31 de agosto de 2009

DUNTOV E O ENTUSIASMO

Na verdade esse não é um post novo. Ao ler a frase "Foi de Zora a ideia de introduzir o motor V-8 no Corvette em 1955" na história do Carlos Scheidecker sobre o legado do Duntov, logo me lembrei de um post antigo que fala sobre essa importante passagem.

O post ENTUSIASMO contém uma carta em que Duntov solicita ao então seu chefe, Ed Cole, a criação de um time específico e exclusivo para ser trabalhar no Corvette.
Acho que vale uma relida.

NOVA FERRAMENTA DE PESQUISA

Apesar de muitos leitores serem assíduos e acompanharem o blog desde o começo, notamos que novos leitores estão se juntando a cada dia. Também sabemos que o formato blog é bem dinâmico e no mundo acelerado em que vivemos é difícil acompanhar tudo o que gostamos sem perder passagens interessantes.
O Google disponibilizou uma ferramenta que facilita muito as pesquisas de posts do blog que já está disponível na coluna do lado direito da tela. É só usar a pesquisa para procurar assuntos de seu interesse postados aqui no blog. Experimente!
Atenciosamente,
AUTOentusiastas

PRIMEIRO ANO DO AUTOENTUSIASTAS - AGRADECIMENTO

Caros leitores e leitoras,

A equipe do AUTOentusiastas agradece a todos os comentários estimulantes deixados no post "Primeiro ano do AUTOentusiastas" e em vários outros posts ao longo desse primeiro ano. Sem dúvida eles nos motivam muito a continuar fazendo este blog cada vez melhor.


Caros convidados especiais:

José Luiz Vieira,
Fernando Calmon,
Alexander Gromow,
Jason Vogel,
Fabrício Samahá,
José Mahar Resende,
e Carlos Scheidecker,

A equipe do AUTOentusiastas agradece a participação de todos com suas histórias contagiantes. Com certeza sua participação foi mais do que especial e contribuiu muito para aumentar ainda mais o nosso entusiasmo e o de nossos leitores também.
Foi um grande prazer recebê-los em nossa casa. Esperamos encontrá-los por aqui mais vezes.


Um grande abraço a todos,
AUTOentusiastas

AS CAPINHAS

As capas plásticas em motores são uma aberração criada por pessoas que não gostam de sujar as mãos mexendo em carros.
Servem para esconder componentes que nada dizem a pessoas normais, como mangueiras, fios, cabos e outras peças fundamentais para o acompanhamento e prevenção de problemas no cofre do motor.
Para nada servem, e pior, há empresas que estão integrando funções de componentes importantes a estas bobagens estilísticas.
Agora falando sério: é tolerável um motor ser tão escondido como do conceito Chrysler Imperial de 2006?
Um Hemi quase invisível, um horror!
Será que sou só eu que sinto asco ao abrir um capô e ver essas porcarias?

JJ

30 de agosto de 2009

CONVIDADO: CARLOS FERNANDO SCHEIDECKER ANTUNES

CORVETTE C6 ZO6, O LEGADO DE DUNTOV AINDA VIVE
Por Carlos Fernando Scheidecker Antunes

O Corvette C6 Z06 é talvez um dos esportivos mais desejados da atualidade, simples, eficiente, extremamente rápido e de um design que incorpora tudo de clássico que a série Corvette apresentou até hoje. Porém é impossível entender o Z06, bem como a atual sexta geração do Corvette, sem falar sobre Zora Arkus-Duntov.

Zora Arkus-Duntov é uma daquelas figuras míticas. Engenheiro, piloto, entusiasta e gearhead nato, Zora é tambem o pai do Corvette. Ou melhor, talvez o padastro do Corvette.

A vida de Zora mais parece uma grande produção de Hollywood, porém seu início nao foi fácil. Nascido na Bélgica em 1909, seu nome de batismo era Zachary Arkus. Seus pais eram imigrantes Judeus Russos. O pai de Zora era um engenheiro de minas e sua mãe, estudante de medicina em Bruxelas, daí o local de seu nascimento.

Após conclusão dos estudos de sua mãe, os Arkus voltam à cidade natal, Leningrado e logo em seguida se divorciam. A mãe de Zora casa-se novamente com outro engenheiro de minas, Josef Duntov e então Zora e seu irmão adotam o sobrenome Arkus-Duntov em respeito ao pai e ao padastro. Estranhamente, tanto o pai de Zora, como sua mãe e seu padrasto, moram juntos na mesma casa.

Zora Arkus-Duntov (1909-1995)
No final da década de 20, a familia muda-se para a Alemanha em busca de uma vida melhor. Desde adolescente, Duntov tem como paixão a velocidade. O seu primeiro veículo é uma moto de 350 cm³ (um absurdo para a época) a qual ele usa para corridas locais, bem como corridas nas ruas de Berlim.

