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25 de setembro de 2011

VAI UM CARRO VELHO 0-KM AÍ, DOUTOR?

Fossem os vendedores de concessionárias pessoas que não dependem de suas palavras para ganhar seu dia, essa afirmação seria possível de ser ouvida uma ou outra vez. Eles vendem carros velhos sim, que ficam por anos e anos no mercado, com vários face lifts ao longo do caminho, alguns mais profundos que outros. Carroças?

Que tal começarmos a análise observando o panorama do mercado atual, setembro de 2011, dez principais marcas, produzidos no Mercosul? Veja o ano de início de produção de cada um:

Chevrolet
Citroën
Fiat
Ford
Honda
Classic, 1994
Picasso, 2001
Mille, 1984
Ranger, 1998
Civic, 2006
S10, 1995
C3, 2003
Palio, 1996
Fiesta, 2002
Fit, 2008
Astra, 1998
C4, 2007
Idea, 2003
EcoSport, 2003
City, 2009
Celta, 2000
C3 Picasso, 2011
Punto, 2007
Ka, 2008
Zafira, 2001
Linea, 2009
Focus II, 2008
Corsa, 2002
N. Uno, 2010
Meriva, 2002
Bravo, 2010
Agile, 2009
Cruze, 2011

Nissan
Peugeot
Renault
Toyota
VW
Frontier, 2008
206, 1999
Clio, 1999
Hilux, 2005
Kombi, 1976
Livina, 2007
307, 2006
Mégane, 2006
Corolla, 2008
Gol, 1994
March, 2011
408, 2011
Logan, 2008
Golf, 1998
Fluence, 2011
Polo, 2002
Fox, 2003
Gol G5, 2008

Fonte: Wikipedia


Tive de fazer algumas escolhas para compor essa análise, de modo dar algum sentido lógico ao post. Ano de face lift não conta, new body skin (nova carroceria sobre plataforma antiga) sim, com a data do mais recente. Sei que essa escolha é controversa, Ka é de 1997 e a nova carroceria aproveita muito da anterior; Agile tem base no Corsa de 1994, mas com muitas mudanças, derivações não entram; Sandero, SpaceFox, utilitários Partner, Kangoo, Doblò também ficaram de fora, por sua pouca representatividade.


VW Kombi, a T1 na Alemanha, aqui na mesma época

Qual a vida média de um modelo? Na Europa, VW Golf troca de roupa a cada 5 a 6 anos, seus concorrentes também, no Japão, o Corolla a cada cinco, Civic também, seus principais mercados são EUA, onde também a vida média dos modelos está nessa faixa. Picapes têm vida mais longa, em torno de 8 anos.

Dos 48 modelos da tabela acima, somente 22 estariam em dia com seus pares no mundo, menos da metade, 45,8%, para ser mais preciso. Mas se olharmos nosso parque automobilístico o número piora muito, usando a média ponderada do volume de vendas de cada modelo, esse número cai para 35%! Isso mesmo, 65% dos veículos produzidos no Mercosul e vendidos no Brasil são de antes de 2007, assombroso. Ou não, estamos acostumados a esse assombro, não nos assombra mais, sobra o sentimento de engano. Usei dados da Anfavea, Fenabrave e Adefa (associação de fabricantes da Argentina).
.

Estamos acostumados porque os automóveis no Brasil nasceram assim. Fazendo um breve apanhado de história da nossa indústria automobilística e um paralelo dela com o mundo, na década de 60 os carros que iniciaram sua produção aqui tinham alguns anos de defasagem em relação aos veículos que lhes deram origem, Galaxie, Opala, mas nosso mercado era muito pequeno, incipiente, portanto esses modelos ficaram anos, o Opala foi até 1992, Galaxie parou antes, 1982.

Nna década de 70 vieram o Chevette em 1973 - exceção, saiu antes aqui do que na Alemanha, 6 meses  - mas ficou até 94, quando as versões alemãs já haviam avançado 3 gerações; o Corcel veio em 1968, virou Corcel II em 1977 e durou até 1985; Fiat 147 de 1976 tinha poucos anos de diferença do 127 italiano, mas tampouco era moderno, ficou 8 anos; o Uno de 84 tinha meses de defasagem de seu par italiano, está até hoje; Monza de 1982 também estava alinhado, idem o Escort de 1983.

Nota-se que a defasagem de lançamento diminuiu na década de 80, deixou os brasileiros mais atualizados, mas isso durou pouco. Por que?
Fiat Uno, de 1984 até hoje
Havia uma explicação lógica, o tamanho do mercado nacional era pequeno, vejam a curva de produção anual no gráfico que preparei, portanto a amortização dos projetos precisava de mais tempo para ocorrer. Refiro-me aos investimentos que os fabricantes de veículos e de autopeças faziam para iniciar produção local. Novos maquinários, prensas, ferramentais, fábricas, investimentos de engenharia etc. 

É evidente que, sendo o mercado brasileiro fechado às importações até 1990 (restrição começou em 1976), isso facilitou a vida dos fabricantes para esticar a vida dos projetos além do que muitos gostariam, eu inclusive. Em 1990, produziam-se aqui 840 mil veículos/ano, quatro grandes fabricantes. 

