26 de novembro de 2010

BRAVO COM A CONCORRÊNCIA

Foto: Divulgação
Estive ontem no lançamento do Fiat Bravo, aqui no Rio de Janeiro, no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá, convidado pelo Bob. Andamos juntos na versão T-Jet no circuito (ou no que restou dele) e na versão Essence em percurso urbano, pelos arredores do autódromo. Ora o Bob dirigia, ora era eu que estava ao volante.


Analisando o Bravo Essence, versão que deverá responder por mais da metade das vendas, posso dizer que o carro tem tudo para agradar a quem busca um hatchback médio bem equipado, com preço logo acima dos 50 mil reais. O novo Fiat tem um desenho muito bonito, equilibrado. Nada arrojado demais a ponto de desagradar os mais conservadores, mas bem atual e com o tempero italiano, tempero esse que faltava ao Stilo.

O interior é bem acabado, bons bancos e posição de comandos. Encontrei com facilidade uma posição que me agradasse, Bob notou a pedaleira um pouco mais à esqueda do que o desejável. O motor E.torqQ de 1,8 litro é bom, sem ser primoroso. Não reclama em baixas rotações, mas a resposta no começo da escala do contagiros é apenas razoável. Passando de 3 mil rpm, ele acorda e mostra disposição, chegando à rotação de potência máxima, 5.250 rpm (corte a 6.500 rpm) sem aspereza de funcionamento.

Gostei muito do comportamento do carro em nosso piso malconservado, a suspensão absorve bem as irregularidades e o carro roda com conforto. Altura de rodagem condizente com nosso piso esburacado e com lombadas e valetas que proliferam por nossas ruas e estradas. Não pudemos atacar as curvas como fizemos com o T-Jet, mas por onde andamos deu para sentir que ele as contorna com muita competência, de forma neutra, também ajudado pelos largos pneus opcionais 215/45R17. O básico vem com 205/45R16.

A concorrência

FordFocus GL, Citroën C4 GLX 1.6, Vectra GT e Hyundai i30 deverão ser os principais concorrentes, todos com preços sugeridos dentro de uma faixa entre 53 e 58 mil reais. Eles possuem pacotes de equipamentos parecidos, com ar-condicionado, acionamento elétrico de vidros, travas e retrovisores externos, bolsas infláveis duplas, rodas de liga leve, computador de bordo e sistema de som com MP3. O Hyundai só é oferecido com motor de 2 litros, assim como o Vectra. O Bravo é o único desses com a cilindrada intermediária de 1,8 litro e Focus e Citroën contam com unidades de apenas 1,6 litro.

Todos eles tem desenho ainda atual e agradável, mas coloco o Brava num patamar acima, seguido de perto por Focus e C4. O i30 ainda carece de um pouco de personalidade (os sul-coreanos vão chegar lá) e as rodas com apliques cromados não ajudam, mas há quem goste. O Vectra fica um pouco para trás, com um desenho mais pesado, com frisos e cromados desnecessários.

Com esse equilíbrio entre preço e nível de equipamentos, a escolha acaba sendo muito mais passional. Tivesse a Fiat recheado um pouco mais o Bravo, colocando como equipamentos de série o freio como ABS e o GPS com tela de 6,5 polegadas integrado ao painel, com pequeno acréscimo no preço mas ainda alinhado à concorrência, seria praticamente imbatível. Do jeito que está, é um ótimo carro, mas corre o risco de algum concorrente de olhos puxados chegar com mais recheio e lhe roubar a cena.

AC

(Atualizado às 10h20, correção da medida dos pneus do Bravo Essence)

28 comentários:

  1. Voltaram inteiros ? sem nenhum tiro ?

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  2. Alexandre,

    Vocês andaram com o TJet, que será meu próximo carro com certeza. Tenho umas perguntas, se não se importa de me responde-las:

    1) A suspensão dele é mais baixa 20mm, porém mantém a suavidade e maciez que o Stilo tinha? Ao meu ver, era o ponto alto dos meus antigos Stilos e sinto falta daquele conforto aliado à boa estabilidade.

