19 de janeiro de 2010

OMEGA, QUE SAUDADE!

"Daqui a muitos anos serei lembrado como o melhor carro produzido pela indústria brasileira no século 20."
Assim termina a narrativa do Omega nacional em primeira pessoa, feita pelo Bob Sharp para o Best Cars, para que o próprio Omega contasse sua história no Brasil.
Considerando o que já observamos em muitos comentários dos leitores e colunistas do AE, acho que o sentimento deixado pelo Omega nos entusiastas reflete muito bem suas últimas palavras.
Esses dias encontrei os spec sheets (folhetos) do Omega 1997, penúltimo ano do modelo no Brasil, que foi morto em 1998 devido a mudança de foco da GM que levou a queda nas vendas. No mesmo ano de sua morte chegava o Omega australiano, que nem de longe obteve a mesma aura do brasileiro.





Mas mesmo assim, nessa época, a GM ainda tinha uma excelente imagem de inovação, luxo e conforto, pois tinha uma linha de produtos muito ampla e atualizada com modelos icônicos como o Vectra CD, A Blazer Executive e uma linha Corsa inovadora.
A GM usava um slogan muito bacana. Era muito legal assistir as corridas de Fórmula 1 e ver a vinheta da Chevrolet como patrocinadora e a gravatinha azul no canto da tela com o slogan "Andando na Frente". Esse slogan era honrado pela atitude da GM. Mais tarde ele passou a não ser sustentado. Não me conformo que a GM tenha entregado o segmento do Vectra de bandeja para a Honda e para a Toyota.



Logo ápós o Salão do Automóvel de 98 a GM fez esta propaganda
Talvez seja culpa da GM. Talvez da "massa", que espremida numa condição financeira difícil e a tributação mais elevada nos modelos de luxo foi praticamente obrigada a migrar para Milles, Palios e Gols básicos. A GM teve que se render a nova "realidade do mercado" e lançou o Celta. Depois disso sabemos da história.
Quando a Suprema morreu, em 1996, eu queria muito ter uma grana suficiente para comprar uma Suprema 3.0 com painel digital e guardá-la e conservá-la como zero-quilômetro por 25 anos. E aí passar a frequentar encontros de antigos com a jóia rara. Afinal foram produzidas apenas pouco mais que 12.000 Supremas.
Que saudades desse tempo!
O nosso amigo Mestre Mahar teve um Omega branco e já falou brevemente sobre ele aqui no blog.
"O grande amor que se foi chamava-se Omega 3,0 CD 1994. Foi para um amigo depois de fazer várias viagens a Bariloche, para ver a Mil Millas da Argentina. Um rali inesquecível, entre lugares, pessoas e carros de outro mundo."


65 comentários:

  1. Opala e Omega foram os melhores carros já fábricados no Brasil, nunca mais vamos ter carros como esses.

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  2. Numa época onde temos que nos acostumar a ver carros com design duvidosos, cheio de maquiagens, o Ômega (junto com a 2ª geração do Monza) se destacam no meio da multidão, com um desenho limpo e muito belo.

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  3. Com certeza: considero o Omega, o melhor carro nacional de todos os tempos, ao lado do (guardando as devidas diferenças das épocas em que foram projetados) também inesquecível, embora menos "badalado", Alfa-Romeo 2300 Ti-4. Como dizia o slogan, o Omega era "absoluto". E outra: continuo achando-o muito mais belo que os Omegas australianos que o sucederam.

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  4. Mais um motivo para eu gostar muito dos Omega e Suprema: foram os últimos automóveis fabricados em solo brasileiro a ter tração traseira e motor 6 cilindros. Depois deles, babau, só picapes (o Golf V6 nacional foi tão limitado que não considero nessa conta...) Sem contar o fato de que carros do porte do Omega não são mais fabricados no Brasil, nem mesmo com tração dianteira e/ou motor 4 cilindros. Sad but true...

    Mas, em parte, dá para "entender" porque a GM começou a se afundar em 1998. Se a própria fábrica se auto-intitulou montadora no lançamento do Omega australiano, dizer mais o quê?!!!

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  5. Marcelo Augusto19/01/10 20:49

    Realmente, a linha atual da GM é uma vergonha. Somente carros feitos para enganar o consumidor.

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  6. Simples: ainda esta na minha wish-list, talvez com um V8 debaixo do capo.

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  7. Imaginar que cotaram substituir ele, pela versão alemã seguinte a geração do nosso, antes de encostar a barca australiana por aqui...sonho com a versão da Lotus, e vermelho por favor!
    Grande carro...espero que sobreviva alguns das mãos inéptas dos xunners nacionais.

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  8. A GM poderia ter feito pior.

    Lançado o atual Vectra como Omega.

    Se bem que ainda podem fazer isso com o Cruze, nada está perdido.

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  9. Fantástico veículo.

    Estou com o meu 4.1 há quase um ano, paguei caro por ele, de um Sr. da alta sociedade aqui de BH que faleceu, deixando o Omega e um Monza Classic 90, também impecável, uma pena não ter condições de ter ficado com os dois.

    http://picasaweb.google.com/raphaelhagi/OmegaCDPampulha

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  10. De forma alguma o Ômega foi o melhor carro fabricado no Brasil. Ele é sim confortável e já foi sinônimo de status, mas daí para ser o melhor carro? Qual o parâmetro? Conforto? Potência? Beleza? Tem muitos outros carros que ganham dele nesses quesitos, inclusive na época dele. Concordo com ele ser um ícone do seu tempo, mas disso para o melhor carro existe uma distância muito grande, não me levem a mal.

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    1. Então cite apenas um, a título de exemplo.

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  11. Anonimo, cite apenas um por favor.
    Sobre os parâmetros, o Omega se inclui em todos esses que voce citou.

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  12. "O melhor"? Hmmm, discutível. Era um bom carro a seu tempo. A favor: porte, suspensão, tração traseira. Contra: desenho defasado já no lançamento (na Europa já era uma velharia em fim do ciclo de vida), acabamento nas versões simples (lembram do "inesquecível" GL?), motores de 4 cilindros que eram meros carry-overs dos Monzas dos anos 80. Quanto aos 6 cilindros: o 4.1 do Opala, com todo o respeito, era jurássico, com baixíssima potência para a cilindrada e um consumo assustador (e, dizem, menos que os 168 cv declarados); o raro 3.0 era apenas correto, oferecendo a mesma cavalaria do contemporâneo Tempra Stile (2 litros mais turbo) e pouca coisa mais que Vectra GSI (2 litros, 150 cavalos) ou o Marea de 1998 (2 litros, 142 cavalos). Enfim, um bom carro dos anos 90 acima de tudo por falta de concorrência nacional nessa faixa dos 4,8 a 5 metros.

    Melhor carro brasileiro do século XX? Impossível nomear um só. Minha lista, cada um com seus méritos: VW Fusca, VW Passat, Alfa 2300, Ford Corcel, Ford Galaxie, Fiat 147, Fiat Tempra, Chevrolet Monza. Aliás, ainda dentro da mesma marca, época por época, o Monza foi o melhor Chevrolet brasileiro.

