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26 de janeiro de 2012

VIRANDO A CASACA



Há uns vinte anos, um vendedor de uma empresa de equipamentos me disse algo que ainda ecoa na minha mente: "Em qualquer lugar ou em torno de qualquer coisa em que as pessoas se juntem, pode ter certeza que ali tem dinheiro. Lucrar ali é só uma questão de perceber como explorar o potencial da oportunidade."

Incrível a força dessa idéia, mesmo depois de tanto tempo. Até hoje estas palavras reverberam quando penso que empresas como Google e Facebook estão classificadas entre as mais valiosas do mundo, e altamente lucrativas, apenas oferecendo serviços gratuitos com o intuito de atrair e juntar pessoas.

Bem, com automóveis não poderia ser diferente. Com tantos carros nas ruas, a frota circulante vem sendo explorada cada vez mais, e das mais variadas formas.

São Paulo é uma cidade onde o automóvel é onipresente, e existe todo o tipo de exploração de serviços na cidade focados em captar algum dinheiro dos seus motoristas. E muitas vezes, sem opção, os motoristas acabam pagando sem pestanejar, mas não que isso seja exatamente agradável.

Aqui no AUTOentusiastas cansamos de nos referir à indústria da multa, ao rodízio arrecadatório, ao “Big Brother” dos radares que existem a cada esquina, à inspeção veicular tecnicamente falha, aos gulosos pedágios, entre tantas outras formas de exploração. Mas a questão não se resume às autoridades que captam dinheiro dos donos dos automóveis. É uma verdadeira corrida do ouro a ser garimpado no bolso dos motoristas.

E quanto mais se cobra paralelamente ao uso do automóvel, cada vez há menos motivos que justifiquem usá-lo. Fica caro, burocrático e aborrecido. Isso pode, a médio prazo, afetar as atividades de produção e comercialização de automóveis, de conseqüências desastrosas, entre elas a perda de milhares de postos de trabalho, sem falar na queda de arrecadação de impostos. É como matar a galinha dos ovos de ouro.

Pensem como seriam nossas ruas se absolutamente tudo fosse pago. Imaginem se pagássemos um “pedágio” para cada quilômetro rodado. Imaginem se pagássemos por cada passagem por uma ponte. Imaginem se pagássemos cada vez que usássemos a buzina. Por mais barato que fosse cada um desses pagamentos, nossa vida se tornaria um inferno, a soma não seria desprezível e logo, logo o carro deixaria de ser uma opção de mobilidade.

Para os que duvidam do que digo, pensem na internet e toda sua gratuidade. Imaginem se essa gratuidade deixasse de existir. Imaginem que tenham de pagar uma mensalidade para um mecanismo de busca, outra para ter mensagens instantâneas, e mais uma taxinha para ler o AUTOentusiastas, claro. Imaginem ter de pagar por cada bit trafegado e por cada site e página acessados. A internet em si seria inviável.

Quanto mais o consumidor tiver dificuldades em chegar ao produto e quanto mais ele tiver de pagar nesse trajeto, mais ele estará tentado a desistir. Perdem o consumidor, o empresário e o vendedor.

Assim, num ambiente comercial altamente competitivo, oferecer ao consumidor serviços gratuitos que proporcionem a ele chegar até o produto é parte do sistema. Os americanos, com toda propriedade, dizem "No parking, no business" (sem estacionamento não há negócio, subentendido que o estacionamento seja grátis). No entanto, muita gente hoje, na ânsia de conseguir mais e mais lucro, ou resolver seu problema, esquece essa importante lição. Trata-se do estacionamento de veículos.

Este fim de semana fui a um shopping center, o Center Norte, aqui em São Paulo, e lá se foram R$ 8,00 de estacionamento. A cobrança começou a partir desde o dia 9 deste mês.

Se shoppings cobrando estacionamento não é novidade, então por que me importar com o Center Norte fazendo isso? Porque, desde que foi inaugurado, oferecer o estacionamento gratuito sempre foi uma bandeira e um dos alegados segredos de sucesso deste shopping. Passar a cobrar é uma autêntica virada de casaca.

Quando alguém defende uma posição com unhas e dentes por quase trinta anos e de uma hora para outra passa para o lado oposto, isso nos leva imaginar o que teria acontecido, por que a mudança.

Em entrevista à revista Infra de 23/10/2006, Maria da Glória Baumgart, viúva de Curt Otto Baumgart, filho do fundador do shopping, Otto Baumgart, e atual diretora de marketing do Center Norte, respondeu enfaticamente à pergunta do entrevistador:
— Vocês pretendem cobrar pelo estacionamento do shopping?
— Não, ele sempre foi, é e sempre será gratuito. Somente as vagas vips, com manobrista, têm um custo para o consumidor que preferir tal serviço.

O Shopping Center Norte, de fato, sempre teve seu estacionamento gratuito, sendo o maior estacionamento de shopping de São Paulo com 7.000 vagas, entre as 17.000 vagas em todo complexo formado pelo próprio Shopping Center Norte e pelo Lar Center, do mesmo grupo, localizado do outro lado da rua – não por acaso chamada avenida Otto Baumgart.

Em 1994, 10 anos após a inauguração do Center Norte, foi inaugurado o Shopping D, localizado praticamente em frente, porém do outro lado do rio Tietê, e praticamente ligados pela ponte Cruzeiro do Sul. O Shopping D começou cobrando pela permanência em seu estacionamento.

Nesta época, lembro-me de uma entrevista com a Maria da Glória sobre a concorrência entre o Center Norte e o Shopping D, na qual ela reafirmava sua opção pelo estacionamento gratuito. Ela dizia que tal medida constituía uma importante estratégia de marketing em favor dos lojistas do shopping.

