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15 de julho de 2011

TANQUE DE COMBUSTÍVEL






Lendo o jornal hoje na internet, deparei-me com a notícia de um automóvel que havia capotado na rua Cardeal Arcoverde, bairro de Pinheiros, em São Paulo. A foto acima, mostra a parte inferior dele, um Honda Fit.



Logo de cara me chamou a atenção a localização do tanque de combustível: exatamente entre os eixos do veículo, na posição mais segura possível. Pois uma batida, para atingir o tanque e provocar vazemento de combustível, precisaria afetar até embaixo do banco do motorista. Ou então partir o carro em dois.



Apesar do motivo principal da Honda de ter colocado o tanque ali ter sido o aproveitamento do espaço sob o banco traseiro, esta posição do tanque imediatamente ativou na minha memória um texto que eu havia lido na revista Quatro Rodas há muitos anos, no início dos anos 80 (dezembro de 1981): uma matéria sobre a insegurança dos tanques de combustível dos carros daquela época. A chamada da matéria era um acidente em que o motorista bêbado de um MP Lafer bateu atrás de uma Caravan.



Era uma madrugada de sábado (12 de setembro de 1981) e nesta época o governo havia proibido o funcionamento dos postos durante os finais de semana, em uma "brilhante" ideia para economizar gasolina. Sendo assim, era costume encher o tanque às sextas-feiras para se ter combustível para rodar no fim de semana. Havia até filas nos postos às sextas-feiras por causa disso. E o motorista da Caravan havia enchido o seu, como todo mundo fazia.



O para-choque dianteiro metálico do MP Lafer, um carro de frente baixa, possuía garras que, na batida, entraram por baixo do para-choque traseiro da Caravan, atingindo seu tanque, que era exposto por baixo do carro e localizado bem rente ao painel (saia) traseiro. As garras metálicas rasgaram o metal do tanque e o atrito de metal contra metal produziu faíscas que incendiaram o combustível. A grande quantidade de combustível que vazou pelo fato do tanque estar cheio formou rapidamente um lago de gasolina em chamas, matando os ocupantes da Caravan, um casal. O motorista bêbado sobreviveu.



A reportagem chamava a atenção para o fato de que a grande maioria dos carros nacionais possuía tanques na traseira, alguns mais, outros menos expostos, e a única exceção de tanque mais seguro era o Chevette sedã, cujo tanque ficava logo atrás do banco traseiro, em posição vertical, mais protegido em caso de colisão.



Nesta época também se dizia à boca pequena que o Fusca e seus derivados eram carros de camicase: O tanque dianteiro era o primeiro a ser afetado em uma batida frontal, já que na época ainda não era comum se aplicar o conceito de deformação programada. E, dos VW a ar, nem a Kombi escapava; era comum ver Kombis totalmente queimadas - qualquer princípio de incêndio era agravado pelo fato do tanque de combustível ficar junto ao motor, na traseira do veículo. O fogo no cofre do motor atingia rapidamente o tanque, que fornecia o combustível para aumentá-lo.



Nos EUA esta briga havia acontecido uma década antes, com o polêmico caso do Ford Pinto. O Pinto (acreditem, a Ford pensou em lançá-lo no Brasil com este mesmo nome e ninguém na Ford Brasil tinha coragem de dizer ao executivo americano o que este "grande nome" significava por aqui) era um modelo subcompacto, parecendo uma versão menor do Maverick, porém desenvolvido em outra plataforma. Tinha a traseira muito curta e isto trazia um problema: O tanque de combustível ficava localizado entre o painel (saia) traseiro e o eixo traseiro rígido motriz, cujo uso era praxe nos carros desta época. No caso de um impacto por trás, enquanto o painel traseiro se deformava, ele empurrava o tanque para a frente, porém, pelo pouco espaço, este encontrava o eixo traseiro e, ao ser prensado contra este, os parafusos do diferencial o rompiam, liberando o combustível.








Ford Pinto

Lee Iacocca, presidente da Ford na época, havia determinado que o Pinto deveria ser o "carro 2000": Pesar até 2.000 libras (908 kg) e custar até 2.000 dólares (de 1970, equivalentes a 11.650 dólares de hoje). Por causa destas restrições de peso e de custo, não foram adotadas as soluções que consistiam em uma chapa de reforço no painel traseiro e em uma proteção que impedia o contato dos parafusos do diferencial com o tanque, soluções que custariam 11 dólares por carro (64 dólares de hoje, o equivalente a 100 reais).



