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19 de julho de 2011

SEGURANÇA A FÓRCEPS




Em 18 de março de 2009, o então presidente Lula sancionou a lei 11.910, cujo texto altera o CTB, passando a obrigar que a partir de 1º de janeiro de 2014 todos os veículos novos vendidos no Brasil sejam equipados com airbag,

Em pouco mais de 2 meses o Contran editou as resoluções 311 e 312, a primeira regulamentando a lei e determinando os prazos e porcentuais mínimos em que seriam exigidos os airbags para motoristas e passageiros e a segunda, tornando obrigatório também o uso de ABS.

Entendo a boa intenção dos legisladores nestes casos. O Brasil é um país de demanda automobilística fortissimamente reprimida, ou seja, na prática, o que for posto a venda irá ser vendido, pois a população é ávida por automóveis. Sendo assim, as fábricas aqui instaladas e alguns importadores se aproveitam desta situação, vendendo pelo maior lucro possível veículos que custem o mínimo possível, como forma de maximizar os seus lucros.

Os fabricantes levam a redução de custos ao extremo, tanto que brinco que os carros aqui só saem de fábrica com volante e rodas porque sem eles seria difícil manobrá-los para levar da fábrica ao concessionário. Até no combustível economizam, os carros 0-km são entregues com apenas 1 ou 2 litros de combustível no tanque, de forma que a primeira parada após tirar um carro novinho da concessionária é obrigatoriamente o posto de gasolina mais próximo.

Sendo desta forma, os fabricantes são relutantes a colocar nos carros mais populares, os mais vendidos no país, qualquer coisa que não seja obrigatória por lei, principalmente itens relacionados à segurança, pois aqui no Brasil segurança não "vende": O consumidor prefere pagar 5 mil reais num teto "Sky Window" ou colocar um kit de rodas esportivas e aerofólio a usar este dinheiro para equipar seu carro com airbags e freios ABS. Por sinal, aqui no Brasil estes itens têm um preço muito alto quando são oferecidos, parece que nossos fabricantes acham que segurança é coisa "de rico" e que devem que esfolar bastante os consumidores mais conscientes em relação à ela. Tais equipamentos não teriam por que custar tanto, pois já são relativamente comuns nos países mais desenvolvidos.

Sendo assim, nossos legisladores acharam por bem intervir para por uma ordem nesta situação. Só que normalmente legisladores não possuem muito conhecimento técnico (o que é facilmente comprovável ao vermos a lista dos deputados que são eleitos, são eles que fazem nossas leis) e então acabaram, na boa intenção (ou não, vai saber...) aprovando a exigência de ABS e airbag para todos os carros a partir de 2014.

Por que alguém seria contra isso? Talvez não seja tão óbvio, porque tais itens são itens de segurança, como alguém pode ser contra? O problema, caro leitor, é que estes itens são apenas soluções possíveis, não são as reais causas dos problemas que foram apontados. Explicando melhor: Seria como tornar obrigatório o uso do catalisador, uma vez que ele reduz os índices de emissões. Ótima iniciativa reduzir as emissões. O problema é que o catalisador é apenas uma das soluções possíveis para o problema "emissões".

O Kadett é um exemplo de não ter catalisador até 1996 e atender limites de emissões (foto cargurus.com)
 Suponha um carro totalmente elétrico, que por si só tem emissão zero. Se o catalisador fosse obrigatório, ele teria que vir de fábrica com um catalisador preso embaixo do carro, mesmo sem ter sistema de escapamento, só para atender a lei que diz que catalisador é obrigatório. Mas, em termos de emissões, o legislador foi mais inteligente e fez o que se faz mundo afora: Impôs limites ao PROBLEMA, ao determinar qual o máximo que cada veículo pode emitir. Se a fábrica vai atender esse limite com injeção multiponto sequencial, catalisador, ignição mapeada etc, isso é problema dela, ela deve achar uma solução para o problema de emissões. Pode até ser um carro elétrico, desde que a emissão seja menor do que o máximo permitido pela lei, vale qualquer coisa.

Por isso acho que em vez de obrigar airbag e ABS, a lei deveria ter limitado a distância de frenagem em pânico (que é o que o ABS soluciona) e o máximo possível de ferimentos no caso de uma batida (que é onde o airbag atua). Isso sim seria atacar o problema, sendo que a solução aplicada teria que fazer o veículo atingir tais índices exigidos de solução do problema.

