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2 de outubro de 2011

BRASÍLIA COM MOTOR 2100

Não era esta Brasília, mas era igual (foto aintigosverdeseamarelos.blogspot.com)

Isso já faz uns 20 anos. Nessa época ainda morávamos na fazenda. Para o dia-a-dia da roça eu usava o bugue Glaspac 1970 além da moto Honda 125 Turuna, fora o Buscapé, um cavalaço 1/2 sangue Árabe 1/2 sangue Mangalarga que era um doce de cavalo e tinha um trote macio e esticado, e o Gualixo, 1/2 sangue Árabe, que era o The Flash, rápido, ágil, boca sensível, fôlego infindável, um espírito de guerreiro, simplesmente o melhor cavalo do mundo.

Minha mulher tinha uma Belina ou outro carro qualquer, relativamente decente pra rodar e viajar. A minha diversão motorizada era a Brasília branca com motor de 2.100 cm³.

Olhando por fora, de diferente só se via um radiador de óleo abaixo do pára-choque dianteiro, e nada além disso. Rodas originais, pneus radiais gordinhos da Goodyear e amortecedores um pouco mais duros na traseira. Por dentro, só um discreto conta-giros Turotest embutido no painel, que foi presente do sogro, sobra de seus carros de corrida.

Conta-giros Turotest, igual ao que eu tinha na Brasília

 E mamma mia, como essa Brasília andava!

Essa nunca tomou pau na arrancada. Levava Opala 6-cil, BMW 325i, Gol GTi etc. Ficava chato pra eles, ainda mais que a Brasa vivia suja de terra.

Mais chato ficava quando os ralados me perguntavam o que é que ela tinha, e eu, mentindo na cara-dura, dizia que não tinha nada e inventava que a havia herdado do meu avô e seguia inventando besteira só pra aporrinhar o sujeito, tipo que achava que ela estava meio desregulada e tal, que precisava dar uma afinada, que quem a afinara tinha sido o tratorista da fazenda, um carburador esganadinho só, essas coisas.

Bielas do Porsche 914, comando da Engle, cabeçotes trabalhados, virabrequim balanceado, dois duplos Weber 48, cárter seco, coroa e pinhão do SP2 para que o diferencial ficasse mais longo e conseqüentemente todas as marchas também ficassem. Alongar o diferencial ajudou a baixar o giro na estrada e assim dava pra viajar a 130 ou 140 km/h com o giro relativamente baixo.

O giro para as trocas nas puxadas, se me lembro bem, era coisa de 6.000 rpm, por aí. No asfalto, mesmo tendo ótima tração, por ter o motor pendurado lá atrás, ela deixava um pequeno rastro.

Nossa estimativa é que tinha uns 160 cv, o que não está nada fora, pois seria uma potência específica de uns 80 cv:litro, e como ela pesava ao redor de 900 kg, tinha uma relação peso:potência de uns 5,6 kg:cv, o que é bem bom também.

Embaralhava um pouco em baixa, devido ao comando bravo, mas a carburação era tamanha que conseguia amenizar a baixa, então só era preciso subir bem pouco o giro pra ele limpar e alisar.

Com medidas rústicas estimamos que fazia o 0 a 100 km/h na casa dos 7 segundos. Nunca tive peito de atingir sua velocidade final, já que aos 170 km/h aquilo flutuava de verdade, ficava levinha levinha, e já que minhas filhas eram pequenas uma voz imperiosa e do além gritava em meus ouvidos ordenando que não era hora pra eu me matar numa besteira dessas.

Restava ralar os incrédulos. Ralar os outros tendo um carrão não dá um décimo do prazer que dá ralar carrões com uma traquitana fuleira.

Eu mais a usava quando tinha que viajar sozinho, tipo vir a São Paulo a trabalho, e era bem divertido ficar na pista da esquerda tocando a 110 km/h, coisa assim (nada de radar, pistas vazias), e esperar um carrão piscar farol pedindo passagem. Tudo bem, eu lhe daria, mas antes eu dava uma de barbeiro e o fazia reduzir a velocidade e encostar na traseira, e aí, quando eu encostava pra direita, reduzindo pra 3a marcha, e ele achava que ia acelerar e me dar uma despachada, tipo olhando pra mim pra me recriminar pelo incômodo, não era bem isso que acontecia. Ele acelerava e eu também, e aí... tchau, baby! A Brasa sumia. Depois eu dava outras raladas no cara, mas nunca passava dos 170 km/h, que era meu limite.

