16 de agosto de 2011

AS DICAS DE JACKIE STEWART



Não é um piloto qualquer com um pouco de experiência que diz que muitos princípios de pilotagem em pista se aplicam às ruas e estradas.

Porém, não se trata de acelerar a fundo como se deve fazer em uma corrida, mas sim, operar o carro com suavidade e precisão.

Três vezes campeão do mundo de Fórmula 1, em 1969, 1971 e 1973, com 27 vitórias na categoria, Jackie Young Stewart, nascido em 1939 na Escócia , sempre primou pela extrema classe ao dirigir, sem sensacionalismos desnecessários.

Sua grande luta em paralelo à carreira dentro dos carros foi pela melhoria da segurança, algo precário nas competições, e que ele vivenciou várias vezes, seja com amigos falecidos em acidentes com grande freqüência, como consigo mesmo, em sua capotagem na primeira volta do GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, 1966.

Ensopado de gasolina, com as pernas presas pelo volante e de cabeça para baixo, não havia equipamento para removê-lo rapidamente do carro.

Só conseguiu sair por iniciativa de Graham Hill e Bob Bondurant, que também tinham se acidentado na pista molhada e correram para ajudá-lo, desmontando partes do carro para libertá-lo.

Eles usaram ferramentas de um espectador, que estava com seu carro por perto e tinha uma caixa delas. O trabalho durou longos 25 minutos.

Após esse acidente, Stewart assumiu um papel de porta-voz dos pilotos para a segurança, e como resultado quase que imediato, adotou-se a chave geral para desligamento de corrente elétrica e o volante removível. Mais tarde, lutou pela obrigatoriedade do cinto de segurança e pelos capacetes fechados, além de muitas melhorias nas pistas.


Nürburgring, 1966

Depois de liberto do carro batido, no caminho lento para o hospital, ele decidiu que teria seu próprio médico nas próximas provas e a BRM, sua equipe, providenciou um ônibus equipado como hospital, que ficava à disposição de todas as equipes.

Sua consciência do perigo e do risco a cada corrida, o faziam parar na porta de casa ao sair para uma prova, olhar para trás, e pensar que ele poderia não voltar mais. Esse medo, que ele declarou ser real após vencer em Nürburgring em 1973, a pista mais assustadora de todas para ele, o fez sempre ser o mais concentrado e preciso, para evitar acidentes. O resultado foi esplêndido, com três campeonatos mundiais.

Matra-Ford de 1969, o primeiro título

Stewart é um mestre na arte técnica da pilotagem, e em 2008 deu algumas dicas básicas para quem quer dirigir melhor, algo que deveria ser objetivo de todos que conduzem veículos. Essas idéias foram publicadas pelo jornalista Marty Padgett, no site The Car Connection.

De forma direta, aborda o que se deve fazer para não ser um tranca-rua perigoso, que adapto aqui para ficar mais de acordo com nossa situação local.

Escolha o carro certo - Stewart diz que o americano escolhe um carro em três dias, e um alemão em sete semanas. São extremos, um sendo mais compulsivo, e ou outro muito analítico, procurando todas as informações possíveis antes de se decidir. Depois de escolher os preferidos, deve-se dirigir todos esses para escolher aquele em que você se sinta melhor. Pode ocorrer de um modelo ser muito bem falado por todos, mas você simplesmente não se sentir à vontade nele. Esta não será uma boa escolha, certamente.

Seja um entusiasta - mesmo se você precisa ter uma minivan para transportar a família, é necessário gostar de dirigir para fazer um bom trabalho ao volante. Ele afirma que esse entusiasmo, esse gostar de dirigir e de carros,  o faz prestar atenção no que se está fazendo, procurando evitar erros, e consequentemente, observar como as outras pessoas dirigem, o que resulta numa postura defensiva, que é a mais segura.

Seja suave, não apenas rápido - essa frase vai ao encontro à matéria que José Luiz Vieira escreveu na revista Motor 3, muitos anos atrás. Afirma que o bom motorista é o motorista suave. Stewart diz que o passageiro de um bom motorista deve conseguir ler as letras pequenas de um jornal. Todos os comandos devem dados ao carro com suavidade, sem trancos ou movimentos bruscos. Ele não comenta, porém, que o asfalto pode ser o encontrado no Brasil. Está falando de países civilizados nesse quesito.

Entenda o que você sabe e o que você pode melhorar - muitas pessoas dirigem rápido demais, confiantes em sua habilidade. Homens então, tem o fator de "ter que parecer macho", o que leva a situações perigosíssimas. Esqueça esse tipo de infantilidade, e estude o que você sente como uma deficiência. Seja sua visão periférica, habilidade para fazer uma curva de esquina, modo de segurar o volante ou mudar de faixa numa estrada. Se você sente dificuldade em entender onde estão seus problemas, é necessário um especialista para avaliar os pontos fracos e desenvolver um método de treinamento para melhorá-los.

