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14 de fevereiro de 2012

2012: O FIM DA ENGENHARIA DE PRODUTO "DE-CONTENT"?

Engenharia de de-content, ou de depenação: por onde começar?


Certa vez ouvi de um engenheiro que "Na Toyota, assim que um novo carro é lançado, o time de engenharia praticamente apaga a luz e fecha a porta daquele projeto, no dia seguinte já se debruça a trabalhar no seu sucessor imediato e nele prossegue focado até o próximo lançamento". E ele não se referia apenas à unidade brasileira da Toyota, mas também à matriz no Japão.
No Brasil isso não era possível de fazer nos outros fabricantes, não naquela época com lançamentos tão espaçados, como citado aqui no post de ciclo de produtos, sem sucessor à vista ao menos no curto prazo, talvez nem num prazo pré-definido. Assim, a realocação desses times de profissionais em outros projetos tornou-se o caminho lógico.
Chevrolet Astra 2000
O próximo lançamento da empresa em um outro segmento, uma nova motorização para atender às legislações de emissões vindouras, mudanças importantes no trem de força (câmbio automático, automatizado etc.), facelift, novas tecnologias: para manter o corpo técnico intacto e reter profissionais altamente especializados, os gestores de engenharia tinham de quebrar a cabeça, os contabilistas, os "bean counters" citados no livro do Bob Lutz, também.
Ouvir aquilo sobre a Toyota despertou-me curiosidade e indaguei a um engenheiro de um cliente mais próximo, "Em quais projetos você está envolvido? Mais de um simultaneamente?" A resposta foi afirmativa, ele estava dividido entre o programa de um novo carro que estava por vir em 2008, a redução de custos dos facelifts de dois outros esperados para 2009 e 2010, respectivamente, os programas de redução de custos de um quarto que seria mantido inalterado e sem definição antes de seu final de ciclo de vida. Enfim, o mesmo engenheiro servindo quatro projetos ao mesmo tempo.

Sinal de eficiência de nossa engenharia brasileira? Não, longe disso. Hora rentável de engenheiro é mais garantida em projeto novo, nos outros três a rentabilidade estava condicionada a quanto de redução de custos se obteria nesses programas e a investimentos adicionais neles.
Sob o aspecto contábil, o custo da mão de obra dos times de engenharia do produto de fabricantes de veículos e autopeças, envolvendo folha salarial e encargos, normalmente alocado a determinados projeções de venda, é o total de horas computadas de cada engenheiro multiplicado seu custo/hora e entra como investimento ou despesas de engenharia. O cálculo de retorno do projeto levará em conta esse investimento, entre outros. Este não deve ultrapassar o total planejado, caso contrário o custo da engenharia estaria escapando ao controle, comprometendo o retorno etc.

Chevrolet Astra 2009
O rigor dessa contabilidade varia de fabricante a fabricante. No exemplo de nosso amigo engenheiro, ele registrava suas horas dedicadas a cada projeto. Das 40 horas semanais que cumpria – imaginemos que distribuídas diferentemente nos programas – era comum restarem algumas horas para "carregar", portanto tornando-se despesa que era multiplicada pelo número de engenheiros em situação semelhante, para desespero dos contabilistas.
Sem novos projetos, havia injeção adicional de recursos e investimentos nos veículos já lançados. Para que tivessem retorno positivo, tinha-se que introduzir mudanças técnicas que despertassem desejo nos consumidores e trouxessem aumento de vendas, ou diminuição nos custos. Sabemos que é sob pressão que se obtém grandes avanços. A necessidade de fabricar cada vez mais por menor custo é comum a todos os setores industriais.
Bens de consumo de massa e duráveis como automóveis ou eletroeletrônicos não estão imunes, pelo contrário, convivem com essa pressão em níveis assustadoramente altos. Podem parecer contraditórias as necessidades de trazer sempre produtos melhores e mais baratos de se fabricar, mas a arte está em conseguir ambos e, quanto melhor se obtém essa combinação, melhores chances de sucesso mercadológico para o fabricante.
As introduções dessas alterações no mercado respeitavam um certo ciclo também. Em geral, quando o retorno esperado para o projeto original estivesse atingido, ou comprometido, era o momento adequado de lançar a mudança técnica.
Não consigo estimar quando foi que apareceram os times de redução de custos. É fato, porém, que esses times ganhavam dimensão e importância ao sabor dos ciclos de mercado. Quando este estava em retração, os times aumentavam; quando a taxa de câmbio nos desfavorecia a pressão aumentava ainda mais.
Não se projeta um motor da noite para o dia, tampouco os sistemas mais básicos e elementares do veículo. Estes, aliás, demandam grandes somas de horas de testes de validação de engenharia para serem aprovados, portanto, mais investimento. Já os materiais de acabamento, bem menos se não houver fatores de segurança envolvidos. Bancos, cintos de segurança, encostos de cabeça etc., menos ainda.
Nessa lógica, conseguimos deduzir onde mais se concentravam as mudanças para redução de custos: nos materiais de acabamento, forrações de assentos e encostos, espumas, portas, carpetes, revestimentos de teto, painéis internos, porta-malas, por ironia a maior parte em lugares visíveis ao usuário, onde ele perceberia variação de qualidade, mas que não comprometesse a função. Uma "reavaliação" das engenharias também podia concluir como supérfluos alguns itens que iam para o “delete”. Por exemplo, num carro fora lançado com manta acústica entre o forro de teto e a chapa de metal, adivinhem se não era aí que haveria a primeira "deleção" de material. Pimba.


Interior do Chevrolet Astra: qual deles é o mais recente?
 
Do lado do fabricante, nossos colegas de profissão que eram deslocados para essas funções tampouco achavam graça alguma externar ao mundo o que faziam, a de-content engineering, e seus times, os depenation teams, mal-afamados e com razão, pois boa parte de seus trabalhos era depenar os veículos. Por mais que se esmerassem em manter a qualidade visual e tátil inalterada, muitas vezes eram vencidos pelas contas e o resultado era oferecer menos ao mercado. Duro.
Não importa quão bom o carro fosse, o consumidor lembra-se mais dos aspectos negativos. O carpete de porta-malas do Focus de primeira geração ano-modelo 2000 primava por qualidade e tornou-se de pele de rato em 2008. Curiosamente, criou-se o benchmark às avessas, a turma do concorrente embatendo-se internamente com os contadores de feijão para não exagerar na piora de material, o fornecedor apresentando a proposta semelhante ao Focus.

