4 de fevereiro de 2012

BRASIL X MÉXICO. OU NO DOS OUTROS É REFRESCO

 Arte: comexblog.com.br




Há poucos meses, no primeiro semestre de 2011, o Brasil reclamava das medidas protecionistas tomadas pela Argentina. Justificando o desequilíbrio na balança comercial entre os dois países, a Argentina passou a dificultar a entrada de produtos brasileiros em seu território. Obviamente que o Brasil não gostou nada disso e, em retaliação, suspendeu as licenças automáticas para a importação de produtos argentinos, ficando valendo a regra da Organização Mundial do Comércio de que as licenças devam sair em até sessenta dias.

Isso envolvendo dois países do mesmo bloco econômico – o Mercosul – é inconcebível em si mesmo.

Pois na quinta-feira passada foi divulgado que o Brasil, não gostando do desequilíbrio no comércio de automóveis com o México, que chegou a 1,5 bilhão de dólares negativo em 2011, pensa em romper unilateralmente o acordo automotivo que temos com aquele país desde 2000.

No comércio internacional é difícil manter uma igualdade de contas. Com alguns países se tem superávit, com outros se tem déficit, isso é normal. O que é muito malvisto é se ter a posição de menino mimado dono da bola, aquele que se estiver perdendo o jogo, leva a bola embora. É exatamente isto que o Brasil está fazendo. É a própria Lei de Gérson aplicada às relações internacionais: todo mundo que exportar mas ninguém quer importar...

Ao não gostar de ver o déficit com o México crescendo, o Brasil simplesmente quer romper o acordo. O mesmo que a Argentina fez e que o Brasil não gostou. O mesmo menino não gosta quando joga com a bola alheia e o outro a leva embora. Que moral vamos ter quando outro país fizer o mesmo novamente conosco?

Em meio a isso, nosso mercado automobilístico passa por um momento delicado. Tudo que se produz se vende, pois a demanda está muito aquecida e a capacidade de produção está no limite. Numa situação dessas, a tendência é que os preços subam, pois os fabricantes não têm como produzir mais carros. Como fazer para os preços não dispararem? Regula-se a oferta com importação. Os importados – leia-se aqueles de preço acessível – atendem o excesso de demanda que a produção nacional não consegue suprir.

Só que nessa questão econômica envolvendo dois países – briga que não é exatamente do setor industrial-automobilístico – a nossa indústria está pegando uma formidável carona. Os carros importados, em geral, são melhores e mais baratos que os nacionais, que são caros e defasados. Além disso, os preços caírem é desinteressante para a indústria instalada no Brasil. A conseqüência de mais esta trapalhada governamental provavelmente será um aumento de preço dos carros no Brasil causado pela diminuição da oferta.


Nissan March
Uma conseqüência da "carona", por exemplo, seria tirar a Nissan do mercado. Recentemente ela lançou no mercado nacional carros em segmento de alto volume a preços bem convidativos. March e Versa são dois bons produtos mexicanos com preços muito atraentes que, na visão dos fabricantes instalados, aqui podem “estragar” o mercado. Como vender um ultrapassado Fiesta se um March que custa o mesmo oferece mais e é mais moderno?

É de se imaginar que os fabricantes locais, que fazem carros tão pelados quanto possível, não devam estar gostando nada dessa "invasão mexicana", como a do Versa, que veio para incomodar (pelo menos até agora). Disputa o mesmo mercado que Logan – embora nesse caso vá tudo para o mesmo bolso, o da Renault-Nissan –, Cobalt, Gol e Siena, mas custando menos que estes. Também traz airbags de série, coisa que os concorrentes cobram à parte.

Faz algum temppo que os fabricantes nacionais choram as pitangas reclamando da concorrência dos importados. Conseguiram até fazer o governo criar o IPI protecionista de 30 pontos porcentuais a mais que só atinge carros importados de fora do âmbito do Mercosul e México – alguns até das próprias matrizes deles, mas que muito pouco representam O alvo mesmo eram os da Ásia, notadamente da China e da Coréia do Sul.

Mas há poucos dias saiu uma notícia sobre as remessas de lucros do setor automobilístico ao exterior. Segundo a nota, as empresas do setor enviaram em 2011 5,58 bilhões de dólares ao exterior apenas como remessa de lucros. Chorar pitangas não parece próprio de quem está passando maus bocados...

Pela política a ser adotada por nosso governo em relação aos veículos importados do México, parece que estamos mesmo fadados a voltar ao tempo das carroças, como um certo ex-presidente bem definiu os carros nacionais da sua época.


CMF

84 comentários:

  1. Muito bom, Farjoun, muito bom. Algumas observações: a importação é bem vinda não só pelo lado em que aumenta regula oferta principalmente pelos modelos acessíveis, como você citou, mas também pelo balizamento que os modelos mais sofisticados fazem ao não permitir que os mais simples subam demais. Veja por exemplo a dupla Fusion-Azera, que segura a onda dos bonitinhos (mas ordinários...) Civic e Corolla. Para os que não se lembram, em 2006, no auge da histeria pelo New Civic, cobrava-se 100 paus pelo EXS com todos opcionais.

    Quanto ao Fiesta, acho que ele é o carro que melhor representa como a fábrica se coça quando a concorrencia aperta. Veja bem, hoje se compra um 1.6 com ac, dh, abs e ab com 35 paus. Zero bala. Há uns dois anos, esse mesmo carro era uns 45. Hoje, pelo bom custo benefício, sua defasagem é parcialmente mitigada.

