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18 de julho de 2011

O CULPADO

Reprodução: maringaparanabrasil.blogspot.com


Não, o caminhão FNM não tem culpa de nada naquilo para que foi projetado e construído, o que, aliás, fez muito bem durante décadas. A culpa do título é para algo que se está vendo e ouvindo ultimamente nos jornais e na televisão. Apelidado pelo povo de Fenemê, corruptela de pronúncia das letras F, N e M juntas, justamente a sigla de Fábrica Nacional de Motores, pode estar aí a explicação para a maneira de pronunciar, e por conseguinte escrever, a sigla do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Siglas são a junção das iniciais da razão social de uma empresa, do nome de um órgão de governo ou mesmo de nome próprio. Assim, o departamento acima citado tem como sigla DNIT, da mesma forma que o colunista do AE Marco Antônio Oliveira é o conhecido MAO. Já os acrônimos utilizam parte do nome, e não apenas as iniciais, para formar uma palavra. Por exemplo, Inmetro é acrônimo de Instituro Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Sua sigla seria INMNQI. Ou Sofica, Societé Fiduciaire Côte D'Azur, um acrônimo. A sigla seria SFCA.

E o nosso DNIT, o que aconteceu com ele? A imprensa passou a escrever como Dnit., como está na manchete de hoje do jornal O Estado de S. Paulo. Mais grave que isso, porém, é jornalistas dos meios eletrônicos estarem pronunciando uma sigla impronunciálvel como DNIT, como se fosse a coisa mais natural do mundo: denit. Ou seja, a degradação da língua nos meios de comunicação se espalha rápido. Denit! Como pode?

Teriam os colegas se inspirado no acrônimo da Feira Nacional da Indústria Têxtil, a Fenit? Pode ser também.

Do jeito que vai, o DNER vai virar Dner e pronunciado dener logo, logo. E o BNDES passará a Bndes e ouviremos falarem bandes...

Tudo isso não teria importância maior não fosse um fato recente que evidencia o total divórcio do governo  com a formação básica dos brasileiros: o livro escolar "Por uma vida melhor:", aprovado pelo Ministério da Educação (?), que despreza a concordância de número ("Os livro estão emprestado."), entre outras aberrações ininimagináveis.  O lvro foi distribuído para mais de 4.200 escolas, atingindo quase meio milhão de crianças. Que bela vida melhor!

Além do que tenho dito aqui sobre os órgãos de trânsito estarem promovendo a idiotização do motorista com lombadas e redução de velocidade sem motivo, agora é o Ministério da Educação promovendo a idiotização dos brasileiros sob a alegação de que "é assim que o povo fala". O Ministro Fernando Haddad, que defende a porcaria feita, tinha é ser tirado do cargo.

E assim vai a nossa imprensa. Os numerais ordinais são coisa do passado. Não se ouve mais "O assaltante foi levado para quadragésima quinta delegacia policial", mas para a "delegacia policial de número quarenta e cinco". Centésimo milésimo carro produzido? Esqueça, agora é "o carro produzido de número cem mil".

Por isso esse post fora do tema autoentusiasmo. Preocupa-me muito o rumo que estamos seguindo.

BS

42 comentários:

  1. Esta é a "Terrinha do Pão & Circo" e nada mais podemos fazer...

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  2. BANDES já existe. É outro banco.

    É o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo S/A.

    https://www.bandes.com.br

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  3. Nós os "baby boomers" estamos "esperando" acontecer alguma coisa neste país desde os anos 60 e nada acontece, nada muda....o rumo que estamos tomando é o pior deles, falta cultura, falta educação, falta berço, falta banco de escola, falta hospital e PRINCIPALMENTE falta vergonha na cara ! (sem falar que faltam as estradas, mas faremos novos estádios de futebol financiados com dinheiro publico, "ajuntamento" de empresas distribuidoras de alimentos financiadas com dinheiro publico. CONTINUAREMOS "ESPERANDO" O PAÍS ACONTECER.

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  4. Não é do interesse do nosso governo ter um povo culto e inteligente, mas sim um povo ignorante e (mais) controlável.

    O governo já percebeu que um povo culto é também mais atento ao que acontece na política e no país; é muito mais fácil implementar a política do pão e circo, como bem disse o CCN1410, e controlar o povo como bem quer.

    É lamentável o rumo que as coisas estão tomando no país (e com cada vez mais força), e infelizmente não vejo muita saída a curto ou médio prazo.

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  5. O BNDES daqui a pouco vai virar é BEN10 na boca da molecada...

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  6. Anônimo

    HHUAHHAHAHAHAHA Rachei aqui!