Nos EUA tornaram obrigatório o uso do airbag, mas porque o sistema legal deles tem dificuldade em obrigar o cidadão a usar o cinto de segurança. Na Europa, airbag não é obrigatório por lei, o que existe é a classificação do EuroNCAP , e adivinhem: nenhum carro consegue ter boa classificação sem airbags hoje em dia. Todos acabam saindo com o equipamento, mas não que a lei obrigue a isto. No dia em que inventarem algo melhor que o airbag, pode-se mudar para esta solução.

Proteção é o que importa, independente de haver ou não airbags (Foto bmwblog.com)

Outro problema em fechar na solução é que, para se atender à lei, basta apenas que esta esteja aplicada, independente se é efetiva ou não. Como a lei só indicaria "ABS" e "airbag", nossos queridos fabricantes colocariam os modelos mais baratos destes itens, só para cumprir a legislação, independente de sua eficácia.

Imaginem airbags numa Kombi, por exemplo, protegendo o rosto do motorista, mas continuando a expor suas pernas e tronco da forma que a própria posição de dirigir do veículo os expõe. Iriam estar cumprindo a lei, mas estariam cumprindo sua função?

Por isto, considero que esta lei, apesar das melhores intenções, foi mais um equívoco. Se bem que ela só existe porque falta ao mercado brasileiro uma maior facilidade de importar veículos de outros países, o que aumentaria a concorrência dos importados com as carroças nacionais que nos são empurradas pelos fabricantes aqui instalados.

Neste ponto, parabéns aos chineses que estão chegando, quem sabe a concorrência deles faça nossos fabricantes se mexerem. Bem, a Ford já reduziu em 4 mil reais do dia para a noite o preço do Fiesta com ABS e airbags, itens que o concorrente JAC J3 traz de série. E olha que o J3 paga 35% de Imposto de Importação que o Fiesta não paga...

CMF

44 comentários:

  1. Essa é mais uma modinha do governo Brasileiro, que transfere sua responsabilidade para o povo ao invés de cumprir o que uma das cargas tributárias mais altas do mundo deveria pagar.
    Me pergunto: Quantos acidentes seriam evitados se tivéssemos estradas duplicadas e bem sinalizadas (pedágiadas não contam)?

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  2. Carlos, por favor, não vá engrossar o coro dos midiáticos que satanizam o lucro do fabricante. Se somos um povo ignorante que compra qualquer porcaria, a culpa é nossa por aceitar, e não deles por vender.

    A cultura brasileira é de carro por status, valorizar o valor de revenda, airbag não agrega valor ao carro. Se você for optar entre pagar 5 mil por airbags ou por skywindow o raciocínio será: "não bati o carro nos últimos anos" ou "nunca bati forte".

    Agora, tire esse monte de impostos que o Estado Inflado Ineficiente e Corrupto do Brasil (bom nome,não?) rouba da gente e você vai ver se a concorrência não vai baixar o preço.

    Aconteceu quando reduziram o IPI. E foi só o IPI, imagina ICMS (inclusive sobre a estrutura das fábricas: ICMS da conta de telefone, de internet...), INSS etc.

    Quanto ao foco principal do post, é simples: o Brasil cada vez menos valoriza o técnico. Ele sempre é deixado de lado em favor do contador e/ou do lobista. Esse lugar não é sério.

    O airbag salvará 800 vidas por ano. E as outras 34.200? Quem salvará?

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  3. Completando: o Brasil gosta de fazer leis pra inglês ver, literalmente.

    É pra mostrar pro mundo que não somos macacos terceiromundistas (embora essa atitude imbecil entregue o jogo).

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  4. Leonardo Dantas19/07/11 09:27

    Acredito que você está parcialmente certo no artigo.
    Você mesmo indica que "nenhum carro consegue ter boa classificação (EuroNCAP)sem airbags hoje em dia".

    Então vejo que estamos no caminho certo. Se a lei está mal feita, pelo menos é um avanço, que pode ser melhorado no futuro.

