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14 de agosto de 2011

A ENORME FORÇA DO CARTEL DOS COMBUSTÍVEIS EM BRASÍLIA





Quem passeia pelas largas avenidas da nossa capital federal nota uma coisa no mínimo curiosa: Praticamente todos os postos de combustível cobram exatamente o mesmo preço pelos combustíveis. Nos poucos postos em que há diferença de preço, esta é de irrisório 1 centavo de real. Na semana passada, que foi a última vez em que estive no Planalto Central, estes preços eram R$ 2,85 para a gasolina e R$ 2,02 para o etanol. Para efeito de comparação, pago na capital paulistana R$ 2,45 pelo mesmo litro de gasolina, que em Brasília custa 16% a mais. Isto não é pouco: Minha noiva tem um carro 1.0 que faz 10 km/l, eu tenho um carro 2.2 automático que faz 8,5 km/l. Nós gastamos o mesmo valor em combustível, apenas por causa da diferença de preço da gasolina. O cartel consegue fazer o km rodado de um carro 1.0 em Brasília custar o mesmo que o km rodado de um 2.2 automático em São Paulo.



A situação é tão surreal que basta pegar uma estrada que saia do Distrito Federal (DF) e entre em Goiás que o preço da gasolina despenca mais de 30 centavos. E o DF é relativamente pequeno, a distância entre o coração de Brasília e a divisa do DF com Goiás é de meros 40 km. Não há como colocar a culpa no frete, pois um caminhão de 15.000 litros de combustível não gasta 4500 reais para andar 40 km. Mesmo que ele faça 1 km/l, o custo para andar 40 km seria de meros 80 reais, um impacto de apenas meio centavo por litro!



O cartel de Brasília é muito antigo. Poucas redes detêm grande parte dos postos do DF. Na década de 90 se tornou comum no Brasil a construção de postos de combustíveis em supermercados, pois há vantagens tributárias para o supermercado em se ter um posto de gasolina. Nos locais onde isto ocorreu, a concorrência dos supermercados fez baixar o preço dos combustíveis, por aumentar a competição no setor. Mas não em Brasília: Em 2000, o cartel dos postos conseguiu fazer a Câmara Legislativa Distrital aprovar e o então governador Joaquim Roriz sancionar a Lei Complementar do DF nº 294/2000, que em seu artigo 2º, § 3º diz textualmente: "Fica expressamente vedada a edificação de postos de abastecimento, lavagem e lubrificação nos estacionamentos de supermercados, hipermercados e similares, bem como de teatros, cinemas, shopping centers, escolas e hospitais públicos."



Sim, em defesa do cartel dos postos, o Distrito Federal era o único ente da federação em que havia uma lei proibindo expressamente a instalação de postos de combustíveis nos hipermercados, privando os brasilienses da concorrência e blindando o cartel para que este pudesse continuar praticando os preços que bem entendesse.



Durante a última década já houve CPI, ações do Ministério Público, do PROCON, do CADE, da ANP, nada parece afetar o cartel, que continua firme e forte. Até que, no início desde ano, o Deputado Distrital Chico Vigilante (PT) propôs uma Lei Complementar que revoga o artigo da LC 294/2000 que proíbe a instalação de postos de combustíveis em supermercados, que recebeu o número de PLC 01/2100.



Este PLC que, contrariando os interesses do cartel, permite expressamente a instalação de postos em hipermercados foi proposto em janeiro e já teve sua votação adiada por 3 vezes, graças a manobras do lobby do cartel.



Os que são contários à lei argumentam que a instalação de postos de combustíveis pode trazer problemas ambientais (e os postos nas entrequadras, áreas estritamente residenciais, todos de propriedade do cartel, estes não trazem problemas ambientais?), além de dizerem que hoje o comércio de combustíveis tem uma margem "saudável" ao varejo de 41 centavos por litro. Para comparar, olhando no site da ANP (http://www.anp.gov.br/preco/prc/Resumo_Por_Estado_Index.asp), descobri que o posto em que abasteço em São Paulo a R$ 2,449 por litro compra o seu combustível a 2,322, praticando uma margem de 12,7 centavos por litro. Olhando os postos de Brasília, vê se que o preço de compra lá é de R$ 2,41 por litro. Portando, compram a gasolina por 9 centavos a mais, mas a revendem por 40 centavos a mais. Enquanto a margem em São Paulo é de 12,7 centavos, a margem em Brasília é de 44 centavos, mais que o triplo. Ô margenzinha saudável, hein? Saudável para quem? Se a gasolina em Brasília fosse vendida com a mesma margem que é vendida em São Paulo, custaria R$ 2,54. Mas custa 31 centavos a mais, graças à falta de concorrência.