Interio do porta-malas do Focus sedã
Os gestores então se convenciam. "Se nosso concorrente pode ter esse carpete, nós também podemos oferecê-lo", e lá foi mais um a se inspirar em seu concorrente para pior...Outros modelos da linha receberiam o mesmo carpete. O mesmo para tecidos de banco, forrações termoacústicas que sumiam de um ano para outro, versões mais despojadas emprestavam componentes para seus irmãos mais ricos, infelizmente para uns e felizmente para outros. O sistema de redução de custos tornou-se robusto para os fabricantes e cruel para os consumidores em seu mercado automobilístico protegido por barreiras alfandegárias.
Nem tudo são espinhos, creio até que eles sejam minoria. Em meus anos de indústria vi inúmeros programas de redução de custo acompanharem melhoria de desempenho em vários sistemas do veículo, é a tendência natural da evolução. Na ausência dessa possibilidade e pressionado pelo mercado e pelos contadores de feijão é que acredito a coisa andou um pouco para trás.
Voltemos à Toyota, praticamente 99% (hipotético) do time de engenharia focado ao próximo projeto, deixemos o 1% restante cuidando de pequenas melhorias, correção de problemas de campo, defeitos raros etc., horas rigorosamente planejadas para ele e cumpridas. Eficiência contábil ímpar ou não? Qual empresa tem melhor controle de investimentos e retorno? E lucro?
Novos ventos positivos. Os quatro grandes fabricantes, Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford detinham 80% do mercado em 2006, hoje eles representam 70%. Nesses seis anos perderam 10% para os franceses, coreanos e chineses. Esse aumento de competitividade também aumenta a pressão, os ciclos de vida estão sendo forçosamente redefinidos para níveis globais, a necessidade de reduzir custos prossegue, mas terá de ser melhor balanceada. Oferecer queda de qualidade visual está deixando de ser uma alternativa, creio.
Nessa lógica, ao invés de trazer versões mais despojadas quatro ou cinco anos depois de lançados, uma renovação oferecendo mais equipamentos, melhorias estéticas, de desempenho, aparentemente devem tomar seu lugar.
Este ano a GM está renovando praticamente toda sua linha, Fiat, Ford e VW parecem seguir caminhos semelhantes e também mudar sua mentalidade. Os departamentos exclusivamente dedicados a redução de custos dos mesmo veículos passariam a ter outro foco, talvez novas tecnologias. Colabora para o cenário competitivo os agentes reguladores, as exigências recém-vindas do Latin NCAP em que cada sucessor terá de ser melhor e atender a requisitos futuros de proteção aos ocupantes. É possível esperar que esses recursos estejam mais concentrados nos programas futuros dos sucessores, enfim, a maioria dos competidores aproximando-se da eficiência nipônica citada no início deste post.
E isso não é um sonho, melhor ainda!
MAS

101 comentários:

  1. GM, FOrd e Fiat sim, dá para notar alguns avanços. Já VW não.
    Porém, fiquei pensando. Acho que se antes a economia vinha de itens de acabamento, a tendência agora me parece ser inversa: faz-se um acabamento com um pouco mais de frescura, mas deixa-se motor e câmbio defasados. Basta ver que a tecnologia flex, desde sua estréia, sofreu pouca ou nenhuma evolução.
    E esqueceu que além dos franceses, coreanos e chineses os japoneses tbm ficaram com muita participação do mercado.

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  2. Qual destes interiores do Astra é o mais recente? Bem, na primeira foto, as forrações de assento parecem ser veludo, na segunda, um tecido menos nobre. Pode ser até que não, mas seguindo a lógica do "depenamento", o da segunda foto deve ser o mais recente.

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    1. Pode ser que seja, mas os últimos Astras ganharam um upgrade nos revestimentos, e voltaram a usar o veludo antigamente reservado às versões de topo.

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  3. Avanços na GM? hahahaha.

    Bem ou mal, a Fiat é a única que vem lançando carros atuais aqui, junto com Honda e Toyota, mesmo que sejam absurdamente caros e que depois virem mico na revenda.

    GM acabou aqui. Só produto de origem desconhecida.

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    1. Outro dia andei em um Cobalt táxi novo em folha (parece que praticamente só taxista anda comprando esse carro) e realmente o interior não parecia de um carro de passeio, mas sim de algum veículo de carga, tipo aqueles caminhões pequenos (desconfio que até esses tenham um acabamento melhor que o do Cobalt). Pra minha decepção, até o Cruze tem acabamento ruim, pude verificar isso pessoalmente em uma concessionária. Paga-se cada vez mais caro por carros cada vez piores.

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    2. Concordo com o Anônimo das 8:50, andei num Cobalt LTZ, e achei o acabamento do nível de Celta/Prisma. Num carro que custa cerca de 45 mil reais, eu esperava um acabamento melhor.

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    3. Não precisa ir muito longe, ou melhor, não precisa chegar em 2012.
      Basta analisar a qualidade dos materiais do interior de um Corsa 1995 e de um 2012.
      É por essas e outras que a Chevrolet, que não quer mais ser GM, está definitivamente em fim de carreira.
      Os "franceses", que apesar da grande quantidade que se vê nas ruas representam menos de 8% da frota nacional, trouxeram uma espécie de "oásis de acabamento" em meio a tanta aridez (sic) e a uma profusão de plásticos cheios de rebarbas cortantes e mal encaixados.
      Tomara que a concorrência se encarregue de liquidar definitivamente a GM.

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Gostaria muito de saber onde ou o que a Fiat tem de mais moderno que as outras "nacionais"...Freemount e 500 depenados ?

      A única que trás muita coisa realmente moderna e de acordo com o exterior, mais cobra o valor de dois rins é a VW. O resto é vergonha, fora claro as japonesas.

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    6. ahh mais eh claro, jetta com motor de santana e golf 4,5 são o supra-sumo da tecnologia europeia né??

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    7. Anônimo das 04:25

      Interpretação de texto é muito útil heim ?