Seus pais, temendo os perigos oferecidos pelas corridas de motocicleta, insistem que Zora se livre dela e corra com algo de quatro rodas. Então ele adquire um carro de corrida. O primeiro carro de Zora é um Bob, marca artesanal alemã voltada às competições e de curta existência. O Bob era fabricado para corridas em ovais e, como consequência, não tinha freios na frente e os de trás eram insuficientes para frear o bólido.


Zora e sua moto


Zora e o seu primeiro carro: o Bob

Zora estuda engenharia e se forma em 1934 pouco antes da ascensão nazista ao poder. Com um diploma da Universidade Técnica de Berlim, Zora ingressa numa carreira jornalística escrevendo papers técnicos para a Auto Motor und Sport, tradicional publicação alemã que existe até hoje. Porém, quando o Partido Nazista assume o poder, ser um imigrante judeu morando em Berlim não era um grande negócio e, então, Zora e seu irmão se alistam na Força Aérea Francesa e se mudam para Paris. Zora então conhece sua esposa de toda vida, Elfi, com quem se casa em 1939 pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

Zora conhece Elfi num Café em Berlin, ela bailarina e modelo mas ainda adolescente, se apaixona pelo jovem engenheiro russo de olhos azuis. Um detalhe interessante da admiração de Elfi por Zora é que ela recortava pedacos de pano com o nome Zora escrito em russo e os enrolava pelo corpo antes de tomar sol, bronzeando a sua pela com o nome do namorado para mostrar a todos que ela já tinha "dono", como costumava a dizer. Não deixava de ser uma técnica de tatuagem natural um tanto criativa. O casal e normalmente visto pelas ruas de Berlim à bordo de um Bugatti Tipo 30. Ninguém nunca pôde acusar Duntov de ser um homem com falta de gosto refinado.

Elfi

Elfi e Zora a bordo com Bugatti tipo 30 com placa alemã, notem como se sentam no carro

Zora e Elfi


Como se tudo isso não fosse suficiente, a sorte de Zora estava para mudar. Quando a França se rende às forças nazistas, Zora não tem outra opcão a não ser fugir rápido. Por sorte e um pouco de relacionamento, Zora consegue vistos de saída através do consulado espanhol em Marselha não apenas para si e sua esposa Elfi, mas também para seu irmão Yura e seus pais. Como em todo filme da época, não poderia faltar a fuga de carro de alta velocidade. Elfi, ainda em Paris, consegue fugir dos nazistas a bordo do MG do casal de forma dramática, enquanto Zora e Yura se escondem dos nazistas dentro de um bordel.

Na verdade, Elfi teve que escapar no MG sem nenhum documento, dinheiro e apenas com algumas roupas que conseguiu ajeitar no interior do MG conversível. Teve que apelar para a bondade das pessoas, além do charme natural, para pedir dinheiro e conseguir gasolina. Um detalhe, no momento que deu a arrancada com o MG os tanques nazistas estavam a poucos metros atrás. Mesmo assim, ela conseguiu chegar à Toulouse quatro dias depois. Como que por milagre, a família consegue se reunir após cinco dias. Deixam a Europa via Portugal com destino à Nova York a bordo de um navio de refugiados chamado Nyassa em dezembro de 1940. Nada mau para o primeiro ano de casados!

Yura, Elfi e Zora em Berlim, 1939

Nos Estados Unidos, Zora e seu irmão logo comecam a trabalhar vendendo peças de reposição para o Exército e também modificando motores Ford para fornecimento militar. Apesar de a empresa dos irmãos Duntov estar a todo vapor e já contar com 300funcionarios, Zora não resiste a um convite da Allard inglesa para voltar à Europa e trabalhar com os carros esporte da marca.

Uma vez de volta à Europa e envolvido com a Allard, Zora participa como piloto das 24Horas de Le Mans em 1952 e 1953. Repete a participação em 1954 e 1955, movido pela paixão à velocidade, a bordo de um Porsche 550 RS Spyder com motor de 1.100 cm³, onde consegue vitórias consecutivas na classe. Aliás, sua pilotagem no Porsche Spyder chama a atenção de um jovem ator chamado James Dean, que compra uma máquina dessas e a leva para os Estados Unidos para competir em provas locais.

Entre as participações nas 24 Horas de Le Mans, Zora volta a Nova York e encontra num dos Motoramas da GM o grande amor automobilístico de sua vida: o primeiro Corvette fabricado em 1953, designado XP-122 internamente . E então começa o seu envolvimento pelo carro que marcaria sua carreira.


O Corvette que Duntov viu no Motorama da GM, o XP-122

Duntov encanta-se com as linhas do Corvette mas fica igualmente decepcionado com o que está por debaixo da carroceria: motor de 6 cilindros, câmbio primitivo e eixo traseiro rígido. Duntov resolve escrever para o engenheiro-chefe da Chevrolet na época, Ed Cole. Na carta, Duntov diz a Cole que seria uma grande honra trabalhar num carro tão belo como o Corvette. Por questões de credibilidade e para tentar impressionar a Chevrolet com seus conhecimentos, Duntov inclui um paper técnico de sua autoria cujo tema era como determinar analíticamente a velocidade máxima de um automóvel.