Um parque de carros novos velhos não era exclusividade tupiniquim, bastava ir a qualquer país que reserve algumas semelhanças com o nosso, sejam a vizinha Argentina, a Austrália, África do Sul, México, o ponto em comum de todos esses é que não possuem indústria genuinamente local, como GM dos EUA, VW da Alemanha, PSA da França, Fiat da Itália, Toyota do Japão. A Hyundai, da Coréia do Sul é a mais jovem e não existia nos anos 70-80. Nem falarei das chinesas, ainda mais recentes.


Chevrolet Corsa, de 1994 até hoje

O grande salto de volume no país veio com o Fusca do Itamar. Isso mesmo, nascera em 1993 o conceito de carro popular, com eliminação de IPI (na verdade continuou apenas simbólico, 0,1%), em 1993, indo até 1996. Com isso a produção local saltou de menos de um milhão/ano para quase dois milhões.

Nova onda de otimismo, instalaram-se aqui diversos novos fabricantes, os chamados newcomers, Honda, Toyota, Renault, Peugeot-Citroën, Mercedes-Benz (com automóveis, o Classe A), Chrysler (Dakota, dois anos depois foi embora), vieram para somar e dividir o bolo, trouxeram carros novos, em dia com o que havia lá fora, mas veio uma crise em 1999 e o volume caiu para 1,3 milhão, muitos dos novos projetos não vingaram, e tome congelamento de investimentos em novos projetos, extensão do ciclo de vida etc.

Ficaram sem se atualizar no caminho Golf, Scénic, Astra, Corsa 4300, Vectra, Stilo, 206, enfim,.a mesma desculpa, os baixos volumes não permitem payback no tempo normal. Qual esse tempo normal? Qiunze anos? O brasileiro não pode pagar pela sofisticação técnica dos novos carros que estão nascendo lá fora, nosso parque voltou a envelhecer.

Mesmo com abertura de importações de 1990, o imposto de importação (II) tornava inviável trazer modelos de grande volume para cá, exceto os veículos de nicho, ou premium, Mercedes, BMW, Audi não competiam com os modelos daqui e seus preços estão vários patamares acima do acessível ao grande público.

Só em setembro de 1994 o imposto de importação caiu drasticamente, de 32% para 20%, por determinação do ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, Ciro Gomes. Mas assim que começou o governo Fernando Henrique Cardoso, em janeiro de 1995, o novo ministro da Fazenda, Pedro Malan, elevou o II para 70%  Não houve tempo para começar importação em grande volume.

Fonte: Amfavea


Nessa história toda, dois fabricantes, Toyota e Honda trouxeram um conceito interessante, tanto o Civic como o Corolla são atualizados em sincronia com seus pares nos EUA/Europa, a cada cinco/seis anos, ambos não são de grande volume, portanto havia viabilidade em renovar os projetos sim, mas eles não são suficientes para forçar que todos os demais os seguissem, vejam na tabela mais acima, apenas seus competidores diretos o são, os veículos mais baratos não.

Toyota Corolla veio em 2008

Somando-se a isso o preço plus que o brasileiro paga por carro 0-km, já exaustivamente discutido aqui e em vários lugares, a sensação de engodo azeda ainda mais.

Horizonte melhor? Sim, o Brasil atingiu 3,5 milhões de unidades produzidas/ano, Argentina deve bater acima de 800 mil, os dois somados devem chegar a cinco milhões em dois ou três anos. não é possível aceitar tanto carro velho! Principalmente considerando que na nossa frente em mercado só estão Japão, Estados Unidos e China.

Honda Civic atual veio em 2006

Quem está na frente? Dos carros de grande volume, VW renovou o Gol em 2008, Fiat, o Uno em 2010 e começa a renovar o Palio em 2011. A família Fiat é grande, tomará uns anos para concluir e ainda há a convivência incômoda com as versões Fire, velhos. A GMt trouxe o Chevrolet Cruze em 2011 e aposentou o Vectra, o Cobalt já anunciado deve aposentar o Corsa 4300 e Astra ao mesmo tempo. No final do ano passado a Ford trouxe o Fiesta sedã do México e tem mais novidades a caminho, mas toda essa renovação ainda não significa que eles se preocuparão em atualizar seus produtos a cada 5 ou 6 anos.

Como, porém, o IPI de importados, que trouxe um alívio aos fabricantes locais, tem prazo para acabar, dezembro de 2012, e há imposição de investimentos em inovação ou o IPI dos produtos locais será o mesmo dos importados extra Mercosul e México (30 pontos porcentuais mais), podemos torcer que sim, mas o consumidor ainda não está garantido, principalmente nos carros populares.

É aí que entra um novo participante, a Toyota lançará seu Ettios, já bastante anunciado nos meios de comunicação especializados, bem na faixa popular, ou ligeiramente acima. Se ela renová-lo a cada 5 anos, aí as chances de as coisas mudarem para melhor aumentam. Ou não?

Deixarei para falar sobre o por que é bom atualizar tecnicamente os automóveis para outro post.

Estamos na torcida. Gosto de carro velho, mas para admirar em exposições de antigomobilistas apenas, o mundo anda para frente.

