24 de maio de 2011

O MEU CARRO DOS SONHOS


A princípio, não consigo imaginar que alguém que goste de carros sonhe com um carro que não seja um esportivo. Quando o sujeito já tem um carro que lhe dá as comodidades e liberdades que esse meio de transporte oferece, ele naturalmente passa a sonhar sonhos mais elevados, sonhos mais caprichosos – é da condição humana.

É mais ou menos a condição do adolescente virgem. Ele, pra começar a prática, encara animado umas ofertas que dentro de alguns anos não encarará nem por penitência. É normal e desejável, então, que o acúmulo de experiência traga maior refinamento ao gosto do sujeito.
Já dirigi muitos carros esportivos, todos me agradaram, cada um tem sua particularidade, seu gosto, um tipo de prazer pra dar, porém, quando eu mesmo me pergunto qual é o meu carro dos sonhos, qual o que eu mais gostaria de ter, a coisa vai afunilando, e, acompanhadas de sensações, muitas imagens de carros esportivos me aparecem no para-brisa, depois se esvanecem e escorrem como água pelas janelas laterais, para então suas manchas diminuírem e sumirem no retrovisor.

Não por terem defeitos, como não andarem suficientemente forte, não.

E defeitos, o que são? É preciso separar defeitos de características. Exemplos:

Dizer que o defeito do Ferrari 250 GTO é ser duro de suspensão é uma estupidez tremenda. Defeito seria se ele fosse ruim de curva. É pra ele ser duro mesmo, e boa.

Powerslide num Jaguar C-Type em Interlagos

Dizer que o defeito do Corvette 1962 é ser ruim de freio é outra besteira. Ele é ruim comparado com o que de sua época? Com o Jaguar E-type? Esse já usava freios a disco nas quatro rodas – sendo os traseiros inboard, junto ao diferencial –, mas os grandes tambores do Corvette até que davam bem conta do recado, já que o recado do Corvette '62 não era tão esportivo quanto muitos imaginam. Defeito teria se o seu V-8 não fosse elástico e suave, e isso ele é de monte.

Mas acontece que os 12 cilindros do Ferrari 250 GTO urram feito um bando de feras enlouquecidas e acelerar aquela coisa é uma experiência de intensidade única, um prazer que envolve plenamente nosso cérebro, músculos e nervos.

Mas acontece que o Corvette '62 de capota arriada é um carro para passear o dia inteiro, sem cansaço, com boas aceleradas tendo à frente um capô largo e poderoso e uma curta alavanca de câmbio gostosa de cambiar. É o tipo do carro esporte que o sujeito tanto pode levar seu amigo maluco, que ele vai se divertir com as puxadas relativamente fortes, quanto levar sua mãe a passear ao lado, que ela não vai reclamar que o carro é duro ou apertado.

Defeito, às vezes, é não ter defeitos.

Por exemplo: há dois anos meu amigo André Fole (eu o apelidei de Fole depois que ele contou a lorota de que havia apagado com assoprões o fogo que pegara no motor preparado Ford 302 de seu hot rod; pulmões de fole, ficou Fole) me convidou pra acompanhá-lo a Águas de Lindoia para visitarmos o encontro de clássicos. Como ele tinha uma loja de carros, para irmos escolheu um BMW V-8 série 5, um carrão enorme. 

Moral da história, nenhum de nós o queria guiar, de tão modorrenta que ficava a coisa a 120 km/h reais na Rodovia dos Bandeirantes. O carro era tão estável, tão silencioso, o câmbio automático trocava de marchas tão na maciota, tudo era tão confortável, tão isolado do mundo externo, que viajar dentro daquela cabine estanque era o mesmo que ir ao cinema e apreciar a paisagem passando. Acho que aquilo só fica divertido pra  dirigir quando acima de uns 200 km/h. Abaixo disso, só o Dalai Lama iria gostar, pois ele poderia meditar sem interrupções. Aquilo não era pra nós, porque, apesar de não ter defeitos, não tinha nada que empolgasse muito.

