18 de maio de 2011

FAIXA DE PEDESTRES? O QUE É ISSO?


Fotos: autor





Apenas três dias depois da chegada do novo colaborador do AE, o Marco Aurélio Strassen, estamos com mais um a contribuir como textos atuais e de qualidade, outro grande reforço para o time de colaboradores. É o Carlos Mauirício Farjoun, amigo também. Ele se apresenta.

BS


Fui convidado pelo grande amigo André Dantas a colaborar com seu post "A Epopéia dos Juros", a quem ajudei com os conceitos de matemática financeira que aprendi na faculdade de administração. Porém, acabei sendo mordido pelo "bichinho escritor" e resolvi começar a escrever minhas colaborações para o AE.

Apaixonado e muito interessado por carros desde a adolescência, sempre procurei conhecimento nesta área, absorvendo-o como uma esponja. Interesso-me bastante não só pela mecânica, mas também pelos assuntos ligados à cidadania, ao consumidor e ao mercado. Espero poder compartilhar com vocês, leitores, este conhecimento tão prazerosamente adquirido ao longo dos anos."

Obrigado pela oportunidade, Bob!

Abraço,
Carlos


FAIXA DE PEDESTRES? O QUE É ISSO?

Fui apresentado a ela em 2002. Apesar de dirigir desde 1986, quando fiz 18 anos (olha eu entregando a idade logo no primeiro post...), só fui tomar contato com o real significado de uma faixa de pedestres quando, em 2002, fui a Boston visitar um amigo que morava lá fazia dois anos. Estava calmamente dirigindo pelas ruas de Watertown (cidade próxima a Boston) quando meu amigo deu um berro: A FAIXA! OLHA A FAIXA!

Ante a minha cara de interrogação, ele explicou que lá a regra era dar sempre preferência ao pedestre e que quem não respeitava isso poderia tomar pesadas multas, além do que, se atropelasse um pedestre na faixa, a indenização seria milionária.

A faixa de pedestres em Watertown, nos EUA

Nos Estados Unidos, a preferência do pedestre é indiscutível. Uma vez eu estava andando calmamente na calçada e vi uma velhinha em seu carro que estava querendo sair de um estacionamento. Como estava sem pressa, parei e fiz um gesto para que ela passasse. Ela me respondeu com outro gesto, que dizia claramente: "Não! Passe você!". Realmente me impressionei como se leva isso a sério por lá.

Entrei para a auto-escola. Naquela época não havia aulas teóricas, me deram um livrinho para ler para passar na prova escrita. Como todo bom garoto de 18 anos doido para dirigir, devorei o livrinho, que era uma coletânea das perguntas que poderiam cair na prova. Uma delas: Cor do semáforo em que é obrigatória a parada : a) vermelho b) amarelo c) verde d) laranja. Coisas assim faziam parte da tal a prova teórica.

Depois disso, as aulas práticas, onde o foco era me ensinar a dirigir, ou melhor, me ensinar a passar na prova prática e assim conseguir a habilitação. Ensinava-se a baliza porque tinha que fazer baliza, enfatizavam a obrigatoriedade da seta porque cada seta esquecida fazia perder 3 pontos. Faixa de pedestres? Nem falavam nisso, pois "não caía na prova prática". Auto-escola era, como sempre foi, um "curso pra tirar CNH". Ensinar a dirigir de verdade era secundário.

E assim aprendi a dirigir, ignorando solenemente a faixa de pedestres. A única ressalva que corria na boca do povo à época era que "atropelar um pedestre na faixa podia dar complicações legais". NADA de mencionar que o veículo tem obrigação de dar preferência ao pedestre.E isso não era por falta de obrigação legal: O antigo código de trânsito (lei 5108/66) , em vigor em 1986, dizia em seu art. 83:

"Art 83. É dever de todo condutor de veículo:
XI - Dar preferência de passagem aos pedestres que estiverem atravessando a via transversal na qual vai entrar, aos que ainda não hajam concluído a travessia, quando houver mudança de sinal, e aos que se encontrem nas faixas a eles destinadas, onde não houver sinalização.

Penalidade: Grupo 3. Quando o pedestre estiver sobre a faixa a ele destinada: Grupo 2 "

Ou seja, lei instituindo a preferência do pedestre já existia, como existe em todo código de trânsito civilizado. Apenas não era feita cumprir.

A sinalização avisa: "Na conversão, de preferência sempre ao pedestre"

Desde 2002 passei a tomar mais cuidado ao dirigir nos EUA, por saber que lá se faz valer a preferência do pedestre. Achava que isso era uma característica de um povo mais civilizado, em que o respeito aos direitos dos outros era levado mais a sério, pensava que bem que isso poderia "pegar" aqui, porém confesso que não mudei muito meus hábitos de dirigir no Brasil, via isso como um cuidado extra ao dirigir nos EUA.

Até que em 2009 fui a Brasília e descobri que lá havia sido feita uma campanha (com multas) para que se respeitasse a faixa de pedestres. Lá basta o pedestre estender o braço que todos param. Começei a dirigir mais em Brasília e a me acostumar com isso, lamentando que São Paulo não fosse assim..

Mudei meus hábitos de dirigir (já estava mais consciente de que deveria fazer a minha parte) e passei a dirigir também em São Paulo respeitando a faixa de pedestres. E, também como pedestre, passei a reclamar com os motoristas que não respeitassem a minha preferência de atravessar na faixa.