MAS

63 comentários:

  1. Até que enfim aposentaram o Monza (agora disfarçado de Vectra)!

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  2. E o Clio Campus jurássico continua sendo vendido não só no Brasil, mas na Europa também (é o Uno Mille da Europa).

    http://www.renault.fr/gamme-renault/vehicules-particuliers/clio/clio-campus/prix-et-specifications/

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  3. O Citröen C3 é superior ao novo C3 Picasso. Os dois tem o mesmo motor, mas o antigo C3 é mais leve e portanto, mais gostoso de dirigir.
    O Renault Cio antigo, tinha a opção do motor 1,6 16V, já o Sandero e o o Logan, somente na opção com 8V, a não ser o enfeitado e rídiculo Stepway.
    O antigo Astra, tem o mesmo conforto de rodagem que o novo e bom Citröen C4.
    Os "novos" Corsa que serão desativados em breve, foram carros que tiveram inúmeros problemas mecânicos, o que não ocorria com o antigo.
    Comparar o Celta com o antigo Corsa, é covardia. O Celta é bem pior.
    O antigo Corolla tinha mais estilo e era bem mais bonito. O atual tem a frente enorme, mas a lateral esguia, ou seja, desproporcional.
    O antigo Ka, apesar de levar apenas quatro pessoas, tinha um acabamento ireeprensível. O atual, depois de pouco tempo, bate até o certificado.
    Se continuar, a lista é enorme, portanto, será que as atualizações são necessárias, ou é melhor ficar com time que está ganhando?
    Hoje, depois de quase cinco anos de Astra, não encontro nenhum substituto a altura. Os que existem são absurdamente caros, ou com motores fracos. Ex.: Focus 1,6 e 2,0.

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  4. Correção: *Uno, de 1984 até hoje.

    Errou por 10 anos! rsrsrs

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Infelizmente seria "querer demais" que nossos carros sempre estivessem em fase com Europa e EUA... ou seja, (tirando a Kombi e o Mille que são casos à parte), acho que só os carros com mais de 10 anos de projeto (ex: Golf, Classic, etc) que realmente estão "anacrônicos"...

    Agora, um fenômeno curioso do Brasil é que, embora os carros sejam muito caros e o poder aquisitivo das pessoas seja baixo, existe um pensamento de "TENHO QUE trocar de carro", fortemente incrustado na cabeça das pessoas. Como resultado disso, quando uma pessoa realmente gosta de um carro, em vez de ficar cuidando bem dele por uns 10 ou 15 anos, continua trocando o carro num curto intervalo de tempo, só que comprando repetidos exemplares da mesma geração!!!

    Ou seja, por aqui os fabricantes não precisam criar uma nova geração para o consumidor ter um argumento para trocar de carro.... afinal, ele vai trocar de qualquer forma mesmo!

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    1. Ótima percepção. Ela não vale apenas para carros que não mudam nunca, como o Classic, mas também para aqueles que são redesenhados usando mecânica e plataforma antigas.
      Esse "argumento" para trocar de carro, para o brasileiro, muitas vezes, é um facelift muito superficial - vide o próprio classic, o terrível mille e as diversas modificações do palio até 2011 - a última delas, nitidamente mau feita.

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  7. A primeira geração do Golf durou até 2009 na África do Sul com o nome de Citi Golf, com algumas leves modificações estilísticas, mas com as formas ainda bastante características do MK1 original (Link na Wikipedia: http://migre.me/5MelN).

    O VW Santana também é outro modelo que ainda resiste em outros mercados, é produzida na China uma versão muito semelhante a útima que tivemos aqui no Brasil: http://migre.me/5Melh

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  8. Não vejo problema em se fabricar carros com projeto de décadas, afinal o carro tem que ser é bom e não um projeto novo. Se o projeto é novo ou antigo tanto faz.

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    1. E o que é um carro "bom"? Um projeto moderno traz incrementos na segurança, menor consumo de combustível, maior leveza... Mas o brasileiro não valoriza essas coisas, prefere frisos, calotas, adesivos esportivos que mostram para o vizinho que ele está de "carro novo". Basta ver que em nosso país, air bag e motor em alumínio ainda são considerados opcionais sofisticados. Deveriam ser de série, mas entre um plus de qualidade como esses dois e um aerofólio, o brasileiro prefere pagar pelo aerofólio, que é inútil mas todo mundo vê.

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    2. Aliás, complementando, ninguém, na Europa, EUA ou Japão, julgaria "bom" um carro sem air bag e trio elétrico. Lá, isso não existe.

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  9. O que diríamos se todos os postos de combustível decidissem, ao mesmo tempo, cobrar 60% mais pela gasolina? "ABAIXO O CARTEL!" Pois bem, a coisa que usa gasolina têm o preço inflacionado da mesma forma e fica por isso mesmo: aqui no Brasil há um cartel, muito bem representado pela Anfavea.
    Num país onde o transporte público é a m3rd@ que é, carro é um bem necessário. Cientes disso os fabricantes praticam seus precinhos coordenados, e é só entrar um moleque insolente que não quer dançar conforme a música que eles rapidinho mostram que têm muita gordura pra queimar nos preços (vide a Ford e o Fiesta).
    A coisa é tão séria que eles envolvem o governo na máfia, veja só o nível de organização e o poder dos caras.
    Como você bem disse, nunca vai haver um mercado com carros em sincronia com o que há lá fora simplesmente porque o público não exige isso. Segundo o pessoal da Volkswagen, "Renovar pra quê se eles continuam comprando do mesmo jeito?". O brasileiro infelizmente faz parte do jogo. Continua comprando, mesmo um carro custando 30, 40 vezes a renda per capta.
    Eu faço minha parte. Meu carro é o mesmo Palio 1.0 2001 peladasso desde 2004 (mesmo antigamente ele já era velho), é muito mais barato manter o atual do que comprar um novo. Espalho as boas novas, explico que o custo de adquirir um carro que me atenda da mesma forma não compensa o ágio do carro novo. Mas só o que me escutam dizer é "meu carro é velho porque não tenho dinheiro pra um novo". Eles pensam: "Tsc tsc, coitado do menino, nem sabe que pode parcelar em 9999999 mil vezes... Feliz sou eu com meu Agile prata!"