Ainda, segundo ela, uma das coisas que fez dos shopping centers os grandes pólos de comércio foi a aglomeração de lojas diferenciadas e concorrentes, de forma a induzir quem entra lá a comprar por impulso mais do que pretendia quando entrou. Eles não fariam sucesso se não existissem as compras por impulso. A própria propaganda do Center Norte reflete essa idéia, como neste exemplo:

Propaganda de shopping baseada na própria filosofia comercial
Maria da Glória disse ainda que num shopping com estacionamento pago as pessoas vão para lá já focadas apenas no que querem comprar, para minimizar o custo do estacionamento. Outros lojistas não captam esses clientes, que passam direto pelas suas portas e vitrines.

É tão importante o consumidor passar pelas lojas que há anos se adotou no Brasil a disposição paralela das escadas rolantes, de maneira a gerar tráfego nos andares: para pegar o próximo lance de subida tem-se que caminhar até a outra extremidade. É diferente nos países ditos avançados, em que a disposição é cruzada: chega-se ao topo de uma escada rolante e para subir mais um piso basta dar meia-volta. Veja os dois casos:

No Brasil adota-se a escada rolante paralela, enquanto no exterior a disposição é cruzada

Além disso, se o objetivo do comprador é adquirir um determinado produto, seu preço tem de ser tal que o preço do estacionamento se dilua no custo total. Se o produto for barato a ponto de não diluir o custo do estacionamento, o comprador não entra no shopping, não potencializa outras vendas por impulso e vai garantir a venda em outro local.

Se, ao contrário, o estacionamento permanece gratuito, as pessoas se sentem com total liberdade para entrar, passear pelo shopping, apreciar as vitrines, e isso gera toda a oportunidade da venda por impulso. Pessoas que apenas estejam passando nas proximidades e tenham algum tempo disponível podem se sentir tentadas a passar por lá para ver as novidades, e assim potencializar novas vendas.
 
Propaganda: diversidade gerando oportunidade

Se pensarmos em termos de estratégia, é uma grande lição de marketing. E se mostrou uma estratégia tão vitoriosa que, meses depois, após passada a novidade da inauguração, o Shopping D também converteu seu estacionamento em gratuito, pois seus corredores ficaram às moscas. As pessoas que procuravam um shopping na região iam direto ao Center Norte, sem questionar.

Esta lição de marketing tão bem orquestrada durante décadas pela administração do Center Norte parece ter sido esquecida, e sua administração mostra-se convertida para a filosofia oposta.

É bom lembrar que quando Maria da Glória deu esta entrevista em 1994, não se imaginava as dimensões de uma coisa chamada internet e muito menos uma outra coisa chamada e-commerce.

Hoje compra-se pela internet os mesmos produtos que se compram nos shoppings por preços muito mais convidativos, pois saem de grandes centros de logística, sem o glamour, sem o luxo e sem o custo operacional de uma loja em shopping. E o melhor: compra-se sem precisar sair de casa. Boa parte da redução de custos é repassada aos preços, o que os tornam muito competitivos em relação aos dos shoppings.

Quanto mais os shoppings dificultarem a entrada dos compradores, menos atraentes eles se mostram sobre as demais opções viáveis. E se os compradores não ficarem na frente das vitrines das lojas, não há a menor chance de eles fazerem ali suas compras por impulso. Eles até podem fazê-lo, mas em outro local, físico ou virtual. Aí perdem o shopping, os lojistas e todos os funcionários que lá trabalham.

Evidentemente, o shopping tem todo direito de cobrar ou não pelo seu estacionamento, apesar de este não ser o foco de seu negócio. E as pessoas decidem se querem ou não entrar lá e pagar pelo serviço. Mas para todos é bom que nem todos os shoppings cobrem pelo estacionamento. Se todos cobrarem, o consumidor fica sem alternativa.

É por isso que a mudança radical de atitude do Center Norte é tão significativa. O impacto nem é tão grande, mas a mudança radical de atitude conta muito. Ele era o shopping que remava contra a correnteza da cobrança dos estacionamentos, mas se rendeu e está se deixando levar por ela.

As alegações para cobrar a partir de agora pelo estacionamento são, essencialmente, duas. A primeira é a de que houve uma mudança do perfil dos clientes. Nos anos 1980 e 1990 a maioria dos clientes do Center Norte ia até lá de metrô, enquanto hoje quase todos vão de carro, e há a necessidade de maior rotatividade no uso das vagas. A segunda é a de que muitas vagas eram usadas por quem nem entrava nas lojas.

Maior rotatividade de vagas gera mais oportunidade a compradores
Sou de total acordo sobre controlar o uso adequado das vagas, ou seja, o uso por quem vai, de fato, às lojas, mas não cobrando, pois não é todo mundo que “leva vantagem” fazendo do estacionamento dos shoppings seu estacionamento particular grátis. Entretanto, como fazer esse controle é que é o xis da questão. Um meio há de haver, especialmente em tempos de controle e vigilância eletrônicos em avançado estágio de evolução, mas por enquanto a única maneira imaginada de evitar o abuso é cobrando o estacionamento.

Não era para ser assim, mas dois fatores conjugados – a falta de lugar para estacionar nos grandes centros (e não só os grandes) e a procura se aproximando cada vez mais da oferta de vagas, cujo número não pode crescer indefinidamente – não ensejam o comércio se dar ao luxo de oferecer estacionamento grátis quando falta espaço.

Suponhamos um quadro diferente. Um shopping como o Center Norte dispõe de 7.000 vagas, mas só uma média diária de 3.000 veículos utiliza o espaço diariamente. Nesse caso, cobrar ou não cobrar? É evidente que nenhum administrador em pleno gozo de suas faculdades mentais cobraria, pois tal medida só serviria para espantar os clientes. Porém, e se num raio de 50 quilômetros só existisse esse shopping? Teríamos duas hipóteses.

