22 de maio de 2011

GRANDÃO, MAS MUITO BOM DE ESTRADA

Foto: testedos1000dias.com.br




Carros pequenos ou médios são bons de dirigir e de curva, mas isso não quer dizer que os grandes sejam piores. Tive uma experiencia muito boa certa vez com um Galaxie 500 1973.

Na época eu estava envolvido com a equipe Brahma e mantinha estreito relacionamento com o Marcello Aguinaga, de tradicional família carioca e dono de uma grande corretora de seguros. Fora o Marcello que, por meio de contatos pessoais com Paulo Kunning, um dos diretores da Cia. Cervejaria Brahma, havia conseguido um forte esquema para o piloto carioca (mas nascido em São Paulo) Norman Casari.

Num jantar, o Marcello, a mulher Beth, um casal amigo e eu e minha mulher, resolvemos ir a Buenos Aires para assistir o grande prêmio de F-1. Iríamos os cinco no Galaxie do Marcello.e ele, indo de avião dias depois, se encontraria conosco lá.

O carro era absolutamente stantard, a não ser pelos pneus radiais Dunlop SP, por minha indicação. E assim saímos rumo à Argentina, porta-malas que não cabia nem um palito mais. Carro bem pesado.

Comecei dirigindo, me adaptantdo ao tamanho (como é grande!), conhecendo as reações, analisando desempenho, vendo até onde podia ir em segunda (três-marchas na coluna), o motor desde 1970 já era o 292-polegadas cúbicas (4800), de 190 cv (brutos). Andava bem mesmo com carga máxima, mas o mais supreendente era como fazia bem curva. Até com a direção excessivamente assistida me acostumei logo.

Já no planalto, depois da Serra das Araras, as curvas eram feitas muito bem, inclusive com pouca inclinação nas parte sinuosa do trecho. O ritmo de viagem era bom. Paramos em Resende para um lanche e o meu amigo, o Araken, pegou o volante. Fui para o banco de trás e tirei um cochilo, mas aquele de sono leve.

Daí a mais um pouco, "tchiiiiiiiiiii", ruído de água, chuva. Eu só ouvindo. Resolvi abrir um olho e dar uma espiada no velocímetro: 120. O Araken está indo muito rápido para essas condições", pensei. Vou falar para ele tirar um pouco o pé". Minha boca apenas abriu para pronunciar o "a" inicial do nome dele  e começou a rodada. Ele deu contraesterço, o carro segurou mas apontou para o canteiro divisor (ainda não havia defensas). Subiu com violência a mais ou menos 45 graus e pulou para a pista contrária. Como não era o nosso dia, não vinha ninguém.

Suspensão dianteira esquerda detonada, convergência absurda, roda para trás. Que belo início de viagem à Argentina! Todos refeitos do susto, continuamos devagar (eu guiando) e por sorte não demorou a aparecer uma oficina de estrada. Pedi que deixassem as rodas paralelas a olho mesmo. Por incrível que pareça, o Dunlop não teve nada. E seguimos adiante, passamos por São Paulo e fomos até Curitiba. Aí a prudência mandou procurar uma concessionária. Ford.

Dormimos em Curitiba e de manhã cedo levei o Galaxie para conserto da suspensão. Braço, inferior, tensor, manga de eixo e uma barra de direção tiveram de ser trocados. Carro alinhado e pronto, peguei o pessoal do hotel e fomos embora. O resto da viagem foi normal, entramos por Uruguaiana/Passo de Los Libres e chegamos a Buenos Aires. Dali a três dias fui buscar o Marcello em Ezeiza.

Dias maravilhosos, nos divertimos a valer, autódromo, corrida, credencial de box para todos, uma delícia.  Andando por Buenos Aires eu nem me dava mais conta do tamanhoo do Galaxie. Todos os cálculos já  haviam se tornado automáticos.

Na segunda depois do GP, rumo ao Rio de Janeiro, antes deixando o Marcello no aeroporto internacional. Na volta saímos por Corrientes, depois Paraguai e Foz do Iguaçu. Ainda no Paraguai dormimos numa cidadezinha chamada Clorinda. Nunca senti tanto calor numa noite. Toda hora  eu entrava no chuveiro e ia para cama molhado. Era a única maneira de aguentar. Coisa pavorosa.