Aí percebi o absurdo que é a falta de preparo dos nossos motoristas: Tem-se a noção de que "lugar de pedestre não é na rua". Já tomei buzinada de quem vinha atrás por parar o carro para dar preferência a um pedestre que queria atravessar, já vi pedestre olhando atônito para mim porque eu parei para ele, tendo até que fazer um gesto indicando que era para ele passar.

Também, como pedestre, já tomei incontáveis buzinadas por exercer meu direito de atravessar na faixa de pedestre. Lembrando do único medo que era impingido na época em que aprendi a dirigir, até já cheguei a gritar para um taxista que de propósito parou bem em cima buzinando para me assustar: "Anda, vem, me atropela aqui na faixa!" Claro que ele não veio, apenas resmungou, provavelmente achando que eu estava errado e ele certo.

Engraçado que estes motoristas agem como se sempre fossem motoristas. Esquecem-se de que quando descem do carro ou da moto, eles são pedestres também. E provavelmente não devem gostar de tomar buzinada e xingamento ao atravessar a rua. Outra lição que nosso povo precisa aprender: Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.

Porém, há um fio de esperança. Dia desses, ao vir para o trabalho, tive uma grata supresa: A Companhia de Engenharia de Tráfego, a autoridade de trânsito da capital paulista, está iniciando uma campanha de respeito à faixa de pedestres. Imagino que os motivos da Prefeitura de São Paulo para lançar tal campanha não são tão nobres quanto deveriam ser (pois agora o desrespeito à faixa "renderá" multas para a prefeitura, se é que me entendem), mas, independente da nobreza dos motivos e de serem corretos, com certeza é um passo na direção certa.

Conversei com alguns marronzinhos (fiscais da CET) que estavam "bronqueando" com quem não respeitava a faixa, eles me disseram que esta campanha começou agora e que durante 15 dias vão apenas orientar os motoristas, para então começar a multar. Me disseram também que o respeito à faixa de pedestres já foi implantado em outras cidades, como Brasília, Goiânia e Florianópolis, que agora era a vez de implantar em São Paulo.

Sempre pensei que se São Paulo dependia da indústria da multa, seria "menos pior" se esta focasse nos infratores contumazes em vez de punir a distração em relação às placas de velocidade. Em vez de colocar vias com limites artificialmente baixos para induzir os motoristas ao erro ao se descuidarem do velocímetro, deveriam se concentrar no que eu chamo de "multas cidadãs":

Multar quem faz coisa errada conscientemente, como conversões proibidas, desrespeito a semáforo, desrespeito a faixa de pedestres, estacionamento em local proibido e em vagas para deficientes, parada sobre faixa de pedestres, fechar cruzamentos, e, principalmente, nas estradas, trafegar pelo acostamento. Essa multa é ótima, rende R$ 574 e é altamente educativa, pois acostamento é só para emergências!

Estas multas sim, contribuiriam para um trânsito melhor e mais civilizado. Mas louvo o começo, que é multar quem não respeita a faixa de pedestres. Quem sabe assim começaremos a respeitá-los, como qualquer povo civilizado.




CMF

60 comentários:

  1. Viagens ao exterior são excelentes para nos enxergarmos sob outro ponto de vista e muitas vezes escancarar nossas faltas - e mostrar que pequenas atitudes fazem toda a diferença no todo.

    Na Europa em geral - inclusive no Leste, mais pobre - há um respeito muito maior ao pedestre.

    Temos um longo caminho. Ainda aceleramos para pedestres e freamos para cachorros.

    - Osmar Fipi

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  2. Carlos, seja muito bem-vindo.

    Aqui em Brasília no começo era um pouco mais difícil, todos queriam cumprir a lei a risca. Hoje existe mais bom senso, no sentido do pedestre aguardar os veículos pararem e os motoristas o fazerem apenas quando não representar um risco de acidente.

    Fico feliz que SP esteja adotando essa campanha.

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  3. Rodrigo Laranjo18/05/11 09:52

    Pra falar a verdade o que mais me irrita é o pedestre que atravessa fora da faixa, e que primeiro anda até o meio da rua pra depois ver se vai morrer atropelado. Brasileiro não consegue esperar o farol abrir na calçada.

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  4. Em Vitória, que eu visitei a uns meses atrás, também se pára na faixa de pedestres. Os capixabas podem confirmar melhor isso.

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  5. Caio Cavalcante18/05/11 10:10

    Boas vindas Carlos!

    Em viagem à Alemanha, quando atravessava a rua, na faixa, o sinal para os carros ficou verde e dei uma corridinha para chegar ao outro lado. Levei uma senhora bronca de um guarda que queria inclusive me multar, não por ter atravessado a rua, mas por fazê-lo correndo. Foi difícil explicar que era estrangeiro e não estava acostumado com aquilo.

    Pedestres também precisam se conscientizar. Fico perplexo quando um adulto acompanhado de uma criança sai correndo para atravessar fora da faixa. Além de deseducar, coloca em risco a vida de quem nem sabe direito o que está acontecendo. E vejo muito isso acontecer no Rio. Aliás, aqui noto um desrespeito cada vez maior a sinais de trânsito e faixas de pedestre, e todos os comportamentos negativos que já citaram. Uma campanha educativa como a paulistana seria bem vinda.

