29 de setembro de 2011

BMW 750i - PARTE 4 DE 4



PRECISO DE MAIS SÁBADOS COMO ESSE

Há cerca de duas ou três semanas o Bob convocou parte da equipe do blog para um programa agradabilíssimo: um delicioso almoço numa cantina em Joanópolis, a Provincia di Lucca. A pequena cidade (12.000 habitantes) é mundialmente conhecida como a "terra do lobisomem". Digo que foi uma convocação, pois o Bob não costuma nos enfiar em roubadas: muito além da massa fresca e da licantropia, teríamos a oportunidade de colher impressões sobre a última geração do BMW Série 7, denominada F01.



Confesso aos amigos e leitores que eu não estava nem um pouco animado com o programa: ando um tanto atarefado resolvendo questões particulares e profissionais, incluindo a curtição da minha filha caçula e a conclusão de alguns trabalhos pendentes para a Quatro Rodas. Mesmo sem tempo sobrando, acabei aceitando a idéia de que um momento sabático com meus amigos ajudaria a reorganizar as idéias, tornando tudo mais fácil na semana vindoura.

Basicamente foi isso: eu estava pensando mais na quebra de rotina proporcionada pelo passeio, sem idealizar o automóvel em momento algum. No fim tudo parecia ser mais do mesmo: o Bob com o bloquinho em mãos anotando detalhes técnicos importantes, o Paulo se pendurando em árvores e barrancos em busca da foto perfeita e o Arnaldo nos fazendo cair na gargalhada com suas tiradas ácidas, porém inteligentes e sutis. E é claro, mais uma ótima experiência ao volante de um BMW, mas sem nenhuma surpresa.

Sob o capô, muita técnica a ser admirada

E foi assim até as 8 da manhã do último sabado, momento exato em que o Bob apareceu ao volante do BMW 750i. Ainda que o preto não seja minha cor favorita, foi uma escolha extremamente feliz do importador, conferindo ao carro uma elegância formal, que contrastava com a claridade nublada da Alameda dos Maracatins. Curiosamente o dia começou a ensolarar naquele exato momento, com o Bob conduzindo o enorme sedã pelas ruas de Moema, com aquele conforto de marcha padronizado pela Mercedes (para mim, a referência continua sendo o bom e velho W116, pois foi o carro que inaugurou o padrão Oberklasse moderno).

Curtindo o discreto som do V-8 (abafado pelas duas turbinas, mas deliciosamente presente), fomos para Pinheiros buscar o Arnaldo e logo percebemos que o carro estava sujo, coberto por uma poeira que fatalmente comprometeria a qualidade das fotos. Gato escaldado que sou, convenci a todos que seria uma boa idéia tomar um espresso e levar o sedanzão para um banho matinal antes de queimar o asfalto rumo a Joanópolis. Mas não sem antes dar uma boa fuçada no carro.

Um breve banho antes de pegarmos a estrada

Logo de cara, a primeira coisa que se nota é que a sobriedade germânica definida por Wilhelm Hofmeister e consolidada por Paul Bracq voltou em definitivo ao Série 7: a geração anterior (E65) apresentada há exatos dez anos não era exatamente feia, mas assustava um bocado. O estilo de Chris Bangle tinha personalidade, mas poderia muito bem ser empregado na cabine de um utilitário pesado, caso a BMW decidisse fazer concorrência à Mercedes-Benz...

O espalhafato, enfim, suplantado pela sobriedade

Não dessa vez: o desenho é muito bem equilibrado, harmonia do começo ao fim. Em um primeiro momento o capô parece ser enorme, mas é só impressão: o capô dos outros carros é que anda diminuindo, graças ao emprego de motores transversais e colunas dianteiras cada vez mais avançadas. Graças à Nossa Senhora da Combustão Interna este BMW ainda segue o tradicional esquema de motor dianteiro e tração traseira, com o eixo dianteiro quase na extremidade do carro e balanço traseiro cuidadosamente calculado para o perfeito equilíbrio de massas.