Saiba quando obedecer os limites de velocidade - esse é um assunto dos mais importantes. Não há sabedoria na definição de  limites de velocidade em vários lugares, ruas, estradas, países ou condições de relevo, e outras que dependem de mudanças atmosféricas.
Logo, há momentos e lugares em que se pode e se deve andar mais rápido que a sinalização permite, sempre se equacionando o risco, claro. Mais rápido não significa 170 km/h onde o limite é 120. Claro que essa diferença é exagerada, e sem dúvida, representa muito risco.
O exemplo mais claro de prejuízo coletivo ao se obedecer cegamente um limite imposto, é aquele tipo de motorista que anda no limite permitido, segurando o fluxo natural de uma via, que é mais rápido. Quando esse paladino das leis começa a ser ultrapassado, ele acelera, irritando mais ainda quem estava preso atrás dele.

Aprenda num carro manual - o câmbio automático facilita demais a vida do motorista. As pessoas que aprendem a dirigir neles, tem sérios problemas ao se deparar com um câmbio manual.
Depois de se saber o que fazer num carro manual, haverá folga no raciocínio para se dirigir um automático.

No Ford GT moderno

Com Emerson Fittipaldi, duelos que me dão nó na garganta ao lembrar.

Vê-se que Stewart é alguém que resume bem o que aprendeu nesses anos de direção.
Com todas essas simples e diretas idéias, apenas lamento quando alguém me diz que não aprecia corridas ou mesmo dirigir um carro, seja ele qual for. Que tristes elas são.

JJ

46 comentários:

  1. Outra lição que vemos só de olhar do Mestre Stewart é regular bem a posição de dirigir. Isso se percebe na foto do Ford GT, onde ele se senta bem próximo do volante, com espaço suficiente para não ter problemas na condução. Bem diferente da, onde bom é deixar o banco longe e os encostos deitados quase em cima do banco traseiro.

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  2. JJ, esse post me emocionou de verdade. Parabéns!

    Vou levar essas dicas adiante, mostrando para meus amigos que acham que são pilotos amadores. O velho Stewart não poderia estar errado!

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  3. Mister Fórmula Finesse16/08/11 16:30

    Meu nick é em homenagem a ele!

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  4. Excelente!
    Conheço muita gente que mal sabe operar um câmbio manual e já quer ter carro automático.
    Também conheço gente que sempre teve carro de câmbio automático e não sabe ser suave (!!!).

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  5. Eduardo Vieira16/08/11 16:49

    É como disse o Bob numa lição que nunca esqueço:
    "Você não sabe jogar futebol, hein?"
    -Sim, sou péssimo...
    "Cara, como você é ruim no Xadrez!"
    -Eu sei, nem entendo direito o que acontece...
    "Meu, você é barbeiro..."
    - O QUUUEEEEE?? Seu *%###@, barbeiro é a mãe!

    Incrível como carros afetam as pessoas, e mesmo quem não gosta de dirigir, e eu acho que não deveriam e nem o fariam se houvesse bom transporte público disponível; se sentem ofendidas em relação ao automóvel...

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  6. Outra coisa. Quando vocês vão publicar essa matéria da Motor 3 do JLV? Tentei até comprar no sebo alguma revista dessa para ler, mais não consegui encontrar. Acredito realmente ser uma matéria marcante, pois todos vocês comentam delas em posts.

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  7. Quem dera todos seguissem as dicas de Sir Jackie Stewart, os benefícios serima incontáveis:

    1. Menos utilitários esportivos e "aventureiros" nas ruas;

    2. Menos donos da faixa da esquerda e os chamados "pais de todos";

    3. Menos lombadas, afinal todos saberiam que ao se aproximar de uma escola ou área residencial deve-se reduzir a velocidade.

    ... dirigir seria, novamente, um prazer.

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  8. Se todos seguissem essas dicas valiosas de Jack Stewart, seria o paraíso sobre rodas para todos!

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  9. Suavidade ao guiar o carro é bom pro motorista, que exercita sua técnica, pros passageiros, que gozam de mais conforto, e pro carro, afinal todo tranco é uma tensão em peças de um carro, e acho que cudiado com a máquina nunca é demais.

    Sempre comento com conhecidos que gosto de dirigir sempre da maneira mais suave, e numa comparação bem esdrúxula falo que pra mim o ideal é quando a condução é suave a ponto de permitir alguém ficar em pé em cima do carro e não cair.