    Concordo que, como tudo no Brasil , logo vai aparecer um fabricante de airbag vagabundo que funciona mais ou menos, só para instalar no carro e atender a lei. ABS idem. Mas enquanto os carros saírem com o ABS e airbag importados temos chance de ser bem atendidos.

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  5. Leonardo. Se o governo baixar todos esses impostos, sabe o que vai acontecer? As empresas vão embolsar grande parte, assim como aconteceu com o IPI. Essa é a lógica do negócio.
    Ja faz MUITO tempo que foi demonstrado que a culpa não é só desse Estado ineficiente. Se fosse, não teriam tanto interesse de investir aqui.
    CMF, a lei não é só AirBag! Há um teste de colisão envolvido, não?! Que eu saiba os testes são mais rigorosos, porém tanto quanto era na Europa em 96.

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  6. Bom, independente de lei ou não, não compro mais carros sem esses itens.

    Meu penúltimo carro tinha airbag duplo e abs, já o último, comprado semana retrasada, traz 7 airbags além de uma sopa de letrinhas em prol da estabilidade e segurança.

    O único pessoal que não gosta de segurança é a turma do penadinho, lá do nosso saudoso Maurício de Souza, e não pretendo fazer parte dessa turma.

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  7. Eduardo Costa19/07/11 09:59

    Eu sempre achei a mesma coisa. Ainda estou duvidando se a Fiat vai tirar o Mille de produção em 2014, ou se vão colocar airbag e abs nele, já que vender pouco ele nunca vai. lembrando que a Fiorino de exportação sai com airbag, acho que só com o do motorista, para colocar o do passageiro é só enxertar um painel de Palio por exemplo. Mas será que um Mille com Airbag e abs vai se tornar seguro a impactos?

    Políticos podem não entender de técnica, mas lobistas sim. Imaginem se a lei obrigasse as fábricas a atingirem um índice, quanto seria gasto em crash tests? Uma despesa que fabricante brasileiro nenhum está acostumado a gastar.

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  8. Carro chinês? Tô fora!
    A fábrica que vai ser aberta em jacareí diz que "há falta de mão-de-obra qualificada". Numa das regiões que mais forma técnicos e engenheiros. Agora querem que funcionário fale mandarim. Pode?Está aqui: http://www.ovale.com.br/regi-o/falta-de-m-o-de-obra-ameaca-vagas-na-chery-1.132874

    João Paulo

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  9. Muito mais fácil punir ou seja, arrecadar milhões com multas) e inventar leis estapafúrdias que educar.
    Pra que ensinar educação no trânsito se dá pra colocar um quebra-mola gigante e um radar?
    Obrigar ABS e airbag é risível, um Celta da vida não passa de um Corsa B, ou seja, um projeto dos anos 90, uma estrutura antiga...

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  10. Caio Ferrari. As empresas só lucrariam em cima de imposto baixo se estiver protegida da concorrência. E sabe quem os protege da concorrência? Justamente o governo. Baixe todos os impostos, inclusive sobre os importados, e verá um aumento na qualidade dos carros concomitante a um menor preço.
    As fábricas buscam o lucro em qualquer lugar do mundo, não só no Brasil, responsabilizar as fábricas pelos altos preços é pura ingenuidade. A diferença é que aqui no Brasil, se tem uma passeata do sindicato dos metalúrgicos aqui, um lobbyzinho das montadoras nacionais alí, e o político "bonzinho" vai lá e aumenta as barreiras de importação alegando proteger a industria nacional, e assim se abre caminho para elas venderem carros de baixa qualidade a preços exorbitantes enquanto estão protegidas da concorrência externa. Não devemos isentar o governo pela atual situação, porque ele é o maior responsável, criando dificuldades para a competitividade das fábricas brasileiras(legislação tributária, trabalhista, infraestrutura) e tenta consertar esse erro com outro erro, criando barreiras às importações.

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  11. "Imaginem se a lei obrigasse as fábricas a atingirem um índice, quanto seria gasto em crash tests? Uma despesa que fabricante brasileiro nenhum está acostumado a gastar."

    Bota pra ver se eles não gastam... Gastam sim, o Brasil é lucrativo demais pra os fabricantes de veículos pra eles jogarem a toalha só porque o custo subiu um pouco.