      Releia melhor o que eu escrevi. Onde esta escrito ao contrário como voce diz BR para europa ?!?!? E sim, é uma vergonha realmente continuarem com o "APzão" 2.0 e colocarem no Jetta e nosso Golf, sem palavras...

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    8. Vai comprando fiat mesmo manézão !

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    9. prevejo uma guerra infantil de ''timinhos'' em vez de um analize da situação real das marcas atuais.
      Sou fã da antiga fiat, mas atualmente esta dificil, preços altos por carros de plastico mal encaixado e sem nenhuma graça.

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  4. Realmente, é impressionante a pobreza de acabamento de certos modelos. Como o Hilux, por exemplo. Pagar 160 mil reais num veículo com qualidade de acabamento de um popular é uma desgraça.

    Mas sabem de quem é a culpa disso? Dos gersons da vida que compram um carro como se fosse investimento. É por isso que modelos medíocres como o Gol e o Hilux continuam abusando das prática de depenagem, porque o consumidor apoia. Se fôssemos conscientes e recusássemos a depenação dos veículos, os fabricantes não se comportariam assim.

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    1. Alguns recusam a prática, e compram de outras marcas...

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    2. A Hilux é mais um trator do que um carro. Eita troço forte, vai para tudo que é buraco. Conforto zero, também.

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    3. Concordo plenamente com o Clésio.
      A culpa é nossa. Compramos o carro da marca que revende melhor, da cor que revende melhor, do modelo que revende melhor. Já tive 3 Peugeots. O primeio, um 306 Rallye 1998 é até hoje o melhor carro que já tive. Andava muito, era confortável, bom de curva, econômico e vinha com banco de couro de fábrica e controle do som no volante. Mas na hora de vender é aquela história "carro francês é ruim, bom é VW". O Corsário Viajante tem razão: alguns compram de outra marca. Ele só esqueceu de dizer que quem faz isso paga o preço de viver em um país atrasado, com cabeça pobre, medrosa. Somos o país do Gol, do Prisma, do Corsa sedã. Essas porcarias. E sim, este Jetta com motor AP é um lixo. Um gol 1000 sedã. Não chega aos pés do antecessor, este sim um carro alemão com pedigree.

      Abraço a todos,
      Rodrigo

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    4. CONCORDO PLENAMENTE COM TUDO O QUE POSTOU AÍ COLEGA.....
      CABEÇA POBRE RESUME TUDO......
      FABIO DE CTBA

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  5. "Projeto novo" da Toytota,qual?pode ser que isso ocorra lá fora ,uma vez que os carros aqui lançados vem com o projeto já pronto ,cabendo a engenharia daqui adptalos as nossas condições viárias ou já partem direto para o depenamento,basta acompanhar o proximo lançamento da VW o UP,embora o nosso País esteja entre os top five emprodução/mercado ,nossas montadoras não dão carta branca aos deptos de engenharia para que se desenvolva um produto 100% novo,vivemos de adptações do que existe(iu)lá fora.

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  6. Eu tive/tenho 3 Focus, um 2004 Sedã (GLX), um 2002 Hatch GLX) e um Novo Focus Hatch (Ghia).

    O 2002 tinha acabamento mais esmerado, com bancos em veludo, plásticos de melhor qualidade totalmente integros, o porta-malas totalmente acarpetado(inclusive atrás dos bancos), computador de bordo, ABS, Air-Bag, Rodas de liga leve entre outros detalhes. Só não tinha o teto solar.

    O 2004 os plásticos já eram mais "sem vergonha", já demonstravam sinais de desgaste, principalmente junto as maçanetas internas, bancos de um tecido vagabundo, nada de itens de segurança, conforto só o básico. Bancos com a parte traseira em chapa nua, como a tampa do porta-malas. De melhorias em relação ao 2002, apenas os faróis duplo refletor e uma suspensão aparentemente mais estável (mais em razão do conjunto pneu mais altos e maior quilometragem percorrida) do que realmente tenha havido ganhos de engenharia (No 2004 a Ford tirou a barra estabilizadora traseira e adotou molas mais duras na versão 1,6l)

    O Ghia não tinha o encosto do banco traseiro forrado (como era no 2002) e uma série de itens foram depenados na versão que veio para o Brasil, que sempre teve na versão Argentina (acendimento automático dos faróis, saída do AC no porta-luvas entre outros) que só foram re-incorporados quando o Ghia saiu de linha e passou a chamar Titanium (no teste do BCWS inclusive se comenta este fato).

    É o DP Team (Depenation Team) trabalhando com força num mercado onde o consumidor gosta de pagar caro para ter um produto ruim.

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    1. ChAndre
      Sou louco por um Focus como o seu . Hoje tenho um Polo (gosto bastante do carrinho) mas procuro um upgrade (mais espaco, susp.independente,abs,etc..)
      Ha qto tempo vc tem o seu , qual a km?
      Vc recomenda esse carro? dizem que é dificil achar pecas .. é verdade?
      Grato

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  7. Gostei muito da abordagem. Valeu, MAS!

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  8. Belo post. A indústria da depenação veicular brasileira, só vai ter fim com o livre mercado. Com protecionismo governamental vamos continuar nesse ciclo lamentável.

    Um amigo tinha até pouco tempo, um Gol 1.6 ano 2000, eu tenho um Gol Rallye 2005, a diferença no acabamento do dele para o meu, é absurda. É como comparar (em termos de acabamento), um Landau com um Fusca.

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    1. É bem essa.
      Eu tive um Gol GIII (roubado), depois um Gol com interior do GII e um amigo meu um GIV...
      Cara, é bizarro como piorou!
      O do GII era de longe o mais bem acabado, isso tanto em materiais como em detalhes, desde tecido macio nas portas até coisas como um acabamento no pino da tranca da porta. No GIV é tudo plástico vergonhosamente vagabundo, cheio de rebarba, ruim mesmo! Já no GV parece que melhorou, quer dizer, melhorou muito se comparado com o horror que é o GIV.

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  9. Pois eu prefiro pagar menos num modelo com tecido vagabundo nos bancos e, com a diferença, colocar revestimento de couro (de verdade). Agora, que falta concorrência no Brasil, isso falta - essa é a grande razão dos preços dos carros ser tão alto.

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    1. E por que não pegar um modelo que de cara venha com couro nos bancos?