Levantamos o capô e nos deparamos com o belo motor BMW N63, um V-8 de 4,4 litros com cabeçotes de fluxo invertido: entre as bancadas não está o plenum comum a todo V-8 sobrealimentado, mas sim duas turbinas, que passam a ocupar menos espaço no cofre do motor e respondem de maneira quase imediata ao comando do acelerador. Os intercoolers refrigerados a água também chamam a atenção e constituem outra estratégia da engenharia para melhorar o tempo de resposta das turbinas, pois dispensam as longas linhas de pressurização.

Bi-turbo com resfriadores a água

Capô fechado e banho dado, chegou a hora de pegar a Fernão Dias: no comecinho da rodovia, ainda no perímetro urbano, pude perceber que a suspensão copiava muito bem as irregularidades da pavimentação de péssima qualidade. E não é demérito do carro: o conforto era total, só não havia aquela sensação de suspensão "flutuante", que isola completamente o condutor das condições da via, dando uma falsa sensação de segurança. Em outras palavras, damping de suspensão perfeito.

Damping de suspensão perfeito

Deixamos a Fernão Dias e pegamos a Rodovia Dom Pedro I até Bom Jesus dos Perdões, logo abandonada em favor da SP-036, que corta Piracaia e vai até Joanópolis. Conduzido por Mr. Robert Sharp, o BMW era seguido de perto pelos primos Keller, até o momento em que o Bob decidiu forçar o ritmo: pé embaixo e em questão de segundos o sedãzinho japonês em que estavam (um pacato Corolla 2,0) sumiu do nosso retrovisor, reaparecendo apenas algumas curvas adiante, quando o Bob decidiu parar no acostamento bem largo para que pudéssemos xeretar o carro com mais calma.

Eu o definiria como um carro 5x2x3: 5 metros de comprimento, 2 metros de largura e 3 metros de entreeixos. Impressiona a distância entre os bancos dianteiros e a largura do console, indicando que por baixo dele há um enorme câmbio, graças ao motor recuado, em posição central-dianteira. O interior do carro segue o padrão germânico: painel com revestimento sintético costurado, detalhes em madeira real no padrão "Ash Grain" e estofamento revestido em couro bege claro de primeira qualidade. Botões de acionamento, cinzeiros e outros dispositivos manuais apresentaram "clics" e "clacs" sólidos, indicando uma qualidade bem acima da média.

Um carro 5x2x3

O espaço no banco traseiro é incompatível com o porte do carro: mostrou-se insuficiente para acomodar os meus dois metros de altura, com o banco do motorista devidamente regulado para a altura do Bob (1,80 m). É um claro indício de que há bastante motor ocupando os 3 metros de entreeixos, mas não faz mal: quem quiser mais espaço pode optar pela versão L, de entreeixos mais longo. O porta-malas tem capacidade de 500 litros, o bastante para acomodar a bagagem de quatro adultos, sem o estepe para roubar espaço, pois os pneus são do tipo run-flat. A bateria fica bem próxima do assoalho, embaixo do carpete e não pode ser acessada facilmente, é preciso ferramenta.

O Arnaldo achou grande, mas ele não tem o meu tamanho

Ainda parado no acostamento, com as portas abertas, o Arnaldo pede para o Bob desligar o ar-quente, que estava muito forte. Só que o sistema de climatização estava desligado: o bafo quente emanava do sistema de escapamento e dos freios! Pego a trena do Bob e meço do diâmetro dos enormes discos: aproximadamente 15 polegadas, ou seja, freio de gente grande, mais do que suficientes para estancar os 1.945 kg do carro.

Voltando ao interior, abaixo o encosto do quinto passageiro e encontro outro comando do sistema iDrive: muito intuitivo, descubro como operar inúmeros recursos em questão de minutos, sem precisar pedir socorro para a minha filha de 10 anos. Sem dúvida, uma grande evolução quando comparado à versão original do sistema, com menus e submenus quase infinitos. O mais curioso é que mesmo depois de um dia inteiro de pé pregado no assoalho, o computador de bordo indicava consumo médio de 8,1 Km/L, o que garante excelente autonomia. Já pensando em uma grande viagem, acionei o GPS (que engloba os mapas do Brasil e Argentina) e calculei uma esticadinha até Buenos Aires.

