4 de março de 2011

A MELHOR RÉPLICA DE COBRA


Na verdade, poucos são os compradores de réplicas de esportivos clássicos que realmente sabem escolher seu carro. Poucos sabem se o carro se comporta bem ou mal. Na verdade, poucos estão ligando mesmo pra isso. No máximo pensam um pouco sobre o motor.

E é duro de doer quando se vê como muitos os “decoram”. É crime atrás de crime. Por exemplo, já vi réplica de Cobra com luz de neon por baixo, outra com alavanca de câmbio com uma cabeça de serpente naja, fora as barbaridades de rodas de aro imenso e pneu fita, além de painel de madeira, uma coisa que o original nunca teve.

É de lascar.

Faixa branca em pneu de esportivo europeu é outra frufruzeira descabida. Esportivos americanos, tipo Corvette e Thunderbird da década de 50, vá lá ter essas faixas frescas, porque tinha muito americano da cabeça oca que gostava de se pavonear. Mas europeu de verdade, nunca, e aqui sabemos que a origem do Cobra é inglesa, um carro inglês que o Shelby colocou motor americano e manteve o bom-gosto. Faixa branca era pra Rolls-Royce, Isotta, etc, carros em que o ricaço tinha um motorista pra ficar limpando pneu todo dia.

Faixa branca não fica bem num esportivo, modelo que, a princípio, é feito pra esporte e aventuras. Seria como usarmos um sapato de amarrar bem engraxado e com roupa de ginástica.

Já guiei e testei várias réplicas feitas aqui no Brasil, porém nenhuma se portou tão bem quanto esta Kirkham, que é importada dos EUA.

A Kirkham (http://www.kirkhammotorsports.com/) eu já ouvira falar e tem uma história bonita. Os dois irmãos Kirkham, norte-americanos, tinham um Cobra 427 original – motor Ford big block. Esse Cobra 427 original, como o leitor sabe, tinha carroceria de alumínio, chassi tubular e suspensão independente nas quatro. Um amigo desses irmãos Kirkahm, meio maluco, comprou um caça MiG – isso mesmo, um avião de guerra soviético – pra se divertir quebrando a barreira do som e algumas janelas.

Quando os Kirkham foram xeretar o avião, viram que sua estrutura tinha lá suas semelhanças com o Cobra deles e, perguntando, foram informados que uma fábrica de MiGs estava às moscas na Polônia. Mandaram um fax para a fábrica, perguntando a eles se eles teriam condições de fabricar uma réplica de alumínio do Cobra, e a resposta foi: “Moleza”. Claro, pra quem fabricava MiG era moleza mesmo.



Na semana seguinte os Kirkham já estavam na Polônia acertando a produção, cujo objetivo era manter ao máximo a originalidade, porém introduzindo melhorias que os novos materiais e tecnologia permitem. E dessa história curiosa aí nasceu uma das melhores e mais fiéis réplicas do esportivo.

E não é que uma dessas veio parar aqui em São Paulo?

E não é que sem querer dei de cara com ela na loja Califórnia Motors? É mesmo melhor andar à toa do que ficar parado à toa.

Foi ver e guiar, eu não poderia deixar passar. E o Kirkham é bom mesmo. Coisa séria. Começa que o motor é um big-block Ford FE 428 (FE eram os destinados aos carros e o FT aos caminhões). Carburador Holley Quadrijet de 670 cfm (significa 670 pés cúbicos por minuto de ar passando por eles, ou seja, 19 mil litros de ar por minuto; um bocado de ar entrando...). Não obtive mais dados sobre a preparação, mas esse motor, segundo o que pude avaliar, deve estar produzindo entre 450 e 500 cv, por aí, porque o comando não me pareceu muito bravo. Cabeçotes de alumínio, trabalhados. E o carro pesa entre 1.000 e 1.100 kg. Então, a relação peso:potência está ao redor de 2:1 – nada mau.

