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3 de maio de 2011

BRAVO, O BOM SUCESSOR DO STILO

Fotos: Fiat


Eu só havia andado no Bravo por ocasião do lançamento em novembro, no autódromo Nélson Piquet, no Rio, com uma saída pelas avenidas da Barra da Tijuca. Aproveitei que o Alexandre Cruvinel mora perto e pedi à Fiat que o deixasse estar junto, no que fui gentilmente atendido pelo pessoal de imprensa.

Além de dirigirmos bastante a versão T-Jet, 1,4 turbo de 152 cv no circuito, saímos do autódromo com um Essence Dualogic. Mas como é tudo plano por lá e o trânsito estava muito congestionado, ficou faltando andar com o carro em um meio conhecido, como a cidade onde moro, São Paulo.

Como escrevi antes, o motor 1.75-litro empurra bem, mas não chegou a empolgar. No carro de 1.340 kg era um tanto, digamos, plano, no sentido não atrair como eu esperava. Por isso pedi um exemplar para avaliar e tive a grata surpresa de ver como anda. Motor que berra, passa do pico de potência a 5.250 rpm e vai forte até o corte a 6.500 rpm. Mesmo em baixa, por volta de 1.500 rpm, já acorda.


É uma pena que se hoje os motores fiquem escondidos...

Mais surpreendente ainda se consideramos que São Paulo está a 800 metros acima do nível do mar. E mais ainda quando o tanque esgotou e abasteci com gasolina ter dado até impressão de ficar melhor.
Então o quadro é um hatchback médio, atual, igual ao produzido na Itália, em linha com as tendências de estilo (embora eu não aprecie linha de cintura ascendente para trás), bom de andar e dirigir, com bom espaço para dois no banco traseiro e um generoso (para um hatchback) compartimento de bagagem de 400 litros, que anda bem – 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 193 km/h, com etanol –. e que por R$ 55.480 vem muito bem dotado de itens de conforto e comodidade e conta com um motor multiválvulas de desenho moderno e convincente.


O Bravo Essence traz de série traz bolsas infláveis frontais, ar-condicionado, direção assistida elétrica com dois modos de assistência (superleve e normal), rodas de alumínio, faróis de neblina com função de curva (em baixa velocidade estando os faróis baixos ligados), repetidoras dos indicadores de direção nos para-lamas dianteiros, freio a disco nas quatro rodas, controle automático de velocidade, rádio CD com MP3, ajuste elétrico dos espelhos externos, vidros elétricos nas quatro portas um-toque com antiesmagamento, ajuste de altura e distância do volante, para-sóis com espelho e iluminação, porta-luvas e porta-malas iluminados, banco traseiro 1/3-2/3, cinco apoios de cabeça com ajuste de altura e cintos de três pontos também atrás, protetor de cárter, chave-canivete com telecomando para vidros, portas e porta-malas. Estranhamente, não há luz traseira de neblina.

Se dotado de todos os opcionais possíveis, inclusive outras cores que não as sólidas branco Banchisa, preto Vulcano e vermelho Alpine, o preço salta para  R$ 75,686 (36,4 por cento mais). Entre os opcionais, ABS, descança-braço no banco do motorista, ar-condicionado digital duas-zonas (R$ 2.323), volante em couro com comandos,  descansa-braço no banco traseiro com porta-copos, teto solar elétrico Skydome (este bem caro, R$ 4.664), rodas de alumínio com pneus 215/45R17 (caro também, R$ 2.062), rebatimento elétrico dos espelhos, conjunto de sensor crespuscular, sensor de chuva e espelho interno fotocrômico, o Blue&Me (sistema baseado no Windows Mobile operado por comando de voz, com porta USB e Bluetooth que inclui volante em couro com comandos), som hi-fi com subwoofer, sensor de estacionamento traseiro, GPS (Blue&Me Nav, R$ 2,331), pacote de segurança (bolsas infláveis laterais, de cortina e de joelho para o motorista, e apoio de cabeça anti-efeito chicote), bancos parcialmente em couro preto e dois kit esportivos (defletores e rodas esportivas 16 ou 17 polegadas).


Inteiror bem arranjaodo

Pena que certos opcionais tenham preço tão elevado, pois ar-condicionado digital e o teto solar Skydome, dois itens bem atraentes, respondem sozinhos por quase R$ 7.000.