Uma, o shopping tencionar atrair clientes, uma vez que a freqüência é abaixo do esperado, as pessoas vão outros shoppings mais distantes: não cobrar. Outra, para chegar a shoppings mais distantes é difícil, más estradas ou outra causa, por isso a freqüência neste é bem alta: cobrar.

Como se vê, tudo se resume na única lei irrevogável do planeta, a da oferta e da procura.

Há precedentes que endossam que cobrar pelo estacionamento na região não é um bom negócio. A poucos quilômetros antes do Center Norte, do mesmo lado da marginal do Tietê, existe o Carrefour Vila Maria, outro supermercado com estacionamento gigantesco. Este supermercado tem feito tentativas há anos para implantar o pagamento em seu estacionamento. Eles implantam, não funciona como querem, os clientes reclamam, somem, os problemas operacionais se avolumam, e o estacionamento volta ser gratuito.

A poucos quarteirões deste Carrefour, outro supermercado, da rede Walmart, fez uma rápida tentativa de cobrar pelo estacionamento. Espantou clientes e gerou tantos aborrecimentos com os que não desbloqueavam os bilhetes e ficavam parados nas cancelas atrapalhando saída dos demais, que a empresa liberou o estacionamento. E está assim até hoje.

Estes dois supermercados experimentaram modelos onde o estacionamento se tornava gratuito mediante apresentação no guichê da nota fiscal com valor mínimo, mas a simples burocracia de ter de desbloquear o tíquete antes de voltar para o carro levou ao descrédito da cobrança pelos frequentadores, que frequentemente esqueciam de fazer o procedimento e passavam o vexame de ficarem bloqueados nas cancelas.

Conclusão: nem a gratuidade seletiva funciona na região, apenas a gratuidade total e sem barreiras.

E muitos dos clientes desse Carrefour, desse Walmart e de outros supermercados da região, todos com estacionamento gratuito, são clientes habituais do Center Norte. Com o estacionamento pago, o Center Norte é rebaixado na escala de prioridade de lugares para fazer as compras para muitas dessas pessoas. Olha o no parking, no business agindo feroz aí.

O Center Norte poderia ter implantado um sistema onde o estacionamento fosse cobrado em “horário nobre”, quando as vagas ficam críticas, deixando gratuito durante outros horários. Mas optou pela cobrança pura e simples, em oposição total à sua antiga e defendida filosofia. Certo? Errado? O tempo é quem dirá.

Se é como eles alegam, que o perfil das pessoas que entram no shopping mudou, de usuários do metrô para proprietários de carros, então também eles podem ter a expectativa de que estas mesmas pessoas potencialmente aceitem pagar por algo que até bem pouco tempo era oferecido de graça.

Numa avaliação grosseira, com as 7.000 vagas do Shopping Center Norte e a cobrança média de R$ 5,00 por vaga por duas horas de uso durante 12 horas por dia, dá um belo faturamento bruto de R$ 210.000,00 ao shopping em apenas um único sábado bem movimentado, faturamento que não existiria com o estacionamento gratuito.
Novas cancelas: faturamento considerável
Vem então a questão: esse faturamento é objetivo ou conseqüência do negócio? No primeiro caso, indesculpável pelo tudo que já falamos nesse artigo. No segundo caso, inevitável. A lei da oferta e da procura é implacável.

Ela tem força para mudar hábitos e comportamentos – até para virar a casaca.

AAD

52 comentários:

  1. É ISSO AÍ AD! PAU NOS BAUMGART!!!

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  2. Agora só o Interlagos e o D são gratuitos.

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  3. "Evidentemente, o shopping tem todo direito de cobrar ou não pelo seu estacionamento, apesar de este não ser o foco de seu negócio."

    Isso já ficou para trás há algum tempo. Hoje em dia existem muitos Shoppings que faturam a mesma coisa, ou até mais, com o estacionamento do que com o aluguel das lojas.

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  4. Carro em cidades como SP já virou uma chatice, é gasto que não acaba mais.
    Mas, como bem diz o texto, vai da postura das pessoas, se elas deixassem de frequentar lugares que cobram valores absurdos por valets e estacionamentos, a regra do mercado seria diferente.
    Às vezes vejo lugares onde tem vaga a menos de um quarteirão do restaurante, mas mesmo assim a turma prefere pagar R$15,00 ou até mais para ir num restaurante ou loja. Coisa de maluco, ou preguiçoso.

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  5. Frequento muitos dos shoppings centers pagando NADA de estacionamento. Como? 1 ou 2 quadras a pé não matam ninguém quando a compra é pequena.

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  6. André,
    é mais uma das roubalheiras que nos cercam. A verdade é que vereadores levam suas comissões dos shoppings, senão, proibiriam a cobrança para quem gasta dinheiro lá dentro do centro de compras.
    Se gasta, tem direito a estacionamento grátis, pelo menos por um período inicial, 3 ou 4 horas, por exemplo. Se não gasta, ou fica mais que esse período determinado, paga para estacionar.
    Simples.

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  7. Como eu ODEIO shopping, vou somente em último caso, a medida não me afeta.
    Alias, gostaria de saber porque tantas pessoas gostam de passear em shopping. Levar a família no fds ao shopping soa sádico.

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  8. Desculpem, mas não falo com orgulho. Pelo contrário. O Rio já superou SP em exploração e custo de vida. O Plaza, shopping furreco perto do Rio Sul cobra R$ 16,00 por 3 horas !!!!!

    Tudo aqui está revoltantemente caro. Um apartamento de sala e quarto em Botafogo, longe da praia (limpa), portanto, sem garagem e qualquer infraestrutura (piscina, etc.) está sendo vendido por R$ 400.000,00.