    Abraço

    Lucas CRF

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    1. Discordo do comentário "bonitinhos (mas ordinários) Civic e Corolla. O primeiro é bonitinho, o segundo nem tanto, mas ambos são muito bons, apenas tem preço acima do que deveriam. Falo com conhecimento de causa, já tive os dois e atualmente tenho um BMW320, de uma categoria superior. O Corolla, principalmente, é de qualidade excepcional. Rodei 135.000km sem uma única quebra mecânica, com excelente consumo e conforto. Se isso é ordinário, o BMW deve ser um lixo, pois em 120.000 teve alguns defeitinhos...

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    2. Rafael, voce tocou justamente no problema: tem preço acima do que deveriam. Se é mais caro, o nível de cobrança tem que ser maior, correto? Cara, foge da minha compreensão como alguem pode pagar 90 paus num Altis.Portanto, o compararei com carros na faixa de 90. o julgamento que faço de um carro leva muito em conta seus concorrentes, principalmente no aspecto preço. Assim, considerando como referencia, por exemplo, um Azera, que era oferecido 0km por 70 pilas, acho sim o Corolla e o Civic bastante ordinários. Ok?

      Abraço

      Lucas CRF

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    3. Ferreirafp06/02/12 16:51

      Oi, tenho um corolla xei 2.0 e tb não entendo porque muitos pagam R$ 10.000 mais caro só por ter alguns opcionais a mais. Aliás o Xei já é caro demais para o que oferece. Mecanicamente o carro é o mesmo. O problema da Toyota é justamente por ser muito conservador, mesmo vindo de um país muito avançado tecnologicamente. Até os corollas uruguaios tem mais que o nosso. Além disso, crianças que usam o banco de trás rezam para os papais não colidirem seus corollas. Enfim, coisas que a gente só descobre depois que tem...rsrsrs. Mas mesmo assim, é bem superior a muitos que temos rodando por aqui.

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  2. ATENÇÃO, ATENÇÃO MÁXIMA. Basta!! Ou nós brasileiros comuns e principalmente aqueles que detem mídia e suas vertentes, como este bomblog, vamos pras cabeças, bater panela, pra cima desse governo de atitudes como esta de desrespeito e desserviço público, contra a proliferação da qualidade e segurança por um preço justo, e quebra de acordo na cara-dura, de cavalheiros vizinhos e amigos, em prol desse CRIME DE GOVERNO que é cobrar IMPOSTOS, IMPOSTOS, IMPOSTOS, IMPOSTOS, IMPOSTOS CARÍSSIMOS, e de retorno nos ofereçe POUCO, POUCO, POUCO, MUITO POUCO, POUQUÍSSIMOS benefícios sérios,
    ou senão nós estamos fadados a alguma coisa muito, mas muito em breve ao COLAPSO DO CALOTE E DA FALTA DE HORAR A PALAVRA E COMPROMISSO NO COMÉRCIO BILATERAL INTERNO E EXTERNO, desde as relações cotidianas. A violencia tende a aumentar relativamente. ATENTEM PRA ISSO!!!!
    deJuarez-MT

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    1. "ontem escravos, hoje passamos a ser escravos contribuintes"

      BrunoQueiroz
      Macapá-AP

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  3. Carlos Cwb04/02/12 12:20

    Se o consumidor aceita comprar porcarias por um preço alto, as montadoras agradecem.
    Comecem a exigir mais das montadoras, e não do governo, seja qual for...
    Recusem comprar porcarias, e verão que as montadoras serão obrigadas a melhorar seus produtos.

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    1. Prezado Carlos, devemos sim exigir mais do governo, seja qual for, pois essa situação descrita pelo CMF tira uma grande força de pressão dos consumidores sobre as montadoras, ao preterir as "carroças" em favor de produtos mais modernos com preços, digamos, mais justos.

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    2. Exatamente.
      Um comportamento que deveria mudar, por exemplo, é trocar de carro por outro exatamente igual. Ora, para que trocar se o carro não mudou nada? Só para ser "do ano"? RIdículo!
      Mas se o brasileiro se contenta e aceita pagar muito caro apenas para ter o "0000.00" de volta no hodômetro, azar dele.

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    3. O maior causador dessa presepada governamental e choramingo estúpido das fábricas de automóveis aqui instaladas, é exatamente o que o Corsário Viajante falou: trocar de carro a cada dois anos sem necessidade alguma. Só onde trabalho tem vários exemplos desse tipo. Carros pouco rodados e trocados só para mostrar "ao vizinho" que pode. Enquanto imbecis desse tipo estiverem por aqui, jamais iremos ter um país sério. E quem sofre as conseqüências somos nós, os verdadeiros cidadãos brasileiros, que prezam por uma sociedade digna de respeito.

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    4. Carlos Cwb04/02/12 20:45

      C.Q.D.