Na manhã seguinte, todo mundo mal dormido, cruzamos a fronteira e entramos no Brasil. O Araken dirigia e de repente, "pam", muito forte, um buraco daqueles típicos de estrada brasileira. As três mulheres estavam no banco de trás, dormindo. Eu estava meio distraído e senti o Araken me dar um toque na perna e apontar  com um sinal de rosto para o volante: estava 90 graus fora de centro! Entortou feio alguma coisa, certamente um braço de controle inferior. Paramos, exaninei cuidadosamente o Dunlop e, nada, mais una vez..

Como já estávamos "perto" de casa, disse para ele ir tocando e tentar sentir havia algo estranho. Mas pudemos ir até o Rio sem problema. Pouco depois dirigiria e realmente nada parecia estar perigoso. Nem a direção puxava e o rodar continuava macio, sem ruídos, como se nada havia acontecido.

Na manhã seguinte peguei o meu VW sedã alemão para ir trabalhar - parecia uma casquinha, coisa mínima, pois todas minha referências sensoriais haviam se ajustado completamente ao Galaxie. Muito estranho, uma sensação bem esquisita.

De saldo, minha impressão muito favorával ao carro grande da Ford. Dá para viajar muito bem, mesmo em tiradas longas, e não cansa. E todos os cinco muito bem acomodados nas "poltronas' típicas de carro americano. Não foi por acaso que teve tantos admiradores.

Valeu a pena a experiência..

BS

42 comentários:

  1. Lembre-me quando eu for viajar de não chamar esse Araken. Tremendo "Pé Frio" !

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  2. da ultima vez que cochilei (não estava dirigindo), aconteceu a mesma coisa, curva+chuva+piloto inexperiente=paulada no guardrail central!
    sorte que ninguém se feriu e por incrivel que pareça o piloto (q era uma mulher, diga-se de passagem) segurou tremendamente bem o carro naquela situação!
    poderia ter sido evitado, mas no fim deu certo!

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  3. Bob, duas conclusões: primeira, levaram até geladeira duplex no porta-malas. Segunda, concordando com o Mendonça aí em cima, Araken tremendo pé-de-gelo.

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  4. Mendonça e Ciro Margoni
    Põe pé-frio nisso...

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  5. Eurico Jr.22/05/11 10:55

    Bob,

    O meu saudoso tio Alberto era líder dos pilotos de testes da Ford Caminhões, quando participou do desenvolvimento do Galaxie brasileiro. Na peça publicitária de lançamento, ele o dirige numa das fotos. Como o carro está distante, emoldurado pelo pôr-do-sol, não é possível identificá-lo. Mas esse foi o grande orgulho da carreira dele, sempre comentava. E como elogiava o carro!

    Ele foi o meu "tio Paulo". Sinto falta dele.

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  6. Araken, igual ele, mais ninguém!!

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  7. Araken, igual ele, mais ninguém!!

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  8. Aléssio Marinho22/05/11 11:55

    Bob;

    Esse Araken não é o da copa de 86?

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  9. Aléssio Marinho22/05/11 12:01

    Bob;

    O Galaxie é um carro fantástico. Guiei um pertencente a um grande amigo que mora em Porto Alegre. Realmente é impressionante o controle que se tem do carro, a facilidade de manobra, apesar do seu tamanho incomum.
    A escola americana é muito simples e eficiente. Pena não termos mais exemplos dela aqui a preço acessível.
    Agora, Bob, vc é uma enciclopédia, heim? Compartilhe sempre conosco as suas experiências ao volante!

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  10. Aléssio Marinho,
    É outro Araken, nada a ver com a Copa.

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  11. Aléssio Marinho22/05/11 12:44

    Bob, mas esse seu amigo é tão pé-frio quanto o outro!

