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7 de dezembro de 2011

TOYOBARU: O NOVO BRINQUEDO JAPONÊS


Toyota + Subaru = Toyobaru

Eu adoro arroz, principalmente na hora do almoço, mas os japoneses adoram mais ainda. Eles comem arroz o dia inteiro: do café da manhã até o jantar, toda hora é hora para se comer arroz. O cereal é tão importante para eles que o governo japonês incentiva o plantio em qualquer lugar: o dono de um terrenão não pode simplesmente deixá-lo abandonado com mato crescendo. Ou ele ergue um prédio ou planta arroz.

É a estratégia da autossuficiência: o Japão poderia comprar arroz tailandês, vietnamita ou indiano por uma pequena fração do custo da produção interna, mas trata-se de uma respeitável cultura milenar. O país já importa uma infinidade de recursos naturais e por isso se recusa a comprar comida de outros países para alimentar seu povo. Na ponta do lápis é uma conta que não fecha, mas que se sustenta pela elevada taxação imposta ao arroz importado.

Questão de independência: acostumados a agruras históricas, o povo japonês sabe que é melhor enfrentar as vicissitudes da vida de barriga cheia. E o melhor: sem precisar depender de ninguém.

E qual é a relação do arroz com automóveis? Pois bem, praticamente todos os fabricantes japoneses de automóveis são capazes de projetar seus modelos de forma independente, de pára-choque a pára-choque. Desta forma, só para citar poucos exemplos, a Mazda se destacou com seus motores Wankel, a Honda obteve grande destaque com seus motores de elevada potência específica e a Toyota tornou-se conhecida pela robustez e confiabilidade excepcional de seus automóveis.

Mazda e Honda souberam trabalhar muito bem suas respectivas imagens, com produtos capazes de agradar ao mais exigente e passional dos entusiastas: quem mora em Brasília com certeza se lembra do sempre politicamente incorreto Nélson Piquet voando baixo ao volante de seu RX-7. Na mesma época, Ayrton Senna acelerava dois NSX: um Acura em São Paulo e um Honda em Portugal. Mas, e a Toyota?

Entusiasmo modesto: de 0 a 100 km/h em 17 segundos. Velocidade máxima de 155 km/h.

Voltando a um passado já meio distante, o ano de 1965 foi muito importante para o maior fabricante japonês: tinha início a produção do seu primeiro esportivo, o Sports 800, enquanto o 2000GT era apresentado no Salão de Tóquio. O primeiro era um minicupê de 580 kg e motor boxer bicilindrico de apenas 45 cv, enquanto o segundo era um legítimo grã-turismo, apto a competir em paridade com o que havia de melhor no segmento.

Eram, respectivamente, arroz e caviar, e ambos tiveram a sua importância. Em números absolutos, não havia esportivo mais lento que o pequeno Sports 800, mas a sua fórmula chapmaniana mostrou a que veio: com baixo consumo de pneus e combustível, terminou os 500 quilômetros de Suzuka de 1966 sem nenhuma parada, faturando o primeiro lugar em sua categoria. Deixou para trás nomes pomposos como Honda S800, Nissan Skyline GT e... Lotus Elan!

No mesmo ano, o 2000GT quebrou 16 recordes mundiais de longa duração na famosa (e hoje extinta) pista de Yatabe. Ciente da maravilha que havia criado, a Toyota aguardou o término do contrato de Carroll Shelby com a Ford para logo em seguida enviar três unidades do 2000GT para o ex-piloto texano. Pode-se dizer que quatro vitórias na SCCA (em cima dos já temidos Porsche 911) foi um resultado e tanto.

Mas foi tudo em vão: como o MAO relatou, ninguém entendeu o 2000GT e apenas 337 unidades foram produzidas. Apesar de carismático, o Sports 800 sucumbiu um ano antes do 2000GT, já que o dia-a-dia não é uma prova de resistência. A Toyota praticamente abandonou o segmento de veículos esportivos e durante alguns anos seu expoente máximo de esportividade foi o Celica, que anos mais tarde ganhou um motor de seis cilindros em linha, dando origem ao primeiro Supra.