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  7. Anônimo 18/7 09:22
    Então vão ter que inventar outro, tipo Banades...

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  8. Puxa, Bob!
    Pelo título, achei que você criticaria a predominância do transporte de cargas por caminhões e a deterioração de nossas ruas e estradas causadas por essa opção de transporte.

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  9. Na verdade BNDES, viraria Be-ne-des ou, Benedes... quase um nome proprio.
    .
    No fundo o que tem me revoltado mais é o "Presidenta". Usado até nos veiculos mais "serios" do país.
    .
    A culpa em parte é do Lula, que não sei se por influencia (dos anos de influencia do comunismo) ou pela simples ignorancia do genero trouxe esse "eslavismo" à nossa lingua ('Prezidenta' existe nas linguas eslavas, como o Russo).

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  10. Bob, você conhece o trabalho do filosofo Olavo de carvalho?

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  11. "Idiotização"

    Bob, com sinceridade... Não sei se devo rir ou chorar da nossa situação.

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  12. Aléssio Marinho18/07/11 11:16

    BOB,

    É a inclusão digital. Em uma década as pessoas deixaram de usar o senso crítico; parecemos ocupados sem estar e em nome da falta de tempo lemos qualquer coisa mal redigida e por "estar na inmternet" toma-se aquilo por verdade absoluta; e com o google, ninguém mais quer ter o trabalho de sentar numa biblioteca e produzir um resumo de um livro.
    Tenho medo da geração que estamos produzindo.

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  13. Diego
    Não conheço, vou procurar.

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  14. Aléssio Marinho18/07/11 11:22

    Quanto a verbalização das siglas, isso é mania do setor público. Fazem isso pra "facilitar".
    Inventaram a NFE, e no fim do mês deve-se enviar o SPED à SEFAZ. No meio do ano o IRPJ para a SRF.
    No início do ano deve-se registrar o BP na JC com a CD.
    Simples assim.
    Faço isso todo dia na minha empresa.

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  15. Bob
    Um misto de má formação com vagabundagem, preguiça mesmo.
    Aliás, governos são especialistas em inventar nomes, até acho que deva existir alguém, seja em que esfera for, encarregado apenas disso. Um sujeito criativo, diga-se de passagem. Com relação ao ministro de deseducação, não se preocupe, ele será o candidato à prefeito de São Paulo ano que vêm.

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  16. Foi só eu ou alguém mais leu o título "O CULPADO" e mais embaixo "MALUF", e já foi logo imaginando (errado) o teor do post... :)

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  17. Uniblab, não foi só você não... Hehehehehehe

    Quando eu li "MALUF" já pensei que foi por meio de uma trasportadora que o famoso político "rouba mas faz" começou a crescer financeiramente e a tomar força política...

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  18. Pensei que a culpa era do Maluf. hahahaha


    bob, ouça o outspeak do Olavo. é muito bom, apesar dos palavrões.

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  19. Que bom que não foi só eu...

    Caio Ferrari

    Discordo de você. O melhor do Olavo são os seus escritos no site sobre assuntos que ele domina, como filosofia, lógica, política nacional, etc.

    O programa de rádio/podcast para mim não passa de uma série de xingamentos a esmo para deleite de uns puxa-sacos.

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  20. E não sabia dessa distinção entre acrônimo e sigla. Fuçando agora sobre o assunto, descobri que em inglês existe a mesma confusão entre acronym e initialism (sigla). De fato, quando quero decifrar uma sigla que não conheço, entro no site Acronym Finder - na verdade tenho sua barra de busca no meu navegador.

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  21. O que falar de um povo que nem sabe mais utilizar cedilha?

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  22. A culpa é do Lula..
    Inclusão digital..

    É cada uma que leio!
    Não vejo nada demais em se falar "Denit". Escrever, sim. Mas o que querem? Que o repórter fique falando a toda hora D-N-I-T??
    Bahhh...

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  23. Quando vi a imagem, também pensei que a culpa era do Maluf! Não é não? rsrsrsr

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  24. jopamacedo

    A culpa é de quem votou no Lula.
    E é minha também, já que votei nele em 2002. Joguei meu primeiro voto pra Presidente no vaso sanitário...

    Como diria o Bob, essa idiotização do povo brasileiro é digna de Jack Palance. Enquanto o mundo inteiro evolui, aqui se anda pra trás

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  25. Gustavo Cristofolini18/07/11 16:18

    Enquanto estamos aqui preocupados com a banalização da educação, o "povão" ta preocupado em saber o que vai ser feito depois da seleção ter perdido 4 penaltis. Lamentável.

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  26. Bob, escreva um texto sobre o acidente com o Let 410 da NOAR.