Ô Arnaldo, toca pra Buenos Aires!

Depois de muito observar, o Arnaldo tomou as rédeas do bicho e seguimos de uma vez para Joanópolis. Só pude ver ele ultrapassando um caminhão de uma maneira extremamente rápida, mas como eu estava ao volante do Corolla não havia a menor chance de fazer o mesmo. Tive que aguardar para ultrapassar em um local mais seguro, mas do BMW não havia nem o cheiro da gasolina: o sedanzão já estava muito adiante.

Chegando em Joanópolis, finalmente chegou a minha vez de tocar o sedã: volante de pega perfeita (como esperado em um BMW) e quatro mostradores principais: marcador de combustível, velocímetro, conta-giros e termômetro do óleo. O motor é acionado por um botão no painel (há uma chave de presença que deve ser carregada com o motorista).

Acelerador pregado no assoalho, rapidamente encontro a melhor posição, apesar da minha compleição física nada usual: o BMW trata bem o condutor, mesmo se ele estiver acima da estatura média da população. Dou a partida, coloco o câmbio em "D" e solto o freio de mão pelo botão no console. Agrada muito a relação inicial de direção, com apenas 2 voltas de batente a batente, garantindo agilidade fora do comum em manobras a baixa velocidade.

Após algum tempo me habituando ao carro, decido provocá-lo e descubro que este motor não tem pegada, mas sim patada: mesmo em modo normal (há quatro modos de condução), basta uma leve pressão no acelerador para sentir o torque máximo de 61,2 mkgf constantes entre 1.750 e 4.500 rpm. A potência máxima de 407 cv é constante de 5.500 a 6.400 rpm e faz com que o motor literalmente devore as marchas. O lag (atraso de resposta das turbinas) existe, mas é muito discreto, absolutamente desprezível.

O PK brincou: Felipe Biturbo!

De 0 a 100 km/h em 5,2 segundos, número perfeitamente crível, que mostra que os pneuzões traseiros de 275 mm de seção estão ali a trabalho. O fôlego chega a ser maior que o de alguns BMW V-12 de um passado não tão distante: acelerações a partir dos 100 km/h são ridiculamente rápidas, permitindo ultrapassagens seguras em espaços mínimos.

Quase tão bom quanto a suavidade do motor é o funcionamento da caixa automatica sequencial de seis marchas: sua obediência aos comandos do acelerador é tão perfeita que beira a telepatia. Uma pisada mais funda é sempre um kickdown e vem acompanhada da respectiva redução, sem hesitações de qualquer tipo, da mesma forma que ao aliviarmos o pé ocorre imediatamente uma troca ascendente, permitindo outra pisada forte sem o risco de uma redução inadvertida. E há retenção de marchas em declives, o que torna o modo seqüencial praticamente dispensável.

Absolutamente neutro

Há muitos duendes eletrônicos nesse carro, mas são duendes do bem, daqueles que não estragam a festa de quem gosta de pisar fundo: permitem muitos abusos e fazem questão de consertar nossas braçadas sem nos alertar com campainhas ou luzinhas irritantes. Os limites da maioria dos BMW costumam estar muito acima do motorista médio, mas este Série 7 simplesmente extrapolou: só poderá ser explorado à moda em um autódromo, jamais nas ruas e estradas. Absolutamente neutro, o carro transmite tamanha confiança que dá até para brincar de ser Hans Joachim Stuck (ou, no caso do púbico feminino, Sabine Schmitz).

Como eu disse ao Paulo, é um carro à prova de idiotas: direção e freios com feedback perfeito, ninguém em perfeito juizo conseguirá se acidentar ao volante deste belíssimo automóvel.