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    1. Ah, pelo amor de Deus meu amigo Homem-Baile, tua lista não incluiu o eterno GM Opala e tu ainda quer ter alguma credibilidade por aqui? Vai se informar mais sobre automóvel ...

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  13. Banheirona, ultrapassada, beberrona, manutenção cara, mico de mercado... E daí ? Estou no segundo e toda vez que penso em vender, desanimo e continuo com o meu. Só quem tem (e gosta) é que consegue entender que as muitas qualidades se sobressaem ao que vários consideram defeitos.

    Enfim, nem Ferrari é unanimidade. Porque o Omega seria ?

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  14. Francisco Neto19/01/10 23:26

    De fato, a Chevrolet parou de fazer carro BOM quando parou de fazer carros no mesmo nivel de acabamento do Omega.

    Omega era o carro mais legal da época :D

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  15. Pessoal, eu sinceramente acho muito difícil eleger o melhor dos melhores de qualquer coisa. Ainda mais se os critérios não são estabelecidos ou bem definidos.

    Mas acho difícil que qualquer outro carro fabricado no Brasil tenha reunido tantas características desejáveis ao mesmo tempo como: conforto, espaço interno, dirigibilidade, segurança, qualidade, desempenho, durabilidade, engenharia e desenho.

    Pode até ser que o Omega não tenha sido o melhor em todos esses pontos, mas com certeza teve um conjunto imbatível.

    Não é a toa que se tornou objeto de desejo e nunca teve um concorrente nacional a altura. Ele foi o único carro nacional que podia competir com importados e manter a pose.

    Se é exatamente o melhor? que diferença faz?

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  16. Raphael, o seu carro está lindo e impecável. Do jeito que eu queria ter minha Suprema.

    Obrigado por envir as fotos.

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  17. Como o MAO diz, carro não é só um apanhado de metal.
    O Omega pra mim é o melhor carro nacional já fabricado. Sem concorrentes.

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  18. Lamento e estou sentindo a queda de padrão da GM.
    Perderam a mão?
    O que é esta linha Corsa atual, frente à primeira, completa?

    Acredito que eu tenha outros catálogos dos outros anos em minha coleção...
    Se interessar, posso escanear.
    MH

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  19. Eduardo Novelletto20/01/10 01:29

    É gratificante, imensamente gratificante ver o veículo cujo lançamento e término ficaram marcados na memória e no coração de todo o brasileiro que se preze: o gasolinomaniaco, seguidor da Igreja de N. Sra. Da Combustão Interna, como diz o mestre Mahar!
    Eu nasci no ano em que o Omega chegou às terras tupiniquins e durante toda minha infância ouvia meus tios dizendo 'que sonho um, Omega!' Infelizmente, nenhum deles veio a realizar tal façanha e assim paixão alguma se revelou. Sequer meu pai. Porém manteve-se a admiração. Obra do destino ou não, o fato é que em 2008 meu pai, que correra atrás de uma Wagon 2.0(Quantum, Royale..), recebe uma ligação falando de uma senhora, de ano 1994 e único dono. Eis que os faróis e os olhos se encontraram e urro - timido - dos 4 cilindros esbeltos a plenos 80mil km tornaram a dormir na garagem aqui de casa. O pai torceu o nariz, queria vendê-la! Mas não, nem eu e pasmem, minha mãe, deixamos com que isso fosse feito. Desde então participo do Omega Clube onde fiz amizades e acrescentei à paixão vários conhecimentos e experiências, boas e ruins. Agora, no ano do 'juízo' e restando poucos meses para a maior-idade, acabo com minhas unhas na expectativa de poder guia-la, legalmente(que entusiasta nunca guiou sem carteira?) por ai e mantê-la por quanto tempo me for possivel. Acho melhor conservar minhas mãos com luvas, rsrs. Escrevi quase uma bíblia, mas o objetivo foi simples: demonstrar felicidade! Abraços!

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  20. Fernando - Omega Clube20/01/10 04:57

    Homem-baile, não fala besteira... desenho defasado? No brasil? Veja bem quem eram os concorrentes da época... ele entrou no lugar do Opala, que tinha o mesmíssimo desenho desde o fim de 68. Tínhamos ainda a Pampa, Gol quadrado, Tempra,Tipo, Monza, Santana... Aí você falar que o Omega tinha desenho defasado? Tá doido? No brasil compare carros com outros carros dos brasil.
    A versão GL era uma versão necessária. Não precisa falar mal, sendo que existiam melhores.
    Consumo assustador no 4.1? O que você considera assustador? Se um carro 2.0 faz em torno de 12 ou 13 km/l, um 4.1 fazer 10,5 vc acha muito? Veja o quanto ele consegue retomar e arrancar e ainda assim consegue fazer 10,5... Meça o consumo baseando-se na potência, não em motores no geral.
    Qual o problema em baixo cv/l? Se funciona direito e cumpre o que promete, tá valendo.
    Quem diz que tem menos potênica do que o declarado, é mal informado. Testes em dinamômetro já provaram que a potência está correta.
    O Tempra Stile precisou de turbo pra entrar na mesma potência do 3.0, vc mesmo disse. Mas o turbo dele não foi com esse objetivo. Outra coisa: Entre o motor 3.0 e o 2.0T do Tempra, qual dura mais?...

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  21. Pois é, realmente é uma vergonha a GM não conseguir fazer um Vectra que realmente enfrente os concorrentes nipônicos.

    Quem ve um carro Chevrolet hoje não consegue imaginar que Chevrolet foi algo excepcionalmente bom na década de 90.

    Depois o MAO vem falar que o que interessa é carro novo. Balela! O que interessa são carros bons, e que infelizmente tudo indica que não serão superados por nenhum outro nacional nas próximas décadas.

    Agora, para completar a falta de respeito da GM, basta constatar que o fornecimento de peças para nossos Omegas nacionais já está bastante prejudicado. As poucas que ainda são fornecidas já possuem preços abusivos.

    A GM hoje quer explorar quem tem interesse nos carros dela e quem já possui os carros dela. Pra que isso? Para fazer com que todos fiquem insatisfeitos? Ora, parece que ela realmente QUER entregar de bandeja tais clientes para os concorrentes nipônicos.

    GM... quem te viu quem te vê hein! Foi boa enquanto durou. Graças a Deus tive a oportunidade de ter produtos 0km dela na década de 90. Hoje não quero nenhum carro 0km dela nem de graça.

    Porque a GM não aprende com os erros dos concorrentes? Na década de 90 a Ford é que estava num buraco sem fim. É justamente para lá que a GM está rumando, numa trajetória fortemente acelerada.