O motor é um projeto dos anos 1990, resultado da joint venture BMW-Chrysler numa empresa chamada Tritec, no Paraná, mas foi atualizado pela Fiat Powertrain (não é mais FPT, que passou a se dedicar a motores pesados), inclusive passando-o para 1,75 litro, pois existia como 1,6 apenas. O aumento foi no diâmetro dos cilindros, de 77 para 80,5 milímetros, mantido o curso dos pistões de 85,8 milímetros.

Seu torque máximo de 18,9 mkgf surge a altas 4.500 rpm, porém a 2.500 rpm já fornece  17,6 mkgf (93 por cento), e isso se percebe dirigindo-o. Trata-se de um monocomando acionado por corrente e 16 válvulas, com alavancas roletadas. A taxa de compressão é 11,2:1.

As dimensões são próprias para o espaço cada vez menor nas cidades, com 4.336 milímetros de comprimento e distância entre eixos de 2.602 mm. O interior tem decoração agradável e há faixa degradê no para-brisa.

O rodar do Essence é muito agradável, sem a dureza de suspensão que temos observado em lançamentos ou atualizações mais recentes, ao mesmo tempo em que o carro anda certo, sem ser molenga, perfeito de curva sem qualquer traço de subesterço pronunciado. Os pneus Bridgestone Duranza ER300 cumprem bem seu papel, mas não tive oportunidade de experimentá-los com piso molhado.

Um ponto a criticar é a escolha da velocidade por 1.000 rpm em quinta, apenas 31,4 km/h, curto demais, lamentável decisão da Fiat. A 120 km/h o motor está a pouco mais de 3.800 rpm e na velocidade máxima são 6.100 rpm, 850 rpm acima da rotação de potênia máxima. É esperar que a fábrica reveja esse ponto, de fácil solução.

Bancos, volantes, pedais, tudo está bem à italiana. Punta-tacco perfeito, claro. Só incomoda a trava de ré por pescoço na alavanca, que a Fiat insiste em usar, uma redundância por haver trava interna para impedir engate involuntário da quinta para a ré. O trambulador não é preciso e seco como nos VW, mas funciona bem. A embreagem é de comando hidráulico e sua carga é bem baixa.

Os espelhos externos convexos proporcionam enorme campo da visão para trás e para os lados. A assistência elétrica da direção de dois modos é um conforto nas manobras em posição de assistência máxima, que autodesliga ao atingir 40 km/h, além do adequado diâmetro mínimo de curva de 10,7 metros. O volante é de 370 mm de diâmetro, bom.

O consumo de combustível pela norma NBR pertinente é 16,1/11,2 km/l gasolina/etanol ciclo estrada e 11,3/7,9 km/l gasolina/etanol ciclo urbano. No mundo real certamente gastará mais, mas são bons números de consumo.

Uma boa notícia é revisão e troca de óleo a cada 15.000 quilômetros em condições normais e 7.500 km/1 ano em uso severo. Tem fábrica exagerando na troca de óleo, como a Ford, a cada seis meses sempre. A garantia contratual é de 2 anos, com 5 anos contra corrosão perfurante. Durante a garantia contratual o dono do veículo tem direito a assistência 24-horas em qualquer local do país, inclusive carro-reserva.

E por ser carro de fábrica estabelecida no país há 35 anos, a rede de serviço conta mais 500 pontos, um pormenor a ser levado em consideração.



E o T-Jet? A Fiat havia dito que as vendas começariam no terceiro trimestre, mas até agora nada. Isso não é bom, o mercado fica desconfiado. Essa demora talvez explique os baixos números de venda do Bravo, com média de 750 unidades por mês no primeiro quadrimestre de 2011. Merece bem mais que isso.

BS

(Atualizado às 21h45 de 3/5, acréscimo de informação sobre quinta marcha e rotação do motor)

41 comentários:

  1. Acho um carro muito bonito, um azul T-Jet seria perfeito pra mim!

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  2. "Estranhamente, não há luz traseira de neblina"
    GRAÇAS A DEUS. Essa luz só serve pra incomodar quem tá atrás, uma vez que os motoristas desavisados e/ou babacas têm a mania de sair ligando tudo quanto é luz que tem no carro (carro agora é circo?) sem saber/se preocupar com o resto do trânsito.

