1 de agosto de 2011

NÃO TROCAR DE MARCHA: O ATAVISMO QUE VEM DA PRISE

 Foto: bmwpartsforless.com


Acho engraçado quando alguém, principalmente da imprensa especializada, diz que "o motor tem  bom torque e dispensa trocas frequentes de marcha", como se trocar marcha fosse um estorvo. Não me passa pela cabeça que não se goste, ou mesmo se deteste, usar as marchas do câmbio. Especialmente com as caixas atuais, de sincronização perfeita e engates leves e fáceis.

Há pouco falei do Punto T-Jet, em que a elasticidade do motor é tão grande que parece que o carro tem câmbio automático, basta acelerar para retomar velocidade, sem  mexer na alavanca de câmbio. Mas isso para enaltecer o motor, não que dispensar troca de marcha seja uma vantagem.

Essa história da "preguiça" de usar a alavanca de câmbio vem lá de trás, dos anos quarenta ou mesmo antes, quando os motores foram ficando cada vez mais potentes e em muitos casos capazes de levar o carro serra acima na última marcha.

Como havia predominância da lingua francesa em assuntos técnicos até a Segunda Guerra Mundial e sendo a última marcha então geralmente direta, isto é, o movimento do motor entra no câmbio e sai sem nenhum trabalho de engrenagem (a quarta da caixa de quatro marchas do Opala, por exemplo), o que tecnicamente é uma tomada (de força) direta para o acionamento do cardã, diz-se em francês prise directe. 

Na simplificação da linguagem passou-se a falar apenas prise e subir uma serra em prise era o máximo da realização para orgulhoso dono do carro capaz dessa proeza. Desse modo, não trocar marchas subindo uma serra foi passando cada vez mais a significar superioridade, e essa visão chegou aos nossos dias genericamente quando se trata de caixa de câmbio.

Chega-se desse modo ao paradoxo de muitos apreciarem câmbios com cada vez mais marchas - 5, 6, ou 7 - mas não gostarem de trocá-las. É por isso que no Brasil as fabricas soltam os carros com câmbios curtos, pois detectou-se que a maioria dos motoristas não admite reduzir para segunda ao transpor uma lombada, acha que tem de ser em terceira ou mesmo quarta.

Uma marcha direta nem relação tem, não é 1:1, é simplesmente direta. Em inglês, prise directe é direct drive. Foi por causa de drive que se chamou de overdrive o sistema de caixa auxiliar,  montada em seguida à principal, que multiplicava a rotação de saída desta, isto é, uma marcha mais longa do que direta, com o objetivo de baixar a rotação do motor no plano e reduzir o consumo de combustível. Os overdrives tinham sempre comando elétrico por interruptor no painel.

Na extremidade esquerda do painel deste Triumph TR3 1961, o interruptor do overdrive (sportscarshop.com)
O overdrive pode ser associado a uma ou mais marchas, depende apenas do fabricante do veículo. O Corvette C4 de quatro marchas, por exemplo, tinha overdrive como opcional que podia ser usado com a segunda, terceira e quarta.

O efeito overdrive é aplicado em vários câmbios, como os tipo "4+E", em que a marcha "E", a quinta, tem a finalidade descrita acima. A velocidade máxima é atingida em quarta marcha. Mas, novamente o paradoxo, muitos não gostam desse arranjo porque numa viagem têm de ficar reduzindo para quarta, como para retomar velocidade numa ultrapassagem ser necessário reduzir.

Pior, fazem-no de quinta para quarta e o carro não responde como esperado, pois num "4+E" deve-se reduzir de quinta para terceira, pulando a quarta. Para todos os efeitos, em quinta é como se o câmbio já estivesse em quarta.

Se você não se importa de trocar bastante de marcha ou mesmo gosta, parabéns. Mas se você acha chato usar a alavanca, pense bem em tudo que foi dito aqui e aprenda essa parte importante da arte de dirigir.

BS

75 comentários:

  1. Brasileiro de um modo geral não sabe o que faz sentado no carro.
    Não quer câmbio automático porque "não tem esportividade" mas sai de cruzamentos em 2ª marcha para não ter que engatar a 1ª e na estrada diz que o carro que "não sobre tal subida em 5ª marcha" tem motor fraco, tudo por preguiça de engatar a 4ª.
    Sem falar na recente mania das 'pesquisas com o consumidor', que dizem que o brasileiro gosta de transpor lombadas em 3ª marcha...
    Se essas reclamantes não fosse ouvidos, vá lá, mas as fábricas insistem em piorar seus carros em nome dos motoristas débeis.

    É complicado gostar de carro no Brasil.

    ResponderExcluir
  2. Eu dirijo meu carro 1.0 trocando constantemente de marchas, principalmente reduzindo e há quem ache isso estranho. Dessa maneira o carro nunca perde potência numa subida ou retomada. Mas ainda estou estranhando o novo uno way 1.0, as relações são bem curtas então o carro parece sempre pedir uma 6ª marcha quando passo de 90km/h, o motor urra e o giro sobe, mas não posso fazer nada.

    ResponderExcluir
  3. Brasileiro não quer gastar a solinha do seu sapato para realizar uma operação que, para nós verdadeiros Autoentusiastas é algo feito com muito prazer e satisfação! Como????.. vai tentar explicar isso para os Pseudos entusiastas brasileiros, que têm em sua pobre mente, a visão de que os automóveis têm por finalidade transporta-los de um Ponto A ao B apenas mais um ítem de praticidade que encurtou a jornada diária de trabalho de milhares de pessoas ao londo da história! Ahh claro, além de ser um belo instrumento de ostentação pessoal, e símbolo de Ascenção social! Nada mais doque isso!