Eu poderia falar muito mais a respeito desse carro, mas seria inútil: pensem nas pessoas que vocês mais amam em suas vidas e tentem expressar em palavras suas melhores qualidades e até mesmo os defeitos que fazem parte de suas personalidades. Por melhor que seja a sua capacidade de comunicação, será virtualmente impossível descrever com exatidão o que essas pessoas representam: assim é a experiência ao volante dos BMW, em especial este Série 7, que figura entre os 5 melhores que já tive a oportunidade de guiar (fica pouca coisa atrás de alguns "M").

Que dia bacana!

Aos amigos Bob, Arnaldo e Paulo, muito obrigado! Preciso de mais sábados como esse...

FB

50 comentários:

  1. Bitu, bela análise, gostei.
    A capa do motor fica melhor como peça de roupa do que no carro.

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  2. Miguel sapateiro!29/09/11 10:21

    Assunto devidamente esgotado?
    Finalmente o recreio dos 4 coleguinhas acabou...
    A tietada gosta, é claro...mas eu não.
    Nhem nhem nhem....
    kuá kua kua kua...cof cof.

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  3. NA PRÓXIMA CHAMA EU TAMÉN.......... PROMETO QUE EU VO QUIETINHO NO PORTA MALAS....RSRSRS

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  4. Sapateiro! Acho que você faz parte da tietada. Tanto que ironicamente apareceu aqui de novo!
    Nhem nhem nhem....
    kuá kua kua kua...cof cof.

    Seja bem-vindo.

    Mas não bagunça muito.

    "Nóis aqui é sério" e a maioria não entende ironias.

    Abraço

    PK

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  5. Anônimo,
    Nessa estradinha não dá para ir no porta malas. Principalmente com o AK dirigindo.
    Mas amarrado num rack no teto é possível e divertido.
    PK

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  6. Miguel sapateiro!29/09/11 11:02

    Você tá certo, PK.
    Eu sou tiete mesmo.
    Tanto que seu eu ver o Bob Sharp na minha frente, com aquela pinta de herói de filme de bang bang com as mãos na cintura e aquele vozeirão todo, de duas uma, ou o cara me dá um autógrafo e posa pra umas fotos comigo, ou eu perco as estribeiras...
    Ui, que loucura!

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  7. FB, você é a cara do Geoffrey Capes! :D

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  8. FB que carro vc usa no dia a dia?

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  9. Mister Fórmula Finesse29/09/11 11:38

    Mais um excelente ponto de vista em relação a esse carrão!

    Alguns leitores não percebem que pode agregar mais conhecimento apenas observando o estilo de cada escritor acerca do mesmo tema;

    Não se trata apenas de um carro testado, mas das expectativas e um pouquinho da história de vida de cada um dos que escreveram. Os gostos, o tipo de reação, o prazer em "perder" um sábado para guiar determinado carro. Sempre existe um adendo cultural nos textos como demonstrar o lugar da avaliação, fisicamente distante para a maioria dos leitores.

    O leitor começa a identificar e selecionar o que mais gosta em cada estilo de redação para poder formar uma opinião mais sólida e que passe longe da alienação.

    Mesmo que nunca tenhamos a chance de dirigir um carro que custa um PIB africano, ao menos vamos ter uma excelente idéia de como se comporta algo feito para ser o máximo para os muito ricos. De lambuja aprende a interpretar melhor os textos, a escrever melhor e a perceber que um mesmo tema pode render uma variante de formas em demonstrá-lo, mesmo que os princípios básicos - recital de comportamento mecânico por exemplo - sejam sempre os mesmos.

    JLV fazia isso em seus textos, colocava a perspectiva pessoal nos testes, não apenas uma descrição da máquina isoladamente....mas o conjunto da obra homem/máquina, lembrando que está última sempre vem a servir o primeiro, e não ao contrário.

    Por isso futriqueiros orkutianos de plantão, deixem um pouco a picardia de lado e aproveitem para aprender; garanto que não faz mal algum!

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  10. Sonho de consumo dirigir uma barca dessa.

    []'s Bitu. Excelente texto.

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  11. Bitu

    Biturbo foi boa, hehe! Tá lá na 4R? então nem tudo está perdido por lá. E parabéns pela idéia de mandar lavar o carro. Foto de carro sujo não dá a menos que a matéria seja de um jipe fazendo off-road.

