9 de fevereiro de 2010

O XIS DA QUESTÃO


Desde que a Fiat anunciou a versão EL do Siena, com o objetivo de combater o então recém-chegado Prisma com motorização 1-litro, apostei que essa versão seria uma campeã de vendas. Fácil deduzir isso, já que com um preço sugerido de R$ 30.870,00, o carro oferece quase o mesmo pacote da versão ELX 1-litro mas custando R$ 3.700,00 a menos. A versão de entrada, Fire Flex, que usa carroceria da "geração" anterior, só deve atrair quem quer o menor preço possível, levando um carro sem opcionais e pobre em equipamentos de série. Se equipado com direção assistida, o preço do Fire Flex passa a R$ 29.846,00, apenas uns mil reais a menos que a versão aqui avaliada, que já conta com direção assistida como equipamento de série. O EL usa a carroceria atual (mas com faróis e grade do Palio 2008), e apesar do conjunto já revelar o peso dos anos, é belo se observado de certos ângulos e deve agradar mais que a versão anterior. E vem bem equipado para o segmento onde compete, oferecendo computador de bordo com várias funções, alerta de velocidade, direção assistida, espelhos de cortesia para motorista e passageiro, entre outros.

Optando pelo EL no lugar do ELX, você deixa de levar cintos de segurança laterais traseiros retráteis, comando interno de abertura de porta-malas e tampa do tanque de combustível, luz no porta-malas, faróis de neblina, porta-luvas superior e porta-óculos, rodas aro 14 com pneus série 65 e frisos cromados. Porém, adicionando o pacote que inclui ar-condicionado e vidros dianteiros com acionamento elétrico, que custa por volta de R$ 3.600,00 tanto no EL quanto no ELX, você ganha no EL os cintos traseiros com regulagem, o comando interno da mala e tanque e as rodas e pneus aro 14, diminuindo ainda mais a diferença de equipamentos. Ou seja, se você não faz questão dos frisos cromados (os laterais podem ser colocados na concessionária) e a "cara" mais nova, com faróis biparábola, vale a pena abrir mão do X e economizar mais de 3 mil reais.

O Siena já tem mais de 10 anos de mercado, as vendas da primeira versão foram baixas provavelmente por conta do design pouco atraente, mas a partir da segunda versão, a mais harmônica na minha avaliação, as vendas cresceram bastante e o sedã da linha Palio marcou seu espaço frente à concorrência. Teve diversas motorizações, 1 litro, 1,25 litro e 1,6 litro com versões de 8 e 16 válvulas, além de um 1,5-litro a álcool de vida curta, e hoje usa, além do Fire 1-litro, o 1,8 litro de origem GM e o Fire 1,4 litro, estes só com cabeçotes de 8 válvulas.

Recebeu diversas modificações na carroceria, mas ainda é basicamente o mesmo carro de 13 anos atrás, com todas as limitações do projeto original. Usa os tradicionais esquemas de suspensões McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, que funcionam corretamente, apesar da calibragem um pouco mais macia do que considero ideal. Caixa de câmbio com comando por cabos, de engates fáceis e razoavelmente precisa, mas com marchas muito curtas. Poderia usar 3ª, 4ª e 5ª marchas com as mesmas relações do Uno, um pouco mais longas.


O espaço interno é um pouco acanhado por conta do entre-eixos curto para os padrões atuais. (2.373 mm) Com os bancos dianteiros a meio curso, dois adultos de estatura média viajam bem atrás, um terceiro ocupante vai provocar uma certa intimidade forçada. Se o motorista for mais alto, vai raspar a cabeça no teto, e com o banco todo recuado só se consegue algum conforto atrás para crianças. Bancos macios, acabamento correto (observei algumas rebarbas nos puxadores de portas) com tecidos de bom gosto, apesar de mais escuros que o desejável. Quadro de instrumentos de fácil leitura, com velocímetro no meio, conta-giros à esquerda e de menor diâmetro, marcador analógico de temperatura e mostrador digital com marcador do tanque de combustível integrado à direita.

Como anda

Minha experiência anterior foi com um Siena Fire da primeira versão, com 55 cv. Em relação ao motor anterior, conhecido como Fiasa, o Fire se destacava pelo menor tamanho e peso, menor consumo e mais força em baixas rotações. Em carros com relação peso-potência menos favorável, qualquer forcinha a mais em baixa é bem vinda, mas no caso da primeira série do Fire o preço que se pagava era de um motor sem brilho em alta, que parecia sem vontade de subir de rotações a partir de 3.000 rpm. O atual conserva boa desenvoltura em baixa, ajudado pelo acelerador by wire que me pareceu dar uma ajuda, comandando mais abertura de borboleta do que nosso pé, e gosta de girar, entregando números de potência bem interessantes para um propulsor de apenas 1 litro. São 75 cv a 6.250 rpm e 9,9 m.kgf a 4.000 rpm (usando álcool), valor de potência de um carro 1,6-litro da década de 80.

