Google+ Google+

2 de dezembro de 2011

NOVO CIVIC

Fotos: autores e divulgação


Novo Civic melhorou
Por Arnaldo Keller


Primeiro foi o terremoto seguido de tsunami, no Japão, e isso comprometeu a importação de componentes eletrônicos para o novo Civic da Honda. Em vista dessa catástrofe, planejaram importar de fábricas localizadas na Tailândia. E outra catástrofe sobreveio, inundações por lá.
Esses inesperados acontecimentos causaram o atraso no lançamento do novo Civic por aqui, o de nona geração, pois, apesar dele ter 80% de nacionalização de seus componentes, boa parte da eletrônica vêm dessas fontes.

Imagino a aflição do pessoal da Honda por aqui, porque eles bem que já estavam sabendo que esse novo modelo deve reverter a situação de queda nas vendas.
Em meados de dezembro ele já estará nas concessionárias para test-drives e em 15 de janeiro estará à venda.

O 2012 foi totalmente redesenhado. Suas linhas me pareceram inspiradas no irmão menor, o City. Ficou bonito e, principal, a coluna “A” – a que separa o para-brisa dos vidros dianteiros – afinou, e aquele pequeno triângulo formado na vigia do vidro dianteiro sumiu, o que eliminou um problema de segurança que eu considerava grave, a falta de visibilidade nessa área. Agora a visibilidade está ótima, ampla.

O estilo frontal mudou bastante

Suas novas linhas parecem lhe dar mais leveza – o carro parece mais alegre e mais chique. O pára-brisa aumentou em área e ficou mais inclinado. A nova carroceria proporciona menos 4% de arrasto. Seu Cx, agora, está em excelentes 0,25 – ou seja, igual ao do Toyota Prius, cujo projeto teve grande esmero em cima desse item para obter economia de combustível.

Essa ótima penetração aerodinâmica permite que sua quinta e última marcha – do câmbio automático – seja longa: a 120 km/h, no velocímetro, seu giro está ao redor de 2.200 rpm. Isso é economia de combustível e silêncio a bordo.

O câmbio automático de cinco marchas equipa a versão topo EXS e pode vir opcionalmente na intermediária LXL. Permite trocas seqüenciais manuais, mas apenas pelas borboletas de volante e nesse caso as marchas ficam retidas ao chegar à rotação de corte, o que gosto.

Encurtaram o entre-eixos em 3 cm e mesmo assim houve um pequeno ganho no espaço interno. Com o entre-eixos mais curto, e outras modificações no subchassi e suspensão dianteira, o carro ficou ainda melhor de curva. Rola menos – se bem que já rolava pouco – e no limite escapa certinho com as quatro; uma delícia.

A suspensão traseira continua a mesma independente de triângulos superpostos.

O EXS tem um bom controle eletrônico de estabilidade: caso o carro comece a desgarrar com a traseira, as duas rodas de fora da curva são levemente freadas, e isso ajuda a corrigir a desgarrada. Ao mesmo tempo, a direção passa a ficar pesada para o movimento de fechar a curva e continua leve para contra-esterçar, o que incita o motorista a contra-esterçar, ou seja, incita o motorista a tomar a atitude correta.

Quem naturalmente toma a atitude correta nem sente isso, já que está “remando a favor”. E o controle de estabilidade pode ser desligado.

Vale notar que a apresentação à imprensa foi feita na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, SP, e testar carro novo em pista – apesar de ser bom e seguro para nos divertirmos – carece de condições para sentir como o carro se portaria nas ruas e estradas brasileiras. Vale notar também que os pneus estavam com pressão adequada para pista, ou seja, 45 lb/pol², sendo que a pressão recomendada para uso normal deve estar ao redor de 32 ou 33 lb/pol². Isso fez com que os pneus não dobrassem em curvas fortes como teriam dobrado, e assim pudemos correr mais. Tudo bem, mas discordo dessa atitude, pois passa uma impressão errada do carro que o comprador terá no dia a dia.

De qualquer modo, para sentir a suspensão, toquei o carro em zebras e, mesmo com essa pressão toda nos pneus, senti a suspensão bem macia, absorvente e silenciosa. Com pressão normal esse carro deve ficar uma seda.

Os freios são ótimos, progressivos, bons de dosar, e o carro freia alinhado, sem mergulhadas excessivas ou desvios. E pelo jeito não cansam, pois os maltratei um bocado na pista, que é travada, e em nenhum momento perderam eficiência por aquecimento.

O motor foi trabalhado para obter ganhos em economia e emissões, já que inteligentemente a Honda acha que os 140 cv de potência e os 17,7 m·kgf de torque são perfeitamente suficientes para empurrar com presteza os 1.286 kg do modelo, com o que concordo. Além disso, em baixas rotações já vem mais potência, ou seja, o motor está mais elástico.

Pena – para confirmar a ditadura da maioria que ora reina neste país – não nos oferecerem para teste um Civic com câmbio manual, apesar de havê-lo na linha. Dizem que a maioria será vendida com o automático. E daí?

No painel, à esquerda, está o botão do ECON. Com ele acionado, o acelerador reage com mais parcimônia às nossas aceleradas; ele fica mais lento em sua abertura, o que ajuda bastante na economia de combustível, principalmente quando o motorista é daqueles de pé direito nervoso que não consegue parar quieto e acelera e desacelera intermitentemente.

Caso aceleremos fundo, o ECON desliga imediatamente, pois é sinal que precisamos mesmo de potência. Na estrada, portanto, podemos ir de ECON que tudo bem, o carro vai responder forte se precisarmos.

No ECON o câmbio também fica mais lento e o ar-condicionado passa a recircular 80% do ar, o que traz economia, já que o sistema é menos solicitado. O controlador de velocidade passa a retomar a velocidade também de forma mais lenta.

Para aumentar a autonomia, o tanque ganhou 7 litros, de 50 foi para 57 litros. Importante isso para o uso de etanol, e é também uma boa para passar uma falsa sensação de economia, já que o sujeito vai parar menos vezes no posto para reabastecer.

A ergonomia é perfeita. O volante vem e vai, sobe e desce, e com amplitude de movimento. O banco também. Então logo estamos com as distâncias exatamente como queremos. O banco, envolvente, nos agarra bem nas curvas e, mesmo sendo de couro os que testamos, não escorregávamos lateralmente. Muito bom mesmo.

Mudaram a posição da alavanca de freio de estacionamento e ela não mais nos incomoda, não mais raspa em nosso joelho. Agora é uma alavanca convencional, entre os bancos. Já a de câmbio continua mais perto do passageiro do que de nós, e o que é incrível é que o modelo japonês, com a direção “do lado errado”, também é assim, a alavanca muda de lado e fica mais longe do motorista. Vá entender por quê...

