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30 de abril de 2010

DIREÇÃO LEVE

Quando o Marco Antonio Oliveira nos mostrou as impressões dele sobre o Corolla, um ponto me chamou atenção. (veja aqui)
Foi a sensação de frente leve em alta velocidade, que o MAO disse ser percebida apenas em velocidades impublicáveis.
Não concordo, e disse isso quando dirigi o carro no retorno a São Paulo.
Já a 130 km/h é bem sensível. Não que cause tensão para quem gosta de dirigir em estrada, mas é mesmo leve.
O MAO vai criticar, dizendo que o sensível sou eu, mas é leve em velocidades normais de viagem. Se é aerodinâmica a causa, não sei. Me parece mais ser sistema de direção com excesso de assistência.
Esse ajuste de comando leve demais, é típico de muitas marcas, que buscam agradar à maioria dos motoristas que nem tem ideia do que significa ser entusiasta de automóveis.
Mesma coisa com pedais muito suaves, com alavancas de câmbio superamanteigadas e pasteurizadas, que não passam a menor sensação de serem a ligação com um garfo que empurra uma luva sincrônica que tem dentes que se encaixam com os da engrenagem. Parecem mais uma colher de pau mexendo um melado quente no caldeirão.
Saudades do Opala com o clec-clec de engate, bem audível.
Acredito que as fábricas devam sim sempre fazer carros que atendam ao gosto da maioria, pois é esse o cliente típico, aquele que entrega seu dinheiro para as manter funcionando. Mas mesmo assim é necessário atender ao entusiasta que gosta e precisa de carros com mais essência de carro, com menos amortecimento de comandos, com uma real comunicação táctil entre mecanismos e membros humanos.
Me lembrei do Opala quanto aos engates ótimos, e me lembro de um Voyage de 1986, com o qual participei do Rali Universitário, há uns quatro séculos.
Um carro interessante, que ia do sublime ao ridículo em alguns quesitos. Descontados os itens carroceria e interior, absolutamente desprezíveis de tão ruins, possuia engates de marcha muito bons, mas alavanca no lugar errado, com o braço batendo no encosto do banco a toda hora, nos engates de segunda e quarta. Pedal de freio hiper-mega sensível. Uma pescoçada a cada vez que a sola do sapato encostava na borracha do pedal. Era apenas o servo-freio, com superdimensionamento, extremamente desagradável. A direção era boa, leve para manobras e bem mais pesada em velocidade, como de hábito nos carros da década de 80, e que o excesso de gordura dos requisitos de segurança matou.
Se fossem corretamente desenvolvidas nessas características de sensibilidade de comandos, os Gols/Voyages/Saveiros e Paratis teriam sido grandes "carros de entusiasta", já que eram um bocado bons de curva.
Como sempre foi hábito da indústria automobilística, analisa-se carros dos concorrentes para descobrir onde se está desperdiçando dinheiro. Algumas poucas empresas, além dessa atividade, avaliam a fundo os carros antes de desmontá-los. Nessas avaliações, descobrem que há tesouros enterrados que são trazidos à tona apenas por conhecedores. Se a empresa for séria e comandada por gente que se importa com o prazer de dirigir, copia-se o que é bom relativo à dinâmica do veículo, aproveitando idéias para tornar o carro que se desenvolve mais agradável.
Se o objetivo é apenas reduzir custos, algumas características boas são ignoradas, porque se define que o cliente típico da marca não gosta delas, e se permanece com os mesmos desagradáveis erros por anos a fio.
Mas o Corolla melhorou muito, apesar de estar a alguns bons passos da perfeição. Silencioso de motor, em estrada, é bem audível quando se muda de asfalto para concreto e vice-versa, mostrando que entra pouco ruído de motor e vento, mas que o ruído de rodagem (contato pneus-solo) não está bem isolado.
A carroceria atual tem um desenho que me agrada, apesar de muita gente achar que é carro de velho. Ao lado do principal concorrente, o Honda Civic, o Toyota mostra um perfil de carro, diferente do Civic, que é quase, mas quase mesmo, um monovolume achatado, ou, se preferirem, uma minivan pisada.
Sim, o Civic é mais "driver's car", que pode ser traduzido como um carro para quem gosta de dirigir, porém, mais coisas me incomodam nele do que no Corolla, quando tudo somado.
Falta à Toyota uma versão entusiasta desse ótimo carro. Já passou a hora de eles comprarem um Focus e copiar as boas características.
JJ

41 comentários:

  1. A leveza da direção do Polo em alta velocidade também me incomoda, meu primo comprou um Polo GT, que ainda é equipado pela direção eletrohidráulica, vou testá-lo para ver se também existe o problema na versão "esportiva" do carro.