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  27. Meu caro Bob Sharp,
    Respeito muito sua trajetória no esporte e me delicio com seus artigos técnicos, mas na hora que voce eoutros auto entusiastas falam sobre assuntos políticos emerge lamentável desconhecimento e consequente preconceito.

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  28. Bob, você sabe o que está falando a respeito da questão do livro didático? Segue artigo... Abs!

    Falsa questão – Lívia Perozim Revista Carta na Escola - 20 de maio de 2011 às 15:25h

    Mais uma vez um livro didático foi alvo de polêmica. Uma notícia divulgada pelo portal IG, por meio do blog Poder On Line, afirmou: o MEC comprou e distribuiu um livro que “ensina a falar errado”. Em jornais, emissoras de tevê e meios eletrônicos o livro, seus autores e o próprio MEC foram crucificados. Colunistas renomados esbravejaram. É um livro “criminoso”, atestou Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo. Dora Kramer, no Estadão de terça-feira, aproveitou para atacar Lula: “Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornaram inimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.” Poderíamos nos perguntar o que Glorinha Kalil pensa do assunto, mas vamos nos ater aos fatos.
    O livro em questão é o Por Uma Vida Melhor e faz parte da coleção Viver, Aprender, organizada pela Ação Educativa, uma ONG que há 16 anos promove debates e atua em projeto de melhoria educação e políticas para a juventude. Foi distribuído para 4.236 escolas e é destinado, frise, para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – mais para frente ficará claro o porquê. Seus autores são Heloísa Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Cleto. Os três, professores de língua portuguesa, autores de livros didáticos e estudiosos do tema variação linguística.
    A polêmica midiática partiu da reprodução de trechos como: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. Reproduzidos assim, descolados de um contexto, parece mesmo que a orientação era mandar às favas a língua portuguesa. Mas não é bem isso. Faltou uma leitura mais atenta, ou, pior, faltou ler a obra. O capítulo em questão, ao menos (clique aqui para ler).
    Tanto é que foram repercutidas as mesmas poucas frases, retiradas de 1 dos 16 capítulos do livro. Embora o título seja auto-explicativo, Escrever é diferente de falar, vale reproduzir a proposta descrita na introdução: “Neste capítulo, vamos exercitar algumas características da linguagem escrita. Além disso, vamos estudar uma variedade da língua portuguesa: a norma culta. Para entender o que ela é e a sua importância, é preciso conhecer alguns conceitos.” Os trechos pescados pela imprensa estavam no tópico: “A concordância das palavras”. Ali, discute-se a existência de variedades do português falado que admitem que o primeiro termo de um grupo nominal indique se a frase é singular ou plural. O exemplo: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.” Em seguida, reescreve-se a frase na norma culta: “Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados”.

    (Continua...)

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  29. (Continuação)

    Ou seja, os autores do livro mostram aos alunos do EJA, adultos que já carregam uma bagagem cultural construída pela vivência e por suas experiências educativas, que este modo de falar é correto linguisticamente, por se fazer comunicar, mas não é aceito gramaticalmente. Explica-se: a linguística é uma ciência em busca de conhecimentos sobre a língua. A gramática não é cientifica, é um conjunto de normas. É, portanto, uma parte importante, mas não representa todo o saber da língua.
    A confusão está, em parte, no fato de se pretender apartar a teoria linguística do ensino da língua, como se a escola devesse parar no tempo e não deixar entrar nenhum avanço científico relativo à língua materna. “Isso sim é uma irresponsabilidade, um crime”, devolve Cláudio Bazzoni, um dos autores do livro.
    Não se fala aqui de uma ciência inventada ontem. Com base em estudos antigos, os linguistas mostram que a língua é um sistema complexo, muito maior do que um conjunto de normas, que muda pela história e é determinada por práticas sociais. Sírio Possenti, professor do departamento de lingüística da Unicamp, explica: “Para um linguista, o conceito de certo e errado não tem sentido. Seria como um botânico achar que uma planta está errada. Para ele, a questão é quais são as regras em cada caso”. Posto que as noções de certo e errado têm origem na sociedade, não na estrutura da língua, ele completa: “É certo o que uma comunidade considera certo. E essa avaliação muda historicamente. Um exemplo: a passiva antiga do português se fazia com de: ‘será de mim mui bem servida’. Está na Carta de Caminha. Hoje, se faz com por.”.
    A sociedade, no caso, os jornalistas – até mais que os normatistas – condenaram um tipo de conteúdo, a variação linguística, que faz parte há mais de quinze anos dos livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado, avaliados e aprovados pelo MEC. Estão, portanto, mal informados. Como ressalta o professor da Universidade de Brasília Marcos Bagno, em artigo publicado no site de Carta Capital: “Nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua… Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento”.
    Pelo visto, nem tudo que parece é óbvio. Possenti resume bem o imbróglio: “Bastaria que se aceitasse que as línguas não são uniformes, o que é um fato notório, bastaria as pessoas se ouvirem”. Fica aí a dica para quem, como o jornalista Alexandre Garcia, em comentário irado sobre o livro que “ensina a falar errado”, começou a frase com “Quando eu TAVA na escola”…