    Obs: Ô Bob! Estamos esperando a postagem sobre Dicas de pilotagem ( E mais unas cositas más que andei lhe perguntando por aqui em outro dia! rsrs )

    Abraços!

    Henrique.

    ResponderExcluir
  4. Bob, você poderia fazer um post sobre os carros com motor 1 L. Muita gente diz que esses carros são muito fracos e que não sobem ladeiras por exemplo. Poderia fazer uma análise da potência necessária para manter 120 km/h e a potência que um 2 L gera em giros baixos como 2000, 2500 rpm.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Carro com motor 1.0 corre bem em estradas rodovias retas
      quando se diz que motor é fraco é em relação a carregar peso em subidas
      por exemplo um fiat uno 1.0 com 5 pessoas dentro e o porta mala cheio de compras ao se deparar com uma subida bem enclinada ele chora,,,,

      Excluir
  5. Bob, queria saber também sobre os mitos de "urrar" o motor, muita gente desavisada com carros 1.0 sobem ladeiras de 3ª marcha com o carro molenga porque têm dó de baixar marcha e subir o giro, queria saber dessas lendas, já ouvi falar que o carro é pra ser gasto mesmo, que não tem problema nenhum subir uma ladeira íngreme de 1ª marcha com o giro lá em cima, mas queria uma confirmação sua.

    Como eu disse no comentário anterior, não tenho dó de reduzir marcha, então meu carro 1.0 rende bem melhor que um 2.0 na mão de um preguiçoso.

    ResponderExcluir
  6. Suponho que você esteja falando de trocas de marchas em condições normais de trânsito urbano ou em rodovias, pois em um congestionamento "daqueles", torna-se mesmo um saco ficar naquele negócio de primeira, ponto-morto, primeira...

    Mr. Car

    ResponderExcluir
  7. Bob, por favor, me tire umas dúvidas.
    Dirijo um Escort Hobby 1,0 e acostumei a trocar as marchas dentro da cidade, mas tenho receio de fazer isso na estrada por causa de certos mitos que dizem que isso pode quebrar o motor.
    Há algum fundamento nisso?
    E o câmbio dele é 4+E?
    Será por isso que não sinto muita diferença quando reduzo?
    Então posso usar a 3ª mesmo numa estrada como a Bandeirantes?
    Tenho até vergonha de fazer essas perguntas, mas eu quero dirigir com mais tranquilidade, confiança e segurança.

    ResponderExcluir
  8. O duro é ser atrapalhado por pessoas com carro 2.0, Ando de uno fire 1.0 trocando marcha e atropelando os caras de 2.0 ou 1.6. Curto dirigir, pra mim é uma arte.o duro é aquentar os caras. na rua "ostentando" os carrões e atrapalhando os outros. o cara não tem capacidade de dirigir um uno, e quer "ser visto com a x5"

    ResponderExcluir
  9. Meu Fiesta de 1 litro também necessita troca constante para manter velocidade de cruzeiro razoavel. O carro é muito pesado pro motorzinho que, em quinta, gira 4.200RPM a 120 km/h. Se deixar em quarta, sobe a 4.600 e aí o consumo aumenta pra valer. O ideal, penso eu, seria trabalhar em uns 2.800/3.000 RPM, mas com o brinquedo é impossível. Usando o cambio conscientemente, dá pra manter boas médias tanto de velocidade como de consumo. E não ligo de cambiar sempre que necessário.

    ResponderExcluir
  10. velho carcomido!01/08/11 10:24

    Coisa boa era trocar as marchas da caixa seca do Chevrolet Brasil do meu Pai no tempo.
    Cada troca era uma saraivada de estralos e rangidos, aquiles sons doíam como se algo se quebrasse dentro de mim...
    Negócio pra macho.
    Nada destas porcariadas eletrônicas que os jovens afetados de hoje adoram!!

    ResponderExcluir
  11. Paradoxos de brasileiro mesmo, quer que o carro renda de modo esportivo mas não gosta de trocar de marcha.

    Nos anos noventa eu tinha uma saveiro 1.8 que andava bastante bem, era ágil como um gol gts ou opala 250-s, andando até na frente desse....

    Eu o vendi para um senhor que tinha uma saveiro 1600cm3 de quatro marchas, qual não foi minha surpresa quando ele voltou dias depois reclamando que "a quinta marcha não empurrava a picapinha como a sua fazia antes"...

    Ou seja, pura preguiça em aproveitar um dos melhores câmbios já produzidos no Brasil na época - se não o melhor - para atiçar o motorzinho, que era valente ao carregar nas costas uma carroceria tão leve.

    Trocar de marchas é um prazer, é grande parte da arte em dirigir, ontem mesmo tive um certo deleite com um Vectra GT-X que me surpreendeu com a docilidade, curso e engates francamente positivos da sua caixa manual; tudo no lugar certinho, resistências perfeitas as trocas e até a quinta marcha bem juntinha das demais, nem parecia um GM (rs...não deu para resistir).

    Lembro de Ingo Hoffman comentando sobre o recém lançado Omega 4100cm3 na época e sobre o seu Stock; ela falou algo parecido com isso: "todo o comportamento do carro pode ser alterado ou desenvolvido apenas na ponta da alavanca de câmbio...", relacionando o quão de performance e comportamento podem ser equacionados ao se manejar de forma correta aquela alavanca - quem em licença poética minha - que parece estar no lugar do coração do carro.