Entendo que o comprador de um pacato sedã familiar não precisa de um automóvel que seja superlativo em comportamento dinâmico, já que o uso geral da grande maioria será predominantemente urbano e a baixas velocidades. De qualquer modo, subi e desci uma estradinha de serra que tem aqui perto de casa, com sequências de curvas alternando o lado e que permite velocidades um pouco mais altas, para sentir o comportamento do sedãzinho.


Subindo, senti que, como todo motor de baixa cilindrada, o ar-condicionado atrapalha sensivelmente o desempenho. Terceira marcha engatada, ele sofria para subir de giro e ganhar velocidade. Bastou o compressor desarmar que a coisa mudou de figura, foi subindo de rotações com certa galhardia, em se tratando de um motor de 1 litro em um carro de 1 tonelada. Deu para engatar a quarta e ir subindo a serrinha a 90 km/h. Em velocidades médias não vai pregar susto em ninguém, pois contorna bem as curvas. O motorista médio não deve ir além disso, mas precisa saber que em uma situação em que a velocidade diminua um pouco, uma redução de marcha se faz necessária para não deixar o motorzinho cair no vazio.
Na descida provoquei mais, entrei nas curvas bem mais rápido do que o normal e aí a calibragem macia começa a jogar contra. Não forcei tanto assim a ponto de fazer escândalo com os pneus, mas mesmo assim as mexidas de carroceria quando entrava nas curvas eram meio estranhas. Talvez falta de carga nos amortecedores. Se o carro falasse, seria ele avisando "olha, eu sou só um Siena 1000, você já está passando dos limites!". Freios mataram bem a velocidade, demonstrando potência de frenagem correta. Não tive oportunidade de forçar mais, a serra é curta, mas acredito que não entrem em fading (redução da ação por superaquecimento) com facilidade.
A concorrência
Acredito piamente que a maioria das pessoas não leve muito em conta o que leem por aí ou o que o parente que entende e gosta de automóveis diz quando arguído sobre qual carro comprar. Muito menos se o carro Y anda mais ou faz curvas melhor que o Z. Frente ao mercado, acho que o Siena está ficando para trás, pois temos modelos mais atualizados e que oferecem mais pelo mesmo dinheiro. O Logan é o melhor exemplo, apesar do design pouco inspirado. Mas o Siena é um carro que atende as necessidades da grande maioria, e entrega um pacote honesto, com desempenho bem aceitável, baixo consumo, bom acabamento e visual ainda atraente. E as vendas do modelo confirmam isso.
O que me atraiu nele: Respostas do motor Fire 1-litro, preço e equipamentos oferecidos quando equipado com o kit Celebration 3, design, baixo nível de ruído, maciez de comandos.

O que me incomodou nele: Espaço interno reduzido, falta de regulagem de altura do banco do motorista, rotação muito alta quando em rodovias a 110/120 km/h constantes.

Veredicto: Se você não mede mais do que 1,80 m, precisa de um porta-malas grande, vai usar o carro predominantemente em perímetro urbano e aprecia suavidade, o Siena EL é uma escolha acertada.

22 comentários:

  1. Muito boa a avaliação, parabéns!

    Gosto do desenho do Siena, acho que a traseira tem um "que" de Alfa Romeu.

    Mas, ultimamente, eu estou com tanta dó de andar com meu carro nesse asfalto lunar de SP que penso, seriamente, em comprar uma SUV... rs.

    Ok, podem atirar as pedras.

    Abraços

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  2. Obrigado, Sergio !

    A traseira do Siena atual (e da Week também) é a seção mais bonita do carro. Ficou mesmo com uma pinta de Alfa.

    Não sei se aí está pior que no Rio, mas aqui achei que o Sieninha filtrou bem o piso ruim, não deu batidas secas. Os carros atuais, mesmo não sendo 'aventureiros', já estão bem altos.

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  3. Corrigindo a grafia: Alfa Romeo

    Então Alex, que eles são altos também concordo, mas me dá dó é dos componentes da suspensão e o acabamento interno.

    Tenho o novo Ka e o acerto da suspensão é bem "firminho", mas fico pensando quanto tempo o sistema vai aguentar antes de ter que substituir tudo.

    Quando a parte interna, depois de alguns anos, certamente, alguns grilos irão aparecer.