Parece que é alavanca para versão de direção direita, mas não é

Agora o teto solar, finalmente, é de série, mas restrito ao EXS. O porta-malas, onde agora o estepe é dos fininhos, ganhou 109 litros. Está com bons 449 litros.


Finalmente teto solar, para o EXS. Porta-malas aumentou bem

 No dia da apresentação os preços não foram divulgados, nos foi dito que variariam em torno de 1% para mais ou para menos, mas não seria bem isso quando os preços foram anunciados alguns dias depois. Os preços são, em reais, entre parênteses os do geração 8 e a variação porcentual: LXS manual 69.700 (66.660, + 4,5%), LXS automático 72.900 (71.430, + 2,05%), LXL manual 72.700 (67.340, + 7,95%), LXL automático 75.900 (72.165, + 5,1%) e EXS 85.900 (86.750, – 1%).

Se fizessem uma versão SW – uma de nossas queridas e práticas peruas – seria um sucesso.

A concorrência que se cuide, porque a Honda trabalhou direitinho nesse carro. Ficou bom pacas. Ficou melhor.

AK


Novo Honda Civic, várias novidades

Por Bob Sharp

Depois de cinco anos chegou nona geração do Civic, que passou por atualização no meio do caminho para a introdução do motor flex. A mudança levou à modificação do pára-lama dianteiro direito de modo a incluir o bocal de reabastecimento do reservatório do sistema de partida a frio no interior do pára-lama – não havia espaço para ele no acanhado compartimento do motor.

Continuam as três versões – LXS, LXL e EXS – mas, definitivamente, a rápida e sofisticada Si não existe mesmo mais.

Entre as mudanças na nova geração, a inusitada redução da distância entre eixos em 30 mm, que passou para 2.668 mm. O Gol de quinta geração também teve reduzida essa básica dimensão de qualquer carro, mas em 5 mm. Mas tanto um como outro ganharam espaço interno. No Civic há o atrativo do assoalho traseiro totalmente plano. Comprimento, largura e altura são, respectivamente, 4.525, 1.755 e 1.450 mm.


Não mais o pedal do acelerador pivotado no assoalho
Pedal do acelerador do Civic geração 8

Para chegar ao resultado, o monobloco precisou ser modificado na parede de fogo, que recuou um pouco. Com isso, o Civic precisou perder o característico e excelente pedal de acelerador pivotado no assoalho (“marca registrada” de BMW e Porsche), que passa a ser suspenso como na maioria dos carros. Na esteira das modificações, a alavanca do freio de estacionamento deixou de ter o incomum formato em “L” e passou ser ortodoxa, uma simples e bem melhor alavanca entre os bancos.

O porta-malas ganhou bom espaço, passou de parcos 340 litros para razoáveis 449 litros em decorrência de menor intrusão do estepe, que passa a ser temporário, fino, com pneu de medida 135/80-15. As quatro rodas de alumínio montadas com pneus assiméticos 205/55R16V Goodyear Eagle Excellence, medida adequada para o irregular e esburacado piso brasileiro.e também para as estradas que não drenam água da chuva muito bem.

Foram incluídas fixações Isofix para bancos de crianças, método mais prático e seguro do que fixá-los pelo cinto de segurança. A Honda informou que oferecerá nas suas concessionárias bancos infantis com esse tipo de fixação já bastante usado no mundo.

As colunas dianteiras, como o Arnaldo comentou, estão mais finas, o que melhorou consideravelmente a visibilidade em situações do dia-a-dia como dobrar uma esquina.

Não faltam conforto e beleza; colunas dianteiras mais finas melhoraram a visibilidade


O subchassi foi redesenhado e, segundo a Honda, foi tornado algo mais flexível para absorver melhor as irregularidades do piso. A barra estabilizadora dianteira, antes atrelada aos braços inferiores, agora é desacoplada, conectando-se as colunas da suspensão McPherson mediante hastes, resultando numa ação mais positiva (a solução não é novidade, já era encontrada no Escort de segunda geração, por exemplo).

A suspensão traseira independente manteve-se inalterada, o bom e robusto arranjo de braços triangulares superpostos.

Como em todo Honda do final da década de 1980 em diante, menos o Fit 1,35-litro de 80 cv, o controle das válvulas é VTEC, isto é, variável tanto em fase quanto em levantamento. A Honda tem inúmeros arranjos VTEC, e nesse agora a variação é apenas numa das válvulas de admissão. Até certa rotação, um pouco abaixo de 5.000 rpm, essa válvula levanta menos e dura menos tempo aberta do que a outra, que nunca varia. Mas a partir dessa rotação o funcionamento da válvula se altera, ela passa durar mais aberta e a levantar mais do que a outra válvula.

Na verdade, quando surgiu o Civic de oitava geração veio o i-VTEC, o “i”significando que além da variação nas válvulas havia também variação de comprimento do coletor de admissão. Só que a chegada do motor flex ceifou essa importante característica, lamentavelmente.

O motor foi trabalhado para obter ganhos em economia e emissões, mas mantém os 140 cv de potência a 6.500 rpm e os 17,7 m·kgf de torque a 4.500 rpm (com etanol) e continua bem elástico como antes, a par de uma suavidade de funcionamento exemplar.

O motor 1,8-L é elástico e suave
Nota: nesta sexta-feira (9/12) a Honda informou que a rotação de torque máximo é 5.000 rpm com etanol e 4.600 rpm, com gasolima. Informou também que a taxa de compressão passou de 10,6:1 para 11,7:1.

O Arnaldo já falou sobre os preços, e todas versões trazem mostrador multi-informação, controle de estabilidade, controle automático de velocidade com controle no volante,  sensor crepuscular, ar-condicionado automático digital, acionamento elétrico um-toque em todos os vidros, cintos dianteiros com pré-tensionador, cintos de três pontos para os três ocupantes do banco traseiro e apoio de cabeça para todos, câmera de ré, bolsas infláveis frontais e, no EXS somente, GPS Navtec com tela tátil (havendo uma exclusiva para ele), bolsas infláveis laterais e teto solar.

Gostei do novo Civic em movimento, mas, como disse o Arnaldo, a pressão dos pneus “para pista” não permite que se tenha noção exata do comportamento do veículo. Tal análise só é cabível com pressões normais. Particularmente, o volante de três raios e 350 mm de diâmetro é muito bom de usar. Mas apreciaria dirigir uma versão com caixa manual.