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  12. Humberto Monesi19/07/11 10:30

    Existe uma responsabilidade muito maior da qual o estado está se omitindo e já apontado muitas vezes neste blog: diminuir a quantidade de acidentes. Não se faz o básico em termos de sinalização, educação, manutenção ou fiscalização para se diminuir o número de acidentes. Vou citar aqui um exemplo gritante, em Mogi das Cruzes existe algo como um mini anel viário com rotatórias, estas para ganhar fluidez em determinados sentidos receberam sinal de pare, é isso mesmo, quem está na rotatória tem que parar! É só parar e observar que as pessoas de fora que não conhecem a "regra local" levam verdadeiros sustos ou se envolvem em acidentes. A partir de 2014 quem sabe o ABS poderá ajudar um "incauto" a frear ou testar o seu "airbag".

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  13. Para o Leonardo:

    "Estado Inflado Ineficiente e Corrupto do Brasil" - Gostei!

    Escrevi um monte de coisas mas apaguei.
    Resolvi, então, filar a tua frase porque resume tudo o que eu queria dizer.

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Caio Ferrari
    A culpa do preço alto é justamente do consumidor. Quem é que troca de carro a cada três anos?
    Quem é que acha que carro com 80.000 km é "carro velho"?
    Quem é que não compra airbag pq não agrega valor na revenda?

    Se o consumidor fizesse questão de airbag, a fábrica colocaria vidro de manivela com airbag de série. Igual na Europa.

    A gama de cores das fábricas é preto, prata e variações porque é isso o que a maioria quer, já que são cores neutras que não dificultam a maldita revenda.

    Comprar carro pensando em revender, é como escolher a esposa pensando na separação.

    As fábricas conhecem o perfil do consumidor brasileiro, falo com propriedade pois já fiz análise de pesquisa de mercado para 5 grandes marcas. Eles conhecem tudo, modo de vida, aspirações pessoais, modo de gastar dinheiro, tipo de lazer, valores, personalidade. Tudo.

    Sabem inclusive que somos ignorantes a ponto de pagar muito para usar um carro por três anos porque ele está esteticamente em desacordo com o padrão atual.

    Um exemplo: já vi Corollas perfeitos com 360 mil km. Quantos Corollas com 40 mil km você já viu anunciados por aí? Com apenas três anos de uso. Isso não é burrice? Pagar 30 mil reais (a desvalorização do carro) para usar 1/9 do que um carro poderia te oferecer?

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  16. Eu concordo em parte com o autor... mas apesar de não ser mesmo a melhor maneira, vai fazer com que carros que são vendidos aqui "capados", passem a trazer o equipamento. Muitos desses, aliás, já são fabricados aqui mesmo com o equipamento, sendo exportados para outros países mais exigentes quanto ao quesito segurança.
    Claro que nos modelos que só são vendidos aqui vai acontecer justamente como o texto diz: Vão instalar um airbag bem tabajara só pra dizer que tem.
    E em se tratando de Brasil... Já pensou chegar no seu carro, e ele estar sem o volante? Vão roubar para alimentar o mercado de reposição...

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  17. Humberto Monesi, aqui em Brasília também tem rotatória com sinal de PARE... realmente um contrasenso!

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  18. Muito bom texto, corretíssimo em seu ponto. A medida realmente deveria ter sido outra. É a mostra de que os políticos são limitados. Acho que pra cada nova lei, meia dúzia de especialistas (não ligados ao governo) deveriam ser consultados. Mas já fico com medo do possível pagamento de consultória rs enfim, porta pra roubalheira.
    Quando vi a notícia desta lei, logo pensei "Pff! Vão aumentar o preço dos carros, com certeza!".

    Leonardo,
    discordo de você. Se um brasileiro quer comprar um carro, tem as opções dadas e elas são ridículas. Mas, enfim, você terá de comprar algum. Pensando na população em geral, não temos lá muita opção de não aceitar, principalmente pensando em 0KM.
    A nós, "iluminados" rs, cabe buscar carros usados e decentes. Enfim, buscar um carro que vale o preço pedido. Prefiro me "arriscar" num europeu ou japônes rodado a um Uno, Agile, Voyage novos que não valem o que entregam.