Ficava chato pra eles, principalmente se estivessem com amigos ou mulher, ou namorada, já que o sujeito estava todo orgulhoso do carrão, tipo, já disse, BMW 325i, que era o máximo na época.

Às vezes eu me arrependia, pois alguns ficavam malucos e depois de eu tirar o pé o cara seguia feito doido fazendo barbaridades e me restava ficar torcendo pra não vê-lo se esborrachar.

Fiquei com essa Brasa bem uns três anos, até que, não sei bem por que, a vendi, mas antes tirei o motor e lhe taquei um 1600 normal.

E aí ficaram aqueles 160 cv encostados num canto e me dando coceiras, até que um dia eu olho pro bugue e olho pro motor, e olho de novo pro bugue e olho de novo pro motor, e aí eles se embaralharam e acabei tacando esse 2100 no bugue....

Cacetada! Se a Brasa já era leve pros 160 cv imagine o bugue? Esse, na largada, dava até uma empinadinha, ainda mais que mantive o câmbio e diferencial do 1300 que estava no bugue, já que não era pra estrada, muito menos velocidade, era só arrancada, 1a, 2a, 3a acelerando, e usando a 4a só pra refrescar. Ah! Importante, nada de pneus traseiros dunne buggy, eram pneus aro 14 de Kombi.

O tio Roberto ao volante do bugue (foto do autor)
Fazia coisa de uns 6 segundos cravados no 0 a 100 km/h. Uma vez coloquei ao lado um amigo baixote, gordo e divertido pacas, e fomos dar uma arrancada bem valente com o bugue. Bom, o amigo era tão denso e massudo que a pressão que suas costas fizeram no encosto fez com que o trilho do seu banco fosse arrancado do assoalho, que abriu feito quando se usa-se um abridor de latas. O gordote ficou com as pernas pro ar e rindo de se engasgar, e toca eu a maneirar na freada, senão o cara sairia catapultado por cima do pára-brisa.

Esse bugue era bem louco.

Meu sogro – ex-piloto e que, coitado, teve uma doença na vista depois dos 75 anos – quando ia nos visitar na fazenda gostava de sair comigo nesse bugue. Mandava descer a lenha e eu descia. O galho é que nunca que ele pedia água, e íamos rabeando de lado nas curvas de terra, poeirão, essas coisas; o cara era macho, e assim a coisa ia até eu desistir, senão a gente se matava. Ele o guiava também, claro, e costumávamos pegar a estrada de asfalto, que era vazia, pra ele diferenciar o asfalto escuro do acostamento claro, já que ele só enxergava vultos, e assim ele dava belas puxadas, belas cambiadas, belas reduzidas, coisa de mestre, e eu adorava vê-lo contente, satisfazendo, ao menos em parte, uma sensação que pra ele era tão vital, tão vital.

Quem tem esse tesão, morre com ele. O importante é não morrer dele.

Bom, esse motor acabei por vendê-lo a um sujeito que o colocou em provas de arrancada. Deu dó vê-lo partir, mas tudo tem sua hora e eu já estava com outro projeto na cabeça, que envolvia um V-8 Ford 302, que acabou não dando certo, mas tudo bem.

 AK

45 comentários:

  1. Fantástica historia Arnaldo, aqui em Joinville havia uma famosa Brasília vinho da Mecânica Brasil, mas com motor de Santana, o terror dos Omegas e BMWs nas ruas.

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  2. Acho que esse Brasília foi o melhor Volkswagen GTI de todos os tempos.

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  3. lembrei de PERFUME DE MULHER.esse seu sogro...feeling e feeling!

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  4. Ainda não pintou nenhum babaca prá falar da irresponsabilidade e tal, hehe...
    Bons tempos que ficaram na saudade. É bom recordar.

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  5. Adorei o post...me lembrou da q a minha vó tinha...
    Morri de rir do gordote...acho q me imaginei no lugar.

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  6. seu rachador hehheheh
    To rolando de rir aqui, é sempre legal ver um pau véio espcando um carro novo

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  7. Arnaldo tambem tive uma Brasilia 79 discreta no visual e apimentada(não tanto quanto a sua) e experimentei essa sensação impagavel que voce descreveu tão bem. E esse companheirismo de acelerar que teve com o sogrão, tive com meu velho pai que adorava sentar ao meu lado e sentir a arrancada forte da bichinha. Bons tempos! Agradeço esse presente de domingo, valeu!!!

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  8. Arnaldo, seu irresposável! Como pôde vender uma Brasília dessas? hehehe...