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  10. @Douglas: sou totalmente à favor de projetos tão bem feitos que resistam às décadas. Mas não é o caso aqui. Nossos carros não são velhos porque são bons, são velhos porque a gente compra do mesmo jeito. Parece que somos um país da Europa Oriental na década de 70. O que mata é a "dessincronia" com o resto do mundo, é saber que poderíamos ter um carro melhor e não temos, é ser tratado como "segunda classe", é não poder escolher entre o velho e o novo. Se eu quiser um Fusca (e quero muito) quero comprar um usado, vê-lo zero quilômetro na concessionária seria deprimente, afinal, não estamos na Alemanha Oriental... não é?

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  11. Concordo com o Douglas e digo mais: o maior problema não é a plataforma velha - todas elas são monobloco e possuem quatro rodas, e sim esses facelifts, essas mudanças de faróis, grades, retrovisores, essa coisa de lançar o modelo 2012 em janeiro de 2011. Mas por que tudo isso? Por causa do zé-povinho e madames que acham que carro é carne de segunda do açougue.

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  12. jopamacedo, isso de facelift, me fez lembrar o comercial do march: http://www.youtube.com/watch?v=BWE_6QY0SCc

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  13. @Douglas e jopamacedo
    Concordo com o Rafael, totalmente. Um amigo meu comprou em 2008 um Mille Economy novo, e o manteve por dois anos, em perfeito estado. O Bob Sharp já falou aqui que é um ótimo carro, e concordo com ele. No entanto, uma vez ele fez uma curva de alta velocidade, e o carro balançou de tal maneira que parecia que ia capotar. A curva foi bem feita, com suavidade, mas dava pra ver que o Uninho era altamente instável em velocidades mais altas, coisa que não acontece nem com Fox, que é bem mais alto.
    Agora, se quiserem, vão a uma loja de usados, e olhem um Corsa 95, entrem nele, mexam em tudo. Depois vão direto pra uma loja GM e olhem o Classic, entrem e mexam em tudo. É tão a mesma coisa de quinze anos atrás que até desanima.

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  14. parabéns pelo texto e despolitização da questão , vem bem a calhar a discussão sobre o que seria o interesse dos empregados dos fabricantes de autopeças e os interesses do mercado consumidor , esse governo parece que vai levar a sério essa discussão uma vez que há carros nacionais que não chegam a esse nivel de 65% de nacionaliação.

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  15. Tiago, foi isso que eu disse. Só que estão focando muito a questão da plataforma.

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  16. Seria polêmico e interessante fazer uma matéria sobre a idade dos motores. Aí também entra a interpretação do que é firula ou o que realmente melhorou o motor.

    Graças ao México (talvez fábrica nova), acho que a Nissan entra nessa jogada de balançar o mercado popular. Até mais que a Toyota.

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  17. Acho que o problema nem seja tanto ter carros defasados, mas pagar por eles o que os de nova geração custam lá fora. Seria interessante por exemplo ter um Classic ou mesmo o 4300 completo (ABS, Air bag, AC e direção) por, digamos, 20 mil reais (ainda caro) e o novíssimo alinhado com o exterior por digamos 40 mil (ainda caro). Mas o que nos faz sentirmos trouxas é um Agile (sempre ele) completo por mais de 40 mil reais. Como nosso poder aquisitivo geral só melhorou de uns 15 anos para cá, somos ainda novos nessa coisa de carros zero km. Tem pessoas entrando agora nesse mundo, saindo do buzão e colocando Celtas e Unos na garagem pagando em 60 vezes. Qual é conhecimento médio e grau de exigência em termos de carro que essas pessoas tem? Também tem a questão levantada pelo Alexandre: porque não continuar com o mesmo carro, com seguro, IPVA e manutenção mais baratos, ao invés de ficar trocando de modelo só no ano do documento? Tenho um Astra 2003 que está em perfeito estado, e a cada vez que vou fazer a revisão os funcionários da ccs perguntam porque não o troco por um "novo" (que é basicamente igual ao meu). Eu respondo: Pra que? é o mesmo carro! Tem ainda a questão cultural da projeção de sucesso pessoal, e que maneira melhor de mostrar isso com um carro novo na garagem? "Olhem meu Tucson prata vizinhos, eu estou podendo"

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  18. Antonio Pacheco25/09/11 13:36

    Eu só faria algumas correções na data. A Kombi é bem mais velha, de 1957, e o Agile não pode ser considerado novo. Ele é o Corsa 1994 piorado, apenas com nova lataria e bancos diferentes. Se aceitar o Agile como projeto de 2009, seria o mesmo que dizer que ele é mais novo do que um Fit, o que não é verdade. Fora isso, concordo com o texto.

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  19. Não sei qual é o problema de uma fábrica oferecer carros de projetos antigos. Podiam ser carro de 1950 que pra mim não teria problema nenhum.

    Parece que o povo aqui pensa que é obrigado a comprar os carros. Acha o carro ultrapassado? Não compre! Simples!!