Em junho, como seria embaraçoso adiar sua votação pela quarta vez, ele foi finalmente votado. A lei foi aprovada por praticamente todos os deputados (22 votos favoráveis e 2 abstenções). O cartel tinha sido derrotado? Não tão rápido!



O cartel tinha ainda mais uma carta na manga: uma emenda à lei foi adicionada para votação, com um dispositivo bem maroto: Só seria permitida a instalação de postos em NOVOS mercados, vedando sua instalação nos já existentes, sendo que Brasília praticamente não há mais espaço nenhum disponível para a instalação de hipermercados de grande porte. A lei, na prática vira letra morta com esta emenda. Esta emenda (emenda 8) foi proposta por 12 deputados distritais, cujos nomes transcrevo aqui:



Raad Massouh (DEM) - Autor da emenda

Agaciel Maia (PTC)

Aylton Gomes (PR)

Liliane Roriz (PRTB)

Benício Tavares (PMDB)

Luzia de Paula (PPS)

Celina Leão (PMN)

Patrício (PT)

Cristiano Araújo (PTB)

Dr. Michel (PSL)

Washington Mesquita (PSDB)

Wellington Luiz (PSC)



A emenda 8 foi claramente encomendada pelo cartel, cujo lobby arregimentara os parlamentares para intercederem em seu favor. Aprovaram facilmente a lei porque nenhum deputado queria o custo político de ter votado contra, mas já estava acertado com o cartel que seria votada a emenda 8 para, na surdina, tornar a lei sem efeito prático. O placar da votação da emenda foi: 10 a favor, 7 contra, 4 abstenções e 3 ausências:



Votos a favor da emenda (favoráveis aos interesses cartel)

Aylton Gomes (PR)

Benedito Domingos (PP)

Benício Tavares (PMDB)

Celina Leão (PMN)

Cristiano Araújo (PTB)

Dr Michel (PSL)

Liliane Roriz (PRTB)

Luzia de Paula (PPS)

Raad Massouh (DEM) - autor da emenda

Washington Mesquita (PSDB)



Votos contrários à emenda (contrários aos interesses do cartel)

Chico Leite (PT)

Chico Vigilante (PT) - autor do Projeto de Lei Complementar

Evandro Garla (PRB)

Prof. Israel Batista (PDT)

Rejane Pitanga (PT)

Rôney Nemer (PMDB)

Wasny de Roure (PT)



Abstenções:

Agaciel Maia (PTC)

Cláudio Abrantes (PPS)

Olair Francisco (PTdoB)

Patrício (PT)



Ausentes:

Eliana Pedrosa (DEM)

Joe Valle (PSB)

Wellington Luiz (PSC)






A lista da votação foi retirada da página oficial da câmara distrital:




Apesar de ter sido aprovada por 10 votos, são necessários 13 votos para aprovar uma lei complementar. Os deputados contrários à emenda recorreram desta aprovação e ela está sendo rediscutida.



Agora pergunto: Será que os eleitores dos deputados que propuseram e emenda e dos que votaram a favor dela concordam com os votos de seus eleitos? Será que os eleitores acreditam que estão sendo corretamente representados por seus parlamentares?



Caso o leitor seja eleitor do DF e não concorde com a posição assumida pelos nobres deputados distritais quanto à proibição de instalação de postos de combustível em hipermercados, sugiro que imprima esta lista e cole no painel do seu carro, olhando para ela toda vez que abastecer seu carro, para decorar todos os nomes e lembrar muito bem deles no dia da próxima eleição.



Ter concorrência é bom e eu gosto!



CMF

37 comentários:

  1. Incrível, são sempre os mesmos nomes. Quando comecei a ler a notícia achava que realmente se tratava de algo legal acontecendo, mas fui tolo o bastante de me ignorar quem são os nossos digníssimos representantes naquela privada de concreto.

    Sempre defendo minha cidade, tão mal falada, dizendo que o Brasil inteiro manda corruptos pra cá depois vem falar que aqui só mora a corja. Infelizmente, com o passar dos anos desenvolvemos uma "indústria local" de bandidos muito bem remunerados e idolatrados pelo público.

