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27 de novembro de 2011

EXPEDITO MARAZZI, O ECLÉTICO


Superkart, com dois motores
fotos: revista Motor 3 / Alex Soletto


Expedito Marazzi e Interlagos são sinônimos de corridas para mim. Eu ia bastante lá, não passava um mês sem visitar, por vários anos. Circuito antigo, de quase oito quilômetros, espetacular.

Vi Turismo 5000, Stock Car de Opala, Mil Milhas, Fórmula 1, Fórmula Ford, Fórmula 2, motos, além de corridas de categorias já desaparecidas e cujo nome nem mais me recordo.

Marazzi foi um dos que tiveram a idéia de colocar os cinco litros para correr. Numa fase ruim para os Dodges, Mavericks e Galaxies, baratos e desprezados pelo alto consumo, entusiastas foram brindados com essa categoria para acelerar os carrões no lugar correto, um autódromo.


Alguns participantes da Turismo 5000

Não peguei sua fase de subir no pódio, eu era não nascido ou ainda era pequeno, mas me lembro do Marazzi bagunceiro em volta do pódio, brincando com os amigos, lembro dos textos dele na Motor 3, falando sobre carros e motos de rua e de corrida. "Lembro" é apenas para dizer que foi escrito há tempos. Não que eu tenha perdido esses textos, absolutamente. As revistas estão todas guardadas, muito bem. De vez em quando gasto um tempinho com elas.

Vi Estreantes e Novatos, categoria incrível, onde qualquer um corria, com qualquer carro. Lembro de um Corcel II dando uma volta em uns cinco ou seis minutos, passando em frente aos boxes bem depois dos outros carros, e meu irmão, com uns oito anos, ficando em pé, apontando para os carros lá na frente e gritando para o piloto do Corcel: " Eles já foram !!! "

Foi mais ou menos entre 1979 e 1984 que frequentei assiduamente aquela pista, muito influenciado pelas matérias e colunas do Marazzi na Motor 3. Meu pai gostava bastante de corridas, e nos levava  de bom grado, já que eu não dirigia ainda. Era um programa barato, com estacionamento grátis em quase todos os eventos, dentro do autódromo, fácil para ir, para estacionar, para assistir. O oposto de hoje, onde os deslocamentos são sempre penosos, e estacionar um carro se assemelha a pagar uma fiança.

Até mesmo o final de uma etapa do Campeonato Mundial de Rali foi fechada lá, em um final de semana, na pista de autocross. Foi lá então que pude ver de perto um Audi Quattro pela primeira vez, que Expedito pilotou e registrou nas páginas de Motor 3.



Na pista de autocross de Interlagos, Audi Quattro

Vi também Alexandre Barros, ainda sem alcançar os pés no chão, chegar em segundo em uma prova especial de motociclismo, apenas para uma demonstração e experiência visando uma prova do Mundial no Brasil, que acabou sendo realizada em Goiânia. Interlagos perdeu essa.

Nesse dia, Barros só foi suplantado por Carlos Lavado, venezuelano duas vezes campeão do mundo das 250, com Yamaha TZ do time de fábrica. Isso deve ter sido em 1984, não me lembro ao certo. Lavado foi campeão em 83 e 86.

Depois de uns anos, a Fórmula 1 voltou em 1990, e entramos na "era moderna" dessa pista, infelizmente não mais em seu traçado clássico. Agora, minha presença por lá é bem esporádica, rara mesmo.

Expedito Marazzi foi-se muito cedo desse planeta com asfalto, terra, pistas e barrancos, coisas que ele gostava de verdade e que fizeram sua carreira.


Na gaiola de Benedito Gianetti

Curso de pilotagem Honda

Frequentou um curso de pilotagem com o italiano Piero Taruffi junto com Emerson Fittipaldi. Taruffi correu de motos na década de 30, e depois, chegou à Fórmula 1, por onde ficou seis anos, parando em 1956. Foi companheiro de Fangio na equipe Ferrari.


Expedito e Emerson, colegas de classe anos antes dessa foto

Marazzi ensinou muita gente a entrar em uma curva, frear, acelerar,  e o que mais fosse necessário para entender o que significa competir. Seu curso de pilotagem foi iniciado em 1966, ano em que eu nasci. A foto mostra a primeira turma. Imaginem ir a uma escola de pilotagem de terno !