    Fiquei com uma dúvida: você lembra como era o escape dela? E o ronco? Fico imaginando esse motorzinho enchendo com o "pé no talo", devia ser uma delícia...

    Abraço!

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  9. Meu pai tinha uma "Brasa" 78 marron, com interior marron claro. Coisa linda. O motor foi todo feito com base nos dados VW. Andava muito. Lembro que apos sair da oficina(o mecanico era da rede VW), pedi para ele se devia ter algun cuidado com o motor. Ele respondeu, senta o pau sem dó. Foi o que fizemos, eu e meu irmão trocavamos de marcha apenas quando não ia mais. Meu pai nunca foi de suar o carro com motor em baixa rotação, sempre meio cano no minimo. Eu sempre cano cheio, eheheheh. Aquela "Brasa" erá só alegria. Deixei muitas pessoas iradas porque levavam pau da 'Brasa" Suspensão levemente baixa e pneus CNT 3 Goodyear. Conseguimos deixar ela muito silenciosa internamente, muitos não agreditavam no silencio dela. Tudo devido a varias camadas de anti ruidos no cofre do motor. Bons tempos. Nunca vou esquecer a "Brasa incandecente"

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  10. O AK me trouxe boas lembranças, praticamente cresci dentro de uma Brasília que ficou em nossa família por uns 10 anos. A bixa era valente, mesmo sendo mal cuidada (meu padrasto não fazia nem a manutenção básica) a Brasília nunca quebrava. Lembro que essa Brasília tinha escapamento de Fusta, puxa vida, como aquilo fazia barulho... Eu a escutava chegando enquanto ela estava a dois ou três quarteirões de casa... Legal mesmo era jogar a Brasilia na lama, ela nunca atolou...

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  11. Nessas horas eu fico aqui olhando pro meu sedanzinho aircooled... dá uma coceeeeira!

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  12. Muito boa a historia. Épica!

    Guilherme Costa

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  13. Esse negócio de "sleeper" é muito legal, fico imaginando um Corcel 1 ou Del Rey com um pusta motor espancando os importados e os Opaleiros, heheheh!

    McQueen

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  14. Mister Fórmula Finesse02/10/11 14:09

    "Quem tem esse tesão, morre com ele. O importante é não morrer dele"

    Amém!!! Pastor Motorizado dos Carros Impossíveis AK...

    Muito bacana o post!

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  15. Me identifiquei tanto que deu a impressão de já ter lido isso umas 20x. É exatamente o que eu mais gosto: carro mais velho, todo original mas com algo a mais debaixo do capô.
    Ver aquela desilusão momentânea na cara de alguns, aquele sujeito impaciente do carrão (o carrão não tem culpa e nem todos são assim) sendo que você só está usando a faixa da esquerda para ultrapssar, e o xarope já vem dando farol, colando na traseira, querendo toda prioridade do mundo, e aí o velhindo vai abrindo, sumindo e aquela cara de bunda vai ficando distante no retrovisor.
    O que mais me deu prazer pra fazer isso foi um Santana GL 1.8t 87, azul, duas portas, impecável, todo original, roda 14 de alumínio que brilhava de longe, ainda vou ter outro desse ou um Santana EX.
    Com uma Brasa deve ser mais gostoso.

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  16. É... isso me fez lembrar do meu Escort Hobbby que tinha qdo era mulecão, aquele CHT 1.0 tinha 52cv, mas na minha mão parecia ter 150cv, tudo bem que não ia a mais de 150 km/h por causa do motor, mas para mim era diversão garantida, as vezes é bom ser um pouco subestimado pelos "espertões" e dar um belo couro neles.

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  17. Bruno, dos 15 aos 17 usei o primeiro gol 1000, acho q 51 ou 52 cv, cht, mesma coisa que vc escreveu, o que eu fazia com aquele carro não teria coragem de fazer com nenhum outro, o que esse golzinho aguentou na minha mão...

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  18. eu com 15, 16 anos racha de 1.0, dos primeiros, era uma blz, a 70-80 km/h esgoelando 3ª, esgoelava todas, e o outro 1.0 do lado, que emocionante, dava até pra conversar com o cara do lado, kkkkkkkkk, que desgraça, mas era legal, fora a prática de salto em lombadas e valetas, como aguentava porrada aquele gol 1.0 95

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  19. Bacaníssimo, Arnaldo. Párabens, cabra, pela sua autenticidade e coragem por contar as peripécias com a Brasa, pois já já vem os pregos do politicamente correto. Aliás, como andam perseguindo o Bob Sharp!