Ferrari 250 Testarossa 1858 recriação: perfeito!

O carro pode, sim, ter defeitos, desde que tenha uma ou mais características que nos apaixonem perdidamente, paixões que uma vez provadas sintamos que não mais poderemos viver sem elas, sempre as buscaremos. As mulheres naturalmente sabem lidar com essa nossa dependência; é quando elas dizem “Esse cara tá fisgado, tá no anzol”.

Acho que os fabricantes de esportivos deveriam se preocupar menos com os defeitos e mais com as qualidades que apaixonam, pois os defeitos simplesmente desaparecem aos corações apaixonados, enquanto que a ausência de defeitos não significa nada a quem está em busca de uma paixão.

Talvez o perfil dos consumidores seja de pessoas mais enjoadas, mais mimadas, mais principezinhos de araque. Não confundir aí o verdadeiro príncipe, que foi forjado a ferro e fogo, com o principezinho de araque, que mesmo sendo adulto lhe passam talquinho na bunda.

O galho é que ultimamente muitos esportivos vêm perdendo a sensação de esporte que os seus antecessores transmitiam, apesar de terem melhorado em desempenho. Umas das exceções são os Lotus Elise e Exige.

A Lotus está lá muito preocupada que seu Elise tem pouco espaço para a bagagem, ou que é apertadinho e durinho de chão? Não, ela não está não. Ela sabe que o sujeito que senta o traseiro num Elise, e sabe sentir o que tem nas mãos, gama em menos de 30 segundos; e que à noite, antes de dormir, vai pensar nele e sorrir, e sonhar com ele bons sonhos.

Recriação perfeita do Lotus 11

Então, a meu ver, essa história de fazer carros sem defeitos é uma grande mediocridade. Para carro das massas, tudo bem. Para o transporte do dia a dia, tudo bem. Mas, para construir um carro cujo intento é fazer sonhar, o lance é lhe dar características que deixam um sujeito maluco, e isso é que é difícil. Para isso, quem constrói um carro esporte tem realmente que manjar da paixão pelos carros, tem que ter essa paixão dentro de si; e saber colocar isso na máquina, para que ela transpire isso. E quem, ao guiá-lo, tiver faro bom, sentirá.

Um exemplo real: há uns dois anos guiei o Ferrari 308, de 1974, em Interlagos por pelo menos uma hora, praticamente sozinho na pista, e fiquei absolutamente encantado com o modo como ele se portava nas freadas e curvas, tanto as de alta quanto as de baixa. Ele seguia meus desejos, bailava graciosamente, sempre provocativo e surpreendente. Logo de cara apaixonei-me perdidamente, e pensei comigo: “Caramba! Quem acertou esta máquina sabia tudo, tudinho!”. 

Depois, estudando o carro, é que vim a descobrir que coube ao Niki Lauda fazer o acerto final do 308. Nessa época ela pilotava para a Ferrari F-1. Estava explicado. O 308 expressava o que o Lauda sentia sobre como é que um esportivo deveria se comportar. Tive, portanto, o privilégio de, por meio do 308, aprender alguma coisa com o tricampeão.

E o que é bom pro Lauda é bom pra mim.

E é por isso que tenho tara em guiar o 550 Maranello, pois sei que foi também o Lauda que o acertou, quando ele já não mais pilotava para a Ferrari, mas trabalhava como assessor da equipe.

Ferrari 550 Maranello (ferraricarwallpapers.in)

Ferrari 550 Maranello, motor V-12 central-dianteiro, câmbio manual de seis marchas – com a tal alavanca bruta correndo pela grelha, como todo Ferrari deveria ter.

Uma lástima que o novo Ferrari F458 Italia só venha com as tais borboletas para mudanças de marcha. Isso porque, segundo a fábrica, só 3% dos F430 foram pedidos com câmbio manual.... então, ao que parece, só 3% dos compradores de Ferrari, hoje, gostam de guiar carro esporte. Praticamente todos eles gostam de correr, mas poucos querem se dedicar a aprender a fundo a arte da pilotagem.