    Dicas de ouro, essas do Jackie Stewart!

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  10. E dizem que ele era ameaçado de morte por brigar pela segurança. Procede?

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  11. Harerton Dourado16/08/11 20:40

    Muito bom o post!

    Eu lembro de uma reportagem antiga da QR onde falava de um curso de condução que o Stewart ministrava com carros Ford. Tinha uma tarefa que o mototrista tinha que guiar o carro equilibrando um bola enorme em uma espécie de recipiente gigante colocando em cima do capô!

    Pra finalizar, que bela foto, reunindo o Rato e o Vesgo!

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  12. Certa vez estava folheando uma velha Seleções do Readers Digest na casa de minha avó. Nela havia uma matéria com o perfil do então jovem piloto Jackie Stewart, relatando como ele conseguiu terminar uma prova dirigindo com uma mão no volante e a outra segurando a caixa de câmbio para não soltar as poucas marchas que ele engatava pela base da alavanca.

    Estou com vontade de procurar essa revista (tarefa difícil...) e republicar o texto na Internet. O problema é encontrar tempo: um artigo cada vez mais raro para mim.

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  13. Relaxamento geral do corpo também é importante. Muita gente dá tranco no carro e não percebe, já que está tensa.

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  14. Daniel Paganotti16/08/11 21:41

    Suavidade é o segredo mesmo. Odeio quando vejo alguem maltratar o carro: trocando de marcha na base da porrada, usando o freio de um jeito esquisito, pisando e soltando o acelerador muita rapidamente, etc.

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  15. JJ, fantástico. que bom lembrar do papel da suavidade, do finesse, no meio de tanta truculência no trânsito, feita por gente que é "apaixonada por carro", como a propaganda quer nos fazer acreditar...

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  16. Fico pensando na emoção que o Bob sente quando encontra Jackie Stewart por ai.

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  17. sempre procurei dirigir com suavidade, a prova de que consgui é minha esposa que se maqueia no carro enquanto a levo para o trabalho.

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  18. "Seja suave, não apenas rápido" foi na mosca; há alguns anos atrás, um amigo teve a honra de levar Luiz Pereira Bueno até a cidade dele, saindo daqui de casa. Só que quem foi dirigindo pela tortuosa Fernão Dias foi o próprio Luizinho. Palavras do amigo no celular ao vivo: "o cara tá fazendo as curvas a 130, parece câmbio automático e a água nem mexe no copo". É, Sir Stewart, ser rápido e suave é dom, e de pouquíssimos.

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  19. Johnny Carvalho,

    verdade. Não dá para dirigir direito mal sentado, apesar de existirem "pilotos" que acreditem nisso.

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  20. Guilherme,
    divulgue a vontade, agradeço por isso.

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  21. Mister Formula Finesse,
    boa !!!!
    Lembro de Stewart e Fittipaldi, Zolder, 1973. Eu era um pivete, a TV preto e branco, mas cara, aquilo me arrepia até hoje.
    Emocionante ver e saber que esses dois magos se respeitam profundamente. Por isso coloquei a fotos dos dois, é algo muito bacana.

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  22. Eduardo Vieira,
    é verdade. Dizer que alguém é "bração" é quase como ofender a mãe da pessoa. Incrível.

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  23. Johnny Carvalho,
    sobre a matéria do JLV, me comprometo a transcreve-la aqui, em breve.
    Obrigado por cobrar.

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  24. Eduardo Antunes de Oliveira,

    isso tudo é um sonho, mas vamos orar por ele.

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  25. Road Runner,
    concordo, mas sabemos que isso é impossível, infelizmente.

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  26. rafthehay,

    esse é o objetivo: usar a máquina sem danificá-la, além de não incomodar os passageiros.

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  27. jopamacedo,

    não sei se é verdade, mas Stewart sem dúvida incomodou muita gente que deveria fazer algo pela segurança mas não fazia.
    O Bob já leu a autobiografia dele, e eu tenho o livro mas ainda não li.
    Isso deve estar contado melhor lá.
    Chama-se "Winning is not enough", tem sempre alguns exemplares usados a venda na Amazon, a bom preço.

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  28. Harerton Dourado,

    obrigado.
    Stewart trabalha ainda como consultor para a Ford, para várias atividades. Esse curso foi uma delas. Deve ter sido incrível poder participar. Conhece alguém que o fez ?

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  29. JT,
    seria legal se você encontrasse a revista.
    Ele também ganhou uma prova, não me lembro onde, com o pulso quebrado.