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  6. Em Teresina, foi criada uma campanha chamada "Pé na faixa, pé no freio". Houve uma adesão maciça a essa campanha, a proliferação de faixas de pedestre por toda a cidade. Ótimo. Mas uma boa parte dessas faixas era colocada em pontos cegos, em saida de curvas e outros locais perigosos e que somada à ignorancia de muitos motoristas (principalmente de picapes médias/grandes) resultaram em muitos atropelamentos grosseiros, como o de uma mulher grávida, atropelada por uma Silverado aenquanto passava na faixa da Av. João XXIII (trecho urbano da BR 343). Foi bem grosseiro, a mulher voou muito longe e a campanha foi abandonada, pois depois desses incidentes, ela passou a ser chamada de "Pé na Faixa, Pé na Cova". Perdeu-se uma campanha importante, para prejuízo geral, por ignorancia.

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  7. Lucas, bem lembrado. Aqui também existem absurdos como faixas em cima do ponto de ônibus. Os motoristas não tem a menor ideia se ele está parado para um pedestre ou para um passageiro.

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  8. Rodolfo Milet18/05/11 10:43

    O importante no caso da faixa de pedestres é mostrar o outro lado, de que não é só os motoristas que são culpados de atropelamentos.
    Assim como há motoristas irresponsáveis, há também os pedestres irresponsáveis.
    Quem mora em Brasília, como eu, basta parar embaixo do viaduto da rodoviária. Atravessam pedestres bem na frente dos carros e não na faixa. Outros atravessam na diagonal e muitas vezes correndo, mesmo que o sinal mal tenha aberto, atravessam entre os carros; muitas vezes o sinal abre e ai do motorista de sair e não ver quem está correndo, fora do seu campo de visão e de repente se deparar com um pedestre já no meio da faixa ou em frente a ela. E ai, se acontece um atropelamento, a culpa é sempre do motorista, o pedestre irresponsável é sempre a vítima e o motorista acaba pagando pelos prejuízos, além de ser "mal visto" por causar o atropelamento e não o pedestre irresponsável.
    Quem paga pelos prejuizos do motorista quando o irresponsável pedestre causa o atropelamento? Quando o atropelamento não é fatal e sem maiores consequências, nada acontece com o pedestre infrator, ele não é penalizado e acaba saindo como vítima; o motorista que se dane tendo que pagar todos os prejuízos.
    Muitos desses pedestres acabam pagando pela vida pelo seu ato irresponsável e o motorista que não tem culpa do atropelamento fica marcado pelo acontecimento até mesmo em seu cadastro de motorista.

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  9. Aléssio Marinho18/05/11 10:55

    CMF, Seja bem vindo ao AE!

    Quanto a obrigatoeriedade de se parar na faixa, ela foi instituida no Distrito Federal em 1996, numa campanha do Detran e com a imprensa local, em especial o Jornal Correio Braziliense. O nome da campanha era "Paz no Trânsito" (o símbolo da campanha era uma mão espalmada dentro de uma placa de sinalização, curiosamente o mesmo gesto usado na nova campanha do Denatran) e além da concientização da faixa, objetivava diminuir a velocidade média dos veículos no eixão de 120 km/h e nos eixinhos de 80 km/h naquela época, com a instalação dos pardais.
    A quantidade de atropelamentos registradas nessas vias era assustadora, pois o pedestre queria atravessar essas vias (totalizando 14 faixas de rolamento) "por cima", sem utilizar as passarelas subterrâneas, algumas na Asa Norte fechadas alguns anos antes pelo poder público.
    Realmente várias colisões aconteceram, mas hoje, esse hábito se incorporou ao automatismo do Brasiliense.
    Com os resultados, logo essa iniciativa foi copiada por Goiânia, Palmas, Cuiabá e outras cidades de menor porte.
    As vezes, não se precisa ir longe para ter noções de civilidade.

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  10. Carlos,

    Seja bem vindo. Tenho certeza que contribuirá muito para a qualidade dos assuntos abordados neste site.

    Também gostaria de ressaltar o ponto que o Lucas Franco e o Danniel levantaram.

    Já vi muitos casos de faixas de segurança pintadas onde realmente não há necessidade. Algo como uma faixa pintada num local onde nem calçada tinha... conduzia para lugar nenhum. Também o caso de faixas de seguranças pintadas em estradas movimentadas, cujo limite de velocidade no local é de 80 km/h. A velocidade máxima permitida é totalmente incompatível com a faixa de segurança neste local.

    Portanto, mais importante que exigir do cidadão o cumprimento desta regra básica é o compromisso das autoridades quanto ao estudo dos melhores locais para colocação das faixas de segurança, tanto do aspecto econômico, quanto do aspecto da segurança, tanto do condutor quanto do pedestre. Cabe também ao cidadão comum exigir que as autoridades cumpram seu papel, além de sugerir soluções como instalar faixas onde realmente é necessário e tirar faixas incompatíveis com fluxo de pedestres e veículos dum determinado local.

    Abraços.

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  11. MFThomas,
    O pior é faixa de pedestre, em rodovia, embaixo de passarela.

    Local? Rod. Padre Manoel da Nóbrega, litoral sul de SP.

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  12. Rafael Bruno18/05/11 11:14

    Em São Paulo NINGUÉM respeita!

    Na Av Paulista onde trabalho, o cara vai entrar à direita em uma rua, nem liga para o pedestre. Uma vez estava atravessando numa rua assim e o cara definitivamente não parou..e eu continuei atravessando. Chegou ao ponto do cara ir pela contramão , só para não parar.