    Que saudades do lançamento do Omega e do Vectra (o verdadeiro, não esse Astra travestido de Vectra). Até as propagandas eram bem feitas! Vale a pena revê-las:
    http://www.youtube.com/watch?v=d7KV00dr7DE
    http://www.youtube.com/watch?v=AHCL2Aw8CkE&feature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=ToAqslLxZMU&feature=related

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  22. Mister Fórmula Finesse20/01/10 09:05

    O Omega realmente era o senhor absoluto do seu tempo como assim foi o Ford Galaxie no seu; novos parâmetros de desempenho, espaço, construção e conforto foram estabelecidos quando ele entrou em cena.

    Uma das minhas frustrações automotivas é nunca ter guiado forte a versão com motor alemão, mas apenas ter experimentado a versão com motor nacional do seis cilindros.

    Omega foi um grande carro, dominador no segmento, e eu também adoraria ter exatamente uma Suprema com motor 3.0 para viajar com a família.

    Grande post PK, obrigado pelas belas lembranças!

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  23. Fernando, não me entenda mal: eu não disse que o Ômega é ruim, ou mesmo que não tenha sido um dos melhores carros brasileiros. Disse apenas que, a meu ver, falta ao carro atributos para se destacar em meio a tantos outros bons carros – por exemplo, Passat, Galaxie, Monza ou Tempra – para ser considerado o melhor já feito no Brasil. Aliás, nenhum desses carros tem atributos para ser um destaque solitário. O problema todo é falar do Ômega como se fosse, por exemplo, alguma geração antiga de BMW 3 ou 5 – coisa que ele efetivamente não é.

    Racionalmente, e atendo-se aos fatos: o desenho do Ômega já era velho de 6 anos na Europa quando o carro saiu no Brasil. Tanto que logo em seguida, uma nova geração saiu na Europa... Ou seja, a velha tática de mandar ao Brasil produtos em fim de linha. Por que a GMB não lançou o Ômega nacional aqui em 1997 ou 1998? O Tempra, ao contrário do que você disse, tinha desenho bastante atualizado e saiu aqui com defasagem de apenas um ano e pouco, tendo a primazia dos motores multiválvulas e sendo o segundo carro equipado com turbo (o Uno saiu alguns meses antes). Vectra GSi, Tempras Turbo e 16v eram carros com motor 2 litros (tanto o 16v quanto o turbo) que andavam na mesma toada ou até mais forte que Ômegas com mais do dobro da cilindrada.

    A versão GL era tão desnecessária que foi retirada de linha rapidamente, rejeitada que foi pelo mercado. O consumo do 4.1 é efetivamente maior (muito, em especial na cidade) que os Vectras e Tempras da época. Aliás, acredito que mesmo em 1996, pouco mais de 40 cv/litro é de uma falta de eficiência inacreditável; ainda que uma década os separe, enorme o contraste com o maravilhoso motor V6 do Ômega atual. Sinceramente lamento a GMB não ter produzido o motor 4.1 by Lótus, 24 válvulas e mais de 200 cv...

    E, por fim, a boataria a respeito da potência do 4.1 se deve ao fato de ele andar muitíssimo menos que o 3.0 (teoricamente, o alemão conta com 3 cv a menos). Segundo a AutoEsporte, 220 km/h de máxima para o 3.0 e parcos 212 para o 4.1 litros. Vide o link http://www2.uol.com.br/bestcars/ct-omega.htm

    Finalizando, apesar de botar o dedo nos defeitos do Ômega, acredite: gosto do carro, que tem muitas qualidades (mas não a ponto de considerá-lo carro do século).

    Grande abraço,
    Ricardo Montero

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  24. Já tive MB 300-E e 300-CE 24V, BMW 530 e 325 e o ÔMEGA CD 3.0 de 1994 (que vendi em 2004) realmente deixou muitas saudades, seja por suas qualidades dinâmicas seja pelo carisma do carro em si... e pelo seu estado, afinal era tratado a pão de ló.

    Consumo? Puxa, fazia 5 km/l na cidade e uns 7,5 na estrada, de "pé na lata".

    Hoje, un dos carros daque de casa é um PUG 307 c/ motos 2.0 que faz 7 km/l na cidade e nem 10 na estrada e nem de longe proporciona o que o "omegão" proporcionava.

    Saudades do amigo.

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  25. Era um carrão. Pena que a GM afundou de vez. O Celta me parece um dos piores carros a venda no Brasil e o pior do seu segmento. O Corsa D, muito bom, foi jogado as moscas. Só se encontra versões peladas a venda.
    O Vectra... impressionante, como alguém pode passar a líder de um segmento a "lanterninha" de uma hora para outra. A queda foi tão brusca que não consigo pensar de outra maneira a não ser que a GM quis e deixou que assim fosse.

    É uma pena, pois quanto menos (bons) concorrentes, mais as marcas que estão bem vistas podem nos esnobar. Se a GM tivesse colocado o Corsa de escanteio, talvez o Gol não custasse tão caro... Idem para o caso Vectra/Honda/Corolla.
    Pena

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  26. Bussoranga,

    Eu realmente não acho que a hoje a GM faça carros inferiores a concorrência.

    O meu ponto é que ela, a GM, perdeu o que tinha de melhor para se igualar a concorrência e manter uma boa participação do mercado.

    Foi uma decisão estratégica da empresa que sob o ponto de vista da competitividade pode ser entendível.

    Como nas décadas anteriores a GM tinha uma superioridade imbatível, o Monza chegou a ser o carro mais vendido por alguns anos, para nós, entusiastas, e que gostamos dessa GM do passado, fica um gostinho amargo.

    O que me chateia muito é a malhação na GM. Acho que a Fiat é que deveria ser malhada, pois expandiu o mercado na base, levando todos a nivelarem por baixo.

    Na verdade, não é caso de se malhar ninguém. A frase acima é mais para gerar alguma polêmica.

    O fato é que o mercado mudou e a GM se adequou à nova realidade. Mas perdeu o brilho que tinha. Quando não entendemos isso passamos a criticá-la.

    Volto a dizer, a GM não faz carros piores que os da concorrência. Pelo menos piores que Fiat, VW e Ford.

    Uma pena.

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  27. Mister Fórmula Finesse20/01/10 11:05

    Sabe PK que até na última propaganda da fiat citando os "pioneiros" eu senti falta da versão Tempra 16V e Uno Turbo como os primeiros nesses quesitos ou é neura minha?

    Parece que a banalização da faixa inferior como comentaste atingiu até os anúncios e uma estranha "amnésia" abateu-se sobre a fábrica de Betim.

    Só eu achou que faltou algo nessa propaganda?

    abraço

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  28. Que a GM apenas se iguala aos outros pode ser verdade. Mas porque não fabrica aqui ou na argentina nenhum carro de geração atual?

