rastejando com o carro e ainda reclama do veículo.
    Sempre me lembro daquela sua coluna no BCWS, “Andando rápido com
    carros lentos”, quando dirijo meu Ka, sozinho e com ar desligado, é claro...
    Você poderia aproveitar o gancho e fazer um post sobre aquela Crossover 1 litro turbo...
    Abraço.

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  4. Uma ex-namorada minha comprou um Palio Young, o último que saiu com motor Fiasa. Lembro até da bronca que o Fabrício Samahá me deu na época (se estivesse esperado duas semanas, pegaria com o novo motor Fire...).

    Mas a encrenca já estava feita, tratamos de pegar a estrada: primeiro final de semana com o carro, fomos pra São Pedro. Na volta resolvi explorar tudo o que o bichinho tinha de melhor: a quinta marcha corta pra lá de 170 Km/h, numa suavidade que se traduzia em "quero mais, pisa mais, maldito corte!!!".

    FB

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  5. MAO
    Tudo bem, o motor LS7 é um obra-prima de projeto e execução, mas prefiro 612 cv a 8.000 rpm, de 5.733 cm³ (106,7 cv/L) do que 100 cv menos de um 7-litros (512 cv) a 6.300 rpm. Estou falando do V-10 do Porsche Carrera GT.
    Torque: LST, 65 mkgf a 4.800 rpm. Porsche, 60,1 mkgf a 5.750 rpm. O spread de 2.250 rpm entre potência e torque máximo do Porsche é maior do que as 1.500 rpm do LS7, o que sugere uma curva de torque mais plana no alemão.
    Sempre olho potência específica como medida de satisfação íntima associada a pureza mecânica, saber que sob o capô está um motor que me dá mais potência de cada centímetro cúbico.
    Lembre-se que foi feriado nacional nos Estados Unidos quando o small block Chevrolet chegou a 1 hp por polegada cúbica em 1955...

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  6. MAO,
    Mais um detalhe: torque específico do LS7, 9,27 mkgf/L, com 11:1 de taxa; do Porsche, 10,48 mkgf/L com 12:1, gasolina 98 RON (acredito que o LST requeira a Premium americana, que tem a mesma octanagem medida em RON.

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  7. Carlos Galto30/12/09 09:12

    O Fiasa seria o último motor que eu colocaria como exemplo de bom desempenho, incrível como eu achava que sabia muito...
    Tive um Uno com as primeiras unidades dos Fire e achava que era o motor perfeito pro carrinho de casca fina, andava como o catiço e era muito econômico.
    Em giro alto sempre curti muito o motor do Tempra 2.0 16v e o do Palio 1.6 16v. Escuto falar muito bem também dos Renault de 16v.
    Lembrei de um canhão que brinquei uma vez, o Citroen ZX Dakar 2.0 16v de 167cv... Não tinha fim aquele motor!!
    Nenhum desses se compara ao LS7 ou os V10 da Porsche ou Nissan mas o prazer, meu no caso, foi proporcional.
    Hoje curto muito o meu Rocan 1.6 8v, que gira alto como um 16v.

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  8. Eu sempre olho a potência específica do motor, que para mim tem ter pelo menos uns 80 cv/l (carros 1000 tem potências nessa faixa quando a mecânica é bem resolvida) e quando ele é turbinado ou comprimido no mínimo 110cv/l. Só aí que vou ver as outras especificações. Torque tem que ter pelo menos uns 10 kgm/f por litro. E estou falando de motores normais. O que o MAO esqueceu de falar é que esse motor tem uns 50 anos, o que é uma eternidade em engenharia automobilística e é obra do Duntov. Aí acontece duas coisas: ou fica estacionado no tempo ou evolui, o que foi o caso. Estou vendo vários carros da década de 90, e acredite, a maioria dos que tem alto rendimento tem potência específica na casa dos 70 cv/l, menos que um 1.0 atual. Aliás, os motores 1.0 evoluíram muito, desde o primeiro Millinho lançado no começo da década de 90 com míseros 35 cv (quem andava de Fusca até então deveria ter ficado feliz, o 1300 tinha só 28) e agora na versão Economy tem 67 cv e tem casos em que chegam aos 76 cv (VW e GM) e para mim servem de base para relacionar potência e torque específicos específicos. É só multiplicar pela cilindrada e dar um desconto pelos maiores peso e atrito dos componentes. Por isso acho genial o 2.0 do Honda Civic Si: 192 cv com gasosa comum, torque de 25 kgm/f com um antepasto de 20a baixas 2500 rpm. Quer mais?