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  13. Seja bem-vindo Carlos, você começou com o pé direito, sem trocadilhos. =)

    Ano passado fui conhecer Maceió e me deparei com esta situação, onde os motoristas param e esperam você atravessar na faixa sem nenhum problema, pela minha cara de tacho ficava evidente que eu era turista..

    Uma pena que no estado de SP, onde muitos tem preconceito contra os nordestinos, não haja a mesma civilidade.

    Aí me lembro do que disse um amigo sobre a cidade onde ele mora: se você para para o pedestre atravessar na faixa, alguém baterá na sua traseira e o pedestre será atropelado na faixa adjacente, por outro carro.

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  14. Obrigado a todos pelas boas vindas.

    Realmente, a civilidade falta a todos. Não é de se surpreender, uma vez que motoristas, pedestres e autoridades saem do mesmo lugar: o povo brasileiro. Não somos ensinados a ter um comportamento cidadão na escola, quando ainda somos crianças. Não somos ensinados a respeitar os direitos alheios e nem fazer valer os nossos. O caso da faixa é um exemplo disso.

    Assim como o motorista é "folgado" porque não aprendeu a respeitar o pedestre, este também o é porque não foi ensinado como deveria dividir o espaço nas ruas com os outros. Daí vemos toda a sorte de barbáries relatadas aqui.

    Falei mais do lado do motorista pois é este quem se beneficia na lei do mais forte. E também porque o foco deste blog são os carros, então é natural que se foque na visão do motorista.

    Eu já atropelei um pedestre, em 1998. Eu estava andando a 60 km/h numa avenida quando ele apareceu do nada, vindo do canteiro central, pulando inclusive uma corrente que estava ali justamente para desencorajar a travessia. A minha sorte foi que isso aconteceu em frente a um carro de polícia, os policiais viram toda a cena e sabiam que eu não tive culpa no acidente.

    Precisamos todos de aulas de civilidade e de cidadania. Mas começar pelo lado do mais forte, os automóveis, também me parece sensato.

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  15. Aléssio Marinho18/05/11 11:20

    MTFThomas;

    Faixa de pedestre é proibida em rodovias. A solução é a passarela aérea ou subterrânea.
    Porém, o nosso poder público dá um "migué" no povo qdo cobra uma solução para um atropelamento e manda por uma faixa com um agente de trânsito municipal para controlar uma rodovia federal...
    Absurdos Tupiniquins.

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  16. Leandro Rueda18/05/11 11:27

    Aqui em Salvador, ninguém respeita a faixa. O grande problema é que quem respeita, está aumentando as chances de tomar uma bela porrada na traseira, já que pela "regras do trânsito" daqui, essa parada para pedestres atravessarem não existe.
    Outra coisa que acontece, é que o pedestre, por falta de educação mesmo, não consegue entender que existe uma hierarquia: SINAL > FAIXA. Eles atravessam com sinal aberto para os carros, calmamente, como se fosse obrigação do motorista PARAR NO VERDE para ele atravessar. Fora os outros motoristas que PARAM NO VERDE porque ali existe uma faixa. Ou seja: É BEM COMPLICADO.

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  17. Não respeitar faixa de segurança, não respeitar limites de velocidade, não respeitar, não respeitar ... o brasileiro não respeita as leis de trânsito pelo simples motivo que sabe que não terá punição ... é muito simples, porquê é muito simples ... nos EUA se você desrespeita as leis de trânsitos (e outras também), você sofre as consequências imediatamente ... e são consequências pesadas ... com o passar dos anos, punições severas e campanhas educacionais, a população acabou educada ... simples assim ... no Brasil, basta haver punição severa (punição mesmo, não faz de conta) aos infratores, que, em pouquíssimo tempo, nossos motoristas serão tão ou mais educados que os motoristas dos países de primeiro mundo ... não acredita??? dois exemplos: em São Paulo, o então Prefeito Maluf instituiu a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, antes mesmo da legislação federal, fez campanhas e aplicou multas nos infratores ... em pouco tempo, mais de 90% aderiu ... já em Porto Alegre, temos o exemplo (negativo) do motorista que atropelou os ciclistas um dia desses, num passeio ciclístico ... o motorista está em liberdade (conseguiu um HC) e não vai acontecer nada .. agora, imagine se ele tivesse feito a mesma coisa nos EUA ... só imaginem ... será que ele estaria livre, leve e solto ??? ou estaria com um processo milionário nas costas e sujeito a alguns anos de prisão ???? Infelizmente, no Brasil, se o motorista não sofrer as consequências no bolso, a grande maioria não será educada nunca ... infelizmente ...

    Geraldo

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  18. Antes ser abalroado do que atropelar alguém, nem precisamos detalhar a distância entre estas duas situações. Eu respeito faixa de pedestre em qualquer lugar e compro briga se um motorista mal educado buzinar quando eu estiver dando a preferência a um pedestre. Agora "pedestre" que até diminui o ritmo porque está na faixa, "vou te dizer viu"... É ser muito f**! Cooperativismo sempre, independente de estar dentro ou fora do carro.
    Na minha época ainda tinha aula de educação moral e cívica, hoje nem isso tem.
    Quanto ao problema que o MFThomas citou, volto a falar, a Rod. Índio Tibiriçá não merece um post, merece uma série! Aquilo é terra de ninguém!
    Sds

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  19. Seja bem vindo querido.

    Aqui em Goiânia tds param e respeitam a faixa de pedestres, já se tornou algo natural.