    Mister Fórmula Finesse

    ResponderExcluir
  12. Marcos Fontana01/08/11 10:41

    Respeito o ponto de vista e conhecimento do autor do post, mas acho que argumento não passa de um ponto de vista pessoal. De gosto mesmo, melhor falando.
    É possível conhecer e gostar dessa parte do que chamamos de arte de dirigir - o que diga-se aqui, é o meu caso. No entanto isso não invalida que no trânsito de hoje em dia o usuário canse e acha mesmo chato, ficar cambiando a todo momento. O próprio blog foca tanto os fatores externos que envolvem o motorista nas grandes e médicas cidades hoje em dia, por subestimar completamente essa questão?

    Muitos motoristas como eu fazem cerca de 40km por dia em trânsito pesado. Isso onera nossa saúde física e psiquica, além de levar preciosas horas do dia. Porque não facilitar, então, essas horas de stress ou ao menos forte concentração?

    Acredito que quando o assunto é câmbio manual ou automático nossa cultura ainda está muito atrasada. Atualmente no Brasil o padrão, para o grande público já deveria ser o câmbio automático. O manual sim deveria ser uma escolha para pessoas como nós, entusiastas do prazer de dirigir.

    Para todos os usuário comuns, que fazem do carro nada mais que um meio de transporte, o incômodo em fazer as marchas a todo instante é mais que compreensível e sua ausência resolveria inclusive alguns problemas que este perfil de motorista causa todos os dias ao nosso penoso trânsito.

    ResponderExcluir
  13. É, só auto entusiasta que entende mesmo, eu adoro trocar as marchas do meu fit 1.5, além de ter um cambio ótimo posso fazer o vtec acordar de acordo com a rotação, nada como um motorzinho girador pra cambiar com prazer.
    Por outro lado tive um polo com cambio tão curto que era comum pular marchas, uma vergonha um cambio daquele em um motor tão bom.

    ResponderExcluir
  14. Tenho um Mercedes A160 (o Classe A) 2005, ou seja, já com o câmbio encurtado para o brasileiro.

    Essa caixa com relações reduzidas simplesmente arruinou as viagens com o carro. A 120 km/h se anda a 3800 rpm, consumindo combustível pra chuchu.

    A caixa antiga ficou mal-falada no Brasil depois que a Quatro Rodas (sempre eles...) fez a retomada 60-100 em quinta marcha em maior tempo que o Fiesta Endura de 1999.

    Aí enfiaram uma caixa ultra-curta que arruína a economia de combustível. Não precisava.

    Ainda vou abrir a caixa do meu e mudar a relação de quarta e quinta.

    ResponderExcluir
  15. jackie chan01/08/11 11:24

    Dias desses estive dirigindo em uma cidade com muitas ladeiras acentuadas. Nessas situações, não tem graça nenhuma ficar queimando embreagem em primeira a cada esquina. Um câmbio automático seria muito bem-vindo.

    ResponderExcluir
  16. A cada dia com a tecnologia evoluindo precisamos cada vez de menos atenção para dirigir, além de muita coisa está automática ainda temos painéis com infinitas funções que como uma das mãos ficam livres por causa do cambio automático podemos ficar apertando esses botões.

    Lembro-me de um opala que eu tinha que tinha entrada de ar no carburador (se parasse de acelerar o carro morria) e a marchas ficam desengrenando (Tinha que ficar segurando o câmbio). Não tinha como pensar ou fazer outra coisa a não ser prestar atenção no que estava fazendo.

    ResponderExcluir
  17. Daniel Paganotti01/08/11 11:36

    Por isso que eu gosto dos câmbios da Ford, nada de ficar encurtando demasiadamente as relações para atender esse gosto esquisito do brasileiro.

    ResponderExcluir
  18. Então o Voyage 85 tinha o câmbio 4+E? Lembro que em viagens sempre reduzia da quinta para a terceira. A quarta eu só usava na cidade.
    É isso mesmo Bob?
    Quanto a ter carro com 6 ou 7 marchas, ou automático com 5, o brasileiro tem não pela utilidade, mas porque no Brasil dá status dizer que o carro dele tem mais marchas que o carro do outro.
    É por isso também que muitas mães utilizam aquelas enormes caminhonetas para buscar seus filhos. Certamente seria melhor que fossem de Ka, Celta ou similar, mas esses carrinhos não dão status.

    ResponderExcluir
  19. As diferenças entre relações, um caso interessante: tenho dois amigos que cada um - há muito tempo - tinham um gol LS 1986 e um voyage LS 1986. Ambos com o ap600 alcoolizado e caixa de quatro marchas.

    Caixa longa no Voyage: 190 km/h em uma longa descida;

    Caixa "curta" ou s no Gol: 170 km/h no mesmo local.

    Na estrada, nas subidas, o gol emparelhava e começava a despachar vagarosamente o voyage, e era um pouco mais lesto em acelerações de 100km/h em diante...

    Bons tempos de poder escolher as relações da caixa manual.

    MFinesse

    ResponderExcluir
  20. Caio Cavalcante01/08/11 12:28

    Dos carros que já dirigi, dois que mais me agradaram e mais me marcaram pelo prazer de guiar foram um Renault Laguna 2.0 16v e um Focus 2.0 16v, motor Duratec, dois carros que possuem câmbios de relações longas para a preferência da maioria, mas perfeitos exatamente por isso.

