23 de maio de 2011

UM PEQUENO CARRO EFICIENTE


Em 1994 eu era editor técnico e de testes na Autoesporte. Na época ainda não havia nem de perto o volume de novidades de hoje, com tanto lançamento que nem dá para comparecer a todos. Assim,  a chegada do Corsa Wind, em fevereiro daquele ano, se revestiu do maior interesse. O último lançamento da GM ocorrera um ano e meio antes, o Omega, e tivemos o Kadett em 1989..

O Corsa era novidade até na Europa, onde surgira exatamente 1 ano antes. Suas linhas eram absolutamente modernas e atraentes, responsabilidade do estilista Hideo Kodama, que trabalhava com sua equipe no Studio 6, na Opel em Rüsselsheim.

Andei com ele pela primeira vez por ocasião do lançamento, realizado no autódromo Mont Melot, em Barcelona. Gostei mas não me impressionou, pois como eu já disse algumas vezes aqui, andar num carro novo em autódromo não é bom, não temos as referências dos nossos percursos habituais e, no caso do Wind, motor de 1 litro num autódromo faz o carro parecer ainda mais lento, pela imensidao de onde se está andando.

Ao dirigi-lo em São Paulo, uma impressão bem diferente. Rodar suave, agradável, jeito de carro europeu. O motor de 1 litro era novo no Brasil, famlia 1 Opel, 998,1 cm³, diâmetro de 71,1 milímetros e curso de 62,9 milímetros, taxa de compressão de 9,2:1 (bem conservadora, nossa gasolina já era como a de hoje. 95 octanas RON), comando no cabeçote, 50 cv a 5.800 rpm e 8,3 mkgf a 3.200 rpm.

Era um motor bem suave, ajudado pela biela de 129,7 milímetros de comprimento, o que resultava numa relação r/l baixa, 0,24. A formação de mistura era por injeção monoponto AC Rochester (da GM),  digital, e já tinha catalisador.

O peso em ordem de marcha era de apenas 845 kg o fazia.andar bem em meio ao tráfego, acelerava de 0 a 100 km.h em 20,3 segundos e alcança 145 km/h, pelos dados da GM. Essa velocidade era atingida em quarta marcha, sendo a quinta de repouso, de efeito sobremarcha. Gostei. Na cidade raramente se precisava passar quinta. Esta tinha relação 0,71:1 com relação de diferencial 4,53:1. Realmente longo (para a cilindrada) em quinta, 32,9 km/h por 1.000 rpm, 120 km/h a 3.650 rpm.

O Corsa Wind media 3.729 milímetros de comprimento, 1.608 milímetros de largura e apenas 1.388 milímetros de altura, bem baixo (é como eu gosto). Mesmo com a boa distância entre eixos em relação ao comprimeto - 2.443 milímetros - seu diâmetro mínimo de curva era de convenientes de 9,5 metros. A direção não era assistida e a relação era 22,6:1, um pouco lenta..

Fazia curva bem apesar dos pneus 145R13S, pois era leve e as bitolas eram adequadas, 1.387/1.388 milímetros dianteira/traseira. Tinha  McPherson na frente com barra estabilizadora e eixo de torção atrás. Freios, disco/tambor.

Era bem econômico no mundo real, com números bem próximos do indicado pela fábrica, 13,9 km/l urbano e 18,7 km/l rodoviário. O tanque de 46 litros, que era localizado antes do eixo traseiro, uma região de segurança, dava boa autonomia em função do baixo consumo.

Não tinha muito equipamento, era carro de entrada mesmo. Vinha com banco traseiro rebatível, ajuste da altura de ancoragem dos cintos dianteiros, bancos reclináveis, lavador elétrico do para-brisa e outros itens, mas nada de luxo. Os bancos, em tecido, eram confortáveis e com algum apoio lateral.

Os opcionais eram acendedor de cigarros e cizeiro, ajuste interno dos espelhos, aquecimento, desembaçador traseiro, limpador/lavador traseiro, pintura metálica e perolizada.

Dois anos depois veio o motor com injeção multiponto, a potência subiu para 60 cv a 6.000 rpm, o torque foi para 8,8 mkgf a 3.000 rpm, boa melhora. Mas ao mesmo tempo fábrica resolveu alterar o câmbio, que passou a ser de quinta plena, uma pena. Justamente quando havia mais motivos para deixar como estava, GM fez o oposto, passando o motor a girar a 4.000 rpm a 120 km/h. E assim ficou até hoje nos 1-litro, com mais curtos ainda de primeira a quarta, quinta igual em termos finais.

Logo que foi lançado, passou a ser muito procurado e a fábrica não conseguia atender tantos pedidos. O ágio chegou a absurdos 50 por cento sobre o preço público sugerido, o que fez o vice-presidente André Beer ir à televisão, em anúncio, pedir calma aos compradores, estavam cuidando de aumentar a produção.

Era mesmo um pequeno carro muito desejado.

BS

92 comentários:

  1. Época que a GM lançou um bocado de novidades agradáveis no mercado.

    Lembro que esse carrinho quando foi lançado deixou ainda mais claro a evidência que os carros até então eram velhos e defasados. O uno, gol, chevette e escort dormiram "atuais" e acordaram 10 anos mais velhos.

    Minha mãe teve um desses 1.0, ano/modelo 2000. Não andava como meu gol cl 1.8, mas como era divertido de fazer curvas com ele! Sempre neutro, não sentia a direção desmultiplicada atrapalhar, avisava bem antes quando ia escorregar de frente ou traseira, permitindo já a intervenção do motorista. A única queixa que eu tinha dele era a posição dos pedais, que era horrível. O acelerador ficava longe do freio e em nível bem inferior...era quase impossível emendar uma reduzida em punta-tacco nele.

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  2. Quem paga ágio é otário.