Pilotar é uma arte, é sim, e como toda arte, além do dom, exige dedicação e treino. O dom do sujeito pode ser raro, excepcional, mas, sem dedicação e treino, nunca ele atingirá seu potencial máximo. Se houver amor mesmo, a dedicação é consequência.

E então, carro esporte, pra mim, tem que ser um carro que quem não tem gabarito afine de guiá-lo. Ele tem que ser que nem cavalo fogoso, o qual só cavaleiros de verdade o montem com tranquilidade. Ele tem que ser um tanto indócil, se não, não tem tanta graça. Domá-lo, fazer com que o bicho o respeite, é parte essencial do prazer.

Hoje, infelizmente, os esportivos já nascem excessivamente domados para o meu gosto; estão mansinhos demais, apesar de terem um desempenho astronômico.

Hoje não é mais necessária a experiência, a tarimba adquirida ao longo de muita dedicação.

Hoje, basta um novato qualquer, e que tenha tomado uns dois comprimidos de Lexotan, para tocar um Bugatti Veyron a mais de 400 km/h. Basta ter uma reta de asfalto perfeito e bastante longo e mandar o sujeito fazer só duas coisas: atole o pé na tábua e não mexa um milímetro sequer o volante.

Isso é mérito?

É sim, mas é mérito só da VW, que projetou essa máquina extrema.

E então? Afinal, Naldão? Deixe de embromação e diga logo qual é o seu carro de sonho?

São os bipostos da década de 1950, tipo Ferrari 250 Testarossa, Maserati 300 e 450 S, Lotus Eleven, Jaguar C e D-type e outros do tipo, carros que corriam as provas de longa duração dessa época, 24 Horas de Le Mans, 1.000 Quilômetros de Nürburgring, essas brincadeiras pesadas aí, bichos levinhos de alumínio e que beiravam os 290 km/h e iam no fio da navalha.

Tenho aqui (http://www.youtube.com/watch?v=Xj6QZ2JQgAQ) uma pequena filmagem de uma recriação exata, de alumínio, de um 250 Testarossa que guiei na Argentina, carro feito pelo senhor Nestor Salerno, um artista, tremendo piloto que foi campeão argentino de esporte-protótipo por quatro vezes entre o final da década de 50 e começo da de 60.

Motor Ferrari de 3 litros, V-12, que estava andando bem, mas estava meio periclitante. O carro iria embora para a Europa nessa mesma semana e lá o importador faria os reparos no motor, que na verdade só estava queimando um pouco de óleo, normal. E os pneus eram os diagonais Firestone Campeão Supremo, pneus que aqui usávamos em Fuscas, mas estavam ali só pra locomoção, e na Europa colocariam bons radiais.


Maserati 450 S recriação por Nestor Salenro,  fantástico

Depois da filmagem o guiei mais um pouco, por ali. O carro estava pesando ao redor de 750 kg..

De outra vez guiei dele uma recriação de um Maserati 450 S, com um V-8 da Ghibli preparado, 380 cv, também 750 kg.

Isso sim é um sonho.

Fica difícil sonhar pra valer com qualquer outra coisa depois de provar esses bichos. Fica difícil, não é frescura não.

AK

44 comentários:

  1. Arnaldo, faltou, pelo menos, menção honrosa para os 911, que ainda em suas versões mais contemporâneas é preterida pelas suas características fantásticas de tracionar errado. Entendo que possa ter ficado de canto em sua garagem onírica por ser habitual, mas algum modelo específico, como um 935, de 1978 - aquele carenadão, que anda igual carrinho de autorama -, deve valer uma vaga no pelotão de frente. Na minha garagem dos sonhos, ele está na porta.