Já ciente do problema desde a época do lançamento do carro, a Ford fez as contas, calculando o número de carros que se incendiariam e quanto seria pago em indenizações por isso, jogando este valor contra o custo de 11 dólares a mais por carro: Ficava mais barato pagar as indenizações. Algumas vítimas descobriram isto e processaram a Ford, sendo que a justiça americana ordenou a fábrica a lhes pagar, como penalidade por ter trocado vidas humanas por lucro, tudo o que havia sido economizado ao não implementar a solução para o problema. No fim, a Ford também acabou sendo obrigada a fazer um recall do Pinto para consertar o problema do tanque, mas a imagem do carro já estava muito comprometida.



Um filme de 1984, "Confidencial" (título original: "Top Secret"), faz uma piada com esta fama, quando um Ford Pinto leva uma levíssima encostada na traseira e explode em chamas.




Poucos meses após a reportagem da Quatro Rodas, foi lançado o Monza, versão brasileira do projeto de carro mundial "J", que trazia uma novidade interessante: O tanque se localizava embaixo do banco traseiro. Muito diferente do que acontecia com os nossos carros de até então, o tanque era posicionado à frente do eixo traseiro (eixo de torção, no caso do Monza), ficando, assim, muito mais protegido no caso de um impacto. Uma eventual batida na traseira teria que amassar todo o porta-malas e chegar até a deslocar o eixo traseiro para frente para atingir o tanque, o que só pode ocorrer em um choque muito violento, em que as chances de sobrevivência dos ocupantes do veículo já são baixas pela violência do choque em si. O tanque não mais atuaria como um elemento agravador das consequências de um acidente.


Atualmente, grande parte dos carros nacionais adota esta solução de colocar o tanque de combustível embaixo do banco traseiro. Mas hoje descobri que a Honda foi mais além deslocando-o mais para o centro do carro ainda, colocando-o embaixo do banco dianteiro. Muito bom que, 30 anos depois daquele fatídico acidente com a Caravan, os problemas apontados pela reportagem foram finalmente sanados.



CMF

45 comentários:

  1. Ironicamente, o tanque do chevette hatch, ao contrário do sedan, fica quase na mesma posição que o do ford pinto

    (PS.: o motorista bebado sempre vive... vou começar a dirigir bebado também, como medida de segurança...)

    Sds

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  2. Havia uma caminhonete da chevrolet (ou gmc nao lembro) que também explodia com facilidade nos acidentes. Investigaram e descobriram a correspondencia interna de um engenheiro referente a redução da espessura das paredes dos tanques de combústivel, aonde na produção em série iria gerar uma grande economia de material, e a chances de explosão seriam mínimas e o lucro compensaria a indenização. Senão me engano a montadora pagou uma indenização de 1bi aos familiares da vítima.

    Rafael Tripa: Bebado nunca morre e nunca se machuca incrível isso. Se morreu é porque não estava bebado o suficiente eheheheheh

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  3. O tanque da montana também fica na mesma posição, inclusive de madrugada (quando está um silêncio absoluto) é possível escutar o barulho dela trabalhando junto com o zumbido da injeção.

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  4. Marcelo Augusto15/07/11 16:53

    O Civic hatch também tem tanque central. E a posição do ponto H permanece como no sedã, muito bom.

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  5. A bem dizer, o posicionamento central do tanque do Fit (e do Civic) deve ter mais a ver com fazer espaco para um pacote de baterias sob o banco traseiro para sua versao hibrida, ja que esta posicao na verdade afeta pouco ou nada o espado traseiro, ate mesmo prejudicando o espaco para os pes de seus ocupantes.

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  6. Gostei do post. Depois vou ver a localização do tanque do meu carro e antes de adquirir meu próximo veículo vou ficar atento a isso.

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  7. Vendo essa foto, não consigo deixar de pensar numa coisa: Como é que esse povo consegue essas proezas? Já vi vários capotamentos assim, e ainda não entendo...

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  8. Caio Cavalcante15/07/11 17:41

    Interessante também a curva que o escapamento faz por conta desse arranjo do tanque: 90° e passa rente à lateral direita.

    Sempre que posso me enfio debaixo dos carros p/ ver esses detalhes.

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  9. Caio Cavalcante15/07/11 17:44

    Marcelo, realmente é de pensar como conseguem. Aqui no Rio essa semana conseguiram capotar um Agile de forma muito estranha numa rua que no horário do ocorrido geralmente está engarrafada. Vai entender...