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  3. Depois que os preços baixaram e o carro se tornou acessível comprei meu primeiro tigra, de lá pra cá já tive 4 deles e desde 2003 sempre teve um tigra em minha garagem, graças ao design bonito, alto compartilhamente de peças com o corsa e da mecanica mais refinada nunca mais deixarei de ter um tigra na garagem, a menos que alguém me venda um camaro 2011 por uns R$80.000,00, alguém aí? rssr

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  4. Anônimo 23/5 16:23
    Claro que não, subchassi só em 2002. Já corrigi a informação, obrigado.

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  5. Box666
    De pleno acordo, é otário quem paga ágio.

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  6. Lembro que o carro era coqueluche. O design moderno e diferente de tudo que rodava por aqui até então e o lançamento na época certa foram determinantes para o sucesso do carrinho: 1994, lançamento do plano real e a tão sonhada estabilidade econômica e o clima de otimismo que circulava naqueles anos (a copa do mundo também influenciou isso) fundamental para as expressivas vendas.

    Quam não se lembra das propaganda massiva, da promoção que se sorteava varios desses na copa de 1994?

    Literalmente um carrinho que entrou ora história.

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  7. Tive dois! Um 96 e um 99. Ambos já mpfi.

    O 96 tinha acabamento excelente para a categoria. Bancos, painel, portas, tudo muito bom. A resistência do carro era irrepreenssível. Chegou ao ponto de em 2003 eu trocar os amortecedores que vieram de fábrica (eu era, acho, o terceiro dono).

    Já o 99 piorou muito o acabamento e o câmbio me parece um pouco mais curto (me corrijam se eu estiver enganado). Mesmo assim era um carro ótimo. Vendi com mais 110 mil km rodados.

    Ambos, mesmo muito rodados, não tiveram 1/10 dos problemas que meu Focus 2.0, antigo, ano 2008, comprado zero em janeiro de 2009 teve (esse final de semana foram trocados 4 amortecedores aos 37 mil km - sim, sou cuidadoso e sempre faço manutenção em dia).

    Hoje, se eu precisar comprar um carro pequeno e econômico não exito em procurar um Corsa em bom estado. Na minha opinião, são melhores que seu irmão, o Celta.

    Um abraço!

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  8. Boa tarde.
    Tive um 1997 1.0 Mpfi, carro extremamente valente e o mais resistente que ja tive, vendi em 2005 com 177mil km. Depois tive um 2001 1.6 que já era bem mais frágil, hoje estou com um Corsa 2010 1.4 que felizmente ainda preserva algumas boas características do precursor!

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  9. Pra vc ver BOX, brasileiro é trouxa e não é de hoje...

    Douglas, imagine agora, "que o povo come carne"! Com Copa e Olimpíadas aqui!

    É pra guardar/investir todo dinheiro que se ganha mesmo!

    Sds

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  10. Bob;

    Aproveitando o comentário sobre subchassis...

    O subchassis não ee um "mal necessário" nos veiculos que são voltados para o mercado brasileiro?

    Pergunto isso por conta exatamente do Corsa: Minha sogra tem um desde zero (1996) e o carro parece que o conjunto McPherson está ligado no banco do carro...E ela roda relativamente pouco (o carro tem 125 mil km originais).

    Meu pai e um tio tiveram Vectras I (também ao que me consta, sem subchassis) e o carro parecia um barco, a sensação é que a rigidez torcional de onde era fixada as "bandejas" (qual o termo correto?) era perdida com o passar do tempo.

    Esses fatos eu nunca observei em veiculos VW (Santanas, Gol's), muitos deles infinitamente mais rodados, cujo subchassis dianteiro tem um aspecto parrudissimo.

    Um abraço!

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  11. Daniel,

    Penso que nem tão parrudos assim, pois são conhecidas as rachaduras no "túnel do câmbio" devido à torção da família Gol.

    Sds

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  12. Fábio, de certa forma hoje, onde o povo come carne, se vende muito carro (celta inclusive, o herdeiro piorado em acabamento). mesmo que o otimismo não seja o mesmo de outrora, o pessoal continua comprando bastante.

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  13. Lembro bem dessa época; foi algo realmente inovador naquele momento.

    Motor de um litro injetado, linhas arrojadas e limpas, acabamento e ergonomia fruto de muito estudo, um carro que nasceu muito forte no seu segmento.

    But, o desempenho já era penalty desde o seu ínicio também.

    Meu amigo foi um dos primeiros a ter um desses - ínicio da vida adulta - e o tínhamos como especial vítima dos nossos gracejos automotivos, ao comentarmos do desempenho do seu carro singular e inovador.

    Claro que carros como Yoyage Sport, Saveiro 1.8, Gol GL 1.8 e outros que formavam a "quadrilha", pareciam mais uma alcatéia em loucas e velozes caçadas com um poodle muito atrás tentando acompanhar....

    Mas quando foi lançado, a GM era ainda saudável, inovadora, forte e com os olhos voltado para cima; muito disso estava refletido nesse carrinho exemplar, que só melhorou dentro da sua perspectiva real de vida fabril.

    Mister Fórmula Finesse

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  14. O motor 1.0 era bom, mas o 1.6 era uma delícia!

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  15. Nunca andei, mas se supõe que 50cv não podiam fazer milagre... porém, ao menos naquela época os carrinhos mil não bebiam, ao contrário dos flex 1.0 atuais, que bebem semelhante a carro 1.6/1.8...

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  16. Bom msm foi qnd a OM em parceria c/ a SPA turbinou um desses.

    E melhor ainda foi qnd a GM trouxe o GSi....ah...q foguetinho!

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Tive 2 também, um 96 e um 99. Adorei os dois. Ficava melhor com pneus um pouco mais largos, tanto que a própria fábrica adotou 165/70R13 uns anos depois.
    No lançamento era tão moderno que simplemesmente envelheceu a concorrência, também pudera: família Gol quadrado, família Uno... Ótimo carro, valente e de pouca manutenção, além das peças serem baratas.