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  9. Carro 1.0 é um saco, só funciona bem em cidade (plana). É bom pra quem tem 2 carros, um de verdade pra viajar e um de brinquedo, pra andar na cidade. É piada essa coisa de "desligar o AC pra andar melhor", cada uma, carro 1.0 nem AC deveria ter... é uma aberração.

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  10. Fantástico ver o motor da minha baratinha elogiado num mesmo post não tão elogioso ao V10 do LFA. Já posso enumerar uma coisa que meu carro tem em comum com um Corvette!
    Sempre gostei muito do meu carro, mas como não entendo p! nenhuma de mecânica, e como nunca dirigi muitos além dele, tinha vergonha de elogiar muito.
    Acabei de ler a coluna citada (“Andando rápido com
    carros lentos”), e tive uma idéia: que tal vocês redigirem um post (se é que já não o fizeram) com o básico de direção para quem é como eu, "principiante"? Até porque auto-escola não ensina rigorosamente nada além de baliza e da terceira marcha, e meu pai detestava dirigir...
    Coisas como "método de carga" e "corte" eu aprendi aqui no site, seria interessante aprender mais truques, além de me aprofundar nesses que já sei.

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  11. 1k2, o primeiro Mille tinha 48 cv. O Fusca 1300 38 cv líquidos ou 46 brutos.
    Até o começo do ano, tínhamos um Uno Fire em casa, que nos prestou bos serviços por quase 7 anos sem qualquer dor de cabeça. Adoarav guiar esse carro na cidade, esticando as marchas (e olhem que meu outro carro é um Marea 2.4). Na estrada, em viagem SP-Recife com 3 pessoas a bordo, batíamos 150km/h no plano e 160 km/h nas decidas, o Uno parecendo voar.
    Em compensação, dois anos atrás fui de Salvador a Alagoas em um Celta VHC flex alugado. Estava sozinho e sem peso; nas subidas da Linha Verde, eu precisava desligava o ar. Ao contrário do Uno, era difícil manter a velocidade de cruzeiro, mesmo sem o ar e esticando as marchas em busca de alto giro. Uma experiência traumatizante!

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  12. Em tempo: excelnete artigo. Tenho a mesma forma d epensar do autor. Claro que uma Ferrari ou uma Porsche são fantásticas. mas preço por preço, o Corvette é o melhor carro esporte do mundo. Seus motores cumprem o que devem e são muitíssimos mais fáceis de manter do que obras de relojoaria européias. Ou alguém aqui já viu Ferraris com mais de 100 mil milhas no hodômetro?

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  13. Rafa Paschoalin30/12/09 12:34

    MAO, seria interessante também comparar a potência específica dos motores de carros de 1 litro com os propulsores das motos com essa mesma capacidade. Hoje em dia motocicletas como Honda CBR 1000 RR, Suzuki GSX-R 1000 e muitas outras rompem a barreira dos 180 cv sem o benefício da sobrealimentação. Claro que são motores desenvolvidos para empurrar uma massa leve (a moto pesa mais ou menos 200 kg em ordem de marcha), e o corte de giros está situado perto das 14000 RPM... Outro dia testei para a QRMoto uma Hayabusa Turbo, com absurdos 423 cv, uma experiência inesquecível!!
    Abs

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  14. Tanto a Chevrolet como a Ford seguem a receita americana de motores com grande deslocamento e baixa potência específica. Esse foi o mote da Ford ao desenvolver o GT40 que ganhou Le Mans nos anos de 66, 67, 68 e 69:um motor grande e que trabalhasse com folga na 24 horas, diferente do tão combatido Ferrari, de potência específica altíssima mas que sempre trabalhava no limite.

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  15. MAO, mais um brilhante post.

    Sobre o motorzão , levinho : ainda terei um Corvette.

    Mas torço muito para as varetas de válvulas não derem o mesmo " problema " de dois V8 Ford que já tivemos. Um 292 muito bom de giro e um 272 com Holley Bijet e blocante lá atrás. Elas (as varetas) não suportaram os desaforos da juventude do " condutor' ...

    MAO, em 2006 fui no Salão ver o Si para comprar. A única novidade saborosa da década até então. Não comprei, pois achei duas enormidades,uma era o preço salgado, outra era o carro mesmo, um Civic é muito grande e pesado para 2.0 litros pré V-TEC e garagens e espaços de estacionamento apertados. e pecaram na posição da alavanca de cãmbio , da ré e da falta do couro nos bancos.