    Quem tem carro, nestas circunstâncias, paga uma garagem da R$ 300,00 a um salário mínimo para guardar o veículo.

    o Rio enlouqueceu.

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  9. AAD

    Excelente artigo sobre um assunto polêmico.
    Se me permite usar seu espaço, gostaria de apresentar o caso que ocorreu aqui na região onde moro.
    O Shopping Iguatemi Caxias do Sul foi aberto em 1995, com estacionamento 100% gratuito. Quem conhece a cidade sabe que ele se localiza numa das entradas da cidade e, naquele ano, o entorno do empreendimento era um tanto ermo, quer dizer, a densidade populacional e portanto construtiva era mínima. Não faria sentido, deste modo, cobrar pelo estacionamento já que somente os interessados em ir ao próprio shopping é que estacionariam lá.
    15 anos depois, em 2010, o entorno próximo estava completamente transformado, hoje abriga prédios residenciais e comerciais, concessionárias de automóveis, casas noturnas, hotéis e toda a sorte de negócios.
    O Iguatemi começou a cobrança (R$ 3,00 - tempo livre), sob uma chuva de protestos, alegando que os negócios do entorno atraíam motoristas que não iriam ao shopping para o estacionamento.
    Caso semelhante ocorreu em dois hipermercados localizados no centro da cidade, nos quais a gratuidade atraía motoristas que não iriam fazer compras.
    Portanto os shoppings e hipermercados, ao meu ver, consideram sim a cobrança do estacionamento como uma forma de implementar seu lucro.

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  10. Aqui no Rio Grande do Sul, a super-valorização dos imóveis também é absurda.


    Muita especulação. E com a onda dos financiamentos, o preço foi lá em cima.

    Só o que não sobe é meu salario.

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  11. O Shopping Central Plaza, na região entre Vila Prudente e Ipiranga entrou no mapa por conta da nova estação de metrô Tamanduateí. Havia ali antes só a estação de trem, morta e que servia apenas de passagem na ligação Mauá-Brás. Junto do metrô veio a cobrança do estacionamento. 2 horas grátis e a partir disso cerca de R$1 por hora (3h-R$3, 4h-R$4) Além disso o Shopping pegou um terreno ao lado e fez um estacionamento a R$8 a diária, para quem trabalha usando o metrô. Isso que o André falou de fazer compras correndo, entrar no shopping com foco específico é fato. Mas também faço um mea-culpa por deixar o carro lá e usar o metrô. Acredito que se continuasse grátis infelizmente viraria estacionamento do metrô. Porém os preços não são abusivos e da pra conviver e se beneficiar com tais medidas.

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  12. O futuro vai dizer se funcionará para o Center Norte como diz o texto. Mas descobri esta semana que existe uma lei estadual de SP que isenta do pagamento do estacionamento quem consumir no mínimo 10 vezes o valor do estacionamento. A lei é a Lei 13819/09 | Lei nº 13.819, de 23 de novembro de 2009 de São Paulo.
    Os Shoppings e mercados deveriam divulgar esta lei internamente, mas sabe como é, para benefício da população nada é divulgado corretamente.
    O Shopping Central Plaza na Vila Prudente foi obrigado a cobrar, pois está ao lado na nova estação do metro Tamanduateí, da linha 2-verde, pois o povo deixava o carro o dia inteiro lá para ir trabalhar de metro.
    O esquema de cobrança neste shopping é de 2 primeiras horas grátis e cobrança de acordo com o tempo de permanência a mais. Achei interessante por não penalizar demais quem usa o shopping para compras ou passeio.
    Acrdito também que os shoppings e mercados estão perdendo uma grande oportunidade e explico: Durante a semana e em horários entre manhã e tarde os shoppings estão vazios e o estacionamento sub utilizado. Para pessoas que vão trabalhar poderia ser feito um convenio com pagamento mensal, com valores justos, para que usassem o estacionamento e prosseguissem viagem através de onibus ou metro. Claro que haveria limites de horários, entre 7:00 e 19:00 por exemplo, e todos sairiam ganhando, mas parece que não é de interesse das admnistradoras.
    Enquanto isso, quando possível, estaciono na rua e ando 1 ou 2 quarteirões como exposto pelo outro leitor. Uso esta técnica para evitar os malditos flanelinhas.

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  13. Eu não gosto de Shoppings e para mim a cobrança do estacionamento é a desculpa perfeita para eu deixa de ir.

    Uma das grandes razões que o comércio onde eu trabalho deu certo foi por causa do estacionamento para 10 vagas para clientes.

    Estacionamento hoje em dia vale tanto quanto ouro puro.

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  14. Tem fila de gente idiota pra pagar, porque não cobrar? Brasileiro merece.

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  15. Também acho que estacionar o carro a duas quadras e andar um pouco não mata ninguém.

    Ou então quando sei que vou comprar alguma coisa vou em shoppings onde o estacionamento sia de graça após gastar X reais.

    Agora nos casos onde não tem onde deixar o carro sem pagar (center norte é um exemplo), evito ao máximo de ir, simples assim.

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  16. Aluguel de loja em shopping é caro e isso é repassado ao preço dos produtos, é um plus cobrado pela comodidade que o shopping apresenta em relação às lojas de rua. Uma destas comodidades é o estacionamento, que agora "espertamente" os shoppings passam a cobrar e tiram da lista das comodidades oferecidas, aproximando-os mais um pouco das lojas de rua. E, apesar de tirarem esta comodidade, os preços não baixarão, pois o shopping considera o faturamento do estacionamento como "renda extra", não repassando isso ao aluguel das lojas. Ou seja, fica apenas mais caro com a cobrança do estacionamento. Eu me recuso a ir em shopping que cobra por estacionamento. Aqui em BSB ainda há muitos lugares em que se estaciona de graça.

