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23 de setembro de 2011

O QUINTO MOTOR


Saturn V, o mais potente veículo da história.

Lendo o livro que narra a história de Wernher von Braun, me deparei com uma passagem interessante e totalmente fora dos padrões atuais.

Esse alemão naturalizado americano foi o principal líder da Nasa durante a época mais rica da corrida espacial. Engenheiro com grandes habilidades administrativas, era, antes de tudo, uma pessoa que sabia lidar com outras pessoas.

Como líder de verdade, era capaz de tomar decisões de bom senso, algo que hoje, no mundo das empresas privadas,  públicas e governos, está cada vez mais raro.

Imaginem a cena.

Uma reunião técnica com seus engenheiros. O assunto discutido é a quantidade de motores no primeiro estágio do foguete Saturn V, que levaria os 3 primeiros humanos para a Lua em 1969.

Já estava calculado e aprovado o projeto com 4 motores, e havia espaço para um a mais, que não era necessário para o peso do foguete.

Von Braun pediu que fosse calculado o novo coeficente de segurança com um quinto motor adicional.

Os engenheiros voltaram pouco tempo depois com o resultado, que era bem melhor (não está dito quanto), e von Braun, apenas ele, autorizou o projeto com mais um motor.

Vejam, em prol da qualidade e segurança do projeto, um custo enorme foi adicionado.

Pode-se dizer que ele não titubeou em colocar mais um motor porque o dinheiro era do contribuinte americano, e a Nasa um órgão público, custeado com dinheiro que vinha do povo. É verdade.

Mas seria muito pior se a falta de um motor tivesse provocado o fracasso do programa espacial.

Foi o gasto extra para assegurar o sucesso. Fosse uma empresa privada, seria minimizar o lucro para aumentar a satisfação do cliente. Um cliente, nesse caso, que era uma nação inteira, ou, como prefiro pensar, todos os seres humanos do planeta, mesmo aqueles que acham que ir à Lua foi mentira ou inutilidade.

Pouco mais de 40 anos se passaram, e hoje, vemos todos os dias decisões erradas de pessoas que deveriam ser líderes no exato sentido da palavra, mas são apenas chefes.

Muitas desses decisões afetam os usuários de carros, e mais fortemente, os entusiastas que gostam de dirigir.

O caso do aumento do IPI dos carros importados, as reduções de velocidades nas avenidas de São Paulo, as instalações de câmeras de multas cada vez mais sofisticadas, o policiamento estacionário nas estradas e ruas, ao invés de patrulhamento móvel,  o aumento do tamanho dos pratos nos restaurantes que cobram por peso,  a sempre pouca quantidade de caixas trabalhando nos supermercados, a empurroterapia na manutenção e conserto de veículos, e muitas outras invenções e alterações, são todas decisões erradas para nós, os cidadãos consumidores.

Decisões quase totalmente baseadas em  lucro financeiro. Pouco importa se o cliente for prejudicado. Dizem que brasileiro sempre dá um jeitinho para tudo.

Com as fábricas de carros acontece a mesma coisa. Carros que não servem para nada além de transporte básico, são travestidos de veículos de luxo e carimbados com preços monstruosos.

Um exemplo fácil de ver, são os enfeites, frisos e molduras, imitando metal ou cromados.

A imprensa normal fala em "acabamento em alumínio" ou "aço escovado". Não são.
Da mesma forma que se fala que um controlador de velocidade de cruzeiro é um "piloto automático", são casos de desconhecimento ou falta de vontade de pensar. Praticamente tudo é plástico, de diversos tipos, com pinturas ou aplicação de filmes decorativos imitando metais ou madeira. Não apenas em carros menos caros, mas até mesmo nos classificados como "premium" ou "de luxo". Dois adjetivos detestáveis.

O que se vê quase como regra geral hoje em dia é a preocupação excessiva com a aparência, e mínima com a durabilidade. E não há líderes para mostrar que o sistema está cheio de problemas, que muito precisa ser mudado para atender  o cliente, não apenas o fabricante e o vendedor.

Peças bonitas são algo fácil de fazer, basta pagar. Mas peças boas e duráveis, que são o que vai permitir que o carro tenha aparência íntegra, funcionamento sem falhas e bom valor após alguns anos de uso, nem tanto.

O que falta é o quinto motor. A qualidade de projeto e fabricação.

Quando se analisam carros novos em revistas ou sites especializados, se fala de qualidade de padrões internacionais, na maioria das vezes com base em aparências.