    Saí do stand meio triste.

    Mas não perdi a viagem. No espaço da Porsche, estava um Carrera GT. E esse Porschão tinha um motor. E , meu amigo, esse motor foi ligado, foi levado até a temperatura de funcionamento e o que se viu ( e ouviu ) dali em diante foi o mais puro estado da arte, se é que me entende, enquanto o contagiros varria aquela vasta escala , notei que se aglomeravam pessoas e mais pessoas extasiadas com aquele momento único , vou dizer que foram minutos de hipnose coletiva pura até desligar , ficou o berro, o cheiro , a sensação de que aquele estado da arte em motores talvez nunca seja atingido comercialmente falando.

    Já tem ZR1 no Br para o teste a 8 mãos, tem ?

    Grande abraço, MAO, continue esse ótimo trabalho.

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  16. Sinto exatamente isso ao dirigir meu carro. Possuo um Palio 1.6 16v (106cv ~950K). É delicioso dirigir o carro. É um conjunto que vai do barulho meio 'ecoado' do motor misturado ao som agudo da caixa de marchas. É um carro que parece que sente quando vc quer 'andar forte', e fica bravo se passa das 3K RPM. Tem a personalidade de guerreiro q não gosta de voltar mal falado pra casa. (quase chorei ao falar dele agora)

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  17. Números não decifram um motor. Já fiz um post isso.

    http://meuamigodelata.blogspot.com/2009/09/pseudo-entusiastas-e-o-cvl.html

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  18. Tive um Mille 99 que dava "km"...

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  19. Como é bom o Fiasa!

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  20. Porrra! O cara fez um baita texto destes para no final vir com um Palio 1.0

    Assim não dá Marco Antonio! Vai tomate cru! Antes que viesse falar dos motores 1.6 da Ford ou Honda....

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  21. O pessoal pega Uno e Celta 1.0 com disco de freio sólido pastilha que mais parece de bicicleta, com o mínimo de segurança e fica esguelando por aí, pneu aro 13 magro e carro super leve sem aerodinâmica nenhuma levado a 140 ou 150 por hora (por que, caiam na real, só na descida com vento ajudando eles passam dessa velocidade REAL, pois painel é uma coisa, REAL é outra). Depois que bate, morre todo mundo e ainda leva gente inocente, fica falando besteira. Gente, vamos por a mão na consciência, correr é muito bom, mas fazer isso sem responsabilidade alguma, em lugar impróprio e ainda com latas ambulantes, é loucura.

    Quer economia? Vai de Uno Economy... coloca álcool ou até um kit gás lá e roda tranquilo. Quer correr? Compra um esportivo e aluga uma pista, faz aulas de direção e não faz besteira nas ruas. Ah, não tem $$ pra um esportivo? Azar seu.

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  22. Tem gente que ainda pensa que falta de peso e pneus finos sao sinonimos de instabilidade.
    Sugiro ao sr a leitura sobre peso em outra coluna do MAO no BCWS:

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  23. Tem gente que ainda pensa que falta de peso e pneus finos sao sinonimos de instabilidade.
    Sugiro ao sr a leitura sobre peso em outra coluna do MAO no BCWS:

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  24. O melhor motor Fiat feito aqui é o 1.3 16v Fire,aguenta desaforo (imagina ele carregando uma Doblo com 7 crianças dentro e uma jerica subindo de pé embaixo as ladeiras com GNV) , na Pálio é de excelente comportamento, mas me desculpem,o 1.o Fiasa é bem ruim de desempenho, já o Fire 8v é bem superior e com melhores consumos, só não é tão resistente , mas como só pago 3 paus para passar vergonha de 1.0 o 106 KID é ótimo ,hahahahahaha....Mas já to namorando um AX GTI, esse tem café no bule!..... Uma escola usa um motor de 7L para arrumar 500cv,outra usa 5l para arrumar 500cv,qual melhor?MAO, acho que não tem muito o que falar sobre esse assunto , somente pelos custos e simplicidade mesmo,mas como tudo o que é bom não custa caro,só mais dinheiro,então.....Sei não,os motorzinhos de dentista da Honda são parada dura tb, um amigo teve um VTI 1.6 de 165cv, o cara é um cupim de ferro, ele judiava do bichinho sem dó,eu achei que ele iria moer aquele motor rapidinho, que nada ,como aguenta cacete aquela usina,mesmo o animal não dando o menor trato.....

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  25. Incrivel como ainda tem gente que anda de Palhos, Unos e afins e acham que estão em um esportivo, seguros e que o carro tem estabilidade...