    Bob,
    dos carros em produção, você saberia dizer alguns dos quais adotam a última marcha E? Sabe se o Renault Fluence manual tem máxima em quinta ou sexta? Abraços

    ResponderExcluir
  21. Uber,
    É claro que você não pode reduzir de uma 5ª a 120 km/h para uma 2ª, né? Lembre-se de que você tem um motor CHT nas mãos e que ele não gosta muito de giro. Aliás, eu fico doido quando levo meu Verona no mecânico e o cabra fica acelerando até o talo, putz! É perigoso até travar válulas.
    Do mais, você tem que descobrir, sentir seu carro, achar em qual rotação ele anda melhor sem forçar muito. E o contrário também vale: querer subir uma ladeira numa marcha pesada, afundando muito o pé no acelerador só vai fazer com que o carro gaste mais.

    ResponderExcluir
  22. Bob, gostaria, de se for possível, você responder uma dúvida minha. A muito tempo eu venho me perguntando porque quando se troca de marcha o giro do motor cai, eu nunca entendi isso, como funciona ?

    ResponderExcluir
  23. Este post seria por causa da popularização do cambio automatico o Brasil?
    Isso é uma grande preoucpação no mundo todo. Mas nos outros países as versões com cambio manual ainda são produzidas.
    Isso será um problema se as montadoras no Brasil decidirem que o consumidor não quer mais carro com cambio manual e resolverem acabar com a opção.
    Pq já fizeram isso com as carrocerias 2 portas e os motores 16v.

    ResponderExcluir
  24. Bob, tenho um focus com motor duratec que com o motor frio e em primeira marcha, o acelerador fica muito arisco. Então, nessa condição, saio em segunda marcha. E normalmente costumo esticar um pouco a segunda e pular direto para quarta marcha. Faço mal para o meu carro?
    Como sei que tu vai me responder, já agradeço. Abraço.
    Suntman Mike.

    ResponderExcluir
  25. Ronaldo Nazário01/08/11 14:14

    Pôneis malditos,

    pôneis malditos,

    lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...

    Pôneis malditos,

    pôneis malditos,

    lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...

    Pôneis malditos,

    pôneis malditos,

    lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...

    ResponderExcluir
  26. Apesar de gostar de trocar as marchas, quando pego um daqueles engarrafamentos infernais penso seriamente em um cambio automático. Usar a alavanca numa subida de serra é uma delicia. Mas passar 1 hora no anda e para, sem passar de 20km/h, não dá prazer nenhum, só cansa o joelho.

    ResponderExcluir
  27. Pedro de Albuquerque01/08/11 15:54

    O ideal pro brasileiro é carro motor diesel.

    Pois brasileiro tem medo de rpm e de trocar de marchas, então junta-se o útil ao agradável.

    ResponderExcluir
  28. Ingo,

    Já andou de bicicleta com marchas? É a mesma coisa. Imagine que seu pé é o motor. Pronto, tá respondido.

    ResponderExcluir
  29. Ingo

    Como disse o anônimo acima, usar o câmbio de bicicleta como analogia é uma das melhores formas de se entender a transmissão de carro.

    Leia isso aqui também.

    ResponderExcluir
  30. É tudo uma questão do "ambiente" onde o carro está. Trocar marcha na hora do Rush x dirigir em um trânsito com fluidez.

    Carro para mim tem que ser automático, com opção de troca no volante ! Une os dois mundos.

    ResponderExcluir
  31. Carro para mim teria que ser elétrico, sem marcha. Ou pesando 900 kg, com um motor a combustão com 100 Kg de torque a 1.500 giros !

    ResponderExcluir
  32. Você gosta de passar marcha, outros não. Nem todos tem o mesmo gosto, graças a deus as pessoas são diferentes.
    Não gostar de passar marcha não quer dizer que a pessoa não sabe apreciar carros ou não os conheça. Se assim o fosse, não existiriam autoentusiastas nos EUA e sabemos muito bem que em materia de autoentusiasmo eles estão anos luz à nossa frente.

    ResponderExcluir
  33. Pedro de Albuquerque01/08/11 17:08

    "Se assim o fosse, não existiriam autoentusiastas nos EUA e sabemos muito bem que em materia de autoentusiasmo eles estão anos luz à nossa frente"

    Lá até piloto campeão da Nascar vira esquina ordenhando vaca. Gostar de carros sem saber dirigir não convence. E quem diz gostar de carros, mas não procura se aperfeiçoar na arte-técnica de dirigir, não gosta de carros.

    ResponderExcluir
  34. Daqui a pouco vão louvar o uso da caixa não sincronizada, que dá "mais prazer em passar no tempo exato"

    ResponderExcluir
  35. Para os que não gostam de passar marcha, tudo bem. Cada um tem o seu estilo. Que tal postarem em algum blog dobre as vantagens de não se passar marcha?
    Só não reclamem se o motor quebrar antes do tempo ou se passar a consumir muito. Muita gente reclama de 1.0, injustamente.
    Ademais, se produzissem carros com 4 marchas, vocês comprariam ou torceriam o nariz?

    João Paulo

    ResponderExcluir
  36. O que o Bob está falando é que o brasileiro diz que gosta de trocar marchas, mas na hora do vamos ver prefere "passar lombadas em terceira", e se recusa a comprar carros com câmbio automático.