Com alunos e instrutores

Trabalhou na maior revista brasileira, a Quatro Rodas, no tempo em que eu era pequeno e revistas de carro não eram algo que existisse na minha residência, infelizmente. Ao menos na casa de meu tio eu as via todo mês, mesmo antes de saber ler.

Essa foto de Expedito em um Galaxie mostra a satisfação com o trabalho.

Foto: Revista Quatro Rodas / Cláudio Laranjeira

Depois de um tempo, passou a escrever para a Motor 3, a melhor de todas, já exaltada em nosso blog algumas vezes. Seus belos textos deixavam claro, muito claro, que lugar de buscar limites é em pista, não nas ruas. Perguntava se era corajoso, louco ou burro um motorista que anda muito mais rápido que o bom senso permite. Clareza e inteligência de quem conhecia o que estava falando.

Ele aparecia frequentemente na televisão, até mesmo na mais popular das emissoras, a Globo, falando sobre direção segura, como foi pioneiro dos cursos de direção defensiva. Suas aparições televisivas na líder ocorria  notadamente antes de feriados e início de férias, quando contingentes enormes e quase alucinados invadem as estradas. Hoje, as reportagens mostram as desgraças, mas quase nada ensinam sobre como evitá-las.

Na TV Cultura de São Paulo foi veiculado um programa onde ele explicava o que era a direção defensiva, e porque devemos dirigir seguindo seus princípios nas ruas e estradas. Se ele estivesse aqui ainda, veria arrepiado e escalada da ignorância de muitos motoristas, e acho que se arrepiaria tanto quanto, ao ver o governo municipal paulistano baixando os limites de velocidade com a desculpa que isso aumenta a segurança, e nada mais fazendo, não ensinando, não instruindo, não orientando como se deve dirigir com segurança e conhecimento. Mais ou menos como tomar um analgésico genérico para curar câncer.

Nesse programa de televisão, Marazzi resumiu em uma frase a dica que guardo até hoje, para dirigir defensivamente:

" Imagine que você e seu carro são invisíveis. Ninguém está vendo você. Se você dirigir assim todo tempo, vai estar sempre evitando situações de risco ".

Sábias palavras, muito lógicas, muito diretas, sem enrolação.

Outra atuação  bastante interessante foi no programa "Feira Livre do Automóvel", que era transmitido ao vivo do Parque Anhembi, todos os domingos pela manhã. Trata-se da maior feira de venda de carros de São Paulo, que existe há décadas e tinha até transmissão pela televisão. Como hoje, pagava-se uma taxa para expor o carro dentro do estacionamento do Anhembi, e por mais algum dinheiro, você alinhava em uma fila, onde seu carro seria mostrado na televisão, ao vivo, e anunciado para venda.

Expedito ficava ao lado do apresentador, e, entre um carro e outro, explicava muita coisa. Freio, suspensão, motores, qualquer coisa que fosse assunto relativo a carros. Usava pincel atômico em um  flip-chart, desenhava esquemas ao vivo para ilustrar o que estava falando. Às vezes surgia algum carro diferente a venda, e ele aproveitava para explicar alguma característica interessante, mostrar o que era notório naquele modelo, ou falava de onde vinha, quem havia criado, por qual motivo certa fábrica eraconhecida ou ficara famosa. Sempre de forma clara e com bom humor.

Era um programa leve, ao ar livre, sem perfumaria nem truques de estúdio. Nada de gel no cabelo e roupas da vitrine do shopping. Apenas informação boa e cultura automoblística.
Aula mais do que prática

Em um Fórmula 2, para a Motor 3

Descobri o blog mantido pelo Gabriel Marazzi, filho de Expedito, ao acaso. Eu já deveria saber que existe.

Agora tenho que tirar o atraso e ver e ler tudo que lá está. Quem gosta, vive ou viveu Interlagos precisa. Aproveitem.


JJ

33 comentários:

  1. Me lembro de ter assistido esses programas em que ele ensinava sobre direção! Só que aqui no Rio, passava na TVE, hoje TV Brasil, canal 2.

    Muito bom.

    Foi ele também quem testou, pela Quatro Rodas, uma caravan branca, 6 cil. e no teste atingiu 195Km/h!

    Obrigado pela matéria! Me trouxe boas lembranças!

