12 de agosto de 2011

JUCA CHAVES E SEUS CARRÕES




Era uma tarde de um fim de semana e eu passeava pedalando minha bicicleta. Isso faz tempo. Era no tempo em que para andar de bike era só montar nela e sair pedalando. Não tinha esse lance de ficar se equipando como se fosse para uma expedição a Marte, colocando capacete estrambólico, luvas anti-esfregação, óculos anti-raios-ultravioletas-assassinos-e-cancerígenospracacete e bermudinhas elásticas coladas na pele e com um bojo nos fundilhos que parece que o cara se descarregou ali mesmo.

Passear de bicicleta era simplesmente passear de bicicleta. Isso lá pelo início dos anos 70, anos mais coloridos e despreocupados.

E colorida e despreocupada estava a frente do Pandoro naquela tarde com um monte de carros bacanas dos bacanas. O mais bacana deles era o Jaguar E-type do Juca Chaves.

Vermelho, conversível, estofamento preto, capota arriada, e o baixinho sorridente lá conversando animado com o pessoal ali ao redor. Sem estrelismos, que o narigudo não tem nada disso; ele sempre foi muito superior a isso. É um cara culto, de ótimo gosto, gente boa, um gentleman.

Eu era moleque e hoje vejo que também já sabia o que era bom, porque fiquei cego para todos e fiquei vidrado no Jaguar. Tudo se apagou ao redor e sonhei em algum dia poder guiar um igual. E guiei, e guiei não só um, mas alguns, e constatei que eu já estava certo mesmo – o E-type continua a ser dos meus sonhos porque esse é um que não decepciona, pois ele é ainda melhor do que se espera dele. É papa-fina, é tudo no lugar, é a frentona enorme e musculosa que vai adiante, é a gente se encaixando nele como nunca nos encaixamos gostoso igual, é o motor roncando grosso e forte, é potência desde baixa e força louca na alta, é jogá-lo nas curvas e ele saber o que está fazendo, sempre nos avisando com antecedência o que vai fazer, é a gente se sentindo mesmo o rei da cocada.

E passados muitos anos encontro o Juca numa loja de carros da Av Europa. Naturalmente começamos a conversar sobre o carro que ali estava, um Lamborghini, e logo ele veio dizendo que teve um da marca, um Miura, isso na época, quando os Miura eram novinhos, fim dos anos 60, com aquele V-12 central-traseiro e transversal que deixava todo mundo louco porque aquilo não patinava na arrancada e despejava sem dó os seus 400 cv (por aí, não me lembro bem da potência exata, mas isso não importa mesmo e sei que era monstro).

E aí, por incrível que pareça, o Juca tirou um papel do bolso, e nele, escrita à mão, estava uma lista dos 73 carros bacanas que ele teve.

O cara tem bom-gosto mesmo. O leitor imagine aí um carro bacana – mas bacana mesmo, não venha com Opalão, Galaxie etc; imagine alto – e esteja certo que esse estava na lista. Imagine Corvette, Porsche, Ferrari, Maserati, Alfa Romeo, Mercedes, essas coisas. BMW não, porque na época BMW não estava com essa bola toda. Audi muito menos.

Papo vai, papo vem, perguntei a ele se se lembrava do meu pai e tios, que com ele jogaram muita bola quando moleques, eram amigos, e ele se lembrou sim e fiquei feliz por ele ter tão boa e merecida imagem do meu pai, que sempre foi um cara muito legal ponta-firme (logo mais, no domingo, Dia dos Pais, sei que tocarei a sentir o misto de dor e prazer ao pensar na falta que ele me faz, a falta que me faz o seu abraço envolvente e protetor como um campo de força contra os males do mundo. Vá bene! Hoje ele vive em mim e a vida é assim).

Acabou que dali uns dias fui ao seu apartamento no Itaim para fazer uma entrevista com ele para a revista Quatro Rodas Clássicos, uma matéria que acabou não sendo publicada não lembro por que; acho que foi quando infelizmente a revista acabou.

Ele e eu, só os dois, e toca ele a fazer um cafezinho e depois a gente sentar pra conversar, gravador ligado, e sabe lá o leitor o que é ser platéia exclusiva do Juca para as suas piadas? O cara volta e meia conecta assunto e lembra de uma piada e pára tudo pra contar a piada e a gente racha de rir.

Cara simpático taí, e manja de carro mesmo e sabe como usá-los.