    Araken, o Show-Man!

    heheheh

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  12. Excelente Bob!
    Saudades imensas do Landau da minha avó, que dirigia todas as quintas de 97 a 2000 e mais uns passeios ocasionais nos finais de semana com a dona. Automático, fantástico. Surpreendentemente fácil de dirigir. Acho que os cantos retos ajudavam bastante. O silêncio, o conforto, uma delícia! Só não achava ele bom de curva mas provavelmente era o cansaço da suspensão. Rolava tanto que quase todas as curvas para a direita se transformavam no Laranja de Interlagos já que o corpanzil ocultava todo o lado interno da curva. Uma pena não ter pego estrada nele dirigindo, só quando criança quando íamos pra fazenda com minha avó.... aquele Landau já havia passado por vários atoleiros.

    Obrigado pelo passeio às boas memórias.

    PS: Esse Araken está longe de ser um motorista talentoso, hein? Uma vez em viagem longa parecida, caçamos o direito de revezamento de um amigo por sua semelhante falta de talento.

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  13. Rômulo Rostand22/05/11 13:18

    Adoro carro pequenos e simples pela praticidade e meu gosto pelo despojado, mas para viagens longas, os carros americanos, em geral, são sem comparação.

    Pena que a crise do petróleo tenha afetado tanto essa indústria que realmente inventou e ensinou ao mundo a fazer carros.

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  14. Bob,

    Essa história me fez lembrar do LTD-Landau 76 vinho que meu pai comprou em 80, após vender o último dos seus 3 Mavericks (um S-4 77... tenho o rádio dele até hoje!). Esse foi o melhor carro para viajar que eu já vi! Na época eu sempre enjoava no carro. No Landau eu sempre ía numa boa! Fora o conforto, cabia a família interia no banco da frente! Esse carro deixou saudade!

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  15. é uns dos carros que ainda terei; um galaxie, preferencialmente do modelo entre 68 a 71, ou se não um landau aproximadamente do ano 78.

    os outros, são maveco, opala coupe do modelo ate 79, a Brasilia essa não importa o ano, e se der um puma coupe que eu acho magnífico, so que eu vou magoar alguns puristas, a vontade é tirar o motor boxter e por algum motor mais moderno, e um que eu penso é o 1.0 16v turbo da Volkswagen usado nos gols e paratis aproximadamente no ano 2000, tirando o motor o exterior seria deixado impecavelmente original e o interior renovado com todos os luxos possivel.

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  16. Diego Maciel Debesaitys22/05/11 17:05

    Fascinante história Bob!

    Realmente é muito estranho passar de um carro para outro de categoria diferente. Fazia uns 4 meses que eu estava andando com o Corolla Gli aqui de casa, pois estava sem carro. Anteontem peguei meu Celta: que carro pegueno, como o painel é baixo e os retrovisores estão próximos, pensei. Mas agora já me acostumei.

    Esse Araken é muito azarado! Qual foi o estrago na suspensão que o último buraco fez? Os pneus não chegaram com desgaste irregular ao Rio?

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  17. Diego Maciel Debesaitys
    No buraco, a bandeja entortou para trás e não chegou desalinhar muito. E como choveu em boa parte do resto da viagem, o consumo de pneu foi pequeno.

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  18. não tenm como não imaginar como deveria ser genial o Sr Batista correndo de Galaxie. http://www.automotorbatista.com.br/artigos/artigo17.htm

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  19. Meu primeiro carro foi um Landau 72, azul-escuro metálico com capota de vinil preta. Meu irmão comprou de um amigo.....tinha muito ferrugem, mas a pintura e o acabamento eram originais, ainda que desgastados. Um dia, chegou lá em casa uma turma de rapazes (eu com 15, eles pelos 18)para comprar o Landau e brincarem no carnaval, iam cortar a capota e...... Como eu não estava sabendo de nada, não facilitei as coisas pra eles......meu irmão havia saído..... Corri pra casa de um amigo e decidimos comprar o carro juntos..........salvamos o carro! eu tinha pouquíssima quilometragem de motorista e nossos pais torceram o nariz pra essa idéia.....ele muito estudioso e eu nem tanto....aos poucos, com grana muito curta de mesada, fui restaurando o carro do jeito que dava......tirava todo o ferrugem e tratava a chapa com um produto para fosfatização a frio, colocava chapa de alumínio por baixo do buraco e preenchia com massa plástica....muita lixa e uma camada de tinta no pincel pra proteger. O banco dianteiro faltava pedaços da espuma......encontrei um tecido quase idêntico e minha mãe ajudou a costurar........encontrei as calotas, que imitavam raios, num ferro-velho..... e consegui um bom desconto pra pintá-lo, na cor original, na oficina que a família frequentava. O Landau ficou lindo! Muito macio, muito freio (tinha escrito "freio a disco" no pedal)....nessas alturas, já estudando pro vestibular, meu pai, aperreado por só me ver consertando o Landau, propôs que eu o vendesse que ele me daria um carro pequeno e mais novo........não pude recusar....mas ficou na saudade.....Grande carro!!!!!!