    E qnd viajo a SP fico indignado c/ a falta de educação da "locomotiva do Brasil".

    Ninguém para na faixa, ninguém tá nem aí c/ o próximo.

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  20. Lembro quando começou as campanhas para respeitar as faixas aqui em Brasília, mais ou menos na mesma época dos pardais. Tinha lá meus oito ou nove anos mas me lembro muito bem. Engraçado que isso já é algo natural e fica perigoso quando se viaja para outros lugares, como já aconteceu comigo em alguns lugares do Mato Grosso e até mesmo em Goiânia ("não pára que vão bater na gente", frase de um amigo que estava do meu lado). Já em Ji-Paraná, RO, fiquei feliz em descobrir que está da mesma forma que aqui, com o respeito a faixa e aos pedestres. Já em uma viagem a Guarapari, ES, durante uma semana a pé o único carro que parou na faixa para a minha travessia e dos meus amigos tinha placa de Brasília. Esse foi aplaudido por nós.

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  21. Se comparado com Sao Paulo da pra dizer que aqui em Florianopolis se respeita a faixa sim, mas depende um pouco do lugar. É notável que perto da universidade e escolas, o respeito a faixas é muito maior, mas no centro da cidade ja nem tanto.
    Por outro lado tem lugares com faixa totalmente fora do lugar, onde o motorista não tem a minima visibilidade, para ver se tem pedestre nela ou não.
    Eu faço questão de parar quando vejo alguém na faixa, mas faço como o autor do post falou: quando sou pedestre eu faço os carros pararem, claro que sempre com uma margem para escapar dos malucos que não estão nem aí pra faixa.

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  22. Sou contra esse negócio de ficar parando em faixa de pedestre. É muito mais prático e seguro a existência de um farol para disciplinar. Imaginem se todos em SP parassem na faixa? Iria parar tudo de vez. É muito cômodo falar enquanto somos pedestres. Quero ver falar enquanto motoristas e ficar parando a cada 10 metros. Ná prática, numa megalópole não funcionaria, apesar da demonstração de civilidade.
    Isso não significa que eu seja um maluco que atropela todo mundo. Pelo contrário. Mesmo não parando, passo mais devagar. Se eu tiver parado (sinal vermelho), o mesmo ficar verde e ainda tiver algum pedestre atravessando, claro que sempre espero. Sempre sou atento a isso.
    Acho que se todo mundo respeitar os semáforos, não existiria acidentes.

    João Paulo

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  23. João Paulo,

    Nova York funciona exatamente assim e a Big Apple não parou por causa disso. Já estive lá e vi isto acontecendo. Os pedestres atravessam quando o semáforo fecha e quem vai fazer a conversão vindo da rua transversal tem que respeitar isso. Sem discussão, todos respeitam a preferência do pedestre ao virar uma esquina em Manhattan. Sem freadas bruscas, sem buzinadas e sem xingamentos, o natural lá é respeitar o pedestre na faixa. Lá também se buzina para pedestre que atravessa fora da faixa, ou seja, cada um tem que saber qual é o seu espaço e qual é a sua vez de usar a via pública. Todos têm seus direitos e deveres.

    Argumentar que "a cidade para" é colocar a mobilidade da cidade acima da proteção da vida dos seus habitantes. Não é algo que nenhuma cidade civilizada do mundo tenha optado por fazer.

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  24. Valeu CMF! Ao ler o comentário do João, logo pensei em perguntar sobre NY para alguém que conhecesse... Respondido!

    Sds, seja bem vindo!

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  25. A campanha infelizmente é feita de forma maniqueísta, colocando o motorista de carro como vilão, monstro sanguinário, e o pedestre como pobre coitado.
    EM primeiro lugar, atropelamento não é só por carro, mas também por moto, ônibus e caminhão. Moto principalmente, pois aqui em SP elas não respeitam farol e furam a faixa mesmo com farol fechado, além de transitarem pelas calçadas impunemente. Isso ninguén fala.
    Em segundo lugar, é preciso dizer que falta consicentização aos pedestres, que raramente atravessam na faixa ou passarela, mesmo quando tem farol.
    Portanto, a campanha seria muito melhor se propusesse o entendimento, tolerância e respeito no trânsito, e não criminalização do "monstrorista" como está sendo feito.
    Além do mais, a prefeitura se coloca como paladina da justiça, mas pergunto: ela faz sua parte? Põe faixas de pedestre bem sinalizadas, com iluminação à noite, em áreas em que os carros possam parar com segurança?... Obviamente não. Mas é mais fácil jogar a bomba nas mãos dos outros que fazer sua parte.
    Digo isso como motorista caxias que já foi inúmeras vezes xingado e até motivo de piada dos amigos por parar em faixas, etc etc.

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  26. Aqui em Campinas se você freia para um pedestre (na faixa, claro), leva businadas ou até encostam na sua traseira, especialmente os coletivos que não tem nada a perder.

    Ah, aqui também tem o reverso da moeda: os pedestres não tomam cuidado ao atravessar em frente a saídas de carros sem visibilidade (saídas de condomínio) mesmo se alertados pelas luzes piscantes e não atravessam apenas na faixa.

    Tem também o desrespeito motorista-motorista: na rua da minha residência, para estacionar é um caos, mesmo sendo residencial levo freadas e buzinadas, pois não querem que eu reduza e entre na minha própria garagem.

    Isso aí.

    Infeliz realidade.