Esse paper impressiona a Chevrolet, que resolve trazer Duntov como engenheiro-assistente. A primeira atitude de Duntov como empregado foi enviar um memorando aos seus chefes intitulado "Pensamentos pertinentes à juventude, aos hot rodders e à Chevrolet". A intenção de Duntov era tornar a Chevrolet uma marca que fosse sinônimo de competição e alto desempenho.

Duntov (à direita) e o Corvette SS de 1957

Com isso Duntov se torna diretor do departamento de Alto Desempenho da Chevrolet. No processo, Duntov altera o Corvette, que era um mero e normal conversível, para um esportivo nervoso e com personalidade para competir de igual para igual com marcas como Porsche, Maserati, Mercedes-Benz e Ferrari. Foi de Zora a ideia de introduzir o motor V-8 no Corvette em 1955. E como era de sua índole, Zora resolve demonstrar pessoalmente o carro com o novo motor subindo o traiçoeiro Pikes Peak, no Colorado, e batendo o recorde para um carro de série.

Duntov ainda iria pegar um Corvette em 1956 e estabelecer o novo recorde na praia de Daytona chegando a 150 mph, ou 242 km/h. Essa era a personalidade e a marca registrada de Duntov. Em 1963, com o lançamento do Sting Ray com suspensão independente e carroceria estilo berlineta, Duntov cria o programa Grand Sport. O objetivo era capturar a atenção dos fãs do Corvette e criar novos admiradores para o carro. No processo, Duntov cria uma versão especial do Corvette que pesa apenas 815 kg e equipada com uma versao de bloco pequeno do motor V-8 todo em alumínio e com cilindrada de 6 litros.

As novas políticas da GM, bem como o acordo de cavalheiros entre os fabricantes americanos de não entrar em competições, corta as ambições de Duntov, mas isso depois de ele conseguir construir cinco Grand Sport, que acabaram na mão de Roger Penske e destruíram os Cobras em competições nacionais e internacionais. Aliás, uma curiosidade é a empresa Mongoose Motorsports, que fabrica uma réplica do Grand Sport usando mecânica do C5. O nome Mongoose se refere ao animal predador natural de cobras; não poderia ser melhor escolhido. O nome Grand Sport seria usado novamente em 1996 para uma série limitada de despedida do Corvette de quarta geração (C4) e em 2009 também para descrever uma opção de acabamento especial para o carro de sexta geração (C6), tanto conversível quanto cupê.


Mongoose Corvette réplica, acima Grand Sport

O Corvette Z06 original veio de um desejo de Duntov de fornecer aos clientes da marca um pacote que pudesse viabilizar a utilização do Corvette em competições, uma vez que os fabricantes não queriam se envolver nelas diretamente. Na década de 60 era possível comprar um carro na GM quase que fabricado sob encomenda. O nome utilizado para isso era RPO que é a sigla em inglês de Regular Production Option ou Opção de Produção Normal. Cada pacote era representado por um código de RPO, nesse caso RPO Z06.

O primeiro pacote Z06 para o novissímo Corvette de segunda geração (C2) era composto por: uma barra estabilizadora dianteira com diâmetro 20% maior, um servofreio a vácuo mais potente (detalhe: freios a disco no Corvette foram introduzidos apenas em 1965), entradas de ar para resfriar melhor os freios, um motor de 5,2 litros com sistema de injeção da Rochester que produzia 360 hp/365 cv e o tão característico super-tanque de combustível com capacidade para 139 litros versus os 76 litros do tanque convencional. Por causa do maior tanque, os Z06 originais são também conhecidos como Big Tanks. Os Corvette Z06s se tornaram lendários em vários tipos de competições por todo o território americano e Duntov conseguia seu objetivo de tornar a Chevrolet uma marca jovem e esportiva.

O Z06 original de 1963 e Duntov

Corvette Grand Sport de 1996

Duntov se aposentou em 1975 mas sempre esteve ligado ao Corvette enquanto viveu, participando de eventos especiais como a construção do Corvette Museum, e era extremamente opinativo sobre o "seu" carro nas novas encarnações. Duntov faleceu em 1995, aos 86 anos, no último ano do ZR-1 e por isso foi criada a série Grand Sport em 1996 para marcar o último ano do C4.

Zora e Elfi participando da cerimônia do Corvette Museum com o milésimo Corvette, 1992.

Em 1999, o departamento de desenvolvimento do Corvette resolveu fabricar um terceiro tipo de carroceria, hardtop, que era praticamente um conversível C5 com uma capota dura e simples para vender o carro por um preço mais acessível. Na minha opinião, o carro era feio, mas para tentar aumentar as vendas em 2000 resolveram batizar o carro de Z06 e aumentar em 40 hp/40,5 cv a potência do motor que chegaria a 385 hp/390 cv. Em 2002 o motor do carro foi modificado para produzir 405 hp/410 cv e sua produção terminou em 2004 junto com o Corvette de quinta geração.