Porém a verdadeira qualidade só aparece mesmo depois que um carro roda muitos milhares de quilômetros e anos com seu dono e usuário.

Carros de preço elevado, que são bem cuidados e nunca foram abusados, também podem dar problemas sérios.

Isso significa falta de cuidado com a durabilidade de seus componentes. Não se pensou em "quinto motor", apenas em fazer da forma mais barata e com melhor aparência possível, para encantar o comprador com um produto bonito. Deslumbrado seria um bom termo para rotular o comprador típico, que entra em uma loja e fica babando em características que pouco ou nada significarão a longo prazo.

Tenho uma teoria que muitos acham maluca, mas a cada dia me parece que faz mais sentido.

Acredito que quando uma fábrica gasta muito dinheiro para fazer um carro com uma aparência mais enfeitada que a real necessidade, falta dinheiro para pagar um projeto mais bem pensado das peças de sua carroceria, mecânica ou,  mais preocupante ainda, eletrônica.

Muitos carros são empurrados para uma categoria acima da que realmente pertencem, através da adoção de enfeites e acessórios. Não vou citar marcas e modelos, porque essa prática é geral das fábricas. Praticamente todas fazem isso. Basta comparar um modelo qualquer hoje e há 5 ou 6 anos atrás.
Carros que eram populares se tornaram caríssimos e enfeitados. Cheios de fru-fru, como falava minha avó.

Fazer um carro parecer mais bonito ou moderno não é caminho para melhorar a qualidade, mas é o mais facilmente adotado, pois chama a atenção e gera mais vendas.

De que adianta, por exemplo, ter belas molduras prateadas no painel, se o pára-brisa tem várias ondulações que deformam as imagens e atrapalham a visão? Ou belas rodas bem grandes e pneus bem largos, se os amortecedores e borrachas da suspensão duram 50 mil quilômetros apenas? Ou frisos cromados nas portas e tampas de porta-malas, se o reflexo desse cromado mostra ondulações escandalosas na peça?

Há, porém, uma esperança, que depende de nós para não enfraquecer. Essa luz é o prazo de garantia.

As propagandas das diversas marcas se preocupam cada vez mais em enfatizar o tempo de garantia de seus produtos. Essa é uma tendência que não pode ser desprezada. Os clientes precisam exigir períodos decentes de garantia, onde defeitos possam ser corrigidos sem custos para quem já pagou muito pelo produto.

Falando claramente, um ano de garantia é algo do tempo do onça, do guaraná com rolha, tempos de antanho. Um ano não é nada.

Para começar a ser justo, 3 anos é o mínimo que deve ser aceito pelo comprador. Mesmo que o carro seja "popular". Não tem nada a ver um carro de 23 mil reais ter menos garantia que um de 100 mil. Você paga por ambos, eles têm que ter qualidade e durabilidade.

Não deixem essa característica de um carro ser considerada de pouca importância na hora da escolha. Seu carro novo tem que lhe trazer satisfação e a certeza de que não colocarão a mão em seu bolso caso algo de ruim ocorra.

Os líderes da indústria, automobilística ou qualquer outra,  precisam entender que o cliente é cidadão, e o cidadão é aquele que paga um preço alto demais por quase tudo que se vende no Brasil, e se for mal tratado, irá falar muito mal de sua empresa. E se não fala, precisa começar a fazê-lo.

Mesma coisa para o País, já que é mais do que claro que estamos cansados de pagar tantos impostos há séculos. Um dia o cansaço gera ação, e quando o povo se conscientiza e age, governantes e sistemas caem, como estamos vendo em vários países recentemente.

Líderes precisam liderar boas idéias, não apenas para a empresa, mas para as pessoas, e mais importante ainda, para a nação.

Não adianta ter uma sala com ar-condicionado se ao abrir a porta você descobre que está no inferno.

Para saber mais: " Dr. Space", de autoria de Bob Ward.
Link aqui.

JJ

34 comentários:

  1. Gostaria de comentar alguns pontos:

    - as indústrias vivem de fabricar e vender carros, portanto seu interesse é de que seus produtos sejam "descartáveis", logo aparência vale mais que conteúdo;

    - nesse raciocínio, o aumento dos prazos de garantia - ao menos no Brasil - somente aumenta o lucro dos concessionários, a exemplo daquele "completão" com 12 trocas de óleo em 6 anos...