    Porém, ultimamente eu tenho comprado tudo que posso pela internet. É mais barato, não gasto gasolina, fico imune à indústria da multa e agora tenho mais um motivo, não pagar estacionamento no shopping.

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  17. Os estacionamentos ficaram tao caros de 3 ou 4 anos pra cá, que deixar de cobrar passou a significar abdicar de um enorme lucro. Brasileiro nao dá valor ao dinheiro, se é pobre se enche de parcelas, se é rico compra para mostrar que pode, não sairemos dessa situacao tao cedo

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  18. Tem gente que demora 30 min pra encontrar vaga em estacionamento pago em época de festas - isso quando não espera no carro.

    Às vezes é mais viável ir a pé no shopping. Só que isso dá a impressão de que você chegou de busão e isso é coisa de pobre.

    Gente que tá acostumada a pagar juros pra comprar um Cobalt em 60 prestações até gosta de ser estuprada pelo estacionamento.

    É fetiche dizer que se pode pagar.

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  19. Um tiro no pé!!!
    Vamos ver como vai ficar o faturamento das lojas...a adm do shopping ganha mais...mas os lojistas não tem o valor revertido para eles e ainda tem um movimento menor...
    Sou do RJ, e sempre quando ia a SP para visitar meu irmão, parava lá para um lanche e uma esticada nas pernas...e sempre gastava um pouquinho.
    Primeiro o prefeito fechou muitas das agulhas q davam acesso as pistas laterais da marginal, dificultando o acesso, e agora isso...acho q não vou mais parar por lá. Uma pena.

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  20. Poxa muito triste essa notícia. Era frequentador assíduo do Center Norte. Aposto que não då nem 3 meses e o D tbm irá cobrar.

    Quanto a cobrança seletiva, acho que daria certo para um shopping center, mas não para um supermercado. Aliás, para supermercado tem que ser gratuito mesmo para dar certo. Pq se for para cobrar, o cliente prefere fazer sua feira no shopping, e aproveita para passear e comprar outras coisas.

    A justificativa de que muita gente fazia do center norte seu estacionamento particular acho meio furada, pois não há muitos lugares ao redor do shopping que se possa ir andando confortavelmente.

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  21. Farjoun
    Não adianta nada isso. Lá no Nacional Shopping, por exemplo, você não paga estacionamento, em compensação paga para os achacadores que ficam lá fora "tomando conta dos carros."

    AAD
    O Shopping Butantã que nada mais é que um Carrefour com algumas lojinhas e uma praça de alimentação bem safada, de uns meses para cá, passou a cobrar essa estrovenga. Se você gastar 30 paus no hipermercado o estacionamento sai de graça. Nas lojas, necas. Já viu como funciona o negócio, não é?

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  22. André, eu moro la do lado. E frequento todas esses lugares. Lembro quando o Carefour começou a cobrar que eu fiquei puto. Pensei: Antes sair de carro era um prazer, hoje em dia está se tornando um transtorno. ´pedágio, multa, rodízio, estacionamento, trânsito. Onde moro até aos sábados se tornou estressante sair de carro, só restou o domingo mesmo. Sábado parece que o povo fica louco, parece o Paraguai. Já tinha diminuído muito minha frequencia no Center Norte e sempre falei que o dia que cobrassem eu não iria mais lá. Sem falar que isso já era anunciado a anos com a áreas vips cada vez maiores no estacionamento. Agora a dúvida: Para ir no Carrefour (antido Eldorado) atrás do Center Norte, vai ter que pagar também?

    acho um absurdo pagar para dar lucro para alguém. Por isso até hoje acho absurdo comerciais em TV a cabo. Você paga o aparelho, para instalação, para mensalidade, paga pay-per-view para ver filme velho na era na internet, pagava para reclamar no 0300 e ainda para multa para cancelar, tudo isso recheado de comerciais e de programas para crianças em inglês com legendas. Sem falar nos comerciais apelativos e ridículos ao gosto de americanos gordos. rs

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  23. Não que eu goste do Center Norte, mesmo morando perto, mas ter carro em São Paulo está cada vez pior... a gente paga, paga e paga e não recebe nada em troca. Ainda acham, os politicamente empalados, que não tem que ter carro, viva o transporte coletivo nos moldes indianos. O que vai sustentar o governo do estado? Não é o IPVA sua principal receita?

    Estou prestes a mudar de trabalho e não precisarei tanto do carro. Não sei se terei paciência de continuar tendo carro como meio de transporte principal. Penso em comprar um de corrida clássico ou de rally e no dia a dia usar outros tipos de transporte. Ter carro em São Paulo é uma provação ao Autoentusiasmo. Então, como podemos nos mobilizar? Alguma idéia? Precisamos cobrar essa conta de alguém! Abraço!

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  24. Em termos de pagar para estacionar, nada, absolutamente nada, me deixa mais p*to que assédio de flanelinha. No estacionamento do shopping, eu entro se quiser, portanto, pagar seu estacionamento foi uma opção minha. Já ser extorquido para parar meu carro em uma via pública que um maldito verme filho da p*ta qualquer resolveu que é sua... Só de ver um desgraçado destes o sangue me ferve. A coisa não precisa nem ser comigo, ver outro motorista sendo abordado já me deixa cuspindo marimbondo.

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  25. Eu não gosto de Shoppings e para mim a cobrança do estacionamento é a desculpa perfeita para eu deixa de ir.[2]

    Hoje em dia com os sites de vendas entregando as coisas em no máximo uma semana, cada vez menos sinto vontade de ir a shopping. Pela internet eu pesquiso preços, vejo especificações, fuço fóruns, peço opiniões, e mesmo as "compras por impulso" acabam se tornando mais bem embasadas. Só quem perde nessa ganância toda, pra mim, são os shoppings e os lojistas que tem negócios lá.

