26 de maio de 2010

HÁ 72 ANOS...

Foto: maxicar.com.br

...exatamente em 26 de maio, ano de 1938, era lançada a Pedra Fundamental -- Grundstein -- da fábrica do Carro do Povo (Volkswagen), na vila de Fallersleben, no centro da Alemanha.
Diante do palco reservado a autoridades e personalidades, e do pedestal para Hitler discursar, três versões do carro que conquistaria o mundo, mas só depois da Segunda Guerra Mundial: sedã, sedã com teto solar de lona e conversível:
Antes de passar a fábrica para o controle inglês, ainda em maio de 1945, os americanos rebatizaram a vila com o nome de Wolfsburg, o Castelo do Lobo, hoje sede mundial da Volkswagen.
BS

38 comentários:

  1. O meu exemplar não é tão velho, e encontra-se na oficina há uma semana, o motor aberto para receber um veneno leve. Não vejo a hora de estar com o meu besourinho em mãos novamente!

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  2. Homem-baile
    Legal, que ano é? Você conhece a revista Fusca & Cia?

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  3. Mister Fórmula Finesse26/05/10 11:18

    Complicado achar alguém que não tenha passado grandes momentos dentro de um Fusca, seja na infância, tamborilando o painel traseiro escondido no pequeno porta malas interno, tendo as primeiras aulas de direção...as mãos suadas sobre o aro fino do volante, a coisa totalmente inesperada de controlar uma máquina que potencializa algumas possibilidades do seu corpo; as primeiras manobras arriscadas provocando a cambagem positiva, os primeiros namoros adolescentes dentro do carro, mais inocentes que lascivos...aquele tato da caixa de câmbio e o barulhinho do pedal da embreagem sendo solta que só fusca tinha.

    Milhares de sensações que foram multiplicadas literalmente em milhões de consumidores, de um começo tão sombrio - e não apenas pelas fotos preto e branco - fruto de uma nação belicosa militarmente, até a tomada do mundo inteiro feita pela paz.

    72 anos atrás...

    Obrigado pela lembrança Bob;

    abraço

    MFF

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  4. Rodrigo Laranjo26/05/10 11:53

    Nada me lembra mais o Fusca do que o barulho do pedal da embreagem voltando.

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  5. O barulho do boxer trabalhando é inconfundível...

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  6. Cuidado, Bob. É capaz de aparecer algum paranóico politicamente correto acusando-o de fazer apologia ao nazismo, por conta de ter postado esta foto do Fusca com a suástica por cima. Outro dia um imbecil qualquer fez impedir o leilão de uma adaga das SS, sob esta alegação. Um ato tão estúpido quanto seria impedir o leilão de um objeto que remetesse ao exército vermelho, ao exército napoleônico, ou a outro ligado a qualquer ideologia. São apenas objetos históricos, e o comércio deles, entre os colecionadores, me parece tão juridicamente legal quanto é para quem queira possuir um Jeep do exército americano. Desculpe o desabafo "off-topic", mas idiotice sempre me irrita.

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  7. Negritos Tevez26/05/10 13:21

    Olha o Nazismo ai!

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  8. Anônimo,
    Deixa aparecer, cuido dele, explico-lhe determinados fatos. Agradeço o aviso.

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  9. Negritos Tevez
    Só por causa da suástica? E aparecer a foice e o martelo do comunismo, poderia?

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  10. Não há motivos para deixar a Ideologia política do antigo ''Nationalsozialismus'' interferir na história do homenageado do dia!. Até porque ele, o Fusca! não é responsável pelas fatos ocorridos naquele período. Bob Sharp, por favor! Espero com ânsiedade, um vídeo com uma aula referente á postura correta ao volante! ( desculpe a cobrança ok?!) Sou seu fã!

    Saudações a todos!

    Henrique Martinsl

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  11. O artigo é interessante, entre outras coisas, por mostrar que o auto já era chamado de Volkswagen antes da IIª Guerra. Aliás, o termo não indicava uma marca como ocorreu posteriormente mas um veículo barato, ao alcance do cidadão comum. E estava em circulação desde os anos 20. A denominação usada pelos nazistas foi KdF (Kraft durch Freude=energia que vem da alegria, se permitem uma tradução menos literal). Era o lema usado pelo Arbeitsfront (fronte do trabalho) que substituiu os sindicatos livres no período hitlerista. AGB

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  12. Wolfsburg quer dizer castelo do lobo. A fábrica foi erigida em região rural, longe de qualquer cidade e próxima ao castelo referido, que forneceu o nome à vila construida para receber os operários. AGB

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  13. Anônimo,
    Isso mesmo, castelo! Obrigado, já corrigi.