Se o novo Civic conseguirá retomar a liderança do segmento perdida em 2010 para o arquirrival Corolla, é uma incógnita, mas tem condições para isso.

BS

O Arnaldo fez dois vídeos, veja-os: vídeo 1 e vídeo2.

(Atualizado em 3/12/11,inclusão de foto do acelerador pivotado no assoalho)
(Atualizado em 11/12/11, informação completmentar da fábrica, vide nota) 

87 comentários:

  1. Antes de ler o post, a foto do Civic me chamou a atenção: as rodas não lembram bastante (para não dizer que são iguais) as do Corolla que a gente tanto vê nas ruas?

    Por melhor que seja esse Civic, não tem cara de novidade (design anterior piorado com as influências do novo perfil da Honda, lembrando muito o City), não é muito superior aos rivais e o preço só é justo se 30% for destinado às vítimas das catástrofes.

    ResponderExcluir
  2. A mudança do pedal do acelerador foi mesmo uma pena. Podia ser só um detalhe, mas eu gostava muito. Parecia coisa de "carrão". (mesmo que a Brasilia também fosse assim...hehe). Ficou mais conservador, mas vai vender bem, sem dúvida.

    ResponderExcluir
  3. Queria saber se a injeção ainda está com aquele corte chato na troca de marchas, mas para descobrir isso só testando num modelo com câmbio manual.

    ResponderExcluir
  4. Nunca andei de Civic, de nenhuma geração.
    Tenho um Vectra 2010 Elegance, que tem torque mais alto na metade da rotação do Civic (acho que todos sabem o que isso significa).
    Sobre a frase "ar-condicionado automático digital, acionamento elétrico um-toque em todos os vidros, cintos dianteiros com pré-tensionador, cintos de três pontos para os três ocupantes do banco traseiro e apoio de cabeça para todos, ..., bolsas infláveis frontais " Isso vem no Elegance, que nem é lançaamento (é "morrimento" rsrsrs) e nem é topo de linha!
    Procura na foto do painel do Civic o simbolo de Bluetooth...é, você não vai atender chamadas sem ter que mexer no celular.
    É a prática das montadoras: conforme o carro avança em sua vida de projeto, os acessórios aumentam e o preço cai.

    ResponderExcluir
  5. 70 mil a versão de entrada. Não era 1% de aumento?

    Sei que são perfis de sedans diferentes, mas um Fluence é 10mil a menos, com mais equipamentos de segurança e conforto. Não vejo esse Civic, mesmo com a inegável qualidade de projeto, valer 10 mil a mais que um Fluence.

    ResponderExcluir
  6. Tem tanto equipamento no EXS que nem parece carro japonês.

    Esse EXS acusa o golpe que o Corolla aplicou.

    Your turn, Toyota...

    ResponderExcluir
  7. Ótimo!!! Agora os Civic da geração atual vão baixar de preço no mercado de usados...

    ResponderExcluir
  8. AK:
    No trecho: "O EXS tem um bom controle eletrônico de estabilidade: caso o carro comece a desgarrar com a traseira, as duas rodas de dentro da curva são levemente freadas[...]", não seriam as rodas de fora, como vc fala no vídeo?

    De qualquer modo, muito legal ver tanto o Bob quanto o AK guiando cada um à sua maneira.

    ResponderExcluir
  9. Ahh lembrando que são 70 mil dinheiros se for a vista na versão de entrada, quero ver o pessoal pegar o "carnêzim" pra pagar... no final das contas sai por mais de 100 conto... Pow, dinheiro só tá fácil pra gastar, pq pra ganhar que é bom...

    ResponderExcluir
  10. O carro é muito caro... mesmo mais equipado, a versão de entrada não é páreo para fluence e 407 em suas versões intermediárias.

    ResponderExcluir
  11. Uma pena mesmo não ter a versão SI. Até certo ponto eu entendo, já que a nova versão nos EUA ganhou motor 2.4. Aqui este carro teria uma carga de impostos ainda maior por conta da cilindrada.

    Mas não custava nada a Honda manter o 2.0 em produção, já que se trata de praticamente o mesmo trem de força (muda algumas coisas no cabeçote, diâmetro e curso, o resto é igual).

    ResponderExcluir
  12. Absurdamente caro por um sedan familiar e não um esportivo puro, mas compreensível no "País dos Impostos".
    Bom tenho certeza que é, desde que se ignore o estilo de minivan pisada.
    Aquela janelinha na porta dianteira é ridícula, assim como a inclinação do para-brisas.
    Continuo com índice de desejo zero por Hondas brasileiros.

    ResponderExcluir
  13. Está certo o cx de 0,25 ?
    Se for isso mesmo fizeram uma obra prima de aerodinâmica,mais baixo que o finado gm calibra de 0,26 e era um coupé.

    Parabens Honda por esse maravihoso trabalho.

    ResponderExcluir
  14. Vou ser execrado aqui. Concordo que a Honda gosta de uma margem de lucro gorda. Mas os carros dela possuem uma qualidade construtiva muito boa (anos-luz à frente do vectra - astra velho citado acima). Penduricalhos chineses (um-toque, etc) até o QQ tem. A questão é que embora não recheado de equipamentos, quem dirige um Civic sabe que refinamento construtivo não se acha em qualquer carro. Pelo menos este carro tem. A Honda só tem que tomar ciodado, pois o EXS está muito próximo de Fusion e Sonata.

    ResponderExcluir
  15. Tudo que o anônimo das 15:15 disse, já ouvi para justificar os altos preços de VW por aqui também.
    Ou seja...

    ResponderExcluir
  16. Gostei do carro, sério candidato na próxima troca...

    Finalmente o BS voltou...tava de férias? Seus colegas fazem um bom trabalho, mas vc é a alma do site, mesmo discordando de vez em quando, sinto falta dos seus textos.
    um abraço!

    ResponderExcluir
  17. Bob, em relação ao pedal do acelerador, o grande problema da Honda foi que ela não soube fazer um pedal de acelerador pivotando no assoalho que fosse seguro. Em crash-tests com a oitava geração, sempre havia impacto para a perna direita.
    Com isso, fica meio confissão de incompetência da Honda terem retornado para o acelerador convencional, e mais confissão de incompetência ainda por terem feito um pedal de acelerador curto o suficiente para impedir o punta-tacco (sendo que a Fiat é competente o suficiente para ter pedaleiras que pivotam em cima e permitem tal manobra). Aliás, seria interessante saber que raios a Honda tem contra o punta-tacco, pois é praticamente regra os carros dela terem pedaleiras péssimas.

    E, claro, fica a pergunta sobre onde está aquele japonês engenhoso, estudioso e paciente o suficiente para fazer o impossível acontecer. A Honda deve estar com falta desse tipo de gente, tão estagnada que anda nos últimos tempos.