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  4. Não estou bem informado acerca dos termos do "acordo" Brasil-México, mas acho q não se pode comparar com o "tratado" Mercosul. Este é algo muito mais amplo, é quase como "formar um Estado comum" com regras semelhantes em diversos assuntos, não só nas relações econômicas. No Mercosul temos diferenças tarifárias em vários setores e não só com veículos. Já com o México trata-se de apenas um acordo comercial de troca de peças e veículos com imposto quase zero. E o problema reside exatamente aí: há pouco tempo, quando os consumidores dos EUA só se importavam com veículos enormes, o México era fabricante de veículos médio-grandes p/ cima e o Brasil de médio-pequenos p/ baixo, o que ajudava a equilibrar as trocas comercias Brasil-México (Brasil enviava veículos menores e recebia veículos maiores). Problema é q de uns tempos p/ cá o México passou a produzir veículos médio-pequenos para envio aos EUA (com o qual tem acordo comercial), que são mais baratos e vendem em volume muito maior do que os grandes. E estes "pequenos" já começam a chegar aqui, o que não só afeta nossa exportação desse tipo de veículo para lá, mas também a produção local e venda. Também há de se levar em conta que os os maiores (únicos?) importadores de veículos do México são as empresas que já possuem fábrica aqui (leia-se Fiat, VW, GM, Ford, Renault, etc) e estas são terminantemente contra ao fim do acordo - talvez elas ganhem mais dinheiro na venda aqui de veículos vindos do México do que daqueles produzidos aqui, graças ao "lucro Brasil". No fim das contas, o acordo Brasil-México do jeito que está hoje pode levar a manutenção desse modelo de produção de Gols/Unos/Celtas que são produtos locais de baixo valor agregado. Assim, não discordo de que os termos do acordo sejam revisados, pois da maneira como está não vejo mudança no horizonte das carroças produzidas aqui. Mas sou extremamente contra à medida anterior (aumento do IPI), esta que contou com o apoio da Anfavea, muito mais prejudicial à concorrência/modernização do mercado do que eventual revisão do acordo com o México, da qual a Anfavea discorda.
    Miguel

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    1. @Anônimo, creio que desde sempre fora essa a ideia do tratado com o México, ou seja, a manutenção do "modelo de produção de Gols/Unos/Celtas", carros de grande mercado no Brasil, mercado este complementado com a oferta dos médios/grandes mexicanos.
      Em vez de duplicar fábricas, ferramentais, etc., em cada país, o que poderia ser inviável em alguns casos (será que a produção de um Freemont brasileiro seria viável?), o investimento "dedicado" poderia ser otimizado, com produção em vários turnos por dia, etc.
      Portanto, tratando-se EXCLUSIVAMENTE da troca comercial de automóveis com o México, o balanço comercial tem de ser próximo a zero. Ideia essa que a Nissan "subverteu", ao trazer veículos pequenos como March e Versa daquele país.
      A questão da Argentina, porém, é diferente. As medidas protecionistas daquele país respondem a um déficit do balanço comercial de todos os segmentos, não apenas do automobilístico que - creio - seja amplamente favorável à Argentina (Clio, City, Siena, Focus, Classic, Hilux, Ranger, Fluence, 408, C4...).
      Basta lembrar que boa parte do déficit argentino advém das restrições de exportações de produtos alimentícios ao Brasil, "jogada" populista do governo (que governo?) daquele país há alguns anos para redução dos preços internos. O resultado: os produtores reduziram ou abandonaram de vez suas culturas, desemprego, queda de arrecadação de impostos, aumento dos preços... até lembra um país sul-americano que, certa vez, foi apreender boi no pasto...

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    2. É bom lembrar que o Brasil começou a perder a partir do ano de 2009....Até esse ano, o México é que perdia (por nove anos) e nem por isso tomou este tipo de atitude. O governo e principalmente as montadoras, tiveram todo esse tempo para "repensar" seus atos, baixando impostos e margens de lucro e agregando tecnologia, mas não o fizeram, pois conseguem vender o que produzem.

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    3. @Bruno, não sei se o México "perdia" antes (o que, por si só, seria tão errado quanto o Brasil perder agora). Por que não tomaram esse "tipo de atitude"? Também não sei. Talvez preferissem minorar os efeitos no balanço comercial com alguma exportação ao Brasil, o que não conseguiriam se importassem "populares" da Coreia ou da China, quem sabe?
      Vou indicar um link com maiores informações sobre esse asssunto: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/13002/Rombo%20na%20balan%C3%A7a%20com%20M%C3%A9xico%20amea%C3%A7a%20acordo%20automotivo

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  5. O engraçado é que agora a culpa é do México...
    É ÓBVIO que se a balança comercial está prejudicada, a culpa é dos fabricantes, que importam muito e exportam pouco.
    E a pergunta é simples: porque importam tanto e exportam tão pouco?
    Importam muito porque podem vender carros populares lá fora a preço de médios aqui.
    E exportam pouco porque exportar os LIXOS que fazem aqui é impossível.

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  6. É isso mesmo Corsário. Pegamos como exemplo o Fiesta (teriam vários outros): o mexicano (o conhecido New Fiesta) deveria ter vindo p/ substituir o nosso Rocam, em tese com preços próximos. Mas não, veio num degrau acima, quase com preço de Focus!! E o mesmo acontecerá com o Sonic (compacto estilo Corsa), que será vendido aqui a preço de Astra (que era um médio). Ou seja, do jeito que está, as fábricas ditas nacionais continuarão importando veículos modernos e produzindo aqui os nosso populares que não possuem qualquer chance no mercado externo geral. Daqui a pouco, se continuar assim, a balança estará 99% México x 1% Brasil, pq as "nacionais" só quererão importar e não terão nada decente para exportar!!
    Miguel

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    1. Sim, e não é só com o México, o Brasil já foi grande exportador, só que pior que a tão falada "valorização do real" foi a "desvalorização do produto", só produzem carros defasados no Brasil.