    O LÔCO MEU! PORRRRRRA BIXO!

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  26. Uno Zero ou Picasso?

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  27. Foi mal pelo Uno, mas a 4 Rodas pegou um pré-produção só com 35 cv e foi a primeira coisa que veio na cabeça. Isso no tempo em que o Bob trabalhava lá e faziam testes reais em pista e dinanômetro. E sim, naquela época os fabricantes mentiam sobre a potência para fugir dos impostos ou não passar vexame ante a concorrência.

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  28. Adalberto, pega o seu Uno a 140km/h, dá uma freiada bem brusca, pisada mesmo, sem controle como qualquer ser humano comum faria (que não tem absoluto controle sobre o carro, como teria um bom motorista), em direção a uma parede, e vê se você sai vivo. Agora faz a mesma coisa com um Audi, por mais básico que seja, ou um nem um pouco esportivo, porém eficaz Civic ou Corolla... pneu fino pode não ser sinônimo de instabilidade, mas não é esse o caso. Esses carrinhos de brinquedo são verdadeiras cadeiras elétricas. Deveriam ser abolidos. O povo brasileiro se acostumou com carro sem nada, não sei pq. Quer um carro com baixa potência pra cidade? Adotemos o smart, eficaz e seguro. Só não anda na estrada com ele igual doido, ele não foi feito pra isso.

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  29. Vcs conhecem a historia do motor Fiasa?Pois bem, a Fiat pegou um motor da década de 60, no lugar do comando no bloco e conjunto de varetas/balancins colocou uma árvore auxiliar,adaptou um cabeçote OHC e pronto,"modernizou" a velharia,só que com um problema:o esticador da correia ficou no lado tenso,isto é, qdo a engrenagem do vira tensiona a correia dentada ela tb é tensionada pelo esticador, e pelo menos aqui no Brasil levaram 20 anos(!) para reforçarem a correia/conunto de engrenagens ,os primeiros tinham correia com 15mm de largura ( com 15/20000km ela já ia pro saco), com o lançamento do Mille começaram a usar a correia de 17mm (melhorou,chegava nos 30/40000km)que só com o lançamento do Pálio eles reforçaram a correia e finalmente a deixaram da mesma largura das engrenagens ,os antigos chegam a comer as engrenagens extamente na pista de trabalho da dentada, os italianos são bem piadistas na hora de fazer motores....

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  30. Brenno Metzker03/01/10 14:50

    Marco Antônio Oliveira, de tempos em tempos venho a este blog, o qual considero fantástico, e também de tempos em tempos encontro coisas que acrescentam e muito a meus medianos conhecimentos automotivos. Me surpreendo com a minha surpresa(perdoe a redundancia) de sempre que venho a este fantástico blog descobrir algo novo e maravilhoso, pelo menos pra mim.
    Me refiro especialmente a sua descrição com relação ao que são so motores e carros, "maquinas de prazer disfarças em meio de transporte"
    Que 2010 seja um ano de muitas conquistas e sucesso para todos deste blog, mas em especial a voce MAO.
    Abraços de um novo fã, Brenno Metzker

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  31. Sandoval Quaresma06/01/10 10:36

    Civic Si com 25kgfm? em ITU??

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  32. Sandoval Quaresma06/01/10 10:39

    falando em 1.0, eu já acho bem mais empolgante e girador aquele 1.0 16V de 76cv que saiu no primeiro Gol Power, em 2002. cortava em 7500 rpm, bichinho invocado que se bem explorado dava trabalho a alguns 1.6 da época....

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  33. Caro Sandoval,

    Minha memoria está pregando peças, onde você leu 20 e 25 kgm/f leia-se 16 e 19 kgm/f que mesmo assim é muito bom para a categoria dele. Eu tinha lido um comparativo na Oficina Brasil e eles tinha feito umas puxadas no dinanômetro. O Jetta tem 25 kgm/f que é constante até 4500 rpm, depois disso cai. O motor do Jetta, com 5 cilindros e 2.5 litros tem 170 cv.

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  34. Sandoval Quaresma06/01/10 14:55

    beleza 1k2!
    outro dia tive a oportunidade de ouvir um Si sendo espremido, pelo ronco devia estar bem pra lá de 7000rpm. é admirável o ronco, achei que era alguma moto esportiva acelerando, quando vi o japa nervoso indo embora....