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  19. Bob,
    Ótimo artigo! De fato foi revolucionário para a época, todas as classes socias queriam ter um! Pena o câmbio longo e os 50cv não ajudarem...Tive e conheço o 1.0 MPFI, o meu 97 andava muito bem na estrada, mas na cidade em baixas rotações ainda era manco... Isso mais o volante que passava todo o tranco do piso ao piloto foi bem melhorado a partir dos modelos 99(suspensão HPS e novo corpo de borboleta). Me diga uma coisa: Esses primeiros modelos EFI eram mais suaves do que os MPFI, apesar da mesma relação r/l? Nunca dirigi o EFI, mas este era bem elogiado por isso, ao passo que depois do advento do MPFI ninguém mais comentou e no meu carro o motor fazia bastante um áspero ruído(ou seria vibração?) em esticadas com carga total, especialmente nos aclives, além de apresentar até hj nos VHCE uma ressonância/vibração interna, sentida no volante, em 5ª marcha na faixa de 4500rpm quando em carga máxima de aceleração? Abraço

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  20. Fabio (comentário das 17:30);

    Tenho experiência com rachadura em tunel de Gol (o meu do trabalho, um 1992 rachou bem umas 4 vezes!) e te digo que no uso comum, o que racha o tunel é amortecedor estourado e batente ruim. Ai o tunel racha de vez mesmo.

    O problema é que depois da primeira rachadura nunca fica bom. O meu rachou a primeira vez com 240 mil km em condições severas de uso. Depois nunca mais parei de soldar.

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  21. Bob
    Sou suspeito para falar pois gosto muito dessa "família" com a qual mantenho ligação desde 1997. Minha única frustração nesses anos todos foi nunca ter possuído um desses na configuração mais "quente", a GSi.
    Apenas umas observações: O motor de 50cv tinha 7,8 kgfm, 8,3 kgfm, era no motor de 60cv(mpfi). Torque de 8,8 kgfm, só nos VHC. 4000 rpm a 120 km/h em quinta seria até bom. Na verdade eram 4400 rpm no famigerado câmbio F-15 de relação 0,89:1 e diferencial 4,31:1. Mesmo assim o lançamento era ruim, então a GM, na linha 99, encurtou somente a primeira para 4,18:1 e criando um buraco ainda maior entre primeira e segunda. Depois disso, junto aos VHC, veio a caixa F-17... Em outras palavras, a GM só fêz bobagem depois que resolveu mexer nas relações de marchas nesses carrinhos. Igual àquele Corsinha de 94 a 96, nunca mais.

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  22. Comprei um 0 km em 1995. O arrependimento veio logo quando eu desci a rampa da concessionária. Pelo amor de Deus, nunca tinha andado em um carro tão asmático. Tirei ele em maio e o vendi em junho pra minha irmã que achou ele "uma fofura".
    Bob, se não estou muito enganado, os primeiros Corsas, 94 e 95, não tinham barra estabilizadora. Pelo menos o meu não tinha.

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  23. O meu pai teve um. Eu nunca encostei a mão!

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  24. Também adoro essa família, saudades da GM dessa época, cada lançamento era muito esperado, e tinha-se a certeza que iriam superar a concorrência...Tive 3 desses, um Super 1.0 60cv, um GSI 96 e um GLS 1.6 16V 98, os dois últimos uma delícia de acelerar na estrada, apesar de pouco torque em baixa RPM.

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  25. Bob,

    Não me lembrava dessa designação "Life" nos primeiros Corsa. Ela realmente foi usada desde o lançamento desse carro?

    Daniel Shimomoto,

    Também tive um Vectra I, e pelo que me lembro ele tinha subchassi. Era um carro muito confortável de suspensão, mas nunca notei essa sensação de "barco" a que você se refere, talvez por tê-lo vendido antes que completasse um ano de uso.

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  26. Desculpe, Bob - na minha pergunta eu queria me referir à designação Wind (e não Life).

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  27. jackie chan23/05/11 19:31

    Aprendi a dirigir (tirei habilitação) num desses, um verdinho varejeira que a autoescola acabara de comprar. Carrinho eficiente mesmo. Agora entendo a razão dele ter design parecido com os carros pequenos japoneses da época.

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  28. Rodrigo Barreto23/05/11 19:33

    Eu tive um desses comprado do meu sogro que o tirou 0km em setembro de 1994. Foi um dos primeiros em Pouso Alegre. Em 1997 eu troquei meu Voyage GLS 1.8 à alcool pelo Corsinha exclusivamente porque estava precisando de um carro mais novo e como foi do meu sogro, as condições foram muito mais favoráveis e o carro estava com apenas 6.000 km rodados. Fiquei com ele até 1999 quando o trocamos por um Polo Classic 1.8 Mi. O Corsinha era valente apesar de anêmico. Viajamos muitas vezes pela Fernão Dias com ele em condições ainda precárias por causa da obra de duplicação da estrada e ele apesar da pouca velocidade era uma alegria na hora de verificar o consumo. Bebia mesmo muito pouco com aquela quinta longa! Aliás, na primeira viagem, sem saber ainda que o carro tinha essa característica de maneira tão marcante, fui fazer uma ultrapassagem em um caminhão e estava à 120 km/h em quarta. No momento seguinte ao que eu passei a quinta a velocidade caiu para 110 km/h e a estrada pareceu ficar mais curta... rsrsrsrs Foi preciso abortar a ultrapassagem e ficar atrás do caminhão de Cambuí até Camanducaia, quando enfim uma ladeira e a boa vontade do caminhoneiro me permitiram concluir a manobra com êxito!

    Mas o carrinho era mesmo marcante para a época!

    Anos mais tarde, quando estava trabalhando no projeto da rede celular da Maxitel em BH dirigíamos vários Corsas GL 1.6 que eram bastante espertos mesmo em estrada! Esses davam prazer ao dirigir!

    Abs,

    RB

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  29. Paulo Levi, a designação de versão "Wind" é usada nos corsas desde o lançamento. Foi adotada pela GM em opção à usada na europa: "Swing". Dizem as más línguas que não iria "pegar bem"... O brasileiro não iria, de inicio, associar a palavra ao estilo musical (um estilo de jazz) e sim a outras práticas mais pecaminosas (troca de casais). Mais ou menos como o episódio do Kadett - Astra.