    Até porque, também, só porque o projeto é de 1900 e Xitãozinho e Xororó significa que ele é ruim? Qual de nós tem acesso a todos os dados do projeto para afirmar que um Renault Logan é melhor que um Prisma ou Siena só porque sua "plataforma" (hahahaha) é mais recente?

    Ahhhhhhhhhhhh, que vontade de comprar o intervalo do Jornal Nacional!!

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  20. Como disseram aqui, me lembrei do comercial do Nissan March, que começou a ser veículado há poucos dias, he he he...

    Também concordo que não há mal em termos projetos antigos ainda em linha, mas desde que fosse pedido o preço justo. Projetos que já estão com seus investimentos pelas fábricas amortizados faz tempo deveriam custar menos de 20 mil.

    também concordo que brasileiro troca de carro a toa. Tenho um corsa wind que me atende muito bem na cidade, que possui uma Km alta, mas não queima óleo (a não ser que coloque o 5w30), e que passou com louvor na inspeção da controlar (atingindo limites de carro 0 km). Pensei em trocar, mas os populares de hoje não trazem nenhuma vantagem em relação ao meu. Prefiro então usar meu suado dinheiro em outras metas mais importantes.

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  21. O Mauro acima matou a pau...embora eu fosse pequeno na época, parece que na década de 80, sem a farra de crédito desenfreado, havia a consciência de que carro zero era coisa de rico. Não é à toa que o carro mais vendido em boa parte dessa década foi o Monza, que não era de maneira alguma carro popular. Hoje a peãozada divide em trocentas parcelas, paga juros extorsivos e não está nem aí.

    Armando

    Sobre motores, é outra questão...acho que o que fodeu com a modernidade dos motores no lisarB foi a panacéia Frex. No finado Blog do PCG estavam discutindo isso, e apareceram vários relatos de donos de Focus e Mondeo de mais de 10 anos atrás que faziam facilmente 15, 16 km/l com gasola na estrada. Hoje, para que motor com bloco de alumínio e comando de válvulas variável se ele virará Frex e terá consumo de V8...? (vide o primeiro Civic Frex - então vendido com ágio de 3 "pau"). Eis porque VW e GMB não hesitam em equipar seus "lançamentos" com Monzatech e AP-2000.

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  22. Marco Aurélio, é por aí mesmo - parabéns pela análise muito clara e bem fundamentada. Seria ótimo se esses fatos se tornassem conhecidos por uma parcela muito maior de consumidores.

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  23. Parabéns pelo post, MAS!

    Infelizmente, não comungo de sua esperança em relação ao Etios, haja vista a política de preços que a Toyota realiza em seus outros produtos. Creio que será vendido na faixa do Honda Fit, outro "popular de preço mega premium plus".

    Abraços.

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  24. É o que comentei outro dia sobre carros antigos ainda em produção: tudo bem manter um veterano ainda em produção porque vende bem. O que não pode é justamente o que se vê no quadro atual, onde a esmagadora maioria dos modelos fabricados por aqui estão defasados em relação às matrizes. Para piorar, em geral um novo ano-modelo do veterano acaba saindo mais pelado que seu antecessor... E pelo mesmo preço ou até mais caro...

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  25. A lista está errada, o Corsa Sedan, posteriormente Corsa Classic e atualmente apenas Classic foi criado em 1996, não 1994 como na lista e sofreu um facelift grande em 2010, o que o colocaria, como foi feito com os orientais Civic, Fit e Corolla, com o ano-base atualizado.

    O mesmo sobre o Ka, que foi todo reformulado, apesar de seu comentário sobre a reutilização, se for assim o Agile então data de 94, quando a plataforma do Corsinha foi lançada por aqui. E agora?

    Um peso e uma - nunca duas - medidas.

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  26. A propósito, se fosse datar o Classic pela data do seu Hatch, o correto seria 1993, mas como é uma carroceria nova, não acho justo datar de 1994.

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  27. Quanto aos motores, nenhum lugar do mundo produz motores flex. E quase nenhum usa cilindradas para determinar a carga de impostos. Resultado: o motor deve ser desenvolvido especialmente para o Brasil, enquanto o não-flex é desenvolvido para o mundo.

    Se considerarmos que o mercado mundial sempre será maior que o mercado interno brasileiro, dá para perceber que o Brasil está condenado pelos próprios compradores a ter motores eternamente atrasados.

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  28. Esse totiy é uma figura... fala em despolitização mas é o primeiro que dá um jeito de colocar o "atual governo" no assunto. Além de contraditório é ingênuo em achar que o governo resolve tudo na canetada. Dizem que se pode viver de ilusão. Vai saber...

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  29. Realmente não sou o melhor a opinar sobre esse assunto, pois estou com vontade de comprar ou um Laika ou um Corcel (ou Belina) ou uma Kombi.

    Meu juízo não está normal, mas gosto dele assim mesmo, meio desregulado.

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  30. Anônimo 18:25, qual o "grande" face-lift do classic? O interior é exatamente o mesmo, mudaram o formato de alguns botões, trocaram o painel, empobreceram o carro todo, mas continua sendo o mesmo carro, mesma forma, mesmo tamanho... Trocar formato de farol não faz um carro mais novo.

    O Ka tem a mesma plataforma do antigo mas foi todo remodelado.