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  29. Tive 2 Omegas 4c,um a gasolina e outro a álcool, o álcool era surpreendente, como é que aquele motorzinho de bosta empurrava aquele carro, batia os 200 de ponteiro com facilidade, teria mais dois sem problemas, o 3.0 ano passado tive o prazer de escurraçá-lo indo para SP,um exemplar CD 94 com 60000km , na reta de Jacareí bateu os 230 de ponteiro e estava enchendo ainda, a prudencia me fez tirar o pé,mesmo indo rápido fez média geral de 10km/l, carro com comportamento irrepreensível em curvas ,levemente sobresterçante, como um bom entusiasta gosta ,não é como essa quantidade de traction avant soltos por aí para os que pensam que pilotam,além do mais o carro é facílimo de cuidar , se alguém quiser se aventurar tentem trocar uma correia dentada de Marea5c ou uma bomba dágua de Tempra e depois façam o mesmo num Õmega , uma embreagem então...suspensão traseira por braços semi-arrastados,ao melhor estilo MB, essa suspensão funcionava tão bem que a MB só a modificou na Linha S em 92 ..alguém já ouviu falar de algum Omega que tenha trocado as homocineticas traseiras?Que um carro original tenha detonado a caixa Getrag? Pois é, caixa Getrag alemã com a ré sincronizada, coisa de carro bem feito,usava óleo multiviscoso sintético , novidade na época aqui no Brasil....quando eu analiso um veículo meu espectro é bem amplo,vejo comportamento, consumo, acesso as partes mecanicas (principalmente, eu trabalho com isso) , tecnologia utilizada na construção, conforto, ergonomia, durabilidade,desempenho,etc...O CX do Omega " velho" era qual mesmo?Aqui no aeroporto internacional as cooperativas Transcopass e Cotramo usaram Tempra,Marea e Omega, vão lá e pergutem para TODOS OS MOTORISTAS e vejam a opinião deles sobre esses 3 carros , a turma roda 500.000km rapidinho.....mas como eu sei que ninguém vai perguntar nada mesmo, só para referencia, os Omegas 98 foram os ultimos a serem renovados , os Marea entravam e saíam da frota e entravam outros modelos ,porque será....aqui no RJ vc compra Marea 2002 por preço de Omega 98,porque será........O carro ralmente foi um marco aqui no BR , não sei se foi o melhor,mas que foi um deles,com certeza foi.

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  30. Em 1994, fui a uma autorizada GM e fiquei balançando entre um Omega e um Vectra. Na hora da decisão, acabei comprando o Vectra. Um ano depois, passei o carro para a frente porque o nível de ruído e de vibrações internas vindas do conjunto motor/câmbio estava me levando à loucura. Se tivessse optado pelo Omega, provavelmente estaria com o carro até hoje.

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  31. Mister Fórmula,

    Também senti falta de alguns "feitos da Fiat" mas confesso não ter associado isso com a mudança do mercado. Até porque sucesso de vendas fora apenas os que estão na propaganda.

    PK.

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  32. Anônimo,

    Que fabricante dos 4 grandes produz aqui modelos representativos na mesma geração que lá fora? São poucos.

    Eu arrisco a dizer que apenas Honda e Toyota, que tem carros globais e vendem muito ao redor do mundo, estão em linha como outros mercados. A economia de escala de uma fábrica de transmissões da Honda na Asia que produz 1 milhão de transmissões para o mundo inteiro ajuda a baratear muito os componentes importados.

    Acho difícil, porém não impossível, andar em linha com o que se produz lá fora, principalmente quando o mercado ainda não está pedindo e a legislação ainda não chegou no mesmo nível.

    Acho que só tem um jeito de forçarmos isso, que é não comprando o que achamos ruim ou caro demais. Mas a "massa" segue reclamando e não agindo.

    Paciência.

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  33. Maluhy, muito bom o seu relato bem concreto sobre as qualidades do carro. Falou com muita propriedade e me ajudou a continuar achando o Omega o melhor carro.

    PK

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  34. Paulo, as vezes nos deixamos levar pela novidade. Que pena que não comprou o Omega.

    PK

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  35. Meu Tio teve um série Diamond, que era um GLS com motorzão 6 cilindros.

    Somos de SP e sempre que dava, eu acompanhava meu tio nas longas viagens que ele fazia (Dourados, Foz-do-Iguaçu, Aracaju, Buenos Aires). Tudo no maior conforto.

    O carro rodou aprox. 300.000 Km e infelizmente sofreu PT em uma curva cheio de óleo na Rodov.Raposo Tavares.

    Realmente foi um carro marcante que deixou saudades...

    Abs,

    Roberto.

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  36. Que o Omega foi um belo carro, disso ninguém tem dúvida. Porém, isso não isenta a GMB de erros na condução do modelo.
    Um deles foi ter lançado o modelo A a um ano de sua descontinuação na Europa. Como tivemos nos primeiros anos pós-Plano Real impostos de importação baixos, muitos carros de mesma categoria e mais modernos que ele ficaram com preço próximo, o que por si só desestimulava a aquisição de um produto superado, ainda mais pensando que no segmento do Omega o público tende a ser mais exigente em relação ao que adquire.

    A mesma GMB que lançou Corsa B e Vectra B com pouquíssima defasagem em relação aos modelos no exterior deveria ter se esforçado mais e, em vez de lançar o A em 1992, pulado essa geração e ter lançado o Omega B em fins de 1993 ou comecinho de 1994. A plataforma desse modelo era a do Omega A aperfeiçoada, o que facilitaria as coisas. Fora isso, um modelo atualizado ficaria mais imune à concorrência. Não esqueçamos que, quando o Omega B foi lançado na Europa, o BMW Série 5 ainda era o E34 e o Mercedes Classe E ainda era o W124. Aliás, o Omega B forçou que BMW e Mercedes dessem uma apressada nos sucessores daqueles modelos.
    Outra erro cometido foi deixar a Suprema ser corroída pela Blazer. Sim, a GMB também sucumbiu à modinha dos SUVs e acabou deixando os concessionários queimarem o produto, quando deveriam orientar sobre a real necessidade de cada um dos modelos. O resultado hoje, como podemos ver, é que a Blazer é um zumbi no mercado.

    Porém, também é preciso ver o grau de culpa da imprensa automotiva nessa história toda. Por anos eles ficaram testando carros antiquados de tração traseira e os comparando com carros mais modernos de tração dianteira e as matérias davam a entender que os carros de tração traseira eram ruins por terem tração traseira, e não por serem projetos antiquados, com desequilíbrio acentuado de massas entre os eixos (70-30, em vez dos 50-50 dos carros de tração traseira modernos) e suspensões traseiras de eixo rígido (muitas vezes com feixes de mola). Já vi caso de gente que desistiu de comprar Omega quando soube que o carro tinha tração traseira. Se isso não é coisa de quem foi emprenhado cerebralmente por uma imprensa que continuamente falava que tração traseira era ruim e tração dianteira o melhor dos mundos, não sei mais o que é. Imaginemos então do que é capaz uma multidão de pessoas desinformadas sobre o quão bom é um carro moderno de tração traseira e o até o quão mais à prova de idiotas é do que um carro moderno de tração dianteira. Sim, até alguém que não soubesse qual o eixo de seu carro que traciona iria notar as vantagens.