    Ninguém afirmou que gostar de automáticos não é autoentusiasta.

    ResponderExcluir
  37. Enquanto há os que reclamam das trocas de machas eu ficaria completamente satifeito com a 6ª na minha Gran Tur 1.6 16v. Adoro o acerto Motor/Cambio, mas a 5ª ficou a desejar...

    Gustavo Galvão

    ResponderExcluir
  38. Acho que aí tem um pouco de auto afirmação.
    Um dos maiores medos a serem superados pelo motorista novato é não deixar o carro morrer, saber controlar a embreagem e tudo mais.
    O Automático, neste quesito, poe todo mundo em pé de igualdade.

    Só pode ser isso que explica o fato de motoristas tão ruins que usam tão pouco as marchas ficarem presos ao câmbio manual.

    ResponderExcluir
  39. Só lembrando q essa preguiça em passar marchas foi oq arruinou os motores 16V aqui no Brasil.

    Maldita 4 Patas e seus testes de retomadas em 5ª!

    ResponderExcluir
  40. hahaha Quase caí da cadeira com o comentário do Sr. Velho Carcomido. Lembrei instantaneamente da C10 3 marchas do meu velho... o curso da alavanca é tão longo que é tradicional acionar-se o acelerador nesse meio tempo para sincronizar a velocidade motor/cambio. Muito legal, ainda mais com o 261.

    GiovanniF

    ResponderExcluir
  41. Realmente é motivo de orgulho subir uma serra em 5ª, mas reduzir nunca matou ninguém, pelo contrário, apenas permite um melhor desempenho em situações adversas (como numa subida forte, durante ultrapassagens, numa retomada de curva fechada, etc.)

    ResponderExcluir
  42. Não, não é motivo de orgulho subir serra em quinta! Se vc sobe serra em quinta, significa que no plano ta gastando mais combustivel do que precisaria!

    ResponderExcluir
  43. A questão é que se você tem um carro com 5 marchas, tem que usá-las para que o veículo se movimente com a maior eficiência possível. O regime de rotação mais eficiente de um motor de 4 tempos é relativamente estreito, e se você fizer seu carro funcionar fora desta faixa, ele não estará funcionando a contento. Isso é o tipo de coisa que não se explica em auto-escola (não que as pessoas deem atenção para o mínimo que se ensina) e por isso surgem essas verdadeiras "lendas urbanas". E aí as indústrias encurtam as marchas, e as pessoas passam a andar mais devagar para não "forçar" o motor... e consequentemente o trânsito fica mais devagar ainda.

    ResponderExcluir
  44. Mas Bob, elasticidade do motor não pode se traduzir em mais economia de combustível? Com o motor respondendo melhor em baixas rotações e evitando uma redução de marcha, é possível ser um pouco mais econômico usando as faixas mais baixas do conta-giros, certo?

    Aluguei um C3 1.4 8v (motor igual ao nosso mas somente a gasolina) novo europeu quando estive na Espanha recentemente e ele indicava as trocas de marchas no painel, como uma shift light, e sempre me indicava trocas em baixíssimas rotações, e pedia reduções apenas abaixo de 1.500rpm e quando eu apertava cerca de meio pedal por algum motivo em alguma marcha...

    O carro realmente só não era uma lesma graças à topografia predominante plana da região que eu estava, mas obtive médias espetaculares de consumo...

    ResponderExcluir
  45. é claro que para situações de maior exigência, como ultrapassagens apertadas e subidas, vale reduzir a marcha pra levar o motor à sua rotação de maior rendimento, e aí sim, até ser mais econômico dentro da faixa ótima de funcionamento.

    ResponderExcluir
  46. Eu não ligo de trocar marchas mesmo em trânsito pesado. Lógico que não é prazeroso, mas o problema é o trânsito, não o fato de trocar marchas.

    Para os preguiçosos de plantão ou aqueles que não sabem como trabalhar o câmbio, nada melhor que um câmbio automático, pois aí o cidadão nem irá sentir falta de torque.

    E para quem reclama de trocar marchas manualmente, sugiro dirigir um Opala/Caravan 6 cilindros. Aí sim o cara vai poder reclamar, por causa da embreagem literalmente pesada!

    ResponderExcluir
  47. Bob,
    Esse post deveria chamar-se "Prise - Nos Tempos da Brilhantina", não?

    Road Runner,
    Mesmo que a embreagem do Opala 4100 não seja a mais leve do mundo, dá vontade de cambiar só pra ouvir aquele som delicioso do trambulador. Parece um rifle engatilhando.

    ResponderExcluir
  48. nada como 40kgfm de torque aliado à três marchas e um diferencial longo...

    ResponderExcluir
  49. Voces acham o cambio do Focus longo ? então pega um Escort Zetec 1998 (argentino) !! a maioria dos carros a 1° marcha é em torno dos 3,80:1 e o diferencial 4,30:1, o do Escort, a primeira he 3,15:1 e o diferencial 3,82:1, é muito bom dirigi um Escort Zetec, nada de caixa curta.