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  26. Gustavo Cristofolini26/01/12 19:20

    R$ 8,00 para estacionar?? Eu dou meia e volta e nunca mais volto. Já reluto em pagar R$ 4,50 nos shoppings daqui. Mas, entendo que se venderia mais se houvesse estacionamento gratuito.

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  27. Os shoppings cobram isso porque brasileiro gosta de passear no shopping, e quanto mais alto o valor do estacionamento, mais chique o shopping se torna!

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  28. ja aumentou bastante a qtde de reclamações, e são todas por causa do estacionamento: http://goo.gl/WnFFZ (encurtei a url pra nao zicar o layout)

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  29. Pior que nem uma placa na entrada com os preços (já que serviria também de alerta à nova cobrança) foi colocada. Estive lá no Center Norte hoje e somente na saída percebi que passou a ser pago.

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  30. Ter um estacionamento é o negócio mais lucrativo do país nos dias de hoje. Igreja, estacionamento e faculdade. Acho que só tráfico de drogas rende mais. Ou não. É preciso investir em policiais e juízes e delegados, isso deve ser caríssimo.

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  31. No DF tem um contra-exemplo interessante, o Taguatinga Shopping possui um estacionamento de três andares que por sinal é muito caro.
    Ao lado dele tem o hipermercado Extra e uma feirinha de roupas, todos com estacionamentos a pagar.
    Um pouco mais longe tem o Carrefour que tem estacionamento gratuito.

    Adivinhem, qual o estacionamento mais cheio? É o do Shopping! Logo depois vem o do Extra e o da feirinha, o do Carrefour vive as moscas e só enche no início do mês, época de fazer as compras para a casa.

    Só posso chegar a uma conclusão: A maioria dos brasilienses são milionários.

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  32. Pura ganância!! semana passada já estavam cobrando o estacionamento, sem meu conhecimento, pois o catalogo de preços é uma folha A4 vermelha colada no alto do botão para emitir o cartão, com letras bastante diminutas... quase sai no tapa com o cara que vigiava a catraca, pois onde já se viu gastar R$ 200,00 em um lugar, e ainda pagar estacionamento sem te informarem nada direito, sem guichês de fácil acesso e um letreiro visivel, perguntei pro cara "como é que eu faço pra sair agora meu filho com gente atras de mim??" Dê a rê ele me respondeu... Ok... andei de marcha rê por metade do estacionamnento e coloquei na vaga... tive um "micro surto psicótico"... como tinha feito uma compra pequena no Carrefour ao lado e validei o raio do cartão e muito educamente sai cantando pneu... Shopping é programa de Paulista mesmo não tem jeito, falta de opção talvez... passei em frente na quarta e era incrivel como aquilo tava lotado... Já não era muito de sair, agora tenho mais um motivo pra curtir meu fds em casa...

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  33. Velho da Virilha Depilada27/01/12 00:04

    Tá bem!

    Li, li e li, texto longo heim!!!

    Daí concluímos que: Bulhufas!

    Vão cobrar sim. e daí?

    Velho

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  34. Velho da Virilha Depilada,

    O texto pode estar um pouco massante, mas a conclusão que se tira disso é que cada vez mais passear com o carro está cada vez mais oneroso, e desprazeroso pois toda hora que sai tem de se deixar $$ em algum lugar, sendo que uma das poucas alternativas para ir ao shopping com estacionamento grátis já não existe mais...

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  35. Velho da Virilha Depilada,
    vai catar limão vai!

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  36. Bruno,

    Tinha essa placa? Nem vi... Só descobri na saída mesmo.

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  37. Obrigado a todos pelos comentários.

    Assim como nossos leitores Fabio Alexandre e Kiko Lanari, moro nas prosimidades do Center Norte e o frequento desde sua inauguração.

    Nessa história toda, claro que a cobrança incomoda, mas o pior é a virada de casaca. Afirmar até bem recentemente que o estacionamento nunca seria cobrado para logo em seguida passar a cobrar. A administração mostrou que não honra aquilo que promete.

    Acredito que a cobrança não vá mudar nada na frequência do shopping nos horários nobres. Há gente suficiente disposta a pagar para tomar o lugar daqueles que desistirem de ir para lá pela cobrança do estacionamento.

    Inclusive prevejo que muita gente irá entrar, não achará vaga para parar e terá de pagar pra sair. Isso vai acabar em briga.

    Em finais de senama e feriados, provavelmente a briga por vagas lá continuará a mesma.
    Portanto, acho que o faturamento das lojas não será reduzido nesse horário. Mas nos horários não nobres, haverá impacto para os lojistas.

    São Paulo é uma cidade pobre em opções de diversão, e com tanta gente mudando para os pequenos apartamentos, as opções de diversão dentro de casa ficam muito limitadas.
    Os shoppings se tornaram para muita gente a única alternativa de ter o que fazer.

    O Center Norte era pelo menos uma alternativa gratuita de onde ir. Agora não é mais.

    @ Fabio Alexandre:
    O Carrefour do Center Norte (antigo Eldorado) é agora a única opção de gratuidade do shopping.
    Vc compra pelo menos R$ 25,00 na loja, e eles te fornecem um canhoto que abona R$ 5,00 no estacionamento, o que paga as primeiras horas lá.

    Eu também não tenho TV paga. Não aceito pagar o que cobram pra me oferecer reprises seguidas a semana toda do mesmo episódio, a chateação de ter o volume do som baixo no programa que interessa e que depois explode no comercial, e ainda por cima aguentar as propagandas. TV aberta tem propaganda e eu não reclamo, pois não pago nada pra emissora, mas se eu pago pra ter TV, não aceito ver propaganda.

    No lugar dela tenho um bom plano de internet. Há opções suficientes na internet pra tomar o lugar da TV paga. Basta saber onde procurar.