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  10. A honda, na maioria dos modelos,instalou o tanque no centro...ou quase de seus carros..os civic EG sçao assim também

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  11. Caio Cavalcante:

    Aqui em são paulo a genet tem uma radio (92.1fm se ñ me engano) que tem em sua programação,apenas programas dando boletins infinitos (haha)sobre o transito,acompanhei pelo radio a noticia desse acidente (perto das 11h),e nesse horario,apesar de não muito engarrafada (para os padroes de sp...),há uma certa lentidão por ali,e um movimento bem grande,as esquinas são proximas,e apesar de ser uma bela ladeira(descendo)..não entendo como o condutor desse Fit conseguiu capotar o carro....

    cada uma...

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  12. Bacana observar também,a simetria da parte de baixo do carro..observem que é possivel passar o escapamnto pelo outro lado também...

    ps: Honda S2 hahaha

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  13. E o bêbado sempre vive. É que o seu tanque de álcool também fica localizado no meio do indivíduo (vulga barriga).
    Assim, infelizmente, nunca vemos notícias em que o bêbado causador do acidente pegou fogo.

    E não dá pra entender como o Fit conseguiu capotar na Cardeal Arcoverde. Devia estar imitando o Ken Block, vai saber...

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  14. "Top secret": crááááássico!
    Um projeto de tanque ruim (não pela posição, mas pelo tamanho) é o do Verona. Pelamordedeus, como pôde a Forde fazer aquilo? Eu ainda vou tentar adaptar um tanque de XR3 MK3 nele, que é menos escandaloso.

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  15. Sem contar a mão-de-obra pra se trocar a bóia. Se ela quebra, tem que descer o tanque. É mole?

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  16. Alexandre - BH -15/07/11 18:44

    Na época deve ter rolado alguma manchete do tipo “Lee Iacocca é demitido por causa do Pinto”... Esses tablóides não perdoam ninguém!

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  17. Alexandre - BH -15/07/11 19:16

    Pelo jeito o perigo agora vem da China. Estive observando a localização do tanque de gasolina da picape Effa. Está na parte final do chassi, bem exposto. Puseram um para-choque frágil na traseira, provavelmente só pra cumprir tabela em atendimento à legislação brasileira. Fato é que esse utilitário é muito leve e ninguém precisa ser perito pra saber que um carro de passeio entra fácil debaixo de sua traseira alta. Sorte que não existe muito MP Lafer rodando por aí...

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  18. Isaac

    V.encontra peculiaridades como essa em carros q.são projetados para construção com volante à esquerda ou à direita.O Jazz japonês e o inglês têm bocal do tanque e passagem do cano de escape em lados opostos aos dos nossos; acho q. os próprios tanques são diferentes

    Agora,pela qualidade dos motoristas q. estamos colocando nas ruas e a qualidade das ruas q. oferecemos aos nossos motoristas,não dá para estranhar tanto quando acontecem bizarrices como essa

    Farjoun

    Essa história do nome do Pinto é "tchatcha" ou,como queira,"lenda urbana"...Tem dó,vai...

    Abs...

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  19. O interessante no tanque do chevette é que quando a bóia quebrava, era só dar uma freiada na garagem para escutar quanto de gasolina tinha no tanque. Mas tbm sempre achei perigoso o tanque encostado no banco, pq qualquer pancada atrás a traseira entrava toda.

    No hatch, o interessante é que o tanque só ocupava metade do porta malas, a outra metade ficava um excelente porta objetos e o estepe.

    PS: o santo do bebo é forte. Pode prestar atemção, bebo só cai em câmera lente

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  20. Antonio Carlos15/07/11 20:22

    Esses MP Lafer é o cúmulo da ridicularidade, como toda imitação o é.

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  21. gaboola,

    Ouvi esta história do nome de um professor da faculdade que trabalhou na Ford no início dos anos 70.

    Claro que não foi por este motivo que não lançaram, mas provavelmente porque ele era do mesmo tamanho e porte do Corcel que já estava sendo produzido aqui.

    Aliás, a Ford gostava de nome de cavalo na época, tentando chupinhar o sucesso do Mustang: Pinto e Corcel também são nomes de cavalo. É que pra gente Pinto é muito mais conhecido pelos outros significados, um deles é o filho da galinha, eheheh...

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  22. Marlon, a pick-up em questão era a C/K da segunda metade dos anos 1970 ao fim dos anos 1980. O tanque, em que pese estar em posição centralizaa, ficava em uma posição muito fácil de ser amassado em batidas laterais, gerando a tal propensão a incêndio.
    Sobre bêbados imortais, conheço o caso de um cara que quase explodiu um posto de gasolina com seu carro, não sem antes ter batido em um outro carro, tudo isso em alta velocidade. Ainda bem que ninguém morreu nem houve cena cinematográfica, em que pese uma bomba ter sido derrubada.