    Porém, ainda acho que há condições de se fazer carro de tração traseira no Brasil e que seja vendido a um preço razoável. Primeiramente é preciso deixar de lado as tão conhecidas desculpas esfarrapadas "acho que não dá" ou "é inviável" e fazer esforço para viabilizar algo assim. Se servir de alento, não esqueçamos que, na mesma GM, o projeto da plataforma Zeta (a atual geração do Omega australiano e o Camaro) custou cinco vezes menos que o da plataforma Delta e oferece mais variações.
    Temos fornecedores plenamente capazes de fornecer o que um carro moderno de tração traseira precisa (afinal, forneciam para o Omega). É possível ter em um carro de tração traseira grau parecido ou igual de compartilhamento de componentes àquele de um carro de tração dianteira. De tempos antigos e aqui no Brasil, temos o Opala e seu conjunto mecânico majoritariamente igual ao das pick-ups A/C-10 e A/C-20. De tempos mais recentes, e no exterior, temos a plataforma Kappa (Pontiac Solstice/Saturn Sky), em que os carros usavam motor e coluna de direção do Chevrolet Cobalt, eixo traseiro e transmissão automática do Cadillac CTS e transmissão manual da Chevrolet Colorado. De outras marcas, podemos falar dos modelos 1 e 3 da BMW e C e E da Mercedes.

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  37. Putz Paulo ! adorei o post ! realmente amigo, esse carro faz falta!

    Abraço

    Fernando Gennaro

    www.degennaromotors.blogspot.com

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  38. Realmente PK, voce tem razão.

    É que, diante da qualidade dos carros que a GM chegou a oferecer, é muito revoltante que ela tenha aceitado essa condição e se deixado nivelar por baixo.

    Concordo com voce que os produtos atuais não são piores que os da concorrência, o problema é que são TODOS um lixo!

    Justamente por isso me revolta o post do MAO onde ele enaltece as qualidades dos carros novos. Que qualidades? Nenhuma supera a dos bons carros da década de 90.

    O que voce e outros comentaram aqui é a prova do mais puro descaso dos produtos que ela mesma criou. Fez o Vectra B, vou um estouro em vendas, mas depois que vieram os concorrentes nipônicos, ela desistiu totalmente e foi simplesmente empurrando com a barriga. E no final das contas, se deu conta de que produtos MUITO interiores (pois é, estou malhando o Civic e o Corolla mesmo) vendem mais e portanto decidiu fazer um produto similarmente inferior (o Astrão G3).

    É ou não é de dar raiva? Quem conheceu a GM de ontem não aceita a GM de hoje. Ela tinha que se manter "andando na frente", e não tentando andar junto ou atrás.

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  39. O problema é que hoje o povo aceita porcaria, carro com acabamento pobre e com itens, como uma simples luz de porta-luvas, faltando e o buraco lá, aparecendo, coisa de menos de 10 reais pra montadora que faz falta pro usuário. Na época do Ômega, junto com ele, a GM estava em plena ascenção, com o Corsa (GL completinho, GSI esportivo), o Kadett vendia muito bem, o Monza foi um ícone de época, veio o Tigra um pouco depois, design até hoje arrasador. Sempre adorei esses carros, mas a partir do Celta a coisa desandou. O pessoal falou da FIAT, ela sempre foi inovadora, sempre trouxe carros bons e motores a frente do seu tempo, o Tempra é um carrão, conforto máximo e a versão Turbo era muito "divertida", mas hoje ninguém mais parece ligar pra motor, então o que se vê é a exibição porca de um 1.4L Turbo ("TJet") que lá fora é um motor de downsizing e não esportivo, dá pra entender o porquê da FIAT não colocar suas reais inovações na propaganda, é pq o povo não liga mais. Triste fim para os entusiastas. Sobre o Ômega, sim, saudades. :(

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  40. Anônimo,

    Pelo menos o recorte da porta do Celta 3 portas foi inspirado na porta do Tigra...

    PK

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  41. Na década de 80 era muito comum que números absolutos como potência e cilindrada fizessem um carro vender bem. Assim foi com o Gol e até certo ponto com o Monza.

    Na década de 90 isso foi reduzido apenas para potência, ou seja, ninguém mais sabia o que é torque e powerband. Mas como ainda dava-se muita importância a desempenho, ainda era passável.

    Agora parece (digo parece pois não faz sentido) que ninguém mais dá a mínima para desempenho. Os fabricantes fazem hoje um Corolla em pleno século XXI que anda exatamente igual a um Escort Ghia de 1987, cobra quase R$80k, e todo mundo compra. Sabe o que esse Corolla é hoje? Ele é o Del Rey dos anos 2010. Tem acabamento aceitável, espaço interno marromeno, manutenção barata, grande confiabilidade, e desempenho pífio. Exatamente como era o Del Rey Ghia em 1987. Porém, o preço pedido é muito acima do preço equivalente do Del Rey Ghia.

    Em sua época, as vendas do Del Rey não foram lá grande coisa justamente pela falta de desempenho. Haviam concorrentes de peso, como Santana e Monza. O resultado todo mundo conhece: Monza campeão de vendas. Nada mais natural e lógico.

    Hoje absolutamente nenhum fabricante oferece desempenho, e mesmo assim vendem bem. O que leva alguém a pagar quase R$80k num carro de desempenho pífio? Será que a maioria dos compradores desaprendeu tanto a dirigir que desempenho realmente não importa?

    Indo mais além: porque diabos o automobilismo nacional está em tamanha decadência? Porque a GM investia pesado na Stockcars com o Opala, investia moderadamente com o Omega, e passou a investir pifiamente com o Vectra e o Astrão G3? Alguém conseguiu revogar a regra do "Win on Sunday, sell on Monday"???

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  42. Maluhy, deixando um pouco o Ômega de lado, vou falar do Marea, por você citado. O meu 2.4, após 125 mil km e duas trocas preventivas de correia dentada, continua redondo e com um motor que não baixa uma gota de óleo entre trocas. Gosto do carro? Sim. Ele é perfeito? Não; tem espaço traseiro reduzido, bandejas de suspensão não muito duráveis e requer manutenção com quem conheça e goste do carro - por exemplo, na troca da correia, a cada 60 mil km. O Marea também não aceita óleos inadequados ou trocas muito espaçadas, o que nesses casos acarreta borra. Como eu uso o óleo correto e troco a cada 5 mil km, o motor está "limpo".

    Como tudo que é produzido pelo homem, o Marea não é perfeito e tem deficiências. Porém, adoro esse carro e estou com ele há 7 anos, com intenção de mantê-lo até a placa preta. Aliás, tive outro Marea antes, um 2.0, que também prestou bons serviços.

    Por que o Marea usado vale praticamente nada - como você mesmo disse, um 2002 custa o preço de um Ômega 1998? A resposta é óbvia: enquanto os Ômegas usam os manjadíssimos motores low-tech do Opala e do Monza, o Marea se vale de tecnologia mais sofisticada: 4 válvulas por cilindro, variador de fase, coletor de admissão em plástico com geometria variável, árvore de balanceamento, acelerador eletrônico, alguns tem turbo, etc. Isso sem mencionar a exoticidade de um 5-em-linha transversal. Por isso, o Marea requer maior capacitação de quem for mexer no carro, o que aliado ao preço dessas peças "modernas" (ausentes no Ômega) redunda em um custo de manutenção maior.