    MFF

    Boa, mais uma vêz.

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  12. PK,

    HÁ,HÁ ... NÃO FAZ MAL NÃO , POSSO IR AMARRADO NO RACK MESMO...SÓ NÃO GARANTO A INTEGRIDADE DO TETO DO CARRO... SE FOR DEPOIS DO ALMOÇO ENTÃO . . .

    CONHECO BEM A ESTRADINHA ( E A CANTINA) SOU DE ATIBAIA ....

    BÃO TAMÉN....

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  13. FB fechando com chave de ouro!

    PARABÉNS

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  14. O carro tem o sistema de visão noturna?

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  15. Anônimo das 10:27

    Me sinto normal. A Quatro Rodas é o resultado de um trabalho em equipe, da qual sou um simples colaborador.

    Respeito a opinião dos amigos, mas o meu compromisso é com o leitor da revista. Não vejo motivo algum para me sentir abandonado.

    FB

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  16. Miguel Sapateiro

    Convidamos você da próxima vez OK?

    FB

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  17. Anônimo 29/9 10:27
    O Série 7 tem visão noturna, mas o item não foi incluído nas especificações para o Brasil.

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  18. Bacana o teste a oito mãos. Porém, fiquei com uma sensação esquisita em relação ao carro: será que tudo não está demais? Muito desempenho, muito conforto, muito tudo? Será que não estamos perdendo a medida do razoável? Precisamos disso tudo? 500 paus num carro não é muita loucura? Muitas vezes, menos é mais.

    Numa boa: achei o carro um exagero. Para o bem e para mal.
    Pode ser que o problema seja eu, que esteja sendo medíocre.

    Finesse, Finesse... excelente seu comentário.

    Abraço

    Lucas CRF

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  19. Mouta Cipriano

    Oba, mais um apelido pra minha lista: já me chamaram de Bud Spencer, Ed Motta, Bob Hite...

    FB

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  20. ISA Prado

    Não uso carro no dia a dia, pois trabalho em casa.

    Mas tenho uma garagem com um Corolla, dois Santanas velhos e um Mille.

    FB

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  21. Lucas CRF

    Ontem eu estava assistindo o "The History Channel", eu me amarro naquele programa da loja de penhores em Las Vegas, o "Trato Feito".

    No episódio de ontem, um rapaz entrou na loja e ofereceu um fonógrafo de Thomas Edison. Aí o velhinho ranzinza dono da loja disse que aquilo era o máximo, pois na época em que o fonógrafo foi lançado não existia nem mesmo o rádio.

    Aí ele completou: "Thomas Edison percebeu que as pessoas ricas gostavam de entretenimento. E é assim que se ganha dinheiro".

    Você está mesmo certo: o carro é superlativo em tudo, tem bancos com massageador, 4 modos de condução, duendes eletrônicos e tal. Mas é esse exagero que seduz as pessoas abastadas e as motiva a gastar quantias vultosas nesses brinquedos, estimulando os engenheiros a desenvolver automóveis cada vez mais sofisticados.

    É oferecendo esse tipo de entretenimento que a BMW ganha dinheiro. E ganhando dinheiro a BMW satisfaz não apenas os seus acionistas, como também viabiliza a adoção destes recursos sofisticados nos BMW série 5, 3 e 1 em um futuro não muito distante.

    Você se lembra do "bicho-papão" que era um BMW M5 há 20 anos? Pois é, ainda é um carro venerável, mas não agrada mais ao público alvo da BMW (aquele que, nas palavras da própria BMW, não sabe mais diferenciar tração dianteira de tração traseira e por aí vai...).

    FB

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  22. B2,

    Muito legal. Esses passeios são mesmo legais, sinto o mesmo!

    Anonimo das 10 e tantas:

    O B2 sabe que não é pessoal...

    Sapateiro,

    Você está sendo sarcástico agora?