Corvette cupê, conversível e Z06 de quinta geração

Com o Corvette C5, a GM tem a intenção de conquistar o mercado europeu e de exportação e para isso resolve investir num programa de competições usando o modelo. A Corvette Racing entra o modelo C5-R nas 24 horas de Le Mans em 1999 sem muito sucesso e consegue fazer a temporada inteira da American Le Mans Series (ALMS). Em 2001 o C5-R consegue sua primeira vitória na prova francesa. Uma das curiosidades é que Dale Earnhardt Sr e Jr competem com o Corvette também em 2001 terminando em quarto na geral. No total o C5-R ganhou 31 corridas na ALMS, 3 vitórias na classe em Le Mans e uma vitória absoluta em Daytona. Novamente, o Corvette estava voltando às origens e fiel ao legado de Duntov no melhor estilo.


Em 2005, o carro de sexta geração foi oferecido ao público, bem como o departamento de competições da Chevrolet começou a projetar o novo C6.R que iria suceder o C5 em Le Mans e na ALMS.

Corvette C6.R em Road Atlanta. Notem o difusor.

O C6.R venceu Le Mans na classe GT1 em 2006, chegando em quarto na geral. O C6.R fica em segundo em 2007 e 2008 porém vence Le Mans em 2009, Sebring e SPA, na Bélgica. A Corvette Racing anuncia que em 2010 irá mudar de classe indo da GT1 para a GT2 de forma a competir diretamente com Ferrari, Porsche etc. O C6.R GT1 era baseado no Z06 de série com o motor LS7 de 7 litros reduzido para 6. Já o C6.R GT2 será baseado no ZR1 com o motor LS9 reduzido de 6,2 litros para 5,5 litros, sempre usando E85 como combustível assim como no GT1 anterior.

Uma curiosidade é o mascote da Corvette Racing, a caveira Jake que está no capô do carro, bem como dentro do cofre do motor do atual ZR1.

Jake, mascote da Corvette Racing. Observem os olhos no formato do logo do C6.

O Corvette C6.R GT2 para 2010, entre eles um ZR1

Paralelamente ao C6.R foi também desenvolvido pelo mesmo departamento de competições a versão Z06 para o C6. O Z06, aliás, foi desenvolvido para ser vendido ao público e poder ser usado em pistas regionais dentro do mesmo espírito do Z06 original idealizado por Duntov.

O novo Corvette Z06 foi oferecido ao público em 2006 e criou uma sensação junto a todos os jornalistas especializados. Os números do novo Z06 humilharam carros como o Ferrari F430, Porsche 911 Turbo e Aston Martin DBS. O Z06, custando bem menos que seus rivais diretos, empregava vários materiais leves e nobres em sua carroceria e mecânica, de forma a alterar o design do C6 original apenas sutilmente, mas de modo agressivo.

O Motor do Z06 cujo codinome é LS7, é todo feito de alumínio e produz 505 hp (512 cv),. limite de 7.100 rpm (recorde para um motor OHV de produção) e 67 mkgf de torque. Fabricado à mão, o motor tem a assinatura e o nome do técnico responsável embaixo da cobertura de plástico direita do cabeçote. Aliás, existem páginas do Corvette Forum que mantém um ranking dos técnicos que montaram a maior quantidade de unidades LS7 com maior potência. Antes de comprar um Z06, visite o Forum.

A instalação do motor é mais recuada em relação ao C6 comum e sob estrutura de magnésio. O carro também conta com para-lamas, caixas de roda e teto de fibra de carbono. Curiosidade é o custo do verniz especial usado nesses painéis que é de US$ 60.000,00 o galão (3,8 litros). O verniz foi desenvolvido para não amarelar os painéis que ficam expostos ao sol. Atenção especial também foi dedicada aos freios, com pinças de 6 pistões no freio dianteiro e de 4 pistões no traseiro. Os discos são perfurados e de maior diâmetro que nos Corvette C6 convencionais. Há sistemas de resfriamento para o fluido da direção e óleo do motor e transmissão. O escapamento tem válvulas-borboleta acionadas por solenóides que se abrem acima de 3.500 rpm com o objetivo de economizar combustível e com isso evitar o imposto extra para carros gastadores. Isso permite que a sexta marcha do Z06 seja de velocidade e não overdrive (sobre-marcha) como nos Corvette anteriores.


Raio-x do motor LS7 usado no C6 Z06; note o comando de válvulas no bloco

O assoalho é feito de painéis de madeira balsa. O carro ainda conta com 3 opções para o controle de tração: ligado, desligado e modo de pista. Pneus Goodyear run-flat, 275 na frente e 325 atrás (tala de 12 polegadas!) são usados no bólido. Em termos de design, os para-lamas e carroceria traseira são mais largos que no Corvette C6 convencional para abrigar os pneus e entradas de ar laterais Há uma entrada de ar frontal para o motor estilo Ram Air, indução dinâmica. Na parte de suspensão o Z06 é 15% mais firme que a suspensão opcional de alto desempenho Z51 opcional nos Corvettes convencionais.