Esse soube aproveitar a vida: carros espetaculares, viagens sem conta e mulheres finas. Certamente soube tratar a todos com a devida elegância e romantismo. Certamente deixou em todos boas lembranças e doces saudades.

Mas suas piadas não são somente gozadas, são inteligentes. Uma das que me contou me dou à liberdade de ligá-la aos carros.

Era sobre a mulher ideal.

Ele dizia que a mulher ideal deve ser uma dama na sociedade e uma puta na cama, mas que algumas mulheres confundem as bolas e fazem justamente o contrário...

Assim são alguns carros: têm pinta de serem uns bichos danados e na hora do vamos ver não são de nada. O Thunderbird antigo, 1956, por aí, era bem assim. Foi uma pena ter guiado um, pois foi uma decepção arrasadora, era uma xoxura só. E o carro estava bom, tudo em ordem, nada fora do que era quando novo. Aquele câmbio automático de só 2 marchas era o fim da picada, patinava mais que sei lá o quê. A suspensão era mole, mole banhuda. Enquanto isso, quem me olhava guiando aquele carrão belíssimo tipo uma garça branca reluzente achava que eu era um felizardo que ia decolar pra Lua... Má que Lua o quê! Minha mulher, que estava ao lado, é que estava gostando, porque logo broxei de acelerar o preguiçoso e passei a guiar do jeito que ela gosta que eu guie, como um chofer de lorde inglês, e ela foi só apreciando sorridente a paisagem que passava silenciosa e em câmera-lenta e achando o máximo, sem entender o meu mau-humor ranzinza putodavida.


Algumas réplicas de Cobra que guiei eram também bem isso. Não passavam de um Belo Antônio também. Cada dinheiro mal gasto!

Outros também, alguns outros, mas isso não vem ao caso porque não quero chatear além da conta.

Agora, tem outros que nos dão um prazer de guiar que nos arrepia gostoso e enchem as nossas veias de sangue quente, e a gente não fica querendo estar guiando nenhum outro no momento, a gente não o fica comparando com outro enquanto o está guiando, tipo um Alfinha Giulia GT... êta maquininha safadinha. Bonitinha, discreta, educadinha, mas que, se a gente cutucar vem com tudo pra farra, escora o tranco e gosta. Carro com saúde.




Portanto, caro leitor, para casar com um carro – e creio que o único carro que merece casamento é carro esporte, porque é o único carro que é carro, o resto é transporte mais ou menos confortável ou conveniente – procure guiar bastantes, experimentar bastantes, para saber direito o que estará fazendo e não ser idiota e só ficar com o carro porque acha que os outros vão achar legal e te invejar por isso. Pra gostar de verdade a gente tem que saber porque está gostando e dane-se o que os outros acham.

Não se deixe enganar pelas aparências. Aparência é só um atrativo, válido, mas não é substância. Procure conhecer o espírito, que é o que realmente interessa. Pra isso a gente tem que botar a bunda no banco, esquecer o que se vê e se concentrar no que se sente.

Já guiei carros alquebrados, mal-cuidados, velhuscos e sofridos – tipo um Corvette Stingray com motor 427 falhando –, mas dava pra sentir que ali tinha coisa, o carro tinha espírito, o bicho era uma fera, lobo velho magro e sarnento que sabia o que fazia e por que o estava fazendo.


Como não gamar num carro de verdade desses? É claro que eu gamo! Moleza! É pra já!





AK

40 comentários:

  1. E tem quem se acha de Gol mil, hehe...

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  2. Caramba, broxei. Sempre fui fascinado pelo Thunderbird, igualzinho esse da foto, branco com estofamento vermelho, ai vem você e fala uma coisa dessas.
    Mesmo assim a gente ainda pode fazer umas pequenas alterações mecânicas para torná-lo mais apimentado. Deixa eu ganhar na mega pra você ver.

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  3. marcelo vieira (jmvieira)12/08/11 16:22

    hoje infelizmente carro ficou igual aquelas "geladeiras-freezer", side by side, toda em inox, com um display de lcd 17" na porta com acesso à internet e comando por voz... o dono só vai abrir a porta pra pegar a comida que está dentro e nem sabe usar o lcd, mas claro sabe como ninguem mostrar ela pro vizinho e pras visitas.... e sendo lindo/lançamento/novidade, o que imposta se presta ou não?

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  4. Òtimo post, Arnaldo. Tenho muitas saudades da QR Clássicos e de seus textos. Me marcou muito o que comparava o MGB e o Triumph TR4. Por que a revista acabou?