    MAO

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  23. Roberto Magri29/09/11 12:56

    Licantropia foi de lascar

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  24. A série sobre o teste com as impressões de cada colunista está ótima! Textos que nos fazem estar alí, aos comandos do veículo! Muito bom mesmo AUTOentusiastas!

    Agora, que tal trazer aos leitores, as impressões da nova Série 1 M Cupê? rsrsrs..

    obs: O Bitu parece com aqueles antigos guerreiros bárbaros visigodos-ostrogodos! Opa! é brincadeira.

    Henrique.

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  25. FB, belo texto, parabéns !!!

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  26. Como diria o Ancelmo Gois: Damping é o cac... hehehe

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  27. Eduardo Vieira29/09/11 13:36

    À equipe:
    Agora que li os quatro textos posso falar, e se quiserem, por favor editem ou apaguem o comentário por causa do termo chulo que usarei a seguir, mas não tenho outra forma de expressar:
    Putaqueopariu, que delícia de leitura!
    Os quatro!
    Adoro ler textos automotivos, mas quando a anélise objetiva que aplicam aos testes se soma à subjetiva, com pensamentos, lembranças e lições aprendidas ao longo de tanto tempo testando autos e escrevendo, me regurjizo deveras lendo! Parabéns novamente, produzam mais!
    Grande Abraço!
    Eduardo

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  28. No Brasil é carro pra milionários: custa aprox. 300 mil dólares, mais caro que Rolls Royce no exterior.
    E não é o série 7 mais caro.
    Tem a versão Alpina B7 que deve ser o bicho...

    McQueen

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  29. Mister Fórmula Finesse29/09/11 13:58

    Obrigado Lucas;

    E sobre o excesso de carro tão bem respondido pelo FB eu sugiro ir mais além...

    Temos que ser sempre relativos ao observar as coisas, como somos sete bilhões de almas e um número imenso de culturas; as origens e o desenvolvimento tecnológico/social também apresenta algumas diferenças.

    Teu carro pessoal seria a glória em algum recanto mais pobre do Laos, ou um mero táxi na Alemanha...a 750i poderia ser um trator desajeitado em um lugar apertado e de piso estragado que só comporta riquixás motorizados, um exercício inútil de poder que não poderia ser utilizado em 10% de suas possibilidades. O mesmo em relação ao nosso modo de vida "magnata" comparado a um curtidor de couro afegão, que iria achar tudo muito excessivo...

    Não é que somos medíocres, é que a cadeia alimentar econômica é enorme, e somos muitos!

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  30. Conheço a cantina de Joanópolis e conheço a estradinha até lá. Tenho certeza de que foi um ótimo sábado.

    Aqueles que ironizam a matéria escrita a oito mãos não possuem sequer um colega para fazer algo parecido: andar de carro pelo interior. Gente anônima e solitária que descobriu esse blog pelos posts fora do tema automóvel, que abordam assuntos políticos... uma pena.

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  31. Miguel sapateiro!29/09/11 14:08

    Sei lá...não fiquem zangados comigo, pessoas!
    Amo vocês!

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  32. Ja andei em 7er Taxi :D

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  33. E olha que ainda existe o 760, que tem motor V12 de mesmo nivel tecnologico. Só que nesse caso os turbos estão na posição normal, um em cada lado.

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  34. B2, vc ficou até proporcional do lado dessa bimmer. E a sua foto com a capa do motor parece na verdade que você está usando um colete de piloto de motocross...hehehehehe

    Um detalhe curioso do seu post é que você falou que o carro é 5x3x2. Três termos em sequência da Série de Fibonacci.

    Será que a BMW utilizou isso propositadamente? É sabido que coisas que possuam a razão áurea em suas formas são agradáveis aos sentidos humanos. Esse carro mesmo gigantesco, é proporcional em suas formas. Curioso também que as medidas das bitolas (1,611/1,650 m) são bem próximas ao da razão áurea (1,618).

    Deve ser de propósito.

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  35. Pois é Big Phil...e pensar q vc tava desanimado p/ andar nessa BM...

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  36. razão áurea.... rapaiz......!