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  31. lá vem o patrulheiro...para se vender na china é preciso montar fabrica com repasse de tecnologia nos EUA o suco de laranja , o alcool ,o algodão e produtos manufaturados made in Brazil , são violentamente sobretaxados, assim como na união européia alem dos agricultores terem subsidios e vetado ,veja bem sr aninimo patrulheiro dos meus coments,proibido a importação de produtos agricolas brasileiros, agora porque nosso governo tem de entregar o quarto mmercado mundial de automoveis a quem quer que seja ?isso é "livre comercio!?
    por outro lado essas fabricas ou montadoras representam nossos interesses como consumidores?
    em tempo a plataforma do mille é a mesma do 147 e esse uno "novo" esta em cima do palio.

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  32. no mercado de usados é possivel encontrar em excelente estado de conservação audis, Bmws, mercedes, alfas,etc a partir de 15mil,quem é auto entusiasta já sabe disso há tempos e não paga 40 mil em carro mil.

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  33. toty, a suspensão traseira do mille é a mesma que do 147. Tem um pouco a mais de coisa numa plataforma.

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  34. Caio a rigor tecnico , nem a suspenção é igual pois a carga das molas e amortecedores é muito diferente, mas a arquitetura ou projeto original é o mesmo,é na hora de se calcular custos o que manda é o peojeto original, depois e development, entende?

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  35. É terrível essa defasagem... mas seria feliz se a gm endoidasse de vez e fizesse pra gente um chevette 2.0 de 140cv com dedion na traseira e discos nas 4 por menos de 30000! Ia virar lenda, e o investimento já estaria pago... eu compraria. Tudo isso vai mudar quando as pessoas que tem dinheiro no ramo pararem de brincar com fibra de vidro e (a exemplo da indústria inglesa) começarem a fazer os carros ruins do brasil serem bons de andar! Enquanto isso a gente conta com a boa vontade desse povo... mas vale lembrar que lá na europa, durante muitos anos, jaguars e lotuses deram tapa de pelica em muita gente vendendo carrões por uma merreca. Falta a gente seguir o bom exemplo.

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  36. MAS,
    mais avançados em alguns pontos e mais ridículos em outros.
    Para mim, o pior de tudo é a exagerada massa de praticamente todos os carros modernos.
    Nesse ponto, muito ruim mesmo.
    Além disso, será muito mais difícil encontrar carros de hoje em ótimas condições daqui a 40 ou mais anos. Culpa principalmente da eletrônica e suas características incompatibilidades que nos infernizam diariamente.

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  37. A oferta de modelos defasados, aliada ao custo de produção no Brasil maior que no resto do mundo, faz com que nossos veículos se tornem "inexportáveis". Isto ocorre por culpa das próprias montadoras nacionais, que criaram uma situação peculiar no mercado brasileiro: ao surgir uma nova geração de um veículo, ela não substitui a antiga, mas convive com ela por muito tempo. Chega-se ao cúmulo de haver quatro gerações de um modelo convivendo simultaneamente, como na Fiat, com o Mille, Palio (que o deveria ter substituído), Novo Uno e o Punto (que deveria ter substituído o Palio). Em quase todo o mundo, quando uma nova geração é lançada, a antiga simplesmente morre, desaparece, e a nova entra no lugar ao mesmo preço da antiga. No Brasil, a antiga permanece com o mesmo preço e a nova geração chega custando até 50% a mais. Isto ocorre porque as montadoras daqui não quiseram abrir mão da margem de lucro em detrimento de oferecer algo de melhor qualidade ao cliente. Novas gerações, num primeiro momento, derrubam a margem da empresa, pois seu preço tem de amortizar os custos de desenvolvimento. Por aqui, escolheu-se ganhar com o antigo, que já teve seus custos pagos e oferece grande margem, e com o novo, que chega com posicionamento de valor muito superior ao que deveria, também garantindo boa margem. O comprador que valoriza o seu dinheiro e procura fazer uma compra racional, acaba optando pela geração antiga, pois não aceita pagar um alto preço apenas pelo fator novidade.

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  38. jackie chan26/09/11 11:22

    Com relação à chegada do (horrível) Toyota Ettios, é bem claro que o acirramento da concorrência (com o crescimento dos coreanos e a entrada dos chineses no mercado) tem produzido um efeito de downgrade na qualidade geral dos produtos de entrada dos fabricantes maiores. Outro exemplo é a dupla da Nissan, March e (horrível) Versa, claramente inferiores aos modelos que sucedem.

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  39. Este papo de que projeto antigo deve ser continuado, só porque é bom é conversa para boi dormir. O Monza era um carro dos sonhos no Brasil na década de 80, mas rode em um hoje em dia...baixo, apertado atrás, suspensão boa, mas o comportamento dinãmico era fantástico para a época (os Monzeiros vão me matar). Idem para um Santana brasileiro (na verdade um Passat 1980). Ande em um hoje em dia: Pernas ficam encolhidas para cima, a suspensão é dura, etc e etc. Ou seja, estamos defasados e somos manés mesmo por conta disto.

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  40. Peugeot 307, pra mim, é de 2002! O face-lift de 2006 não conta, pois é na essência o mesmo carro com um para-choque novo.
    A Kombi é o mesmo "pão-de-forma" desde 1957 (?) .
    E no site da Citroën tem C3 Picasso (zero quilômetro) fabricação 2009 modelo 2010 à venda. Isso sim é encalhe...

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  41. ...E acerca da idade dos motores, bem, com certeza nesse aspecto a Chevrolet (que não quer mais ser GM) ganha de qualquer outra montadora do mundo.
    Quem sabe daqui a 42 anos tenhamos Chevrolet brasileiro com motor EcoTec.