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  27. Sou a favor de para na faixa, mas se tiver semáforo. Sem semáforo, pedestre atrapalha o fluxo de carros, pois a maioria não dirige e está pouco se importando de fazer o carro frear.
    Respeito pedestre educado. Maloqueiro folgado que vem em cima do carro leva buzina na orelha.

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  28. Marcos

    Esse seu amigo é no mínimo estúpido.

    Oq nós goianos aprendemos c/ relação à faixa de pedestres é o seguinte:

    Qnd for parar, não freie de uma vez, vá freiando aos poucos e ligue o pisca alerta p/ evitar acidentes.

    Qnd muitos carros vem em velocidade numa avenida, geralmente os pedestres já sabem q não vale o risco de se tentar atravessar, portanto são eles kem aguardam um pouquinho a diminuição do fluxo p/ pedir p/ atravessar.

    São coisas simples, q tanto nós motoristas, qnt os pedestres aki aprenderam c/ o tempo.

    Cada um cede um pouquinho de seu tempo e tds saem ganhando.

    Pelo visto teu amigo não é daki ou não tem educação suficiente p/ conviver em sociedade.

    As coisas aki não funcionam como vc disse.

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  29. Aqui na minha cidade (Franca-SP), tanto faz você atravessar na faixa ou não, de qualquer jeito você será sumariamente atropelado. Madames com suv's enormes falando ao celular, alguém se arriscaria a meter-se na frente?
    Feia a coisa por aqui.

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  30. Pedir pra atravessar, Pisca?

    Campinas, anônimo? Campinas está ranqueada entre os piores motoristas do estado! São ruim de roda mesmo! Época que trabalhei em Hortolândia, eu falava na cara dos campineiros, só faltava sair fumaça pelas orelhas... hahaha... É péssimo dirigir por lá!

    Compete com SBC, eita nóis! Outra cidade pra ter motorista braço! A prefeitura fez uma baita campanha, educação no trânsito até para as crianças, mas não sei se o resultado foi efetivo e se deram continuidade com a entrada do "digníssimo" Marinho!

    Sds

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  31. Fabio

    Claro q sim, as pessoas acenam p/ os carros p/ pedir passagem na faixa.

    Não custa nada e td mundo faz.

    Na sua cidade tbm fazem isso? Ou não precisam?

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  32. Aléssio Marinho18/05/11 16:48

    Não adianta discutir com o pessoal de fora. Eles não conseguem entender rápido o que é uma experiência de 15 anos já incorporada no hábito de uma cidade.
    Na faixa a preferência é do pedestre, sempre. Mas ele antes de iniciar a travessia estende o braço, movimentando-o pra cima e pra baixo.
    O motorista, que já viu a faixa lá de longe, ao ver o movimento do transeunte, já sabe que ele manifestou a sua intenção de iniciar a travessia e começa a frear o carro.
    Simples assim.
    Isso se chama "comunicação" (o que não ocorre quando se usa película).
    Inclusive isso foi mostrado pela televisão, em campanhas educativas.
    Entendo que guiar um carro com segurança é olhar pra frente e ao redor, atento a tudo que acontece em volta, inclusive um pedestre a margem da via.
    Questão de atenção...

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  33. Pisca, exatamente. Eu quando estou no modo pedestre, até espero passar o único carro passar, para não fazer ele parar desnecessariamente.

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  34. Minha nossa senhora!!!

    Este post vai dar no que falar...

    Interessante ver como cada região trata de resolver esta questão de forma completamente independente umas das outras...

    Em cidades pequenas, com trânsito leve, as prefeituras nem se dão o trabalho de pintar faixas, a não ser em locais muito específicos (escolas, hospitais e ruas mais movimentadas, quando devidamente pavimentadas), pois o fluxo de trânsito é mínimo e o potencial de risco é pequeno.

    Em cidades grandes, com trânsito mais complexo, cada uma busca uma solução para o problema. Depende muito de como é o perfil do trânsito destas cidades e também do perfil dos condutores. Se o trânsito é caótico, tal como num fim de tarde em São Paulo, é claro que os pedestres sofrem pois não há lugar para eles na rua. Tampouco para motociclistas...

    Se o trânsito é melhor resolvido, ainda vemos casos onde o condutor pára seu veículo para o pedestre passar...

    Mas onde quero chegar é que cada região encontra sua própria solução para este problema. Exemplos neste post não faltam e falam por si só.

    Esta questão da interação entre condutores e pedestres num exemplo simples como o uso da faixa de segurança mostra como o Código de Trânsito Brasileiro aprovado em 1997 não soluciona as divergências a respeito deste tema. Cada região em si busca uma solução conforme o perfil dos transeuntes locais, de forma natural e sem necessidade de legislação específica sobre o tema. Isto confunde àqueles que visitam a cidade, vindo de locais onde a cultura seja diferente.

    Cabe lembrar que ninguém comentou a respeito do comportamento de condutores frente a algum cadeirante ou deficiente físico, mas só pelos exemplos citados com pedestres "normais", é de se supor que a situação seja análoga.

    Para finalizar, o ideal seria que esta situação tivesse resolvida em todo Brasil, no entanto, isto nos mostra que temos um caminho muito longo a trilhar...

    Abraços a todos.

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  35. Em Natal-RN também se respeita a preferência do pedestre. Quando estive por lá, há três anos, o funcionário da Localiza me orientou que havia, inclusive, fiscalização atuante. Felizmente, constatei que era verdade. Aqui em SP, todo santo dia insisto em diminuir e parar (não freiar, de repente) nas faixas. Para mim, vale mais o agradecimento do pedestre do que o xingamento do, suposto, motorista do carro de trás.