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  14. Henrique,
    Aguarde mais um pouco, já estamos planejando a gravação.

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  15. Rodrigo Laranjo,
    Outro som inconfundível do Fusca é o da alavanca de câmbio quando movida rapidamente para os lados para verificar se o câmbio está em ponto-morto antes de ligar o motor.

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  16. Talles Wang26/05/10 14:39

    Caro Bob,

    Inconfundível mesmo é o barulho que o facão da barra de torção traseira faz, quando quebra, mesmo com o carro parado, depois de uma "voltinha rápida" pelo quarteirão...

    Tallwang

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  17. Parabéns ao "fuca", um carro que marcou gerações.

    Quanto à associação ao NSDAP, Hitler e a Hackenkreuz, não cabe polêmica, pois isso não é problema nosso, ou seja, brasileiro.
    A Igreja católica fez coisa pior na Santa (sic) Inquisição e hoje ninguém fala nada...

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  18. Aquele barulho do retorno do pedal da embreagem sempre me irritou muito!

    O do "teste de ponto morto" da alavanca de marchas era agradável, isso sim era um "som" clássico.

    Fusca sempre me lembra dínamo e seu respectivo "regulador" de tensão tosco. Aquilo era uma porcaria, hehehehe.

    Fusca lembra também câmbio excessivamente curto, em particular nas versões 1500 e 1600.

    Ah, quase esqueço: Fusca lembra coletor de admissão gelado! (versões monocarburadas)

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  19. Grande fusca,tem três na minha oficina (que é do meu pai kkkkk) um quase completamente restaurado (deu um trabalho,mas ficou bom)e outros dois na fila.

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  20. Negritos Tevez26/05/10 20:45

    Bob, é uma apologia ao nazismo!

    Brincadeira, na verdade eu só estava fazendo chacota com essa histéria que assombra alguns assuntos e principalmente os falsos moralistas mundo afora.

    Sou teu fã,

    Um abraço!

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  21. Duvido que alguém não tenha uma boa lembrança de um Fusca ou derivado. Das aulas da auto-escola (fiz as minhas em um Fusca tão ruim que tinha de trocar as marchas levantando a alavanca pela manopla do câmbio), o Fusca te levando a lugares quando você jurava que ele iria parar no meio do caminho, aqueles sustos (intencionais ou não) causados pelo projeto da suspensão traseira, aquele "conserto" feito com arame e Silver Tape... com certeza existem centenas, talvez milhares, de carros melhores que o Fusca objetivamente falando, mas subjetivamente é muito difícil bater o velho besourinho.

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  22. Nós, da geração Fusca, aprendemos a dirigir, a ter noções mínimas de mecanica, a conhecer automóveis e até a "namorar" dentro do emblematico carrinho e seus ruídos inconfundíveis.
    Tudo isso, embalados pelo motor mais sensacional que o mundo já viu.
    O boxe refrigerado a ar.
    Esse mesmo motor que hoje está sendo violentado, execrado e reprovado pela nossa famigerada e imbecil inspeção veicular.
    Romeu.

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  23. Bom, uma coisa temos que reconhecer: este motor é poluente pra cacete mesmo, e de econômico não tem nada
    O motivo é simples: por ser refrigerado a ar, ele roda com mistura rica direto. É perceptível pelo cheiro no escapamento.

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  24. Hoje repetiram o Great Cars sobre a história do Fusca. Interessante as várias mudanças tendo em vista o mercado americano, como os freios hidráulicos.

    Creio que aqui seu sucesso se deu por falta de alternativas, visto que na europa existiam vários carros "populares" de outras grandes marcas e aqui nada (só agora chegou o 500 rarara, nada haver, piada sem graça), e que ofereciam muito mais (quer dizer, o mínimo, pois o Fusca não oferecia nada). Me chamaram de louco quando preteri o besouro por um Fiat 147.

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  25. pergunta boba, mas até hoje não sei direito:
    onde começa a faixa vermelha do VW a ar?

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  26. Bob, bélissima homenagem do carro mais querido do mundo, é por isso que hoje em dia uso um beetle durante a semana e um hood ride 69 para o fim de semana, ou vice versa heheheh, abração.

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  27. Bob, é um 82 cinza Carrara que tem uma história interessante: ele saiu na Vimave, sorteado a um freguês do Baú da Felicidade. Meu tio comprou o carro um ano depois e ficou com ele até 1998 ou 1999; nessa época, eu ía comprá-lo, mas meu tio acabou dando o carro para o filho dele. No ano passado, depois de mais de dez anos com meu primo, finalmente o comprei e comecei, devagarinho, a colocá-lo em ordem.