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  42. CSS
    O Cruze tem motor EcoTec.

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  43. Nego fala tanto em motor velho e plataforma velha, sei lá, viu!
    Mas se você soltar alguns desses aí na mão de alguns caras e não falar nadica de nada o sujeito nem vai perceber. Vai ter muita surpresa... mas concordo que a coisa tá defasada e pra isso só tem um remédio. Não compre carro novo, não troque seu velho num novo. Deixem os fabricantes encalharem suas velharias e os preços baixam na hora. Baixou preço? Continuem a não comprar, continuem com o seu velhinho. Os bandidos engravatados, geralmente de sotaque estrangeiro, vão ter que se coçar e melhorar seus produtos.

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  44. Pois é Anônimo das 15:59, o Cruze.
    Mas e o resto da linha? Estou no aguardo do motor EcoTec nas linhas de menor preço também.
    E o Cruze nem brasileiro é.

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  45. Apenas uma questão (e seu estiver errado que me corrijam)

    Ao que me consta, o Chevrolet Ecotech é na verdade o velho "Monzatech" com um lift interno, analogamente ao EA113 2,0L da VW e o VW EA827, vulgo AP2000
    ______________________________

    No mais, não vejo nada de errado em se aproveitar plataformas. Se o projeto é bem sucedido.

    E embora não seja simpatizante de muitos modelos listados é inegável o aperfeiçoamento, especialmente dentro do capô, de muitos modelos.

    - A Fiat, por exmeplo, está com os motores Fire no Uno, muitissimo melhor do que o "Fiasa 147tech"

    - A VW, apesar de utilizar a linha EA111 da década de 70 (na alemnaha e europa), são motores muito melhores e claramente evoluidos.

    - O proprio "Monzatech" recebeu muitos refinamentos do que meramene injeção eletronica: Tem balancins de válvulas roletados, camara de combustão melhroadas bem como a admissão, refletindo em 140cv quanto queimando Etanol nos 2,0L.

    - A Ford também dotou a Ranger de motores evoluidos, ao longo deste tempo: O Maxion HS2.5 que no inicio era Euro I, foi aprimorado para Euro II melhorando inclusive a curva de torque, depois veio o HS/Powerstroke 2.8L (na minha opinião, o melhor custo beneficio) e agora o NGD3.0L que permanece ainda um motor em estado de arte e tecnologicamente falando, avançadissimo.

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  46. Dizem que o Ecotec é igual ao Familia II mesmo, só que mais evoluido.

    Todo esse lance de motor novo é um grande engodo. A maioria dos motores são evoluções dos antigos. Até porque não tem muito o que mudar.
    A galera acha que se o bloco for totalmente novo, tudo vai ser diferente, mas não é. O FII da GM agrega tanta tecnologia quanto qualquer outro motor nacional. Aliás, só deve em sua categoria o comando variável.


    Também não concordo quanto ao Agile. Não é igual ao Corsa 94, não. Seria muita burrice da GM fazer isso, pois em 2014 teremos normas de segurança mais rígidas e o carro já deve estar preparado para isso. Porém as pessoas deturpam demais essas informações. Se a GM falasse que o Agile é totalmente novo, metade das reclamações sobre ele sumiriam.

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  47. CSS
    O Cruze já é fabricado aqui no .br, portanto, é nacional. O motor, sim, é importado, por enquanto.

    Daniel e Caio
    É isso mesmo.

    Querem um exemplo? Li, faz bastante tempo, que os motores FIRE datam de 1985, portanto, nem tão novos assim. E nem ruins, também.
    Outro exemplo: Na troca do velho GM 1.8 pelos novíssimos eTorq na linha Fiat, muito se falou e muita expectativa se formou em torno deles. O resultado embora positivo não deixou de ser uma decepção quanto ao consumo já que o motor GM é referência negativa no assunto. Detalhe, esse motor 1.8 GM está um degrau abaixo dos VHCE, 1.4 Econoflex e até do 2.0.

    Minha dúvida em relação ao Ecotec é se ele é feito em cima do Família I ou do II. Só tendo acesso à ficha técnica para saber. O único que sei é que o Corsa GSi 4300 que não tivemos aqui usava um 1.8 16V de 122cv feito em cima do FI. E chamavam-no de Ecotec, da mesma forma que o 1.6 16V que tivemos aqui, no GSi 4200, importado da Bélgica ou da Hungria, não tenho certeza.

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  48. Realmente, no caso de Ranger e S-10, continuar fabricando a mesma "lata" por mais de 15 anos, e pelo preço que custam, é dose...

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  49. Anônimo, acho que apenas o Ecotec 2.0 é familia II. Do 1.8 para baixo, é tudo Familia I.

    Bom exemplo este do E-Torq. Mas acredito que ele deva ser algo mais economico, estamos comparando um acerto de injeção aprimorado desde 2003 com um recém lançado. Lembrando que os E-Torq estão aptos a atenderem a normas de emissões bem rígidas.
    De toda forma, não haverá grandes mágicas no consumo mesmo. A grande verdade é que dentro de uma mesma cilindrada/faixa de potência, os consumos são muito parecidos. O que muda é a forma de dirigir. Nem sempre uma condução que é econômica em um motor, é tão econômica no outro.

    Mas os motores te levam no mesmo lugar, na mesma velocidade gastando basicamente o mesmo. Isso é certo.