O câmbio é um ótimo Ford Top Loader de 4 longas marchas, cuja 1ª percorre um quarteirão sem que precisemos meter 2ª. E é assim que se tira o melhor dos torcudos big blocks. Este deve ter tranquilamente mais de 60 mkgf de torque. Se o câmbio tiver 1ª marcha curta, é um tal do carro patinar e não sair do lugar, o giro subir pra faixa vermelha como se o motor estivesse em ponto-morto, muito difícil de dosar, então temos logo que meter 2ª marcha pra ir adiante.

E não é falta de tração, não, pois a distribuição de peso sobre os eixos deste carro deve estar bem no meio a meio. Nem falta de pneu, porque os Yokohama Radial 352 com 255/60R15 na traseira grudam bem (235/60R15 na dianteira). É que com pouco giro este motor já está despejando uma potência absurda mesmo.



Então, com esta 1ª longa, senti facilidade na arrancada, ele grudou bem e deve fazer o 0 a 100 km/h em pouco mais de 4 segundos. Com pneus slicks quentes na traseira na certa fazem em 4 segundos cravados ou menos.

Nada sei sobre a velocidade final, porque não havia lugar próprio nem miolos impróprios para procurar saber, mas chuto 260 km/h, só pra você não dizer que esqueci de citar.

A suspensão, como disse, é independente nas quatro rodas. Duplo "A" de alumínio, molas e amortecedores da Penske.

Freios a disco ventilados da Wilwood nas quatro.

Rodas de cubo rápido, cópia da Halibrand.

Caraça do diferencial de alumínio, da Kirkham.

É realmente um prazer completo dirigir um carro tão bem feito assim. Tem projeto sério. Carro confiável pra acelerar. Carro bonito, pintado pelo famoso Sid Mosca, e feito com bom-gosto.

O painel está correto, com uma das configurações originais de disposição dos mostradores, que inclusive, são da Smiths, como os do original e com o design do original.



Ergonomia ótima, e, claro, com os pedais colados uns aos outros e deslocados para a esquerda, devido ao enorme túnel do motor e caixa de câmbio; normal para o Cobra.

Então, parabéns à Kirkham e parabéns a quem trouxe esse carro. Todo fabricante de réplicas de Cobra aqui do Brasil deveria xeretá-lo, pois há muito a aprender com ele.

AK

39 comentários:

  1. Que desenho espetacular, e que História fantástica tem esta máquina!
    Por mais que se olhe, sempre se verá um ícone atemporal, pronto pra falar grosso e bater recordes...
    Que pena que eu não sou rico pra ter um destes...ha ha ha...droga!

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  2. Prezado Arnaldo,

    beleza de avaliação. Gostaria que avaliasse também aquele Miata que eles tem por lá, dos antiguinhos, sem frescura.

    Saudade das conversas na redação da NITRO. Aprendi muito.

    Um abração.

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  3. Esta escola americana de motor (Muuuuito torque em qualquer rotação) é de entusiasmar qualquer um. Até quem gosta das "miniaturas" de motores japoneses, com todos os apetrechos tecnológicos(coletor variável, variação de fase, levantamento e duração de válvulas, 4 valvulas por cilindro, injeção direta, etc.)se curva à torção de uma carroceria, quando se acelera um Vê-oitão bem parrudo, mas com configuração simples,
    com comando lateral (central) e um quadrijet bem calibrado.

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  4. Como diz um amigo meu: "melhor um amigo na praça que dinheiro no bolso!"...hehehehe

    De babar essa réplica, apesar de que, se pudesse, ia caçar um V8 ford pequeno e com mais ímpeto pra girar alto. Potência não me faz mto à cabeça. Chega um ponto (especialmente nesses carros sem sopa de letrinhas) que o carro começa a perder em dirigibilidade e passa a dar preocupação ao invés de divertimento.