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  7. Victor Gomes04/02/12 13:19

    Engraçado é que um monte de gente reclama das atitudes do governo e das montadoras, mas na hora de trocar de carro, vai e compra um zero, nacional, de preço exorbitante e pelado. Pode até dizer que não tem opção de comprar um mais bem equipado no segmento, mas poxa! Já ouviu falar de carro seminovo? Tem medo de comprar? Acha que dá muito problema? o seguro é mais caro? Financiamento é mais difícil?

    Pesquise um pouco antes de vir com essas desculpas. Seja feliz com um seminovo, q ainda estará na garantia. E veja as montadoras se mexerem para voltar a vender um carro 0KM descente.

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    1. Falar o que para uma nação que acredita fielmente que sai mais em conta trocar de carro do que gastar R$500,00 em manutenção...

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    2. jackie chan04/02/12 16:48

      Mas se reparar, os usados também vendem bem. Tanto é que possuem uma boa retenção do valor, se comparado a mercados maduros. Mas, que é verdade o que diz o Corsário, isso é. Inclusive dentro do mercado de usados, tanto é que hoje em dia as lojas de carros usados são parcela importante na carteira de clientes das oficinas reparadoras. Parece que para muitos carros a única oportunidade de receber uma "revisão" é quando vai parar numa loja de usados.

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    3. O grande problema são as gambiarras de manutenção, talvez por isso alguns resistam a comprar carros usados (eu mesmo já estou começando a repensar minha postura em preferir usados mais bem equipados do que "populares" pelados). Agora à pouco mesmo estava eu às voltas com o vidro elétrico traseiro de meu carro (tive que fazer uma gambiarra para manter o dito cujo fechado até poder arrumar na segunda...) Para economizar R$19(!!!) no chamado arraste da máquina do vidro elétrico traseiro, o FDP do dono anterior fez uma gambiarra "do canário" e dane-se quem pegar a bomba depois...

      Estamos mesmo é ferrados neste Brasil. De um lado, somos assaltados por preços exorbitantes. De outro, existem os idiotas que fazem e aceitam gambiarras. Tinha que ser crime federal inafiançável fazer gambiarra ao invés de manutenção correta!!!

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    4. Road Runner, agora você foi no ponto. Nunca comprei carro usado justamente por isso. É sabido e notório o que se faz de traquitanas para se manter as coisas em funcionamento, pelo menos na questão dos carros isso é tido como regra em muitas bocas de porco. Ninguém respeita ninguém e vamos levando a coisa do jeito que dá. Estamos ferrados.

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    5. jackie chan05/02/12 11:16

      Já eu, não compro mais carro zero. Só compro usado, mas tem que saber separar o joio do trigo.

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  8. Alexandre - BH -04/02/12 13:23

    Ou seja: Num país onde se mudam as regras no meio do jogo, comprar carro importado ainda é arriscado. Faça um ótimo negócio hoje e tenha um mico na garagem amanhã. Esse é o medo que os fabricantes locais querem incutir no consumidor. E fazendo terrorismo sob as bênçãos do governo, vão acabar conseguindo. Voltemos aos tempos das carroças. Quero já meu Opala 2012. Mas que seja também o carro oficial da Dona Dilma.

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  9. Não é o desequilíbrio na balança comercial com México e Argentina que mais incomoda...somos um país rico que se dá ao LUXO de torrar ontem vultuosa quantia para comprar dolares e REGULAR o preço da moeda americana...1,5 Bilhão de dolares para quem está torrando o TRIPLO com estádios de futebol..é dinheiro de PINGA para a Dona Dilma, estamos torrando um dinheirão para financiar um PORTO EM CUBA ! E NINGUÉM RECLAMA ! Por favor, não me venham com chorumelas partidaristas...não se trata disso...ESTOU COMENTANDO SOBRE O "SEU DINHEIRO", O "MEU DINHEIRO", O "NOSSO DINHEIRO" indo pelo ralo....
    Sou totalmente favorável a que se escancare o MERCADO AUTOMOBILISTICO BRASILEIRO...só assim os nossos politicos cairão na real em relação ao CUSTO BRASIL...e os consumidores comprarão produtos um pouco mais modernos do que aqueles que produzem por aqui..

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    1. Compartilho da sua revolta. Não me entra na cabeça a MAIORIA (SIM, M-A-I-O-R-I-A) dos brasileiros não dar a mínima para o desperdício dos caros impostos que pagamos. Quando falo a respeito, é evidente o desinteresse das pessoas. Todos preferem dar o golpe na declaração de imposto de renda do que lutar por mais respeito com o dinheiro suado dos brasileiros.

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  10. Vender carro fabricado no México com preço-brasil deve ser uma das atividades mais lucrativas de todo o universo.

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  11. CMF,

    E essa euforia do mercado vai durar muito tempo? Parece que a inadimplência anda à solta...

    E o que dizer do pensamento do Alexandre - BH sobre o medo do consumidor?

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  12. Isso aqui nunca foi, não é, e nunca será um país sério. Um velho alto e narigudo vindo lá da França, com patente de general, disse isso lá pelos anos 60 do século passado...

    Essa turma que nos governa, e da qual não podemos reclamar, pois passamos um cheque em branco para eles, ou pior, nos omitimos, vai deitar e rolar por cima dos otários daqui por muuuuiiiitos e muuuuiiitos anos ainda, pois no final das contas, parece que ninguém quer se matar para melhorar essa zona.

    Como diria uma famosa mocréia. O negócio é mesmo relaxar e gozar.

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  13. "É de se imaginar que os fabricantes locais, que fazem carros tão pelados quanto possível, não devam estar gostando nada dessa "invasão mexicana..."