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  19. Joel Gayeski, concordo com você. Aqui na quadra onde moro em Brasília passo por simplesmente 5 lombadas diariamente só para chegar à pista! Isso mesmo.. só para chegar em frentre ao prédio, usando as vias internas da quadra, preciso escalar 5 lombadas. É revoltante! Como citou, em vez de educar, simplesmente optam pela maneira mais rápida, sem atacar a causa do problema, que é o desrespeito às normas, e o pior, o desrespeito à vida.

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  20. Este comentário foi removido pelo autor.

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  21. Leonardo, eu concordo nesse ponto com você. Quem faz o preço é o mercado. Mas chega a ser um pouco ingênuo acreditar nisso aqui no Brasil. Muitos sonham em ter um carro novo e quem quer um carro fica na mão dos caras.
    Agora que a concorrência está chegando, estamos tendo opção de escolha e os fabricantes locais estão chorando porque estão sentindo o efeito.
    Há 5 anos atrás isso simplesmente não existia! Até os 60mil você era obrigado a comprar um carro local.
    O lucro dos fabricantes torna-se "demonizável" pois eles contam com uma série de incentivos para produzirem aqui, tem nas mãos um mercado super aquecido para depois pegar o lucro e mandar para fora, sustentar a matriz e os preços baixos nos países desenvolvidos. É isso que fazemos!
    Por isso, o governo deve cortar já os incentivos. Ja passou da hora dos caras andarem com as próprias pernas.

    Estou totalmente de acordo com o lucro dos fabricantes, é obvio que as coisas custam aquilo que se está disposto a pagar. No entanto, tais matérias que você criticou ajudam os consumidores a se tornarem mais críticos pois descobrem que há margem e que é possível comprar mais barato. Esse é o único jeito pois não há guerra de preço entre os fabricantes.

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  22. ao João Paulo,

    Se para trabalhar numa empresa americana é necessário falar inglês, por que numa empresa chinesa não seria necessário falar o idioma da China (mandarim)? Nada mais justo, somos nós que queremos fazer negócios com a China, então somo nós que devemos aprender a atendê-los naquilo que eles exigem.

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  23. Eduardo Costa19/07/11 13:19

    Thales SR,

    O que eu quis dizer é que sai mais barato fazer um lobby no congresso para nnca aprovarem uma lei obrigando a isso.

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  24. O problema aqui no Brasil é que o pessoal compra carro já pensando em revendê-lo para comprar o próximo carro, e não pensando em mantê-lo e ficar com ele.

    Uma vez fiz uns cálculos do Custo Anual de Operação (CAO) de vários modelos. O CAO é o número que nos diz se compensa manter o carro por mais um ano ou se compensa vendê-lo e comprar outro. Para a maioria dos modelos compensa comprar o carro novo e mantê-lo por nove anos antes de trocá-los.

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  25. Interessante o post.
    Entendo o questionamento do autor, mas cabe ressaltar que, assim como o cinto de segurança teve que se tornar obrigatório sob pena de multa, o mesmo acontece com estes equipamentos.
    Para mim a lei é muito oportuna e pode sim, no futuro, ser alterada se tivermos meios melhores. Por enquanto, é ótima, além de trazer à tona a importante discussão da segurança. Uns três anos atrás, quem queria carro com ABS e AB2 era visto como louco - passei por isso ao comprar um Polo. Hoje já é um item mais comum, e felizmente logo será item de série.
    De resto, tão bons quanto o post estão os comentários, como do Leonardo e Caio Ferrarri. Nem vou dizer mais nada pq já disseram tudo.

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  26. Caio Ferrari
    Concordo. Sem mais.

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  27. O engraçado é que já existem sindicalistas criticando a "desindustrialização" causada pela chegada de veículos importados a preços mais factíveis do que os praticados por aqui. Ou seja, o cara quer sobretaxar (mais ainda) o produto importado em vez de brigar pelo aumento da competitividade da sua empresa...