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  4. Mister Fórmula Finesse09/02/10 13:50

    Adoro a expressão "motorista médio" (rs)...ótima avaliação Alexandre, realmente a pequena "alfeta" têm lá seus predicados principalmente no cuidado (um pouco) mais apurado na escolha dos materiais internos do que por exemplo o mais dinâmico e franciscano Voyage 1.0.

    Chama a atenção o acréscimo de potência sem penalizar as baixas e médias rotações como a linha VHc por exemplo que tem que se utilizar de uma redução de marchas (ainda mais) curta do que a família fiat.

    Enfim parece uma boa opção de sedanzinho que - claro - sempre jogará nas costas do condutor a quota mais de responsabilidade se quiser divertir (exige mais envolvimento do "médio").

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  5. Mas tem uma coisa que incomoda no Siena, na Weekend anterior à "panetone", a quadrada, e também no Linea

    O tamanho das luzes traseiras das setas. Muito pequenas, díficil visualizar.

    Pior do que elas, só as da Vw, como as do Golf, circulares que rodeiam as lanternas. Essas, mesmo à noite são pouco visíveis.

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  6. Francisco V.G.09/02/10 14:55

    Acho o entre-eixos muito curto. O balanço traseiro fica enorme e a acomodação na traseira não fica lá essas coisas. Agora, o porta-malas, é covardia comparar com os outros. Logan não vale, é muito maior.
    Kenzo: Tem razão. As setas são muito pequenas. Até minha esposa que não é nem um pouquinho entusiasta reparou e não gostou.
    Mister Fórmula Finesse: Não se engane com o motor VHC. Esqueça aqueles números da ficha técnica pois eles não revelam o comportamento do carro nos diversos regimes. Eu garanto.

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  7. Mister Fórmula Finesse09/02/10 15:07

    Francisco....eu conheço na intimidade esses motores VHC em toda a sua gama, talvez nossas opniões sejam idênticas.

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  8. Legal a avaliação, o que eu não gosto no palio e siena são os resquícios do uno. Embora sejam carros completamente diferentes eles possuem o mesmo entre-eixos e a péssima localização da saída de ar que, com ar ligado, fica jogando ar frio na mão ao passar marcha.
    Vocês possuem alguma informação sobre o mix de venda dos modelos do siena? Quando li começo da avaliação achei que iam comentar sobre isso.

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  9. Francisco V.G.09/02/10 15:24

    Mister FF: Eu também. Quanto à opinião...é, talvêz você tenha razão.

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  10. Fla3D,

    queria ter acesso aos números de venda por versão. Um vendedor de concessionária disse que lá o EL é o que mais vende. Nas ruas isso se confirma, são muitos em relativamente pouco tempo. Ou seja, é fácil aumentar vendas, basta oferecer um carro melhor equipado sem aumentar preços. Mas a regra normalmente é fazer o contrário, os carros vão ficando cada vez mais depenados a cada ano que passa.

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  11. Boa avaliação. O Siena ainda é competitivo em um mercado defasado como o nosso, mas precisa sim de uma verdadeira nova geração - essa depois do quarto face lift já chegou em um limite.

    Pra mim a traseira não lembra Alfa. Talvez só a lanterna horizontal afilada (até aí o Del Rey era assim...) não sei não.

    Em design externo prefiro o Prisma ainda, e muito mais o Voyage (apesar da traseira meio tiozão).

    Mas honestidade por honestidade ficaria com o Logan - apesar do design externo.

    Falando em suspensão, tive um Ka logo antes do modelo novo que com 40mil km fiz a suspensão. Tive um Clio com 90mil km ainda não tinha feito. Rodando urbano em São Paulo só. O Palio II do meu pai chegou no 60mil km pra fazer suspensão.

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  12. Rodrigo,

    hoje considero a Renault uma das melhores escolhas, pelo menos no segmento até 40 mil reais. O Clio é imbatível no custo/benefício (vou ver se arrumo um para avaliar, o meu 2001 não vale), o Logan super espaçoso e preço na média, além de 3 anos de garantia.

    A lanterna do Siena é bem Alfa 156, não é igual mas faz lembrar na hora.

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  13. Nunca fui muito fã do Siena. Mas reconheço que a Fiat fez um bom trabalho para deixar a sua aparência mais palatável.

    Já no caso do Logan, com aquela pinta de Vlad o Empalador, acho que a Renault teria que pegar uma folha em branco e recomeçar do zero.