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  3. Não gosto de carros com o balanço dianteiro muito grande, no Bravo ficou muito exagerado, o eixo dianteiro é muito recuado.

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  4. O carro é bonito e deve ser bom. Mas não deixa de ser lugar-comum. Colocar acessorios com valores proibitivos é enganar troxa! Esse negócio de horizontalização da marca é uma benção. Produtos na mesma faixa de preço, com diferenciais mínimos e um jogo confuso de opcionais não é comigo.

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  5. O que restou de tritec nesses 1.6/1.8? Os 1.6 do Mini tinham r/l bastante favorável.

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  6. É curioso que a Fiat tenha esperado todo esse tempo para lançar aqui um carro que já vem sendo comercializado na Europa desde 2007. Está repetindo o mesmo erro que cometeu no final da década de 1990, quando tardou demais a substituir o Tempra pelo Marea.

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  7. Bob, você mencionou que andou na versão Dualogic... por favor, me diga se vale mesmo a pena investir a diferença para não utilizar a perna esquerda...

    Vi alguns relatarem que o carro "soluça" muito nas trocas, que ao manobrar em baliza ou saídas em baixa velocidade também incomoda...

    O que vc pode dizer sobre isso? Vale a pena? Ou o cambio manual é mesmo a melhor opção?

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  8. Boa medida da Fiat em deixar uma grande margem de rotações entre pico de potência e corte, no caso, 1250 rpm. Exemplo à ser seguido, notadamente para um certo fabricante que produz um belo motorzinho 1,4l com apenas 300 rpm para o mesmo fim.

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  9. Dá pra arrancar a trava de ré com um procedimento simples, basta abrir a "capinha" e girar a pescoceira. Muito embora o fato de ser inútil não me incomoda, deixei a minha "original" no meu Palio.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Usuários desse carro em condicoes reais dizem que ele bebe um tanto além do esperado.

    Carro bonito mas empacou, assim como o linea. O negocio da fiat é fazer Uno mesmo.

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  12. João Marcos03/05/11 18:34

    Mais um tiro no pé à italiana. Os franceses da Renault e da PSA agradecem, merci beaucoup.

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  13. a pergunta que não quer calar é: Bravo 1.8 ou Focus 2.0???

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  14. Vc não tem opinião própria?

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  15. Se existissem só estes dois no mundo ficava com o Focus...mas como tem outros...nenhum dos dois.

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  16. Este ja nasceu morto, motor 1.8 e na europa ja vai sair de linha.

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  17. Realmente, uma vez eu segui um 206 com a luz de neblina traseira ligada quando tinha só 18 anos, num trecho entre São Carlos e Araraquara, puxa, nunca vou me esquecer como aquilo incomoda, parece mesmo que o motorista (leigo) se sente, à noite, mais seguro com todas as luzes possíveis acesas. Já me cansei e desisti de criticar os que andam com luz de neblina dianteira ligada, e incrivelmente, sempre desregulada. Mas é um acessório importante num pais chuvoso como o nosso, não sei porque a Fiat não a ofereçe na parte traseira. E o Punto, fui ver um em uma concessionária nos primeiros dias após o lançamento, além de ser lindo e esportivo, é um carro bem resolvido mesmo, nunca dirigi um, mas pelo menos li este artigo do Bob. Sobre a Fiat não estar em sintonia com os lançamentos Europeus e/ou este carro estar para sair de linha lá, para nós pouco importa, afinal, alguma marca aqui está em sintonia com o mercado europeu tirando as coreanas e nipônicas? Não! Principalmente a GM, essa GM é uma fanfarrona mesmo! Compraria um Punto, se tivesse grana para isso, lógico, mas o Focus é tão mais entusiasta, e apesar de bem diferente, é tão lindo e sólido quanto! Bom, mas nenhum deles é tão bom quanto o Golf de sexta geração, isso eu tenho certeza...
    Essa Volks que não abra os olhos!

    Renan Veronezzi

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  18. tomara que abasteçam as concessionários com peças para o modelo, tirando os populares da fiat a situação ta feia, pelo menos no interior de sp a 80 km da capital, não sei as outras regiões, peça para stillo, idea, línea, pior que importado

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  19. Eu não compraria esse Bravo... muita lata pra pouco carro...