    Talles

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  2. joão celidonio27/11/11 14:38

    acho q nessa época meu pai dava umas voltinhas de kart amarodisticamente em interlagos e era fiscal...
    provavelmente deva lembrar dessas estórias! vou perguntar a ele depois

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  3. Quando eu comprava as Motor 3, primeiro saía à caça das matérias escritas pelo Marazzi, depois lía o resto da revista. Se foi muito cedo.

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  4. Autoentusiastas,

    Não seria uma poa idéia disponibilizar no blog colunas antigas de dos colaboradores do blog?
    Seria muito bom ter os dados aqui no AutoEntusiastas!!!

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  5. Bod@ao
    Mas o conteúdo do blog está todo disponível. É isso o que você quer?

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  6. Juvenal

    A minha"imersão" na trajetória do Marazzi é bem maior q.a tua-afinal tu és apenas um piá,q. não leu a QR nem a Motor3 desde o no.1 e não passou pelas primeiras turmas da pioneira Escola de Pilotagem.(enfim,uma vantagem em ser véio!)

    O Marazzi era contagiosamente apaixonado- e da mesma forma, exato e rigoroso em tudo q. dizia e fazia.Haja vista os meticulosos testes que realizava para QR,ainda na base de trena,cronômetro e bureta.E a longa série de matérias q. publicou ao longo dos anos,sobre engenharia automobilística para leigos.
    O verdadeiro piloto/engenheiro/professor,bem no molde do seu mentor confesso Piero Taruffi.

    Mesmo antes de sua morte,me ficou um gostinho amargo ao perceber q. a história do nosso automobilismo não lhe deu o reconhecimento devido.Quando menos,pelas baldas q. tirou de alunoa xucros,evitando q. se estourassem nas primeiras aventuras na pista...
    Agradeço por lembrar

    abraço

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  7. Êh Motor3, vira e mexe está ela aqui de novo. Impressionante a qualidade dessa revista, que nunca deveria ter deixado de existir.
    Aliás, por o Jose Luiz Vieira parou com a revista Bob?
    Será que o Zé não se anima a uma nova empreitada dessa?

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  8. Alexei Silveira27/11/11 20:51

    JJ, parabéns por trazer aqui esse resumo tão bem feito.

    Com JLV e Bob Sharp, Marazzi completa a trinca de ouro da imprensa especializada Brasileira.

    Vi a foto do superkart e me lembrei que ele foi pro Sul testar os karts-Tarumã- e fez o mesmo tempo do Duda Rosa, piloto local campeão à época e ...MUITOS KG mais leve que Expedito.

    O filho do Rigoberto Soler me disse que o Uirapuru era guiado as vezes por Émerson, mas QUANDO A COISA IA SER APERTADA ele chamava outro piloto para fazer a prova, que era 1 seg mais rápido. Nome delew Expedito Marazzi.

    Marazzi também foi o primeiro Jornalista Bras. a testar o à época carro mais veloz do mundo , andou,pilotou o Porsche 917 em Interlagos, a Matéria que ele fez para uma Revista independente está guardada junto a meus carros de Autorama.

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  9. Obrigado, Juvenal, pela homenagem ao meu pai. Realmente ele foi protagonista de muitas histórias interessantes em sua carreira de piloto e jornalista, muitas em que eu compartilhei, como é o caso da Turismo 5.000.
    Aproveito para me desculpar antecipadamente com quem acessar meu blog, já que não o tenho atualizado frequentemente. Não por falta de assunto, mas sim de tempo.
    Um abraço
    Gabriel Marazzi

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  10. Bob,

    A idéia era, se possível, postar por exemplo os textos das suas colunas, anteriores ao AutoEntusiastas aqui. Isso se possível, e se não houver problemas com as publicações antigas.

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  11. Os posts do AutoEntusiasta, já lí todos desde o 1º!

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  12. Bod@o
    As colunas que escrevi e foram publicadas em Quatro Rodas e Carro estão cedidas em caráter definitivo, por contrato de cessão de direitos autorais, não posso publicá-las. Mas as do Best Cars estào todas lá, acesso livre. Acesse Colunas, Colunas do Passado.

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  13. Jesiel,
    Foram desentimentos com a Editora 3, quais exatamente, não sei. Converso muito com José Luiz sobre ele criar um blog, mas ele está cansado. Em janeiro completa 80 anos.