    ResponderExcluir
  50. Sandro Cunha01/08/11 21:31

    Acredito que quem realmente gosta de dirigir adora trocar marchas e procura fazê-lo da melhor forma possível. Para mim é muito divertido trocar marchas, tanto em carros modernos como no meu Fusquinha de mais de 40 anos de idade (neste é especialmente divertido).
    Mas esse não é o perfil do consumidor médio, que busca "conforto" e isso talvez explique o relativo sucesso atual dos câmbios robotizados.
    A "preguiça" em trocar marchas é mais um exemplo da má condução dos automóveis que se vê nas ruas. O motorista médio parece não ter noção alguma do funcionamento mecânico básico do carro e o opera de forma incorreta, causando danos a um equipamento pelo qual pagou caro. Um exemplo comum que vejo quase todos os dias é o do motorista que "segura" o carro em ladeira "controlando" a embreagem (embreia/desembreia). Outro exemplo é o do abuso dos freios. E por aí vai.
    Sem demagogia, acho que todo motorista deveria ter o "Dicionário do Carro" (Bob Sharp, Ed. Abril, 2007; 1318 verbetes) no porta-luvas — e dar uma boa lida de vez em quando.

    PS: vendedores de carros também deveriam ser autoentusiastas, mas poucos realmente o são. Outro dia eu recomendei este blog a um vendedor da Chevrolet. Ele não o conhecia.

    ResponderExcluir
  51. A maioria das pessoas que conheço não sabem sequer operar um câmbio direito, e quem diria entender um pouco sobre como funciona.
    Não conheço quase ninguém, a não ser entusiasta, que saiba reduzir marchas com aceleração interina ou punta tacco.

    E como minha mãe diz, não é que vc não gosta de fazer algo, é que vc não sabe (ou não entende) como fazer!

    ResponderExcluir
  52. Nunca entendi esse gosto estranho do Brasileiro por transmissões curtas. Meu pai teve 2 Vectras: Um 1994 de trnamissão longa e o outro um 1999 2.2L de cambio ridiculamente curto.

    O 1994 requeria MUITO menos trocas de marcha pois a velocidade que este estava numa segunda marcha em uma rotação aceitável, o 2.2 (com muito mais motor) já estava em terceira, na mesmissima rotação do primeiro.

    Brasileiro e cambio curto, uma relação estranha: Um finge que agrada o motorista, o outro finge que sente mais conforto ao dirigir....

    ResponderExcluir
  53. Sempre utilizei muito a alavanca de câmbio. Ajudou eu ter crescido vendo meu pai extrair toda a potência do motor dos carros em viagens. Na Zafira 8v (116 cv e câmbio longo) ele sempre reduzia da 5ª pra 3ª, com extrema rapidez e suavidade, quando queria ultrapassar.

    Mas o cara que não é entusiasta e só quer um meio de transporte não tá nem aí pra câmbio. Certa vez um amigo me disse que um carro (Clio 1,6 16v) era muito ruim, pois não passava quebra-molas em terceira... Daí surgem os câmbios curtos.

    Conheço várias pessoas que logo que pegaram a PPD "não sabiam engatar a quinta marcha", daí não a usavam. As pessoas saem do CFC extremamente despreparadas, não sabem dirigir plenamente um carro com câmbio manual tampouco um automático.

    Quando minha irmã tirou a carteira eu tinha uns 15 anos. Ela se virava bem ao volante, mas não tinha noção de como funcionava um carro. Uma vez estávamos (eu e ela) na Zafira a uns 80km/h em quinta marcha (~2000 rpm) numa pista dupla. Num aclive ela foi pra esquerda pra ultrapassar um Golf e apenas pisou fundo, encorpando o ronco do motor sem crescer velocidade. Disse pra ela reduzir, mas não adiantou, pois ela pensava que o carro iria andar menos. Aí lhe expliquei como que funcionava a coisa... Se ela não ficasse dormindo nas viagens, teria aprendido isso só de olhar o pai dirigir!

    Como carro 1,0 pra "andar" tem que fazer girar, é preciso reduzir. Ao andar comigo, um amigo perguntou se meu Celta VHCE é "1.4" ao mesmo tempo em que ele e outro me perguntavam por que eu usava tanta rotação. Diziam que ia estragar o motor... Claro que desmenti esse mito.

    É muito melhor um carro com câmbio longo. Até pra quem não gosta de trocar de marcha, pois não são necessárias tantas mudanças dentro da cidade. Como era bom andar com a Zafira dentro da cidade sem passar de 2000~2200 rpm, onde o Celta tá sempre com o motor berrando sem sair do lugar. E dá-lhe troca de marcha pra crescer velocidade.

    ResponderExcluir
  54. Pedro de Albuquerque02/08/11 03:53

    Eu dou pau de Neon automático de 3 marchas em qualquer cabaço daqui de caixa manual.

    Os carras fala muito, fala muito fala muito, mas também não sabem merda nenhuma, só estão na rebeta do Bob!

    Aprendam a ter personalidade!

    ResponderExcluir
  55. O melhor de dois mundos é um carro com marchas longas e motor com curva de torque suficientemente plana para que se sustente bem com poucas reduções.
    O pior dos mundos é carro com marchas curtas (e com pouca amplitude de gama de relações) e curva de torque em pico, pico esse em baixa rotação.

    Enquanto o carro de marcha longa e curva de torque plana chega a ganhar velocidade na subida sem você precisar reduzir marcha (uma vez que você pega a parte plana da curva ou mesmo está na ascendente), o carro de marcha curta e curva em pico sofre na serra. Você está na última marcha (que é marcha real) e logo sente a rotação despencando. Reduz uma marcha e segue sentindo falta de fôlego. É aí que reduz mais uma e vai vendo o carro subir em velocidade razoavelmente compatível, mas com um berro daqueles vindo do motor e o martírio da perda de velocidade imediatamente após o pico da curva de torque. Com isso, fica restrito a uma velocidade bem baixa, enquanto carros de curva plana que consegue sustentar marcha longa alta te ultrapassam sumariamente, enquanto você fica um estorvo ao trânsito.