    Sobre o tanque do Fit e do euro-Civic, o propósito inicial foi mesmo permitir um assoalho mais baixo na traseira, de maneira a permitir que o assento descesse ao rebater o banco, formando uma plataforma de carga ao mesmo tempo baixa e plana, com também a possibilidade de transformar a área atrás dos bancos dianteiros em "cabine estendida" (o T de ULT, de "tall) e também permitir que na prática se aumente a capacidade do porta-malas em uns 20 l com o banco sendo ocupado por passageiros (usando-se o vão inferior para acomodar bagagens menores). A conta da Honda foi que poucas pessoas usam o espaço embaixo dos bancos dianteiros e que a perda daquele espaço não geraria maiores problemas. E nessa, também acabou ficando o lance de o tanque ficar ainda mais protegido, uma vez que na mesma área que tem de ficar 100% intacta em colisões. O único inconveniente é que até agora não vi a Honda conseguir uma capacidade maior do que 40 e poucos litros, o que pode ser problema com o sistema flex.
    Sobre capotagens inacreditáveis, também queria saber como isso acontece, pois há coisa de um, dois meses, vi alguém conseguir capotar um TR4 na Vila Madalena em um trecho com curva suave (ainda que um TR4 não seja exatamente estável, ele lida com curvas suaves tão bem quanto a maioria dos veículos de centro de gravidade mais baixo).

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  23. Interessante é que aparenta haver duas curvas de 90 graus no sistema de exaustão (escapamento) do Fit. Será que isto não cria uma resistência razoável (perda de carga) ao fluxo de gases queimados? Como a Honda lidou com isso?

    Abraços.

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  24. O MOnza tambem tem o tanque bem localizado.

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  25. Octavio
    Acredito que isso pouco influi num motor pequeno,e que tem como objetivo ter um bom torque em baixa,já que uma certa resistencia ao fluxo do escapamento,é bem vinda nesse caso,pois dificultando a expulsão dos gases do escapamento,mantém-se um pouco de gás na camara de combustao,e isso colabora para a obtenção de uma curva de torque,que atinja o seu pico com rotaçoes mais baixas,além do mais,os catalizadores e abafadores restringem muitissimo mais...

    Seria problema em motores que tivessem como objetivo torque e potencia lá em cima,como no Si que gira a 9000,e tbm como os motores dos civic mais antigos,o EG8 93' de casa,tem seu pico de torque acima de 4500 e sua potencia acima de 5500.

    ps:ainda não consigo explicar direito o pouco que sei,desculpe se não fui claro hehe

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  26. Os Jeep Willys tinham o tanque debaixo do banco, mas dentro da cabine.
    Não deixa de ser mais seguro que o Pinto hahaha.

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  27. Anônimo 21:13,
    Ao ler seu comentário, levei até um susto: ao invés de pensar no Mitsubishi, o primeiro TR4 que me veio à cabeça foi o Triumph...

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  28. O simples fato da troca do material do tanque de metal para plástico com deformação planejada junto ao desligamento da alimentação (bomba de combustível) ao detectar uma pancada já reduzem muito as chances de explosão em qualquer veículo comum hoje em dia. A solução de colocar o tanque no meio do veículo nada tem a ver com a segurança, é apenas uma solução de engenharia.

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  29. O Lee Iacocca não quis dar mais rigidez ao Pinto, se deu mal...

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  30. Marcelo Junji15/07/11 23:20

    Para mim, inseguro é tanquinho de gasolina no cofre do motor. No meu carro flex, nunca coloquei gasolina no tanquinho.

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  31. A posição central e baixa também ajudaria a baixar o centro de gravidade e a distribuição de massas, ou isso é viagem de minha parte?

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  32. Olá.
    O Jeep CJ3A 1951 já tinha tanque central debaixo do banco dianteiro. Acho que os anteriores também.
    O Ford modelo T tinha o tanque junto à parede de fogo e aproveitava a gravidade para mandar combustível para o carburador.
    Certamente, nestes dois exemplos a razão não era a segurança ...

    AAM

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  33. Esse assunto remete a outra questão - os tanques de combustível dos carros flex localizados no motor, área de deformação programada do veículo. Ao meu ver, a localização desses "tanquinhos" não está certa.

    Só este ano vi três impactos frontais em que houve incêndio no compartimento do motor, sendo que os três modelos eram flex.