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  35. A velharia 1985 aqui na garagem tem 2.3L, 188cv a 6200 rpm (corte a 7200) ,23 kgf a 4500rpm, 230 de top speed e zero a 100 em 7,8s,tá bão pra ocs??heheheheh........

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  36. o motor ls7 do corvette é um smal block? isso é incrível

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  37. Traduziu o que eu sinto a bordo do "meu" Polo Classic Special 1.8Mi de 99cv. Que gera 55,64 cv/litro, e o mais importante para mim 8,48 kgfm/litro em seus dotes específicos.

    Também não entendo esse perfil Brasileiro que abomina acelerador e um aumento considerável no RPM. E já vão dizendo que você tá correndo, a baixo de 60km/h.

    Certo dia ainda nomearei cada um dos 99 cavalos (ainda que vapor) que este carro gera, ou gerava quando ainda era um zero quilometro lá em 1998.

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  38. O pessoal critica muito carro 1.0, mas o que eles fazem hj é quase um milagre, se comparado aos primeiros que surgiram, lá pelos idos dos anos 90. Cito como exemplo o Mille. Ô carrinho bom de andar! Se "pisado" com vontade, anda que nem "gente grande". Mas isso é o quê? Potência "alta" (pra 1.0), o que, por sua vez, acaba melhorando no torque (claro que o fato dele ser flex, e quando abastecido com álcool ajuda, e bastante!) e, no meu ver, o grande "astro" do desempenho: o câmbio "curto". Eu tenho um Palio EDX completo, hora pra minha alegria, outras horas pra minha tristeza, e o que eu noto que é de pior não é nem o motor. É o câmbio, "normal", com relações consideradas longas para os padrões de hj. Chega a dar desespero a falta de ânimo pro bichinho subir de giros, mesmo com o pé embaixo. E olha que o meu cabeçote tá mais taxado que o original, já que foi mexido recentemente. Nem assim ajudou muito. Mas, fazer o quê..... Como foi dito na matéria, um carro não é só uma parte ou outra, mas todo um conjunto, e nesse caso, um carro que nem tem como competir com um 1.0 de hj, seja ele qual for.

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  39. Alex
    Houve mesmo notável aumento de potência do motores 1-litro de 1990, quando surgiu o Uno Mille de 48 cv, para cá. Hoje, Clio, HB20 e Onix estão com 80 cv, portanto um incremento de potência de 67%. O torque não fica atrás, passou de 7,4 m·kgf no Uno Mille para 10,5 m·kgf no Renault (no Volkswagen 1,0 TEC, 10,6 m·kgf, mas este tem um pouco menos de potência, 76 cv). Em 2002 a VW chegou a apresentar para a imprensa um Polo 1-litro 16V de 79 cv, a gasolina, mas o carro não foi lançado porque a alíquota do IPI foi mudada e a vantagem em preço para os carros de motor 1-litro diminuiu muito. Lembre-se que 80 cv era a potência do Passat TS 1,6, o que dá a dimensão do avanço dos 1-litro, embora o álcool tenha ajudado, é indiscutível. Hoje o Mille Fire Economy é o mais fraco 1-litro, com 66 cv a 6.000 rpm e 9,2 m·kgf a 2.500 rpm, mas o carro anda bem devido ao baixo peso de 830 kg (4-portas) e à razoável aerodinâmica de Cx 0,35, pois atinge 153 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 14,7 segundos. Seu câmbio é 4+E, a velocidade máxima é alcançada em 4ª a 6.250 rpm (250 rpm acima do pico). A quinta tem v/1000 de 30,1 km/h e a 120 km/h o motor está a 3.986 rpm, praticamente 4.000 rpm.

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  40. Entedo o seu ponto de vista MAO, mas a relação entre deslocamento e potência sempre é um ponto cabal para decidir se um motor é realmente mais eficiente do que outro.
    Usemos como exemplo os vtec da honda, que tiram "leite de pedra", o civic vti ja em meados da década de 90 tinha seus 160 cv em um deslocamento de 1,6L sem auxilio de sobrealimentação, ou seja 100 cv/l , graças ao duplo comando de válvulas, que preservavam o torque em baixas rotações, e atingiam grande potência pela graduação alta do segundo comando, nessa época a entrada do vtec na aceleração era comparada a de um turbo, ganhou até o apelido de "vtec kick", algo que podia afastar certos motoristas, mas que na minha opnião é só um detalhe, jamais deixaria de escolher um vtec pelo meu velho ap de mesma litragem mas só que com 90 cavalos. Complexidade dos componentes vale o tamanho do sorriso.

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