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  50. Rapaz...eu sabia q a Fiat cheirava a mofo, mas a VW é jurássica!

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  51. Daniel Shimomoto de Araujo28/09/11 00:46

    É...na verdade o conceito básico dos motores automobilisticos datam do final do século XIX....rs

    Mas vamos lá e voltemos...Tem-se coisas muito boas mesmo sendo projetos antigos reestilizados. Lembram-se do simpatico motor "de aluminio" (bloco) 1,6L dos primeiros Golf G-IV importados? Era a versão melhorada do EA827/AP1600, de funcionamento muito mais suave (além de mais leve) que o EA111 introduzido na versão nacional.

    O EA111 era "tão bom e moderno" em termos de suavidade que a Audi simplesmente ignorou o EA e continuou com o 1,6L de aluminio. Até no barulho, ambos os motores eram destoantes: Enquanto um produzia um ruido suave o outro tinha um funcionamento áspero.
    _______________________________

    Caio Ferrari;

    Acho que tua informação está corretissima: Familia I não existe Ecotech e são todos os motores 1,8L para baixo.

    Aliás, vale uma complementação: O 1,8L familia II da GNM saiu de linha em 2005 (se não estou errado). Era o do Astra e terminou seus dias como um 100% etanol.

    Tinha uma caracteristica interessante de ter seu diametro maior que o curso (semelhante ao AP600)

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  52. Daniel
    Esse motor VW ao qual você se refere é o EA113. Esse motor também equipou os últimos Seat Ibiza e Córdoba 1.6 que desembarcaram por aqui. Tinham aquela famosa capa plástica cobrindo-o com a inscrição "1.6 SR". Eles possuiam coletor de admissão de geometria variável e bielas mais compridas que as do EA111 além do bloco de alumínio que você citou. Esse motor equipou os Golf até janeiro de 2001.
    Com relação ao Ecotec da GM é como falei antes (esquci de assinar os comentários), o 1.6 16V que saiu aqui no nosso Corsa GSi era chamado de Ecotec e era FI.

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  53. Lembro bem do Golf com este 1.6 SR, só não entendi uma coisa, se puderem me ajudar, este golf é importado, ou só o motor dele?

    EA 113 não é o 2.0? tinha também 1.6?

    Só depois que saiu o nacional com 1.6 EA 111, inclusive no A3???

    obrigado

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  54. anonimo, 20:15
    Só o motor, o carro é nacional desde a inauguração da fábrica no Paraná. Esse motor também era chamado de EA113, mas vou "assuntar" melhor isso aí. O A3 nunca usou o EA111, somente o 1.6 SR. O Motor EA111 entrou em linha em janeiro de 2001 em substituição ao 1.6 SR. Existem Golfs 2001 com os dois motores embora a maioria sejam de EA111.

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  55. Anônimo doas 11:37,

    Muito obrigado;

    Neste caso o A3 1.6 sendo motorizado pelo SR, mas também fabricado no Paraná, surgiu nova dúvida. Este SR do Audi é nacional? Eles dividiram a "planta" no Paraná, mas não o motor?

    se for isto a VW deveria ter continuado no SR...

    Obrigado

    ResponderExcluir
  56. Não, o 1.6-SR sempre foi importado. Parece engraçado mas faz sentido. A Audi evidentemente não tem a mesma preocupação que a VW no tocante a custos uma vez que o cliente de cada marca tem perfil diferente. Dessa forma creio que a Audi não abriria mão do motor importado em favor do nacional, perdendo qualidade em funcionamento e comportamento. Mas também, nesse caso - e isso é chute meu - o foco da Audi estava mais para a versão 1.8, tanto aspirada quanto a turbo, basta ver o número de vendas de cada uma delas e, no caso, esse 1.8 sempre foi importado.

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  57. Obrigado,

    Por incrivel que possa parecer, hoje os 1.8 20 válvulas turbo ou não, são muito desvalorizados;

    Já andei no 1.6 do A3, um bom carro e no Golf 1.6 AE, realmente agora tentando lembrar ,,,, me pareceram diferentes mesmo, não só em acabamento...

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  58. ... Golf 1.6 EA...

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  59. Acabei de ter acesso ao manual do Cruze. Pelas medidas de diâmetro e curso de pistões trata-se de um família I. 80,5(D)X88,2(C), 1796 cm3.

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  60. AP, EA, FI, FII, Ecotec, Fivetech, Fiasa, Duratec, Zetec... No fundo os tupiniquins adoram essa conversa... kkkKKKkkkkkkkKK

    A verdade é que "as 4" estão muito equivalentes, vai da preferência de cada um.

    Algumas coisas que sempre ouvimos... Exemplo...

    "O 1.8 FII andava mais que o 2.0, então a GM teve que capá-lo..." Entre outros (sic) causos...

    Falando em capar, todo novo motor apresentado é capado pros brasileiros. Exemplo...

    Sigma sem variação de fase.

    Estão "metendo o pau" no EA, mas olha, já é o 4º EA111 na garagem de casa e não temos do que reclamar, bom em desempenho e consumo e não percebo toda esta aspereza comentada acima, mas entendo que o EA113, vulgo APzaum rsrsrs, seja mais motor.

    Dois assuntos pra post... Nova linha Honda (i-vtec em todos os motores), confere?

    Comportamento dinâmico do March... Em novembro chega o 1.6 16v, 35k num carrinho que promete despontar em peso/pot.

    Sds

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