    Gostei das fotos das entranhas do carro. Gosto de ver esses detalhes de suspensão e motor.

    Quem tava construindo uma réplica de AC Cobra sinistra tb era o Piquet. V8 ford racing de 500 cv (o mesmo dos ford GT de corrida que andam por aqui), carroceria toda em alumínio, suspensão duplo A nos 4 cantos e carroceria em fibra de carbono. Bem do nível dessa Kirkham.

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  5. Maravilha hein, ainda bem que nem botou o preço, assim dá para sonhar... rs
    Quanto às personalizações, também não gosto, especialmente as de gosto duvidoso de que tantas pumas vem sendo vítimas... Ver uma GTB toda zuada, com pintura e adesivos "esportivos" e com neonzinho até no esguicho de agua e palheta limpa-vidros cromado é de cortar o coração...

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  6. Caio Cavalcante04/03/11 17:29

    Arnaldo,
    Pensa pelo lado positivo: pelo menos, essas papagaiadas que você vê por aí são réplicas, não originais. Pior é ver alguns antigos não tão renomados nessas condições.
    Bela avaliação. Pelas fotos, parece uma réplica bem feita, bem detalhada.
    Curiosidade: na foto da suspensão nota-se uma barra estabilizadora. Ela existia no modelo original?
    Grande abraço

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  7. Arnaldo.

    O carro é lindo e, pelo que vc disse, bom de guiar. Já ouvi dono de outras réplicas reclamar que o carro é difícil de guiar; deve ser o câmbio curto, como vc falou.
    Estranhei a posição da alavanca; parece muito inclinada para a frente.

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  8. A Kirkham arrebenta mesmo. Fantastico foi a replica que eles construiram para o CEO da Oracle, o Larry Ellison. Foi construido um prototipo, com todas as inovacoes que a Kirkham bolou para o modelo, e depois construido o modelo final em aluminio POLIDO.

    Todo o processo esta documentado no site deles: http://www.kirkhammotorsports.com/book_aoe/

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  9. Quando li que o motor do 900 era invertido pensei que era uma configuração semelhante à dos Citroën Traction Avant e DS, o cambio instalado à frente do motor. Mas não é isto, vejam:
    http://saabfaq.net.ru/_900og/bently/en/part1/2.shtml

    A embreagem está de fato à frente do motor, mas o cambio, com suas arvores primária e secundária mais o diferencial está SOB o bloco do motor. Curiosíssimo. Este 900 foi um dos últimos carros em que os fabricantes traziam diversas soluções para os mesmos problemas,

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. AK,
    Você conhece algum lugar onde se faz réplicas dos AC Bristol(1950/60)? Ou somente reproduzem os Cobra/289?

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  12. Um Cobra 427 já é um pedaço do céu, image um aprimorado e sofisticado! Quero um! Trocaria até um SAAB 900 por um desses.

    Renan Veronezzi

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  13. Carlos,
    Esta réplica do Piquet está sendo feita pela Veloz, aqui do DF, perto do autódromo. Eles fabricam réplicas com carrocerias tanto de alumínio, fibra de vidro ou fibra de carbono, além de fabricar qualquer peça em fibra que você precisar. O chassi deles também é próprio e já vi alguns desses carros desmontados (não na oficina deles, mas já vi) e não me pareceu algo tão complexo, apenas bem feito o suficiente para manter uma boa rigidez estrutural. Claro que isso foi apenas observando, sem experimentar, mas como é algo que o Piquet vai guiar, creio eu que ele soube escolher o melhor carro disponível.

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  14. AK,
    Ha um desses no RJ na cor cinza chumbo , talvez vc conheca ate o dono ...
    O vi participando da prova de "Subida de Montanha no Pico do Jaragua" aqui em Sp ha uns dois ou tres anos atras.. A aceleracao do carro era impressionante , lembro que ele marcou um excelente tempo e ficou bem classificado.
    Abracos

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  15. Acho que cabe chama-lo de reprodução ne? Réplica pra mim é quando se adapta o visual, como fazem nos chassi de Opala, mas...