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  10. AnônimoFeb 14, 2012 09:33 AM, se esta diferença se reverte-se para o consumidor tudo bem, mas, de fato, só aumenta a margem dos fabricantes.

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  11. A virada de 99 para 2000 marcou a depenação na GM. O Corsa, coitado, foi o mais açoitado pela depenação, porém, e, provavelmente, não por acaso, a piora do acabamento interno ocorreu ao mesmo tempo que um pequeno facelift.

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    1. Antes da reestilização, já estavam esculachando o Corsa B. O veludo cotelê de encostos de cabeça, costas de banco e laterais de assento que havia nos modelos até 1997 foi substituído por um tecido vagabundíssimo desses que pica a pele.
      Por fora, houve a economia que não pode ser considerada porca de tirar o logotipo que define a versão das laterais das portas (eram dois logotipos) para ser substituído por um único logotipo na tampa. Alguém deve ter visto que isso economizava uns centavinhos na linha de montagem.

      O mesmo time de depenação trocou as rodas de liga leve com parafuso específico na calotinha (solução extremamente elegante para evitar roubo de calota e de rodas) por outras com calotinha convencional que era facilmente roubada com uma chave de fechadura na fenda.
      O máximo de melhoria que houve foi nas calotas que cobriam rodas de ferro, que passaram de fato a serem presas pelos parafusos das rodas (antes eram aquelas com desenho de disco de telefone que tinham desenho que sugeria serem presas pelos parafusos, mas que era só sugestão.

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    2. Bem, eu tive um Corsa sedan GLS 1.6 16v 2000, e um Wind 1.0 2p 2001, e era impressionante o excelente acabamento que eles tinham, principalmente no GLS (topo de linha). Mas o próprio Wind, se comparado a carros de hoje, parece até carro de luxo! A GM pra mim acabou em 2003, de lá pra cá, SÓ LIXO!!!

      Alex-BH

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  12. Todo produto tem um ciclo de vida. Resumidamente, ciclo de vida é:

    1) Lançamento: o produto é novo no mercado. Pode ser lançado com preço baixo para ganhar clientela, mas geralmente é lançado com preço alto para passar sensação de nobreza e qualidade;

    2) Crescimento: o produto tem potencial, então as empresas passam a investir para aumentar suas vendas. São lançadas diversas versões deste produto e é realizado investimento pesado em marketing;

    3) Maturidade: o produto vende bem, mas não tem potencial para crescer mais. Nessa fase, a palavra de ordem é maximizar a margem de lucro, e então o produto tem sua qualidade reduzida, para diminuir custos de produção. É a fase em que a empresa mais lucra com seu produto;

    4) Declínio: o produto já está antiquado, então pode-se manter ele no mercado, mas não investir mais nele, já que suas vendas tendem a declinar até extinguir-se;

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    1. A coisa é exatamente por ai mesmo!

      A fase da depenação vem quando da maturidade e declinio...Entretanto vale ressaltar que quando da maturidade para alguns mercados (e mesmo declnino) surge o crescimento em outros mercados.

      O Astra, sonho de consumo de muitos em 2003 tornou-se realidade a partir de 2008 quando da manutenção (e em alguns casos até redução) do preço, tornando-o acessível a outros publicos: E o carro do "boyzinho" de 2002/2003, tornou-se acessivel a outras faixas de mercado em 2009, isso com a manutencão do preço (a mesma faixa de 40 a 50 mil Reais - caro em 2002 mas menos "caro" em 2009/2010) e a própria "depenação" (tecidos mais fino de espessura, perda da direção eletro-hidraulica, etc.)

      O mesmo vale para Vectra, Polo, Golf, Focus e vários outros carros.

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    2. Ter tirado a direção eletro-hidráulica do Astra foi de lascar.
      Por isso, ele é um excelente carro de estrada, mas cansativo nas cidades.

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  13. Luiz Dranger14/02/12 17:15

    Brilhante post !!!! É isso mesmo, mas a culpa, no final da história, é do consumidor que continua comprando mais que nunca. O "novo" consumidor brasileiro não sabe exigir, não sabe respeitar-se e compra qualquer coisa. Novamente, essa questão é igual à outras que existem no Brasil, cultura e educação.
    Abr, Luiz

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    1. Luis
      Concordo que falta muita informacao e 90% dos compradores nao tem cultura automotiva nenhuma.
      Porem eu pergunto: Ha opcao ?
      Como exemplo , vejo a lideranca de mercado do HundayI30 no segmento de medios como uma resposta do consumidor a todo esse abuso por parte das grandes montadoras.
      Quando aparece uma leve ameaca a quadra de gigantes(VW,Fiat,GM,Ford) correm a chorar e nosso vergonhoso governo vem com mudancas de lei absurdas que so prejudicam nós consumidores.
      Enfim , o consumidor fica refem e orfao nesse cruel conluio entre os gananciosos socios (governo e montadoras)
      Se o mercado fosse livre e pudessemos importar duvido que ainda haveriam consumidores dispostos a comprar os jurassicos (Astra,Golf,Uno,Kombi,Celta,Prisma) e toda essa porcaria que nos empurram.
      Estou farto!

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    2. Industria Automobilística e Governo = Bandidos e Polícia unidos contra nos consumidores !
      Continuaremos sem opção , pagando muito caro por produtos de baixa qualidade !

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  14. Daniel San14/02/12 19:37

    Lee Iacocca menciona muito isso na autobiografia dele,sobre os contadores de feijões,que ele denomina de "contadores de tostões". Quando eles são muito influentes,a fábrica acaba engessada sem lançar nada novo,pois vetam qualquer evolução tecnológica e depenam os carros.Quando são fracos demais,a empresa periga ir à falência. Também são experts em reaproveitar partes de um carro para lançar outro. Segundo ele,ninguém consegue lançar um carro totalmente do zero. Fazer isso,quando não se tem certeza do volume de produção,é o caminho mais seguro para a falência. De acordo com ele,o Mustang de 1ªgeração foi um Falcon com nova roupa.

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  15. André Andrews14/02/12 21:40

    A Honda inovou em termos de depenação no Brasil. O Brasil é o único mercado em que Fit/City 1,5 usam o mesmo comando do 1,35. Até o exportado para a Argentina usa no 1,5 o chamado comando 16V full time, ganhando 5 cv, pois pode girar mais e tem comando mais bravo. Aqui foi mantido o comando do 1,35, que é o chamado 12/16v, onde até certa rpm só levanta uma válvula de admissão, e mesmo no momento que passa a usar a outra o levantamento é menor que no 16v full time.