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  2. Juvenal, é incrível sua capacidade de odiar tudo o que seja Volkswagen: Gol/Parati/Saveiro e Voyage SEMPRE FORAM carros de entusiasta. Você quer criticar o que estava acima de qualquer crítica "quatro séculos atrás". Durante toda a década de 80 e boa parte dos 90, pouca coisa era melhor para se tocar do que um bom VW refrigerado a água. Agora só falta você falar que o Passat 1974/1989 não era carro de entusiasta. Justo ele, que compartilha praticamente TUDO com a linha Gol e sempre foi referência em sua época.

    Por favor Juvenal, não fale mais de VW aqui. A qualidade dos seus textos agradece.

    Com a palavra o Bob Sharp!

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  3. Saudades do Opala com o clec-clec de engate, bem audível.

    Por isso dirijo um Chevette 81, com esse prazer a cada troca de marcha, com direção sem nenhuma assistência, tudo feito no braço mesmo, com sobre-esterço a cada curva exigindo a retomada do controle, carro onde o piloto faz a diferença, onde o carro e piloto se tornam um só em busca da velocidade...

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  4. E pensar que houve um Corolla de entusiasta, o AE86, o famoso Hachi Roku, que em 1983 já tinha 16 válvulas no motor 1.6 de 110 cv.
    E além do mais era um hatch com tração traseira.

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  5. Sandoval Quaresma30/04/10 13:40

    carro bom e de entusiasta, pro Juvenal, deve ser isso aqui:
    http://www.maxicar.com.br/old/carrosview.asp?key=3486

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  6. Nico acima da lei30/04/10 13:51

    Malditos apzeiros! não se pode falar nada que já se doem.... Vai soldar as longarinas do teu gol caixote vai....

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  7. Mister Fórmula Finesse30/04/10 13:53

    Está certo JJ,a Toyota bem que poderia lançar alguma versão mais apimentada do Toyota.

    Houve a rídicula tentativa disso com o Corolla S que nada mais era que o sedan levemente "xunnado". E bem na época do lançamento do realmente cativante Civic Si.

    Mas no imaginário comum, creio que a imagem de tranquilidade e serenidade luxuosa - como se fosse um Del Rey redivivo - do Toyota já tomou conta de qualquer tentativa em fazer algo contrário. A própria marca sabe disso e nem no mercado internacional ela investe em algo mais rebelde.

    Pior para nós visto que as opções Toyo são bem mais restringidas. A nissan também tinha feito algumas sondagens para trazer o seu Sentra "by nismo", mas parece que apatia mercadológica que gravita em torno da marca aqui no Brasil foi fatal para este também.

    Mas se alguém quiser andar mais forte com um Toyota então já estarão devidamente avisados, terão que se utilizar da sua condição de motorista "macio" para equalizar os pequenos hiatos de informações que o volante pode transmitir em velocidades mais altas. Dizem que o Civic têm redução de direção um tanto brusca que incomoda um pouco em condução normal...para ver como os dois lados da moeda não são perfeitas.

    Quando o Tempra 16V foi lançado falavam o mesmo em relação ao comando irriquieto do volante, até então, era normal a direção hidráulica "progressiva" mais em relação aos giros do motor do que a velocidade medida. Parece que avanços sérios foram feitas quando a linha Diplomata 91 passou a contar com o sistema Servotronic, que teoricamente era equipamento da série 7 das Bmw's, seria interessante um depoimento de alguém que dirigiu esses icônicos (e derradeiros) opalas.

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  8. Puts APzeiro é igual barata tem em tudo o que é lugar. O legal é eles se doem de graça, pois o Juvenal não falou mal dos carros, só falou a verdade: um carro muito bom, que pecava em acabamento.

    Isso aí JJ continue assim.