O desempenho do Z06 não deixa a desejar: sua aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 3,7 segundos e velocidade máxima é de 320 km/h. O carro é capaz de gerar uma aceleração lateral de 1,04 g e há um g-meter incluído no mostrador projetado no para-brisa (Heads-Up Display) que fica à frente do motorista. Aliás, o Heads Up Display, ou simplesmente HUD, foi introduzido no Corvette C5 de série em 1999. O sistema conta com uma película inserida entre as lâminas do para-brisa e um projetor acima do painel. É opcional no C5 e C6 mas de série no Z06 e ZR1. O sistema foi copiado pela BMW há pouco tempo e é opcional em carros como o série 6. O HUD do Z06 conta com três diferentes modos e gráficos para representar o conta-giros e o velocímetro, pressão de óleo, temperatura da água etc., que variam em dois modos para uso em pistas e um modo para uso na rua.

HUD nos modos 1 de rua, 2 e 3 para uso em pista


O Z06 é um carro é fantástico de ser dirigido e tem uma característica de carro exótico misturado com máquina de pista, porém sem deixar de ser dócil e descomplicado de dirigir na cidade se for o caso. O carro impressionou jornalistas especializados no mundo todo como o inglês Tiff Needell, engenheiro civil e ex-piloto de F-1 e que também é um dos apresentadores do programa Fifth-Gear e escreve para a revista Top Gear. Jeremy Clarkson, o cômico apresentador do Top Gear e eterno inimigo do Corvette, teve que se redimir com o Z06 e o ZR1. Alías, Clarkson elegeu o Corvette ZR1 o Carro do Ano de 2009. Recentemente, Clarkson teve a oportunidade de testar um ZR1 no lago salgado de Bonneville, em Utah, nos Estados Unidos, além de ter dirigido o carro por vários estados americanos.

Recentemente, o Z06 perdeu o título de super-Corvette para a nova versão ZR1 (no C6 ZR1 não tem hífen como no C4) com motor LS9 de 6,2 litros e compressor Eaton. Porém o Z06 ainda é único entre os C6 por ter o maior motor aspirado.

O Corvette Z06 baseado no carro de sexta geração é fiel ao seu idealizador original em 1963. Com certeza Duntov iria aprovar a filosofia e o novo "pacote" Z06 para a nova geração.


Sobre o autor

Carlos, brasileiro radicado nos Estados Unidos, é engenheiro sênior e trabalha atualmente na Avocent Corporation, divisão LANDesk, em South Jordan, Utah. Possui mestrado e bachalerado em Engenharia de Computação pela Universidade de Utah, além de diplomas em inglês pelas Universidades de Cambridge e de Chicago. Cursou também Engenharia Mecânica na FEI, em São Bernardo do Campo. Entusiasta, ávido motociclista e connoiseur de Corvettes, já foi proprietário de quatro exemplares e é também membro da National Corvette Restorers Society, NCRS. Em seu estábulo há um BMW X5, um Corvette cupê 1992 todo original e um Z06 de última geração, além de uma Star Roadliner de 1. 900 cm³. Carlos é regularmente visto trafegando a bordo de um Corvette por Utah.

BELEZA NEGRA, O CARRO DO BESOURO VERDE

Green Hornet, Black Beauty e Kato.



Quem viveu os anos 70 como criança, deve se lembrar do seriado de TV, O Besouro Verde, e de seu carro Beleza Negra, dirigido por nada menos que Bruce Lee, no papel de Kato.
Black Beauty é um nome esquisito para um carro de super-herói, mas ficou bacana nesse Chrysler Imperial 1966 modificado.
JJ

Junto do mais famoso carro de herói, o Batmobile.

29 de agosto de 2009

CONVIDADO: FABRÍCIO SAMAHÁ

AUTOENTUSIASMO NÃO TEM IDADE

Por Fabrício Samahá

A expressão "nasceu com gasolina nas veias" aplica-se bem a casos como o meu. Conta a família que, com dois anos de idade, apontei um carro na estrada — vindo no sentido oposto ao do nosso — e disse, de chupeta na boca, que seria o então recém-lançado Fiat 147. Argumentaram que não, que talvez fosse um Corcel ou outro modelo, até que o pequeno automóvel feito em Betim passou por nós e eu, satisfeito, alfinetei: "Viu? Era o Fiat mesmo".