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  14. Muito legal mesmo! Bela recordação, ao ler este texto, minutos depois lá estava eu procurando as matérias do Expedito Marazzi em minha coleção de Motor3, apenas alguns exemplares mas ainda sim impecáveis!. Um presente do meu irmão mais velho! Graças a ele pude conhecer esta publicação que marcou época a todos os AUTOentusiastas! Sejam eleS representantes da ''Old school'' ou a ''New Generation ''

    FIquei tentado em saber um pouquinho mais sobre os antigos super-karts e seus 2 motores!

    Henrique.

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  15. luizborgmann28/11/11 08:43

    Lembrei do Expedito testando o FF construido pelo Egon Herzfeldt e que havia sido adquirido pelo Ernesto Zogbi; testando a moto Yamaha TR3; tentando responder as mais estapafúrdias perguntas do correio do leitor na 4Rodas. Os tempos da F-VW 1300 com o monoposto construido por ele, o Marazzi-Vê, a F-VW 1300 não tinha grid, era um mar de carros. Os termos utilizados nos comentários técnicos ...raporto...carrozzieri...me parece que o Expedito teve o acidente fatal próximo de Santos, quando testava um caminhão. Grande figura, sempre será lembrado. Me parece que uma época ele encheu o saco de carros e se foi para a gastronomia, com um restaurante que não lembro mais o nome. Será que estou certo?
    luiz borgmann

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  16. gabbola,
    infelizmente nunca fiz nenhum curso com o Marazzi, mas as Motor 3 li sim desde a primeira, e até antes, nos embriões publicados como Status-Motor.
    O que é piá ?

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  17. Gabriel Marazzi,
    não precisa agradecer, nós é que agrademos pelo seu blog e pela história.
    Mantenha-o sempre recheado para nosso prazer !
    Abraço.

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  18. Piá: É uma gíria comum usada no estado do paraná, para denominar os garotos, meninos e crianças ( Moleques! ) ainda na tenra idade! rsrsrs..

    Henrique.

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  19. Legal, muito bacana mesmo. Quando criança sonhava em fazer em curso na escola Marazzi. Consegui em parte, já que foi pela Manzini. Experiencia que, apesar do alto valor, recomendo.
    Curiosamente nas fotos, em que o Marazzi de CB 400 puxa a turma de 125, há um aluno de camiseta. Imaginem isso hoje, nesses tempos excessivamente amedrontados e policamente corretos, a gritaria que seria... Haja saco.
    Éramos sem juízo ou hoje estamos cagões?

    Abraço

    Lucas CRF

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  20. Zé da Silva28/11/11 15:30

    Fiz o curso com o Marazzi,tendo como instrutor o Julio Penteado, lí toda a coleção de motor 3 e demais do gênero, as vezes quando digo para os próximos que eu era feliz e não sabia, geralmente não me compreendem.

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  21. Esse só fizeram um e quebraram a forma, testes da 4R antes e depois dele tem uma diferença enorme....

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  22. Alexei Silveira28/11/11 20:01

    Verdade, Maluhy.

    Ainda na década de 70 ele parou um Fusca de 100 a zero em 37 metros.

    Uma marca invejável mesmo hoje.

    Pneus 5.60-15 e 4 tambores.

    Acho que a revista colocou uma foto da frenagem( snme clique de Cláudio Laranjeira) para não haver dúvida que tinha brecado forte ! A foto era por si esclarecedora.

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  23. Gostava também muito das matérias do Marazzi na Motor3...

    Escaneei a edição nº 1 da revista e pus o link no meu blog.

    http://spinbrothers.blogspot.com/2011/08/motor-3.html

    Pretendo escanear as restantes, assim q tiver tempo...

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  24. Grande Marazzi, era a "cara" da 4 Rodas no inicio dessa publicação.
    Suas memoráveis respostas aos leitores do Correio Técnico, seus testes importantes e suas matérias sobre carros, motos, competições são imortais.
    Alem de profundo conhecedor das técnicas de pilotagemm como bom piloto que era.
    Quem teve a chance de conviver com ele, deve se lembrar do excelente contador de histórias que era.
    Dava horas e horas de assuntos sérios e outros hilarios.
    E a quem perguntou se ele foi dono de restaurante a resposta é sim.
    Ele foi sócio do Talbot, na Av. Henrique Shaumman, juntamente com os pilotos Aguia e o saudoso Dante Di camilo, se a memória não estiver me traindo.
    Romeu

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  25. Quem viveu a época de Motor 3 não se contenta com as atuais revistas sobre automóveis pois são muito ruins. Não sei se eram as revistas que eram boas demias ou se o mundo em que viviamos era, como um todo, melhor. Marazzi era incrível, assim como todos de Motor 3. Não sabia que o JLV já estava com essa idade toda, tenho muita vontade de um dia conheer este mestre, assim como um dia quero ter o prazer de conhecer pessoalmente o Bob também, voltaria a ser criança novamente, seria como um adolescente conhecer seus astros de infância.