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  14. Não desgosto do Siena, mas quando troquei meu Monza, analisei um Logan Privilège 1.6 8v, e um Siena ELX 1.4, que eram parelhos em equipamentos. O Logan ganhou a disputa pelos seguintes motivos: era mais barato (na época, não sei os preços praticados hoje para efetivo fechamento do negócio), tinha maior garantia, motor mais forte, um espaço interno campeão, e, além disso, um comportamento dinâmico bem mais neutro, sendo já conhecida por mim a maciez além da conta do Fiat citada pelo colunista, uma vez que tive um Palio ELX 1.0 16v 2001. Lógico, o Siena é mais bonito, mas não me arrependo nem um pouco pela escolha do Logan. Posso afirmar que muita gente que nem vai conhecer o Renault e o julga apenas pelo design, está perdendo a oportunidade de ter um carro cheio de qualidades, surpreendentemente bem acertado em seu conjunto.

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  15. Cruvi,

    Muito sensata sua avaliação, parabéns.

    Mas para o entusiasta, o Logan ainda é a melhor opção aqui.

    MAO

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  16. Marcelo R.10/02/10 10:15

    Eu acho que é muito pouco motor, para mais de uma tonelada de carro...

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  17. O Siena fica bem melhor sem aquela cromadeira da versão mais cara que deixa o carro feio e um tanto brega também, na minha opinião.

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  18. Carlos Galto10/02/10 11:52

    Tive um Palio da empresa por um tempo e não gostei. Nessa nossa "serrinha de testes" achei ele macio demais, se bem que ajuda na parte esburacada da serra...
    O design é a única qualidade que vejo no Siena. Tudo bem que o 1.0 pode até ser o mais equilibrado já que o Voyage acaba saindo mais caro... O Logan tb não é tão caro.
    Com o meu Fiesta sedan 1.6 dá pra brincar bem nessa serrinha.
    Muito bom o teste.

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  19. Marcelo R,

    com o carro cheio e ar ligado, é pouco mesmo, mas para andar a maior parte do tempo sozinho e no trânsito das grandes cidades, não incomoda não.

    Italo,

    concordo. Engraçado que quando saiu a frente com farol duplo, achei mais legal por conta do farol, não prestei atenção nos cromados. Mas outro dia, com mais atenção, olhei um Palio com rodas de liga e spoiler na tampa da mala (algum desses kits da Fiat) e achei que a frente cheia de cromados destoava completamente do visual jovial do carrinho. Mas a galera no geral gosta.

    Galto,

    pra gente o conjunto não empolga, mas penso numa mulher, que vai usar o carro na cidade em baixas velocidades para levar os filhos na escola. Serve e muito bem. Macio, comandos leves, até bem acabadinho e um visual que agrada.

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  20. Para levar filhos pequenos para a escola. Porque o espaço traseiro nesses Fiats são péssimos.

    Me parece pouco justo que a bagagem vá mais folgada do que os passageiros.

    A ergonomia desse carro é péssima: Espaço traseiro horrível, bancos muito macios, volante enviesado.

    Mas o pior mesmo é que o interior é apertado, as cores são escuras, o tecido que esquenta nos bancos, plásticos duros que retêm bastante calor e o ar condicionado ainda custa salgados R$ 3.600,00 e contam com as saíde de ventilação em posição inteligentíssima.

    Parece aqueles prédios antigos nos quais os aparelhos de condicionamento de ar ficam instalados no chão.

    Tudo se repete na irmã bem mais cara, Locker.

    E ambas são muito pesadas pelo porte.

    Esse projeto já deu o que tinha que dar faz tempo. Mas enquanto tiver gente comprando, pagando caro e achando que tem um carro chique...

    Muito melhor mesmo um Logan. Em tudo.

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  21. Marcelo R.10/02/10 16:38

    "Alexandre Cruvinel disse...
    Marcelo R,

    com o carro cheio e ar ligado, é pouco mesmo, mas para andar a maior parte do tempo sozinho e no trânsito das grandes cidades, não incomoda não."


    Alexandre,

    Talvez eu esteja mal acostumado (tenho um Stilo 1.8 16V), ou usando o parâmetro de comparação errado. Mas, eu dirigi há pouco tempo um Palio Fiasa (sem ar, dh, etc, etc...), na cidade, estava sozinho no carro, sem carga, e achei o desempenho horrível. Imagino que por mais que o novo motor Fire seja melhor, a diferença de peso entre os dois seja o suficiente para "matar" a melhor cavalaria do Siena em questão e o desempenho será sofrível do mesmo jeito.

    Dos 1.0 que eu já dirigi, o único que eu não achei "manco" fou um Ka com motor Endura.

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  22. É parecido com o malandro que qdo descobrem que ele tem homorróidas ele jura que não incomoda muito,hahahahahaha.....não dá para se entusiasmar com essa leva de motores citados, eu acho que o melhor motor que a Fiat fez aqui foi o 1.3 16v, eu imagino um bloco 1.4 com aquele cabeçote e taxadinho para usar os dois combustíveis, acho que ficaria muito bom.....

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