    Bom, nos idos de 90 e poucos, em BH, também tive o meu " caçador de importados". Um santana 85, "parachoque fino", 1.8, mas turbo. Ah, como as 325 piavam fino nas acelerações com o santanão véio. Vixe, com as automáticas então nem se fala.
    As 164 davam mais trabalho, e com as super 24v mecanicas, era melhor não mexer, mas dava pra brincar.
    Lembro de surrar os Uno Turbo dos funcionários da Fiat em Betim, nas saídas de expediente.

    Um amigo tinha um monza 1.8 turbo com aquelas Lacons gigantes que a Turbomax usava. Esse sim era ignorante. Varria a escala do velocímetro sem cerimônia, embora tivesse um turbolag enorme. O amigo saía à noite, á busca das caras presas importadas, que inevitavelmente mordiam a isca e eram executadas.

    Bons tempos, outra mentalidade, outra sociedade, outro transito, outras pessoas.

    Irresponsabilidades? Talvez. Mas sem qualquer acidente. Não é justo analisarmos o passado com a cabeça e hoje, certo?

    Abraço


    Lucas CRF

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  20. Eu acho a Variant II bem melhor de comportamento que a Brasilia, deve ser por causa da suspensão traseira.

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  21. Ótimo causo, Arnaldo, parabéns! Dá para fazer um outro livro só com uns causos como esse não acha? Lembro de umas histórias deliciosas postadas na época da coluna no jornal Super Auto...
    Abraço!

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  22. Sensacional a história do seu sogro guiando o buggy no asfalto, onde ele conseguia enxergar alguma coisa. Ele deveria se divertir pra cacete!

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  23. AK
    Beleza essa Brasoka dando cassete nos incautos, hehehe... meu pai tinha uma igualzinha a essa da foto que abre o post só que ano 79. Perdi a conta de quantos para-lamas e caixas de estribo - e até assoalho - foram trocados por conta da ferrugem que, literalmente, comia o carro, nas constantes idas ao litoral norte, mas isso você já sabe como era... Valeu por atender a meu pedido em fazer este post. E que venham outros.

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  24. Me identifico muito com esta história. Eu tenho um Belina 1,8 Ghia turbinada, das primeiras 89 modelo 90. Aquela traquitana com motor AP... Início da época Autolatina.

    Há quase 8 anos comprei ela justamente para essas ogricesses. Não tem nada de "espetaculoso". Pela preparação feita é para ter algo em torno dos 160cv à 180cv. Sem muitos acertos, rendeu 150 e poucos cavalos de potência nas rodas em dino de chassis, anos atrás. Hoje deve ter um pouco menos, pois estou utilizando gasolina.

    Aparência externa totalmente original, tirando um paralamas amassado e uns pontos de ferrugem iniciais.

    É bacana andar com ela. Bem bacana. As retomadas são bem rápidas. Ultrapassagens seguras. Tudo dentro do conforto do ar-condicionado ligado. *rs*

    Bem bacana olhar os "mais desavisados" sumindo pelo retrovisor. Outros procuram vir a saber o que há debaixo do capô... *rs* Sempre acabo fazendo amigos por causa do carrinho.

    Eu gostaria, ainda, de montar uma Marajó 2,2 16V Turbo, uma Variant II 1,9T (idéia do amigo CMF) e uma Panorama 1.6 16V naturalmente aspirada.

    Gosto de peruas. Gosto de carros antigos. Gosto de um motor "disposto". Essa seria minha "coleção". Sem significado para a maioria absoluta das pessoas mas, algo sem preço para mim.

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  25. Daniel San03/10/11 10:57

    AK,após ler este post é impossível não olhar com carinho para minha Brasa 1980 azul - ou "Trovão Azul" como o chamo,homenagem a uma minissérie dos anos 80.Se há algo que me dá saudade é das longas viagens que eu e meu pai fazíamos nas BRs da vida,quando a gasolina era menos cara,e meu velho,como bom autoentusiasta,era uma grande companhia de viagem,às vezes quebrávamos o pau no meio do nada,discutindo sobre qual caminho deveríamos pegar,mas sempre nos entendíamos,e o "Trovão" sempre nos levou aos destinos e nos trouxe de volta. Problemas mecânicos? Nem sabíamos o que era isso,é incrível a confiabilidade deste carro,mas,como foi dito acima,também é incrível o apetite da ferrugem por este carro,é uma luta inglória,e sempre que volta para casa após uma troca de pára lamas é como a volta do filho pródigo,e por isso mesmo,é cômico ver a sua agilidade no trânsito,pois seu motor e carburadores estão muito bem,obrigado,com um desempenho que os outros motoristas não esperam de um carro tão antigo. Belo brinquedo!