Em 1986, Supra e Celica tomaram rumos diferentes: o primeiro evoluiu até tornar-se um ícone da alto desempenho pelas mãos do competente Isao Tsuzuki enquanto o Celica passou a ser um cupezinho de tração dianteira baseado nos Toyota Corona/Carina. Para transpor o abismo entre eles, os entusiastas da Toyota precisaram reciclar os hachi-roku: os leves Corolla AE86 da década de 80, transformados em pequenos brinquedos entusiastas de tração traseira.

Cada um tem o Chevette que merece!

A verdade é que fora a magnitude do Supra, a Toyota é hoje mais conhecida pela invulnerabilidade das Hilux/Tacoma/Tundra e pelo elevado padrão de qualidade de seus daily drivers Corolla e Camry. O Supra desapareceu em 2002 e a Toyota ficou com uma linha de automoveis quase sem apelo emocional, adquiridos em função do seu elevado padrão de qualidade, robustez, confiabilidade mecânica e ausência de probleminhas chatos capazes de acabar com a paciência de qualquer um.

Automóveis fiéis como um cão Akita, mas nada entusiastas. Até a chegada do Lexus LFA, nada parecia ser mais enfadonho do que um Toyota, situação semelhante à da Ford antes do furacão GT40. O problema é que o LFA custa uma fábula: bons esportivos deveriam custar no máximo US$ 40.000 (e não US$ 400.000!!!). Como entusiasta, desejo a fanfarra para o homem comum e não para meia dúzia de endinheirados excêntricos que provavelmente guardarão seus brinquedos para raras aparições em Laguna Seca, Goodwood ou Pebble Beach.

Mas, e o arroz?

Ah, o arroz... Arroz não é caviar: é um cereal nutritivo e muito palatável, podendo compor inúmeras receitas deliciosas. E pode custar muito pouco, se você abrir mão dessa tradição de "independência estratégica" e contar com o apoio de um parceiro para dividir os custos do cultivo, colheita e beneficiamento.

Caviar atual a Toyota já tem: o Lexus LFA é caro porque a Toyota decidiu criar tudo sozinha e por isso gastou 10 anos para desenvolver chassi, suspensões, transmissão... Há uma pequena participação da Yamaha no motor, mas não sei dizer se ela foi subcontratada para executar o serviço (como no 2000GT) ou se prestou consultoria para afinar a deliciosa melodia do motor V-10. O próprio MAO sabiamente o definiu como "Toyota 4800GT".

Faltava o arroz: um carrinho entusiasta e barato, acessível à maioria das pessoas e de preferência com um bom tempero, pois de carro insosso já bastam os Corollas e Camrys. Uma reedição do Sports 800, com direito a motor boxer e tudo mais, mas com bastante torque e potência para não repetir o raquitismo que matou a idéia original. Para reduzir custos (lembrem-se, não é caviar), nada de projetar um novo boxer: o melhor é mandar a independência às favas e sair buscar um parceiro que seja especialista no assunto.

Prazer, sou seu novo sócio!

E o parceiro escolhido não poderia ser outro senão a Fuji Heavy Industries, mais conhecida pela excelência dos automóveis (e motores) que fabrica através da sua divisão Subaru. Mundialmente conhecida pelo emprego da tração integral, a Subaru analisou a proposta da Toyota e concluiu que fornecer motores ao gigante japonês era uma opção muito limitada: ideal seria participar do projeto e desenvolvimento de um automóvel completamente novo, com um caráter distinto da linhagem que amealhou prestígio nos ralis mundo afora.

Vejamos: a tração integral é sinônimo de aderência em condições adversas, mas em condições normais fica evidente o lado negativo da sua complexidade: o indesejável aumento de peso e o arrasto resultante de perdas mecânicas. Tomem como exemplo um Impreza WRX hatch, um carro entusiasta maravilhoso, que em sua versão original pesa mais de 1400 kg, consome cerca de 10 km/L de gasolina em percurso rodoviário e não chega aos 210 km/h, mesmo com a relativamente longa relação final de transmissão.