Na infância, acompanhava com interesse os lançamentos, visitando concessionárias para os conhecer e para obter catálogos de divulgação. Aos sete anos passei a ler revistas de automóvel, mês após mês. Sempre gostei de escrever — sobressaía pelas redações nas aulas de Português — e, com 10, decidi "lançar" a própria publicação. Uma máquina de escrever (computadores pessoais eram raridade na época), fotos recortadas de revistas, algumas opiniões sobre os carros e... estava pronto em setembro de 1985 o número 1 do jornal de uma só página, ao qual se seguiram dezenas de outras edições, cada vez maiores.

Em fevereiro de 1988 o jornal evoluía para a revista Auto Magazine, com 80 a 120 páginas mensais. O texto era feito do ponto de vista do garoto de 12 anos, mas com muito capricho na redação e na diagramação, fichas técnicas e opiniões embasadas no que as revistas e jornais mais conceituados haviam publicado. Como ainda era redigida à máquina, saía em exemplar único, então emprestado aos amigos e parentes. Naturalmente, da mesada não sobrava muito após comprar dois exemplares das principais revistas do gênero — um para guardar, outro para recortar as imagens.

O primeiro computador veio dois anos depois e a revista, renomeada Top Speed, ganhou uma pequena tiragem. Como mantive o processo de recortar e colar fotos de revistas no papel, só um exemplar podia tê-las. Assim, a tiragem não cresceu muito: os amigos preferiam o "exemplar especial" ilustrado. Contudo, aos 15-16 anos já não havia tempo suficiente a dedicar à revista, cuja última edição saiu no fim de 1991. Logo naquele momento em que o mercado, aberto aos importados, estava tão mais interessante que o de 1985!

Se o entusiasmo pelos carros só aumentou com a aguardada obtenção da habilitação e a compra do primeiro automóvel, o lado jornalista ficou um pouco acomodado. Até que um dia, já no quarto ano da faculdade de Direito, fui convidado pelo Bob Sharp e pelo Fernando Calmon a colaborar com a revista Autoesporte. Eu os conhecera meses antes, em visita à Redação, e não poderia ter deixado de lhes mostrar as revistas artesanais do tempo de garoto, que fizeram sucesso.

A primeira matéria para Autoesporte saiu em dezembro de 1996. No ano seguinte, com acesso à internet, decidi retomar a ideia de uma produção própria, que me desse plena liberdade de pauta e de opinião. A plataforma para esse espaço seria a rede mundial de computadores, que ainda engatinhava.

Nascia então em 22 de outubro de 1997 o Best Cars Web Site, cujo formato inicial se parecia com o dos blogs de hoje. O êxito do site me surpreendeu e em pouco tempo aquela se tornava minha atividade de tempo integral, mesmo que os "frilas" continuassem necessários, pois a receita com o site foi modesta nos primeiros anos.

Hoje, após quase 12 anos de Best Cars, colho os frutos daquela semente plantada ainda garoto, daquela paixão por automóvel e pelo jornalismo desde muito jovem. Reuni no site uma equipe de aficionados pelo assunto, que se empenham em fazê-lo completo em conteúdo e preciso na informação. Quem visita o Best Cars percebe de imediato que passa gasolina pelas veias de quem o escreve, o que traz imediata empatia.

Meus cumprimentos aos amigos do AutoEntusiastas pelo primeiro aniversário de seu agradável e interessante espaço. E que o delicioso vírus da paixão por automóvel permaneça para sempre nos corações de todos nós!


Fabrício Samahá é editor do Best Cars (www.bestcars.com.br)

HÁ 30 ANOS

Da revista Veja de 2 de janeiro de 1980 numa retrospectiva de 1979.

O Gol recém-lançado foi dado como um fracasso devido ao seu motor 1.3.

Quem diria...
E a Fiat arrojada desde sempre, líder de mercado.

PEREGRINAÇÃO: PARTE 2


Outro lugar que visitamos foi o evento de carros antigos de corrida, o Monterey Historics que acontece em Laguna Seca, perto de Monterey na Califórnia. O autódromo é tomado por mais de 300 carros clássicos, onde se encontra de tudo, desde carros do pré-guerra até protótipos de Le Mans dos anos 90.

A organização do evento é impressionante, na estrada há placas de indicação do caminho para o evento, com separação de cada tipo de acesso (visitantes e participantes) para evitar trânsitos desnecessários, o que na verdade não resolveu muito pois eram muitos os carros e a estradinha que leva a Laguna Seca é pista simples na sua maioria. No estacionamento do evento já vemos diversos Lotus, Corvettes (realmente comuns por lá), Ferraris e Lamborghinis. O autódromo é bem interessante, pois o acesso aos paddocks é direto, basta atravessar a ponte que passa por cima do fim do retão. É possível dar a volta na pista toda por ruas que beiram o traçado.

Ford GT40 da Equipe Fittipaldi

Ferraris Testa Rossa de alguns milhões de dólares

Logo cedo acontecem os treinos, e durante toda a manhã os carros das categorias que correrão no dia (são separadas entre sábado e domingo por conta da grande quantidade de carros em diversas categorias). Durante a tarde, acontecem as provas, todas com dez voltas de duração, independente da categoria.