    Exceto por um ou outro autoentusisasta, quem hoje compra Ômega ou Marea não tem dinheiro para um carro mais novo. Em orçamentos curtos, a variável "custo de manutenção" é importantíssima, o que derruba o preço do Marea. Por isso dizem que "é um carro que os ricos não querem e que os pobres não podem manter".

    Para um taxista, melhor um carro low-tech. Para que a complicação de motores multiválvulas, por exemplo? Importante é atingir 500 mil km sem retífica. Ou, melhor ainda seria a volta do Opala, carburado e peças caríssimas de injeção... Minhas preocupações são outras: em 20 anos dirigi 300 mil km, sendo que hoje o Marea é meu segundo carro e roda apenas 700 km/mês.

    Enfim, a discussão low-tech x hi-tech em carros que atingem a finalidade proposta (caso de Ômega e Marea) acaba sendo muito do gosto de cada um. Diferentes escolas - grosso modo, não podemos desprezar Corvettes e Ferraris por conta de linhas de pensamento... No meu caso particular, gosto de tecnologia, ainda que haja um custo maior de manutenção por conta disso. Gosto demais do Fiat-Lancia Fivetech!

    Abs, e desculpe se me alonguei!!!

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  43. Homem-Baile,

    Seus pontos são bem colocados. high tech vs low tech depende mesmo da orientação de cada um. Para mim não adianta muito ter tecnologia de ponta se ela não pode ser explorada ou exige detrimento de outras coisas, como durabilidade, ou custo maior de manutenção, por exemplo.

    Não esto dizendo que gosto de motores jurássicos. Mas para mim, se a performance é satisfatória (de acordo com minha expectativa), o consumo é adequado, e a durabilidade comprovada e a manutenção fácil, sinceramente não preciso nem sabre o que está debaixo do capô. É claro que isso num carro para uso normal. Não no meu carro "especial".

    Não sou nem de perto conhecedor de Mareas, mas considerando tudo que que já escutei esse motor 2.4 se mostrou inapropriado para a nossa realidade.

    É claro que é uma peça de tecnologia que emana emoção. Assim como o Marea também. Uma Maera Weekend Turbo também é um carro que me causa algum desejo.

    Mas quando falamos do Omega falamos de algo mais amplo do que isso.

    Ah, e não se alongou não!

    Abraço.

    PK

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  44. O colega que falou do T-Jet (motor de downsizing e não de esportivo) já dirigiu um T-Jet? Aposto que não. Não tem muito a ver com o Linea, mas no Punto é um show. O único hatch esportivo nacional hoje. Palmas para a Fiat pela iniciativa.

    PS: não tenho Fiat, não trabalho na Fiat, não sou fanático pela marca. Mas sou contra críticas injustas.

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  45. Homem-Baile, faltam atributos ao carro pra se destacar? Você parece estar pensando no carro agora, e não na época em que existiu. Naquela época ele se destacava em muita coisa sim, e em estrutura e comportamento, ainda não teve carro melhor no brasil.

    Pq comparar a idade do desenho aqui com a europa? Precisa ver o que tínhamos AQUI na época, comparar as maçãs com as maçãs, e não com as pêras.

    O Tempra foi um excelente carro quando novo. Depois, e até hoje, é bomba.

    Vc compara a potência de Omega 3.0 e 4.1 com Tempra e Vectra que se beneficiaram de mais detalhes pra conseguirem aquela potência toda. Esqueceu de quantos cv tinha o Tempra 8V? Ele foi lançado com 99 cv e quando ganhou injeção, foi pra 105 cv. Compare esses com os Omega, aí sim estarão em pé de igualdade. Comparar com motores multi-válvulas não é a mesma coisa, contra o turbo tb não dá, contra o Vectra GSi tb não, pois ele tinha um motor específico pra alta performance, que pra quem não sabe, o cabeçote dele era único, assim como os comandos de válvulas, as próprias válvulas, estas refrigeradas a sódio, e o escape dimensionado que ele tb tinha.
    Aquele Vectra era novo? Não! Era de 88 na europa. Só 2 anos mais novo que o Omega.
    Se a versão GL mostrou-se desnecessária, ok, mas foi tentada. Se não deu certo, pelo menos não tinha defeitos.
    Não volte a comparar consumo urbano de um carro com mais de o dobro da cilindrada dos demais, assim como a diferença de 300 kg, em alguns modelos que vc cita. Se tem potência e peso, vai consumir.
    Que 40 cv/l é ineficiente, todos concordamos. Mas veja a eficiência do conjunto todo, e não em cv/l. Veja tb consumo, desempenho, solicitação do mercado... tem tudo isso. E são motores quase indestrutíveis, que podem usar qualquer gororoba como óleo, que ainda assim vão funcionar. Ambos são rústicos, mas cumprem o que prometem, e muito bem.
    Agora, vc volta a comparar o motor 4.1 com o atual 3.6, que possuem mais de uma década de diferença de idade, e ainda por cima, é mais um motor multi-válvulas e com outros avanços.
    Todos lamentamos o fato de a GM não ter lançado aqui um motor mais potente, mas isso não é motivo pra rebaixar o que existiu, que para quem lê o que vc escreveu, vai pensar que é um lixo, o que não é.
    é exagero referir-se a 8 km/h de diferença como "andar muitíssimo menos", sendo que ambos passaram de 210 km/h.
    Concordo contigo que é exagero ao considerá-lo como carro do século, mas tb vejo como exagerados os seus comentários a respeito dos defeitos do carro, principalmente no que se refere ao motor. Defeitos existem, mas vc os enfatiza, tornando maiores do que realmente eram.
    Pelo que vc disse, possui um Marea 2.4, que é um excelente carro. E como a grande maioria de donos de Marea, vc exagera nos defeitos do Omega, por serem de idades tão diferentes.
    Não encaro essa discussão como low-tech x hi-tech, encaro como fatos x mitos.

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  46. Bussoranga, vc, como muitos, considera que a montadora precisa ser uma mãe, que cuida dos filhos pra sempre.

    Pq vcs acham que uma montadora tem que oferecer peças eternamente pros carros? Ela só é obrigada por lei, a fornecer peças ENQUANTO o carro for comercializado. Depois disso, eles decidem o que quiserem. Um detalhe importante, é que a montadora não fabrica nada, tudo que é colocado no carro vem de outro lugar. Então, quem parou de fornecer e fabricar peças foram essas empresas.

    A GM, como qualquer outra empresa, é uma organização que visa lucro, e pra eles, o lucro é que a gente coloque no lixo nossos carros e que vamos comprar os novos deles. É simples assim, e não é exclusividade de uma ou de outra, todas as montadoras são assim.