    Entendo as críticas à intenção do Brasil denunciar o tratado. São válidas e devem ser respeitadas. Todavia, devem ter o mínimo de coerência.

    Como explicar que tal medida visa beneficiar as quatro principais fabricantes (VW, Ford, Fiat e GM) se justamente elas são as que mais importam veículos do México?

    O texto, na minha opinião, está equivocado.


    Marco

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  14. O Brasil é o Brasil cara, ele é tão maior que esses outros países que pode se dar a esse luxo. Ou jogam com a gente ou get out of here.

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    1. Acho que você é daqueles que acham que o Brasil é o país do futuro. Futuro que nunca chega...

      Fodão get out!

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    2. Com o devido respeito, não é de gente como você que o Brasil precisa.

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    3. Era só o que faltava, ufanismo. E de quinta categoria. Tem gente que é muito besta mesmo. E põe besta nisso...

      Pra você, brasileiro ufanista, uma musiquinha dos tempos da ditadura:

      Eu te amo meu Brasil, eu te amo
      Ninguém segura a imensidão do meu país
      Eu te amo meu Brasil, eu te amo
      .
      .
      .

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    4. Ao Anônimo 04/02 10:04:

      São por pensamentos limitados como esse seu que o Brasil está virando essa meleca que vemos dia-a-dia... E viva a Copa 2014 e Olimpíadas 2016! Viva o pão e circo!

      Ah, sim, ia me esquecendo... Viva o Carnaval!!!

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    5. Esse anônimo é mais besta que o maior dos bestas desse nosso Brasil varonil.

      Uma besta elevada à decima potência e get out of here prá ele também!

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  15. Enquanto tiver gente comprando carniça, esse quadro não muda. Simples.

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  16. Na minha opinião, tudo isso é fruto de um problema maior, pouco discutido mas muito importante:

    Não vale a pena mais fabricar no Brasil. Custo muito alto.

    O México produz para o EUA, a China produz para o mundo todo. E nós? Produzimos para nós mesmos. E ainda assim, só por causa de proteção de mercado.

    E não adianta ficar aí metendo pau nas 4 grandes como é de praxe; as modernosas Toyota e Honda também já descobriram o mesmo problema. No Brasil, tudo é mais caro.

    O trabalhador brasileiro custa muito e recebe pouco. A burocracia gera departamentos inteiros para lidar com o embroglio fiscal. Portos difíceis ineficientes e corruptos, transporte terrestre idem. Para produzir carros, impostos em toda pequena etapa do processo se amontoando feito uma bola de neve.
    Podem esperar mais coisa deste tipo, porque é mais difícil resolver todo esse rolo...E o povo vai achar que os empresários da indústria é que são os culpados mesmo.

    MAO

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    1. Apoiado!

      Antonio Martins

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    2. Toyota e Honda já sabiam desse "problema" há décadas, pois produziam aqui o Bandeirantes desde a década de 60, e as motos desde a decada de 70, respectivamente.

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    3. O "Custo Brasil" não se deve somente a impostos, mas também à sede medonha de lucro fácil de muitos empresários. Saindo do assunto automóvel, após a virada do ano notei que a maioria dos alimentos e produtos de primeira necessidade estão mais caros, 10% no mínimo. Isso comparando somente Dez/2011 com Jan/2012. Não fiz (nem pretendo fazer...) a conta de Jan/2011 a Jan/2012 porque não quero personificar o papel do Michael Douglas no filme "Um Dia de Fúria"... Tá faltando pouco para um dia eu pirar daquele jeito!!!

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    4. Pois é, CLT custa mais que o salário que o funcionário recebe. E tudo cai na conta do consumidor!

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    5. Pois é Road Runner, e depois querem que acreditemos nos índices oficiais de 5 - 6% ao ano.

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    6. Calma, qto aos Portos, o Eike já vai resolver isso já já! :)

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    7. MAO;

      Com todo respeito, esse é o argumento é o da Industria Automobilistica.

      Produzir no Brasil é caro, é é caro sim! Mas se é tão caro, então deveriamos internar os dirigentes da Toyota que estão erguendo (a toque de caixa) uma fabrica (a partir do zero) no km 92 da Rodovia Castello Branco. Deveriamos ver a saude mental dos chineses que estão querendo construir fabricas no Vale do Paraiba. E dos coreanos com a Hyundai.

      Produzir no Brasil é caro por conta do sindicalismo, é, sem duvida! Mas Detroit e as fabricas americanas então teriam que estar passando por uma desindustrialização ainda mais sérias pois as "Unions" americanas pegam pesado e para valer! Mais até do que aqui que serve apenas para beneficiar os "pelegos"

      Produzir no Brasil é caro, sem duvida que é mas alguma coisa está erradissima: Um pneu no Brasil custa o dobro do que o mesmo pneu no Paraguai...e muitas vezes o pneu mais barato no Paraguai é produzido no...Brasil!!!!!

      Produzir no Brasil é caro, é sim senhor mas para o pequeno e médio empresario. Para os grandes grupos empresariais, empresas multinacionais, pode ter certeza que o Brasil, com todas as incongruências é um pais excelente de se produzir.

      A coisa mais facil que existe é culpar o governo, o custo Brasil, os impostos em cascata, a ineficiencia do etc. etc. etc. taxando a iniciativa privada de vítima em meio ao governo algoz.

      Entretanto tal qual a politica é suja, no mundo dos negocios (dos grandes negocios entenda-se bem...) também existe corrupção, chantagem, acordos comerciais de cavalheiros, oligopólios, cartelização, suborno entre outras coisas ruins e te garanto que o governo, ao mesmo tempo que é vilão, também é facilmente refém da industria.