    ResponderExcluir
  2. Falar mais o que, Arnaldo?
    Voce já colocou aqui tudo aquilo que representa e o que pensa um verdadeiro AutoEntusiasta.
    O mais preocupante mesmo disso tudo, é esse amansamento dos verdadeiros carros esportivos de hoje.
    São feras se tornando gatinhos, embora potentes e velozes.
    Mais ou menos o que está ocorrendo com a modornenta F-1 atual.
    Os pilotos viraram apertadores de botões.
    O prazer já era. E a emoção tambem.
    Romeu

    ResponderExcluir
  3. Prazer Arnaldo, Dalai Lama, seu criado...

    rs, brincadeira, mas vá já me passando essa BMW série 5 para cá!

    Longo, entusiasta e esclarecedor post; e é bem por ali mesmo. Carro esportivo - pilotar a sério mesmo - é a coisa mais divertida que pode se fazer vestindo calças (sic).

    Todos os puros sangue gravaram a ferro e borracha seus nomes no imaginário dos entusiastas. Cada um em sua característica singular...

    Li em uma antiga Motor 3, que o responsável pelos pilotos de teste da GM americana dizia assim: "há vinte anos, era possível recrutar bons pilotos com relativa facilidade; oriundos das ruas mesmo, com experiência de motoristas...hoje, isso está muito mais díficil muito por causa do aprimoramento dos carros".

    Era algo parecido com isso que ele declarou, no ínicio dos 80's. A padronização dos comandos, o tráfego cada vez mais lento, o tratamento de eletrodoméstico destinado aos carros; isso entre outras coisas, estaria formando uma gerações mais "fracas" de motoristas, para os quais - carros como você descreveu - não teriam mais lugar no mundo.

    É de se pensar!

    Meu carro dos sonhos? ainda não foi construído..(pelo andar da carruagem, será uma cadeira geriátrica impulsionada por dinâmo de barraforte)

    abraço

    Mister Fórmula Finesse

    ResponderExcluir
  4. Antonio Filho

    Será mesmo que as pessoas estão muito amansadas ? Será mesmo que a modernidade esta indo contra mão ao de mais puro e emocional nos carros ? Acho que não é bem por ai. Acredito que em parte disso é verdade sim, os carros estão muuiiitttto pesados, automáticos e eletrônicos demais ! Mas acredito que em parte, a corrida "armamentista" e tecnológica mundial automobilística esta a um patamar sem precedentes na historia. Hoje a coisa esta mais voraz, mais "sanguinária" e sem freio que tudo que já vimos. As empresas cada vez mais monopolizando o mercado e verticalizando as massas e os gostos. Mas temos que ver que hoje a segurança e conforto são absurdamente maiores que qualquer sonho dos antigos anos dourados. Culpa em parte é dos próprios fabricantes que estão esquecendo suas raízes, sua historia, seus méritos nas pistas e seu próprio amor pelo que faz.

    Por isso que falo, que hoje, gosto e vou para o lado que te da prazer, te traz retorno real, que tem peso e orgulho, te coloca na historia e te faz parte automaticamente, e não só um mero meio me transporte com 4 rodas que um boa parte das pessoas faz e ainda se proclama autoentusiasta.

    ResponderExcluir
  5. Daniel San24/05/11 11:25

    Tenho 2 carros de sonho: Um Porsche 917,sonho que tenho desde quando assisti Steve McQueen pilotando-o em "Le Mans",e o Auto Union P-Wagen. Não devia ser brincadeira domar aquele monstro de 500 hp no antigo circuito da Gávea,com aqueles pneuzinhos de canela fina. Quanto aos defeitos,vale lembrar uma frase de Da Vinci: "Às vezes,é preciso estragar um pouquinho o trabalho para que ele se transforme em uma obra-prima".

    ResponderExcluir
  6. Arnaldo Keller24/05/11 11:36

    Boa, Daniel San!

    Você também não é fácil: Porsche 917 e P-Wagen!

    ResponderExcluir
  7. Antonio Filho

    Daniel San ! Poxa, caiu meu queixo aqui com seus carros heim ?

    Ta louco.