Fica claro portanto que o projeto do carrinho esportivo leve interessava não só à Toyota, mas também à Subaru. Nascia o conceito do TOYOBARU, ou seja, um "fun car", cujas versões finais foram apresentadas na última semana: serão comercializadas como Toyota GT86, Subaru BRZ e Scion FR-S. A grosso modo, configuração clássica Toyota (motor dianteiro e tração traseira) e motor boxer Subaru, conhecido por ser menos áspero do que um motor de 4 cilindros em linha e ter um centro de gravidade baixíssimo, como pode ser visto abaixo no manual divulgado pelo FT86 Club:

O boxer é largo: reparem na inclinação da torre da suspensão McPherson. Quase não cabe!

Sim, é verdade: num mundo cada vez mais chato, ainda há espaço para carrinhos entusiastas: pequenos, leves, potentes e dotados de tração traseira. No caso da Subaru, é o primeiro modelo de motor dianteiro e tração traseira desde o pioneiro 1500: eliminou-se o transeixo em favor de uma caixa convencional, permitindo montar o motor em cima do eixo dianteiro.

Curiosamente, a distribuição de peso entre os eixos não ficou equalizada: havia a possibilidade de se criar um carro de comportamento completamente neutro adotando um transeixo traseiro (colocando 50% de peso em cada eixo), mas os japas preferiram "desequilibrar" essa distribuição propositalmente para concentrar massa no eixo dianteiro e deixar a traseira mais leve e solta.

Fizeram a mesma coisa nos Mustang atuais, talvez para irritar ainda mais aqueles que torcem o nariz para o eixo rígido traseiro. Talvez por isso o Mustang seja considerado por muitos como o mais divertido dos muscle cars atuais.

Mais peso na dianteira, traseira mais solta: o Mustang atual também faz de propósito...

Com dois ocupantes, 53% do peso fica concentrado sobre o eixo dianteiro e os restantes 47% sobre o eixo traseiro. Não restam dúvidas: é mesmo um fun car, ficando claro que o objetivo não foi obter um comportamento dinãmico excepcional, mas sim um comportamento dinâmico recreacional. Não perderam tempo projetando um carro que faz curvas, mas sim em como ele faz as curvas.

Acredito que o carro fará sucesso entre os amantes de drifts, touges e outros esportes motorizados fritadores de pneu (coisa não muito comum entre Subarus). É claro que eu não posso afirmar isso com absoluta certeza (nunca andei no carro), mas parece que a Toyota agora está sob diretrizes entusiastas, decidida a levar esse entusiasmo ao maior número de pessoas: carrinhos potentes, leves e de tração traseira, para alegria de todos.

E por falar em pneus, outra boa novidade: felizmente o carro utiliza um conjunto modesto para os ridículos padrões atuais: nas versões mais simples, pneus 205/55 montados em rodas de aro 16. Nas versões mais caras, pneus 215/45 em rodas de aro 17. Não me recordo onde li tal informação, mas consta que um dos objetivos do projeto era um porta-malas capaz de acondicionar um jogo de rodas e pneus extra, para que o carro possa ir rodando a um track day. É para corar de vergonha aquele seu vizinho que anda de Kia Soul e enormes rodas de aro 18.

Mas, quão potente é o Toyobaru? O boxer de dois litros é "quadrado", ou seja, utiliza as já tradicionais medidas de 86 mm de diâmetro por 86 mm de curso, resultando em 1.998 cm³. Alterna dois modos de injeção (direta e indireta, nunca vi coisa igual) e dois cabeçotes com duplo comando dão conta de uma respiração bem eficiente, capaz de gerar 200 cv a 7.000 rpm e o torque máximo de 20,9 m·kgf a 6.600 rpm.

Margem de apenas 400 rpm: motor agudo que pede giro!