      Ou alguém aqui realmente acredita que o governo resolveu mudar as regras do IPI, beneficiando "coincidentemente" apenas as industrias ligadas a ANFAVEA, porque a ANFAVEA delicadamente pediu....O lobby deles é muitissimo mais forte do que a nossa curta imaginação consegue pensar.

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    8. Muito bem Marco Antonio,mas ha 10 anos estão parados as reformas que o Brasil precisa,desde o governo do sapo e a dilma,que não tem peito pra nada,a tendência é piorar,a desindustrialização do Brasil é fato,mas o gov. não está nem ai..............

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  17. Já viram como o governo anda alterando as regras do mercado de carros nos últimos anos? Já perdi a conta de quantas vezes o IPI já subiu e desceu. A última medida de aumentar o IPI dos importados foi bastante impopular e mesmo assim continuam caindo na lábia da Anfavea. A explicação que vejo é que esse setor da economia reage rapidamente aos estímulos, aumentando as vendas ou empregos numa velocidade maior que a dos outros setores. O textil e o de máquinas estão sofrendo um bocado com a concorrencia chinesa, e nem por isso o governo toma uma medida protecionista. Minha impressão é que falta planejamento. Trabalham apagando o fogo. Medida da semana: "Como equilibrar a balança comercial? Ah, acaba com o acordo automotivo com o Mexico e pronto." Como se fosse algo simples.
    E como a Ford vai se explicar agora? No começo da semana anunciou redução de preço do New Fiesta. Agora, pelo visto, vai ter que anunciar aumento.

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  18. Lorenzo Frigerio05/02/12 00:54

    A verdade é uma só: o governo fará de TUDO pra manter a pelegada do ABC empregada e fumando charuto cubano com os Presidentes das empresas.
    Carros são uma conveniência para a população, não um "mito" para o governo ficar usando, demagogicamente, como setor estratégico para manter o nível de emprego.
    É incrível, mas tirando o Collor, todos os outros presidentes continuaram a imitar a política xenófoba e protecionista do regime militar.

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    1. Carro é conveniente para a população (dentro de um certo limite... aqui no rio, carro virou uma praga), e mais conveniente para o governo: Mais impostos, mais multas, e todo mundo exibindo pro vizinho como "o meu é maior que o seu". Enterra mais da metade do salário no carro e se afunda em dívidas, mas "olha como a economia está aquecida, comprei meu carro! eu posso tudo!".
      O governo desde 2002 está sendo aquele tio gente boa, que dá tudo que a criança pede. Porém, criança não sabe PN e faz muita besteira. E o tio gente boa só tá dando o que é pedido, ué! Fica bonito na fita.
      O pai, que ralha, dá bronca, mas ENSINA e FORMA o homem, esse não é bem visto no começo, tem seu trabalho reconhecido só depois de anos.
      Mas ninguém quer o pai, ninguém quer trabalhar, ninguém quer se esforçar. Todo mundo só quer o tio.

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  19. O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos.

    - Presidente Dilma Rousseff, em seu histórico discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU,


    Parafraseando uma frase atribuida a outro presidente da república, "esquecam tudo o que eu disse".

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  20. Não costumo comentar aqui neste blog mas devido a esta belíssima matéria não posso deixar de fazer.

    Primeiramente parabéns pela matéria realmente muito interessante.

    De fato quando leio este tipo de noticia meu espirito patriota berra dentro de mim o que me torna cada vez mais angustiado e decepcionado com nosso pais, realmente não tenho mais aquela ambiciosa visão de minha juventude que aos poucos se vai com o passar do tempo de morar, investir e progredir neste pais, sou um autoentusiasta de carteirinha e devido a minha cidade se localizar em região de fronteira, tenho a possibilidade de guiar os mais diversos modelos importados vivenciando assim as diferenças entre tecnologias de nossa industria para com a industria estrangeira, de fato andar em um defasado mille 2006 o que faço diariamente e desnecessariamente desconfortável se observarmos os modelos disponíveis la fora em mesma categoria, me sinto usurpado em meu direito de cidadão digo mais somos escravizados por um sistema viciado que tem como único objetivo sugar o cidadão e quando paro para pensar nisso é que me dou conta que o culpado somos nos mesmos e a nossa incontestável falta de memoria politica.

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  21. Excelente texto Carlos.
    Vai direto ao ponto!
    Abs

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  22. O que esperar de um país de merda que vota no PT???

    Pelo menos o Collor foi lá e falou a verdade, os carros brasileiros eram todos carroças. Se o Lula ganha em 89 estaríamos andando de Lada... Ah, claro, andar de Lada é o melhor que o povão pode querer.

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  23. ahahaha...

    Volta Collor!!!

    Os caras vão subir o preço das carroças, nossa capacidade produtiva continuará tomada. Ninguém precisa investir bilhões pois ganharão dinheiro do mesmo jeito.

    E as empresas que quiserem vender aqui que montem fábricas na Argentina - vide Nissan - porque o Brasil é uma piada.

    Lembre que a 6º economia do mundo passa por uma ruazinha esburacada de duas mãos no porto de santos...

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  24. Hélio Corazza05/02/12 11:46

    De Gaulle tinha razão.

    Não somos um país sério.

    E nunca seremos. Nem conosco mesmo.

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  25. É ISSO AÍ FARJOUN, PAU NESSES BARÕES DO ATRASO!!!