    Porém, marchas próximas entre si não são exatamente problema se elas forem muitas (mais de 5) e compondo uma gama de relações bem ampla. Ao mesmo tempo que se evita buraco entre a última marcha e a imediatamente abaixo, pode-se ter uma primeira marcha quase jipeira e que te tira rapidinho da imobilidade para logo te jogar sem buracos para a seguinte.
    Com isso, ganha-se a vantagem de uma última marcha bem desmultiplicada sem a desvantagem de a marcha imediatamente abaixo ser muito mais curta a ponto de gerar buraco perceptível. E, claro, bem escalonada, essa transmissão não tem marchas se sobrepondo, que gera situação desagradável oposta à do buraco entre marchas que tanto prejudica a condução.

    Una-se isso a um motor que tenha a tal curva plana de torque e é muito capaz de se ficar a maior parte do tempo na última marcha bem alongada. Faltou fôlego? Reduz-se uma marcha, não para se sentir buraco no escalonamento, mas para se ter uma marcha pouca coisa menos alongada e seguir aproveitando a rotação do motor em ponto que a curva ascende ou planifica, ponto esse muito melhor do que ficar refém da curva em pico e seus episódios desagradáveis em subidas.

    ResponderExcluir
  56. Off topic: Bob, já viu isto!?

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/08/ele-estava-no-lugar-do-motorista-diz-testemunha-de-atropelamento-em-sp.html


    Testemunha AFIRMA que era o proprietário quem dirigia o Land Rover blindado na hora do atropelamtno.

    ResponderExcluir
  57. Mr Car
    Exatamente o que você disse.

    ResponderExcluir
  58. Uber
    Pode e deve perguntar, não precisa ter vergonha nenhuma. Seu carro não é 4+E. A rotação de potência máxima (50 cv) é 5.800 rpm. A esse giro o carro alcança 33 km/h em 1a, 62 em 2a, 91 em 3a., 124 em 4a. e 150 km/h em 5a. (teórico, acho que a máxima dele é 145 km/h). Você deve ficar atento nas reduções para não provocar excesso de rotação. Passar uma terceira a 110 km/h, por exemplo, elevaria a rotação para 7.000 rpm, certamente ocasionando danos ao motor. Portanto, cuidado.

    ResponderExcluir
  59. Ronaldo Nazário02/08/11 10:29

    Ai!
    Que susto!

    Pedro Albuquerque...menino!

    Quero te conhecer...

    ResponderExcluir
  60. Marcos Fontana
    Na Europa ainda predomina o câmbio manual, Alemanha inclusive. É claro que no anda e para um automático é mais conveniente, mas o escopo do post foi a preguiça de trocar marchas, como querer pôr a última marcha na estrada e nào tocar mais na alavanca, daí a maior não gostar de marcha de economia e levar os fabricantes a oferecer carros de câmbio desnecessariamente curto. Já os ônibus urbanos e os caminhões que andam e param, como os de lixo, só deveriam ter câmbio automático.

    ResponderExcluir
  61. Jackie Chan
    Queimar embreagem? Você quis dizer patinar embreagem um pouco, acredito, o que não estraga nada. E patinar embreagem em primeira é situaçào rara.

    ResponderExcluir
  62. CCN1410
    Sim, o câmbio 5-marchas opcional do Voyage 85 era 4+E. Até à quarta era tudo igual ao 4-marchas, a quinta 0,73:1 era claramente uma marcha adicional, de economia.

    ResponderExcluir
  63. Obrigado, Bob!
    Continuarei dirigindo com cuidado e sem dúvida agora.

    ResponderExcluir
  64. O Omega 4.1 tem torque pra caramba, mas ninguém quer porque "bebe" muito. Então querem economia e sair de lombadas em terceira marcha. É dose. ehhehe.

    ResponderExcluir
  65. Pedro de Albuquerque
    "Lá até piloto campeão da Nascar vira esquina ordenhando vaca. Gostar de carros sem saber dirigir não convence. E quem diz gostar de carros, mas não procura se aperfeiçoar na arte-técnica de dirigir, não gosta de carros."
    Putz, que exemplo mais esdrúxulo, hein. Falou nada de nada, só besteira. Se o brasileiro fosse tão bom motorista, não se matava tanto no trânsito.
    Pode-se saber muito bem utilizar o câmbio mas não gostar de cansar a perna esquerda e o braço direito. Dirija um bom carro automático e verá que dá pra curtir automóvel sem a neceesidade de passar marcha.
    Aprenda essa se não sabe. (direitos autorais pendentes)

    ResponderExcluir
  66. Enquanto tratarem os testes de retomada em última marcha como "segurança para ultrapassagem" vamos ter essas caixas excessivamente curtas por aqui. Retomada, para mim, serve para ver a curva de torque do motor. Para segurança em ultrapassagem eu reduzo a marcha.

    Eu gosto de sair de lombada em 3ª, e odeio caixas muito curtas. Quando eu digo que gosto de sair de lombadas em 3ª na verdade eu quero dizer que prefiro carros "torcudos" em baixa. Só isso. Não era pra reduzir as relações.
    Engatar a 2ª depois de uma lombada no Celta VHC-E da minha namorada dá até raiva, aquele giro lá nas alturas.