    - durante a garantia, se houver algum problema de maior custo, a fábrica alega "mau uso": o consumidor que se dane procurando os ineficientes Procons ou gastando ou tubos na justiça.

    Só um de muitos exemplos: www.faceford.com

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  2. Reynaldo Cruz23/09/11 09:37

    Juvenal, concordo com seu texto de ponta a ponta e creio que um bom exemplo de qualidade é o Chevrolet Monza fabricado até 1990 e que foi campeão de vendas por 3 anos.Passados mais de 20 anos de fabricação, não são raros os modelos que ainda rodam passando confiabilidade mesmo aos proprietarios que não tiveram tanto cuidado com manutenção.
    Sds

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  3. Daniel San23/09/11 09:48

    JJ,você mencionou um fato crucial,o de que todo carro quando novo apresenta funcionalidade ótima,mas a verdadeira qualidade só aparece com o uso. Um exemplo disso são as demonstrações de veículos off-road,nas quais aparecem subindo em pedras enormes,sobem em ondulações que os fazem ficar em duas rodas,etc. Eu quero ver é como esses carros ficarão após 10,20 anos de uso.
    O exemplo de carros populares que ficaram caros também é clássico. O Mini Cooper era originalmente um carro popular,mas hoje é destinado a um público de poder aquisitivo mais elevado,e,francamente,não vejo nele algo que justifique esta mudança de perfil.
    Von Braun sempre se notabilizou pelo talento e bom senso. No fim da 2ªGuerra, quando se discutia a quem entregariam o imenso arsenal de conhecimentos sobre o funcionamentos dos foguetes ele achou melhor colaborar com os EUA,pois seriam o único país com condições de desenvolver os projetos da equipe da qual fazia parte o Von Braun,e o chefe da equipe,Major-General Dornberger,concordou com ele.

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  4. Anônimo,

    obrigado por esse link sobre o Fusion. Muito interessante. Parece que o carro foi imerso em solução salina por uns meses.

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  5. Reynaldo Cruz,
    é verdade, apesar de muitos estarem bem estragados visualmente, há Monzas que não sabemos como estão andando ainda.

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  6. Daniel San,
    já vi vários off-road bem estragados. Há alguns que foram usados como se vê nos comerciais de TV que são verdadeiros lixos ambulantes.
    Há que se ter cuidado, o abuso tem limites para não se estragar o carro.

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  7. Bruno Moreno23/09/11 10:34

    "...vemos todos os dias decisões erradas de pessoas que deveriam ser líderes no exato sentido da palavra, mas são apenas chefes."

    Você tem razão em suas palavras.

    Hoje em dia a gente vê o funcionário operário louco para ser gerente, mas, visando o salário e não a liderança.

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  8. anonimo do 1º post
    Pior que a ferrugem do Fusion é a qualidade do pós-venda com esse serviço porco. Nem na boqueta do Zé Remela se vê tanta tosqueira.

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  9. Homem da Lua23/09/11 11:03

    Carros com quinto motor: Opala seis cilindros, Gol GT 1.8, Marea Turbo. Todos os outros carros brasileiros tinham motores fracos ou equilibrados com o que o carro oferecia de estrutura e handling, esses três eram cadeiras elétricas prontas para matar seus condutores com mais motor.








    Há muitos automóveis que alcançam a distinção e merecem ser chamados de "premium". O Volkswagen Polo é um caso típico, os japoneses são o default de carro no mundo todo, mas aqui são premium, dada a quantidade de lixo que GM, Ford, VW e Fiat oferecem.





    Período de garantia: quanto menor o período de garantia, melhor. Garantias longas servem apenas para que o cliente seja achacado e extorquido nos concessionários, os consultores técnicos entendem nada de automóvel e são obrigados a cumprir metas semanais de empurroterapia: higienização de bancos e tecidos, hidratação de assentos de couro, troca do filtro do ar condicionado, reaperto de suspensão, limpeza de bicos injetores, descarbonização, flush de motor, aditivos para óleo do motor, aditivos para óleo do câmbio e diferencial, anticongelante para água do radiador...


















    Quanto maior o tempo de garantia, mais lesado é o consumidor, pois as fábricas não trocam itens defeituosos, a discussão sempre vai parar no Procon e nos juizados especiais.


    E não, o homem não foi à lua. Foi o maior embuste da história, propaganda governamental da guerra fria, talvez a maior falácia da história da humanidade depois do cristianismo.