    ResponderExcluir
  18. O anonimo acima nunca deve ter ouvido falar dos agora extintos Type-R ...

    ResponderExcluir
  19. e o AE nem vai se manifestar sobre o Latin NCAP?

    vão ficar calados mesmo??
    HÃ? HEIN??

    ResponderExcluir
  20. Falar o que do Latin NCap?
    Que nossos carros são piores e pronto? Quer um motim, protesto?

    É muito mais importante vias seguras e motoristas preparados pra evitar acidentes do que bolsas de ar "salva-bebâdo-superman" na marginal.


    Voltemos ao Civic em questão...

    ResponderExcluir
  21. Provável próximo carro, muito bacana mesmo! Parabéns Honda.

    ResponderExcluir
  22. Anônimo 2/12 16:45
    O AE não vai embarcar nessa onda do carro nacional "inseguro" porque algum órgão disse que é. Como autoentusiatas, meus colegas e eu temos outra visão da coisa toda.

    ResponderExcluir
  23. EduRSR
    Agradeçó suas palavras, mas a ausência foi meramente circusntancial. Além de ter ficado 11 dias fora do Brasil, na volta de deparei com um volume de trabalho inesperado. O colegas daqui supriram a minha ausência das postagens com muito brilho.

    ResponderExcluir
  24. AK,onde se lê: apesar dele ter 80% de...O correto seria: apesar de ele ter 80%...No mais, ótimo texto.

    ResponderExcluir
  25. BS, como é bom tê-lo de volta para nos suprir com seus excelentes textos.

    ResponderExcluir
  26. Frances Farmer02/12/11 18:06

    Que texto ruim Arnaldo. Quer dizer que a versão LXS não tem a opção do câmbio automático?

    Por favor, reveja essa informação. Parece que escreveu nas coxas, copiando release mal redigido.

    ResponderExcluir
  27. Bob
    A despeito do seu comentário em resposta ao anônimo que se referiu ao LatinNCAP, seria de interesse a nós, leitores, qual é a visão dos editores do blog, sobretudo a sua visão. O assunto é pertinente e creio que merece tratamento. Também tenho uma opinião à respeito e gostaria de confrotá-la com as dos demais.

    ResponderExcluir
  28. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  29. Pessoal, quero aproveitar o espaço para que todos tomem conhecimento, no que diz respeito aos valores abusivos cobrados pela dupla Governo/Montadoras: O Tucson Americano que aqui no Brasil é o ix35 custa nos EUA U$ 19.045,00 equivalente a R$ 33.328,00, aqui no brasil este carro esta por R$100.000,00.
    Um Absurdo... o AUDI A6 que custa U$ 41.700,00 o equivalente a R$ 70.000,00 nos EUA, aqui no Brasil o Preço Mínimo é de R$272.700,00, ou seja R$200.000,00 a mais.
    Calculando o dólar a R$1,75 hoje o Camaro Sai por menos de R$35.000,00 nos EUA, no Brasil esse carro não sai por menos de R$ 180.000,00 é um ABSURDO!!!Todos se lembram da crise de 2009, onde as montadoras estavam quebrando e o Governo teve que retirar o IPI e dar uma mãozinha no setor, então hoje o IPI voltou, e os carros importados estão subindo ainda mais, 25% de IPI.
    Isso porque somos Tolos, Idiotas, pois continuamos a comprar carros, e sustentar as grandes margens de lucro das Indústrias automobilísticas do mundo a fora com o superfaturamento dos carros no Brasil e dos altos impostos cobrados pelo governo Brasileiro.
    Mas te pergunto por que o governo abaixou o IPI em 2009? R: Porque o Mundo estava em crise e ninguém estava comprando carro! E se não comprarmos carros em 2012? Será que o governo vai baixar os impostos, ou vai deixar milhares de funcionários serem demitido criando uma grande crise no setor?
    Porque o Governo não Retirou o IPI dos Carros Nacionais ao Invés de subir em 25% o IPI dos carros Importados? R: Porque o setor esta aquecido, não esta em crise, e pq devemos ter cara de Palhaço!!!
    Se Brasileiro não vai pra Rua para manifestar, tem que usar as ferramentas ( e-mail ) que tem pra conseguir dar um basta nos altos lucros das montadoras e nos impostos de carro no Brasil.
    Então Pessoal, o Circo esta Montado aqui no Brasil, só falta Palhaço, quem quiser pode entrar.
    Vamos ver ate quando esta exploração vai permanecer.
    Vamos Parar de Sustentar esta cambada de exploradores, e mostrar que quem manda é o consumidor!
    DIVULGUEM, vamos tentar criar consciencia...

    ResponderExcluir
  30. Eu sempre achei o civic o melhor carro do brasil. Pena que o preço é sempre nas alturas. Esse negócio de perder mercado pro corola é porque a honda pede por isso mesmo. Agora, se o comportamento dinâmico desse carro está assim, que se coloque logo o k20 do SI e o câmbio (mantém o freio de mão assim e coloca essa alavanca num lugar decente, caramba)... parece que melhoraram até os freios.

    ResponderExcluir
  31. Gostei muito desse Civic, acho que vem pra recuperar as boas vendas da marca e brigar com o líder Corolla. Na lista de equipamentos, o Civic dá um verdadeiro show. Quanto ao visual, apesar dos muitos comentários negativos que vi por aí, achei muito bom, bastante limpo e elegante. E a ergonomia do painel faz muito sentido ao se ver os vídeos do Arnaldo e do Bob. O Civic melhorou muito mesmo, agora sim a briga com o Corolla vai ser boa. Só lamento não existir mais a excelente versão Si desse novo modelo, mas mesmo assim, a Honda está de parabéns pelo excelente carro.

    ResponderExcluir
  32. luizborgmann02/12/11 19:44

    Olá amigos,
    Desculpa a ignorância, poderiam informar os dados técnicos desse motor tais como diâmetro, curso e taxa? Tem algum recurso adicional na admissão (variável)?
    Por outro lado, considerando o local dos testes: saberiam dizer se o falecido Arnaldo Diniz tem um filho nas competições nacionais ou é um homônimo?
    Grato.
    luiz borgmann

    ResponderExcluir
  33. Anônimo das 16:45, autoentusiasta não precisa de segurança. Não sofre acidente.

    ResponderExcluir
  34. Muito bom, a Honda só pecou em não trazer o k24.

    ResponderExcluir
  35. Bob, que bom que você apareceu, estavamos sentindo a sua falta por aqui.