    Depois tem gente que ainda puxa o saco dessa turma...

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    1. A idéia no Fit 1.5 era de ter essa variação entre 12 e 16v, agradando o mercado brasileiro que em sua maioria prefere um pouco mais de torque em baixa. Os motores da Honda vinham do Japão para cá, não tinha como ser depenação nacional. Na verdade foi uma melhoria.

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    2. André Andrews15/02/12 00:00

      Tive acesso ao gráfico do motor 1,5 Argentino (feito aqui) e o nosso, faixa de torque idêntica.

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    3. A curva de potência também parece ser a mesma nos dois apesar das diferenças, na prática o argentino vai ser melhor em alta e o brasileiro melhor em baixa como cada mercado prefere. As curvas não falam tudo. Pode até ter sido uma adaptação, mas visando melhorar o carro. A calibragem pro Flex pode ser que não deu bons resultados com o comando original do 1.5 ou então foi feita no motor 1.4 e não quiseram gastar com uma outra para o 1.5 com comandos diferentes. É muito diferente de economias porcas e depenações como as faladas aqui, onde trocam motores inteiros por modelos muito inferiores, removem vários itens de segurança, etc. São só 4 cavalos a menos que em outros lugares e não um carro inteiro empobrecido.

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    4. André Andrews15/02/12 21:25

      Ao contrário, os gráficos dizem tudo, e, afinal, são da própria Honda, não há motivos para desacreditar. Potência e torque de curva iguais até 6000 rpm, depois vêm os 5 cv a mais, pois o comando full time é mais "bravo", gira mais, e tem potência máxima a 6600 rpm (corte a 6800 rpm).
      E o material usado nesse comando é outro, diz a fábrica ter mais densidade.

      Quem perdeu nessa foi o consumidor brasileiro, a fábrica só ganhou com a depenada.

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    5. Não há motivos para desacreditar mas gráficos de torque e potência não falam toda a história. Considerando que são motores iguais, a probabilidade do 12/16v ser melhor em baixa e pior em alta que o 16v é enorme independente de curvas. O comando 16v pode ser melhor e mais caro, mas inutiliza uma função importante do motor que agrada nosso mercado por melhorar o carro em baixas rotações. Não é nada comparado a uma depenação normal que não se importa se o carro melhora ou piora e são feitas com grandes coisas como chassi, acabamento, bancos, etc. É exagero dizer que uma coisa como que a Honda fez nesse caso é uma perda para o consumidor. Além disso o motor 1.5 no Fit antigo existia apenas na versão 12/16.

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    6. Antonio Pacheco16/02/12 18:33

      "Depois tem gente que ainda puxa o saco dessa turma..."

      Já apareceu um.

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    7. Antonio Pacheco, falar a verdade é puxar o saco? Perder 5 cavalos num mesmo motor ganhando torque em baixa nem se compara com as depenações que acontecem em outras marcas geralmente. Acho que o caso é de dor de marca, de quem não suporta que sua marca preferida entre as 4 grandes seja comparada com outras marcas melhores na questão do depenamento.

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  16. Muito bom seu texto .
    Nao sabia que havia esse bando de engenheiros, direcionados pelo pessoal da contabilidade, (O raça!) focados em depenar os carros.
    Acho que na pratica sentimos isso ao comprar um carro mais novo(mesmo modelo)
    Cito o exemplo do Jetta: caiu demais o padrao de acabamento na nova versao .. Antes num Jetta voce se sentia dentro de um Audi (sem as argolinhas no volante). Agora mais parece o interior de um Voyage!
    Sem contar o "remendo" de se colocar o 2.0 (AP) num carro dessa categoria e preço.
    Sra.VW, como é bom poder atuar num mercado fechado , cheio de barreiras e protegido pelo governo ..
    Que tristeza!
    Opps!

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    1. O governo só favorece problemas. Ao invés de cortar o mal pela raiz, acaba incentivando o contrabando, a falsificação, entre outros. Apesar de Ciudad del Este ser uma bagunça, a definição de caos, me sinto mais seguro lá que na 25 de março ou Santa Ifigênia com a cracolândia. Lá pelo menos tem seguranças armados com 12.

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    2. O governo está é querendo criar um povo cada vez mais bobo. É como um pai muito severo que nunca deixa o filho fazer nada, e quando é preciso começar a vida, não sabe, é um bobão.

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    3. Vale lembrar que o "remendo" com AP do Jetta tbm é oferecido nos EUA igualzinho.
      Sò muda, claro, o preço...

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    4. Pois é, anônimo das 05:04, foi assim que o nazismo deslanchou e quando as pessoas perceberam já estavam totalmente envolvidas.
      É por isso também, que sou contrário às leis rigorosas como a dita lei seca e também ao excesso de zelo em controlar as velocidades maximas dos carros.
      Eu penso que o correto seria ter leis de prevenção mais brandas, mas outras que punissem com maior rigor os envolvidos. Ou seja, se o cidadão quiser dirigir bêbado, que dirija, mas se ferir ou matar, que os anos de cadeia sejam muitos.

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    5. Alvarenga/RN15/02/12 15:53

      exatamente a minha opinião, este estado marxista/comunista em que vivemos acha o (na verdade está tornando) o cidadão um tonto que deve ser regrado em tudo. Eu sou da opinia que o cidadão deve ser responsabilizado pelos seus atos quando estes prejudicam OUTROS ñ antes.

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  17. Lamento, entusiastas, mas com o acesso mais fácil ao crédito, entrou no mercado um grupo muito grande de consumidores um tanto ignorante sobre automóveis, que compram carro numa demonstração de "status" em relação ao seu vizinho (que pobreza de espírito). Infelizmente, eles são maioria e vão mandar no mercado até aprenderem (será que vão?). Até lá vão comprar Gols, Milles, Astras e qualquer coisa das 4 grandes, por que o que elas fazem é "melhor" na cabeça deles.
    Finalizando: adiantou a Ford se esmerar no acabamento do Focus GI? o mercado gostou e comprou? Nãooooooo, o mercado não é de Autoentusiastas!