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  26. Poxa, eu fico embasbacado com as histórias do Arnaldo! E até com uma pitadinha de inveja! Sou da nova geração que hoje vive a estigma da sociedade ''politicamente correta'' que parece anestesiar as nossas emoções e vontades. Lembrei da história do ''Gato Preto'' abordo de uma antiga Honda em um ''vôo cego'' rsrsrs.. poxa vida! Imagino as ''prezepadas'' dos senhores no bugão! :)

    Henrique!

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  27. Essa experiência própria e a sua pitada de humor transformam tudo em uma crônica muito bem elaborada! Aceleradas com bugue envenenados já me causaram preocupações e depois felizmente risos, aquela mania de sentar na sobre a parte traseira vi um colega (de proporções avantajadas também) cair de costas no asfalto (plena Av. Paulista), felizmente não se machucou. Era comum se ver bugues em dias ensolarados na capital de São Paulo, eles sumiram.

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  28. SergioCJr.03/10/11 14:33

    Bela história Arnaldo, acho que já li sobre essa Brasilia no SuperAuto, aliás, tenho salvas todas as colunas referentes a preparação de Fusca e Chevette.

    Na época dessas colunas, tinha acabado de vender um Palio 98 e comprado um Fusca 71 pra fazer um pouco mais fortinho, e seus relatos serviram de inspiração.

    No meu caso, a paixão por fuscas vem dos pais... Minha mãe teve um por quase 20 anos e meu pai, até hoje, me conta as histórias do fusca que ele teve na década de 70 com preparação da Div. 3 pra rua.

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  29. Hey Arnaldo, por mal lhe peça, sabe onde consigo achar um motorzinho desses pra vender? to pensando em colocar algo diferente no meu fusca

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  30. Arnaldo Keller03/10/11 19:11

    CavernA

    Normalmente a gente faz o motor. Nunca comprei pronto.
    Deixa eu procurar aqui nos meus arquivos embolorados pra ver se acho as preparações de motores VW a ar e posto.
    OK?
    Tem umas boas.

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  31. AK, esses carros endiabrados com aparência inocente têm nome em inglês: sleppers.

    Um amigo meu acelerava o fusca de arrancada do irmão (ou tinha pq tem um tempo isso) turbinado... Ele não conseguia esconder o sorriso de satisfação falando dos 'testes' do carro na rua... rs

    Mais uma bela história para o seu próximo livro! Abraços

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  32. AK,

    Vc tinha falado da Brasília, mas não do bugue!

    Muito legal isso, vc não devia é ter vendido o motor...

    Grande post, como sempre!

    MAO

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  33. AK,

    Outra coisa, bugue Glaspac, extra-cool porque é cópia autorizada do Meyers Manx original!

    MAO

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  34. Me lembro de um colega certa vez ao acelerar um Porsche Turbo.

    Estica p/ lá..acelera p/ cá e ele estaciona.

    Geral correndo p/ ouvir o relato e eis que ele solta a seguinte frase:

    É até legalzinha e tal...

    Espanto entre os amigos, como assim um Porsche 911 Turbo, the ultimate machine é "legalzinha"??

    Sábia resposta do colega:

    Sabe oq é? Esse carro anda muito, é forte e etc, mas não tem graça justamente porisso. Todos sabem q ele anda e ele anda forte msm, mas o divertido msm é ter um fusca "véio" c/ motor mexido, aquilo sim é diversão garantida contra os incautos!

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  35. Este comentário foi removido pelo autor.

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  36. Paulo, que tesão devia ser isso, puta merda... imaginei isso também num Gol a ar, que delícia! Claro, tinha que ter os dois, mas imagina como cada um ia reagir, o que eles iam aprontar com a gente.

    Projeto de vida, no mínimo.