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  30. aqui em casa nos tivemos um hatch 4 portas 1.4 GL ano 1996, ótimo carro, potente e econômico.
    era nosso desde de zero, iria ser meu esse ano, mais no ano passado meu padastro acertou a traseira de um caminhão, acabando com a frente e lateral direita do carro, sem chances de um reparo que valesse a pena.

    eu ainda cogito em comprar uma weekend ou uma pickup, se tiver com o motor 1.6 16v.

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  31. Temos hoje em dia 3 irmãos piorados do Corsa 94: Celta (tosco até a alma), Tragile (moderninho em mecânica velha) e Classic (um Corsa Sedan com bancos e laterais de tecidos de lona de caminhão e motor que bate pino até por pensamento.

    GM. Por você.

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  32. Obrigado pelo esclarecimento, Delmiro!

    Não há dúvida de que "Wind" é mais adequado ao mercado brasileiro do que "Swing". Mas esse mesmo nome não funcionaria nos países de língua inglesa, onde daria margem a piadas do tipo "to pass wind"(soltar pum). É dura a vida de quem cria nomes para automóveis...

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  33. SPECTREMAN23/05/11 20:45

    Eu odeio esse carro!

    Por causa dele a GM matou o Chevette!!!

    Quanto ao ágio, me lembro que haviam compradores pagando por ele, o mesmo ou mais do que um Kadett!!!

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  34. Haaa, tive um que foi meu segundo carro em 95, e fomos seguindo as estradas até 99 com a chegada do Fiesta Rocan que foi até 01 comigo. Excelente carro popular, muito econômico e durável, bom para quem estava começando a vida e ou queria gastar pouco em geral.

    Único problema dele era que os painéis internos riscavam fácil, pois tinham uma especie de resina sobre os plásticos do painel e portas.

    GM hoje em dia é uma piada mundial. Ha sim, tirando o Corvette e o Camaro. Já a Opel é outra historia...

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  35. SPECTREMAN23/05/11 20:47

    Delmiro,

    Qual a história do Kadett / Astra?

    Também tem um fundo erótico/pervertido?

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  36. Eu me lembro bem ..... tina o forro da porta forrado com tecido, o que deixava o interior bem aconchegante. Hoje, até o Astra tem o forro da porta todo de plástico !!! Uma M.....

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  37. No fim, a GM usou quase tudo (e tirando os melhores itens) do Corsa para fazer o Celta, aquele que era para ser (o mais barato do Brasil) mas nunca foi...

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  38. Já em 01 troquei em um GTI G4 Alemão 2P, que me custou R$34.500, onde na época um Gol G3 custava R$19.500 completo de tudo !

    Eita época boa ! Em que carro era barato...

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  39. Vcs estão de brincadeira em comparar a família Gol de 1a. geração com o Corsa 94. Poxa, o AP-1600 não empolgava?

    É cada uma, hein!

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  41. O Corsa quando surgiu tinha um design muito moderno. Acho que, na época, o único equivalente a ele em tamanho e inovação era o Renault Twingo, que não fez muito sucesso. Vale lembrar que em 1994 ainda tinha muito carro importado com carroceria no estilo "quadrado".

    Sobre o Kadett e o Astra, não sei se é essa a história que o Delmiro ia contar, mas que eu saiba o Kadett era para ter se chamado Astra desde o começo, mas foi impedido por causa da fábrica de plásticos Astra (cujo produto principal na época eram assentos de privada). Mais tarde chegaram a um acordo e puderam usar o nome Astra na geração seguinte.

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  42. Amigo meu teve um Wind desses que nos divertimos muito com ele, depois minha mãe teve um MPFI e o pai de um amigo pegou um sedan 1.6 16V que era uma delícia, depois teve uma perua igual, com abs e airbag, raro em carro desse segmento até hoje!
    Pena que depois só saiu coisa ruim... celta e agile... e o classic é muito pior que o sedan original com acabamento acolchoado. GM... quem te viu e quem te ve...

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  43. Daniel Shimomoto,
    240k? Então, você já estava no lucro, não?
    Tive este problema num Gol 98 (bolinha), mas no meu caso não conta, pois era um carro que quando batido deviam ter dado PT.
    Depois tive um 97 que eu turbinei e "amarrei o quadro", não rachou o túnel, mas rachou a coluna B... rsrsrs

    MFF,
    Em 94 meu pai trocou o voyaginho por um Santana GLSi vinho perolizado, será que eu estava preocupado com a hora do Brasil? hahaha... Ops! Com o ágio do Corsinha? Na época eu estava de Uno CSi 93, mas vez ou outra "roubava" o Santanão... hehehe

    RB, eu teria raiva do Corsa vindo de um Voyage GLS! Aquilo era o cão! Obviamente, no bom sentido.

    Sds

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  44. Taí um carrinho que nunca me disse absolutamente nada, seja o original "Kinder Ovo", como o da foto, seja seu neto atualmente em produção com frente e traseira com design chinês. Meu tio, magro e uns 15 cm mais baixo que eu, teve um Millenium no começo da década passada e adorava, tanto que hoje em dia após passar por diversos outros carros possui o sucessor dele, o Corsa Maxx. Quanto a mim, odiei o pomo da alavanca de câmbio e volante revestidos de lixa 120, o interior muito estreito que faz eu bater o cotovelo no banco do passageiro ao engatar a 2ª e 4ª marchas e aqueles pneus 145/80/13, que me fizeram tomar susto em uma curva que eu fazia tranquilamente de Escort Hobby. Quando Dona GM tiver um pingo de vergonha na cara e tirar esse carro de produção, comemorarei.
    Spectreman, a referência Kadett/Astra é devido ao fato de terem cogitado lançar o carro no brasil com o nome da versão Vauxhall (Astra), mas aí lembraram que existe a merca de tampas de vasos sanitários Astra, então lançaram com o nome alemão mesmo. Quando a Opel matou o nome Kadett e adotou o nome saxão, aí assumiram a versão importada e posteriormente o nacional com o nome de referência sanitária.