    Ah e o painel de madeira não cabe no padrão de aberrações citadas(faixa branca sendo a pior, já vi um Pantera assim...argh).

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  16. Que máquina, heim AK!

    Este volante é um Moto-lita?

    Como já falaram, é bom nem saber o preço...

    Abs

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  17. Grande Arnaldo!
    Ótimo texto, essa réplica deve ser uma delícia... mas dispenso saber o preço!
    Quanto às "decorações", tem um sujeito aquí no Tucuruví que comprou e restaurou um Mercury Cougar XR-7 amarelo. Tá lindo de lata, pintura novinha, o V-8 roncando feliz nos passeios de fim de semana... só que o cidadão pôs um jogo de rodas daqueles que rappers pôem em Chryslers 300C. Mais um pouco, vira um Donk (acho que é esse o nome que dão para aqueles sedâs com rodas cromadas gigantes com suspensão levantada). As rodas mataram o carro.
    Abraço!

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  18. rodrigo
    não existe "AC-Bristol". A AC (Auto Carriers) tem uma longa linhagem de produtos próprios; incidentalmente começou a usar motores de seis cilindros fornecidos pela Bristol, nos anos depois da 2a. guerra, no que se deu muito bem. Esses motores tinham bem pouco de Bristol, eram na verdade os BMW da série 3 dos anos 30, cujos desenhos e parte do ferramental foi apropriado pelos ingleses quando da ocupação.
    Entre esses modelos AC com motores Bristol estava o AC Ace, desenhado pelo português José Tojeiro
    Quanto ao Cobra, nasceu da idéia do Carroll Shelby de montar um V8 americano (um Ford Fairlane) na carcaça do AC Ace
    e o resto da estoria...já é historia
    Um carro inglês, desenhado por um português, com motor alemão, transformado por um americano-tinha que virar um lobisomen de metal-ou uma lenda

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  19. sábado, 5 de março de 2011 00:19
    rodrigo
    não existe "AC-Bristol". A AC (Auto Carriers) tem uma longa linhagem de produtos próprios; incidentalmente começou a usar motores de seis cilindros fornecidos pela Bristol, nos anos depois da 2a. guerra, no que se deu muito bem. Esses motores tinham bem pouco de Bristol, eram na verdade os BMW da série 3 dos anos 30, cujos desenhos e parte do ferramental foi apropriado pelos ingleses quando da ocupação.
    Entre esses modelos AC com motores Bristol estava o AC Ace, desenhado pelo português José Tojeiro
    Quanto ao Cobra, nasceu da idéia do Carroll Shelby de montar um V8 americano (um Ford Fairlane) na carcaça do AC Ace
    e o resto da estoria...já é historia
    Um carro inglês, desenhado por um português, com motor alemão, transformado por um americano-tinha que virar um lobisomen de metal-ou uma lenda

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  20. E o da Americar, não presta mais?

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  21. E o da Americar, não presta mais?

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  22. Legal conhecer mais esta réplica bem feita.
    Aqui no brasil conheço um muito bom também, e tenho contato com o engenheiro responsável, que é muito gente boa. O site deles é http://www.cobramotorsport.com.br/, e o modelo específico é esse http://www.cobracar.com.br/paginaingles.htm.
    Meu sonho de consumo. : )

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  23. Gaboola,
    Obrigado pela informação. Corrigindo então é o AC Ace, o qual a carroceria difere do cobra principalmente nos páralamas com pouco volume. Perguntei isso pois os acho bem elegante e sempre os preferi em relação aos Cobra - pouco usual meu gosto eu sei.

    AK,
    Corrigindo, conhece algum lugar onde reproduzem o AC Ace de 50/60?
    Obrigado

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  24. No Brasil o GT 40 da Americar tem pedais de Fusca.