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  20. luizborgmann22/05/11 18:35

    Alô amigos,
    Para quem tem km alta nas quais me incluo, relembro o comercial na TV do Galaxie 500 movido à música Winchester Cathedral...bons tempos. Tem um amigo com Galaxie, ele diz que prá ter um, tem de ser automático. Valeu Bob, assisti muita corrida sua aqui em Tarumã, escorregando na 1...também, com o óleo borrifado pelo Fuscas D3, lembra dessas? Chegar na 1 flat e ver o trilho de óleo, e logo na linha de tangência...
    luiz borgmann

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  21. Já dirigi Galaxie e certifico que realmente é fácil de dirigir para seu tamanhão, mesmo em uma cidade como São Paulo e suas ruas e faixas de rolagem apertadas. Também me pareceu bem estável e surpreendeu-me ver que conseguiram acertar o eixo rígido dele para que a pancada de um lado não refletisse tanto assim no lado oposto.
    A visibilidade é excelente e é dos raros sedãs em que se consegue ver os quatro cantos da carroceria (aqui levando em conta os modelos Galaxie e LTD, uma vez que o vidro traseiro do Landau é menor). Por isso, passar de faixa com a banheira é sossego e dá para fazê-lo em espaço proporcionalmente mais justo do que aquele que se usaria para passar de faixa com um sedã menor, mas que não desse para ver pelo vidro traseiro onde termina.

    Bob, em que pese as pancadas que esse Galaxie em especial levou, ficou-me a impressão de que a suspensão dele era meio frágil, ainda que o pessoal que tenha essas barcas me fale que o máximo que costuma dar de problema é nas buchas (que costumam ranger depois de um tempo). Vai saber se de 1973 a 1983 a Ford não fez melhorias na suspensão a ponto de o carro ficar quase invulnerável, mas ficou-me uma ligeira impressão.

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  22. Meu pai teve 3.

    Um Galaxie e 2 Landau.

    A melhor história foi qnd íamos p/ Caldas Novas, carro lotado e etc.

    Numa ultrapassagem a 200 Km/h - sim, meu pai andava rápido - um dos pneus do Landauzão furou!

    O carro seker balançou....meu pai apenas tirou o pé e foi freiando de leve até parar no acostamento.

    O pneu simplesmente desintegrou p/ causa da velocidade em q furou...rss.

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  23. Velho, mas limpinho23/05/11 01:00

    Foi um dos melhores que já andei e guiei, macio e silencioso ao extremo, motor vigoroso, mesmo com todo o peso que tem de levar, um marco da indústria nacional.

    Saudade do Galaxie 500 Branco 79 (manual) e do Landau Azul marinho 81 (automático), simplesmente sensacionais.

    Bob, parabéns pelo post! Outra coisa, o Fernando Baeta, não sei se vc se recorda dele, (corria de Fusca e de Passat na categoria 3 se não me engano) lhe mandou um abraço.

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  24. Já tive duas barcas dessas

    Um LANDAU Branco 82 a àlcool ( meio podre que vendi logo)

    Um LTD 79 série especial cambio manual na coluna com tanque de 100 litros comprado com nada menos do que 49000 Km ORIGINAIS ( o pai do dono havia falecido e o carro ficou abandonado )

    Por ser LTD era básico sem ar nem nada era mais leve do um landau completo , O 302 fazia miséria na estrada..