    As peças pra Omega não são caras de hoje, elas sempre foram. Mantêm ainda um padrão de valor de carro top, que é o que ele foi na época. Ou seja: apenas não caíram de preço. Mas é só se empenhar um pouco em pesquisas e consegue preços mais acessíveis ou simplesmente se descobre que algumas peças são as mesmas de outros carros, assim como tem peça do Omega, peça da Bosch, que é a mesma das Kombi. Muda o nome do carro e é disso que TODO MUNDO se aproveita pra elevar o preço. Justo ou injusto, é o que acontece.
    Quem, como nós, quer cultivar carro antigo, tem que aguentar as imposições, assim como qualquer colecionador faz. Estamos pra completar 12 anos do fim da fabricação do Omega. É mais do que lógico que algumas peças ficam raras.

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  47. Fernando,

    Considero que a montadora tem que ser uma mãe mesmo, afinal, se assim não for, eu procuro outra, pois esta passa a não me atender.

    E foi exatamente o que fiz: comprei os carros bons na época em que existiam, e hoje não compro mais carro 0km, pois hoje só tem lixo (exceto Focus Ghia, mas provém de uma montadora que não sabe PN sobre pós-vendas nem fornecimento de peças), e eu não sou palhaço de ficar sustentando fabricante mequetrefe.

    Porque eu acho que ela deve oferecer peças eternamente? Porque é bom negócio pra ela, e porque é uma questão de respeito. Se eu compro um produto hoje, e poucos anos depois ela me impede de mantê-lo, ora, nunca mais vou comprar produto nenhum dela!

    Montadora fabrica algumas peças sim. Existem peças que voce pode procurar onde voce quiser que voce nunca vai encontrar. Vou citar 3 exemplos:
    1. Peças de lataria. A estampagem é da montadora mesmo. Não há o que fazer.
    2. Alguns módulos eletrônicos. A montadoras tem contrato de exclusividade com alguns fornecedores, que ficam totalmente proibidos de fornecer para o "mercado paralelo". Sei disso porque já conversei diretamente com o departamento técnico de alguns fornecedores, e foi exatamente isso que eles relataram (posso até citar nomes se voce quiser).
    3. Cabeçote e bloco de motor! Essa dispensa explicações (mas tem mais, mangas de eixo também são ou eram de fabricação exclusiva).

    Sei que toda montadora visa lucro, mas visar lucro através de "obsolescência programada ou forçada" eu não admito. Fazer peças que acabam estragando e não tem reposição, só para me forçar a trocar de carro, é me chamar de idiota.

    Essa compatibilidade de peças (como o IAC que voce citou) ajuda, mas não é tudo. Quando reclamei da falta ou preço de algumas peças, eu me referia a itens de acabamento (tinha em mente exatamente os difusores de ar laterais, que hoje tem preço absurdo). Peças de lataria eu nunca achei em fornecedores "paralelos", e mesmo se achasse eu não aceitaria (pois nunca prestam).

    Quem tem Omega A ou Vectra A hoje tem um excelente carro, porém se algum acidente ocorrer, como será o reparo? Com peças usadas? Thanks, but no, thanks. Já passei por isso num carro antigo meu, e lhe garanto: ter que comprar peças de lataria usadas é a maior desgraça da humanidade (além de incentivar os "amigos do alheio").

    Esse problema não é exclusivo de automóveis. Alguns componentes eletrônicos usados em eletrodomésticos (como TVs) também não se acham. Mas há uma ou duas décadas atrás a coisa não era assim. E lá vem de novo a palhaçada da obsolescência programada. Se tiver paciência:
    http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

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  48. Bussoranga, Fernando ou quem mais puder informar a respeito das latarias do Ômega. Lembro que uns anos atrás, a GM em excelente iniciativa abriu uma fábrica de latarias para os fora-de-linha em Mogi das Cruzes. Imagino que as latas do Ômega ainda sejam produzidas, certo? E, por sinal, se alguém puder dizer se as latas do Opala ainda são produzidas, me informe, pois estou de olho num cupê.

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  49. H-B,

    Eu não sei isso. Mas vou perguntar para outros.

    PK

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  50. FS, já dirigi sim, aliás tenho um melhor, tenho um Marea Turbo na garagem. ;) o 1.4 TJet é brinquedo de criança.

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  51. A maioria das montadoras não fabrica nada, apenas contratam e recebm as peças, pra só então, montar.
    Não sei se dá pra garantir que oferecer peças eternamente seja vantajoso pra empresa, pode ter algum lucro sim, mas temos que ver se é um retorno que vale a pena, por ex, investir 1 milhão pra render 2, sendo que pode ocupar o mesmo espaço pra investir 2 e ganhar 5... ou então se simplesmente considerarem que o lucro não vale o esforço... Alguma razão pra raras fornecerem peças deve ter. É ruim pra nós? É. Gostaria de peças eternas? Sim. Mas é assim que funciona. : (
    Lembro dessa fábrica de lataria pra Monza e Opala, mas nunca mais ouvi falar, não sei se diversificaram ou se simplesmente fechara...

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  52. Bob, você bem que podia fazer um texto detalhando toda a história do 4.1 trabalhado pela Lotus, hein.

    Já ouvi muita conversa a respeito do que foi sugerido pelo ingleses para o motor, mas tem coisa que parece ser meio fantasia.

    Jogue uma luz de verdade sobre este assunto, por favor. Nós, admiradores do seiszão agradecemos!

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  53. Faço minhas as palavras do RH!
    Também sempre tive muito interesse em saber detalhadamente qual foi a história do 4.1 MPFI dentro da GM.
    Um manual de serviço informa que o 4.1 MPFI realmente foi "desenvolvido" (leia-se preparado ou melhorado) pela Lotus, mas e a história de que houve testes de um 4.1 24V feito pela Lotus, que rendia 250HP+, e que justamente por isso foi rejeitado?

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  54. O grande problema do Fivetech da Fiat não é o motor,é o carro que foi inserido,no Stilo vc faz a manutenção dele com alguma facilidade,a frente é mais larga e a longarina mais baixa , no Marea 5c trocar uma bomba dágua é o rascunho do inferno... é um carro gostoso de dirigir ,conjunto bom,mas carro é definido pelo conjunto da obra, que inclui facilidade de manutenção, aí fica complicado, eu gosto mais do motor 1.8,mas aquele problema cronico do variador de fase e a junção de um motor italiano com centralina japonesa é de deixar qualquer um desanimado ... fornecimento pós-prazo de fabricação só Mercedes, nesse ponto são imbatíveis....

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  55. Daqui a alguns anos , aonde provavelmente estarei de bengala ou a 7 palmos vcs verão o mesmo filme,Fusion tendo o destino do Mondeo e o Punto T-jet igual ao Uno Turbo, os caras querem mais é que o consumidor exploda ,um a Ford importa do México ,a Fiat manda vir da Itália o motorzinho de dentista , vai procurar peça do motor 1.4 16v do Fiesta CLX, de Mondeo então vc só acha fluido de freio e óleo do motor.....