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  5. Vitor Alves12/08/11 16:30

    Ótimo post, e creio que esses conselhos servem pra escolher mulher tambem hein

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  6. Arnaldo,

    Eu lembro de uma entrevista do Juca onde ele comparava a nacionalidade de um fabricante de automóveis com as mulheres daquele país. Era engraçado, e muitas vezes verdadeiro.

    André Andrews

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  7. Grande Arnaldo,

    Excelente post! Há uns bons anos atrás eu tinha assistido não sei onde algo a respeito desta faceta do Juca. É uma satisfação saber que estas máquinas estão na mão de quem entende e sabe usar, como vc bem comentou.
    Quanto aos acessórios pra bike... Quando comecei a pedalar, uns 10 anos atrás, tirei sarro dos amigos e suas bermudinhas e capacetes. Amigo, depois de 40 km pedalando e uns tombos depois, a gente passa a entender que alguns acessórios fazem falta sim para quem pedala mais de 30 km em um treino. No mais, utilizo-a também para ir trabalhar todo dia, vestido como "civil" mesmo. Aí, concordo contigo, tem gente que exagera, é o análogo do farol xenon, som batendo tudo e outras babaquices.

    Abração! Nestor

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  8. AK
    Beleza de post, coisa de quem têm sensibilidade, paixão...
    E concordo plenamente com o Juca Chaves no tocante a mulher ideal.

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  9. Certo AK, ótimo post!

    Sim, Juca Chaves é um lorde, um dos últimos da sua estirpe...e de um grande coração; admiro a elegância e a grandeza desse ser humano.

    Não; bermudas e capacetes não são penduricalhos à toa...mas eu já tive certo preconceito também.

    Bah, e como não gostar, amar e tecer loas a esses carros citados amigo AK? o Thunder eu já sabia que era manco (imaginava pelos dados técnicos), mas os outros são bem taludinhos...

    O problema é que a realidade (de 99,99...ponto 9 %) dos motoristas do Lisarb, é guiar algo não mais do que um tração dianteira e um motor de dois litros; ou seja....êita amor verdadeiro por qualquer máquina, o que tiver a mão..suficiente para provocar o caudalar da paixão automotiva.

    Hoje mesmo eu pude sentir uma antiga Royale Ghia 1995, quatro portas, bege metálica, com toda aquela abundância de tecidos macios dentro, uma pequena loja de coisas macias ambulantes. Bancos moles, repeltos de ajustes no encosto, toque aveludado nas laterais, a alavanca meio vaga e pouco positiva, o motor dois litros meio errático na subida de giros (dos 2000 aos 3500 um tiro, depois "engazopava"), direção leve...uma antiguidade, mas que antiguidade que eu gostaria de ter..nada performático mas bem produzida nos seus detalhes, uma certa elegância dentro da sua decrepitude tecnológica.

    Gamei, uma station classuda e suave como doce de leite...como explicar??

    O que faço se passo as mãos em um Jag? piro!

    abraço

    Mister Fórmula Finesse

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  10. Quando eu era pequeno meu pai sempre lembrava que nos shows do juca ele sempre falava para as pessoas ajudarem ele a abastecer seu jaguar....mas não sabia dessa faceta oculta dele....

    Parabens pelo post.

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  11. Texto FODA!

    Sem mais...rss.

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  12. Aos bermudeiros e bikecapaceteiros,

    Treinar de bicicleta é uma coisa e pra isso tem mais é que usar esses acessórios, mas vejam bem o que está escrito no texto: PASSEAR. E pra passear é ridículo. Parece que o cara não teve infância, como minha filha Nina, triatleta, diz.

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  13. Luiz Augusto,

    as revistas acabam quando entra menos grana do que sai.

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  14. Como dizia a letra de Presidente Bossa Nova, um dos grandes hits do Juquinha, "isso é viver como se aprova"!

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  15. Vitor Alves,

    de mulher ainda não entendo nem nunca irei entender, por mais que viva cercado delas.
    Eu precisaria estudar mais a Teoria do Caos pra formar melhor opinião.
    Se vire por tua conta.

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  16. Angelo Genovesi12/08/11 17:29

    Só falta um bom uísque para completar o ótimo post.

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  17. Botar um capacete é mais simples que vestir uma camisa, e dá para rachar capacete (e não a cabeça) em passeios também!

    Mister Fórmula Finesse

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  18. Muito bom mesmo.
    Me lembro do Toni Tornado no filme "Simonal - Ninquem sabe o duro que dei", ele disse exatamente assim:
    "O Ronnie Von tinha uma Mercedes, o Juca Chaves tinha uma Lamborghini Countach e o Simonal tinha três Mercedes."
    Me lembrei na hora quando vi o post.
    Roberto Carlos é outro entusiasta...