    Ah, e eu noralmente ando mais rápido (por opção minha) dentro da cidade com um 1.0 do que com um carro potente. Elevar o giro pra extrair mais potencia, reduzir a cada pouco, acelerador grudado no assoalho. Com certeza eu me divirto bem mais com um motorzinho assim.
    Carro potente não tem tanta graça dentro da cidade, em 2ª você já passou todos os limites de velocidade. Então eu prefiro um torcudo pra andar no estilo "tiozão".

    ResponderExcluir
  67. Pedro de Albuquerque:

    Qual a graça de "dar pau" em alguém com um carro de câmbio automático? Em linha reta substituindo você por um tijolo no acelerador o carro andaria mais.

    Daqui a pouco aparece alguém dizendo que foi campeão de arrancada com um Passat CC automático...

    ResponderExcluir
  68. ODEIO carros com câmbio curto! Tive um Celta VHC e simplesmente não usava a primeira marcha, somente em subidas. Hoje adoro meu Astra 2.0 torcudo e seus 8-9 km/litro na cidade com 2.000 rpm... Concordo com o que o Guilherme dise no primeiro comentário: autoentusiasmo ZERO do motorista médio, que não gosta de trocar marcha e não sabe usar o câmbio. Aqui deveria ser como nos USA, 90% dos carros com câmbio automático e o resto para os entusiastas. Vi um programa onde cinco participantes de um reality tinham como tarefa dirigir um carro da Nascar. TODOS eles (não-entusiastas) não sabiam como trocar de marcha e ao parar iam reduzindo a velocidade até o carro morrer... E as fábricas nos enfiando câmbios ridiculamente curtos em carros que consumiriam bem menos combustível se mantivessem seus câmbios do país de origem. O primeiro Corsa tinha um excelente câmbio longo, e apesar dos 60cv andava bem sem berrar na estrada. Dos carros que tive os que gostei mais foram o Escort Zetec 98 e o Astra atual, com câmbios perfeitos na minha opinião.

    ResponderExcluir
  69. Pedro Martins02/08/11 21:09

    Acho que ficou faltando um ponto no texto para justificar o porquê os motoristas realmente deveriam aprender a usar o câmbio decentemente: consumo de combustível. Não é à toa que muita gente tem reclamado do consumo dos carros, mesmo usando carros econômicos. Motor esgoelando está jogando o consumo nas alturas, assim como rotações baixas.

    Manter o motor nas rotações adequadas para cada marcha melhora bastante. O bolso e o planeta agradecem.

    Dicas para economizar combustível também daria uma boa matéria aqui, da mesma maneira que as dicas para dirigir. Quem sabe assim os mautoristas aprendam a dirigir um dia?

    ResponderExcluir
  70. "Prise" no título do post não seria na verdade "crise"?

    ResponderExcluir
  71. JT

    Leia o post inteiro que entenderá...

    ResponderExcluir
  72. Agora caiu a ficha!!! Eu estava lendo uma matéria do câmbio Volvo i-Shift para caminhões, que já corresponde a 80% das vendas de caminhões pesados. E para diferenciar a caixa velha da nova eles indicavam a largura do prise, a parte traseira da caixa.

    Prise também é, se não me engano, o termo gaúcho para árvore-piloto. Certo?

    Nos caminhões faz sentido, são até 16 marchas para trocar. E em uma simples subida pode-se ter de reduzir uma porção delas. Mesmo com as caixas sincronizadas, um erro na troca e o veículo praticamente pára.

    Dirigindo o 120d com câmbio de 6 marchas demorou um tanto para eu pegar a mão. O câmbio lembra muito do Chevette, só que mais pesado e mais preciso. Aliás, ele é muito pesado e muito preciso. Ao arranhar o sincronizador dá para sentir os dentes grandes, e que quando cospem a marcha fora quase arrancam o braço junto. Mas o problema é que a faixa de trabalho do Diesel é bem mais estreita que do Otto. No Diesel para baixo de 1400 rpm não existe motor, com carga ele pipoca feito um Diesel de caminhão velho. O painel do veículo recomendava para a condição de pedal que eu andava a troca a 2000 rpm. Quando cravava o pé ele só iria pedir a próxima marcha no corte. Eu gosto de andar com o motor em rotação baixa, detesto o ruído de motor girando alto sem carga. Então era natural para mim trocar a 2000 rpm. Mas que foi muito trabalho manter a rotação entre 1400 e 2000 rpm, foi! No final eu já estava mais rápido que o recomendador de marcha do painel.

    Além de tudo, a ré era sem trava, sincronizada e para o mesmo lado da primeira. Eu cheguei a engatar ré em uma quase parada em semáforo. O carro tinha start-stop. Abaixo de uns 4 ou 5 km/h o motor apagava. Para partir era só pisar no pedal da embreagem. Mas o ato deixa de ser automático, tem que segurar a embreagem um décimo de segundo a mais até o motor pegar e estabilizar rotação. Quando eu tentei sair naturalmente o carro morreu. E numa dessas, quase parado o semáforo abriu e eu fui espetar a primeira rápido antes do motor apagar. Entrou a ré...

    ResponderExcluir
  73. Por isso que no Brasil, a maioria dos carros está com o motor cheio de "borra de óleo" e em fim de vida útil ao passo de uns poucos anos.
    Saindo em segunda marcha e rodando a 1.500 rpm a maior parte do tempo...

    ResponderExcluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...