    AK, você faz uma dupla muito boa com o Bob no vídeo! O Bob é muito calado quando dirige e você é ótimo em fazer ele falar.

    ResponderExcluir
  36. Bruno Souza02/12/11 21:16

    Bob, Arnaldo

    Quando vcs andaram aí no lançamento do New Fit,ele também estava com essa calibragem de pista? Os pneus estavam gritando demais.

    Tinha um video de vcs rodando no carro, mas não achei

    ResponderExcluir
  37. Bruno Souza02/12/11 21:25

    Achei o video

    http://www.youtube.com/watch?v=6fixfIL7oxU&feature=related

    ResponderExcluir
  38. Não vou ser idiota de menosprezar um belo automóvel como este, mas por 70.000 dinheiros, fico com um Sentra SL Unique, que de quebra, vem com aquele interior clarinho absolutamente espetacular. E com 77.000 dinheiros, fico com um Fluence Privilège. Ambos mais equipados que a versão mais cara deste Civic. A Honda está seguindo a escola dos VW, ou seja, enfiando a faca. Não que todas as marcas no Brasil não enfiem, mas Honda e VW estão enfiando mais fundo, he, he, he!

    ResponderExcluir
  39. Também apreciei os vídeos.

    Aliás, o tempo de volta vídeo 1 (BS) e do vídeo 2(AK) foi praticamente o mesmo, 3min08s aproximado.

    A dupla está afiada...............

    ResponderExcluir
  40. Como outros aqui, também acho que o Autoentusiastas deveria falar do LatinNCAP, pois ele revelou coisas interessantes, como o fato de todos os modelos com similar estrangeiro terem pontuado menos do que no Primeiro Mundo (isso sem falar que o Cruze sul-coreano, vendido no Uruguai, pontua pior que aquele vendido no Primeiro Mundo, o que pode provar que estão destinando explicitamente o rebotalho para a América Latina e deixando o filé para o resto do mundo).
    Fora isso, há uma série de vexames, como todos os populares nacionais entortarem o teto na colisão, o novo Uno rasgar o assoalho, a coluna de direção do Celta ir contra o peito do motorista e até mesmo o recém-lançado March dar vexame quando bate (quando seu equivalente de Primeiro Mundo ficou bem mais íntegro).

    Se isso não demonstra qualidade inferior de construção dos carros aqui vendidos em relação ao que é vendido lá fora, não saberei mais o que dizer. Ficará a impressão de que as linhas de produção daqui propositadamente usam chapas de pior qualidade, bem como menos soldas (lembremos do problema de falta de solda na minivan Livina, em que havia um barulho na coluna B que muitos reclamavam e que era resolvido aplicando-se um ponto de solda que juntasse melhor as camadas de metal daquela peça).
    E, claro, um carro com estrutura de pior construção não só tende a ser menos seguro passivamente como também ativamente. Quem garante que chapas piores não fazem o carro torcer mais e fazer a suspensão ter de trabalhar mais para mantê-lo no prumo.

    Não é onda de carro nacional inseguro, até porque eles estão se mostrando menos seguros. Não me parece abonador que um carro de projeto novo (no caso do Uno) rasgue o assoalho em uma colisão de 40% da frente, muito menos que quem compre carro popular tenha de estar consciente de que o teto vai entortar em uma colisão ou a coluna de direção vá se movimentar contra o motorista. Isso tudo é mostra de (baixa) qualidade da estrutura do veículo.

    ResponderExcluir
  41. Alexandre - BH -03/12/11 04:18

    "O AE não vai embarcar nessa onda do carro nacional "inseguro" porque algum órgão disse que é. Como autoentusiatas, meus colegas e eu temos outra visão da coisa toda".

    Bob, fiquei curioso pra saber qual é a posição de vocês a respeito.

    ResponderExcluir
  42. Bob, também estou curioso pela posição do "AE" quanto ao LatinNCAP. Não me surpreenderia em absolutamente nada, que um modelo feito aqui, fosse construido de forma diferenciada (e inferior) ao mesmo modelo quando feito na Europa, EUA, ou Japão. O que mais está me intrigando nisto tudo, e o fato do March (que não é feito aqui) ter mostrado resultados tão diferentes. Me parece absurda demais a idéia de um March feito de determinado modo para um mercado, e de outro, para outro mercado, e isso ocorrendo dentro de uma MESMA fábrica. Como isto se explica?
    Abraço.

    ResponderExcluir
  43. "O AE não vai embarcar nessa onda do carro nacional "inseguro" porque algum órgão disse que é. Como autoentusiatas, meus colegas e eu temos outra visão da coisa toda".

    Se falarem a realidade das carroças brasileiras não serão mais chamados aos comes e bebes oferecidos aos puxa sacos da imprensa.

    Talvez por isso que o Bob tenha saido do BCWS, uma vez que lá eles meteram o pau na GM e foram cortados.

    ResponderExcluir
  44. Anônimo das 16:09 de 02/12:

    Punta-tacco em câmbio automâtico?

    ResponderExcluir
  45. Arnaldo Keller03/12/11 08:47

    Gulherme J.

    Vc tem razão.
    Já corrigimos. Foi erro ao digitar, nos desculpe. No vídeo tá certo.
    Obrigado.

    ResponderExcluir
  46. Arnaldo Keller03/12/11 08:50

    Bruno Souza,

    o Fit estava com pressão normal. Daí ele dobrar e estrebuchar, mas é assim que tem que ser pra testar carro de rua.

    ResponderExcluir
  47. Arnaldo Keller03/12/11 08:54

    Luiz Borgmann,

    curso, diamentro, taxa, nada disso mudou.
    Não tem coletor variável.
    Não sei nada a respeito de filho do Alcides correndo, só sei que já andei com o Alcides, ele pilotando o GT40 nessa pista, e ele tocava muito bem, pilotaço.

    ResponderExcluir
  48. o anônimo das 03/12/11 08:31 teve a conclusão mais plausível sobre o insistente e decepcionante silêncio do AE sobre os pífios resultados da indústria brasileira no Latin NCAP.

    ResponderExcluir
  49. Não é de se duvidar que os carros feitos aqui, ou feitos lá fora para serem vendidos aqui, façam menos uso de chapas de aço de alta resistência, mais caros. Usando chapas mais baratas, as dimensões e peso das partes continuariam os mesmos, sendo muito difícil de ser notada alguma diferença. A rigidez torcional e o comportamento em colisões seriam inferiores, é claro. Lembremos das barras anti-colisões laterais, que durante muito tempo foram suprimidas nos modelos fabricados aqui.

    ResponderExcluir
  50. Parece que o pessoal da honda gosta de uma pelicula hein???

