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12 de maio de 2011

EXTRA: BARREIRA BRANCA ÀS IMPORTAÇÕES DE CARROS

Foto: colunistas.ig.com.br

Nesse início de tarde saiu a notícia-bomba: carros prontos e autopeças não terão mais licença de importação automática, ou seja, para importar a partir de hoje (12), só com licença prévia. Tudo indica tratar-se de retaliação à Argentina, que impôs medida semelhante recentemente, mas pelas regras do comércio internacional não é permitido impor restrições a um só país.

Exigida a licença prévia, o governo só autoriza importação se e quando quiser, o que se traduz numa barreira branca às importações.

Ainda não há palavra oficial a respeito, mas é sabido que o aumento das importações vinha preocupando as autoridades econômicas. Em abril, dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram 289.189 automóveis licenciados, dos quais 64.060 (22,1%) se referem a importados. No primeiro quadrimestre do ano a participação desses no mercado foi de 22,2%. Mas 80% das importações estão circunscritas a marcas com fábrica no Brasil.

Já tivemos participação maior de importados em meados dos anos 1990, chegando a 25% do mercado. Foi quando o ministro da Fazenda de Itamar Franco, Ciro Gomes, baixou a alíquota do imposto de importação de 32% para 20%, surpreendendo a todos. Com a posse do governo FHC em janeiro de 1995, o novo ministro da pasta, Pedro Malan, imediatamente elevou a alíquota desse imposto para 70%. Apesar disso, o Fiat Tipo foi o veículo mais vendido do mercado brasileiro durante dois meses no segundo semestre.

Agora é esperar os desdobramentos da decisão. Mexidas como essa nunca são bem-vindas.

BS

19 comentários:

  1. Nossos políticos são ignorantes. Ao invés de bloquear a importação, deveriam tornar a nossa indústria mais competitiva, reduzindo a carga de impostos (de um modo geral, não só para os automóveis), tornando o Brasil um país comercialmente viável.

    Essa atitude é que nem qndo o marido chega em casa e ver a mulher na cama com outro, ao invés de brigar com a mulher, vai tirar satisfações com o amante.

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  2. Mais uma vez, o governo age contra os efeitos do problema e não contra suas causas, que são o dólar barato demais e a produção nacional cara e pouco competitiva frente ao resto do mundo.

    Sob o pretexto de proteger empregos aqui, os consumidores ficam sem acesso à produtos de qualidade melhor, e a indústria nacional não evolui e continua cobrando caro.

    Se querem proteger os postos de trabalho no país, é necessário aumentar a competitividade da nossa indústria: margens de lucro menores incluídas, modernização, qualificação, aumento de produtividade e principalmente redução de impostos!

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  3. E quem tem carro argentino, como fica ? Não recebe mais peças ?

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  4. Rodrigo Castro12/05/11 14:58

    Gosto muito do blog, mas nunca vi ambiente mais anti-governo. Em vez de pensar no assunto a maioria sai malhando direto.
    Acho certíssima a medida, vamos ver se as montadoras não vão pressionar para a Argentina retirar a barreira agora.

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  5. ok, o cambio está mesmo barato demais, só que ao invés de aumentar o imposto do importado, por que o governo não reduz o imposto e os custos sobre o que é produzido aqui?

    Perder dinheiro o governo não aceita de modo algum, não é mesmo?

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  6. [ironia MODE ON]

    É porque os carros nacionais são tão bons, atuais e tecnologicamente avançados que eles estão querendo nos proteger de comprar carroças importadas!

    [ironia MODE OFF]

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  7. Rodrigo Castro
    E olhe que somos até comedidos...Mas não se toma medidas como essa de repente. É um desrespeito tanto ao consumidor quando ao empresário que investiu, caso recente do Sérgio Habib/JAC.

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  8. Já vi esse filme antes, lá nos tempos do regime militar. É triste constatar que, passados tantos anos, ainda se recorra a medidas como essa.

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  9. Caio Cavalcante12/05/11 15:07

    Nao sei...
    Para mim isso é tentativa de frear coreanos e chineses.

    O governo já teve que apertar o cinto e cortar gastos, alguém realmente acha que vão cortar impostos?

    O lobby para trazer carros/peças também vai ter que ser maior.

    Certo é: quem vai perder com isso? Uma chance...

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  10. Paulo Levi
    Nào sei por que, mas assim que li a notícia veio-me à mente o que disse um certo general francês de 1,96 metro de altura...

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  11. Embora seus protestos sejam válidos, creio que estão exagerando um pouco.
    Eua, Europa e uma boa parte dos países consumidores ricos vivem criando mecanismos protecionistas camuflados pra deter a invasão de produtos estrangeiros e protegerem seus empregos...são sobre taxas, exigências das mais variadas ordens, muitas delas ridículas, de tão absurdas...retalhações na OMC.
    Por que o Brasil deveria agir diferente?

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  12. Pro consumidor final é ruim, claro. Mas pra quem produz e sofre a concorrência desleal dos estrangeiros é uma injeção de ânimo.
    Minha família é produtora de leite no interior paulista ( e vou dizer...é difícil produzí-lo...aliás, é quase heróico produzí-lo com algum lucro por mais técnica de manejo que se use)...e às vezes, quando o preço pra nós alcança um teto razoável de R$0,75, R$ 0,80, os laticínios para quem fornecemos vão lá na argentina e compram algumas belas toneladas de leite pra forçar a queda de preço...a velha lei da oferta e bla bla bla
    E da-lhe prejuízo de novo...
    É uma novela que só quem produz entende o que é. É complicado a gente se sentir desamparado...

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  13. Galo cego,
    Me desculpe, mas se o atual imposto de importação de 32% não é uma forma de protecionismo, então não sei o que é.

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  14. É um País bonito, com um povo até que razoável, administrado com uma venda nos olhos.
    Um camelô administra melhor sua banquinha do que todos os tecnocratas infectados pela política.

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  15. País governado na base da canetada como esse não é para ser levado a sério mesmo. E quem acabou de apostar suas economias num carro chinês? E se o importador concluir que, com essa medida, o negócio não vale mais a pena e deixar órfão quem investiu suas economias num importado?

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  16. Carro mexicano e coreano vai continuar chegando normalmente... ng mexeu nos impostos... os carros feitos na Argentina que vão deixar de vir. E pra vir Agile, melhor proibir mesmo.

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  17. Como muitos já disseram, tornar nossa produção mais competitiva nem pensar, é melhor criar barreiras e o povo que se dane. Assim não vamos chegar a lugar nenhum nunca. Nos anos 80 a reserva de mercado de informática nos colocava na pré-história dos computadores, se não fosse a abertura desse setor ainda estariamos utilizando computadores 386, vejam o quanto foi boa a abertura do setor, agora imaginem se vão querer produzir alguma coisa decente aqui com as importações mais difíceis, claro que não, e tome carroça a preço de ouro.

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  18. Alguém me joga uma luz, afinal é justo cobrar IPI de um produto importado? Outros países fazem isso?

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  19. Bob, quer dizer então que apesar de os veículos vindos da Argentina e do México não sofrerem incidência da alíquota de Imposto de Importação também dependerão da licença prévia do Governo?

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