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  30. Quando na terra do pão e circo, o circo desaba como ontem, naquela rídicula exibição da seleção de futebol fico muito feliz.
    Depois de fatos como esse, uns 0,0023% do povo pode vir a perceber que muitas coisas estão erradas, e não é jogo de bola que corrigirá.
    Mais uns 8769 campeonatos e seremos uma Nação. Daqui uns 10000 anos, acho.

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  31. Homem-Baile
    Li seus comentários, aliás, leio todos, quando posso e dá tempo. Só que, desta vêz, resolvi entrar no seu blog. Não fiquei surpreso no que vi por lá depois da defesa que você faz da referida publicação. E que fique bem claro, não te julgo, não, apenas constato a enorme diferença entre nós e nossa forma de pensar.

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  32. O que me espanta é ler comentários de gente que deve estar entre 25 e 70 anos (sei lá, estou deduzindo), dizendo que a culpa é do Lula. Bem, todo mundo aqui já era nascido e economicamente ativo bem antes do mandato do referido presidente e sabe bem que esse país sempre foi de mal a pior em educação, saúde, etc. Houve surtos de desenvolvimento, recessões, estabilização da moeda (ótimo!), aumento do poder de compra da população (na base do crédito). Enfim, todos deixaram suas marcas boas e ruins, mas ninguém ainda colocou esse país nos trilhos.
    Então estudem história antes de falar de um ou de outro. E sobre a educação, vai mal há tempos. Sou testemunha.

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  33. Sobre siglas feitas fluidas para pronúncia, é um lance dos baianos que acabou se popularizando no resto do Brasil.
    No caso de FNM virando Fenemê, é exemplo mais que acabado disso. Convenhamos que deixa a sigla até mais simpática e o próprio fabricante notou isso. Afinal, quem não quer ter uma marca com consoantes sendo pronunciada de uma forma que não gere obstáculos na língua? Se formos pensar que BMW vira Bimmer nos EUA e Bê-Eme no Brasil e ninguém em Munique chia com isso, dá para notar que notaram que esse é um sinal de que sua marca entranhou no público.

    Já outras siglas são feitas para serem pronunciadas fluidamente, mesmo que em tese não o fossem. Vide o órgão responsável pelo patrimônio histórico paulista, cuja sigla é Condephaat e a galera automaticamente pronuncia o PH (de Patrimônio Histórico) como F, talvez com esse PH propositadamente feito para lembrar coisa antiga. Mais genial que essa jogada estou para ver.
    Sobre siglas com encontros consonantais tornadas fluidas, vide o começo do PSOL. O símbolo do partido é um sol e os próprios integrantes inicialmente falavam "Sol", desprezando o "P" de "Partido" que obrigatoriamente toda sigla deve ter iniciando seu nome aqui. Porém, o povo consagrou o "pessol" ou mesmo o "psol", à moda de "psicólogo".

    Se o encontro consonantal for mais travado, como o DNIT, a tendência de tornar fluida a coisa é natural, pois evita-se algo que trave mais a língua devido a variações súbitas de fonemas. Observe-se que DNOCS tende a ser falado com o D mais mudo do que o D de DNIT justamente pela concatenação de fonemas ser mais fluida e com menos variações.
    E por causa da maior fluidez de fonemas é que DNER não vira "Dener", uma vez que as pessoas não querem confundir com os falecidos costureiro e jogador de futebol homônimos.

    Sobre siglas, a grande questão é que se elas são montadas como uma palavra, a pronúncia será mais natural do que a das que usam letras isoladas. Porém, como já dito antes, se de alguma forma as letras isoladas forem consagradas em uma pronúncia fluida, essa tende a ser a adotada. Por isso, que agradeçamos aos baianos pelo sorriso que causa um Fenemê nas ruas.

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  34. Aléssio Marinho19/07/11 00:27

    Mudando o foco do Post:

    Esse FNM foi equipado com cabine Brasinca, uma das opcionais oferecidas à época.
    Esse da foto é um D-11.000, variante 5 (V-5) toco ou Romeu e Julieta como o da foto.
    A assitência da direção era opcional (queixo duro) e o motor
    tinha pouco mais de 150 cv, aumentada até 180 cv poucos anos depois.
    Na década de 1970 ganhou um 4º eixo, sendo os dianteiros direcionais.
    A tradição Alfa Romeo na estrada.