    Na realidade, o bom isolamento, como um todo do exterior, como a suavidade de rolamento que se nota até em asfalto. Comente, por gentileza isto. É minha grande curiosidade.

    2) O nível dos materiais internos, dos revestimentos internos. Como é? Comparável a algum outro carro?

    3) É verdade que o TJET não estará disponível imediatamente para compra??? Seria um balde de água fria. Teria interesse imediato de compra. Já tive um Linea TJet, atualmente tenho um Jetta, mas como este irá trocar de modelo por um mais pobre e feio, fiquei sem chão.

    Me reencontrei ao ver o Bravo TJet. O carro é lindo, e se repetir a fórmula de conforto e bons materiais do Stilo, tem tudo para fazer sucesso e ser meu próximo carro.

    Se puder responder, te agradeço muito.

    GUSTAVO

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  3. A versão básica tem mesmo um bom custo benefício quando comparada aos rivais, no entanto quando vemos que o C4 básico custa 53.400 e o completo custa 66.890, com um câmbio AT de verdade, controle de tração e estabilidade, ao passo que o Bravo, sem o teto que infelizmente não existe no francês, passa de 75.000, vemos que a Fiat cobra muito caro nos opcionais, onerando demais quem quer tem o carro completo!

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  4. Gostaria de uma intervenção até do Bob Sharp nesse meu comentário.

    Fala-se muito em "Câmbio Automático de Verdade". Eu tenho um Jetta Tiptronic com 6 marchas. Isso, para mim, é um câmbio automático de verdade.

    Os câmbios automáticos apresentados pelos C4, 307, Focus, são câmbios burros de 4 marchas, que patinam diferencial tipo bicho, que apagam o brilho dos seus motores.

    Uma caixa automática de 4 marchas era oferecida no Opala 92. Em 1992 era uma evolução, e passou a ser regra nos próximos anos, com o Vectra, Omega, Passat Alemão.

    Hoje não pode mais ser assim. No mínimo caixas como as do Civic, com 5 marchas, para que eu possa considerar um "Câmbio Automático de Verdade".

    Não há mérito nenhum em ter uma caixa ultrapassada. Só pelo conforto de não fazer marcha? Fico com um Dualogic, que gasto menos combustível, e preservo as características de desempenho do carro.

    Se ler, Bob, faça um comentário.

    GUSTAVO

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  5. Irmão gêmeo do Chery Cielo hatch? :-)

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  6. A diferença do automático "de verdade" é o conforto, principalmente no anda e para dos congestionamentos, situação crítica nos automatizados que um AT convencional, e ultrapassado como é o caso do Citroen, tira de letra.

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  7. BEM QUE O PESSOAL AÍ DO RIO PODIA EMPRESTAR UM BLINDADO DAQUELES PARA AVALIAÇÃO......

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  8. Gustavo,

    só andamos com o T-Jet em pista, mas não acredito que seja muito mais áspero que as outras versões. Vamos ver se o Bob consegue um para testes em breve.

    Eu gostava daquela textura usada no painel dos Stilos, no Bravo achei correto, mas nada nos revestimentos plásticos me chamou a atenção. Já os bancos de couro marrom escuro são belíssimos, é abrir a porta e perceber na hora.

    T-Jet ainda não, mas deve vir logo. Dá até a impressão que querem sentir a aceitação dos mais baratos para então o posicionar quanto ao preço. Vamos ver.

    De qualquer modo, acho que você vai gostar muito, o carro realmente chama à atenção.

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  9. Por este ângulo (foto), já não fica mais tão assemelhado com o Punto, o que é bom para respeitar a franquia mais elitizada.

    Realmente, parece ser um produto bem interessante.

    GM

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  10. Ivo,

    também acho a política de preços de opcionais da Fiat um tiro no pé. O carro é muito bom, mas ao equipar um pouco mais começa a custar o mesmo que carros de segmento superior, e aí a coisa complica. O Absolut tinha que ter mais recheio.

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  11. Sempre gostei dos Fiat, até mesmo do 147 77 azul marinho, primeiro que tive dessa marca.

    Depois dele, Tempra, Strada e um Brava, que troquei por um Focus Sedan 1.6, pois o Stilo não me encantou. Achava que tinha um jeitão de carro muito pesado, enfim, não gostava dele.