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  25. Pô Arnaldo, aí não é réplica... É reconstrução....
    Se é como o anônimo das 14:40 disse, pedais de fusca em uma GT-40... Esquece!!! Ninguém vai lá olhar nada.
    Abraços.

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  26. Bem o Porsche 911 teve ate 0 993 pedais de Fusca... Não é nenhum desmerito...

    E por favor, carro é masculino, ou então digitem em italiano...

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  27. O kit mais fiel é o da própria Shelby. Deve ser o mais caro também.

    Tudo original, sem gambiarra.

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  28. Este comentário foi removido pelo autor.

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  29. Novamente, você mesmo é um sujeito de muita sorte, AK!
    Ao lado do Porsche 911 Carrera RS 2.7 (branco decorado em vermelho) o Cobra acupa a posição mais alta nos meus sonhos automobilísticos... Mas uma réplica Kirkham me atenderia perfeitamente, de preferência em alumínio polido com faixas em alumínio escovado.
    Ao contrário dos amigos, gostaria que você, caso possa, revelasse o abismo em dinheiros que me separa desse carro... Além disso, fiquei curioso com outros detalhes... Como se aciona as luzes de direção desse carro? O Cobra original tinha opção por grade na tomada de ar frontal? O escape do original não era cromado?
    Além disso, AK, você continua nos "devendo" uns pitacos sobre o que nos seria uma opção mais acessível, a réplica do Cobra feita pela Americar...
    No mais, excelente avaliação. Continue nos deixando mais próximos de carros ainda (pelo menos para mim) impossíveis...
    Grande abraço!

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  30. AK para que serve essa caixa em volta do carburador?

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  31. Arnaldo Keller07/03/11 11:23

    Felipe Barcellos,

    Que prazer "revê-lo"!
    Saudades da Nitro. Te agradeço a liberdade que me dava na revista, sobre o que escrever e como escrever, além da boa camaradagem com que sempre tratou a todos.
    Abração,

    Carlos Eduardo,

    Esse Cobra aí dá conta tranquilo dos 500 cv. É só saber dosar e não se deixar empolgar. Mas não é carro pra principiantes, não, e é justo aí que está a graça. Tua mulher não pedirá emprestado pra ir aqui e ali...

    Estou sabendo dessa aí do Piquet e estou aguardando.

    Caio Cavalcanti,

    Na certa o original tinha a barra na frente, sim. Atrás já não sei.

    nrporto,

    Difícil de guiar porque na certa não foi bem feito, sem engenharia.
    A alavanca de câmbio era assim mesmo e tudo bem. Fica gostoso de cambiar assim também. O Jaguar XK120 era assim também.

    Rodrigo Ciossani,

    Não sei se fazem essa réplica do Bristol.

    Fabio,

    não reparei se o volante era Motolita, mas é perfeito. Lindo e bom.
    Preço? acho que ao redor de uns 200 mil reais. Não afirmo, não lembro direito.

    Anônimo das 8:22 do dia 5,
    Este Kirkham é melhor que os da Americar. Um dos motivos é que os da Americar a maioria tem eixo rígido na traseira, mas ele está melhorando e agora já suspensão independente atrás como opcional, mas nunca guiei.

    Marlos Dantas,

    Luz de pisca? Nem reparei, mas quando não tem alavanquinhas na coluna costuma ter no painel uma chaveta. Fico te devendo essa.

    Anônimo, das 9:38,

    essa caixa serve para concentrar o fluxo de ar que entra pela abertura em cima do capô.

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  32. AK obrigado por responder é que eu nunca tinha visto um carburador com essa caixa. AK me corrija se eu estiver errado li um texto seu no primeiramão sobre um cobra de 1200cv que era de um primo seu. poderia fazer uma matéria sobre ele?