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  35. O termo "idiotização" define muito bem o processo pelo qual a população brasileira vem passando de uns oito ou dez anos para cá.

    Além da atuação de ministérios como o da Educação, citado acima, e dos órgãos de trânsito, cuja estupidez é freqüentemente destacada pelo Bob, nota-se a propagação desenfreada da cultura do "politicamente correto", um fenômeno imbecil e irritante que chegou com força total e parece ser exclusividade brasileira.

    Talvez eu devesse simplesmente desencanar e respeitar o direito alheio à burrice, mas cada vez que eu olho à volta e vejo um monte de retardados sem senso crítico, isso me aborrece. Nossa população está mesmo afundando no pântano ou tudo não passa de neurose minha?

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  36. Seria mais construtivo abordar porque o DNIT e o Ministério dos Transportes estão relacionados à uma fatia expressiva dos superfaturamentos no governo. Trem de carga já!

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  37. Bob
    Ouça esse áudio do Olavo de Carvalho: Olavo de Carvalho - Preconceito lingüístico http://www.youtube.com/watch?v=itHNfN2hiiw

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  38. O que mais me deixou perplexo foi a atual edição do dicionário Aurélio incluir aberrações como "tuitar", "blogar" e outros neologismos que estão sendo usados a pouco mais de dois anos. A justificativa dos autores foi que são palavras que passaram a ser usadas comumente, então incluíram na lista... Verdadeira prostituição da língua brasileira, lamentável. Absurdo inominável, me recuso a usar esses novos verbos.

    Já que é zorra total, deveriam incluir também "largatixa", "pobrema", "mortandela" e outras palavras comumente usadas pelo povão mais humilde e de menor grau de instrução...

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  39. Bob,

    isso já acontece com o BNDESPar, o braço de participações do BNDES (aquele que está envolvido na briga de egos do Abilio e do Mr. Casino).

    É comum ouvir BANDESPAR no mercado financeiro.

    O ser humano é tão previsível na sua mediocridade...

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  40. Bob, o que você acha da Dilma ser "presidenta"?

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  41. Velho, mas limpinho20/07/11 00:19

    Bob,

    Eu tive aula com o Olavo de Carvalho quando fiz Pós em 1999 e infelizmente só posso dizer que o cara é insano.

    Nem o falecido General Meira Matos que também me dava aulas neste curso do Mackenzie, conseguia ser retrógrado como o Olavinho alucinado!

    Conselho de leitor, (apesar das diferenças) nem perca seu tempo lendo as bobagens dele, com suas manias de perseguição e teorias da conspiração...

    VmL

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  42. Bera Silva24/07/11 16:34

    Homem-baile (meu conterrâneo) e todos:
    Coloco a seguir um texto que é a antítese do que você apresentou:
    http://www.midiasemmascara.org/artigos/educacao/12091-retroacao-meta-petista.html
    Não domino o campo da Língua Portuguesa, mas parece que a Lingüística é uma ciência que não está preocupada com a gramática, dái qual sua importância numa sala de aula?
    Na explicação que você nos forneceu, diz-se que a norma culta da Língua Portuguesa é "uma variação" da Língua. Ora, não existe "norma culta", só existe uma norma. Só existe um modo de falar e escrever, o modo correto. Obviamente, ninguém fala como se deve, mas mesmo assim temos consciência que existem regras, e que estas devem ser seguidas. Se não há "modo coreto" de falar, então rasguemos os dicionários e queimemos as escolas (preferencialmente com os professores dentro)!
    Outra coisa engraçada é o tal de "preconceito lingüístico"!
    O fato é que as pessoas saem das escolas analfabetas. Quanto mais inventam teorias e métodos de ensino, mais as crianças saem das escolas sem saberem ler e somar. Isto é um fenômeno mundial. Todo o pensamento humano é organizado através das palavras. Se é possível esvaziar de sentido uma palavra e introduzir-lhe outro significado, por mais antagônico que seja, consegue-se a proeza de mudar o pensamento do indivíduo. Um grande exemplo disso é o politicamente correto.

    Velho Limpinho, o Olavo pode ter muitos defeitos, mas nesse mar de "intelequituais", o único que têm as respostas mais próximas da realidade é ele. O único cara que desmascara esses posudos que brotam aos montes no Brasil é o Olavo. Comecei a ler o MSM e o site dele a uns dois anos e muita coisa ficou clara pra mim.

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