O paddock, que na verdade é um grande espaço aberto onde ficam todos os carros e caminhões das equipes, não segue uma ordem muito lógica, pois lado a lado estão carros de épocas totalmente diferentes, o que é um charme a mais, ao meu ver. Onde mais poderíamos ver um Alfa GTA sendo preparado ao lado de um Bentley Blower, ou um Porsche 935 ao lado de um ERA pré-guerra?

Porsche 917k

Disputas pra valer, sem aliviar!

Como na maioria dos eventos que fomos, o acesso é livre. Não há cordão de isolamento, salvo os boxes e pit-lane, e todos os participantes são muito simpáticos e receptivos. Conversamos com diversas pessoas das equipes, que respondem todas as dúvidas sobre os carros, bem diferente daqui, onde geralmente mal se pode olhar os carros de perto. Além de receptivos, todos são bem humorados. Durante as corridas, por diversas vezes os anúncios no sistema de som do autódromo faziam brincadeiras com os participantes. Uma das melhores do dia foi "Senhor Valentino Balboni, por favor retire seu Lamborghini azul e branco do local ou ele será guinchado", fazendo uma brincadeira com o famoso piloto de testes da Lamborghini que estava presente, com um dos novos Gallardo LP 550-2 que leva seu nome em uma série especial.

As corridas em si são um ponto fora da realidade. Não importa a categoria, andar devagar e com cuidado não está no roteiro. Desde os carros dos anos 20 até os mais modernos, acelerar era a ordem do dia. É difícil descrever como é ver uma corrida dessas, pois ficamos imaginando como seria no passado, quando os carros eram as máquinas do momento.

Nomes conhecidos pilotavam carros históricos, como Derek Bell e David Donohue. Mas o impressionante foi um certo senhor, com seus 80 anos de idade, acelerando um Lola Mk-1. Um tal de Moss, que andava pelo paddock, muito bem humorado, com seus óculos de aviador, capacete coquinho e suspensórios (de época).

Sir Stirling Moss e seu Lola

Porsche 962C

A largada da categoria dos protótipos dos anos 70 foi algo que não sairá da mente de muitos por muito tempo, minha inclusive. Porsches 917s, 910s, 908s, Alfa 33-2, Ferrari 512S e outros largaram como se fosse uma prova do Campeonato de Marcas dos anos 70. O Paraíso deve fazer esse som. Quero voltar lá, várias vezes...

Nada mais lindo do que isso.

BMW Batmobile CSL

Mais informações no site do evento:
Rolex Monterey Historics

PELOS FIOS

Quando ocorreu a Revolução Industrial, a Inglaterra viu surgir um movimento contrário à modernidade tecnológica, que enxergava problemas a curto, médio e longo prazo. Movimento liderado por Ned Ludd, cujos seguidores eram conhecido por luditas. A confusão foi grande, e não é assunto para nosso blog.
Não que eu seja um neo-ludita, mas algumas coisas modernas me incomodam.
A idéia de qualquer-coisa-by-wire é uma delas.

Surgido na aviação militar, com o General Dynamics F-16, e depois na comercial, nos Airbus, os comandos por fios para componentes mecânicos me arrepiam. Não tudo, claro, pois um vidro elétrico, ou um retrovisor não assustam ninguém. Mas os nerds estão querendo mexer em coisa séria, sistemas que comandam itens de segurança. Notadamente freios e direção.

Só de imaginar o quanto de matéria-prima que se economiza ao retirar de um carro uma coluna de direção, já deixa os financistas das fábricas salivando. E obviamente, eles apoiam essas novidades. As vantagem são grandes. Menos componentes pesados, substituídos por fios e conectores, servo-motores e uma central eletrônica.

Desvantagem principais: a confiabilidade deve ser absoluta. Poderia-se até parar por aqui com esse assunto, concluindo que engenheiros servem para isso mesmo, fazer coisas que funcionem e não quebrem. Mas a vida não é tão simples e bela.
Qualquer peça com um mínimo de complexidade tem muita gente e processos envolvidos, e sempre - vejam bem, sempre - existe a possibilidade de algo sair errado.

Pioneira na aplicação do ABS, a Mercedes-Benz manteve a tradição de inovar nessa área e utilizou o brake-by-wire da Bosch nos classe SL desde 2001, classe E no ano seguinte e no CLS, além do McLaren-Mercedes SLR. Após dois recalls que afetararam cerca de 2 milhões de carros em todo mundo, o sistema Sensotronic foi descontinuado em 2006. Esse sistema possui uma linha hidráulica de segurança, sem assistência de um servo, e segundo a fábrica, o risco de acidente era mínimo.
O motivo dos problemas eram bolhas no acumulador de alta pressão e também falhas no software, ou seja no programa de comando de trabalho. A consequência era apenas e tão somente freio off-line, como naquelas vezes em que nosso computador da empresa cai fora da rede e nos deixa com as calças na mão.
Bom, vamos lá. Um sistema de computador, fios, conectores, sensores de velocidade das rodas, motores elétricos, trabalhando também com um programa de ABS, mais um sistema hidráulico de segurança. Simples, não ?