    Quanto aos equipamentos de segurança, a idéia de rever o projeto dos veículos ao invés de simplesmente colocar um par de airbags no carro resolveria sim, pois bati frontalmente com um gol e machuquei as pernas, não o rosto, aliás, o próprio crash test (o Latin NCAP) mostra isso nos testes realizados nos veículos nacionais, o airbag é útil, mas um reprojeto das cabines seria muito mais efetivo, mais informações no www.latinncap.com

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  28. Ok ok, mas uma ressalva:

    O ABS não "soluciona" o problema de distância percorrida em frenagem pânica. A sua intrínseca razão de ser é a possibilidade de manutenção do "controle" (se o motorista for intuitivamente capacitado ou treinado para tal) durante a frenagem, permitindo desvios durante frenagem pânica. Carros SEM ABS seriam (em tese) mais efetivos na simples prova de mensuração de distância. De resto, concordamos.

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  29. Existe uma maneira de usar o freio comum, com a mesma efetividade do ABS.
    Quando for necessário parar com urgência e evitar que o carro desgoverne, deve-se pressionar o freio com violência e soltá-lo rapidamente. Faz-se isso sucessivamente até que o veículo fique totalmente imobilizado.
    A princípio pode assustar, porque a impressão é que o carro pula como um canguru, por isso é bom treinar em uma estrada vazia diversas vezes até pegar o jeito.
    Fiz isso em várias ocasiões e funcionou.

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  30. Humberto Monesi19/07/11 16:11

    Kantynho,

    Não sei se eu me expliquei direito, mas aqui o sinal de pare e pintura no solo não é para quem se aproxima da rotatória,mas sim para quem está "dentro" da rotatória, ou seja para quem já está contornando. De uma olhada em "R. José Meloni, R. Manuel de Oliveira, Mogi das Cruzes" no Google Maps, você pode utilizar o Google Viewer, curiosamente a foto mostra um ônibus parado no meio da rotatória dando passagem para os veículos, inclusive o que tirou a foto.

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  31. Vai ser bacana essa Lei...

    Aki na roça metade dos "motoristas" não usa cinto de segurança.

    Vão continuar morrendo msm c/ airbag sabem pq? Pq os airbags usados nos carros brasileiros usam o padrão europeu, ou seja, são menores em comparação aos usados nos EUA.

    Palavras de um executivo da Volvo a mtos anos atrás, qnd perguntado do pq da fixação da marca p/ segurança:

    Se um cliente se acidenta e morre, perdemos uma venda futura. Se a segurança dos nossos carros o salva, ganhamos uma venda futura.

    Sensacional não é msm?

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  32. Eu acho que a lei acertou em exigir esses itens de segurança. Mas antes deveria obrigar outros 2 itens, que ainda não são de série em todos os carros:
    - barra de proteção lateral (falta no Gol)
    - freio a disco nas 4 rodas (falta em vários, inclusive em muitos que tem ABS). Pra mim não faz sentido por ABS num carro com freio traseiro a tambor.
    Em relação a motos, também considero um absurdo que ainda sejam vendidos modelos com freio frontal de tambor.

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  33. Olá, meu nome é josé irapuan!
    acompanho vários blogs e acho o seu muito intessante!
    Vejamos bem, quanto custa voc~e se candidatar para deputado federal, Senador, Presidente da república? alguem precisa pagar a conta, então: recebe-se de alguém, que explara de nós e que impõe a quem elegemos o que eles querem para em troca explorarem à vontade os idiotas (nós) que os elegeram! conta simples!
    me perdoe se fui grosso com as´palavras mas.
    Vejam bem compprei um Fiat uno por 5000,00 arranquei o motor e estou adaptando um motor elétrico o carro está me saindo por 10.000,00 e nunca mais eu o abastecerei pois coloquei placas solares, tendo em vista que moro no nordeste!
    para melhores contatos! irapuan80@yahoo.com.br

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  34. Humberto Monesi19/07/11 17:33

    José Irapuan,

    Quando puderes envie umas fotos e dados de performance e autonomia do seu "Fiat Uno Solar Volt" para o blog publicar. Eu fiquei curioso, acredito que o pessoal que aqui troca informações também deve ter ficado.

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  35. Alexandre - BH -19/07/11 19:30

    Farjoun,

    O Latin NCAP não estaria aí justamente para cobrir as falhas da lei que você aponta e conscientizar o consumidor?