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  2. Carlos,

    O mais engraçado é que se você pega a rodovia de Brasília para Goiânia. Na rodovia é bem mais barato que nas duas cidades. Aqui em Goiânia todo mundo sabe que tem cartel, tá rolando uma CPI mas "não consigo entender" como não agem logo...

    Danilo

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  3. Não existe cartel em Brasília. Essa estória de cartel é uma furada. Porque? Simples "Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor".
    Sou morador de Brasília e todo mundo sabe que não há acordo no estabelecimento de preços pelo fato de que somente um grupo detêm mais de 60% do mercado de distribuição de combustiveis. Ou seja, há um monopólio em Brasília. Os postos independentes que não pertencem as 2 maiores redes, não devem chegar a 5% do mercado. Como baixar os preços assim?

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  4. Aqui na minha cidade também havia essa prática, já que a maioria dos postos pertence ao mesmo dono. Adivinhem o que o único posto de supermercado fazia?...entrava na dança - o posto do mesmo supermercado na cidade vizinha (nem 5 minutos de carro uma da outra) cobrava mais barato.

    Por isso nem sei se essa lei da Brasília faria algum efeito. Esses cartéis conseguem seduzir muita gente. Sempre que algúem reclamava dos preços dos postos daqui no jornal local, o editor (leia-se: dono) respondia que "os preços são mais altos mesmo, devido à qualidade", e por aí vai...

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  5. Moro em Brasília e sofro na pele (ou melhor, no bolso) há anos com o cartel dos postos de gasolina. Já conversei com alguns amigos que trabalham no Ministério Público indagando sobre a ausência de ação contra tal absurdo e sempre me diziam que era desanimador tocar esta luta, pois só acabava "em pizza". Nunca soube ao certo quem eram os políticos defendendo os interesses de tal cartel. Agora sei e não esquecerei seus nomes nas próximas eleições.

    Gabriela Cavalcanti

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  6. Junior Valias14/08/11 10:35

    Moro em Brasília a 13 anos e atesto a existência desse monopólio/cartel, capitaneado pela rede Gasol. Mas na minha cidade, Pouso Alegre/MG, a 200km de São Paulo-Paulínea, a gasolina beira os R$3,00!!! Ou seja, mais cara que Brasília! Percebe-se isso na maioria das cidades do interior de Minas, onde a combinação de preços é mais fácil, devido ao menor número de postos e à maior disposição dos donos em "conversar" entre si, lesando o consumidor. O problema, ao meu ver, é de falta de caráter dos empresários, o que não é exclusividade de Brasília.

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  7. Aléssio Marinho14/08/11 11:37

    Antes de tudo, um feliz dias dos Pais!!!

    CMF,
    Em Bsb existe a maior rede de postos do Brasil, a Gasol. São quase 100 postos distribuidos em todo o DF e entorno.
    A maioria dos postos dessa rede é de bandeira Petrobrás, que possui base distribuidora na capital federal.
    Os postos de combustíveis alegam que antes da liberação dos preços por parte do governo, o que ocorreu com a criação da ANP, a margem de lucro era maior, e com a concorrência e a abertura de novos postos que diminuiu as margens do setor como um todo.
    Como a Gasol é lider de mercado, manteve as suas margens de lucro como anteriormente praticadas, pois a concorrência que sofria era pequena.
    Encutiram no nosso subconsciente que combustível de preço inferior pode ser adulterado, que ja fomos vitimas um dia. Mesmo pagando mais caro num posto Gasol, vc sabe que está levando um combustível de qualidade.
    Por isso que relatos de combustível adulterado em Bsb são raros.
    Por isso que hoje quando vou a Bsb (moro em Belém e pago R$ 2,89 na gasolina e R$ 2,29 no alcool) me conformo com o preço cobrado lá. Para o combustível baixar de preço, só se a Gasol acabar, e se isso acontecer, vai ter que acabar com a segunda rede do DF, a Gasolline, que de vez em quando faz umas promoções.
    Enfim, pedir pra baixarem o preço é pregar no deserto.
    E outra: em São Paulo tudo é mais barato mesmo, por causa do ICMS, pois o estado é produtor de quase tudo nesse país. E os estados possuem uma gana em tributar Combustível, Energia e Telefonia, pois são mais fáceis de fiscalizar.
    Então, fora de SP, se paga mais caro mesmo.
    Quanto ao combustível ser mais barato na região de Alexânia, Abadiânia, são raros os postos que não são bandeira branca, ou seja podem comprar combustível de qualquer distribuidora. Geralmente fornecidos por distribuidoras pequenas, e com qualidade duvidosa. Tiveram que fazer isso pq os viajantes saíam de Bsb com o tanque cheio e nunca abasteciam nesse trecho, para chamar a atenção e aumentar o movimento o jeito é diminuir o preço. Mas ainda fica dúvida sobre a qualidade.
    Essa Lei dos postos em Bsb foi uma aberração, que deveria ter sido levada ao Supremo e questionada a sua legalidade.