    Sobre o Corolla, hoje carros com apelo esportivo são muito mal vistos pela população "não entusiasta" (e também pelas seguradoras). As pessoas se sentem ofendidas em ter ao lado um carro, seja um básico TJet com seu pequeno 1.4 e turbina "limãozinho", as pessoas em volta já taxam o motorista de cavalo, o agente de trânsito já pára o dono para averiguar. Acredito que a Toyota não queira uma imagem dessas, o marketing deles é outro aqui na terra brasilis: "O carro que tem um bom luxo, anda igual todo carro comum deveria andar e desvaloriza pouco", sonho de consumo de todo microempresário...

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  9. Sou APzeiro de plantão com orgulho (rs*), mas desta vez acho que o JJ não falou nada demais, aliás nunca vi o JJ falar tão bem da família Gol.

    MFF,
    Quanto ao mercado abroad... falando em Toyota/Nissan... e os tão falados, fuçados, mexidos, nitrados, ralados, mais de 1000HP e blablabla... Supra e Skyline.

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  10. É o treze30/04/10 15:12

    correção: se escondendo "NO" anonimato

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  11. Mister Fórmula Finesse30/04/10 16:12

    Fábio: tenho horror a esses japoneses com motor comprimido a enésima potência (não originais é claro)...

    Me lembram muito alguns gols e voyages (rs)que vivem dando estouro no escapamento por causa das quinze mil atmosferas empurrando o cabeçote para fora.

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  12. Eita .. Vou botar lenha . !

    Na minha opinião o Toyota é como um velho Del Rey ... Um carro de tiozinho feito pra ir de casa para a padaria , açougue e mercadinho com o máximo de conforto,e é só isso que se pode esperar dele..Pra acelerar existem muitas outras opções!

    E o " povo " compra feliz porque é completão e dá um certo status, mas sabemos que a grande maioria dos donos sequer chegam perto da faixa vermelha no conta-giros..

    Mas que os VW são um lixo em tratando-se de conforto,são mesmo!

    Rodei 170000km numa maldita SAVEIRO (2007) ( da firma ) e tenho dor no joelho até hoje por causa dos desgraçados pedais deslocados pra esquerda...que lixo !!!

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  13. Finesse,
    Entendo esta ogeriza por este formato, mas falando em custo x potência é o melhor que se pode ter.
    Em 2005 eu tive um Gol 97 1.6turbinado, eu tinha um "comichão" para ter um carro turbo na época e matei a vontade. Era um carro bem acertado com 1 bar, suspensão e freios bem dimensionados.
    Para ter um carro original com tal potência e torque eu ainda tenho que ralar muito... foi só um brinquedinho, hoje em dia eu não gastaria com isso.

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  14. Na época foi interessante... o carro "cortava" 5ª com câmbio PS rs*... e era relativamente bom de curva. SEM AC, DH e intercooler. Praticamente sem turbo lag.
    Sou APzeiro e bato no peito mesmo, mas dirijo com cortesia e bom senso... meu próximo AP será um 828! Aí não precisa mexer em nada, né?

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  15. Mister Fórmula Finesse30/04/10 17:07

    Fábio: o Polo GT do seu primo já estaria de bom tamanho; compacto, com aquele câmbio sempre esperto, e um motor que se não emociona nos giros mais altos, faz a alegria na utilização em "vida real"...um conjunto que é um alento para quem gosta de dirigir.

    Já vi vários apezeiros turbinados cortarem mal as curvas por conta de pressões equivocadas no motor, entrava a turbina, o carro destracionava e o "piloto vida loka" já não sabia mais para qual deus do xunning apelar...

    Por isso sempre gostei de turbos originais, como meu Fiat de antanhos. Mas parabêns se conseguiu um conjunto acertadinho direcionado para condução linear e não emborrachadas em terceira.

    Voltando ao Toyota, creio que o autoentusiastas já poderia requisitar a imprensa da marca um modelo 2.0 para testes...meio na brincadeira, mas creiam-me! O blog será algo realmente importante e formador de opnião dentro de pouco tempo.

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  16. Arnaldo Keller30/04/10 17:08

    JJ
    Você tem toda razão.
    Já reclamei da direção leve demais do Corolla e do pedal de freio sensível demais. É fato.
    Fica chato de guiar, simplesmente porque temos que pensar antes de agir.
    Temos que ficar ligados para não agir naturalmente nesse carro, senão dá caca.
    Tira o prazer de uma tocada boa.
    A Toyota está errada e você tá certo, e não esquente com comentários de quem não tem experiência ou boa sensibilidade.
    Quando se dirige os carros bons, tipo Porsche, etc, os comandos estão ao nosso gosto. O resto é só mercadoria de transporte, e não um carro de verdade.