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  45. Marcelo Junji23/05/11 22:22

    Nessa época eu andava muito a pé, por isso percebia (ouvia), que praticamente todos os corsas batiam pino.
    Nunca dirigi um, mas pelos comentários acima, deve ser igual a todo GM, que não sei se tem escalonamento de câmbio ruim ou se tem motor com curva de torque estranha, que dá aquela sensação de força em certa rotação e uma bela broxada em rotações fora do pico de torque.
    Se o monobloclo e suspensão for igual ao do prisma,aí eu posso dizer que o corsa deve ser uma bela bosta. O prisma 1.4, com certeza foi o pior carro que já dirigi (suspensão áspera e instável,balangando em reta a partir de meros 60 km/h).

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  46. Esse carro é o pai dos descartáveis que temos hoje. Muito plástico, muito depenado, muito marketing, e pouco carro. Inovador com certeza, mas vejam o que é mais fácil de encontrar em boas condições como usado: um desses, ou um chevete. E só estou falando da GM. Por que será?

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  47. Consegui achar no ano passado um 2001, 2 portas com ar condicionado original. Troquei a mecânica original pelo 1.8, pus turbina pequena e acertei suspensão e freios... A coisinha pesa 940kg e é um vício, brinquedo de gente grande.

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  48. Fla3D, concordo com tudo que vc disse. Eu tive um Wind 2001, MPFI, já com o fundo dos mostradores brancos, e um Sedan GLS 1.6 16v 2000, os dois juntos na garagem por um bom tempo. Confortáveis e deliciosos de dirigir... Nem se comparam aos GM de hoje, que, aliás, depois que fizeram esse Celta, ACABOU a GM. Não compro mais carros dessa marca, pois são um LIXO!

    Alex-BH

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  49. Excelente carro, temos um 1.4 GL em casa até hoje, o carrinho guerreiro vive nos tirando das enrascadas quando nossos mais novos resolvem pifar.

    Por sinal, pro GL ser 100% faltou apenas o AC e DH, do resto o carro é maravilhoso... bancos de veludo, alarme e travas elétricas originais, volante confortabilíssimo, motor 1.4 EFI não deixa a desejar, mesmo com apenas 60cv.

    Pena a GM ter regredido tanto. Depois dele, nunca mais compramos carros GM em casa.

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  51. Em revistas internacionais como a CAR, o Corsa era sempre avaliado como "promete mais do que entrega" "decepcionante" e coisas do tipo. Lá fora eles tinham opções melhores.... (como até hoje)

    Sempre gostei mais do KADETT que do Corsa.

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  52. Aléssio Marinho24/05/11 00:19

    Em 96 quase comprei um 94, azul no documento e roxo de fato. Seria meu primeiro carro e tinha que ser espaçoso, confortável e andador.
    Nos dois primeiros quesitos ele passou, mas no último, foi uma verdadeira decepção. O carro se arrastava! Levava uma eternidade pra chegar a 80 km/h no eixão.
    Desisti dele e fiquei com um Escort Hobby 1.6 pelo mesmo preço. Um tempo depois o pai de um amigo comprou um MPFI, com a caixa F-15 opcional. Era outro carro! Ágil e equilibrado.
    2 anos mais tarde, achei um Hatch GL 1.6 4P da primeira safra. 30 mil Km, branco e com rodas de liga "calcinha" originais. Carrinho andador, mas era uma lástima nas curvas em alta, balançando a frente de uma maneira que chegava a assustar. Fui muito feliz com ele, mas a posição do volante, muito baixa, é ruim e o espaço para a perna esquerda muito pequeno, pra um sujeito do meu tamanho. Mas era uma beleza em estrada, a ponto de conseguir certa vez fazer o motor cortar o giro em 5a marcha acessando o clube dos 200...
    Esse deixou saudade com os bancos de veludo macio e encosto de cabeça vazados.

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  53. Aléssio Marinho24/05/11 00:27

    Spectreman e Bianchini;

    O nome "Astra" é de propriedade da Opel Alemã desde 1986, e licenciado no Brasil pela GM na mesma época, se não me engano.
    Sei disso pq um dia fucei no sitio do INPI e por curiosidade pesquisei.

    BOB, com informações levantadas no INPI, daria pra fazer um post com essas curiosidades.

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  54. Todas as vezes que precisei alugar um carro e me apareceram com Corsa ou seu derivado Celta, foi um desgosto... Lembro-me de estar sozinho na Linha Verde de Celta, álcool no tanque, uma modesta mala na bagagem, e qualquer subida eu precisava desligar o ar! Isso sem contar a estabilidade, que deixa muito a desejar, o volante torto, e a falta d eum lugar pra enfiar meu pé esquerdo (e olha que tenho 1,78 apenas!!!)

    Pensar que pagavam 50% de ágio nesse ovinho... Cambada de tontos, pois na época do lançamento dessa tranqueira anêmica, comprei um Kadett Lite 1.8 EFI pelo mesmo preço do Corsinha com ágio...

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  55. Alessio, a empresa ASTRA SA está em funcionamento desde 1957 (informação disponivel no site deles). Mas lembro bem que nessa época e até meados da década de 90 era comum encontrar não apenas assentos sanitários da marca, como o próprio sanitário... Daí a associar o carro com o que se faz nessas louças é um passo. Você sabe como é fértil a imaginação brasileira.
    Provavelmente deve ter ocorrido algum acordo, afinal, mesmo nas peças atuais dessa marca, dificilmente se vê o nome estampado nelas. Ao menos não ocorre como antigamente (o logo da empresa era estampado em vermelho e em alto relevo bem na base da peça)

    SPECTREMAN,
    Não precisa ficar revoltado com o suposto fim do Chevette, ele continua vivinho da Silva em nosso mercado e ainda em duas "gerações": Astra/Vectra são seus descendentes diretos

    Bingo!! o carro de entrada da GM há mais de 20 anos hoje é o "top" produzido pela mesma empresa no Brasil. (lembre-se, produzido não é o mesmo que ser o top da empresa no mercado local, nesse posto está o Omega importado)