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  26. Creio que ele se foi num acidente mesmo, testando um caminhão na serra da Mogi-Bertioga, em 1986. Uma fatalidade.

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  27. JJ,

    Tive a grande sorte de fazer a escola de pilotagem com o mestre Marazzi, e teve um lance bem pitoresco para que isso acontecesse...
    Como vc. mesmo narrou em seu texto, naqueles bons tempos de Feira Livre do Automóvel, primeiro no estacionamento do Pacaembú, e depois no Anhembi, eu estive por lá por quase 15 anos da minha vida, em praticamente TODOS os domingos, para comprar, vender ou mesmo trocar carros usados (meu pai era dono de uma loja na Zona Leste de SP, e eu trabalhava com ele desde meus 14 anos), e claro, minha paixão pelo assunto veio de muito antes...
    Aprendi a conhecer melhor os carros que negociávamos graças ãs valorosas informações obtidas nas revistas em que o Marazzi trabalhou...E um dia criei coragem e fui lá, na maior cara-de-pau, com um exemplar de QR de Outubro de 1965, onde aparecia uma foto dele e uma matéria mostrando que participou do programa "O Céu é o Limite", do apresentador Jota Silvestre, onde ele respondia justamente o assunto automóvel...
    Ele ficou muito feliz com isso e começamos a conversar todos os domingos, e foi ele quem convenceu o meu pai a me liberar para fazer o curso de pilotagem...
    Eu sempre digo que aprendi as bases de direção automotiva com meu querido pai, mas quem realmente me ensinou a guiar foi o Marazzi, suas lições e seus papos eu guardo na minha memória até hoje, e suas revistas também estão por aqui...
    Ele se foi muito cedo, mas os bons sempre partem antes, deixando muita saudade...
    Valeu pela postagem, JJ !!

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  28. BDF,
    pode ter certeza que seu sentimento está correto.
    Conhecer pessoalmente o Bob Sharp e o José Luiz Vieira é algo que muito me orgulha, ainda que não os encontre com frequência.
    A experiência de ambos e suas histórias são fabulosas.
    JLV publicou os volumes "A História do Automóvel", que resume muito bem um assunto tão extenso, mas o que ele e seus colaboradores nos deixaram na Motor 3 é de valor inestimável, algo que torna o valor que gastamos nas revistas totalmente desprezível.
    O dinheiro já foi esquecido, e ficou a qualidade.

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  29. Mário César Buzian,
    bacana seu comentário, que sorte que você teve de estar no lugar certo e na hora certa !
    Pelas leituras de Motor 3, eu também aprendi muita coisa que aplico quando dirijo, principalmente os princípios de direção defensiva, mas as dicas e ensinamentos foram muitas.
    Quem dera nossas autoridades de trânsito e os motoristas de hoje soubessem 10% do que foi ensinado nessa revista.
    Grato pelo elogio.

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  30. Boa tarde,

    Alguem poderiacomentar algo sobre a convivencia entre o Expedito
    Marazzi e o Les Bilyk?

    Osdois foram contemporaneos na Editora Abril em uma epoca onde se
    ensaiava uma pequena na imprensa em geral (revista REALIDADE,depois
    VEJA,JT) ondecomenta-sequea QUATRO RODAS foi um laboratorio.

    Foi o Sr Mino Cartaquem contratou o Sr Les Bilyk?

    Haalgum bom livro que comente a historia destaspessoas na Abril?

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    Respostas
    1. Aqui no AE, ninguém. Tampouco sabemos de algum livro a respeito.

      Excluir
  31. Arq. Antonio Del Moral
    www.adelmora.com.br

    Conheci Marazzi quando tinha sua empresa na Lapa, entre e liguei um Super v a álcool.

    Hoje sou piloto, onde estiver, parabéns grande Marazzi.

    ResponderExcluir
  32. Arq. Antonio Del Moral.
    www.adelmoral.com.br

    Seus filhos deveriam ter seguido o automobilismo e não vendido a sede em Interlagos, pena.

    ResponderExcluir

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