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9 de novembro de 2011

UMA PASSADA RÁPIDA POR OLD TOWN



Depois de visitar Lakeland para uma empolgante exposição de antigos, mostrada na semana passada, fui novamente em Old Town, Kissimmee, para o evento de sábado, o Saturday Night Cruise, já velho conhecido.

Aqui, um link de post anterior sobre esse lugar bem bacana, com fotos do Paulo Keller.

São encontros às quartas, sextas e sábados, dependendo do tipo e ano dos carros. Sábado é o mais interessante.

Incrível constatar a quantidade de exemplares de qualidade em dois eventos uma distância de pouco mais de 50 km um do outro.  Imaginei que a concentração de carros e pessoas em Lakeland esvaziaria muito Old Town, no mesmo dia, mas não foi o que vi.

Afinal,  estávamos na grande nação motorizada do planeta, eu não deveria me surpreender.

Alguns modelos curiosos ou que me chamaram a atenção estão a seguir.

Os japoneses estão cada vez mais se tornando peças de coleção. O mais bem cuidado deles era o Toyota Celica ST de 1972, cujo proprietário, bastante simpático, Mel George, nos pediu para que tirássemos quantas fotos fossem de meu agrado.



O carro é super original e está nas mãos deste senhor desde zero milhas, sendo mantido com conhecimento. Vai completar quatro décadas em breve, em uma condição perfeita. Tratar bem de um carro gera dividendos na alma do mantenedor, e nos faz entender que um carro pode durar muito, desde que o usuário seja uma pessoa inteligente.






Uma perua Corolla levemente modificada, não estava perfeita como um carro de exposição, mas o que faltava para isso era pouco. Rodas e pneus, um acerto na saia dianteira abaixo do para-choques, coisa pouca, como diria meu saudoso avô. Uma Fielder do passado.


De cinema era esse Dodge Challenger tranformado em Plymouth Barracuda conversível. Autêntico escândalo móvel, é muito bem-feito, e está com as cores e decoração como dos originais da década de 70. Esse carro já foi mostrado em inúmeras revistas e sites americanos.



Interessante notar o comportamento de entusiastas de marcas falecidas. Da mesma forma que ressuscitaram a Plymouth através do Challenger, uns malucos já fizeram o mesmo com a Pontiac, transformando Camaros em Firebirds. Claro que isso não vai mudar o passado, mas a homenagem é esplêndida. Muito bacana, e nível máximo de entusiasmo para esse tipo de trabalho.

Um Challenger original ainda é bem mais importante historicamente, principalmente porque o moderno ficou com uma linha de cintura alta demais, paracendo um  sedã grande, não um pony car. Ao lado de Camaro e Mustang, isso fica evidente. Os antigos tem um charme e uma carronalidade incontestáveis.


Olhando a dianteira do Nova  vemos similaridades com o Opala.
Sem problemas, afinal, ambos ostentam a gravata Chevrolet.



Um pouco maior que o Nova, uma belíssima El Camino 70. Bruta e bela ao mesmo tempo.


O Galaxie 500 duas portas 67,  bem diferente dos brasileiros. Olhando para ele e para o Nova, fica claro que alguns carros mais simples são os melhores para se conservar com o passar do tempo.




Depois do "porre" de Jaguar E-Type em Lakeland, ainda sobrou mais um em Old Town. E recheado de literatura da marca no porta-malas. Bacana mesmo é ter o carro e conhecer o máximo sobre ele.



Plymouth Valiant Scamp, um Dodge Dart diferente. Carro perfeito, daqueles que dá vontade de entregar o cheque, pegar  a chave e os documentos e voltar para o Brasil dirigindo.


Outro da mesma marca, Duster.


Mais um Plymouth, esse já entrando na fase negra da morte dos muscle-cars, o Road Runner ano 1973, a venda por US$ 14.500. Fácil de trazer para o Brasil. Deve chegar aqui, com tudo legalizado, por volta de R$ 65.000. Bem melhor que gastar isso em um Azera.





O Camaro SS abaixo tem uma pintura perfeita, camadas e mais camadas de verniz para uma profundidade e um brilho espetaculares. O azul claro das faixas dá um efeito incrível no contraste do preto. Qualidade de Rolls-Royce nesse quesito.






Vários Pontiac GTO, de diversos anos, mas não tinha nenhum de 64, o meu preferido e o primeiro. Por onde andará aquele que existe ou existia no Brasil? Soube da existência dele há cerca de oito anos atrás, quando estava em início de restauração, mas nunca mais ouvi falar. Alguém sabe algo ?






No campo das novidades e modas, um Fusca com pintura dos para-lamas imitando visualmente corrosão, mas lisos, perfeitos e envernizados. Tem louco para tudo mesmo.



O AMX da American Motors é sensacional. Curtinho e roncante, esse com rodas e pneus muito largos, saindo para fora das caixas de roda, fica parecendo um carrinho de brinquedo. É um detalhe desagradável num carro tão interessante, mas facilmente reversível.








Saindo da americanice total, um carro raro por lá, um Fiat 124 Spider.


Os hot rods, expressão fortíssima da criatividade e habilidade em fazer carros em casa, aparecem em boa quantidade nesse evento democrático, que tem modelos de todos os tipos.