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  33. Alexandre Bonini09/03/11 02:45

    Pessoal,

    O preço do brinquedo está no site.
    Varia de 57 a 156 mil (dólares ou Euros) lá, dependendo dos "opcionais". Imagine a paulada aqui...

    http://www.kirkhammotorsports.com/prices

    Coisa de gente grande!!!!!

    Abraços

    AB

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  34. Arnaldo Keller09/03/11 16:10

    Anônimo do dia 8/03,

    é de um primo, sim, e está agora com uns 1.300 cv. Um dia faço, pode deixar.

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  35. Rodrigo
    queimei qs pestanas, mas não consegui descobrir se aqui no Brasil alguem constroi replica do AC Ace
    Na Inglaterra existe a Hawk Cars
    que fornece kits(chassis+carrocerias)
    para montagem de varios modelos do Cobra; o que mais se se assemelha ao Ace é o 289, pois não ostenta toda aquela "fartura" de paralamas dos modelos posteriores
    Nos Estados Unidos tem a CalAce da California. fornecendo um kit
    de peças para"superpor" num MG, dando uma aparência "maisoumenos" de AC Ace(confesso q. não me convenceu)
    É isso.Abs pra ti e quem mais...

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  36. Rapaz... só porque o americano gosta de um pneuzinho whitewall em sua Corvette é cabeça oca? Não vou colocar mais na minha. E os muscle cars, com o thin red wall?

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  37. O assunto Cobra me fez lembar do dia em que não falei com o falecido Carrol Shelby...

    Foi em junho de 1981 num Concoursd'Elegance na Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia. O evento era de altíssimo gabarito e os carros que lá estavam atestavam isso de forma acachapante. Bugatis, nunca vi tantas. Aliás, nunca tinha visto uma Bugati na vida. Fui submetidoa uma overdose de Bugatis Type 35, 51, 55 Atalante, etc. Só faltou uma Royale.

    Tinha Maseratis variadas dos anos 50, daquelas desenhadas por Medardo Fantuzzi; Aston Matins, Ferraris maravilhosas, como uma Barchetta negra; uma fileira de Jaguares XK-120 e 140, Bentleys, Rolls, Delahayes, Delages, etc.

    O clube anfitrião era o Shelby Club, chapter californiano. O que tinha de Mustangs Shelby era uma barbaridade. Os GT 350 de rua e competição, os GT 350H, negros com faixas douradas, da Hertz; os GT500KR e até alguns Mustangs California Special. Os Cobras derivados do AC estavam lá em grande número. Se você gostasse do Cobra mais simples, com smallblock Ford, tinha muitos; se você perdesse os sentidos com a visão dos 427, com os para lamas aumentados por esteróides anabolizantes da variedade big block Ford, eles estavam disponíveis.

    De repente, pela beirada do campo, numa área destinada à circulação de veículos que chegavam ou saíam, vi um Shelby GT 350 1966 branco com as características faixas azuis. O carro passou, lentamente e gargarejando, para o gramado. Notei, na tampa da mala, uma pintura reproduzindo uma assinatura. A assinatura era de Carrol Shelby. Na foto que tirei as luzes do freio aparecem acesas. O Mustang parou e dele desceu o homem.

    Fiquei mudo e completamente estarrecido olhando para uma lenda, um ser gigantesco. Na época ele estava com 59 anos e tinha um jeitão tranquilo e meio bonachão de texano criador de galinhas. Ali estava o homem que fez aFerrari se ajoelhar em 1965. Fiquei olhando com uma expressão de estupor.

    Ele desceu, me viu, sorriu simpático e seguiu em frente. Não consegui falar, apertar a mão dele e dizer uma banalidade qualquer...

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  38. Luiz; PQP, teu texto tá ÓTIMO. Pena que não falou com o "cobra". Mas são coisas da vida e histórias para contar. Ele se foi este ano.Deve estar em bôas graças, pois colocou a tração onde nosso senhor mandou por e fez os carros andarem como nosso senhor gostaria que andassem! Abs. JAT.

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