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  8. Aléssio Marinho14/08/11 11:40

    Em Mato Grosso, cheguei a pagar R$ 3,30 num litro de gasolina em Confresa, na época que se pagava R$ 2,40 em Bsb. Em Cuiabá, o preço girava em torno de R$ 3,00.
    O MP entrou em jogo, conseguiu comprovar a formação de cartel, madou prender uns donos de postos e a gasolina baixou pra R$ 2,50...

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  9. Esse é o Brasil!!

    Por isso que eu sou a favor dessa campanha: http://3.bp.blogspot.com/_xuZyFxSS-UI/SgueuqRX9dI/AAAAAAAAGFw/NaPUj1FfywU/s400/campanha+limpeza+congresso.jpg
    No congresso nacional e em todas as Assembleias Legislativas.

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  10. Aléssio Marinho,

    Meu pai semanalmente vai de Goiânia para Brasília e abastece somente nestes postos. Somente no carro atual dele, ele já rodou 270 mil km, desde janeiro de 2006, e o carro nunca teve problemas por combustível adulterado...
    Aqui em Goiânia tem três postos que sempre tem combustível pelo menos 10 centavos mais barato, próximo ao Detran, e sempre abasteço lá. Novamente nunca tive problemas por combustível adulterado. O negócio que pega é os Cartéis/Monopólios que acontecem em todo país e os terrorismos que todo mundo faz com postos de bandeira branca.

    Danilo

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  11. E dps falam mal do PT...

    Pois é..

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  12. Políticos de qualquer partido (especialmente do Mensaleiro) só votam contra cartéis dos quais não levam comi$$ão.

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  13. Pisca,
    Se você observar a lista de quem propos esta emenda, vai ver o nome do Patricio.
    O Patricio é do partido dos mensaleiros e é o presidente da Câmara legislativa. Alias, quem controla hoje a camara hoje em Brasília é o PT. Donde se conclui que não há santos nesta história.

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  14. Aqui na minha cidade é a mesma coisa, 3 ou 4 são donos de todos os postos de combustíveis da cidade. Estamos pagando 2,80 a gasolina, um absurdo.
    O ministério público já entrou no meio e não virou nada (estranho).
    Estamos refens. E o pior é que você nem pode falar que é cartel, pois formação de cartel é crime, e sem provas você ainda pode ser processado por calúnia e difamação. Phoda.

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  15. Cartel é complicado mesmo, porém esses preços de 2,85 são fáceis de encontrar em são paulo, mas lá pelo menos tem vários postos, você pode optar qual vai abastecer e escolher pagar ou não mais caro... já em BSB...

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  16. Duas coisas..

    - Como dizer que o cartel é dos postos se o Governo é quem monopoliza, digo, comtrola a distribuição ?

    - Isso, pelo visto, ocorre em qualquer lugar, veja como são os preços em Ribeiráo preto - SP..

    Pólo produtor de etanol e com combustível mais caro que outras cidades que não produz uma gota de combustível..

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  17. Gustavo Cristofolini14/08/11 23:03

    Enquanto isso, na Argentina a comum custa R$ 1,90 e a aditivada de 93 octanas R$ 2,00. Lembrando que a gasolina lá é E0, sem uma gota sequer de etanol.

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  18. moro aqui no DF e gostei muito d ver essa lista e até fiquei surpreso d ver certos nomes votando tanto a favor quanto contra...
    me surpreendeu o deputado Patrício votar a favor da proposta da emenda, foi o único do PT q fez isso, deve ter recebido uma ajuda do cartel na campanha do ano passado e tbm fiquei surpreso em ver q a maioria dos deputados novatos votaram a favor, pelo jeito eles tbm receberam um agrado do cartel.
    É, o povo do DF tá F... mesmo!