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  17. Sobre o nível de assistência da direção conforme velocidade, já passou da hora de os fabricantes lembrarem que há algo muito simples e eficiente para que isso aconteça: direções elétricas. Recentemente, a Honda trocou a direção dos Civics não-Si pela elétrica do Si. Com isso, cortou também tubulações, verificação de nível de fluido e por aí vai.
    De fato, carros de projeto japonês costumam pecar no isolamento acústico das caixas de roda. Passe por uma área de projeção de cascalho e praticamente ouça uma metralhadora a seu pés.

    Não vejo tanto problema de alavancas de câmbio supermacias. O problema é quando não há algo que permita saber se a marcha foi engatada ou não. Carros da VW mais recentes têm a tal alavanca, mas deixam uma ligeiríssima resistência para saber que foi engatado. O Civic também. Já o Vectra B deixava um pouco de dúvida. Aqui não precisa nem ser algo audível, mas tátil.
    Sobre freios de ação bem pronta, eu os amo de paixão, desde que o pedal permita adequada modulação. É algo de que gosto muito nos carros da Chevrolet e da Ford, ainda que os modelos nacionais atuais da primeira marca estejam desatualizados (isso quando não são um lixo) e eu olhe com mais carinho para os da segunda. É algo que os fabricantes japoneses passaram da hora de aprender a fazer. É algo que inclusive contribui com a segurança, independentemente de que quem esteja dirigindo seja ou não entusiasta, pois facilita monitorar a ação dos freios e evitar travamentos, deixando o ABS para momentos em que realmente se precisa de muita potência de frenagem e é humanamente impossível evitar o travamento, deixando aí para a eletrônica.

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  18. "Automóvel Toyota sempre foi e sempre será carro de velho."

    Velho veloz e entusiasta o dono de um Supra ou de um Celica

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  19. André Resende30/04/10 18:30

    O problema dos toyotas é procurar chifres em cabeça de cavalo! Nenhum carro de série é um carro verdadeiramente entusiasta neste nosso pais. Temos sim brinquedinhos "aceitáveis" nada acima de 200 cavalos com tração trazeira. Pode no máximo dar um friozinho na barriga. Coisa de virgem! Mas pelo amor de Deus não vamos entrar nesta baixaria de criticar opaleiros e apezeiro. Que coisa mais domingueira! Parece richazinha de futiboleiro de quinta! Ave Autoentusiastas!!!

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  20. Não tenho muito conhecimento do assunto, mas será que o motorista comum gosta de direção leve em velocidade e freios que funcionam só de mostrar a sola do sapato para o pedal?! É ruim demais carro assim...

    Voltando ao Opala, esse foi um carro que até hoje considero os pesos da direção e freio ideais para mim. O freio precisa de força para fazer o carro parar, enquanto a direção hidráulica fica com peso correto em velocidade. E estou falando da direção que endurece somente com a rotação do motor, nem precisa ser o sistema Servotronic.

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  21. Road Runner

    Opala não tinha direção hidráulica progressiva. Nos anos 80, só o Santana tinha.

    FB

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  22. Felipe Bitu,se não me engano os ultimos Diplomatas tinham um sistema de direção hidráulica progressiva,adicionado na ultima atualização de equipamentos do modelo.Vou procurar e depois confirmo,ou alguem confirme,hehehe.

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  23. Já encontrei aqui,o Opala usava o sistema de direção Servotronic,adotado em 1992 no veículo.

    Segue o link explicativo:

    http://www2.uol.com.br/bestcars/ct/direcao3.htm

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Bom texto, mas sinceramente? Tem hora que eu fico realmente chateado com algumas coisas que falam aqui, principalmente sobre as japonesas.

    Ficam falando que a maioria dos carros são eletrodomésticos mas esquecem que a maioria dos carros das estadunidenses e europeus são tão eletrodomésticos quanto. Falam que não têm carros entusiastas sem conhecer realmente aquela "escola".

    Esse pessoal fala merda sem dar ao menos uma lida sobre os carros, e muitas vezes não são humildes ao ponto de aceitar os defeitos do que tanto amam não merecem ser chamados de auto entusiastas, no máximo um conhecedorzinho de carros.