    RicardoBF

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    1. Os novos consumidores compram mais por necessidade do que por status ou para mostrar para o vizinho. É gente que às vezes nunca teve um carro em casa e que precisa do carro mais barato e acessível possível, o que junto com a pouca informação que eles tem sobre carros leva a comprar qualquer coisa que coloquem no mercado (em especial se for das 4 grandes, mais acessíveis). O governo poderia ajudar estimulando um mercado mais competitivo mas prefere os lucros fáceis e, principalmente, não quer perder o eleitorado.

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    2. Tem isso, ou também pagar absurdos para ter um carro japonês na garagem.
      Você acha inteligente pagar R$ 51 mil por um Honda City?

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    3. A Ford em 2001 tinha outros problemas, como a má fama de peças difíceis vinda da péssima logística de distribuição da empresa. Muitos relatos de carros Ford novos parados esperando por meses até as peças chegarem fez um baita estrago na imagem da marca nesta época. Mesmo sendo um bom produto, as vendas do Focus eram afetadas por isso. Empobrecê-lo para barateá-lo não era a melhor resposta para fazer suas vendas deslancharem, mas foi a "solução fácil" que encontraram.

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    4. Carlos
      Apesar de um otimo e sofisticado produto acredito que o Focus G1 nao vendeu bem pois era realmete muito feio

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    5. Focus era feio? Ok, lindos são Agile, Cobalt, Montana...

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    6. Focus era feio (2)?? Eu tenho um Mk1,5 hatch, e acho um carro muito bonito e com desenho muito a frente do seu tempo. Comparando, acho o design dele mais moderno que de um Gol G5, Golf Remendão, entre outros carros "atuais". O sedã realmente não era muito bonito. O probelma é que Brasileiro não entende nada de carros, apesar da Ipiranga dizer que somos apaixonados por carros...

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  18. O pior de tudo é essa lógica perversa do "já que o meu concorrente depenou o produto dele, também vou depenar o meu". É um processo sem fim que faz parte do lado menos elogiável do capitalismo.

    Transposta a um outro contexto, é essa mesma lógica que tem levado os grandes players do mercado americano de fast food a aumentarem assustadoramente o tamanho de suas porções: "se o meu concorrente aumentou o tamanho de seus hamburgueres e milk shakes, vou ter que aumentar o dos meus também". E os consumidores americanos, que prezam o "value for money" acima de tudo, realimentam o processo gostosamente enquanto vão ficando cada vez mais obesos.

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    1. Bom ponto esse,
      A cegueira ou miopia de focar somente no concorrente direto é tão intensa na America, que se espalha nas filiais, Ford só olha GM, que só olha Ford, assim ficaram por décadas e o mundo cresceu e tomou-lhes espaço, mas os executivos seguem com esse pensamento...

      MAS

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    2. No caso dos americanos, pelo menos é uma melhora no que se compra, pelo preço. Aqui é o contrário.

      Brasileiro merece o mercado que tem. Convenhamos que mesmo num mercado regulado como o nosso, quem define o preço e os produtos continua sendo quem consome

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  19. MAS,
    Tenho também a impressão de que, quando a fábrica lança um carro, já definiu a evolução e os equipamentos que serão agregados ao longo do ciclo de vida. No último ano de cada modelo, enchem de "opcionais" para dar gás às vendas. Tem isso?
    Nosso mercado não se alinha ao Primeiro Mundo porque as fábricas sabem que tem um potencial imenso de vendas... Lá fora, se eles não inovarem, o consumidor não troca de carro.

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    1. Tanto que o Celta está para vir com air-bag. Não é à toa que nessa última reeestilização ele ganhou (assim como o Prisma) aquele porta-objetos superior, acima do porta-luvas. Mas eles sempre protelam ao máximo que podem ou a legislação permite. São uns safados.

      FVG

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    2. A criação do Celta nada mais é do que um projeto de "Extreme Depenation".

      O Corsa B tinha airbags, que foram retirados no "depenation process" que foi fazer o Celta. Vão colocá-lo de volta, 13 anos depois, porque a partir de 2014 vai ser obrigatório.

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    3. Mineirim,
      Deveria ter, mas como os ciclos de vida aqui eram indefinidos, os carros evoluiam mecanicamente, na média e involuiam na oferta de equipamentos, há também o fator pitoresco aqui, o carro fica velho e eles o mantém, para buscar consumidores de faixa menor de renda, enquanto o substituto busca manter os clientes antigos, caso de Astra e Vectra.

      MAS

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  20. Antonio Pacheco15/02/12 10:23

    Pra mim, quem começou essa onda de depenação foi a VW. Explico: o carro mais vendido do país começou básico, e foi tendo um acabamento melhor com a chegada dos concorrentes (Corsa, Palio, Fiesta e etc). Como continuou sendo bem vendido, a VW aos poucos foi depenando o Gol, que continuou com boas vendas. As demais fábricas seguiram o exemplo, e foram piorando o acabamento dos seus carros, afinal o brasileiro compra é novidade, seja ela boa ou ruim. Enfim, fiz esse comparativo mas a verdade é que a culpa mesmo é do consumidor, que compra qualquer coisa depenada só para falar que está andando de carro novo. O Corsa Wind de 94 espanca o Celta em qualquer de suas versões, com acabamento muito melhor. O Vectra 97 é muito superior ao último Vectra, não tive a oportunidade de entrar em um Cruze para comparar. Culpa de quem compra essas novidades.

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  21. Prezado AnônimoFeb 14, 2012 03:59 PM, estou com o Novo Focus Hatch Ghia desde novembro de 2009, 38k km, AT, inflex, consumo médio de gasolina 10 km/l (padrão Brasília).

    Gosto demais do carro, embora o porta-malas seja algo raso (comparado com o old Focus), o consumo é aceitável pelo tamanho do motor e ser AT, o espaço interno é bom (no old o espaço atrás parece maior pois os bancos são mais "finos"), o acabamento tem pontos que poderiam melhorar, como a forração na parte de trás do banco traseiro, bancos 100% em couro (o original é 70/30%) alguns apliques de carpete nos porta-mapas (como haviam no Escort GLX 97).