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  19. luizborgmann12/08/11 18:39

    Olá Arnaldo,
    Quando você mencionou o Lamborghini Miura P400 do Juca, lembrei logo. Quantos será que ainda existem no Brasil? V12 a 60°, 3929 cm3, 350hp a 7000. Quer saber mais? O meu Service Manual for Lamborghini Miura P400 tá lá no ML. A propósito, o seu parente Ernesto Keller(irmão de Arnaldo Keller) da cidade de Carazinho (RS) quando da posse como prefeito, desfilou a bordo de um Ford Thunderbird, novinho. Bem, isso foi em 1956.
    Um abraço, muito bacana a matéria.
    luiz borgmann

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  20. AK

    O Juca tirava essa grana toda com shows de piadas ou já era rico?

    Quais carros esportivos vc indicaria pra um mortal adquirir?

    McQueen

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  21. bravo, Arnaldo! esse Juca Chaves sabe das coisas...

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  22. Bom, isso só me faz pensar em uma coisa... trabalhar bastante pra comprar um carango e ir arrumando aos poucos pra passear nos finais de semana... =]

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  23. Quem teve um Lambo Miura merece no mínimo respeito.

    Sobre o T-bird, se na época ele vendia mais que o vette C1 e era tido como "carro-esporte", imagina a MERDA que o C1 era.

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    Respostas
    1. Tive a oportunidade de dirigir um Corvette 1954, que é praticamente o osso do macaco de 2001 uma Odisséia no Espaço, e tempos depois um T-Bird 1956. Um Corvette 54 e coisa tosca, com o seis cilindro 235, três carburadores Stromberg deitados e uma transmissão Powerglide de ferro fundido. Mesmo assim, ele é bem melhor do que o T-Bird. Na verdade, a Ford chamava geração 1 do T-Bird de "personal car" e não carro esporte. As gerações subsequentes podem ser chamadas de petroleiros...

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  24. Eurico Neves Jr.13/08/11 01:52

    Saudades de um tempo em que o Pandoro era o Pandoro, e não essa cópia caça-níqueis, que nada tem a ver com o original.

    Falando no Juca, eis uma divertidíssima entrevista, onde ele fala de tudo, inclusive carros:

    http://www.semcortes.com/?p=5

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  25. Como só li, agora, no sábado pela manhã, o texto deu um grande início de fim-de-semana. Valeu.

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  26. Vote Arnaldo Keller para X-man!!!

    Tanta gente me enche o saco por causa dos meus carros (Lancer GTI Turbo e agora um Civic Coupê com motor VTI 1.6 de 160 cv) que as vezes quase me convenço de que eles estão certos. Aí entro neste blog, leio esse texto e volto a sanidade!!!

    Por essas e outras sempre falo que o Arnaldo Keller é um dos meus heróis preferidos!!! hahahaha Ele, o Wolverine e o Justiceiro!!! hahaha

    Abraços!!!

    Sato

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  27. Luiz Borgman,

    Esses Keller citados aí não são meus parentes; só se muito distantes.

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  28. Mc Queen,

    depende de você. Você mesmo é que tem que experimentar e ver se faz seu tipo.
    Agora, pra mim, dos novos: Lotus Exige.
    Mas se você pergunta sobre esportivo mais barato: Miata e Z3 (6-cil).

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  29. Grato pela resposta, é que moro no interior de SC e aqui não temos muito acesso a esportivos.
    Dirigi na estrada uma BMW 325i ano 2011 e gostei muito, pena ser automática.

    McQueen

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  30. Junior Antonini15/08/11 11:50

    Eu me casei com um Focus 2008 Hatch Branco. As coisas que eu quis melhorar dei um jeito e hoje ele é um Focus Cosworth. Me faz feliz. Agora no futuro... quem sabe eu não arranje uma "pequena traição?" :D

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  31. Muito legal o post!

    Infelizmente os carrões aí citados são apenas para a "nata"! Abro sorrisos de orelha a orelha dentro de qualquer carro antigo. Ainda mais se eu puder sentir o prazer de dirigir a máquina. heehehe

    Meu sentimento é feio! Pura inveja de você Arnaldo, por ter guiado tais veículos citados no post!

    Abraço!
    GiovanniF

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  32. Ronaldo Nazário16/08/11 14:29

    Ai Arnaldo!