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  36. Eu sou contra o airbag. Infelizmente tenho o pessimo habito de dirigir com a mao no topo do volante. Ja vi um airbag detonar (sim, pq é um explosivo. Alguns acreditam que é um cilindro de gas) e nao gostaria de engolir meu proprio punho por ter esquecido de dirigir com as maos na posição correta por um momento.
    Novamente, mais um motivo pra nao comprar um carro novo...

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  37. Andycds,

    Entendo que o freio a disco possui vantagens sobre o freio a tambor (maior imunidade a água, menos chances de desgaste por aprisionar sujeira, maior capacidade térmica, mais fácil de inspecionar o desgaste do material), mas não vejo incompatibilidade entre o tambor e o ABS.

    Para carros leves, excetuando as vantagens que citei acima, não faz diferença o uso de disco x tambor no eixo traseiro.

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  38. Vai ser o maior legal! Somos um pais onde só tem gente rica!!! Podemos pagar por esse custo adicional de aquisição e manutenção!!!! Não tem problema MESMO, somos o povo mais rico do mundo pois aleem de pagarmos os impostos temos que pagar por saude, educacao, segurança, uso de estradas, etc. etc. etc... Brasileiro é rico pacas!!!!

    Como sempre, o Brasil resolvendo as coisas na canetada. Anos atrás, tem uma cidadezinha aqui perto de onde moro, cujo centro fica numa bacia e a periferia no alto dos morros. Ao questionar porque a periferia sofria com a falta de agua, um tecnico do departamento de aguas respondeu a um vereador que o problema era a ausencia de bombas em quantidade suficiente para fazer a agua vencer a lei da gravidade e chegar ao alto.

    A replica do Vereador: "Lei da Gravidade? Se o problema é esse, que cancelem essa lei"

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  39. Daniel Shimomoto de Araujo

    Hahahahahahah....eu pensava q só existia 1 Tiririca!

    Povo desse tem + é q morrer de sede msm...afinal de contas foram eles q elegeram a figura!

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  40. Correto, a prioridade deveria ser o nível de segurança do veículo e não os equipamentos que ele carrega. As duas coisas parecem indissociáveis, mas não são: outro dia li uma matéria sobre um crash-test realizado com um carro chinês, um modelo popular e pequeno. O resultado? Desastroso, com deformação severa da cabine e poucas chances de sobrevivência para os ocupantes da mesma. O carro estava equipado com duplo airbag e ABS, mas mesmo assim não se mostrou muito mais seguro que um desses populares nacionais vagabundos. O foco da lei está errado, mas como você disse no texto, esperar algo inteligente e bem feito vindo do governo é pura ilusão.

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  41. Velho, mas limpinho20/07/11 01:42

    Carlos,

    Veja o lado positivo disso.

    Se o carro chinês se mostrou mais seguro (mesmo que pouco mais) que um popular nacional vagabundo, o efeito desta lei deixará o popular nacional vagabundo mais seguro que o chinês que já é melhor, mesmo com suas deficiência.

    A lei foi mal feita, mas é um começo, pois na atual situação, a classe mais pobre nunca teria acesso a estes itens de segurança, seja por burrice (prefere comprar as rodas, o som, etc) ou por falta de opção ao não ter estes equipamentos oferecidos nem como opcionais para o carrinho popular desejado.

    VmL

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  42. "Comprar carro pensando em revender, é como escolher a esposa pensando na separação."

    Nota 10 para a frase do Leonardo! Com a devida licença, vou passar a usar.

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  43. Humberto, placa de PARE no meio do trajeto da rotatória é algo realmente sinistro! Em rotatórias muito grandes é comum que haja semáforos. Em Portugal é muito comum. Mas isso em rotatórias com 4 faixas de rolamento e de diâmetro realmente amplo.
    E se um motorista de fora causar um acidente numa rotatória assim, como será que fica? Afinal, a regra é bastante clara e não somos obrigados a ficar observando regras inventadas e regionais... Acho que seria o caso de alguém procurar o denatran, ministério público, ou o PAPA quem sabe...

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  44. Para aumentar a segurança no transito temos que aumentar a educação de pedestres e motoristas. Isso é fato. Mas isso o governo não quer fazer...
    Esta resolução nada mais é do que transferir o problema para consumidores e fabricantes visando reduzir índices estatísticos e favorecer interesses comerciais.

    Nelson

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