Com uma margem de apenas 400 rpm, tudo indica que o "piloto" ao volante do Toyobaru fará bom uso da caixa de seis marchas (manual ou automática). Comportamento de pista, muito mais realista do que enormes motores 400, 500 ou 600 cv que fazem a festa do departamento de marketing, mas que raramente aparecem em um autódromo.

Salvo pequenas variações, o peso total do Toyobaru ficará em torno de 1.200 kg: ótima relação peso-potência de 6 kg/cv. É mais que o dobro do peso do Sports 800 da década de 1960, mas as prioridades hoje são outras: é preciso atender aos requisitos mínimos impostos pelas legislações de impactos, o consumidor consciente não está mais disposto a arriscar a sua vida em um carro que desmancha com um peteleco. Então já que é para reforçar, que seja uma estrutura inteligente, muito rígida, como num carro de competição.

E a tração traseira? Ora, tração dianteira não é mais coisa de hot hatch, vemos hoje um grande número de enormes sedãs de tração dianteira com mais de 300 cv, transmitindo toda essa potência ao solo através de duendes eletrônicos. E quem faz questão de um sedanzão de tração traseira encontra os mesmos duendes cortando a diversão, tornando a transmissão clássica por cardã um enorme desperdício. Numa época em que até a BMW cogita fabricar "Passats" de tração dianteira (já que boa parte de seus clientes não sabe ou não quer explorar os limites d0 carro), é realmente animador ver que ainda há lugar para o entusiasmo.

Quanto vai custar: nos EUA, US$ 26.000, mais do que os muscle cars de motor V-6: o Mustang sai por por mais de US$ 22.000, o Camaro por aproximados US$ 23.000 e o Challenger esbarra nos US$ 25.000, mas há quem diga que são versões paupérrimas, que só existem para formar catálogo. Ah, acredito piamente que não são comparáveis a um carro que deixa firulas em segundo plano, colocando o desempenho e o prazer em primeiro lugar.

A cor da moda: branco Robert Sharp.

Ficou bom esse arroz não??? Resgatou uma tradição Toyota e provocou um impacto comparável ao do Mazda Miata em 1989 ou do Honda S2000 em 1999. E, sem dúvida alguma, representa o começo de uma nova era para a Subaru.

Toyobaru, seja bem-vindo: o mundo precisa de carros entusiastas como você.

FB

49 comentários:

  1. belo prato de arroz fresco e soltinho... porém com péssima apresentação... ow desenhinho torto e cheio de modismos esse hein?

    bom... o que esperar do design de um subaru que nunca disse a que veio... e os toyotas que primam pela isenção de personalidade no desenho.

    de resto, belo brinquedo. pra eles.

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  2. Uma Subaru Forester XT (modelo turbo) lá nos EUA custa U$28.000... aqui chega por R$110.000.

    Será que esse carro chegaria no Brasil por menos de R$100.000, já que lá fora custa menos que uma Forester XT????

    Acho difícil... por questão de posicionamento teriam que colocar o preço próximo de um Impreza WRX, um pouco abaixo...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Esse é um dos carros japoneses mais sensacionais dos últimos 20 anos. Espero que faça sucesso e que seja o primeiro de uma série de Subarus esportivos com tração traseira.

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  5. Bitu,
    carro muito bacana, muito desejável. Não que seja perfeito, mas mesmo assim entra na lista dos japoneses entusiaticos, como GT-R atual e antigos, Imprezas 4wd, NSX, Miata, etc.

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  6. Ah ! e gostei demais dos pneus entreitos e de perfil não tão baixo.

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  7. Não tem dúvida - o pequenino aí chegou mesmo para agitar...

    Qto à aparência: tem, de fato,uns 'modismos',dos quais é facil se livrar nas inevitáveis revisões q. virão.Mas,o desenho básico é bom.Espero q. continue o enfoque espartano da versão Subaru

    O q.me deixa otimista em relação ao seu futuro no mercado é o fato do pessoal ficar perguntando das versões turbo,supercharged,motor 2,5,etc.,mesmo antes de descarregar a "cegonha"das versões de lançamento na loja

    "se você construir,ele virá"...

    ab.