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  19. Safados! E o pior, que o cartel é escancarado por aí afora e continua assim, nada muda.

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  20. ICMS na gasolina vendida em Minas Gerais é de 27%. O Governador do Estado, Antônio Anastasia (PSDB) reduziu o imposto do etanol de 25% para 23% e aumentou o da gasolina dos mesmos 25 para 27%, isso em janeiro.

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  21. O atual governador do DF, Agnelo Queiroz (PT-DF), também recebeu um "forte" apoio da GASOL nas eleições de 2010. Isso é fato. Tirem as suas próprias conclusões. E não se esqueçam de que, quando a população começou a organizar via redes sociais, twitter, protestos contra o cartel (p. ex: invadir um posto GASOL p/ abastecer 1 litro e pedir nota fiscal), o ilustre governador colocou viaturas nas ruas para multar os subversivos...

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  22. Isso tudo por que ninguém falou ou não sabe que um dos maiores donos de postos aqui do DF é da família do próprio Roriz. Ai fica fácil entender o porque desta roubalheira desdo inicio e da forma que o DF esta uma merda, em todos os sentidos da palavra. Fico imaginando o que passa na cabeça hoje em dia dessas pessoas que se venderam por terras ou cargo comissionados, o tando do mal que fizeram na nossa cidade que era uma das melhores do mundo...Hoje a cidade é imunda(em vários sentidos), poluída, super populosa, extremamente desordenada, muito insegura, fora a falência da saúde, educação, qualidade de vida...

    Muitas saudades da antiga e perfeita Brasília.

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  23. Essa é uma situação difícil de resolver. Se um empresário qualquer abrir um posto em Brasília e cobrar preços menores, vai morrer na certa. Quero ver quem tem coragem.

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  24. Diogo
    Acho que o esquema é tão forte que o sujeito sequer conseguiria abrir o tal posto. E os caras sabem que ninguém terá saco de ir até Valparaíso ou Águas Lindas ou etc... só para abastecer e tentar fugir do cartel, isso se o preço realmente compensar. E os caras deitam e rolam... e tudo isso debaixo dos narizes do poder central.

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  25. Aléssio Marinho15/08/11 18:02

    Bod@o;

    Rodei muito por nosso país de carro, em lugares que vc jamais pensou em existir...
    Tive a sorte de nunca abastecer com gasolina adulterads, pois sempre tive o cuidado de ir a um posto que não fosse bandeira branca, ou pegar referências com o pessoal de frota das empresas que trabalhei.
    Fora isso, pra viagens a trabalho, preferia ir no hobby 1.6 a alcool que nos serviu muito bem por mais de 3 anos e 250 mil km.
    É natural que todos queiram economizar, mas sou chato com isso. Só uso gasolina aditivada, só abasteço em postos que conheço ou com grande movimento, pois acho que arriscar a vida do motor dos meus carrinhos por economia de poucos centavos, pode me dar um prejuízo maior ficando com o carro parado, esse um intrumento do meu trabalho.

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  26. Em Salvador BA o preço da gasolina e do etanol diferem muito pouco de um posto a outro e quando ha aumento todos os postos amanhecem com os novos preços iguais.
    Obs: meu pai mora a 1.200km de distância de Salvador e abastece com gasolina mais barata que eu e olha que a gasolina sai da refinaria na periferia de Salvador

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  27. Aqui no RJ o cartel é mais bairrista!

    Explico, é que na Zona Sul, os postos tem preços tão caros quanto os postos dos bairros da Zona Oeste e maiores dos que os dos bairros da Zona Norte.

    Talles

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  28. TallWang, quando vou ao RJ de carro eu nunca abasteço na Zona Sul ou na Barra. Em vez disso, abasteço no Carrefour de Belford Roxo, que fica às margens da Dutra. Encho o tanque tanto chegando no RJ quanto indo embora, se porventura precisar de gasolina na Zona Sul, coloco só pingadinho de 10 ou 20 reais e deixo pra completar na Dutra.

    A economia é grande, na casa de 20 a 30 centavos por litro. Num tanque cheio (57l), pode dar uma diferença de mais de 15 reais.