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  20. "E mais ainda quando o tanque esgotou e abasteci com gasolina ter dado até impressão de ficar melhor"

    ser contra o álcool a ponto de invertar coisa já é demais

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  21. Um carro bárbaro em relação ao segmento:

    http://meuamigodelata.blogspot.com/2011/01/impressoes-focus-sigma-x-golf-tech-x.html

    Aconselho a compra!

    Mister Fórmula Finesse

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  22. Anonimo 03/05/11 21:41 - Faz diferença sim... ficam mais ásperos, vibram mais no etanol.

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  23. Placebo:
    Motor na gasolina vc tem que acelerar mais pra andar. O motor "pede marcha", vc acelera mais e acha que está andando mais.

    Porém o Bob manja do traçado. Não é o caso dele.

    Provavelmente está falando dá obvia diferença de aspereza entre o motor rodando no alcool e rodando na gasolina, que só a auto esporte acha que é mentira.

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  24. Caro Bob Sharp, levando em conta como 90% dos brasileiros cuidam do carro, acho que a Ford não está exagerando na troca de óleo não. Aliás, exceto no caso dos sintéticos, a recomendação não é a troca com a quilometragem especificada pelo fabricante ou 6 meses?
    Quanto ao Punto, também lamento o abusivo preço do Skydome, embora na verdade sonhasse com algo no estilo do Skywindow do pavoroso Stilo (alguma coisa de bom aquele carro tinha de ter).

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  25. Hagi, ele ta falando de desempenho, tanto que cita a altura de SP. Os Fiats não ficam asperos com etanol, dos nacionais só os PSA, o resto é frescura

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  26. Tive um Polo e o motor ficava nitidamente mais aspero com álcool. Coisas desta nossa gambiarra.

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  27. BS

    Engraçado é que existem carros que por motivos que ninguém entende, nascem fadados ao fracasso comercial no Brasil. Isso já aconteceu com o ótimo Focus MK1, e agora vai acontecer com o Bravo, não importa o quanto sejam bem avaliados, como agora.

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  28. estou bastante interessado em um Punto. Só que o 1.8 Dualogic sai exatamente este preço, 55 mil, será q o Bravo vale mais a pena?

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  29. Bob,

    quando andamos no Essence, fazia um calor danado aqui no Rio, além de estar muito úmido. Será que, apesar de SP estar mais alto, um dia mais frio e seco não ajuda no desempenho ?

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  30. Bob,

    Vc não foi na avaliação do QQ?

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  31. Bob,

    O Bravo é tão "solto" quanto o Stilo? Eu tinha um 16V 2003, e muitas vezes me sentia "flutuando no ar", sem conseguir sentir nenhuma reação do carro.

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  32. Concordo com o Bruno: "muita lata pra pouco carro". Ainda não dirigi, mas entrei em um na concessionária e me pareceu apertado e baixo no banco de trás, moderno e "esportivo" na frente e tem mesmo essa sensação de que está sobrando lata no capô.

    O Brava tinha melhor cabine. Tive um, tirado zero, durante quase sete anos, de tanto que gostava daquele carro. Macio na cidade e andava "sobre trilhos" nas curvas (suspensão independente na traseira). Só era chocho em baixas rotações. A Fiat não sabe vender carros médios...

    Quanto à aspereza do álcool, existe sim. Meu Palio 1.4 fica nitidamente mais ruidoso e áspero, dando a impressão de acelerar melhor. Mas acho que é só barulho. rsrs

    Já que falamos de hatch médio, está difícil voltar para essa categoria. Quando bem equipados, os preços igualam ou superam os sedãs. Um Focus GLX+ ou Titanium automáticos e o Bravo Absolute, por exemplo, estão na faixa dos R$ 70 mil, bem acima dos preços de Fluence, 408 e Cerato, beirando o preço promocional do Azera.

    Qualquer hora faço uma loucura e compro um V6...

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  33. Cruvinel
    A diferença entre o que andamos e esse é griatante. Potência menor por calor e umidade relativa do ar não pode chegar a 8%, com ocorre a 800 metros de altitude.

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  34. Anônimo 3/5 22:44
    Não fui, tinha outro compromisso no dia. Ainda bem que não, pois o percurso de teste foi de apenas seis quilômetros, uma piada.