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  8. Um carro para entusiastas, sem firulas.

    A medida dos pneus (205/55 R16) é igual a de muitos sedans médios, gostei disso.

    Só faço a ressalva do preço, se for como o anônimo das 12:35 disse, tudo bem. Só que estamos no Brasil, as coisas aqui não funcionam de forma racional.

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  9. Anônimo das 12:35

    Duvido que esse carro seja oferecido no Brasil por menos de R$ 120.000,00.

    Se vier por importadores independentes, vai ganhar status de "exclusivo" e vão pedir a grana que quiserem, como fizeram com os Pontiac Solstice e outros pequenos.

    Se vier pelas mãos da Toyota, irão gastar uma fortuna para testar e homologar com a nossa gasolina E25, principalmente por conta da injeção direta/indireta.

    Se vier pelas mãos da CAOA (que representa a Subaru aqui), tambem ficará bem acima dos R$ 100.000,00.

    FB

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  10. O preço não está nada bom... o motor tinha que ser mais forte ou o carro mais barato.

    É estranho que ninguém está lembrou do Genesis Coupé 2.0R que custa bem menos e tem 50% mais de torque.

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  11. Até pouco tempo atrás, quando morava em Brasília, costumava ver o sempre politicamente incorreto Nélson Piquet voando baixo ao volante de seu BMW M5, sobretudo na L4 (setor de clubes sul) e ponte JK.

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  12. Esse realmente é um belo retorno ao passado (leve e com tração traseira). Eu queria muito um brinquedo desses, seja Toyota, Subaru ou Scion.

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  13. No Brasil? Eu iria de Toyota sem dúvida... Tomara que o preço nos surpreenda, mas duvido...

    Sds

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  14. Hyundai Genesis não se compara a esse GT86, pois falta-lhe chassi e suspensão a altura. Segundo alguns jornalistas que testaram o Hyundai, está em nível similar ao do Nissan Silvia S15, carro de mais de 10 anos atras e que saiu de linha em 2002.. Potência não é nada sem controle.. Comparativo de ficha técnica diz pouca coisa..

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  15. Estou esperando anciosamente por esse carro!! Se chegar custando ao redor dos 100 mil, faço uma loucura...

    Mas sem dúvida vem para dá nova ênfase aos entusiastas...

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  16. Eu sou um dos que faz coro aos que esperam ansiosamente por este carro!

    Faz tempo que não aparece um carro com essa relação peso/potência e que consiga empolgar.

    A Toyota quando quer, consegue fazer carros fantásticos. O problema é justamente convencê-la. E a parceria com a Subaru foi genial. Juntou a fome com a vontade de comer!

    Belo artigo, B2!

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  17. Verdade, boa FB!!! Ainda é caro pra minha realidade, mas vai saber daqui há algum tempinho né... Comprar um usado de alguém que comprou só pra mostrar a novidade pro vizinho... hahahaha

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  18. ops... corrigindo - "daqui a algum tempo"

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  19. Fiquei furioso quando li que a Mitsubishi irá focar em elétricos. Acho que isso é uma boa resposta! Ainda há esperança.

    Duro é gostar de automóvel e viver nesse país, pqp.

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  20. Duro é gostar de automóvel e viver nesse país, pqp.

    [x2]

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  21. Maravilha de carro. Uma das melhores escolhas no segmento dos esportivos acessíveis, isso sem dúvida alguma. Pena que provavelmente chegará ao Brasil custando quase 200 mil reais, mas fora isso, a Toyota e a Subaru estão de parabéns pelo excelente projeto.