    Só tive que trocar os pneus (grand prix originais ) que estavam muito ressecados , e as duas molas traseiras.Rodei com ele 6 anos e NUNCA me deu nenhum problema.

    Que saudades do tempo que se fabricavam CARROS!!

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  25. Muito legal o post Bob!

    Seria o Landau o melhor Ford já produzido no Brasil?

    Seria fácil apontar quem sim pelo próprio nicho - quase inacessível - de mercado...o melhor dos melhores.

    Adoraria tocar um carro desses por uma bela estrada.

    MFFinesse

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  26. Ontem era uma bela tarde de sol aqui na serra gaúcha, saí com meu pai para avaliarmos como ficou o '79 depois de trocar a termostática, quase tudo certo. Que delícia dirigir aquele carro num asfalto liso, faz curvas suave e silenciosamente. Carro de patrão, como comentei ontem! Uma viagem nele seria algo memorável.

    GiovanniF

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  27. Bob, tive um 500 com motor 292 e em pista lisa o carro realmente passa uma grande sensação de segurança. Ao meu ver, fruto da grande massa do carro. Em compensação, se encontrares uma ondulação no meio do caminho, tu ficas sem margem pra muita coisa. Muita gente rodou de Galaxie por precisar freiar durante o suave balanço da sua suspensão!

    Fico imaginando o que o lançamento deste carro representou em 1967. E como seria andar em um 7 Litre 2 portas numa freeway americana...

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  28. Bob
    Parabéns pelo post.
    Realmente o Galaxie é um estradeiro nato. No ano passado tivemos a oportunidade de fazer uma viagem à Argentina e Chile em três Galaxies e o comportamento dos três nas mais diversas situações (8000 km incluindo altitudes de 4800m, deserto e neve) foi impecável. Ainda hoje o Galaxie é insuperável em sua qualidade construtiva e conforto.

    Um abraço,
    Alvaro
    degalaxieaoatacama2010.blogspot.com

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  29. Bob,

    Demais a estória! Que venham mais posts como este!

    Eu infelizmente nunca nem cheguei perto de dirigir um "Galaxão"... Algum dia ainda mato esta vontade!

    Sds

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  30. Este comentário foi removido pelo autor.

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  31. Sair de um Galaxie p/ voltar pro Fusca é cruel hein! Bob pq vc odeia carro grandes? Podias ter pelo menos um Opala na época...hehehe

    E quem pagou o prejuízo da suspensão? O tal Araken ou o dono? Abs

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  32. Grande Bob...
    Lembro de ter me contado essa história quando eu estava saindo com meu Landau 81 do evento do colega André Gomide, no campus da Mauá.

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  33. Mestre Bob Sharp, parabéns,
    VSra. através de seu preciso e excelso relato constatou apenas o óbvio. O FORD Galaxie 500 e seus derivados (LTD, Galaxie, LTD-Landau e Landau) foram os mais bonitos, bem construídos, confiáveis, potentes, silenciosos, macios automóveis já fabricados na história deste país. Qualquer outro texto de VSra. traria o mesmo conteúdo, ou seja, a glorificação do ícone maior da nossa industria. Depois do Galaxie nenhum outro carro mereceu ser chamado de "O" Automóvel. Adorei a história. FORD abraço de seu humilde seguidor.
    Dino Dragone

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  34. Pedro Navalha23/05/11 17:58

    Esse carro aí foi simplesmente a melhor viatura sobre rodas produzida até hoje no Brasil.

    Acabamento, conforto, solidez e pouquíssimo plástico. Era um carro para passar de pai para filho, tamanha a qualidade de construção!

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  35. O quebra-vento por manivela e a maçaneta interna das portas retrátil, em brasileiros, só vi nele!

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  36. Ele tinha um chassi, chamado de diametral que dava uma ótima rigidez torcional; somente tinha um defeito crônico (pelo menos os primeiros): de vez em quando fervia.

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  37. Alexei Silveira24/05/11 19:26

    Excelente Post, Bob !

    O nosso Ford LTD, adquirido por meu pai no ano 1970, era quase dessa cor, chamada " Grená" à época, tinha a capota preta e o motor 4.800 ia para as rodas através de um excelente câmbio automático.