    Atualmente tenho um Novo Focus Sedan Ghia com câmbio burro (fazer o que?, que pretendo trocar no ano que vem e acho que vou voltar para a Fiat, pois gostei muito do Bravo, principalmente do design. Se convencer minha mulher, volto para o câmbio mecânico.

    Gustavo

    É verdade, acabaram com o Jetta, que tá com jeito de Fox.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Primeiramente parabéns pela avaliação, já deu pra ter um boa idéia sobre alguns aspectos do carro.
    Estou enganado ou o absolute não vem com ABS de série?
    Tenho um stilo dualogic 09/09 que irei vender em 2012, e após ver a lista de equipamentos de série do bravo absolute fiquei bastante convecido que este será o meu próximo carro, apenas acrentaria como opcionais os espelhos com rebatimento elétrico e a tela de 6,5 pol no painel.
    Bob gostaria muito de saber o porque a fiat não disponibiliza o cambio dualogic também para o t-jet assim como é na Itália, sei que la existe Linea Dualogic T-Jet.
    Você conseguiria essa informação pra mim, ou se pelo menos a fiat cogita essa hipótese?
    Imagina um punto t-jet dualogic por 68 mil, também seria um sério candidato a ocupar minha garagem.

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  14. quem foi o jornalista q tomou pau de um fiat 500 nas américas, enquanto testava o Bravo? hehehehe

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  15. Cruvinel! Que bocada boa que o Bob te colocou hehehehe.

    Vem cá, uma coisa que nenhum de vcs dois comentou nos posts é o comportamento desse T-Jet. É esportivo de verdade? Lembra Ka XR ou Civic Si?

    Ano passado cogitei um Punto T-Jet. Mas não curti o carro, pq no fundo aquilo não é esportivo. É apenas um Punto comum, só um tiquinho mais durinho, e com um motor torcudasso em média mas que empolga pouco em alta. A direção não aponta tudo o que deveria, os engates do câmbio são bobos, a transferência de peso do carro é muito lenta e muito mais ampla do que deveria, etc.

    Como é esse Bravo T-Jet? A caixa de 6 é justa e precisa? Dá tesão e estimula o punta-tacco? A suspensão mais baixa é durinha e mantém os pesos nos seus devidos lugares durante as curvas? Os freios são bons?

    De motor eu já sei de antemão que é fraco (pensando em esportivo), mas dá pra beliscar os 200hp com facilidade sem ter que forjar nada nem trocar a turbina. Não vai ser canhão mas já vai deixar o carro bem mais espertinho.

    Enfim... Escrevam algo entusiasta-psicótico sobre esse Bravo T-Jet!!

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  16. Esses aros enormes... que furada! Ainda mais nesses motores de torque em alto giro. Não me revolta, mas acho quase proibitíveis.

    Aro 16 é uma furada. 17 ou 18 como no Soul, que enrascada!

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  17. Boa Villa.

    Também queria um relato psicótico, visceral sobre o TJET.

    Estou muito ansioso em por as mãos num exemplar destes.

    GUSTAVO

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  18. Villa,

    eu nunca andei no Si, no Ka XR andei um bocado. O lance é que eu não tenho muita noção das velocidades em Jacarepaguá, e não ia forçar tudo sem ter prática na pista. Achei bem acertado, caixa de 6 justinha, boa aderência, mas só o Bob, que andou bem mais forte e tem mais parâmetros para comparar é que poderá dizer algo mais consistente.

    Esse motor ficaria bom em um carro mais leve, e é como você falou, sem lag mas sem grandes emoções em alta.

    Numa análise superficial, um ótimo carro para o dia-a-dia, ótimo estradeiro, e que não faria feio na pista. Mas nunca um esportivo.

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  19. Reiter,

    o Absolute tem sim ABS de série (é o que diz a ficha técnica), notei o engano no site, onde aparece como opcional para o Essence e não disponível para o Absolute.

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  20. Villa e Gustavo,

    infelizmente não deu para fazer a volta lançada, pois antes da curva da vitória colocaram cones obrigando a passagem por dentro dos boxes.