    Há algum tempo li que a legislação norte-americana (FMVSS) não aprova os "tanquinhos" na dianteira por questão de segurança. Não sei se é mito ou verdade, mas é muito lógico duvidar da proteção oferecida pelos tanquinhos em caso de colisão frontal, o tipo de colisão mais comum.

    Cheguei a enviar um e-mail para o CESVI, que infelizmente não tem nenhum estudo a respeito do tema e apenas informou que a legislação brasileira permite tal adaptação.

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  34. Anônimo 15/07/11 21:13,

    Muito boa a sua explicação sobre a razão de tal localização do tanque do Fit.

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  35. Imaginem um MG TD levando uma panca na traseira... "Safety Fast" é a vovozinha!

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  36. KKKKK
    adorei o vídeo
    ri muito com isso

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  37. Lá nos Estados unidos o etanol já tem 15% de gasolina para que o tanquinho possa ser dispensado. Acho essa una solução melhor do que a dos tanquinhos, que vivem vazando!

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  38. Sobre escapes com curvas em 90º, ainda que a foto esteja com baixa resolução, fica a impressão de que as dobras dos canos de escape parecem ser feitas de forma que não haja estreitamentos e achatamentos, o que me faz crer que os gases fluam muito bem mesmo com esse trajeto mais esquisito.
    Vale lembrar que a Honda tem uma boa experiência em trajetos esquisitos de escape, vide o Civic de sétima geração e seu assoalho plano.

    Porém, não deixa de ser engraçado ver que o Fit tem um ressalto na outra lateral que daria para passar outro escapamento. Vai ter gente imaginando um V6 de Accord no estreito cofre do Hondinha após ver esse detalhe.

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  39. Allan Welson16/07/11 23:31

    Oi Marlon José.

    Não só o E85 é melhor opção, como também existem sistemas mais modernos que os tais "tanquinhos". Veja o exemplo do sistema Flex Start da Bosch:

    http://www.flexstart.com.br

    Além do que, o tal tanquinho necessita de uma manutenção geralmente esquecida nos lugares em que o sistema de auxílio de partida à frio no álcool é pouco utilizado, que é a retirada da gasolina velha, fora das especificações "adequadas". E o serviço não é muito pratico de ser feito (a gasolina na tubulação também fica velha). Em locais onde o auxílio de partida à frio é muito utilizado (raro no Brasil em período anual integral), e o usuário sempre abastece seu carro com álcool, a gasolina tem que ser adicionada ao "tanquinho" constantemente e este problema de "prazo de validade" do combustível deixa de existir, mas isto é muito raro (inclusive no momento atual com o álcool custando em muitos lugares mais do que 70% do valor da gasolina). Chega-se mesmo a ter gasolina no reservatório auxíliar com qualidade tal que prejudica o sistema de partida à frio, dificultando ainda mais a partida, ou até mesmo entupindo o sistema de admissão com a "borra" do combustível fora do padrão aceitável de uso.

    Allan Welson

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  40. Antonio
    Os Jeep,tanto o militar como os CJ mais antigos,sempre tiveram o tanque embaixo do assento do motorista.Porisso,o militar sempre carregava o "canister" de reserva,pois o tanque é bem pequeno.

    A alternativa da Chevrolet e outros para os tanques de gravidade dos Fordinhos T e A era um engenhoso tanquinho de gravidade,montado na parede corta-fogo,que era mantido cheio usando o vácuo do coletor.Mas,a questão da segurança persistia,pq. o tanque principal era montado na traseira,no lado de fora da carroceria,entre esta e o párachoque...(Arrepiante!)

    Anônimo das 18:32

    Conforme já foi dito.a carroceria do Fit/Jazz foi projetada para acomodar a passagem do cano de escape de qqr. lado,de acordo com a posição do volante e do bocal do tanque

    De fato,tentar enfiar um V6 naquele vãozinho seria um pesadelo...Mas,se algum doido(ou "entusiasta") ainda não fez,com certeza vai fazer.Pra isso existem os AG da vida...(envy mode ON)

    abs pra todos

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  41. o omega nacional e importado ate 2005, o tanque tambem se localizava atras do eixo traseiro, por causa do espaço ocupado pela suspensão traseira independente e cardã.

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  42. Farjoun
    Fica esperto com a sua caravan.

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  43. Carlos Cwb18/07/11 20:24

    Os americanos não quiseram aqui lançar o Pinto, vieram os franceses e lançaram o Picasso...

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  44. KKKKKKKKKKKKKKK
    Essa foi boa.

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  45. O da Pampa fica escodindo bem no inicio caçamba atrás do banco.

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