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  29. ESSE PT E FOGO VOTOU CONTRA O CARTEL DO DEM E DO PSDB
    COMO SAO MALVADOS
    E SEMPRE TEM AQUELES QUE ARRANJAM UMA DESCULPA PARA DIZER QUE ESSA FOI MAIS UMA COISA RUIM DO PT

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  30. Acredito que este não seja o fórum adequado para discutir preferências partidárias ou convicções políticas. Pode-se perceber que tem gente de todas as cores do espectro político colaborando com o cartel, mostrando que a subserviência de votar a favor do poder econômico e contra a população é apartidária.

    Refleti um pouco antes de escrever este post porque não queria trazer este tipo de discussão de "meu partido é melhor do que o seu" para o AutoEntusiastas, pois isto não é de forma alguma o foco do blog.

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  31. CMF, vc expôs a situação de forma brilhante, não existe UM PARTIDO a ser culpado, pois TODOS aqueles que estão na política não estão interessados no bem estar da população.

    Onde tem dinheiro alheio envolvido terá um FDP para fazer merda com ele, sem remorso ou escrúpulo...

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  32. Não é a toa que eu nasci em Brasília, na asa sul e atualmente vivo no campo, bem longe...

    O que os olhos não vê, o coração não sente.

    Espero que a coisa melhore muuuiiitttito para Brasília, pois minha saudade da ótima infância e adolescência desta terra é muito grande, e ainda persisto que volte reinar como um bom lugar para viver...

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  33. Penso totalmente diferente! Não temos que nos preocupar com a proibição ou liberação de instalação de postos em quaisquer lugares que sejam permitidos. O que falta é governo descente neste pais, pois a venda de combustível é uma concessão pública, portanto o estado deve fixar o preço de venda e quem achar que é pouco vá ser pedreiro, engenheiro, médico, advogado ou empresário de outro ramo que não seja concessão pública!

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  34. CMF, excelente post, complementado com um tb excelente comentário!
    A sensação que tenho ao debater sobre a política nacional é de gastar meu tempo com algo que está perdido! Não tem solução! É um lixo!
    Desde o início da leitura deste post estava pensando justamente sobre o que o Iroan comentou, concorrência "os tomate do padre Inácio!", o preço deveria ser tabelado para o país todo! Com margens asseguradas e muita fiscalização sobre a qualidade dos combustíveis!
    Outra coisa que percebi, depois da entressafra o preço establizou na regra dos 70%, por que será heim? Aqui em Sto. André abasteço no único posto que esta regra não bate e "por acaso" o preço do álcool é abaixo da média! Digam-me se isso também não é "um acordo entre os cavalheiros"??? Em outros postos só abasteço picado para evitar pane seca.
    Eee... Bandeira branca? Não, obrigado! Sou autoentusiasta meu caro, tenho zelo pelo "bichinho".

    Aliás que diferença fez o etanol ser controlado pela ANP? Que medida "pra inglês ver", heim Dna. Dilma!!! E eu, trouxa, ainda fiquei esperançoso na época!

    Abs

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  35. Sei que sou sempre eu o chato, mas reparo que as pessoas nunca estão satisfeitas.

    Se o governo controla, ele é péssimo pois está interferindo em áreas que não lhe dizem respeito, é ditatorial...
    Se não faz nada, é alheio, bunda mole, ou "neoliberal" (em outras épocas) que deixa as empresas dominarem o mercado e blábláblá.

    Fábio, vc tem toda razão e achar que política é um lixo e não tem solução, pois os brasileiros são os responsáveis por tudo de errado que está aí, independente da sigla/partido ou local de atuação destes fdps.

    Abraço

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  36. O Brasileiro além de mal informado acredita nesse "monte" de baboseiras de políticos oportunistas.

    1) Cada estado tem sua alíquota de ICMS sobre os combustíveis, daí a diferença para cada unidade da federação.

    2) Fala pro DILMÃO "desmonopolizar" a distribuição de petróleo no Brasil.

    3) o que tem de álcool sonegado nesse país não tá no gibi.

    4) Os Supermercados utilizam o crédito de ICMS para obterem vantagem desleal perante os concorrentes, ou vcs acham que eles estão vendendo combustíveis pra agradar o povo brasileiro?

    5) Pergunte a qualquer dono de posto se o tabelamento pra eles não seria o ideal?

    Procurem entender sobre o assunto pra depois debaterem.

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