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  37. Lembrei de uma minha, só que ao contrário.
    Moleque, andava num passat LS preto (é não era TS, mas era preto e já estava com aro 14 de variant) que era do meu pai mas já prometido para dali a meses. Bela noite, rodando no Guarujá, Avenida da Enseada, um Fusca (dos última série, prata azulado, todo bonito, com cara de todo original e novo) deu uma puxada do meu lado na saída de uma lombada. Óbvio, fui atrás do insolente. Que começou a me despachar para o meu desespero, por mais que eu esticasse a 2a e depois 3a. Ai veio a curva de 180o do final da avenida. Pensei no facão, pneus relativamente finos e fui buscar na freada, para tentar aproximar, descontar na curva e sair embalado. Parecia bem possível salvar a pele, já que havia outra lombada na sequência, então era questão de abrir vantagem na saída da curva, chegar na frente e recolher o time de campo depois da lombada. Só que exagerei, sai todo torto da curva, destracionando e emparelhado com o fusca, só para tomar outra despachada, esta ainda mais épica.
    Lembro perfeitamente do sorriso do motorista no cruzamento mais à frente. Nem tentei evitar emparelhar, o desastre já estava feito, era melhor ir dormir de vez.
    Bons tempos aqueles.

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  38. Rodrigo R.05/10/11 23:03

    É...esse texto me lembrou meu ex-Chevette...1.6/S, original a gasolina, todo originalzinho...taquei um caracol soprando pouco, 0,8 kg só...não era um foguete, mas comparando com o original, "dava um barato" legal rsrs

    Acabei vendendo-o, há quase 2 anos...mas pretendo montar outra dessas velhas "maconhas" em breve :P

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  39. Francisco Regis12/10/11 22:00

    Há 10 anos tive um Fusca 64 com pintura detonada, rodas de ferro aro 14 de Kombi com motor 2.110 e caixa de 1300. Era um raio lazer!! Sei bem o q vc sentia. Beleza!

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  40. Adoro estes carros chamados vulgarmente de "Pega Trouxas", rs... meu primeiro carro em 1998 foi um Gol LS AP 1600 1985, carro muito bonito, bem original por fora, apenas as rodas de aço 14" pintadas de preto e os Pneus 185/160 14"... não tinha nada fantástico, cabeçotinho trabalhado, mais taxa, escape, carburador 2E, comando 49G... viajava bastante com ele, e no alto dos meus 19 anos, ia na esquerda no ritmo do tráfego, às vezes dando umas puxadinhas mais fortes.. aí sempre vinha um cidadão com um carro mais novo e suspostamente mais potente colar na traseira, como se fosse empurrar para fora o velho, porém muito bonito Golsinho.... eu saía, deixava o cabra passar e depois ia cozinhando o cara, os caras não acreditavam! rs... Tempo bom àquele... agora, depois de muitos anos, vou montar em breve outro "Sleeper", porém este mais forte.. um Voyage CL 1.8 1992 com 119000km originais, 17 anos conosco que pertencia ao meu pai...

    Abs

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  41. Legal pacas... Que me dera uma brasa dessas.

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  42. Naninho Dietrich04/01/13 20:56

    Bob, essa história da Brasilia dá saudade dos motores de 2 litros feitos pelo amigo Henrique Iwers que com 90 mm x 82 mm e um comando do Berta tinham 180 cv no banco e usávamos nas nossas Brasilias de rallye, eram fortes, macios, gostosos e com um torque lá em baixo, até se podia andar na rua.
    Abraços,
    Naninho

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    Respostas
    1. Que prazer em vê-lo aqui, Naninho! Tudo bem com você aí no Sul?
      Não cheguei a dirigir um desses, mas tenho ótimas referências, reforçadas por você agora.
      Apareça sempre!
      Abraço!

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  43. Arnaldo: Quantos litros levava o radiador de óleo da Brasilia, e como foram instalados os tubos para levar esse óleo para o motor traseiro.
    Atenciosamente.
    Marco de Yparraguirre(rj)

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  44. Eu tive um SP2 com motor 2.2 litros. na época estudava engenharia em Itajubá e montei o motor dentro da republica em que eu morava...
    Comando bravo, dupla bombá de óleo com cárter seco, radiadores de óleo adaptados dentro das caixas de entrada de ar.
    Olhando-se o SP2 por fora, era tudo como original. Por dentro, as unicas diferenças eram dois alto-falantes gigantes atrás dos bancos e um pequeno recorte no painel para caber o "Tojo" com o TKR 150.
    No cofre, o motor, que já era apertado no projeto inicial, ficou impossível.... trocar uma vela era tarefa de neurocirurgião.
    A marcha lenta era mais manca e falhada do que tudo. Mas, depois dos 3000 rpm... virava o terror!
    Boas lembranças!
    Tive que vendê-lo porque minha esposa ficou gravida e não conseguia mais entrar e sair do "bólido".

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