    O Bob fez o S depois da sul bem rápido e não notei exageros na transferência de peso. Não demos nenhuma alicatada, mas saber se o freio segura a onda, só forçando bastante, e lá não dava.

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  21. Olha, não entro no mérito da disputa com a concorrência ou de melhor nível tecnológico. A questão nodal é o impraticável valor cobrado pelo veículo, principalmente por se tratar de um lançamento, momento em que pairam dúvidas sobre a confiabilidade do produto.

    O consumidor médio tem que analisar o carro como produto, por mais óbvio que seja. Quem compra carro zero tem que analisar vários aspectos...

    Quem gosta de carro, compra um modelo usado, que inspira confiança, oferecendo prazer ao dirigir.

    Qual o problema de astra e golf? Bah! Puta carros! Um Golf Sapão estusiasma!

    Conforme foi ventilado por um blogueiro, o carro tem que oferecer satisfação na condução, sem preocupações com recursos exigidos hodiernamente.

    Vcs já perceberam que os colunistas são fiéis ao prazer proporcionado pela direção em si, pelo contato com o carro, a satisfação em dominar a máquina?

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  22. sempre tem um xiita nos comentarios...

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  23. Acho que esse Fiat ai só vai servir mesmo de termômetro para outras marcas pensarem um pouco melhor sobre o Brasil, principalmente a VW, que tem produtos maravilhosos no exterior realmente de ponta tecnológica e seu Golf VI que é imbatível em tudo neste seguimento, só perdendo mesmo para BMW 120 que nem é bem rival direto. Temos varias outras marcas que devem de agora em diante focar melhor este nicho e trazer as coisas boas que eles tem, e como tem muito coisa boa lá fora, bem longe de nós.

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  24. Penso que o preço alto não seja empecilho se o carro cair no agrado das pessoas, pessoas essas que se dispõe a pagar mais justamente por ser novidade.

    Mas me chama a atenção fábricas estabelecidas aqui há anos não terem um produto capaz de competir em volume de vendas com o concorrente sul-coreano.

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  25. Anônimo (Gustavo) 25/11 10:48
    Câmbio automático de verdade é expressão usada para separar câmbio automático de câmbio robotizado com função automática. O câmbio automático de seis marchas do Jetta é superlativo e considero-o referência quanto a funcionamento. Mas não vejo nada errado nos câmbios de quatro marchas citados. Vocês quis dizer patinagem de conversor de torque, correto? Mas não sinto essa patinagem. O câmbio automático de quatro marchas do Opala, um ZF, o mesmo do BMW 325 de mesmo número de marchas, surgiu em 1988 e tinha bloqueio de conversor em terceira e quarta. Alíás, o automático do Dodge Dart também tinha, na terceira e última marcha. Note que os motores atuais são extremamente elásticos e não é necessário, a rigor, mais do que quatro marchas cominadas com o conversor de torque. O Corolla é um bom exemplo.





    Não há mérito nenhum em ter uma caixa ultrapassada. Só pelo conforto de não fazer marcha? Fico com um Dualogic, que gasto menos combustível, e preservo as características de desempenho do carro.

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  26. Reiter
    ABS é de série no Abolute e no T-Jet.
    Acredito que no Brasil a Fiat tenha escolhido deixar o T-Jet com seis marchas manuais apenas, evitando o Dualogic de cinco, dado o caráter da versão. No 500, por exemplo, é manual de seis e Dualogic de cinco. Vou sondar a Fiat e depois publico a resposta aqui.

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  27. Sei que já disseram, mas é incrível a semelhança com o Cielo. O chinês foi concebido pela pininfarina, o Bravo eu gostaria de saber.Gostei muito da traseira e da lateral, mas a frente a la Punto (capivara)não me agrada.

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  28. ééé... agora a briga tá começando a esquentar!!! É esperar mais um tempo e o mercado vai ficar bem interessante, principalmente neste segmento...
    Agora, pneu com perfil 45? Eles querem vender este carro no Brasil mesmo???

    Bob, acho que o Focus 2.0 poderia entrar no comparativo também, não?

    Vcs ja fizeram a avaliação do Cielo hatch? só por curiosidade meeesmo... rs*

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