    Trata-se de um modelo standard, ou seja, o último Fusca nacional com lanterna traseira pequena. O carro está com 142 mil km originais, nunca tinha aberto o motor, que já fumava bastante. Quero passá-lo para 1600 e adotar alternador e ignição eletrônica para poder colocar esse carro na estrada sem susto.

    Quanto à Fusca e Cia, conheço e compro sempre! Excelente a sua coluna, em especial quando você aborda detalhes técnicos do besouro que quase ninguém conhece.

    Abraço!
    Ricardo Montero

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  28. Tá ouvindo Lady Gaga? Adógoo!

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  29. A propósito do nome Volkswagen, há muitos anos a VW chegou à conclusão de que esse nome, com seu significado de carro do povo, atrapalhava suas pretensões de competir nos segmentos mais sofisticados do mercado europeu. Diante do diagnóstico, mudou sua razão social para VAG ("Volkswagen Aktiengesellschaft", ou Volkswagen S.A.) Não deu outra: os piadistas de plantão imediatamente deram à sigla a interpretação de "Von Adolf Gegründet", ou fundada por Adolf...

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  30. Como muitos, aprendi a dirigir num Fusca. O roubo do carrinho em 2003 foi muito traumático, pois tinha acabado de ser reformado e já estava na minha família desde zero...
    O que eu realmente gostava no Fusca, além das linhas simples e infantis, era do som do motor, da direção relativamente leve (mérito do motor em posição traseira) e dos pedais no assoalho.

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  31. Paulo Levi,
    Essa eu não conhecia, muito legal!
    Mas, sério agora, não é todo dia que o nome de um propósito vira marca de alguma coisa. Nãp conheço outro caso, e você? Tanto que tentaram dar um nome ao carro do povo, o carro força pela alegria (KfF-Wagen) mas não colou.

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  32. O pedal que fazia o barulhinho "toc" era o do freio quando se tirava o pé.

    RC

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  33. História interesasnte: embora nenhum dos protótipos da cerimônia tenha sobrevivido a guerra, alguns outros protótipos da época sobreviveram. Recentemente encontraram um (de 1938) na Lituânia, "costurado" à um chassi de Volga!
    Link:
    http://www.thesamba.com/vw/forum/viewtopic.php?t=340552&postdays=0&postorder=asc&start=0

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  34. Verdade, Bob, deve ser mesmo um caso único. E o mais interessante é que o nome do propósito virou não só nome de produto, mas também nome de empresa.

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  35. Este comentário foi removido pelo autor.

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  36. Caro Bob,
    Vamos por partes:

    a) como comentei por telefone em 2008 eu marquei os 70 anos do lançamento da pedra fundamental da VW em Wolfsburg, na época Fallesleben na minha coluna no Portal MAXICAR. Não sei se o link sairá truncado:
    http://www.maxicar.com.br/old/gromow/colunista_gromow_0308.asp
    Veja o detalhe do pessoal "cuidadosamente e ritualisticamente" murando a pedra...
    Esta e quase todas as outras cerimônias daquele "povo" que pretendia um "governo de 1000 anos" tinha um forte cunho ritualístico, mas este é um outro assunto, para um outra ocasião.

    b) KDF - Kraft Durch Freude era o nome de um de uma das entidades da DAF - Deutsche Arbeits Front - Frente Trabalhista Alemã (qualquer paralelo com sindicalismos por ai é mera coincidência histórica) comandada por Rober Ley que em primeira linha foi responsável pela "construção do carro do povo" no contexto do Partido Nacional Socialista (cujos membros eram conhecidos como Nazis).

    Abaixo da KDF havia a “GEZUVOR” - Gesellschaft zur Vorbereitung des deutschen Volkswagens – "Sociedade para Preparar o Volkswagen Alemão”, e como a GEZUVOR pertencia à entidade chamada KdF, o carro foi “batizados” de “KdF Wagen” com o pleno beneplácito do Führer.
    Just simple like that!

    c) Independentemente da raça ou credo dos envolvidos, do regime político, dos dinheiros gastos, dos trabalhos escravos empregados durante a guerra, do inaceitável e tétrico holocausto, o Fusca emergiu das cinzas de uma fábrica em ruínas e conquistou o mundo.

    Ele, o carro, não foi usado como “carro do povo” durante a Segunda Guerra Mundial, só depois e por obra e graça das forças de ocupação britânicas, que reconheceram naquela tecnologia algo de valor.

    Exorto a todos para que se dediquem tanto à conservação dos Fuscas entre nós, bem como de sua intrigante história...

    Saudações refrigeradas a ar
    Alexander Gromow

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  37. Este comentário foi removido pelo autor.

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