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  10. Bom dia
    Sou do do site www.salaodecarros.com.br e gostei muito do site de vocês
    Gostaria de saber se vocês se interessam em fazer uma parceria (troca de links)
    Desde já agradeço
    Abraços

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  11. Sabem aquele golpe do bilhete premiado? Só funciona pq tem gente que acredita (Ganância acima de tudo)é mais ou menos por aí esta história dos carros. Se cada vez a qualidade do material diminui e as vendas não param de crescer, pra que fazer diferente?! O lucro extrapola expectativas, o "cliente" está satisfeito pq consegue impressionar o amigo ou cunhado ou vizinho e a vida segue...

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. A Michelin tem uma garantia longa em sua linha de pneus.
    No início, a gente vai lá, fica todo orgulhoso porque a revenda nos liga avisando que precisa fazer o rodízio, balanceamento, e que os futuros remendos sairão de graça...Ah, tem aquele bonito folhetinho também... mas depois os trouxas caem na real e se lembram que se não fizer do jeitinho que eles querem, a garantia deixa de existir.
    Bom, tudo bem, é assim com todo mundo.
    Daí vem o funcionário da autorizada e resolve trocar o rolamento novinho do teu carro, os amortecedores perfeitos, molas...cambagem, caster...inventa mundos e fundos, e os otários caem, porque acreditam na credibilidade da marca e querem porque querem economizar R$5,00 na próxima vez em que seus preciosos pneus furarem.
    Uma bobagem este negócio de garantia estendida, até porque se o produto deles der defeito de verdade, a gente sabe que terá a maior dor de cabeça pra conseguir um reparo decente, ou na pior das hipóteses, a troca por um novo.
    Maldito golpe de marketing!

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  14. É por isto que eu dou risada deste povo besta de hoje em dia!
    Vai lá e compra um palio weekplr uft trá lá lá caríssimo achando que tá fazendo uma vantagem danada, e depois descobre que o carro que ele tinha há dez, quinze anos atrás, era muito mais caprichadinho e melhor acabado do que sua nova geringonça afrescalhada.
    Pior, vendeu o carrinho tão bonzinho e gostoso de guiar por uma ninharia, pra se meter a pagar aquele monta de prestações por anos a fio, até que resolva vender e comprar outro ainda pior e mais caro.
    E depois o Bob vem e diz que carro é a maior expressão de liberdade do homem...ah ah ah

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  15. Homem da Lua,
    legal saber que o nosso blog é captado por aí também.
    É normal para mim lhe entender, já que você está em outro planeta.
    Mas nem é tão longe, acho que uma garantia boa poderia ser estendida aí para o seu pedaço.
    Aqui na Terra, eu quero a maior garantia possível para meu carro.
    Um abraço.

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  16. Não é por nada que algumas repartições do governo já optaram por ter apenas carros alugados só para não se envolver com os custos de manutenção desses lixos brasileiros.

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  17. Interessantíssimo artigo sobre um assunto que eu desconhecia e sequer imaginava.
    Porém nada, mas nada mesmo, vai me convencer de que o homem chegou à Lua.

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  18. É, pagar mais de 50 mil num Palio Weekend é coisa de burro, muito burro mesmo.

    Eu já entrei nessa: carro novo só em último caso, se valer muito a pena.

    McQueen

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  19. Bem, a lógica faz supor que uma garantia mais longa dada, significa que o fabricante "bota fé" na qualidade de seu produto, mas...aqui é Brasil, e tem sim este lance de que fazem isto apenas para "forçar" um maior período de dependência dos clientes aos "cuidados" dos serviços das concessionárias. De qualquer forma, os três anos de garantia dados pela Renault, foram sim um diferencial que levei em conta ao optar por um Logan. Só tomo o cuidado de, ao levar meu carro para as revisões, deixar claro que não quero nada além das trocas daquilo que está especificado no livreto de manutenção, para as respectivas quilometragens."Empurroterapia", comigo não cola meeeeesmo. E finda a garantia, nada melhor que o seu velho mecânico de confiança. E uma coisa que me deixa também um pouco mais tranqüilo quanto aos problemas precoces que possam aparecer por conta de baixa qualidade, é que rodo muito pouco. Meu carro tem dois anos e nove meses, com apenas 7.250Km, além do que, sou extremamente cuidadoso. Para que um problema sério apareça em um carro antes de, sei lá, 35/40.000Km (o que considerando as tecnologias de hoje, é ainda um carro novo) isto significa que, no meu caso, este problema só apareceria com cinco ou seis anos de uso (quando é bem capaz que já nem esteja mais comigo), ao passo que para um usuário normal, a "bomba" estouria em suas mãos. Em tempo: O Logan está perfeito, nunca deu problema, e nunca me ofereceram serviços extras nas duas revisões que já fiz na minha concessionária. A terceira é agora no final de Dezembro, e na quarta...é bem capaz que eu esteja de Fiat 500 Cult, uma tentação dos infernos que está me corroendo, e para ser muito sincero, não estou com muita intenção de fazer força para resistir, he, he, he!