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  56. De qualquer forma, olhar este carro, o Corsa, me traz um profundo pesar.
    Em 1994 por mais espartano que fosse o Corsa mais básico do catálogo (consta que à época até o retrovisor direito a GM Brasil queria mutilar, o que foi negado pela Opel por fazer parte do desenho do carro - uma informação que foi publicada à época até na revista Veja) ele tinha um acabamento que hoje seria tido como "Super Luxo Marajá Stile". Contava com revestimento dos bancos e portas em veludo (um pouco mais fino no Wind e bem espesso no GL), bem diferentes dos atuais tecido-lixa padrão nos modelos de entrada. Plásticos de painel e portas de qualidade muito superior aos que são usados hoje e que aparentam uma fragilidade gritante, dentre uma série de outros pequenos detalhes que foram se perdendo com o tempo sob ação do departamento de depenação da GM. O preço pelo contrário, subiu na proporção inversa.
    Alguma vezes encontro Corsas de 1994 com iterior mais bem conservado que outros que "acabaram" de sair da fábrica com menos de 2 anos rodados (Classic)

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  57. Marcelo Augusto24/05/11 04:31

    Essa do câmbio só vem provar que parte mais das fábricas do que do consumidor estragar os carros da matriz. Tem muita tropicalização desnecessária que só estraga o projeto original, parece até que os engenheiros das fábricas não tem o que fazer ou querem mostrar que sabem (sabem?) alguma coisa.

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  58. Eu não gosto desse carro, por motivos que já foram explanados por várias pessoas aqui, menos na questão acabamento, que era sem dúvida muito melhor que os concorrentes e infinitamente melhor do que a GM faz hoje.
    Mas sem dúvida o lançamento dele foi um marco, onde nossos carros pequenos e baratos começaram a ficar modernos e em sintonia com o que era vendido lá fora.
    Dá até tristeza comparar a GMB de hoje com a GMB da ápoca.

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  59. Pegando carona no comentario do colega internauta Rodrigo, eu que nunca "fui" GM tenho que admitir que os anos 90 foram seu ápice de produtos: Omega CD 3.0, Vectra GSI com 150 cv (talvez o melhor 2.0 que já pisou por estas bandas de toda historia)e o Calibra que com este motor e seu pornográfico Cx de 0,26 que andava horrores e consumia muito pouco).
    De lá para cá, foi só ladeira abaixo. Sinto pelos fãs da marca, mas a GM já viu dias bem melhores em termos de showroom de concessionárias...

    Fernando RD

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  60. Em tempo: ano passado fiz "uma geral" num Corsa GLS 1.6 ano 99/00 com troca de amortecedores, revisão de freios, troca de radiador e outra coisas mais e fiquei impressionado com o custo baixo das peças. Arriscaria a dizer que se nao foi menosr do que seria para um Uno, é então igual. E, o carro é honestíssimo com tamanho reduzido por fora mas que fornece um bom conforto ao seus ocupantes, que nesta versão 1.6 se mostra extremamente agil na cidade. Realmente eu teria um, sem nenhum problema, ainda mais com este valor baixissimo de manutenção, o que é sempre interessante!

    Fernando RD

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  61. Esta aí um carrinho que nunca vi a menor graça.

    Desde o lançamento, quando eu era criança, o achava feio, principalmente o painel (igual até hoje!)

    E como dito pelo Homem-Baile, também tenho 1,78 e não consigo apoiar o pé esquerdo na lateral da embreagem. É muito desconfortável.

    O acabamento era bom, de fato. Mas naquela época, "qualquer" carrinho já tinha revestimento de veludo. Hoje, ou é revestimento áspero ou couro, nos modelos de luxo.

    E quando preciso alugar um carro (sempre 1.0 com AC), minha exigência para a locadora é sempre a mesma: qualquer um, exceto celta.


    Marco

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  62. Disse o sábio:
    "Onde o povo come carne, há câncer de estômago".
    Esse Corsa era muito ruim.

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  63. Fernando RD, "de toda história" eu discordo, mas tem um cara que não comenta já tem um tempo aqui, que com certeza concorda com você, veremos se ele aparece... hehehe

    Minha tia tem um Corsa Sedan GLS automático, acho que é 99, vê se ela vende aquele carro... Também né, é menos rodado que o Pug 2007 lá de casa. Ela só dirigi carro automático... hehehe... Não existe no mercado algo no preço/condições do Corsinha dela.

    Sds

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  64. Este comentário foi removido pelo autor.

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  65. O titulo deveria ser: Um pequeno carro DEFICIENTE!!!!

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  66. Jesiel
    Na ficha técnica que tenho consta barra estabilizadora e me lembro que quando o Celta saiu sem a barra estranhei justamente devido ao Corsa ter.

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  67. Paulo Levi
    Foi lançado como Corsa Wind, sem dúvida.

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  68. O problema é que o Bob e outros jornalistas só usam estes "carrinhos" Corsa, Celta, etc. quando são novinhos, zerinhos, com tudinho no lugar. Aí dizem que são umas gracinhas, lindinhos, perfeitinhos, economicozinhos...

    A gente fala mal pq pega eles depois de 5 ou 10 anos de uso e constata que eles eram mesmo descartáveis!!

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  69. Box666
    Meu primeiro Corsa, na verdade da minha esposa, um modelo Wind, ano 97, foi comprado zero e vendido quase oito anos depois com 125000 quilometros rodados, "inteirinho da Silva". Nenhum barulho de plástico solto ou até mesmo rangido de carroceria. Manutenção, apenas o corriqueiro, nada fora do normal. Eu jamais poderia dizer que se trata de um carro descartável.

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  70. Qual é o mérito e o bom senso de alguém que se dá o trabalho de postar a opinião de algo ser descartável...depois de 10 anos de uso?!! Há alguma diferença entre os carros seus propósitos de uso e o valor que se paga por eles...Tudo bem o sujeito pagar 500mil num top mercedes e querer que dure 10 anos. Falo sobre o que sei, tenho um corsa 2001 com exatos 10 anos de uso, os quais 1 ano inteiro rodando todo santo dia pelo menos 300km com motor maior e 220cv usado sem dó. Até agora não tive que jogar ele fora.