    ResponderExcluir
  8. "...a ausência de defeitos não significa nada a quem está em busca de uma paixão." - Arnaldo Keller

    Que inspirado! Tá ganhando como melhor frase de 2011.

    ResponderExcluir
  9. Olavo Fontoura24/05/11 11:42

    Sempre achei que esses carros esportivos, comparados aos mais pacatos são como um cavalo puro sangue ao lado de um pangaré.

    Mas confesso a vocês que às vezes a melhor coisa do mundo é passear com seu "pangarezinho", que te leva prá qualquer lugar, come qualquer capim e não enche o seu saco com manias chatas...

    ResponderExcluir
  10. Arnaldo Keller24/05/11 12:01

    Olavo Fontoura,

    Volte e meia comparo o que vc disse ao cavalo feioso que, com o peão no lombo, sela, etc, laçou o Fury, que corria lindão solto na pradaria.
    Aquele feioso é que era o fera...

    ResponderExcluir
  11. Ferrari 308 de 1974 = Dino GT4.
    É essa mesmo AK?

    Sobre o 550 Maranello, não há muito o que dizer. Motor V12, câmbio "click click", sinfonia do motor (não do escapamento)... Um baita GT.

    http://www.youtube.com/watch?v=eq8YqCPl9iU

    ResponderExcluir
  12. Caio Cavalcante24/05/11 12:57

    Õ Arnaldo, tava sumido!

    Texto autoentusiasta de verdade! E explica muito sobre a origem do primeiro conto do seu livro: uma 550 Maranello cruzando a Patagônia.

    Ainda bem que existem iniciativas, como a do senhor Nestor Salerno e do brasileiro Ricardo Poladian e seu sogro, de recriar bólidos clássicos. Acho que o futuro pra quem quer sentir prazer está aí.

    Grande abraço

    ResponderExcluir
  13. Fala Arnaldo , por sorte ontem de noite peguei a Alfa Barchetta do nestor e dei uma volta pela lagoa... ele é um gênio... comprei uma revista de surf nova chamada ONDA ...tem uma bela matéria sobre as Kombis da galera pro surf...

    ResponderExcluir
  14. Muito bom AK, é por aí mesmo.
    O 550 Maranello é um dos grandes de todos os tempos, um GT animalesco, um carro que serve para tudo.
    Não sabia dos 3% que ainda compram Ferrari com câmbio manual.
    Isso prova o ponto que a maioria dos compradores é mesmo um bando de manés.

    ResponderExcluir
  15. Que belo post !

    Carro dos sonhos ... ptz .... um, mais modesto, graças a Deus pude adiquirir, embora ainda me faltem uns 4 cilindros ...

    Agora dos sonhos mesmo, gt40, sem sombra de dúvidas .

    Que minhas economias me permitam comprar um americar daqui uma dezena de anos, pois estou me preparando para realizar este sonho !

    ResponderExcluir
  16. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  17. Meu esportivo de sonho é a dupla Camaro/Firebird, apesar de inferiores ao Corvette em performance.

    Keller é vc um dos que salvam esse site. Texto limpo, perfeito, sem "viagens intelectualóides" de outros aí. Parabéns e Obrigado.

    ResponderExcluir
  18. O Batmóvel tem defeitos, bebe demais e é ruim de estacionar, mas quase todo mundo queria pilotar pelo menos uma vez na vida, heheh

    ResponderExcluir
  19. AK, dáále! É isso que a gente quer! hahahaha

    Li o texto ouvindo "Every Little Thing"... Esta música é de foder!

    Falar o que? Daniel San, "depois de ensinar o Anderson Silva e o Lyoto Machida a chutar" vem aqui no AE e derruba geral! Pegou pesado, eu me rendo! hahaha

    Abs

    ResponderExcluir
  20. AK,

    Em poucos metros vc mostrou muito mais intimidade com a máquina que nostro hermano argentino, imagine em percurso controlado... hehehe

    Sds

    Vou separar um tempinho pra assistir seu acervo no Utube. Valeu!