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  37. MFF e Eduardo Vieira,
    Gostei dos seus comentários!
    Abraço.

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  38. MFF,

    Homem/Máquina:
    http://www.flickr.com/photos/paulokellerautomotivephoto/6196440384/in/photostream

    Estava pronta antes mas achei que melhor colocar a foto original no post.

    Abraço.
    PK

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  39. Bitu digo que voce fez um dos melhores textos que já li por ai sobre um carro ! Rapaz !!!!

    Parabéns a todos os 4, usem sempre que possível esta "autoentusiasmada" formula e passar para nós meros mortais o que existe de bom neste mundo.

    Fica ai a dica de possível para futuros testes: BMW 1M e nova a M5 !

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  40. Mister Fórmula Finesse29/09/11 20:34

    Ficou bacana mesmo a foto PK, até o tom da blusa ajuda no tom monocromático...sorte? Não, a boa fotografia procura o bom fotográfo.

    abraço;

    P.s: ainda têm - se bem me lembro - as fotos da kombi flex?

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  41. Uma pena q este excelente post tem uma mancha desnecessária e gratuita...

    Para que te serviu esse comentário maldoso e injusto ao Chris Bangle?

    O que tem haver o E65 com um caminhão? Tem certeza que vcs não beberam nada? Você deve mesmo andar muito ocupado e stressado...

    Você se lembra como era a Série7 antes do E65?

    Claro que a nova é melhor, sem dúvidas...

    Mas ela é melhor pq foi uma evolução da E65, o volume da carroceria é praticamente o mesmo; tirando os motores que mudaram radicalmente deve ser praticamente o mesmo carro com um facelift e melhorias eletrônicas; uma peça de suspensão 1mm maior aqui, 0,5mm menor acolá e saiu o novo BMW série 7 graças ao Bangle que teve o peito de reformular COMPLETAMENTE a identidade visual da marca e alavancar as vendas que estavam estagnadas...

    O que veio depois, é evolução...

    Quem sabe um dia os jornalistas respeitem um pouquinho mais o trabalho desse notável designer q é Chris Bangle... Todos os jornalistas malharam mas os concorrentes não deixaram de copiar, pq será?

    Pq tá na moda malhar o cara? Quem faz isso não tem a mínima noção do trabalho colossal que foi feito...

    Abraços e melhor sorte quando comentar o trabalho de um designer.

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  42. Lawrence, há gosto para tudo nesse mundo. Você aprecia a E65, mas PARA MIM ela é a neubaufahrzeug da linha BMW.

    Uma "Bangle butt" não chega nem perto da simplicidade e genialidade de um "Hofmeister kink" e graças a Deus será esquecida em breve.

    Aquele conjunto ótico da E65 poderia sim ser utilizado em um caminhão, tal qual a Volvo fazia na década de 80. Só não o fizeram porque a BMW não fabrica utilitários.

    Essa é a minha opinião.

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  43. Eu nem aprecio nem deprecio a E65, apenas respeito o trabalho desenvolvido; que foi colossal. E co como todo trabalho desta monta tem os seus aspectos positivos e negativos.

    Se desafie, pegue um lápis ou o mouse no photoshop e tente 'imaginar' como seria a nova geração da série 7 completamente nova... Aí vc terá uma pequena noção do desafio e do trabalho desenvolvido.

    Uma pena que Design seja um ilustre desconhecido por essas terras. Sabe pq? Pq não existe nestas bandas. Não se respeita o que não se conhece.

    Quer ver como o seu desconhecimento é evidente? Vc compara uma maneira de desenhar a traseira, a 'Bangle butt' com uma maneira de desenhar um canto das janelas laterais traseiras. O que tem haver uma coisa com a outra?

    Vários fabricantes copiaram a 'Bangle Butt' e não li nenhum comentário negativo a respeito.

    Mas duas coisas eu garanto para vc...

    1 - A sua opinião poderia ser expressada com mais respeito ao trabalho desenvolvido e elegância...

    2 - A nova carroceria que você elogiou não existiria sem o trabalho prévio executado por Bangle.