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  71. Olavo Fontoura24/05/11 20:31

    O que determina a durabilidade de qualquer automóvel é o cuidado de seu dono e a oferta de peças de reposição. Quanto ao Corsa, sabemos que as peças se encontram facilmente e são baratas, portanto o carro que a caixa do inferno dirigiu deve ter sido bem judiado.

    Meu irmão teve um Corsa Wind onde a embreagem foi trocada aos 220.000Km. A suspensão era muito robusta também, nunca apresentou ferrugem e as portas e partes móveis da carroceria funcionavam com perfeição.

    Não vejo nada de descartável nesse carro, e olha que sou um usuário de Ford's...

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  72. O Corsa Wind não deveria nunca ter saído do mercado. Se o Classic taí até hj, o Celta não deveria ser o que é.

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  73. Tudo bem FVG mas vc pode ver nos comentários que a GM andou piorando a qualidade de seus produtos, vc ainda teve sorte de comprar qdo eles se preocupavam mais com a qualidade.

    Imaginem um Agile (usado no dia a dia hoje) daqui a 10 anos? Vai ser plástico solto pra todo lado...

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  74. Alguém poderia me explicar por que o Astra merece tanto repúdio?

    Um amigo comprou um Astra 2007 completo por 27.000 mangos e só tem elogios ao carro. Exceto o consumo um pouco alto (pouco, relativamente), o carro é uma beleza de se dirigir e particularmente, não vejo mais que um par de carros a venda hoje no Brasil mais bonitos que o bom e velho Astra hatch.

    Sem falar que o motor é indestrutível e existem peças aos montes a venda!

    Augusto Filho

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  75. Por 8 anos tive um Corsa Sedan GL 1997, comprado usado em 1998. De início, parecia tudo ser legal, mas depois o carro foi dando uma série de problemas:

    1) Aos 30 mil km, travou a bomba d'água do nada e sem dar qualquer aviso. Tive de trocar a peça e dar um passe no cabeçote;

    2) Tive também de trocar o pinhão do velocímetro, peça que vai no câmbio (era velocímetro de cabo);

    3) Também sofri com um radiador que do nada furou (e que tive de trocar);

    4) Certas peças eram bem ruinzinhas. A haste de controle interno do retrovisor entortava com facilidade e não é incomum ver por aí Corsas em que não se consegue mais regular direito o retrovisor (especialmente o do motorista, que é o mais usado);

    5) O alternador também era uma bomba de tão ruim e precisei em uma ocasião retificar e em outra, trocar a referida peça;

    6) Sendo dos modelos pré-suspensão HPS, também puxava um tanto em acelerações e frenagens;

    7) Essa mesma suspensão era um saco para alinhar direitinho. A oficina precisava ter um senhor talento para que ele ficasse no capricho;

    8) A bomba de gasolina pifou com 60 mil km rodados, pouco antes de eu vender o veículo;

    9) As portas dele são perfeitas para aquelas pessoas que não querem trabalhar e vivem crescendo o olho em quem trabalha honestamente. Duas foram as vezes em que precisei fazer a funilaria das peças;

    10) Como era um carro que rodava pouco, o escape apodrecia fácil e duas foram as vezes em que precisei trocar os dois silenciosos;

    11) O tamanho de sua carroceria era inversamente proporcional ao de sua beberronice.

    Porém, não posso negar que ele tinha algumas coisas boas, ainda que eclipsadas por sua manutenção excessiva, como o bom acerto da suspensão (notava-se inclusive que deixavam de propósito a traseira dar uma rolada em curvas mais fechadas, de maneira a deixar o veículo mais bem posicionado na saída da curva), bem como os bancos dianteiros eram muito bons e o espaço interno surpreendia para um sedã de apenas 4,02 m. Também tenho saudade dos 9,5 m de diâmetro de giro e dos bons freios (aliás, carros da GM sempre costumam ter um tipo de freio que gosto, com ação bem pronta e fácil modulação de pedal). Em boa conta também tenho a qualidade dos faróis, que iluminavam bem a noite (tenho cá minha impressão de que os monoparábolas com lente de risquinho iluminam mais do que os de lente lisa)
    Em matéria de projeto, algumas coisas nele sempre foram ruins, como as tais caixas de roda altamente invasivas (que obrigam a ficar com a perna esquerda dobrada em viagens na estrada), os pedais mal posicionados (punta-tacco é simplesmente impossível)

    Alguns irão se perguntar o porquê de eu não ter trocado o carro em 8 anos e a resposta é que foram tempos de vacas magras em minha vida e eu estava em uma situação em que se eu vendesse o carro ficava sem dinheiro para jogar algo em cima e pegar coisa melhor.
    Porém, consegui o dinheiro e adquiri um Civic 2001, que me serve muito bem e, apesar de não ser tão bom de dirigir quanto o Corsa, fora ter freios piores, faróis fraquinhos e suspensão não tão bem acertada quanto a de meu ex-carro, com certeza é coisa muito superior, bem como bebe menos e a manutenção se resume a coisas ridiculamente simples.

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  76. Anônimo, ótimo diário de bordo que nos postou, sempre tive esta impressão de fragilidade deste carro.

    Augusto, a "implicância" do pessoal com o Astra (acontece o mesmo com o Golf, outro carro com seus predicados) é por ser um produto muito obsoleto, sucata em comparação ao que é vendido no velho continente. Já passou da hora do brasileiro exigir produtos alinhados com o que é oferecido aos ditos países desenvolvidos.

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  77. Aléssio Marinho25/05/11 10:24

    Anônimo;

    Por incrivel que pareça, "carro de garagem" é o que mais estraga.
    Prefiro um auto que seja usado todo dia, do que um domingueiro.
    Falo isso por experiência própria.
    Outra coisa: não existe carro indestrutível. Ficar com o mesmo carro 8 anos e querer que ele nunca dê problema me parece meio utópico, não?