    ResponderExcluir
  21. Bom texto, gostei!
    Acho que é por aí, gostar das qualidades é fácil, mas é legal aprender a gostar de alguns defeitos tbm... Carro sem defeito é carro sem mistério, e tudo que não tem mistério fica meio chato.
    Claro que hoje temos que ter o "carro meio de transporte", que tem que ser confiável, seguro e previsível. Que qualquer um possa dirigir. Sem segredos.
    Mas sorte de quem pode ter um "carro emoção" na garagem para usar quando puder perder tempo rs...

    ResponderExcluir
  22. Arnaldo Keller24/05/11 15:50

    É isso aí, Corsário: "carro emoção" guardado na garagem como uma carta na manga, uma saída pela tangente, uma escapatória, um "fui".
    Você expressou perfeitamente a idéia da coisa.

    ResponderExcluir
  23. esse texto foi feito sob medida pro corola

    ResponderExcluir
  24. Arnaldo Keller24/05/11 15:55

    Diego,

    não me lembro exatamente o ano do carro, mas era um 308, motor V-8, 3-litros, central-traseiro transversal.

    Dinho, você é o único a ter um carro do Nestor Salerno bom de verdade aqui no Brasil. Tem um Maserati Monofaro aqui em SP, mas está longe do seu, longe.
    Cuide bem dele e aproveite. Bom, vc sabe muito bem fazer essas duas coisas e tem feito. Parabéns!
    abraço,

    ResponderExcluir
  25. luizborgmann24/05/11 16:37

    Caro Arnaldo Keller,
    Aprecio suas matérias. Algumas, há mais tempo, vieram recheadas de fotos naquelas revistas da 4R edições especiais, onde foram testados os Triumph e MG, maravilhosas. Pois na década de 60, o prefeito da cidade de Carazinho(RS) se chamava Ernesto Keller. Seu irmão, Arnaldo, foi sócio de uma concessionária da Willys (Keller, Augustin Veículos)inaugurada quando do lançamento do Aero Willys nacional, o 2600. Homônimos à parte, um abraço. Vale como lembrança de que neste mundo não estamos sòzinhos.
    luiz borgmann

    ResponderExcluir
  26. Arnaldo Keller24/05/11 17:32

    Caro Luiz Borgmann,

    Agradeço por dizer que tem gostado das matérias. Como vê, sempre esportivos, as nossas paixões.
    A maioria dos Keller aqui no Brasil vieram da Alemanha. Já meu avô Keller veio da Suiça e desse ramo são poucos e conheço todos. Mesmo assim, obrigado por avisar.

    abraço,

    ResponderExcluir
  27. Arnaldo, texto maravilhoso e entusiasmante.
    Realmente as modernidades atuais têm mascarado bastante o prazer simples que um bom carro esporte pode oferecer.

    ResponderExcluir
  28. Se a grande massa soubesse diferenciar defeitos de caracterísitcas, grande parte de NOSSOS problemas seriam sanados. E dá-lhe massificação nas ruas...

    ResponderExcluir
  29. Grande Arnaldo!
    Parabéns pelo post, muito bom mesmo. Eu já sou um pouquinho menos exigente com meus sonhos: uma Dino 246 GT, um BMW 2002 Tii Turbo (aquele com a inscrição ao contrário na dianteira para aparecer direito no retrovisor do carro à frente), um Dodge Charger Daytona e um Rolls-Royce Corniche - afinal, conforto nunca é demais...
    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  30. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  31. AK,
    Meus preferidos, três extremos: Shelby Cobra 427, Porsche 911 Carrera RS (1973) e Abarth-Fiat 1000TC.
    E, sobre o texto, cada vez mais você vem se mostrando não apenas um "entendedor" dos carros, das máquinas de velocidade, mas também da alma e das paixões humanas.
    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  32. AK,

    Muito bom seu video na Alfinha em cia. do Carlão... kkkkk
    Impagável!