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  56. Maluhy, como dono de Mareas, não posso deixar de concordar que o espaço para a manutenção dos fivetechs é realmente ridículo de tão apertado... Goso do carro, mas não sou cego a seus defeitos!
    Como estou vendo que você é especialista em Mercedes, já me desculpo antecipadamente por sair do escopo deste post e te amolar com uma pergunta: a manutenção de uma Mercedes C com seus 12 anos de uso é muito complicada ou cara? Se eu for atrás de um carro desses, quais os calcanhares-de-aquiles com que tenho de me preocupar para fazer bom negócio?

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  57. Incomoda nada, é um prazer,o C-Klasse se iniciou com a w210 190 em 83 e foi substituída pela W202 ,sendo que a partir de 93 a MB começou a definir seus modelos por letras como a BMW faz por numeros (Série 3, série 5,etc), a compacta virou C (compackt)alguma coisa, a média E (mittelklasse) alguma coisa, a S (sonderklsse) alguma coisa e daí vai, a W202 ´leva mais eletronica que a antecessora, e nessa época ( de 93 a 96)a MB usou nos chicotes elétricos de seus modelos um tal de fio ecológico que era para durar 20 anos e o fdp resolveu se deteriorar com 5/6 anos, foi um auê danado, aconselho a comprar carros desses após 97 ou então que a fiação já tenha sido trocada, senão é poltrona, fora isso é um ótimo carro, fácil de mexer, peças à vontade e bom comportamento dinamico, mas como eu sou adepto de uma velharia ,hahahaha, olhe com carinho para as W124 300E até 92,um carro desses em perfeito estado, é excelente, aguenta até iraquiano desleixado,hahahahah, se for 24v terás 225cv à sua disposição por 25 paus,e vc não tem idéia de como o motor M104 urra bonito nas 6500rpm.....e as coupés são lindas....

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  58. Maluly, obrigado pelas dicas! Eu já havia ouvido falar sobre esse problema na fiação das Mercedes, só não sabia ano e motivo do problema!
    Gosto muito das C, e nunca fui fã das E de "faróis redondos", pois não gosto do estilo desses carros em nenhuma das gerações. Gostava - e muito - das 300E até 92, em especial os cupês que são lindos! Voltando um pouco no tempo, babo também nos cupês SEC dos anos 80, mas aí já são carros que pela idade assustam um pouco.
    O interessante é que ontem conversei com meu mecânico e hoje com um amigo e os dosi ficaram botando pilha pára eu caçar uma Mercedes ou BMW... Desse jeito, vou acabar cometendo uma loucura, risos! No mais, é colocar um rastreador no carros, pois sei que colocar no seguro é impossível.

    Abraços!

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  59. Véio, pra que rastreador num carro desses?Quem é que vai roubar mercevelha e BMvelha??Relaxa, são carros que a turma admira mas não cobiça...a W126 coupé(SEC) tb é um carrão,na maioria das vezes vc acha ela inteira e bem tratada,tb é opção,basta ter garagem grande,hahahaha, a trilogia W201,W124 e W126 foram obras primas da MB, Bruno Sacco estava realmente inspirado e a engenharia tb...vc não está tão louco assim, eu que tenho 4 de uso já deveria estar internado,hahahahaa.........eu tenho um cliente que tem uma 300E 24v sedan grená com interior vinho, carro lindo, e ainda por cima cambio mecanico dog leg, vc não tem idéia de como é bão de dirigir um configuração dessas .........

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  60. Caros amigos!
    Possuo um omega Suprema 3.0 com câmbio automático. O meu carro está com 200.000Km e está perfeito. Para mim o omega é um carro sem comparação. Se tivesse dinheiro e esse carro fosse fabricado no Brasil do jeito que era, apenas acrescentando o Air-Bag, que para variar não foi trazido para o Brasil na época eu compraria outro sem pensar.
    Vendem carros por aí sem motor, sem câmbio automático, sem teto solar, sem painel digital, sem controle de tração, alguns sem ar-condicionado e ABS como se fossem grandes coisas e ainda pedem um preço abusivo.
    Só quem nunca teve um carro assim como o omega não consegue compreender o que digo.
    Tive monza, F1000 turbo, opala e um vectra destes do modelo 97, nenhum chega aos pés do conforto do omega.
    Preconceitos a parte, quem nunca andou experimente viajar em um.
    OMEGA ABSOLUTO

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  61. Caros:

    Comprei há 4 dias um Omega Diamond 1994 3.0 e planejava comprar o carro há quase um ano. Confesso que fiz isso considerando o fator conforto, mas... Depois de sair da revenda com o carro e dar as primeiras voltas, entendi que tinha comprado um carro incomum, com inúmeros diferenciais e que reamente estava muito a frente da sua época pelo menos aqui no Brasil. Concordo com alguns que falaram aqui. Só quem realmente andou no carro consegue sentir e enxerga-lo com outros olhos. Para não dizer q achei o carro perfeito, no modelo que comprei eu senti falta dos bancos de couro, mas só. Mas me contento em ser o segundo dono deste carro que é digno de exposição, tamanho o estado de conservação proporcionado pelo primeiro dono que aliás, não usou o estepe original ainda. Tive vários modelos de carros de luxo e posso afirmar: Nenhum tem tantas qualidades reunidas em um só carro como acontece no Omega. Realmente acho uma pena o carro ter sido descontinuado e ver os fiascos que a Chevrolet coloca na rua hoje.

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  62. Na minha opinião os melhores e mais bonitos carros fabricados no Brasil, sem duvida foram o Vectra B e o Omega. O Vectra devido as suas formas. Sem falar dos retrovisores, que eram lindos para época. E o Omega mostrando realmente ser um carro absoluto e supremo. Hoje a Ford fabrica os melhores e os mais bonitos carros no nosso Brasil. Ex: O Fusion e o Focus. Carros maravilhosos. A Chevrolet não esta convencendo com os seus novos modelos. O Malibu e lindo. Mais não faz parte dessa safra.

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  63. Sei que estarei repetindo alguns comentários. Mas realmente, para quem viveu aquelas épocas (anos 80 e 90)sabe que Chevrolet possuia uma aurea de superioridade. Algo como somar a robustez dos Volkswagen e o acabamento (A.C. - Antes de Camaçari) e a maciez da suspensão dos Ford. Era impressionante nos anos 90 a sequência de ótimos lançamentos da gravatinha. Omega, Vectra A, Corsa, Vectra B, S 10 e Blazer...isto sem falar no Monza em 1982. É difícil descrever a forma como este carro revolucionou a forma de "rodagem". Um carro muito macio e seguro, paradoxo que não tinha sido vencido pelas concorrentes até então. Hoje vemos a GM se posicionar como uma boa vendedora (sim, vende muito bem seus museus ambulantes), mas sem qualquer personalidade.

    O mundo hoje em dia é outro, não é ? A velha Chevrolet não será mais a mesma. Mas o que importa é vender.

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