    Em termos de itens de conveniência faltam aqueles que foram incorporados no Titanium (acendimento automático, sensor de chuva, saída de ar no porta-luvas, faróis elipsoidais (embora não sejam ruins)).

    Quanto as peças nunca tive problema pois ele ainda está na garantia, então tudo é coberto por ela. Por fora da garantia só troquei um jogo de pastilhas, que foi 220 reais na concessionária (com a troca inclusa).

    Estabilidade e conforto 100% (muito melhor que o Fit EX da minha esposa), o câmbio AT é meio lerdo, mas com o tempo pega-se o jeito.

    Dos extras, adoro o Bluetooth (só para o telefone), o controlador de velocidade e o teto solar (faz uma grande diferença, tanto que usa-se menos o AC e aumenta a sensação de amplitude do carro). Sensor de estacionamento original 100% confiável (É só sonoro e o aviso é algo baixo, para quem é meio surdo não vai gostar)

    O comando de voz é dispensável (no meu caso é no português de Portugal, então não funciona direito, tanto que desisti dele)

    AC eficiente (embora a troca do filtro seja impossível de ser feita em casa), direção macia (uso no modo conforto).

    Se for comprar um compre um Ghia/Titanium ou então o GLX mais completo (pós Titanium), a diferença vale a pena.

    A CCS onde levo o carro hoje é 80%, não tão eficiente quanto a CCS da Honda, mas um melhor que a média. Tem que achar um consultor bom (o que era da CCS onde eu levava antes dela virar CCS da JAC era muito bom, mas ele agora só atende camionetes na atual CCS...

    Nota para o carro: 9 (pelos equipamentos que o DP Team tirou e o câmbio lerdo)
    Nota para a CCS: 8 (Donos de Focus e Fusion tem tratamento diferenciado)
    Recomendo? Sim
    Trocaria por outro carro? Não sei, gostaria de ter um Corolla e um Civic para comparar. Hoje só faria uma troca cega pelo Volvo S60 ou Novo Fusion (o que ainda vai ser lançado).
    O que realmente faz falta nele: Um câmbio AT de 5 ou 6 marchas, a versão perua e a cor Prata Atenas (dourado).

    Se não for pedir demais para a Ford, a versão ST e a SW ST seria show.

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    1. Chandré, voce deve estar falando daquela Ford situada no início da W3 norte, perto do Radiocenter, não? Tinha um excelente serviço rápido, preço justo, coisa rara em Brasília

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    2. Amigo
      Obrigado por suas informacoes ..
      Fiquei com mais animo para trocar meu Polo pelo Focus
      Abracos

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  22. Uma vez eu li em algum lugar que o custo de se trocar todo o revestimento vagabundo com textura de pano de chão dos bancos e painéis de porta por um felpudo veludo é na casa de 30 reais. Aí vem a JAC trazendo um veludo gostoso de tocar no J3 e a concorrência fica emburrada, encomendando um IPI protecionista.

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    1. Para mim o cúmulo da TOSQUICE em redução de custos foi na década de 90 quando os Gols quadrados vinham faltando o retrovisor direito e equipados com pneuzinhos 155/70/13.

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    2. Em agosto de 1994 a empresa em que eu trabalhava conseguiu comprar um Gol 1000 totalmente pelado. O pior: Era pra viajar. Naturalmente, veio sem o retrovisor. Numa das viagens, coloquei do meu bolso um espelho Metagal (marca do original VW) do lado direito. Preço? R$ 12, instalado. Trazendo a valores atuais, seriam 45 reais, já com mão de obra de colocação inclusa.

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    3. Esses exemplos aqui citados explicam o porquê do termo bean counters... Haja avareza!!!

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    4. Gostoso de tocar no J3 ? tocar uma ?

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  23. Não entendo...
    Um Mercado que fala mal do AP 2.0 porém compra carros flex que faz os motores parecerem da década de 80, (de desempenho até não, mas o consumo é absurdo).

    Falando em Consumo, o Jetta 2.0 é o que menos anda, mas é um dos que menos bebe na categoria (perde apenas pro Civic novo.)

    Acho complicado para todas as montadoras trazerem carros com motores modernos pra cá e ter que adaptar pra flex e estragar toda a engenharia de anos... Pra quem não gosta do "APÊ" o Jetta tem o 2.0 Turbo a um preço não tão diferente, que compensa, aliás, 80 mil é o que queriam me cobrar por um Elantra top, que se bobear não chega aos pés do 2.0 comum (um carro daquele tamanho sem freio a disco atrás é um absurdo).

    É fácil ver o lado ruim das coisas e analizar só um modelo da marca, assim como seria fácil eu vir aqui e falar que o Cruze não presta, já que o acabamento do Cobalt é um lixo, OU que o Punto é um lixo, já que o modelo 1.4 bebe igual ao 1.8 e anda menos(bem menos) que um celta 1.0.

    E sim, depois de pesquisar direitinho, levarei um Civic pra casa.

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    1. Leve mesmo, e fique olhando para aquele carro de pobre, disfarçado de novo rico.

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  24. A General Motors é um amontoado de velhos barracões velhos na cidade de São Caetano do Sul. Especializados em fabricar carroças depenadas.

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    1. Exatamente.

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    2. Você é idiota por achar isso.

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    3. "A General Motors é um amontoado de velhos barracões velhos na cidade de São Caetano do Sul. Especializados em fabricar carroças depenadas."

      [x2]

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    4. Próprio otário de Celta; idiota sim, sozinho não. Há pessoas que compartilham da minha opinião.

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  25. Apesar de quase nula a renovação dos produtos GM nos últimos 10 anos, de 2011 para cá eles estão sendo o fabricante que deu mais enfase na renovação dos produtos.

    Eu, particularmente, prefiro esse modo de agir da GM, assim quem comprou um Astra 2003, por exemplo, tem ele atualizado com os Astras 2011. Outros modelos também têm essa mesma vantagem.

    A FIAT "recicla" seus modelos a cada 2 anos, o que é bom do ponto de vista comercial, pois chama o consumidor que gosta de novidades. Mas desvaloriza rapidamente o usado, tanto financeiramente quanto à imagem. Quem comprou um, até então, recém-lançado Palio 2008 já o tinha defasado no fim de 2011...

    Que venha a renovação, mas que ela dure muito!