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  26. Carlos Cwb05/02/12 12:40

    Vocês que criticam o Brasil falam como se não fizessem parte do povo, o "povo" são os outros...
    Quem aqui faz a sua parte?

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  27. Pessoal... Estão todos cegos aqui?

    O problema é que as montadoras estão englobando o valor da isenção de impostos dado pelo governo no acordo BRASIL-MÉXICO!

    Se é para dar desconto nos impostos e as montadoras não repassar para nós, consumidores, que o governo volte a ficar com os impostos. Isso teoricamente poderia ser investidos em um transporte público de qualidade.

    Ou alguém acha que o VW JETTA custaria 90 mil se toda a isenção tarifária fosse aplicada? Se ele vem sem impostos e lá ele custa 30 mil, como então é vendido aqui por 90 mil? O frete é tão caro assim? A adaptação para nossa gasoálcool é tão dispendiosa assim?

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    1. Concordo. Em genero numero e grau.

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    2. Comentário mais que lúcido.

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  28. Osmar Fipi05/02/12 13:03

    CWB,

    Eu faço. Trabalho pra cacete, pago TODOS meus impostos. Não aceito votar no menos pior e vira e mexe estou no escritório do vereador aqui do bairro cobrando algumas melhorias e apontando problemas.

    Cobro a escola de meu filho e também dou aulas em comunidades aqui por perto de sábado porque acredito na educação como motivador de soluções.

    Mas que não somos sérios - ou nossa maioria - isso somos e concordo com o Corazza ali em cima.

    Indignado digital não adianta nada.

    - Osmar Fipi

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    1. Carlos Cwb05/02/12 18:35

      Fipi, sei que "indignado digital" não adianta nada. E também cumpro com meus compromissos.
      Acontece que a grande maioria vive reclamando nos comentários, mas quando desliga o PC, faz tudo errado, desde tentar levar vantagens a tentar subornar policia pra não ser multado.
      Mas na hora de escrever é tudo santinho...

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  29. Gente, são 35 % de isenção tributária. O nissan march deveria custar aqui bem menos do que é vendido. A nissan está comedo o valor da isenção tributária concedida. Isso vale para todos os mexicanos.

    depois de um aumento de 30% nos infortados o vw tiguan por exemplo aumentou 5%. E a diferença de 25% porque não aumentaram? porque não repassaram todo o aumento de impostos? pq a margem de lucro anterior era enorme, eles tinham muita gordura para queimar.

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    1. O óbvio só é óbvio para a mente preparada.

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  30. "Os carros importados, em geral, são melhores e mais baratos que os nacionais, que são caros e defasados." Assim como a Europa, tenho inveja dos mexicanos que podem comprar carros excelentes, mais baratos e de cores quentes, ao contrário do "marasmo prateado" daqui do Brasil...

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    1. Tem inveja??? Faça como a Luiza, vá para o Canadá!

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  31. Mercosul : Casamento de pobre nunca da certo !

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  32. O que acontece é que o Real está supervalorizado. Veja, se convertermos em dólares, até o Big Mac do Brasil é o mais caro do mundo (e isso no país do maior rebanho bovino do mundo)!

    Isso é causado pelo excesso de exportações de commodities. O Brasil é o grande produtor mundial de matérias-primas agrícolas e minerais. Só que, o Brasil tem uma grande população, não é como o Qatar que pode dar-se ao luxo de só explorar as reservas de gás natural e importar todo o resto. O Brasil precisa empregar sua população, precisa de indústrias.

    Mas, com o Real supervalorizado, como convencer os empresários a montarem indústrias aqui? A resposta é: protecionismo do bravo. É melhor do que uma super-inflação (que aconteceria se o Brasil desvaloriza a moeda, os militares já tentaram isso) ou do que níveis de pobreza e desemprego alarmantes (que aconteceria se o Brasil abre o mercado com a moeda supervalorizada).

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  33. Realmente, belo texto, mas tenho uma dúvida.
    Se com estes preços abusivos nunca se vendeu carro como antes e temos toneladas de problemas por causa de imbecis gerenciando o trânsito em qualquer cidade do país, em que situação estaríamos com muitos carros à venda no mercado ?

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  34. Na verdade, não é culpa do governo nem das empresas os preços abusivos por carros de baixa qualidade. Num post anterior, fiz um resumo breve e vou postá-lo aqui novamente.

    O que acontece é que um mercado automobilístico passa por quatro fases:

    1) Novidade => carro novo é apenas para milionários, pessoas muito ricas, que podem importá-los de longe. Tem status, porém geralmente são modelos com o máximo de luxo possível, e que vão continuar com status mesmo depois da popularização dos automóveis. Preços justos (altos, porém justificados pelo luxo e desempenho). Exemplo: Brasil da década de 1950;

    2) Coisa de rico => Carros são a norma, porém apenas pessoas de classe média ou alta podem comprar um carro novo. Os pobres usam transporte público superlotado e sucateado. Qualidade dos automóveis baixa muito, preço dos automóveis abaixa junto (para permitir a compra deles pela classe média). Carros tem status, porém não têm a mesma qualidade das décadas anteriores. Surgem inúmeras marcas. Esse período dura entre 10 e 30 anos. Exemplo: Brasil da década de 1980;

    3) Carros populares => A maioria da população pode ter um carro, novo ou usado. E o urbanismo já impõe a necessidade de um ou mais carros por família. Como há uma grande corrida à compra de automóveis, aumentam-se os preços, mantém-se a qualidade baixa, acarretando no aumento dos lucros. Essa será a época em que mais será vendido carros na história do país. Carros novos continuam com status incondizente com a qualidade destes. Esse período dura 10 anos, aproximadamente. Exemplo: Brasil atual;