    Senta e faça as contas dos dos inúmeros pequenos pagamentos que fazemos e que não tínhamos há 15 ou 20 anos, e vc vai ver o quanto isso pesa no bolso. Tem um monte de coisas que podemos dispensar sem empobrecer nossas vidas.

    @Anônimo das 12:53 e demais:
    Estacionar fora do shopping evidentemente agora é a melhor alternativa se realemnte quiser ir lá. Mas hoje, se eu tiver alternativa, não vou lá. Prefiro procurar em outro lugar.
    Internet tem preços melhores e o tempo que se economiza não se aborrecendo com a muvuca pode ser usado mais produtivamente em outra coisa.

    @ Calor Torres:
    É bom saber dessa lei.
    E acho pertinentes suas idéias.

    Entretanto, conheço aquele shopping, e a conversa de mau uso das vagas, pelo menos no horário não nobre é sem sentido. No Lar Center, durante a semana, tem 10 vagas abertas para cada uma ocupada. Isso é desculpa para poder cobrar.
    Acho que transparência soa melhor que ficar inventando desculpas pra justificar a mudança de atitude.

    @ Calos Mauríco Farjoun:
    Vc, como meu amigo, sabe bem o que eu penso a respeito.
    Veja que quando vc compra pela internet, não sai de carro, economiza no combustível, não se arrisca a tomar uma multa inoportuna, na verdade só esta afirmando que tem uma boa razão a menos de usar o carro.
    Este é o ponto: cada dia há menos razões pra usar o carro.

    @ Sergio Quintela:
    Gostei de ver a atitude do pessoal reclamando.
    Antigamente, cada um reclamava e as palavras se perdiam no vento. Hoej com a internet a palavra alcança qualquer um em qualquer lugar do mundo em qualquer instante. Internet não tem distância e tem memória. Nela as palavras não se perdem.

    @ Marcelo:
    Eu venho de uma família onde desperdício é coisa de quen não tem educação, e economia é algo a se ter orgulho.
    Mas estes são valores que hoje estão invertidos. É bacana comprar o que não precisa pra mostrar pros outros. Esse é o padrão atual.

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  38. Em Osasco os shoppings tinham estacionamento gratuito. Mas o pessoal estava deixando o carro lá e indo fazer outras coisas. Passaram a cobrar. No extra Anhanguera, estavam deixando o carro e pegando o trem que fica próximo.
    Bem, uma vez que isso não atrapalhe os clientes, eu deixaria estacionar, numa boa. Só tentaria obrigar o cara a passar por dentro da loja para pegar o carro no estacionamento. É uma maneira de tentar ganhar alguma coisa...
    Mas aqui no Brasil a ganância é enorme. Paga-se as vezes R$20,00 de manobrista que vai sair detonando seu carro e parar na rua de trás do restaurante.
    Porque?
    Porque Brasileiro no geral é um povo idiota e um país estúpido que não permite a livre concorrência. Tudo é regulado pelo governo, sindicatos etc.
    Quem não lembra dos postos self-service que logo foram proibidos de não possuírem frentista?
    Muito me admira não terem proibido as cancelas eletrônicas no estacionamento, por tirarem emprego de pessoas...
    Eu faço assim: Cobra estacionamento? Ok, não vou então. Compro pela internet. Ou uso transporte coletivo e vou ao shopping/restaurante.
    Mas como brasileiro aceita tudo, não recrimino os shoppings. Eu faria o mesmo se fosse empresário. Povo tonto merece ser explorado.

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    Respostas
    1. Da mesma forma que quando inventaram a tal catraca eletronica foi a maior gritaria já que os cobradores iriam para o olho da rua. A catraca está lá e o cobrador fica ali, só passando o bilhete. Coisa mais atrasada.

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  39. Em Belo Horizonte a prática de cobrança começou em 2008. Escrevi sobre isso em meu blog: http://wp.me/pFJ35-1Y.

    Algo que era feito aqui, simples de implementar, mas também é coisa do passado, é o estacionamento gratuito em finais de semana e feriados, pois assim a desculpa do uso por pessoas se deslocando para o trabalho perde força.

    Em BH, o Itaú PowerShopping continua com estacionamento gratuito aos clientes.

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  40. Realmente, o assunto pode ser extrapolado para qualquer produto ou serviço que segue a lei da oferta e demanda. Sou do Rio e um Chopp está a R$ 5,00; qualquer prato (mal) feito sai por uns R$ 30,00 em restaurantes baratinhos (nem falo sobre os da "moda"; no Outback, um chopp de 300 ml está a R$ 9,00). Para lavar um terno, R$ 35,00, para colocar uma criança na escola, R$ 2.000,00. Para comprar um Celta obsoleto e assassino (segundo o LatinNCAP), R$ 30.000,00. E assim vai. E tudo está abarrotado de gente. O poder aquisitivo não aumentou muito, não. Bastou aumentar um pouco e surgirem mais empregos, que os deslumbrados consomem qualquer porcaria, até show do Michel Teló a R$ 400,00...

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  41. Na minha cidade, até sacolinha de msupermercado está sendo paga. Mas por aqui ser muquirana não é vergonha nenhuma: leva-se saquinha da casa. Quando as biodegradáveis (literalmente) apodrecerem nas prateleiras, quem sabe voltam a fornecer gratuitamente.
    São Paulo deve ser a cidade mais autobroxante do mundo! Paga-se mais pedágio que gasolina para cegar pelas estradas ruins; depois não se encontra um lugar que pareça razoavelmente seguro para estacionar sem que o preço seja um assalto; tem-se que programar para o rodízio, etc. Acaba compensando usar o transporte público para grandes eslocamentos e ir à pé de um lado a outro (desde que saiba-se onde ir, o povo aí divide-se entre os que não sabem e os que não querem dar uma informação).