Não me perguntem o que é Ford, Chevrolet ou Willys. Eu me confundo, atrapalhado pela turma que faz troca de motores e coloca Ford em Chevrolet, Chevrolet em Ford, Ford e Chevrolet em Willys, isso quando a confusão não é maior e aparece um Ford com motor Cadillac, ou Chevrolet com motor Mercury.

Quando eu me aposentar vou tentar entender toda essa confusão, e conhecer hot rods a fundo.






Só sei que o bege abaixo foi o meu escolhido nesse dia, com uma absoluta simplicidade, capricho e bom gosto. Vejam os escapamentos com acabamento cerâmico, a moda por lá para a turma fissurada em limpeza absoluta.








Bugues não são fáceis de se ver longe das praias, mas esse Manx veio dar uma passeadinha na Flórida Central, não tão longe do mar. Perfeito também. Não deve se esbaldar na areia com freqüência, senão estaria um pouco "lixado".


Corvettes existem aos montes nos EUA. Aqui, dois deles, só para constar. Os Stingray são encontrados em boa quantidade para venda, e se compra algo bastante bom por menos de US$ 20.000.




Esse Shelby GT350 conversível foi novidade para mim. Eu só conhecia o GT500 sem teto e com essa carroceria. Gosto da bocarra de tubarão, mas o roll bar é algo dispensável, assim como não ter um teto tão bonito para mim é um desperdício. Um estilo dos melhores de todos os tempos, irremediavelmente estragado pela falta de uma parte do carro.


Um lugar sempre bom de visitar.

O site dos eventos de automóveis em Old Town está aqui.

JJ

12 comentários:

  1. Belos carros,é incrivel o nivel de capricho que vejo em restauraçoes,reformas e talz..por ai por fora,triste é ver que ainda hj,em restauraçoes """"de ponta"""" aqui no brasil tem cara q faz gambiarra..

    belo post,belas fotos..

    Inspiração

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  2. Augusto Filho09/11/11 13:06

    Imagino a emoção de se tirar um Stingray zero km numa concessionária americana à época.

    Ou então a emoção de um camarada restaurando um Mustang Fastback com essa bocona linda ai voltando da pintura brilhando...

    Ou por que nao o ronco de um GTO quando seu dono dá a partida aos fins de semana para esquentar o motor dando uma volta no quarteirão para não deixar as aranhas e a poeira tomar conta do carro após décadas de zêlo.

    Quantas emoções não se podem tirar do autoentusiasmo, heim meus amigos?

    Belo Post!

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  3. Sensacional !

    Parabéns meu velho !

    Agradecemos por posts como esses dessas últimas semanas, desses eventos na Flórida.

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  4. Aléssio Marinho09/11/11 16:06

    JJ;

    Esse tipo de evento faz falta no nosso país.
    Concordo plenamente com vc quando afirma que com o passar do tempo os carros mais simples são melhores pra se conservar. Pelo simples motivo de haver uma boa disponibilidade de peças com o passar dos anos.
    Gostei muito do post!

    Isaac;

    Restauração no Brasil é sinônimo de ser roubado. Aqui qualquer peça de ferro velho custa mais que uma nova na concessionária.
    Mão de Obra qualificada, compromissada e séria no nosso país custa muito caro, por isso que vemos vários absurdos por ai.
    Procuro algumas peças de acabamento pro meu Fiat Uno 87 e não encontro mais...

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  5. Juvenal

    Bela reportagem!Parabéns.Mas uma correção Fiat 124 spider não é raro nos USA. Foi veículo Fiat mais exportado para os USA em grande volume.

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  6. E o Juvenal de Classic...

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  7. Obrigado pelos elogios e pela correção feita pelo Anônimo sobre os 124 nos EUA.
    O problema é que sobraram poucos, e hoje não é comum ver um desses por lá.

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  8. Confesso que fiquei (positivamente) surpreso com o celica ali no meio dos americanos.

    Os carros japoneses antigos não são muito lembrados pelos "experts", mesmo sendo carros muito legais. Tomara que sejam reconhecidos da forma que merecem.

    Se tivesse sido eu a acertar as 6 dezenas na mega-sena, iriam estar na minha garagem um datsun skyline cupê 71 twincam, um celica igual esse do post, um civic 1a geração, um datsun 240z e um honda 1300 coupe 9.

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  9. o GTO (vremeio) é de um músico da sinfonica da cidade de são paulo. Toca oboé... nao lembro o ano mas acho que e esse que vc comentou. Tá lindaço na última vez que o vi a menos de ano acho.
    Eu não sou chegado nas banheiras gringas mas o ronco do bruto é esfuziante... De arrepiar mesmo.

    O 124 spider dos que vc viu por lá, é uma coisinha...

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  10. Um amigo teve um GTO 64, coupé. Era vermelho na época, mas de plaqueta era Aquamarine. Era um carro pra fazer, mas foi doador de motor e câmbio para outro Pontiac, 65. O motor original era um 389 com câmbio 4 marchas. Ele acabou pegando o carro já sem motor e câmbio. Se não me engano o carro veio do Vale do Paraíba. Depois que ele vendeu soube que ficou muito tempo em uma oficina. Não sei que fim levou, se foi restaurado ou não.

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  11. Gostei do "por R$ 64 mil, melhor trazer um Plymouth Roadrunner 1973 pro Brasil do que comprar um Hyundai Azera". Assim é que se fala!

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  12. JJ, excelente seleção! Que diversidade. Gostei muito do Celica zerado. Abraço, PK

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