    Tanto meu Pai quanto minha mãe, que guiava mais o carro, freavam com o pé esquerdo.

    O carro era extremamente silencioso. Andava em alta velocidade sem nenhum ruído e tinha muita estabilidade direcional no bom alfalto da época.

    e enfrentou estradas de terra anos a fio, indo fácil às fazendas sem nenhum problema. Ruas de paralelepídedo eram fichinha.

    O nosso carro utilizava pneus diagonais Pirelli " faixa Branca', era um diagonal muito resisten te e nunca houve aquaplane nos torós que pegávamos,

    O carro andou forte em muitas viagens. O nosso motor 292 parecia mais potente que os 302 que andei, e dava altos giros.

    A caixa automática trocava a 80 em primeira, 120 em segunda e muitas vezes o velocímetro atingia o fim da escala ( Duzentos) nas baixadas, era comum na década de 70 andar forte quando não havia trânsito.

    O LTD hidramático era muito bom de morro.Subia só com leve toque a mais, fazer velocidade de cruzeiro nele era facílimo.

    O alto consumo do carro acabou por diminuir seu uso lá por 1980.

    Vinte anos sob minha guarda e , trinta anos com o carro, vendi o LTD, aos 92.000 km, ainda com as calotas originais, impecável e uma boa coleção de tampas de distribuidor nocauteadas no porta-malas. Não sei o porque, foi na década de 70.

    O colecionador que comprou trocou 2 varetas de válvulas, colocou radiais e apurou várias vezes os 200.

    Agora aquela direção hidráulica , macia daquele jeito, ninguém mais fez!!!

    Abraço e parabéns pelo post!

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  38. Nunca andei num Galaxie, mas lembro que até os anos 80 ele era tido como um carro muito top em tamanho e luxo. E era mesmo.

    Por isso, eu achava (e ainda acho) meio chocante ver nos filmes americanos que lá ele era considerado um carro "normal"! Aparece até como taxi em alguns filmes (Bullit por exemplo).

    Aliás, substituir o Galaxie pelo Del Rey, olhando com os olhos de hoje, parece uma piada de mal gosto! Não querendo desmerecer o Del Rey, mas não tinha nem comparação! Claro que eram outros tempos, de crise do petroleo, crise economica e etc...

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  39. Prezado Bob,

    Não sei porque, mas não imaginava um post seu sobre o Galaxie... bem, se já era seu "fã", agora sou um pouco mais...

    Quando eu era pequeno, lá pelos anos 70/80, não imaginava o por quê das pessoas não terem Galaxie (via muitos nos ferros-velhos!), preferindo o Corcel e Del Rey, por exemplo... claro que, como criança, não entendia o problema do preço da gasolina.

    Mas meu sonho sempre foi ter um Galaxie, e minhas primeiras economias do 1º emprego foram destinadas à compra (junto com um "sócio"!) de um modelo igual ao da foto que ilustra o post, um 67 vermelho-marte, com o interior também vermelho, ano do 1º modelo fabricado no Brasil.

    Era todo enferrujado e muito surrado, porém tinha atá a "mira" original no capô. Mas, andando, me sentia num Landau 0km...

    Era um carrão de verdade.

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  40. Poxa, sempre quis dirigir um carraço deste, nunca tive esta belíssima oportunidade...

    Carro mais antigo que dirigi foi o que eu aprendi e era de meu pai, uma Caravan 1978 250-S com cambio no volante.

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  41. Nunca me esquecerei de meu primeiro passeio a bordo de um Landau. Foi no carro de um amigo da família, um modelo 1976 que, à época, não tinha mais que três anos de uso.
    Três coisas marcaram-me até hoje: o dono explicando ao então garoto que o teto de vinil era revestido com lã de vidro, para diminuir o calor e o ruído internos; a sensação de que o motor havia "morrido" quando paramos em um cruzamento - até que o motorista tirou o pé da embreagem e o carro começou a andar; e a cara de espanto de meus pais quando cruzamos com eles no Opala da família e eles me viram, todo feliz, de carona naquela "barca" maravilhosa...

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