    Bom, caro
    Cruze caro nao sei se e bom e esta vendendo, nao sei se pela novidade. O carro vale quanto as pessoas querem pagar e parece que 80 mil dinheiros por exs, ltz, altis entre outros nao incomoda as pessoas que querem estar na moda ou mostrar aos vizinhos.

    O patas de veludo imbativel, preco bom e bonito.
    Pra quem nao liga de ter um carro sem grandes novidades a a tempos o sentra otimom
    408 corre por fora mas bom de briga tambem.
    Quanto sai um elantra? Acredito que nele as pessoas estao dispostas a queimar dinheiro como nos citados acima

    ResponderExcluir
  51. Hã?!? 70 paus num carro medíocre desse? Pára com isso! Acho que o pior de tudo é um tanto de gente aqui achando legal...
    Me causa espanto o coro que se faz para falar mal da Hyundai. Só ela é picareta, pelo visto. Cobrar o que se cobra num Civic não é picaretagem não, né...

    Lucas CRF

    ResponderExcluir
  52. Fernando P.03/12/11 11:52

    Prezados,

    se o carro tem um preço muito superior ao que realmente vale e /ou oferece, a solução é simples: NÃO COMPRAR. Assim as concessionárias e fábrica são pressionadas a baixar os preços. Isso deveria ser feito pra todos os carros na realidade.

    ResponderExcluir
  53. Brasileiro, cidadão de segunda classe e pouco exigente para todas as multinacionais que vendem produtos similares aos de primeiro mundo por aqui. Tenho tido oportunidade de fazer uma viagem por ano aos EUA profissionalmente, por isso tomei uma atitude: não compro mais nada que não possa trazer de fora nas minhas viagens: roupas, eletrônicos, artigos para carro, até mesmo desodorantes e cremes de barbear. Absolutamente TODOS estes itens custam METADE do preço cobrado aqui. Hyundai? marca de carros populares e de classe média no resto do mundo, vendidos aqui como de luxo por conta dos nossos parâmetros de comparação e campanhas de marketing agressivas, megalomaníacas e mentirosas, vide Veloster 126 cv. Qualquer carro médio importado terá melhor qualidade de construção e mais equipamentos que os nativos com projetos de 10 anos ou mais. Civic, belo carro, meu pai tem um que estou esperando para pegar quando ele for vender. Pagarei o preço de um modelo 2009 devidamente desvalorizado e não a fortuna pedida por um carro que os filhos ganham dos pais para ir à faculdade nos EUA. A GM está acordando de um longo sono com o Cruze, só falta melhorar os preços. E seguimos a vida... Pena que os compradores de Hyundai e outros não sejam autoentusiastas e informados como os editores e leitores deste blog.

    ResponderExcluir
  54. Sobre o Civic, só posso lamentar que ele tenha se inclinado para o lugar-comum. Próxima geração e lá vamos nós de eixo de torção!
    O botão "econ" é um briquedinho interessante, se bem que para 2013 já deve ter marcado um encontro para ir pro mesmo lugar que o botão "overboost" do punto t-jet.
    Também é impressionande o acabamento do porta-malas. Um carro de 70 contos com um acabamento nunca visto antes! Nem depois, por que não está lá ;D!
    Ele tem os ingredientes para ser novo lider de segmento? Vamos conferir: Muito confeito, OK; Fúria insaciável contra o bolso do cliente, OK, motor "Frequis", tá lá; Legião de fãs apaixonados, que toleram eventuais falhas, presente; Garantia de 3 anos que só garante o nabo de pagar as revisões mais caro que numa independente, tem. É, parece que não faltou nada...

    ResponderExcluir
  55. Bruno Souza03/12/11 18:38

    Valeu Arnaldo

    ResponderExcluir
  56. Bruno Souza03/12/11 18:43

    Luiz Borgmann

    Segundo o BCWS a taxa diminui:

    11,5:1 para 10,6:1

    antes de ser flex era 9,9:1

    Nesse ponto ficou pior, embora não tenha perdido cv ou torque

    ResponderExcluir
  57. luizborgmann03/12/11 18:58

    Alô Arnaldo Keller,
    Certo você, houve confusão de minha parte com um participante do Mercedes Benz Challenge, pois trata-se de Arnaldo Diniz Filho e não Alcides Diniz Filho.
    Abraço
    luiz borgmann

    ResponderExcluir
  58. Marcelo Junji03/12/11 19:43

    Não julgo carro pela aparência, mas eu não gostava do desenho do civic anterior a este. E este último me desagradou ainda mais. Ele lembra um xsara picasso achatado com as colunas em formato de guarda-chuva.
    Parece que os carros estão ficando cada vez mais feios, e os carros japoneses mais sem graça.

    ResponderExcluir
  59. Como dizia Fernando Pessoa, o homem é um cadáver adiado.
    Deixa o cadáver trocar as marchas.

    ResponderExcluir
  60. Fantástico teste! Saudades deste conteúdo fantástico que só vocês podem nos oferecer. Mais uma vez ótimo conteúdo nos vídeos só falta mesmo é um equipamento melhor. Grande abraço!

    ResponderExcluir
  61. Tambem espero uma posição sobre o Latin NCAP.Sobre carros brasileiros se derem tão mal nos testes, como já foi mencionado acima, as chapas de aços usadas são de ligas inferiores.
    Vai até uma linha de montagem, exemplo. VW Fox e veja a qualidade do nacional e do exportado. Até os funcionarios se espantam com tal diferenças!!!!.

    ResponderExcluir
  62. Civic novo. Que coisa mais feia, sempre foi feio e continua sendo feio.

    ResponderExcluir
  63. Perneta
    Sim, há o corte quando o câmbio automático está sendo operado manualmente. Esse assunto é controverso. Há quem diga que pode ser perigoso para um motorista menos experiente, por exemplo, em meio a uma ultrapassagem, quando se precisa de aceleração, ocorrer o corte. Mas há quem defenda que se a operação é manual, a decisão de troca cabe somente ao motorista. Eu e o Arnaldo preferimos o corte.

    ResponderExcluir
  64. Anônimo 3/12 08:31
    Por que não escreve um livro? Sua imaginação é pra lá de fértil, seria um best-seller.