    Menino, o Juca Chaves tem um NARIGÃO.....

    Ai que loucura!

    Mas sou mais o Gato Gostoso do Bambam!

    Ai que calor!!!

    ResponderExcluir
  33. Ronaldo Nazário16/08/11 14:29

    Ai Arnaldo!

    Menino, o Juca Chaves tem um NARIGÃO.....

    Ai que loucura!

    Mas sou mais o Gato Gostoso do Bambam!

    Ai que calor!!!

    ResponderExcluir
  34. AK,

    Estava hoje com aquela sensação... "Pooo... bem hoje que eu poderia conhecer o emblemático autódromo de Interlagos, está este tempinho de M"
    Foi mal aê! Agitei pra caramba, mas ir pro autódromo com este tempo não faz muito sentido pra mim.

    Ainda bem que me deparei com este belo post! Que maravilha! Mudou meu domingo! Vi uma vez o Juca Chaves, debochado que é, comentar num programa de TV pro pessoal continuar indo nos shows dele pra que ele pudesse continuar bancando seu Jaguar, seu caviar e sua champagne... rsrsrs

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  35. Começou com um assunto e terminou em outro. hehe

    Mas é assim que flui um bom papo.

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  36. É... Nelson Piquet é sócio do Veteran Car Club de Brasília e diretor técnico. Há uns meses conversávamos sobre carros e ele me falou de um Thunderbird 56 que teve. Vendeu o carro porque achou uma porcaria para dirigir...

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  37. Otimo post, lembrando essa figuraça que é o Juca.
    Uma vez, inicio dos anos 70, estavamos 3 amigos no fusca de um deles (que por sinal guiava muito), vermelho cereja 69, 1600cc, dupla carburação 40 simples da Solex, comando brabo, rebaixado e com descarga central. Andava muito, pra epoca. Noite de sabado e num dos sinais da Av. Copacabana emparelhamos com o Juca na primeira fila, ele num Jaguar E verde, V12, capota arriada e uma gata do lado. Resolvemos provocar pra ver ele acelerar o Jag. Vruum, Vruum, Vruum, a Kadron central gritando estridente, esperando o sinal abrir, os 3 babacas olhando pra ver a reação do Juca. Dai, num dos intervalos do VW a ar acelerando, ele vira a cara pra nós, se ergue um pouco no banco, faz uma careta e dá um puta grito: VRRRUUUUUM ! Tomamos um susto pela reação inesperada, e logo a luz verde aparece, e o Jag sai devagarzinho, deixando os 3 moleques do Fusca com caras de bobos...
    Menos de 1 ano depois, vi ele em Ipanema com um Miura P400S, castanho metalico, tinindo de novo. Mas ele deve ter ficado pouco tempo com o carro, que logo depois foi comprado pelo Bijou (Benjamim Rangel).
    Nessa epoca cheguei a ver o Juca com diversos outros carros, como Corvettes conversiveis e Jaguares XJ12.
    Nessa epoca, final dos anos 60 e inicio dos anos 70, de raros carros esportivos importados, cheguei a ver o Jô guiando um Dino 246 GT vermelha e o Roberto Carlos com um Cutlass Supreme conversivel vermelho de capota branca. O Carlos Imperial morava lá na rua Sá Ferreira e tinha um Mercury Cougar Azul metalico claro com teto de vinil branco e estava namorando a namorando a Maria Stella Spledore (ex-Denner), que era lididssima. Nos babavamos ao ve-la sair do carro, na garagem, de biquini, voltando da praia. O Israel Klabin aparecia de vez em quando noite, pra comprar revistas no jornaleiro da galeria da Av. Copacabana, também com uma Dino 246 GT vermelha e o Consul italiano ttinha uma Lambo Miura verde limao, na epoca um carro e uma cor muito diferentes. O Waltinho Moreira Salles, ainda menor de idade tinha um BMW 2002 TIi amarelo alaranjado, que era o meu sonho dourado de moleque.

    Bons tempos !

    Antonio
    ,

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  38. Juca Chaves troca de Jaguar todo ano. Aliás, aquele capô longo, enorme, que esconde um motor V12, tem tudo a ver com o dono, porque lembra o narigão do Juca. Um carro com a personalidade do dono. Quem deve gostar é a Iara, quando o Juquinha broxa o narigão quebra o galho, eh, eh, eh...

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  39. Eu curto mesmo são carros clássicos antigos: Dodge Charger; Dodge polara; Maverik; FIAT 147; Opala Diplomata; Ford Landau;

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