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  35. Marcelo R
    Nada disso, o carro é no chão.

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  36. Bob,

    aproveitando que a nova assessora de imprensa do grupo Caoa é competente, como o senhor mencionou num post passado, que tal uma avaliação com um outro rival do Bravo, o Subaru Impreza?

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  37. Eduardo Palandi
    Boa sugestão, anotado.

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  38. Boa Palandi!

    E depois de todos avaliados, o pessoal pede um comparativo já tem um tempo, heim Bob...

    i30, Bravo, Focus, Impreza, C4, qual mais? Penso que os demais são cartas fora do baralho pros entusiastas, ou não? E o 308 qd será lançado?

    Quanto ao Bravo...

    A Ford tira a variação de fase do sigma e a Fiat não traz o multiair... Este tipo de coisa nos tira o tesão...
    E outra, este balanço dianteiro não dá mesmo, temos um 307 em casa, outro carro pra ficar lambendo qualquer valetinha mais cavada, não dá!
    T-Jet? Este nome remete algo mais nervoso, não? Um motor turbo com menos torque que o aspirado do concorrente? Arrrrhhhh...

    O pessoal está falando qual combustível deixa o motor mais aspero... Isto depende do motor, uns ficam mais redondos no etanol outros na gasolina. Bom... É aquela história do pato, que já cansamos de repetir aqui...

    Sds

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  39. Um dia comentei sobre isto (balanço dianteiro muito grande) em um determinado veículo e que isto reduzia muito o ângulo de entrada (ou ataque)...o "expert" quase teve uma sincope, alegando que só carros off-road tem ângulo de ataque. Além de achar feio é um problema para entrar em alguma garagens.

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  40. Bob, recomendaria evitar a expressão "ar digital" em favor de "automático". Ar digital é a bobagem que existe no Agile, uma interface digital para um a/c com ajustes manuais. Não serve para nada, só para dar a falsa sensação de sofisticação.

    O que importa é o ajuste automático (controles de rotação do ventilador e de temperatura automáticos), que pode ser digital (o mais comum) ou não (como no Mercedes Classe A nacional, Marea, Brava e outros). Aliás, acho o ajuste por botão giratório, não digital, muito mais prático que usar apenas teclas.

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  41. Eu tenho um Bravo Absolut Dual Logic, que acabou de completar 6 meses de uso. Eu queria hatch, é o mais adequado para meu uso. Minhas opções eram o Focus 2.0 automático, o C4 automático.
    O C4 me interessou muito, descartei pois havia a possibilidade de mudança de linha em breve (parece que ocorre para ano que vem, linha 2013). O Focus eu gosto muito, apesar das horríveis experiências que meus familiares tiveram com o mesmo (3 carros entre 4 com defeitos graves e abandono da Ford). Gostei de dirigir o Focus 2.0 manual (não consegui dirir o automático, câmbio antigo). O modelo 2011/11 veio melhor equipado que o 2010/11. Ainda, quando me lembro do Focus 2003 que tive fico assustado com a feiura do interior do atual. É duro conviver no dia-a-dia com carro feio (pelo lado de dentro), ainda mais considerando o preço. Enfim, fiz o teste do Bravo dual logic, gostei e comprei. No dia-a-dia o motor é totalmente adequado, o carro tem uma suspensão que me agrada muito (nada a ver com o stilo), muito conforto interno, silencioso, bonito, ótima ergonomia. Quanto ao câmbio, não se percebe a troca de marchas (as vezes da 1.a para a 2.a quando o piso está molhado e é de paralelepípedo). Situações que vivo no dia-a-dia de andar em rua em descida leve para intensa, ter de desacelerar e rotomar em suvida intensa é encarada com naturalidade pelo câmbio. A única situação que costuma me incomodar é daquelas em que em o movimento dos carros, parados em sinal em rua de aclive acentuado saem em sinal verde tão lendos que parecem (e muitas vezes estão) pisando no freio em vez do acelerador. Nestas situações se esqueço de pisar no freio também, em 1.a marcha, ocorre a tal "cabeçada". Mas decorre da minha falta de reação pela incompetência dos que seguem em frente. No dia-a-dia, na cidade e na estrada só me proporciona conforto com a vantagem da 5.a marcha. Minha satisfação é alta.

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