    ResponderExcluir
  65. Todos
    Em razão do questionamento de alguns leitores o que eu disse mais acima sobre não fazer coro com essa nova onda de carros fabricados no Brasil serem inseguros, esclareço.
    O motivo de o AE ignorar este assunto é ter certeza de que a segurança está, acima de tudo, na peça que fica entre o banco e o volante e pedais, o motorista. Não tem sentido em criticar os carros fabricados no Brasil se um vasto número — estimo hoje 70%, por baixo — de automóveis está com películas nos vidros de comando que reduzem a visibilidade a níveis insuficientes para um dirigir seguro. Outro ponto que barra o AE de endossar os resultados do Latin NCAP é o fato de os testes de colisão não obedecerem a uma norma brasileira e nem internacional, como a ISO e nem da haver certeza de que os bonecos antropométricos (dummies) têm seus sensores aferidos, falta uma certificação de seu estado tipo Inmetro. Haverá em breve uma reunião entre governo e todos os envolvidos na questão justamente para aclarar pontos, por exemplo, baseado em quê a velocidade de impacto passou de 56 para 64 km/h, cujo efeito sobre a estrutura é muito maior do que se pensa, uma vez que no cálculo da energia cinética a velocidade é tomada ao quadrado, de enorme influência no resultado. Por isso o AE não pode concordar, a priori, que os carros daqui sejam inseguros e não espalhará o terror, não fará coro com a nova histeria que parece suceder a carbônica, a histeria de segurança. Nada a ver o que um anônimo de 3/12 08:31 disse sobre criticarmos e não sermos chamados para os comes e bebes oferecidos aos puxa-sacos da imprensa e que foi endossado por outro anônimo às 09:31. Esses dois não conhecem o nosso caráter que, inclusive, nos impede de fazer qualquer crítica escondidos no anonimato. E se o 8:31 lesse o Best Cars veria lá várias críticas minhas à indústria, à GM inclusive. Falou bobagem e, vergonhoso, escondido.
    Era isso o que eu tinha a dizer.
    Bob Sharp
    Editor

    ResponderExcluir
  66. quem vive de estrelinha é o Mario Bros, foda-se essa Ncap, todo mundo já sabia, se preocupe com a sua direção não confie na lata de sardinha que você dirige, pode custar 19, 25, 36, 59, 120 mil.
    Vou contar uma piada: uma vez um motociclista ouvir falar em Ncap. (risos)

    ResponderExcluir
  67. os buneco da ncap é tudo crackudinho, nao freia, na desvia, não faz nada, só fica batendo cabeça

    ResponderExcluir
  68. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  69. Marcelo Junji04/12/11 10:00

    Concordo que o principal ítem de segurança é a peça atrás do volante, mas acho que ninguém consegue se garantir totalmente na direção.
    O NCap latino não segue normas brasileiras e internacionais, mas mesmo assim serve de referência para comparação. Antes não tínhamos como saber como nossos carros se comportariam numa colisão, agora que temos, acho que devemos usar mais essa informação na escolha de um carro.

    ResponderExcluir
  70. Sobre o Civic: excelentes avaliações do Bob do AK como sempre. Mas nada me motivou a trocar meu carro por ele, modelo novo ou seminovo.

    É caro pelo que oferece (assim como o Corolla). A Honda e a Toyota cobram adiantado a fama de não dar problema. E, como bem falou um comentarista, os japoneses estão com o visual cada vez mais sem graça. Aquele painel, por exemplo, parece um bolo de noiva mal derretendo. rsrs

    Na parte técnica, tem o segundo motor menos potente do segmento (o primeiro é o do Cerato) e a suspensão traseira é "double wishbone" (duplo triângulo semelhante a uma forquilha), não é multilink.

    ResponderExcluir
  71. Bob, parabéns pelo retorno. Estava sentindo falta dos seus testes e de discordar de você também. rs
    Pelo que li, o LatinNcap tem a mesma metodologia do EuroNcap. Ter visto os resultados de carros novos, como o Uno nesse teste é de ficar alarmado sim. Apesar da segurança estar muito mais ligada ao motorista, somos sujeitos à falhas, há acidentes que não conseguimos evitar e é bom saber que estamos bastante protegidos.
    Além disso, gera revolta saber que nossos carros são muito mais caros do que imaginávamos. Pois não bastava custar quase o dobro do preço (ou mais) em valores absolutos, também tem qualidade muito inferior. Ou seja, nosso carro é mais caro do que imaginávamos.
    Além disso, essa "histeria" só trará benefícios para nós. Carros mais seguros não matam ninguém.
    E não é porque que a maioria do nosso país anda de vidro preto que eu serei obrigado (na faixa de preço que eu posso pagar) a comprar um carro que tem uma estrutura risível se comparada com um carro semelhante na europa.

    ResponderExcluir
  72. Adoro carros, sou engenheiro mecanico e desde a infancia sempre lia tudo que aparecia.
    Gostei muito do civic mas 2 pontos me incomodam muito.
    1-a questão do fabricante ( toyota tb ) colocar uma tecnologia simplista como o bluetooth apenas no modelo top, algo que ajudaria um pouco a atenção do motorista com o celular visto que o motorista brasileiro usa abertamente o celular ao volante e custa muito pouco isso.

    2-a questão de estarmos enchendo o planeta com carros. Simplesmente compramos e compramos e compramos e pelo conceito de PIB ou PNB sempre temos que estar produzindo mais. Sinto que o ser humano está se enforcando lentamente e está muito claro isso com a industria de carros e motos. Entramos em uma equação onde no momento a aparente saída não existe já que vivemos para comprar pois somos educados a isso. há pouco tempo, as pessoas ficavam 10 anos com os carros e hoje tudo é feito para ser trocado e rapidamente. Não sei se nosso planeta aguenta o que estamos fazendo com ele.

    :)

    marcelo dc

    ResponderExcluir
  73. 5min20s do video do AK: " nossa como eu saí gostosinho com a traseira" kkkkkkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  74. Então vcs não vão considerar qualquer crash-test que fale que os carros são inseguros?
    Estão assim colaborando pra daqui a pouco teremos um crash test tipo o Cncap (crash test chinês) onde os mesmos carros que passam vexame no Euroncap passam com louvor, com 3 estrelas ou mais.

    ResponderExcluir
  75. Eu não concordo com o Bob nessa história do Crash Test.

    1 - Há muito tempo atrás eles já sabiam como fazer estruturas resistentes a impacto. É só assistirem o crash test do Mercedes Ponton. No vídeo do crash test a 64 km/h de um Ponton 1957, todo corroído pelo tempo, podemos ver que a Mercedes já sabia fazer estruturas com deformação programada, sabia escolher os tipos de aço, e que eles protegeriam fisicamente os ocupantes do impacto. A única coisa que eles não tinham desenvolvido era banco, cinto e air-bags. E por isso toda aquela estrutura não resolvesse nada, mas...

    http://www.youtube.com/watch?v=NpsVqW-4pwU

    Infelizmente não foram utilizados bonecos instrumentados, pois ninguém esperava que o carro agüentaria o teste, e os bonecos poderiam ser totalmente destruídos.