    4) Consolidação => quase toda a população possui um automóvel, então não há necessidade de se correr às compras. As empresas abaixam os preços e aumentam a qualidade. O mercado, mais maduro, não consome carros como anteriormente, mas os carros que são vendidos têm qualidade superior. Exemplo: Europa atual;

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    1. De acordo com a sua teoria, o Japão estaria no estágio "3" por volta 1990, quando foi registrado o pico de vendas. No entanto, aqueles foram os anos mais efervescentes da indústria japonesa como um todo, não só a automobilística, em termos de novidades tecnológicas, lançamentos, e padrões de qualidade cada vez mais elevados. Muito diferente, portanto, de estarem produzindo apenas números, com baixa qualidade e preço inflacionado.

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    2. O Japão atingiu o estágio três por volta de 1960. Os carros japoneses daquela época eram precários se comparados aos americanos, pareciam tratores. Os esportivos japoneses de então mal faziam 100km/h!

      O estágio 3 é a época em que todos podem ter determinado produto, mas poucos têm. Então, há uma corrida às lojas e tudo o que puder ser vendido é vendido.

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    3. Como eu disse, a época em que mais se vendeu carros no Japão foi por volta de 1990. Muito mais que em 1960.

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    4. jackie chan06/02/12 11:11

      "Os esportivos japoneses de então mal faziam 100km/h!" Em 1960, os japoneses ainda não fabricavam nenhum modelo propriamente esportivo, nem figuravam como exportadores de carros, nem haviam fabricado o primeiro Corolla. Mas o primeiro Nissan Skyline, do final da década de 50, já atingia 140km/h com seu motor de 1500cm².

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  35. Vou desabafar de vez aqui:

    Gostaria que todos entendessem que isso tudo de ruim de uma forma geral em nosso país é totalmente culpa de nós mesmos ! Sempre as pessoas que nos elegemos cada vez menos estão nem ai para nós próprios brasileiros. Entra ano e sai ano, entra governo e sai governo cada vez piora, sempre a mesma coisa independente do partido politico, a coisa sempre esta emperrada, sempre tem problemas graves, sempre tem corrupção e gastos absurdos com desvios de dinheiro publico e todo tipo de falcatrua já bem conhecidos por todos todos os dias. Cada vez mais a população esta crescendo e ficando mais ignorante, sem moral e sem educação alguma que é a base primordial de tudo, e sem isso cada vez mais estamos piorando, e no final das contas só quem sai ganhando são os que roubaram de nós todos esses tempos.

    A raiz do problema somos nós mesmos. Hoje ninguém mais faz nada para mudar, só vemos as pessoas sobrevivendo cada vez com o custo de vida mais caro e pior, cada vez na realidade mais pobres e perdidos em tudo que é útil e necessário para todos nós próprios.

    Nunca mais teremos carros de qualidade e recém lançados de acordo com sua origem e com o preço condizente com o valor médio de mercado internacional, quem dera muito menos ainda baratos de verdade, para falar a verdade nem carros nem nada nestas terras produzido aqui ou importado, tudo porque o brasileiro de um modo em geral se acostumou com a forma que como tudo está com o preço que está.

    Tudo culpa nossa, sempre foi.

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  36. Como já cantava Zé Ramalho a muitos anos atrás..." êêêêhhhh, ôôôôhhhh, vida de gado! Povo marcado êh! Povo feliz... se comentar-mos este assunto fora do nosso mundo, apaixonados por automóveis, com certeza seremos ignorados...a escumalha nem sabe o que é isto ( de novo a falta de cultura de um povo que será governado pelos competentes e oportunistas de plantão )E não está longe o tempo de sermos enforcados e esquartejados pelos nossos comentários lúcidos...

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  37. Não se esqueçam que o FHC fez o mesmo durante a abertura econômica, governo de direita, porém esqueceu de dar subsídios a nossa indústria e promover infraestrutura para escoamento de produção. Hoje em uma governo de esquerda ocorre o mesmo.

    Os comentários não são tão lúcidos, a história mostra que tanto esquerda quanto direita desvalorizam o cidadão brasileiro. Não quero importado, quero nacional de qualidade, que cria empregos aqui e não lá fora.

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  38. Foi o tempo em que comprávamos um Vectra GSi por 31k reais ou o excelente Golf GTi G4 alemão por 35k reais exatamente com eram vendidos no exterior principalmente com seus preços próximos com os valores lá fora, isso no ano 2000.

    Por isso que considero que até o ano 2000, nós ainda eramos felizes neste país no sentido do mercado automotivo.

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    1. Mais ou menos. Os carros eram mais "baratos" mas o dinheiro era muito mais escasso. Basta ver o tamanho do mercado de então em comparação com o de hoje.
      Não adianta, vc pega um país de gente muito pobre e de repente dá crédito muito fácil, o que acontece? Uma corrida às lojas, resultando numa procura MUITO maior que a oferta. É o velho ditado, "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza".
      Acho que teremos um mercado mais bacana daqui a uns dez ou quinze anos, e por bacana quero dizer diversificado e com mais qualidade.

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  39. Corrigindo sobre o Vectra GSi foi até 1995, acho eu, mas custava isso.

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    1. Vectra GSi foi até 96 quando a GM substituiu toda a linha Vectra pela geração "B", também em sintonia com os europeus.

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