    Sds

    ResponderExcluir
  33. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  34. Bom neste sentido de carro com verdadeira alma, tenho uma lista gostaria de guiar um dia: Os Porsches 917K, 550, 911 Turbo 75, 911 RSR, 962 Evo II, 944 Turbo e 959. E ai vai: BMW 2002 Turbo e M3 E30 EvoII, Cobra 427 e GT40 mk3, Mercedes 190E 2.3 16V Evolution II e 300E AMG Hammer, Audi Quattro Sport e S1/2 do WRC, Dodge Charllenger 1969, Jaguar XJ220, Mclarem F1, F40...

    Eita, é muitos mitos e sonhos !

    ResponderExcluir
  35. AK, mais um ótimo post que nos faz pensar bastante.

    Agora eu não consigo deixar de olhar para esse Maseratti e imager como era o seu trem de engrenagens que acionava o comando de valvulas, algo que também desapareceu com o tempo e que me remete a um post do MAO.

    ResponderExcluir
  36. AK
    Caramba !! Cada carro que vc ja guiou heim ...
    Vejo um pouco a vida de vcs jornalistas especializados em automoveis como o Agente 007 no cinema.. Belos carros , mulheres perigosas, grandes aventuras, e viagens exoticas! Adorei esse Lotus 11 e a Testerossa Vermelha...
    Parabens pelo texto: Me fez sonhar!
    Por pelo menos 10 minutos me vi dirigindo um esses bolidos maravilhosos em alguma estradinha deserta numa manha ensolarada !

    ResponderExcluir
  37. Arnaldo Keller25/05/11 16:14

    Soares,

    "Menas, Soares, menas"...
    Aqui no Brasil a coisa pro nosso lado está mais pra Agente 86, o que não é tão mal assim.
    Não se iluda.

    ResponderExcluir
  38. Milton Rubinho25/05/11 19:00

    Bom,ai vao:

    Sonho utopico: a ultima Ferrari de verdade, na minha Humilde Opiniao: F40, a ultima que o commendatore meteu o bedelho.

    Outro seria uma Audi Quattro...S1.
    Aquele som, mamamia...

    E, de forma mais real, um freakenstein do porte de um Celta 1.6 ja estava de muito bom tamanho... Obviamente, com todo o conjunto repensado...

    ResponderExcluir
  39. Ronaldo Nazário26/05/11 16:46

    Arnaldo, Arnaldo, Arnaldo,

    Só anda acompanhado de Garotões heim...

    Meu Deus...

    Que inveja, inveja, inveja!!!!

    Como eu queria estar lá com o Argentino gato, passando as marchas... Ui ui ui...

    ResponderExcluir
  40. Richarlyson SPFW27/05/11 01:38

    Sai gorda, que esse bofe é meu.

    ResponderExcluir
  41. Ronaldo Nazário27/05/11 14:30

    Vai pentear magrela na passarela!!!

    Eu sou mais eu, e eu posso!!!!

    E comigo ninguém pode!!!

    ResponderExcluir
  42. Olá.
    Belo post, Arnaldo! Faltou falar do lado devagar do autoentusiasmo. Para mim emocionante é enfrentar um tanque de lama com um 4x4 linha dura, sem frescuras, como um Bandeirante ou um Willys CJ5. Rock crawling a zero por hora, que tal? Defeitos? Acho que todos, mas superar obstáculos que parecem intransponíveis é adrenalina pura.
    Acho que o sonho de consumo nesta linha seria um Troller com alguns acessórios e uns 300cv debaixo do capô.

    AAM

    ResponderExcluir
  43. Antonio,

    andei naquele outro jipe nacional, recentemente lançado, esqueci o nome, feito em Santa Catarina, achei melhor que o Troller.
    baita curso de suspensão, independente, mais macia e eficiente. caro pacas.

    ResponderExcluir
  44. Arnaldo,
    Que tal um post?x4 tem muito assunto!

    AAM

    ResponderExcluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...