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  30. Daniel Paganotti,
    tive um gerente por um tempo, que acelerava e freava de forma binária, 0 ou 1, tudo ou nada.
    Dez minutos com ele dirigindo e eu queria minha mãe !!!! um horror total.

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  31. Ciro Margoni,
    é incrível essa habilidade de ser rápido e suave. Para mim, é a maior prova do grande piloto.
    Em ralis, quando temos a sorte de ver na TV, podemos verificar isso de forma instantânea, comparando pilotos nas imagens de câmeras dentro dos carros. Os melhores e que mais ganham corridas são sempre os mais suaves. os "cavalos" estão sempre errando e batendo.

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  32. Mister Fórmula Finesse17/08/11 08:39

    Juvenal e aos demais amigos;

    Uma breve garimpada na QR Digital dos anos oitenta - que dádiva essa iniciatva da Quatro Rodas - é o suficiente para encontrar a matéria do mestre ensinando a conduzir suavemente.

    A tal da "fórmula finesse" é explicada e ilustrada com fotos interessantes, vale a pena conferir para agregar a este excelente post.

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  33. Otímo post Juvenal!. O mister Jackie sabe como ninguem transcrever os ensinamentos das pistas de corrida, para o AUTOentusiastas das ruas e estradas!. Sobre a matéria do grande JLV, sempre lí em algumas postagens suas, sobre tal reportagem. Eu, que infelizmente não sou dos bons tempos da MOTOR3, fico com água na boca, quando falam desta grande revista! Poderia qualquer dia, colocar algumas matérias por aqui?

    Por favor Mister Fórmula Finesse, poderia passar mais informações sobre as edições?.. Os números e os anos das edições com maior exatidão? Eu ando buscando aqui, mas está um pouco complicado encontrar! rsrsrs..

    Obrigado!

    Henrique

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  34. Lembro que na escola de pilotagem do Stewart ele colocava um aro de roda colado no capô e virado com a boca pra cima. Ali ele colocava uma bola de futebol e mandava o cara tocar o mais rápido possível sem que a bola saísse voando.

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  35. Mister Fórmula Finesse17/08/11 09:47

    Henrique;

    Vá até a edição de fevereiro de 1988 que têm o embate de Gol GTS e Monza SR na capa; a matéria está nessa revista.

    Arnaldo; extamente isso ali...memória boa hein?

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  36. Bom, só posso falar que sempre amei, e sempre amarei dirigir um carro ou uma moto. Qualquer carro, qualquer moto. Sou muito fã deste cara por isso mesmo: ele ama tratar bem essas máquinas.

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  37. Obrigado Mister Fórmula Finesse!. Agora vou desfrutar da matéria aqui, e tirar alguns ensinamentos do mestre! Ao ler o comentário do Arnaldo Keller sobre a escola de pilotagem do Sir Jackie, acho que devemos sempre lembrar de um outro piloto que acredito, ser o precursor das escolas de pilotagem, o Italiano Piero Taruffi.

    Henrique.

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  38. Apesar do acidente de Spa, tempos depois li em uma entrevista que medo mesmo o Stewart sentiu quando seu filho Paul foi diagnosticado com câncer.

    Mas felizmente deu tudo certo e ambos estão aí (e bem) até hoje.

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  39. Mister Formula Finesse,
    obrigado pela informação da matéria da Quatro Rodas. Irei procurar e ler.

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  40. Italo,
    compreensível o medo, lógico.
    Nada supera a importância de um filho.

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  41. Li há muitos anos os ensinamentos do Jackie e a partir daquele momento me tornei outro motorista. Hoje eu gosto mesmo é de dirigir suavemente e respeitar ao máximo as leis de trânsito, mas sem ser um segura fila.
    Eu me considero um auto entusiasta, porque existe muitas formas para sê-lo, inclusive fazer parte deste blog, mas depois da morte do Senna, não assisti mais a nenhum tipo corrida. Eu não sei a razão, mas simplesmente não consigo.

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  42. sem bajular.bob sharp tem esse estilo.costumo dizer que, se os carros falassem, sempre diriam obrigado!,quando ele para o carro.

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  43. excelente post
    meu avô jura que conseguia guiar seu galaxie com um copo de água pela metade entre as pernas sem derrubar uma gota sequer e arrumava briga com quem o contrariasse.

    dorso

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  44. Se não me engano, era ele o instrutor de um curso de direção na Inglaterra, que pra ensinar a ser suave, o carro (um Ford Sierra) tinha um prato adaptado ao capô com uma bola de tenis em cima. VOce tinha que completar um percurso simulando manobras típicas de cidade sem derrubar a bola.

    Reportagem da 4rodas de mais de 20 anos atrás.

    Abs

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