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  78. Este comentário foi removido pelo autor.

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  79. Quando esse carro saiu, principalmente o MPFI foi muito bonzinho para o contexto que ele propôs na época. 5 anos e a media de vida de um carro, depois disso fica defasado e problemático, isso em geral.

    No meu caso, por causa do meu Corsa 95, se não fosse ele, eu não teria chegado onde cheguei na minha vida. tenho muito orgulho dele, apesar de não mais te-lo, como eu havia dito antes. Não reparem, mas meus carros eu encaro como meus amigos e companheiros.

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  80. Aléssio, por acaso você prestou atenção no que deu problema em meu ex-Corsa? Utópico é não querer que um carro dê problema em oito anos de uso, mas distópico é uma bomba d'água travar do nada com 30 mil km, um pinhão de velocímetro deixar de funcionar em tão pouca quilometragem, um radiador sempre abastecido com líquido de boa qualidade furar sem qualquer pedra ou objeto cortante e um alternador me deixar na mão por duas vezes.

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  81. Bob Keller25/05/11 20:49

    Utopia segundo dicionário Aurélio: Algo irrealizável, fantasia. Segundo este conceito, incoerente opinar ser utópico uma peça mecânica vir a apresentar defeito após 30 mil km. O certo é se balizar por estatística para confirmar se tal carro apresenta defeito específico em uma amostragem significativa. Este carro da foto foi lançado em 94 e foi fabricado até 2002, nunca ocorreu recall no modelo pelo que se sabe por defeito crônico.

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  82. Bom, o único recall que me lembro do Corsa era das fivelas do cinto de segurança, e se não me engano dos freios traseiros, mas esse segundo não tenho certeza absoluta.

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  83. Antonio, não seria um pouco de exagero dizer que em apenas 5 anos o carro já fica defasado e problemático? Se fosse em 10 anos eu concordaria.

    Se o carro ficar assim em apenas 5 anos, ou é porque está extremamente rodado, ou é porque se trata de um carro "descartável"!

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  84. Alexandre, realmente em parte sim no que eu escrevi, mas acrescento e corrijo que: qualquer carro fica defasado (e/ou) problemático. Agora claro que ficar problemático as variáveis são muitas, mas tire uma media de um carro rodando 20k por ano e verá que é pro ai mesmo. Ciclo de vida de uma carro em requisito de geração, lá fora esta sendo de 3 anos, aqui um pouco mais...Ou infinito ?...rs

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  85. Pedro Navalha26/05/11 17:33

    Ciclo de vida de 3 anos...

    Fala isso para o Irv Gordon e seu Volvo com quase 3 milhões de milhas rodadas. O cara tem o carro desde 1966!

    http://www.autoblog.com/2010/09/01/irv-gordons-volvo-p1800-closing-in-on-3-million-miles/

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  86. Bob Keller, leia com atenção o que escrevi e verá que está escrito "distópico", e não "utópico" a respeito da tal bomba d'água que travou aos 30 mil km rodados e das outras peças que deram problema em meu Corsa. Segue o trecho do que escrevi ao Aléssio:

    "Utópico é não querer que um carro dê problema em oito anos de uso, mas distópico é uma bomba d'água travar do nada com 30 mil km, um pinhão de velocímetro deixar de funcionar em tão pouca quilometragem, um radiador sempre abastecido com líquido de boa qualidade furar sem qualquer pedra ou objeto cortante e um alternador me deixar na mão por duas vezes."

    Distopia, a exemplo de utopia, vem do grego, com "dis" significando "mau", "anormal" e "estranho" e "topos" significando lugar. Foi termo usado por John Stuart Mill, entre outros pensadores. Portanto, distopia significa "lugar mau", enquanto "utopia" significa "lugar nenhum" ("u" vindo do "ou" grego e significando "não"). Portanto, se utópico é querer que um carro não dê problemas após oito anos de uso, e portanto impossível, distópico é um carro travar uma bomba d'água com 30 mil km, quebrar um pinhão de velocímetro e furar um radiador abastecido com a combinação certa de aditivo e sem que qualquer pedra ou objeto cortante o tenha atingido, isso sem falar do tal alternador deixando na mão duas vezes. E isso é totalmente "dis", no sentido grego de "mau".
    Utopias são irrealizáveis, distopias já foram realizadas aos montes.

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  87. Possuo um exemplar 96 multi-ponto, é um carro maravilhoso, anda muito bem para o minúsculo 1.nada e é muito econômico. Gosto muito do acabamento, visibilidade, posição de dirigir e comportamento dinâmico do carro. Se fosse 1.6 eu não venderia nunca! Um belo carro! Parabéns GM!

    Bom fds a todos!
    GiovanniF

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  88. Boa Giovanni! Até que enfim um comentário positivo, sem rodeios, conciso e falou tudo do carrinho, valeu!!

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  89. Ora! Um japa responsável pelo estilo! ACHO QUE AGORA DESCOBRI O MOTIVO DA SEMELHANÇA COM O MAZDA MX-3, PRINCIPALMENTE A DIANTEIRA. O MAZDA É ANTERIOR AO GM.

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  90. Rafael, pelo que pesquisei, Hideo Kodama entrou na equipe da Opel em 1966, tendo portanto longa estrada dentro do braço alemão da GM. Pelo que vi, ficou quase 40 anos lá.
    Portanto, vamos suspeitar que o Rekord C tenha ao menos um frisinho de autoria do cara e nessa, a linha Opala tenha herdado por tabela algum desenho japonês.
    Segue a fonte:

    http://mundotigra.blogspot.com/2011/03/hideo-kodama.html

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  91. ok.

    Estou de acordo, entendi o seu ponto de vista;

    Mas realmente o tigra é ainda mais parecido com o Mazda!!!!

    Aqui foram até concorrentes.
    Quanto ao Rekord C tendo ou não influências do japa é belíssimo.

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Um abraço!
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