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  36. Aléssio Marinho18/05/11 17:55

    MTFThomas;

    Sim, concordo com o que vc escreveu. Mas a falha está no poder público, pois a obediencia a faixa está previsto no CTB.
    O que falta e colocar a municipalização do transito na rua de forma efetiva, como previsto no código, o que so foi feito em cidades maiores (como forma de ampliar a arrecadação). Todos os exemplos citados ilustram a facilidade que muitas cidades encontraram para se chegar numa convivência pacífica entre todos no transito, basta todos quererem, independente de ser em SP ou em Nhamundá, que possui apenas 6 automóveis (pesquisa no google. Já estive lá)

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  37. Em Sto. André, levando em consideração a maior concentração, região central, as pessoas respeitam o semáforo, porém quando o semáforo fecha para os carros, as pessoas invadem a faixa mesmo sem olhar, coisa de maluco!
    Penso que em São Paulo não é diferente.
    Sds

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  38. Odeio pedestres! São todos uns bicho correndo soltos pela rua. Já cachorros mais sábios que muita gente, pois eles aguardam o sinal abrir e olham para os lados antes de atravessar a rua.

    De que adianta eu ser educado se os pedestres são uns selvagens. Ser educado deveria ser uma coisa de duas mãos. Se os pedestres usassem
    apenas a faixa de pedestre isso já seria uma revolução no nosso trânsito.

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  39. [OFF TOPIC] Pra descontrair

    Isto é uma criança feliz! Se Deus quiser, quando eu tiver um filho, vou levá-lo pra escola assim... hehehe

    http://www.youtube.com/watch?v=ZQCFgJalNo4&feature=feedlik

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  40. MFThomas

    Mas veja vc as diferenças culturais entre Gyn, BSB e Natal.

    Uma não tem absolutamente nada a ver c/ a outra. E msm assim as soluções p/ esse impasse entre carros x pedestres foi mais ou menos igual.

    Sei q em BSB e Gyn funciona da mesmíssima maneira, e acredito q em Natal deve ser parecido tbm.

    Então a kestão cultural, geográfica, nível de importância e etc é BALELA!

    São cidades de perfis completamente distintos e q conseguiram solucionar esse problema.

    Pq o Sul, q tem um nível educacional melhor não consegue? E São Paulo? Não arrota p/ tds os cantos q é o Estado mais desenvolvido do Brasil e blablabla?

    Pois então...uma cidade de "roceiros", outra de "cabeças chatas" e o celeiro de "ladrões" resolveu a coisa.

    Se é q vc sacou a ironia aíd e cima....rss.

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  41. Pisca,
    Isso aconteceu já tem um tempo, e para piorar o amigo que falou isso é goiano e passava quase todo fim-de-semana em GYN. Acredito que tenha mudado, mesmo porque tomei vários sustos em semáforos nessa época e pelo que me falaram já está bem diferente. Aliás, se conseguir deixar o GTS pronto a tempo talvez eu vá na arrancada daí, provavelmente apenas para assistir mesmo.
    O respeito a faixa não atrapalha em nada o trânsito e é algo relativamente fácil de ser implatado, a campanha do GDF em 1996-1997 que o diga. Todos aderiram e passaram a cobrar dos outros, virando um motivo de orgulho para o pessoal daqui, algo que mostrava a capacidade de existir um trânsito mais humano e civilizado sem ser no sonho de algum ativista ecológico alienado.

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  42. Corsário
    Bicicleta também. Meu irmão foi atropelado por uma bicicleta na faixa de pedestres e caiu violentamente com a cabeça no chão, sofrendo traumatismo, ficando em coma induzido e com alguma perda de memória, mesmo após meses. Acontece que tem ciclista FDP que acha que as leis de trânsito não se aplicam a eles, e a faixa era num semáforo que estava fechado e todos os carros parados. Claro que provavelmente meu irmão vacilou e confiou cegamente no semáforo.

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  43. O meio-fio pintado de amarelo também merecia um post. Tenho carteira desde 2004, mas só comprei carro em 2008, e só agora em 2011 que me atentei que existe meio fio branco e amarelo. Não lembro de ter visto isto na auto-escola, achava que só onde tivesse placa de 'nao estacione' que tinha que me atentar, quando que pela cor do meio fio é bem mais facil. Qdo fui pesquisar para aprender sobre meiofio amarelo e branco, achei coisas interessantes, dentre elas isto: http://www.google.com.br/search?q=meio+fio+amarelo+branco é a materia do flanelinha, aqui na 4a posicao.

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  44. Moro em Bsb há muitos anos e acompanhei de perto a questão do respeito à faixa de pedestres. Não foi do dia para a noite. Levou tempo e houve muita crítica e opinião contrária, principalmente por conta das pesadas multas.Como já havia visitado alguns países onde a lei é respeitada e ficado encantada com a segurança que isto dá ao cidadão, não hesitei em apoiar calorosamente a campanha.
    Meus filhos costumam ir à pé com a babá para a natação - é uma tranquilidade enorme para mim saber que aqui em Bsb já aprendemos a respeitar o pedestre.
    Espero que todas as outras cidades do nosso país sigam o exemplo. Não adianta ter recebido o cobiçado "investiment grade" da rigorosa agência de avaliação de riscos "Standard & Poor's". Não é tal creditação que nos colocará na categoria de país desenvolvido e civilizado.Só chegaremos lá quando aprendermos a respeitar o espaço e direito alheio. Minha liberdade termina onde começa a do outro - isso sim é real indicativo de civilidade.