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  42. Alexandre - BH -27/01/12 15:38

    Moro próximo ao Del Rey, em BH, coisa que não considero vantagem, pois se existe um lugar que eu DETESTO chama-se shopping center. Vejo aquilo apenas como um lugar tumultuado, de difícil acesso e caro. Não entendo como as pessoas passam horas trançando de um lado pro outro, sem comprar um sorvete sequer, como se fosse uma opção de lazer. Resolvo minha vida no comércio da região, que é diversificado, com a vantagem de não ter um parquímetro ligado na cabeça. Desde quando começaram a cobrar pelo estacionamento – há um bom tempo – não fui ao Del Rey mais do que umas dez vezes. Se a ida for inevitável, pesquiso antes no site quais lojas devo procurar, sua localização e calculo o tempo para sair logo daquele lugar. Se for uma compra maior, vou aos shoppings de Contagem, cidade ao lado, que ainda não cobram a “estadia”. Pena que faço parte de uma minoria. Portanto, a extorsão do estacionamento vai continuar.

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  43. O shopping center é propriedade privada. Ninguém é obrigado a ir, portanto, se não tem dinheiro, vá a 25 de março.

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  44. Não entendo como as pessoas se esquecem de validar o tiket e ficam barradas. Depois eu digo que o Brasileiro médio tem QI abaixo da média...

    Aqui no RJ todos os shoppings que eu frequento cobram estacionamento depois de um tempo. Nunca paguei estacionamento em shopping, entro, compro o que já vim pra comprar e saio. Pra mim quem fica zanzando em shopping e faz compras por impulso, é gente desocupada(e burra, pq comprar algo que não precisa só por comprar...)

    Quanto à mercados, antigamente todos usavam atendentes na cancela. Compra-se, mostra a nota fiscal e ela libera. Agora o Wallmart usa a validação do ticket. Se o comprador passa de 1 hora no mercado, é só apresentar a nota fiscal e o ticket e este é validado.

    Por mim, essa é a melhor solução. Validação de ticket, ou ate mesmo somente o uso da nota fiscal.

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  45. Marcelo das 22:08,

    o Extra ao lado do Taguatinga Shopping cobra estacionamento sim. Só é gratuito pra quem faz compras lá, e quanto mais barato menos tempo vc tem de gratuidade. Uma vez minha mãe extraviou o cartão, e mesmo com um cupom fiscal de 500 reais não liberaram o estacionamento. Não tive dúvidas, colei atrás de outro carro na cancela e passei. Depois dessa nunca mais voltei lá.

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  46. Esse é o problema atual, em especial aqui no Brasil: usar desculpas esfarrapadas para meter a mão no bolso do cidadão. O mesmo caso das sacolas plásticas em supermercados. Na teoria, é uma medida "ecologicamente correta" (cada dia mais tenho nojo dessa expressão em moda hoje em dia, devido ao mau uso que fazem dela...), que na prática serve para aumentar ainda mais o já farto lucro dos estabelecimentos.

    Não gosto de comprar pela Internet, pois faço questão de ver o produto "ao vivo e a cores", pois muitas vezes não se tem real noção do produto apenas via foto. Também não gosto de ter que esperar o produto chegar em casa, mesmo que seja no dia seguinte. Prezo muito o contato com as pessoas, sou totalmente contra o isolamento que vem ocorrendo por causa de "insegurança pública". Compras pela Internet, somente quando não existe o produto que quero à venda em lojas tradicionais.

    Mas se dependesse de mim, os shoppings centers iriam a falência, pois vou muito pouco a esses estabelecimentos, a começar pelo estacionamento pago. Quase sempre compro o que quero em lojas nos centros das cidades.

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  47. André Dantas,

    Fala muito, fala muito!!!

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  48. O que é mais absurdo nesta história do Center Norte é que começaram a cobrar pelo estacionamento mas não adicionaram NENHUM serviço adicional, nem mesmo direcionamento de bolsões ou indicação de vagas livres - como vemos em outros shoppings. Isto significa que, mesmo pagando - e caro - continuaremos na mesma: rodando como baratas tontas atrás de uma vaga.

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  49. Mais um motivo para comprar tudo pela Internet e aproveitar o fim de semana passeando no parque.

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  50. Aqui em BH todos os shoppings passaram a cobrar quase que na mesma época. O pior caso é o do Del Rey, que é mais afastado e não tem problema de pessoas estacionando o carro lá para ir trabalhar, desculpa dada pelos outros shoppings.
    O que eu fiz? Não vou mais nos shoppings de BH (tem shoppings que há anos não vou)e passei a ir no Itaú Power, em Contagem, que é um Shopping muito bom e cujo estacionamento (ainda) é gratuito.

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  51. A desculpa de cobrar pelo estacionamento para afugentar pessoas em trânsito para o metrô ou rodoviária é totalmente furada quando o dono do automóvel retorna ao veículo e decide dar uma volta pelo Shopping e acaba gastando seu dinheiro no empreendimento. Trabalhava na rodoviária e deixava meu carro SIM no estacionamento. Saldo total depois de um ano, cerca de R$ 3000,00 entre pequenas compras realizadas. Mesmo quando saí da empresa, continuava a frequentá-lo somente por conta da gratuidade, e olha que moro na zona leste de São Paulo. Agora com a cobrança para uma vaga de estacionamento que nem é coberta, risquei definitivamente esse Shopping de meus roteiros de compras como o fazia com o Shopping D, o qual voltarei a frequentar se verificar a gratuidade. E garanto que a maioria dos conusmidores das cercanias que iam ao estabelecimento tambem riscarão o lugar do mapa já que, por que pagar pelo estacionamento no longínquo e perigoso (Gás metano) Center Norte se têm um Shopping mais perto de casa com estacionamento ao menos coberto ou um hipermercado com vagas grátis?

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