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  22. Adoro os carros da Subaru ... com certeza esses irmaos niponicos vao fazer muito sucesso !
    Mas vao ter concorrentes de peso chegando em meados de 2012.
    A Alfa Romeo lancará um dos carros mais fantasticos dos ultimos anos : 4C com magros 850kg , TT, e á principio contidos 200cvs de seu 4cil turbo de 1,750cc. O desing , como todo Alfa , soberbo , esportivo e ate exotico.
    Espero que todos eles venham em breve para nossas ruas , mesmo qe por importadores independentes.
    So de ver j fico contente. Se tivesse como ($$$) escolheria a Alfa.
    Ciao

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  23. Pelo tanto de expectativa que havia, e pela demora toda (típica da indústria japonesa ultimamente...), chega a ser um tanto decepcionante. Poderia ter um visual mais parecido com o que foi mostrado nos conceitos, poderia ter mais potência, poderia... Em uma coisa parece que eles acertaram, que é seguir a filosofia "86", de carro que sai de fábrica não lá essas coisas, mas fornece uma base sólida para que com diferentes graus de preparação, se transforme em um esportivo dos mais divertidos, sem ter que gastar uma fortuna. Exceto para nós, é claro.

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  24. O Alfa 4C é claro que é um carro melhor, e estima-se que custará mais que dobro do GT86. Outra classe.

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  25. Duro é gostar de automóvel e viver nesse país, pqp.

    [x3]

    Deve ser um belo brinquedo, chega de SUV, cross isso, cross aquilo, picasso isto e picasso aquilo...

    Espero que se torne moda, tendência.

    E pensar que nos anos 80, 90 tivemos tantos, 200 sx, 240 sx, 300zx, 3000gt, eclipse gst/gsx, MR2, supra, celica, rx-7, subaru svx, honda NSX, CRX, VTI os mais baratos mx-3, paseo, alemão tigra, tudo bem que mesmo alguns tendo tração apenas dianteira e muita simplicidade mecânica eles eram relativamente baratos, leves e muito divertidos. Depois que todos morreram, inclusive s2.000 e mx-5 para nós, restou apenas a Nissan com o 350/370z e sky, agora a coisa está melhorando com promessa do retorno de grandes nomes como supra e nsx.

    O que sinto falta mesmo são dos belos 2+2 invocados e dos dois lugares somente e mais ainda do desenho lindo de qualquer carroceria coupé, tirando os Nissan o que restou foram os três volumes Impreza e Lancer (caros).

    Pena o subayota no Brasil estar nas mãos da Caoa, por aqui terá que ser mesmo o toyobaru e que venha com bom preço ainda mais agora que estamos sem o Si, com a vantegem deste novo projeto desde o início focar o desempenho/divertimento, espero um turninado também, ainda que mais caro.

    Não tenho conhecimento quanto qualidade do Genesis coupé, mas são bonitos principalmente o anterior sem a frente veloster, a versão turbo ou a v6 já foi prometido que viria para o Brasil, mas aqui só vendem tamanho e preço, ou três portas! uma pena estes modelos com bom preço teriam poucos concorrentes no segmento.

    Dependendo dos preços estes carros podem muito bem servir até para pessoas que tem família, mas que querem um segundo carro mais divertido.

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  26. Baita carro! Um sopro de vida numa marca atualmente tão insossa como a Toyota.
    Se vier ao brasil, não pode custar muito, sob pena de "concorrer" com o Camaro.

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  27. é carro pra 100 mil dinheiros no máximo, acontece que aqui até o Civic Si custava isso,

    se vier por mais já vejo outras opções, talvez mais pesadas e menos divertidas mas mais potentes, ou carros de importação independente máquinas como um 370z...

    o problema é que este toyota aqui, mais do que nunca será carro de imagem, portanto CARO.

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  28. Marcelo Junji07/12/11 20:05

    Quem comprar com certeza irá mexer no carro. Ops; 200cv aspirado. Será que vai dar para mexer alguma coisa no motor?

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  29. O desenho da dianteira no Toyota ficou mais bonito que o da Subaru, vai ser mais ou menos como um chevette de gringo, se vier pro Brasil, vem a 130 mil... Senti um pinguinho de inveja agora...