    Gabriela Cavalcanti

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  45. Marcos

    De fato vcs candangos tem q se orgulhar de ter iniciado esse processo.

    Se vc vier msm p/ cá me avisa.

    Tenho dezenas de amigos aí em BSB e tenho ctz q vc conhece alguns, pois são tds viciados em carros preparados, alguns participam de arrancadas e outros de Track Days.

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  46. Uma coisa muito importante que mencionaram lá em cima: a localização das faixas de segurança, que em muitos lugares é errada!!!

    Um exemplo comum desse erro são os balões (rotatórias). É absurdo ter uma faixa de segurança bem em cima da esquina de entrada e saída do balão, pois os carros precisam ficar ali para negociar a entrada. E da mesma forma, se alguem estiver atravessando, o carro que está fazendo o balão e vai sair por ali não tem como parar.

    Estive em Portugal e lá eu vi como deve ser: em cada rua conectada ao balão, existe uma distância maior que o comprimento de um ônibus entre a faixa de segurança e a esquina do balão. E as faixas de segurança são semaforizadas.

    Também não gosto de campanhas "maniqueístas" que tratam os motoristas como "monstros", mesmo porque alguns motociclistas respeitam muito menos os pedestres, não só atravessando sinal vermelho como às vezes cortando caminho pelas calçadas! Inclusive uma vez, numa faixa de segurança sem semáforo dentro de uma universidade, parei para uns pedestres atravessarem, e quando eles estavam começando a travessia veio um motoboy e por pouco não os acertou.

    E a educação de trânsito dos pedestres então, salvo raras exceções é horrível! Pelo menos aqui na minha cidade (Campinas-SP, como um colega acima).
    Muitos deles nunca foram motoristas e têm raiva de quem é, portanto ou não sabem ou não querem cooperar com o trânsito, ainda mais sabendo que nunca vão ser multados. Nesse sentido, o que mais me irrita é que tem pedestre que, mesmo com o sinal estando vermelho para eles numa rua movimentada, se sentem no direito de atravessar mesmo assim! Isso acontece mais no centro da cidade. Se vc buzinar ainda leva xingo. E se forçar a passagem então (mesmo com o sinal verde para voce), corre o risco de ter o carro chutado!

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  47. Este comentário foi removido pelo autor.

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  48. Gabriela,

    Perfeito, pocê tem toda razão!
    Sabemos bem como o governo tem "melhorado" o IDH do país.

    Sds

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  49. Mr Route66 na ativa!!! :D

    Parabéns por entrar para o time dos Bloggers do AUTOentusiastas, Route!

    Sobre o teu primeiro post...

    Concordo com o JJ, afinal trânsito é a situação mais DEMOcrática que existe.

    Há necessidade de regras para todos. Principalmente para os "motorizados".

    Mas também creio que seria necessário haver algum tipo de punição para aquele pedestre que atravessa fora da faixa onde existam estas ou aqueles que atravessam a via de forma "desatenta".

    Dependendo do horário e local, é quase impossível transitar por algumas ruas, pois o "pedestre" perambula pela via...

    Creio que isto é caso cultural e deveria ser "revisto" pelas autoridades.

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  50. Fabio

    O papo é reto e vc é burro...

    O recado não foi p/vc.

    A ironia foi de minha parte e eu estava conversando c/ o MF Thomas se vc não percebeu.

    Mas, como educação não é o teu forte, não notou isso.

    Fzr oq né? Idiotas semi analfabetos existem em td lugar.

    Ou aí na sua terra as pessoas tem educação suficiente e respeitam a faixa?

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  51. Aléssio Marinho19/05/11 14:43

    Senhores,

    Já que o post descambou pra troca de gentilezas, sugiro assistirem o video, onde mostra a causa da falta de educação e gentileza ao próximo.

    http://www.youtube.com/watch?v=C50FAN9bYqU&feature=player_embedded

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  52. Este comentário foi removido pelo autor.

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  53. Fabio

    Vai dar meia hora de bunda e para de me enxer o saco...

    Já não basta atravessar conversa alheia e ainda vem c/ mimimi.

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  55. Este comentário foi removido pelo autor.

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  56. Fabio

    Se doeu florzinha?

    Blow me...

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  57. Este comentário foi removido pelo autor.

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  58. Fabio

    Não vou + brigar c/ vc.

    Me perdoe e vamos parar c/ isso.

    Certo?

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  59. Certo Pisca, inclusive vou deletar estes posts em consideração e respeito aos nossos amigos AEs.

    Perdi a linha e me arrependo disso.

    Sds

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  60. Convido á todos que acham que já viram a falta de respeito total com os pedestres, visitem CAMPINAS, moro aqui, cheguei á extremos como ver os fiscais de trânsito parados em cima da faixa, vendo os carros passarem á mil sem parar, sem fazer nada, aqui a prioridade é do motorista, que até certa vez briguei com um, que disse que na faixa de pedestres não tinha sinal e quase me atropelou, me xingou e fez gestos obscenos, e se reclamamos na EMDEC, eles distorcem tudo e modificam o sentido, diminuindo o que de fato aconteceu, estamos completamente á merce de motoristas irresponsáveis que acham que virão DEUS porque estão num carro.

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