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  44. Lawrence

    Há 10 anos eu publiquei isto:

    http://bestcars.uol.com.br/supercar/bmw7-1.htm

    "Como é típico em um BMW, o contraste entre linhas retas e curvas flui em harmonia, com destaque para a proporção exata do tamanho das rodas e o novo desenho da traseira. As laterais mostram uma linha de cintura contínua da dianteira até a traseira, bem integrada ao desenho. A linha do teto faz com que este sedã passe a (discreta) impressão de ser um cupê, com uma queda suave que termina no porta-malas, criando um efeito estético já apreciado em outros BMW.

    O desenho da dianteira é de certa forma inovador para a marca, mas inovação não significa abrir mão de um estilo consagrado: o "duplo rim" na grade e os característicos quatro faróis circulares continuam presentes, só que com um desenho um tanto futurista. Os faróis seguem o estilo proposto pelo carro-conceito Z9 (saiba mais) e as luzes de direção estão deslocadas para trás, integrando o desenho do conjunto ótico com a linha de cintura.

    O conjunto impressiona ao primeiro olhar, tornando o Série 7 inconfundível e ao mesmo tempo ligando-o às demais séries da empresa. O capô não inclui mais a grade, o que é quase imperceptível. A traseira também adota linhas marcantes, destacadas pelas belas lanternas, também inspiradas no Z9. A tampa do porta-malas é mais alta e saliente que os pára-lamas, simulando um spoiler. O coeficiente aerodinâmico é bom mas não excepcional, 0,29."

    Pois bem: naquela época, destaquei o novo desenho da traseira e o aspecto "inovador" e "futurista" da dianteira. Como você, eu também fiquei deslumbrado com o abismo que separava a E65 da sisudez da E38.

    Hoje reconheço que foi um exagero: teve sim o mérito de criar uma nova identidade visual para a BMW, mas pecou pelo excesso e só alcançou a redenção quando evoluiu para algo mais equilibrado e palatável.

    FB

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  45. Bitu
    Sempre bom reler algumas coisas... e constatar, nesse caso, que até houve involução no tocante ao Cx.

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  46. Eu sou também fã do E65, é um dos "must have" na minha lista hipotética. É muito mais bonito que seu antecessor.
    O atual série 7 é lindo, muito mais bonito que série 1 ou 5 GT.

    McQueen

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  47. Bitu e Finesse, obrigado pelas respostas. Realmente, faltou-me a idéia de " Referencial".

    Mas sobre essa série 7 de 2002... que carro horrível! Lembro-me de ir a F1 em SP naquele ano e ter visto a essa 7 ao vivo. Xinguei o Bangle de tudo quanto é nome. Agora sim, a barcona voltou a ser linda.Com excessos, mas linda.

    Abraço

    Lucas CRF

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  48. FB;

    hoje você escreve bem melhor!

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  49. Late to the party, mas parabéns pela excelente "mini-série" com a 750, que deixei para ler com tempo e moringa fresca.

    De minha parte, esse teste de um dia tipo "aventura Os Goonies" que vocês fizeram é a melhor forma de dirigir um carro como essa BMW, já que tê-lo só seria bom em países da Europa ou States, em que ser dono de um carro desse naipe não implica em passar por marciano.

    Para a maioria dos comuns dos mortais como eu, dirigir um sedan grande americano já seria uma experiência bem distante da que temos com os carros que dirigimos normalmente, imagino então andar com esse aí...

    Como sugestão, mesmo entendendo as dificuldades logísticas e de agenda, acho que vocês blogueiros poderiam repetir essa metodologia em mais testes, mesmo de carros de escalão inferior.

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  50. FB,
    Vc está parecendo uma versão alemã do Jaspion... hahaha

    Brincadeiras a parte, deixo a discussão sobre design com vcs, porque com o conhecimento que tenho sobre o assunto só posso falar o que eu gosto e o que eu não gosto. Agora, "superlativo" com certeza é o melhor adjetivo para este carro.

    Valeu B2!

    Sds

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