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  30. Esse é o tipo de carro que vale a pena um boa dívida.
    Vejo todo mundo falando do design do carro, não vejo nada de errado, num mundo tão carente de esportivos pequenos e leves, o design devia ser a menor das preocupações. Esse carro tem tudo que realmente interessa, motor girador, tração traseira, carroceria baixa... Uma rara flor no meio de um lixão onde habitam SUVs enormes, pesados, completamente ineficientes e caros. Um salve para a Toyobaru, e que essa união renda muito mais frutos como este.

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  31. Rodrigo,
    Num Brasil tão carente de esportivos leves e tal.

    Na Europa eu iria de Lotus. Inclusive pelo design...

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  32. Algumas observações:

    1) Não é necessário transeixo traseiro para se conseguir 50-50. Vide a BMW fazendo isso com motor e transmissão dianteiros e atrás, só o diferencial como peça mecânica mais importante. Claro que a BMW tem alguns truques, como jogar a bateria no porta-malas;

    2) Vale lembrar que a Subaru só não conseguiu montar sua tração integral porque as transmissões que usam obriga que o motor fique "pendurado" à frente do eixo dianteiro (por isso que todo Subaru que não BRZ tem um balanço dianteiro enorme e rodas coladas à parede corta-fogo). Notem o quão distante da parede corta-fogo está o eixo dianteiro. Fosse uma transmissão com diferencial localizado à frente de tudo (como as que a Audi usa na plataforma MLP), talvez a história fosse outra;

    3) O uso de rodas de aro no máximo 17 e pneus de no máximo 215 mm de largura (em que pese o perfil ultrabaixo) pode de alguma forma ser considerado como uma sinalização de reversão de tendência que já gera problemas (carros excessivamente grandes para sua categoria, subtração de espaço interno, aumento de peso e piora em diâmetro de giro por conta da largura das rodas);

    4) Seria interessante saber como raios funciona esse sistema de injeção direta e indireta desse motor. Meu palpite é o de que ele funcione com a indireta em uma determinada gama de rotações ou situações específicas) e o resto do tempo fique só na direta. A coisa interessante é conseguir gerar potência próxima à de um VW 2.0 TFSI, em que pese perder no torque;

    5) Talvez a grande questão dos cardãs tomando espaço dentro de um carro se deva muito à maneira como esses cardãs estão posicionados. Notaram que no 086A ele sai de uma posição alta e imediatamente toma uma trajetória descendente? Se saísse de um ponto mais baixo e tivesse uma trajetória totalmente retilínea, o túnel seria baixo;

    6) Já que se falou de requisitos mínimos impostos pelas legislações de impacto e consumidor consciente não disposto a arriscar a vida em um carro que se desmancha com um peteleco, novamente bato na tecla de que seria muito bom que este blog falasse sobre o papelão dos populares no LatinNCAP. Se alguém quer carro que se desmancha com um peteleco, estão aí os tetos tortos de todos os populares e o assoalho que se rasga no novo Uno para mostrar isso. Para evitar a resposta de que autoentusiasta sabe evitar acidente, lembro que alguém não tão autoentusiasta pode dar uma abalroada na traseira e fazer o autoentusiasta não conseguir controlar o carro para que não se esborrache contra outro carro ou uma defensa de concreto;

    7) Vale lembrar que a Toyota tem hoje em dia uma divisão interna cujo nome, traduzido para o português, é "comitê de criação de carros interessantes", o que significa que até por lá já notaram que as pessoas querem carros que não sejam "eletrodomésticos". Já se fala de um sucessor do Supra e um outro modelo de tração traseira menor que o GT 86. Detalhe: ambos seriam 100% Toyota.

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  33. Teremos BMW série 1 por menos de 100 mil. O real está forte. É perfeitamente possível.Se a ganancia deixar...

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  34. O texto está ótimo, mas tenho uma reclamação a fazer: a ilustração do AE86 ficou muito pequena!!!
    Parabéns FB!!!

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  35. O Chevette/Miata/Triumph/ do século XXI...