    Pode parecer papo de quem não sabe nada, de um amador. Mas justamente por ser um jovem entusiasta sei o quanto esses comentários arrogantes espantam outros como eu, que estão sedentos de ideias e conhecimentos entusiásticos, mas que têm o minimo de conhecimento técnico para diferenciar um defeito d um mimimi de um velho cabeça-dura.

    It's
    "Zezé" JAT
    PS: edit pra dar uma formatada ^^

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  26. Bitu,

    Essa foi novidade para mim. Convivi 9 anos com meu Caravan 4,1-litros 1988 com a certeza de que o sistema de direção hidráulica era progressivo. Interessante, mas em velocidade o volante era sensivelmente mais pesado do que em manobras. Para falar a verdade, a direção do meu Focus atual é até mais leve do que o do Caravan em velocidade de estrada...

    Abraço!

    RR

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  27. Arnaldo Keller30/04/10 23:06

    Zezé,

    o problema é o seguinte: não há críticas a carros japoneses ou americanos nem nada. A crítica é quanto ao descaso que muitas vezes as indústrias dão às necessidades de comandos corretos.
    Comandos corretos, com o peso certo, ergonomia, etc, são muito importantes não só para "pilotagens", como para a segurança ativa.
    Dou um exemplo recente. Há poucas semanas publiquei um post sobre o Focus que minha mãe comprou. Eu insisti para que ela comprasse o Focus em vez dos concorrentes porque acho que o Focus tem melhores comandos, além de melhor estabilidade, freios, etc. Não fiz isso para que ela corresse mais, etc. Fiz isso por pensar na segurança dela.
    Saiba que não há categoria de carro com melhor segurança ativa do que os bons esportivos, porque eles freiam melhor, desviam melhor, etc, e têm os comandos mais estudados para atuarem melhor, de acordo com as reações do motorista.
    Então, não é caturrice de velho cabeça dura. É que somos obrigados a insistir no assunto, já que para uns parece difícil dar a devida importância a esses aspectos de um automóvel.

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  28. Não dirigí Corolla, mas por muitos anos só tive carros com direção mecânica. Há 6 anos, sou o feliz proprietário de um Monza 1990, que sem ser um carro perfeito atende meus requisitos de espaço, conforto e desempenho (é 2.0 a gasolina), não fazendo feio nas subidas de serra que tanto gosto de pegar em viagens.
    Se eu modificaria radicalmente algo no carro? Sim: a direção hidráulica dele. Enquanto é muito bom poder manobrar o carro mexendo o volante com o dedo mínimo, em estrada a 120 km/h a direção fica desagradavelmente leve. Muuuuuito leve. Dá vontade de adaptar uma caixa de direção de Vectra...

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    Respostas
    1. Amigo, Sabe apartir de qual vectra já tem a direção hidraulica progressiva?
      To querendo adaptar uma. se o vectra A tivesse era facil, porque eh igual a do monza. abrass

      Excluir
  29. Arnaldo Keller,

    acho que eu me expressei mal, me desculpe, o texto em si foi ótimo. e o focus é um grande carro mesmo!

    Meu comentário foi pro pessoal que é "xenofóbico" com os carros japas, que sempre criticam e sem base, sabe?

    De qualquer modo, me desculpem pelo mal entenddo!

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  30. O famoso Toyota Trueno AE86, corola dos anos 80 de tração traseira, tinha uma excelente disposição de pesos, 50% para frente e 50% para trás. Resultado: excelente para drift e curvas. Eu conheci este carro assistindo um desenho (feito com supervisão de uns pilotos "drifters" de peso) e pelo que ví no youtube, realmente o carro é muito bom de curva.
    O que a Toyota fez? Criou o Celica e Supra para continuar com esta "pegada esportiva" e o Corola para ser um carro confortavel, taxis e coisas práticas do dia a dia. Querer tirar um extrato de esportividade do atual corolla é no mínimo engraçado, mas seria legal de ver.

    Mas eu acho que, quando nos comportarmos bem, a titia Toyota irá trazer para gente um destes dois brinquedos para a gente brincar, até lá vamos estudar para tirarmos notas boas.

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  31. Marcelo

    Nos EUA você pode comprar um Corolla XRS com o motor 2.4 (SNME 158 cavalos) e existe uma série de opcionais TRD (Toyota Racing Development) disponíveis, desde molas esportivas, barras estabilizadoras e rodas maiores.

    O problema está justamente aí: 158 cavalos a 6000rpm em um motor de 2,4 litros. É civilizado demais!