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  20. jackie chan23/09/11 15:21

    Quanto à garantia longa, se no período de vigência tudo o que apresentar problema for prontamente substituído, sem desculpas esfarrapadas de que foi devido ao mau uso, sem ter que recorrer ao Procon, etc., e sem ficar preso a uma programação de manutenção claramente elaborada com intenção de lucrar ainda mais sobre o cliente, então nada contra, tudo a favor. Mas normalmente não é isso que temos visto.
    Certa vez presenciei numa concessionária GM uma "briga" entre um proprietário de um Corsa, que apresentou vazamento no selo mecânico da bomba dágua durante vigência da garantia de 1 ano, e o gerente da loja, que queria cobrar pela peça nova, alegando ser "ítem de desgaste normal".

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. AH, o "quinto motor"! É algo que reflete o bom-senso do engenheiro, mas está cada vez mais escasso nas empresas já que o departamento de marketing manda mais...

    Ter essa margem não significa necessariamente superdimensionar, como alguns pensam, mas sim ter uma segurança a mais, que, mesmo que não apareça na especificação, se traduz em uma confiabilidade extra.

    Isso me lembra aquele episódio tão polêmico no ano passado, daquele carro cujo o cubo da roda quebrava... O 5o. motor nesse caso seria garantir que aquela peça fosse feita de um material que, num caso de esforço acima do projetado, apenas entortasse em vez de quebrar daquela maneira catastrófica...

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  23. Aléssio Marinho23/09/11 17:21

    Como são as coisas: uns reclamam de que serão extorquidos pelas concessionárias nas revisões que são obrigados a fazer durante a garantia e outros reclamam que a garantia é curta...
    Prefiro mil vezes uma garantia longa e cortar serviços supérfluos do que ficar rodando atrás de oficina que faça um serviço decente.
    Esta semana mesmo, meu Logan está na concessionária fazendo revisão dos 40 mil km. Reclamei de dificuldade na primeira partida do dia e me trocaram o cânister em garantia; na revisão passada o ar condicionado havia parado de funcionar e trocaram toda a caixa evaporadora.
    Esse carro é pra me dar tranquilidade, me levar com conforto onde preciso ir. Vou em paz por confiar na sua manutenção e na garantia de 3 anos, que significa que o fabricante acredita que o seu produto é resistente e durável.
    E isso foi o que me fez decidir pela sua compra, da qual não me arrependo e sempre recomendo a quem me pergunta.
    Pra me fazer sujar a mão de graxa, já tenho o meu conversível 1987...

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  24. Do jeito que as coisas vão hoje em dia, tá perigando faltar até o quarto motor, que dizer então do quinto...

    Esse é o grande drama da engenharia moderna, pois é preciso desenvolver projetos confiáveis usado-se o mínimo de coeficiente de segurança, senão o "Sr. Custo" dá as caras e o pessoal estrila feito doido! E se aparece alguém com o espírito do von Braun, dificilmente consegue manter sua opinião, a não ser que seja alguém de muita influência.

    Claro que não defendo projetos mastodônticos que trazem um peso morto impressionate a reboque, mas um mínimo de cuidado é preciso. Senão o resultado é esse que a gente vê pela aí, recall a torto e a direito...

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  25. Quando eu trabalhava numa fábrica de autopeças passamos por uma situação de falta de matéria prima. Havia apenas 3 fornecedores desse material e tivemos que buscar uma alternativa.
    Desenvolvido o mesmo produto com material alternativo, fui à montadora com todos os dados: a especificação e os resultados com o material correto e o alternativo, além de amostras para testes, para pedir o que chamam de desvio, uma autorização para fornecimento temporário até que fosse possível voltar ao produto normal.
    Apesar de nos preocuparmos em mostrar os detalhes e as diferenças técnicas, apenas uma pergunta foi feita:
    - Quanto isso representa em redução de custo?
    Como minha função era técnica, responsável pelo setor de desenvolvimento, quem respondeu foi o diretor comercial. Foi dado um desconto de 1 centavo de dólar.
    Resultado: aprovado sem sequer avaliarem tecnicamente o produto.