    O que se tem hoje é o desenvolvimento desses componentes, banco, cinto e Air-bag, que se arrastaram no desenvolvimento em tempos pacíficos. Enquanto a tecnologia estrutural sofreu um boom na guerra, quando houve a maciça utilização de strain gauges no desenvolvimento das estruturas.

    Se nós podemos comprar um carro hoje com toda a tecnologia estrutural desenvolvida na segunda segunda guerra, e que foi viabilizada durante esses 60 anos, porque vamos comprar um carro com uma estrutura limitada por padrões econômicos?

    Pode ser até um exagero, mas o consumidor tem o direito de saber o que está comprando. E se o consumidor ver a diferença de comportamento entre um Nissan March nacional e um estrangeiro ele consegue ver claramente que o nacional é inferior. No nacional o pára-brisa é destruído durante o impacto, e no estrangeiro não.

    2 - Não dá para ignorar que existem pesquisas sérias sobre o assunto. No site do ADAC tem a publicação de pesquisas. E lá eles demonstram que em 10 anos, o número de mortes no trânsito caiu quase pela metade. Em 2000 foram cerca de 7500 mortes para menos 4000 em 2010. Desde 2005 todo acidente que exige resgate por helicóptero é investigado pelo ADAC. Nesse artigo eles demonstram a correlação entre os acidentes reais que sofreram investigação e o observado em crash-test. E demonstram que existe correlação entre o testado e os acidentes reais. Se todos os carros atingissem 5 estrelas no NCAP, o reduziriam o número de mortes em 1000 e de feridos em 8000. Aliás, o ADAC que faz os testes do Euro NCAP e do Latin NCAP.

    http://www.adac.de/_mm/pdf/Vergleich%20Crashtest%20und%20Realunfälle_100826.pdf

    Se toda tecnologia que só traz benefícios ao homem deve ser democratizada, essa democratização passa pela divulgação das informações. Eu acho totalmente louvável e estou 100% com os Auto-entusiastas no seu combate às películas, mas uma coisa não excluí a outra. O consumidor tem o direito de saber quais são os carros mais seguros. Qual ele vai comprar ainda é uma decisão puramente pessoal.

    Só ver que a Dacia faz sucesso na Europa, por vender carros mais baratos e que não passam com 5 estrelas no NCAP.

    ResponderExcluir
  76. Daqui a uns cinco anos quem sabe, eu compro um desses com cambio manual... Eu acho que a Mitsubishi quando lançar o Lancer por aqui vai botar fogo na disputa, se vier por um preço um pouco abaixo da concorrência vai conseguir tomar uma boa fatia do mercado.

    ResponderExcluir
  77. Mas pelos preços anúnciados o Lancer vai ser fiasco, caro e design estranho. A não ser que pratique os prelos do Sentra.

    ResponderExcluir
  78. Ficou com cara de lançamento de 3 anos atrás.. não tem cara de novidade. Na verdade, parece mesmo com o City. Vai vender porque é Honda e estamos no Brasil. Nos USA, mesmo sendo modelo popular, não gostaram. Mas a Hilux, que nem é mais vendida por lá por ser considerado um veículo tosco demais vende aqui quem nem pão fresco então...
    Bem, cada um que enfie o seu dinheiro onde quiser né?

    ResponderExcluir
  79. "Gostosinho com a traseira"

    esse Arnaldo pode gostar de carro de macho, mas ele falando parece um perobão

    ResponderExcluir
  80. Mas, Bob, carro alemão de 1933´era mais seguro que carro brasileiro de 1981!

    você deve se lembrar do que acontecia com o Gol BX, da 1ª geração, VW projetado só para o Brasil, jamais vendido na matriz e que, em determinadas colisões frontais, matava seu condutor, pois a coluna de direção perfurava o abdomem do motorista*. Claro que naquele tempo brasileiro não usava cinto de segurança, mas, vá lá, no Fusquinha da década de 30 não acontecia uma aberração dessa.






    *Meu primo morreu desse jeito, pilotando um Gol 81.

    ResponderExcluir
  81. Ótimo post, pois muito esclarecedor. Carrão, um dia terei um desses. No entanto, como disse algum colega em algum comentário anterior, "70 mil cruzeiros" é muito... Prefiro continuar a andar no meu Corolla XEi 2007 (Mecânico) à gasolina: Anda muito, confortável, seguro, com manutenção quase ZERO e valor do seguro irrisório. Mas viva o Zé Povinho que precisa mostrar pro vizinho que comprou carro OK (financiado em 60 prestações) e dizer em altos brados que fez um ótimo negócio. BANZAI!!

    ResponderExcluir
  82. AK,

    Qual é essa câmera que você usa nas suas filmagens? Gostei tanto da imagem quanto da captação de áudio. É a GoPro?

    Abraço,

    Marcelo Silva

    ResponderExcluir
  83. Arnaldo Keller06/12/11 17:02

    Marcello,

    é uma câmera fotográfica Sony, comum, das pequenas. Com GOPro ficaria muito melhor.

    ResponderExcluir
  84. Lokadapirikita07/12/11 00:53

    Qual o problema com o "vidro preto"?
    AFF, meu carro tem g5 e 6 airbags, abs, esp, afu, asr..

    ResponderExcluir
  85. Depois dizem, que sofremos de complexo de vira-lata. Quem não se importa com estradas e ruas meia-boca, dirige (bêbado na maioria das vezes) que nem louco achando que é piloto e aceita argumentos superficiais para fugir de debates profundos sobre o que realmente importa, realmente não tem muita moral pra reclamar de blogs fracos e carros inseguros.

    Antes que algum encrenqueiro critique: Sou anônimo sim, e isso não é falha ou falta de caráter. Quem dá a cara pra bater aqui são os autores, que devem (ou deviam) aceitar com dignidade os bônus e os ônus - e as críticas tb - do que fazem.

    Abs a todos, e não importa o carro: dirijam com consciência.

    ResponderExcluir
  86. Eu tenho um new civic ano 2008 (modelo anterior). Particularmente eu não gostei do novo civic (2012). Ele perdeu a cara de mau, a cara de arrojado, ficou parecendo com o City (carro de mulher), sem falar que já ouvi vários comentarios de amigos que dizem que as lanternas trazeiras estão parecendo com os carros xing ling da Jack Motors.

    ResponderExcluir
  87. O que vcs tem contra mostrar a traseira do carro?Nenhuma fot.Falha imperdoavel...

    ResponderExcluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...