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  36. Anonimo 07/12 22:16

    1) Motor BMW longitudinal e nos 6 cilindros nao se ve o fim, que fica entranhado na parede corta fogo, seu modo de instalacao permite espaco de torres e que fiquem o bastante pra tras.

    2) Parece realmente que a subaru optou pela tracao traseira, nova e chamativa opcao na marca, mais leve e barato que nas quatro, acredito que se quisesse quebraria a cabeca pra fazer o AWD.

    3)Ok

    4)Ok

    5)No LFA o motor fica em posicao mais baixa que o tubo de torque, a inclinacao existe pra ocupar menos espaco sim, mas tambem como muito visto pra propositalmente nao ficar o carda no centro do diferencial e sim sua juncao um pouco mais baixa, assim, as engrenagens que nao serao retas ficam mais resistentes e silenciosas.

    6)O Bob disse que amanha vai postar sobre o assunto.

    7) Ok, que bom, aguardo muito mas muito feliz mesmo.

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  37. Se vier por 100K eu compro!!!

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  38. Ao anônimo (22:16)
    Não vejo o motor como grande novidade, afinal o motor do SI está nessa faixa de potência, "ouvi falar" que há versão deste motor honda com 240cv original, alguém confirma esta "informação"?
    A questão aí é a elasticidade, não dá pra comparar com a curva de torque do VW turbinado, fiquei realmente impressionado com o comentário de um leitor do AE que já tirou seu A3 com tempero eletrônico da CC (270cv!). Jesus!

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  39. Amigos, com Civic custando 85 mil e Cruze(credo) a 80, vão achando viu!!! Acho que vou comprar um Mille por 25 e uma turbina por 2 mil e um jogo de pneus por 800 e pronto.

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  40. anônimo 8/12/11 10:31

    Confirmado: Honda S2000, pesquise no google e youtube para vc ver como é a coisa. E o ronco do motor não é brincadeira.

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  41. Esse texto tem toda cara de japonês, pois até parece escrito por um robô.

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  42. Interessante como um país com pouca tradição em esportivos é justamente aquele que tem apresentado os carros mais entusiasmantes dos últimos tempos. Lançar um pequeno esportivo de tração traseira nessa febre de tração dianteira (e até tração integral), é um belo de um alento. Positivo também terem permitido um certo, digamos, desequilíbrio no carro, justamente para aumentar a dose de divertimento.

    Pena é estarmos no Brasil e qualquer carroça mais equipada custar os olhos da cara. Imagine um esportivo desses por quanto vai chegar por aqui (se chegar...)

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  43. Dificil escrever sobre algo que quase ninguem andou, nem mesmo um robo

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  44. Anônimo 08/12/11 10:55

    O motor do Honda S2000 não é da mesma família do Civic SI.

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  45. João Celidonio13/12/11 00:09

    se vier por 100k eu espero 15 anos e compro um usadinho!!!!

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  46. Sou um grande entusiasta do automóvel que me leva do ponto A ao ponto B o mais rápido possível, mantendo minha integridade, mas tenho ciência que isso enjoa facilmente e necessito destes “brinquedos rústicos” para me sentir vivo.

    Voltando ao mundo real (rs), é animador ser testemunha desse resgate da diversão ao dirigir para as massas. E isso sendo proporcionado pelos japoneses! Não desacredito que os próximos a chegarem (ou até superarem) este estado de arte e engenharia serão os coreanos.

    Bitu, parabéns pelo ótimo post de grande e particular estilo.

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  47. Carlos Eduardo
    Têm certeza? E ainda que fosse a verdade insofismável é que se trata de um motor com elevada potência específica assim como o extinto Civic Si. Aliás, tem uns doidos aqui no Brasil que já quebraram a barreira dos 240 cavalos com seus Civics Si mexidos. Já ouviu falar num tal ed Black Bull? Parece que agora ele está nas mãos da polícia, depois de uma apreensão, culpa de seu dono que adorava exibir suas façanhas no youtube. Veja o vídeo em que ele dá uma poeira num Camaro!

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  48. MELHOR SITE DE VENDAS http://www.mercadozets.com.br/

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