    Em tempo: quando criança vi a chegada do homem à Lua pela TV. Aos 42 anos, quando tive a oportunidade de visitar o Cabo Canaveral, logo após sair de um auditório a primeira coisa que vemos são as saídas dos motores de um Saturno V real, pendurado na horizontal e separado nos estágios. É impressionante.
    Sentei num banco e fiquei por longo tempo admirando aquilo e lembrado das cenas daquela viajem.
    É de perder o fôlego.

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  26. JJ,

    Sensacional post. Adorei!
    Parabéns.

    MAO

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  27. PS,
    consegui apenas em dezembro passado ver o Saturn V pessoalmente.
    Ele está em um enorme galpão, na horizontal, e com os estágios separados, como você viu.
    Além disso, almocei sentado embaixo do módulo lunar.
    Acho que eu passaria metade da minha vida naquele lugar, se pudesse.

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  28. Paulo Ferreira25/09/11 01:15

    Ótimo post. Nada posso acrescentar.

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  29. Os conspiracionistas fizeram da falsa idéia de o Homem não ter ido à Lua uma religião e se tornaram fanáticos a ponto de usarem viseiras, de forma que somente aceitam os seus argumentos e seus dogmas, indiferentes a quaisquer outras provas por mais contundentes, racionais e plausíveis que sejam. Por exemplo: Se o Homem não foi à Lua, se tudo foi uma farsa, por que a então União Soviética não desmacarou esta farsa? Foram enganados todas as 9 vezes (não me lembro agora quantas apollos foram à Lua)? Ora, a União Soviética tinha e tem tecnologia e meios para provar qualquer farsa, afinal para a URSS era questão de honra política e ideológica chegar à Lua primeiro do que os americanos, para provar que o Socialismo é o melhor sistema, entretanto quedou-se silente, aceitando o fato e reconhecendo que os seus rivais americanos fizeram a proeza primeiro. Agora uns zé ninguens da vida que não têm nenhuma base científica, não têm nenhuma tecnologia, não têm nenhuma prova, baseando-se apenas em mera e tolas conjecturas ficam apregoando que tudo não passou de uma grande ilusão chegando ao ponto em ao absurdo de argumentarem que a URSS não se manifestou por causa da cortina de ferro e que os EUA não deixaram o protesto ser conhecido aqui no Ocidente. Ora que argumento mais bobo e tolo, tão bobo e tolo como são os próprios conspiracionistas. Se tal fato aconteceu, por que agora a Rússia (ex URSS) não vem a público denunciar e provar a farsa? a Guerra fria já acabou há muito tempo.

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  30. BOX666,

    bem explicado.
    Eu não tenho explicação para as pessoas que não querem acreditar que astronautas foram à Lua.
    Apenas as deixo com suas crenças. É como religião mesmo, melhor não discutir.

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  31. Pessoa que sabia lidar com pessoas ? o cara usou E INCENTIVOU o uso de mão de obra escrava judia na alemanha na segunda guerra.

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  32. Na minha opinião, a culpa de tudo é apenas do consumidor, que se deixa levar por tendências, modismos, e pelo que os outros falam ou ainda pelo que a mídia "especializada" ( não tão especializada assim) demonstra e até pelas mídias de massa. Há um emburrecimento social nos anos atuais e que irá perdurar durante muitos anos ainda. Muitas pessoas se deixam fazer de reféns de uma "tecnologia" de enfeites, deslumbres e prestígios sem muita utilidade, e isto acaba ofuscando a real tecnologia aplicada. Ora, se o que vende é a aparência e o pseudo glamour, porque gastar com eficiência, robustez, durabilidade e qualidade ? E assim é em tudo, não nos limitemos aos veículos. Sim, falta o líder para mandar por o quinto motor, o quarto motor, o terceiro... E mais do que isto, falta o consumidor querer e exigir tudo isso, entretanto, o meu carro tem a tampa do porta-malas com um aplique cromado e o seu não; o meu é melhor do que o seu. No que é melhor não importa, eu sou um papagaio e meu dono me ensinou a falar que o meu é melhor por isso.

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