Ironias a parte, em 2007 foi apresentado o sistema de freio criado pela Siemens VDO (Continental atualmente) chamado de EWB - Electronic Wedge Brake (freio eletrônico por cunha), que está ilustrado abaixo. A intenção é que entre em aplicação comercial já em 2010.


Simples imaginar que o grande desafio é ter certeza que o motor elétrico, que gira um eixo que empurra uma cunha, vai funcionar SEMPRE. E que o programa de computador que comanda a velocidade e força com que esse motor gira e empurra, vai estar perfeito, sem os famosos "bugs", que podem ser explicados como buracos ou incertezas no programa. E agora com o atrativo de frear em menos distância, 15% menos sobre gelo, por exemplo.

Não dá mesmo para acreditar. Depois de uma tentativa que não deu certo, na época em que os Mercedes tiveram o ponto mais baixo de satisfação com a qualidade, a direção da empresa corajosamente resolveu mudar, e determinaram a retirada de muitos itens e funções eletrônicas de seus modelos, divulgado na época como cerca de 600 delas. As reclamações diminuíram, e a qualidade voltou a melhorar.
E se volta a insistir com soluções mirabolantes para freios, e a mesma coisa para sistema de direção também vem por aí.

Devo estar ficando velho.

JJ

SARAMAGO, BLOGUEIRO DE CATEGORIA

Quando um dos maiores escritores de todos os tempos adota o blog como forma de comunicação com seus leitores, e publica um livro sobre isso, sentimo-nos mais tranquilos, sabendo que estamos fazendo a coisa certa.
Se o assunto de um dos posts for automóvel, melhor ainda. Com toda erudição e clareza de José Saramago, um texto postado por ele nessa sexta-feira, dentro da semana de aniversário do AUTOentusiastas.
Será que ele nos conhece ?
Leiam aqui nesse link, e voltem para comentar.

JJ

28 de agosto de 2009

CONVIDADO: JOSÉ MAHAR RESENDE

OS FRUTOS TROPICAIS

Por José Mahar Rezende

Os inícios da indústria brasileira de automóveis foram em cima de projetos e desenhos meio ultrapassados ou fora do padrão da época, verdadeiros enteados da produção desse tempo. Exemplos fortes dessa teoria foram o Volkswagen, o Aero, o Simca e o DKW-Vemag.

Por partes:

Volkswagen

Nos anos 50 o Fusca tinha já um discreto sucesso nos mercados europeus e mesmo por aqui, montados por um grupo brasileiro, mas nada que se comparasse ao furor de vendas que aconteceu nos anos 60 e principalmente nos anos 70.


MINI, CINQUENTÃO

No dia 26 de agosto o Mini completou 50 anos!

Em 1956 a BMC (British Motor Corporation) incumbiu o projetista Alec Issigonis de fazer um carro atendendo aos seguintes requisitos: tamanho reduzido, acomodar quatro passageiros, excelente dirigibilidade e baixo consumo de combustível.

Desse desafio nasceu o brilhante Mini, que se manteve fiel ao seu projeto original até 2000 ,quando sua produção foi encerrada com mais de 5,4 milhões de unidades produzidas. Em 2001 o Mini retornou como MINI, feito pela BMW, detentora da marca.

O Mini original foi o responsável por popularizar a disposição de motor dianteiro transversal com tração dianteira adotada na grande maioria dos carros compactos até hoje devido à sua eficiência na utilização do espaço na dianteira.
Na verdade, o Mini merecia um post mais longo e detalhado. Mas não quis deixar passar a importante data.

No desenho abaixo de 1958, do próprio Alec Issigonis, podemos ver o radiador montado no para-lama direito para ganhar espaço no comprimento total do carro.



Já no modelo de produção o motor foi invertido de lado juntamente com o radiador, agora no para-lama esquerdo.



O Mini e o MINI no Autoentusiastas:
Mini bits and pieces part one (Bill Egan)
Mini bits and pieces part two (Bill Egan)
MINI Cooper S (Bob Sharp, Arnaldo Keller, Juvenal Jorge e Paulo Kelller)
Reencontrando um velho amigo (Gino Brasil)


27 de agosto de 2009

KOIZYZTRAÑA

No post do JLV alguns leitores perguntaram sobre o Koizyztraña. Para os que não sabem, o Koizystraña (homofonia de "coisa estranha") foi um projeto de veículo off-road, ou semi-off-road como definido pelo próprio JLV, feito sobre chassis e mecânica do Landau para o Salão do Automóvel de 1981.
A matéria abaixo, do JLV na Motor 3, nos conta uma parte da história. Mas continuamos sem saber que fim levou o "Koiza". Vamos ver se o JLV nos conta o que aconteceu.

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