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    1. Desvaloriza nada ! O Palio é caríssimo pela merda que é.
      Melhor trocar de marca, lixo caro puro.

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  26. Trabalho na industria automotiva e INFELIZMENTE já trabalhei nos tais depenation teams. Como estudante de engenharia posso dizer que foi lastimável para mim!!! Saí do setor assim que consegui uma outra oportunidade... Tudo Chinês, Indiano, etc etc etc... Algumas vezes conseguíamos algo de qualidade superior... Mas só 10% dos casos.

    Anônimo.

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  27. O pior é para quem fornece peças para as fábricas de carros aqui no Brasil. Eles chegam na empresa fornecedora com o preço máximo já definido para determinado componente, valor esse sempre bem abaixo do valor pretendido pelo fornecedor. Não sei atualmente, mas ao menos a cerca de 10 anos atrás, dependendo do componente, as fábricas auxiliavam o fornecedor a diminuir os custos de produção. Porém, mesmo assim, a margem de lucro era muito pequena.

    Conheci dois donos de empresas de pequeno/médio porte que somente forneciam componentes para as fábricas de automóveis para manter os nomes dessas fábricas no portfolio de clientes, pois o lucro sempre era muito pequeno ou mesmo inexistente, em paralelo a prazos apertadíssimos.

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  28. O problema é muito simples: Quantidade de gente trabalhando. Lá fora tem um engenheiro para a porca, outro para o parafuso e um terceiro para arruela, e eles são responsáveis pela porca, pela arruela e pelo parafuso da caixa de fusível da aplicação X, pois da Y tem mais três engenheiros. Sem contar o engenheiro que determina o aperto do conjunto...

    Mas a Toyota paga mau para engenheiro, engenheiro japonês é mão de obra barata que trabalha 18 horas por dia...

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    1. Engenheiro no Japão é mão-de-obra barata, lá talvez eles sejam vistos como nós aqui vemos os pedreiros e os encanadores.

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    2. Se bobear até que os pedreiros e os encanadores são mais bem vistos que os engenheiros no Japão...

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    3. Pelo menos aqui no Brasil já não está sendo fácil achar pedreiros e encanadores que prestem já que o mercado ainda está aquecido. Os empreiteiros de mão-de-obra sabem muito bem que não é por qualquer merreca que ele consegue segurar um bom profissional em sua equipe. Mestre de obra, então, nem se fala.

      FVG

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  29. É ISSO AÍ STRASSEN, DEUS TE OUÇA!!!

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  30. Fico puto quando retiram o repetidor lateral pra inserir uma "tampinha" com um logo.

    PRA QUÊ??

    Aconteceu com o Ka e agora com o Clio.
    Se os caras se prendem a reduzir qualidade e segurança por custo em um item como esse, imagine o que não estão aceitando comprometer em peças que "não vemos".

    Ka e Clio zero km nunca mais.
    Perdi a confiança.
    Melhor encontrar um seminovo bem cuidado.

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  31. Como já dito acima, a mudança na nova geração do Jetta é emblemática...Antes o acabamento era o mesmo que o da Variant. Mesmo o TSI, com o excelente powertrain e DSG, o acabamento é bem inferior ao da geração passada.

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    1. Não esqueça que essa mudança no Jetta nunca foi pensada para o Brasil, mas sim para os EUA, onde o carro inclusive ficou MAIS BARATO.

      Aqui a qualidade desceu mas o preço não. Coisas tupiniquins.

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    2. Jetta é horrendo.

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    3. Tb acho, não tenho $$ para comprar...igual a vc!

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  32. Antonio Pacheco16/02/12 15:18

    Falando em depenação, parece que a GM irá produzir o Cobalt com motor 1.8. Mas não será o 1.8 ecotec do Cruze, e sim uma versão baseada no motor 1.4 com a cilindrada aumentada para 1.8, com diversas modificações, e blá, blá, blá...
    Traduzindo: Vão ressuscitar o motor 1.8 flexpower que já equipou Corsa, Montana e Cia ltda, e foi recentemente descontinuado pela Fiat, dizendo ser um motor novo. E alguém duvida que irá vender muito?

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    Respostas
    1. Exato, o motor 1,8L família-I. Na verdade nem se trata de ressucitar pois esse motor ainda equipa a Meriva Easytronic, único modelo da GM que ainda sai com ele. Essas modificações citadas serão para colocá-lo no mesmo patamar do VHCE e do 1,4L Econoflex. Se o resultado for alguma coisa na casinha dos 70cv/L acho que já estará de bom tamanho.

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  33. Pedro de Alburquerque17/02/12 03:48

    Como país emergente que somos, claro que a cultura automobilista também é baixa. Aqui ainda se compra carro por fanatismo a uma marca independente do que ofereça. Mas a coisa parece que está mudando, itens de conveniência, conforto e segurança já vem de série em muitos carros, itens que bem poderiam ser depenados e ninguém notaria. Um exemplo são os chineses, que não retiraram iens como luz traseira de neblina, repetidores laterais das setas e regulagem interna de faróis; e mesmo modelos de entrada que se vendem por si só como a linha Gol 2013, já tem alguns destes itens, que alguns carros de preço muito maior não tem, como a linha Honda.

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  34. Tenho um Civic, que ao se tornar Flex perdeu o coletor de admissão variável !!!!

    Acho o cumulo da vergonha os carros VWs. Nenhum (eu disse nenhum) deles fabricado no Brasil tem um interior decente. Bancos de tecido lixa e plásticos duros e ocos são regra, desde o Gol GIV até o SpaceFox mais caro. E a VW, com mentalidade "monopolista" ainda tira onda nos comerciais de que vale a pena comprar um VW...por ser um VW ! Grandes m***. E daí ? e o motor vagabundo 1.6 8 válvulas ? Vai durar até quando ?

    Quando leio as minhas quatro patas da década de 80 e vejo o interior do Del Rey, pergunto o que deu na Ford. seria o estabelecimento do (baixo) patamar de qualidade do padrão Camaçari, não só de acabamento, como de construção automotiva ?

    Agenor Souza

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  35. VAMOS TODOS COMPRAR CARROS COREANOS E FRANCESES..
    MELHOR CUSTO/ BENEFICIO
    FABIO CTBA

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  36. Esse post é sobre engenharia de produto ou sobre acabamento no interior dos carros?

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