    Não tem nada a ver com o XRS antigo, que tinha o maravilhoso motor Toyota 2ZZ VVTL-i. Motor 1,8 litro de aspiração natural que chegava nos 189 cavalos.

    FB

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  32. A Toyota também fez o MR2 (que mantém no mercado com o nome MR-S), Soarer e Passeo. Junto ao Celica e Supra eram 5 carros com proposta esportiva, que foram vendidos simultaneamente. Fora o Altezza, que evoluiu para a sub-marca Lexus com o nome IS200. E com versão (mais) esportiva com um 6 cil. em linha 3.0 VVT-i derivado do supra. E tem o sucessor espiritual do Supra, o LFA.

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  33. AK,

    Parabéns pela resposta dada. Voce conseguiu descrever com perfeição como um carro deve ser.

    Vou mais além: todo projeto ou produto que promova uma troca de segurança ativa por conforto (por usar suspensões macias, por exemplo), deveria ser proibido (ou ao menos rejeitado pelo mercado). Mas é impressionante como o mercado hoje consegue tão ser deseducado (no sentido de ignorante), devem ser os efeitos da eletrodomesticação do automóvel.

    Eu queria entender uma coisa: historicamente, porque alemão dirige tão bem e americano dirige tão mal? Afinal, carro bom torna o motorista preguiçoso, e carro ruim faz com que o motorista tenha que dirigir melhor (caso contrário se esborracha).

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  34. Fantásticos os comentários. Temos realmente um seleto grupo de leitores. Obrigado.

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  35. JJ,

    Vc é mais sensível que eu, rsrssrsr

    MAO

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  36. JJ,

    "Parecem mais uma colher de pau mexendo um melado quente no caldeirão."

    Boa essa!

    PK

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  37. Realmente a tocada de um Focus é excepcional, e eu acho que na onda dele vai logo atrás o Fiesta MK6. Tenho um 1.6 Flex e é um carro divertidissímo de guiar em estradas, ainda mais com curvas acentuadas. Carro de respostas rápidas, direção precisa, com peso na medida em alta velocidade, câmbio à mão, de engates precisos e pedais corretamente posicionados. É um carro que quando eu vender vai me deixar saudades, principalmente no momento de tocadas mais fortes, andando em estrada junto com motores 2.0, supostos esportivos e carros de cilindradas altas que por peso ou incompetência dos motoristas não fazem o Fiestinha comer poeira.

    []'s

    Marcio

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  38. Bussoranga
    você disse tudo,carro bom faz com que o motorista,entusiasta ou não,fique preguiçoso e disperso.

    Já disse no outro post sobre o COROLLA,este carro feito para quem quer um carro macio e confortavel,sendo assim acho que a engenharia da TOYOTA deixou a direção nessa configuração de "conforto", até porque o consumidor desse produto e de idade acima de quarenta anos"creio que a maioria",não que acima dos quarenta não se queira esportividade, mas eles fazem pesquisas e devem saber o que os seus consumidores esperam de seus produtos.

    Com relação aos VW( exemplo VOYAGE 1.0 novo),gosto dos carros, antigos e novos, mas... para mim o acabamento dos novos deixa a desejar,já a suspensão e para mim primorosa.A direção no inicio achei leve (tenho um uno 91 que e um porrete)mas depois adorei e a considero precisa, tanto em alta quanto em baixa velocidade,os freios muito bons e com boa progressividade e o motor apesar de 1.0 me surpreendeu possitivamente, vindo de São Paulo da AutoMec 2010 no sábado passado pala Fernão Dias mantive velocidades entre 130 a 140 km constantes com consumo no alcool em 9.4km por litro, o carro estava com três pessoas mais uma bagulheira que trouxemos da feira.

    Acho que um COROLLA(manual) para uma pessoa que tem um popular e que é um entusiasta, vai se transformar em algo mais vivo, pois não adianta se ter um esportivo nas mãos e se dirigir como se estivesse em um COROLLA com um não entusiasta.

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  39. "Clec-Clec do câmbio do Opala"... me vieram lágrimas aos olhos,... que meu velho "Seizão" 74 esteja em boas mãos...

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  40. Olá entusiastas, sobre a direção leve em altas velocidades realmente é preocupante. Atualmente tenho um vectra elite ano 2010, na cidade a direção acho muuuuito mais pesada do que deveria.

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