10 de fevereiro de 2012

QUEM TAPEIA QUEM?




Era fim de tarde e lá vinha o Maserati Spyder amarelo, sozinho pela Reta dos Boxes. Capota arriada, ele passou até que rapidinho, algo acima dos 180 km/h. Passou por nós e nitidamente via-se o sorriso da bela loira de cabelos esvoaçantes que ia ao lado do piloto. E assim o Spyder seguiu para a freada do S do Senna. Seria agora que eu ia ver se o cara merecia o tocar carro ou não. E aí escuto uma sucessão de reduções de marcha... uóóóhmm, uóóhumm, uóóhmmm!... reduções feitas com punta-taccos perfeitos! Caraca!, pensei, enquanto dava um tapinha na própria boca, o Amaury Júnior pilota pacas, o baixinho de voz de trombone é craque! 

Confesso que pouco antes, quando o vi todo atrapalhado se acomodando no esportivo, e também por tê-lo como uma figura meio caricata, achei que o apresentador não era do ramo automobilístico. Faltava-lhe intimidade com a máquina. Além do mais, outra coisa que me irritara é que estávamos no lançamento do então novo modelo, o primeiro após a intervenção da Ferrari na direção da fábrica, e esse sujeito falante e desinibido não estivera na coletiva dada pelos engenheiros italianos da Maserati nem nada, nem aí com a reverência que o carro merecia, nem aí com o carro, ele estava lá pelo glamour da coisa, pelo luxo, pela ostentação vaidosa – e essa é uma coisa que me dá uma embrulhada no estômago.  

O cara simplesmente apareceu do nada e foi chegando feito uma onda envolvente, dando ordens de cá e de lá ao seu staff de câmera-man, sonoplasta, maquiador etc, e já foi furando fila e catando pela cintura uma modelo loiraça meio metro mais alta que ele e já a foi enfiando naquele conversível amarelo motor V-8 de 390 cv lindo pracacete e se mandou pra pista com ela, e vrrúmm!, sumiu na pista o folgado. 

Cacete! Fiquei uma vara. Não é assim não, bicho, não é assim não. Calma lá. Enquanto o tonto aqui estava saboreando tudo o que ouvira dos engenheiros, enquanto eu bolava o que eu iria contar pro meu leitor – um pouco da história da marca, Fangio com um Maserati 250F no GP da Alemanha de 1957, em Nürburgring –, enquanto eu ia bolando como contar um pouco da linhagem desse puro-sangue, e tal, enquanto que era o cara certo pra guiar esse carro era eu – pensamento positivo, meu chapa, pensamento positivo –, me vem esse metido a galã e me passa a perna na maior cara-de-pau, e não só passando a perna em mim, mas também nos meus colegas de profissão, que o Bob também estava ali (por acaso, conheci-o naquele dia) e outros caras legais também. 

É claro que fiquei uma vara, o leitor também ficaria, então fiquei só de butuca esperando pra ver como é que o metido a 007 iria reduzir as marchas para o S do Senna. Eu esperava uma trapalhada das boas; erro de marcha, embreagem sendo solta com o giro baixo, dando tranco, fritadinha de pneus, balançada etc.

E então..., bom, então o 007, para a minha desgraça, fez aqueles punta-taccos deliciosos lá que contei no começo... uóóhmm, uóóhmmm, uóóhmm... tratando a mecânica daquele Maserati da melhor maneira. 

Sacatrapo! E aí, uai! aí o jeito foi parar de me remoer e tratar de dar uns tapinhas na própria boca. Retirei o que falara – ao menos só falara pra mim mesmo. Retirei, uai. Foi preconceito tonto meu e tudo bem. Que o 007 continue a se divertir na pista com aquela loiraça de dentes brancos e lábios carnudos e vermelhos e pernonas encimadas por curvas das boas tipo a antiga Curva do Sol. Tudo bem. Tá valendo, tá merecendo; que mande bala. Mas só que a história não era bem essa. 

A coisa não era bem o que eu pensava no momento, pois quando foi a minha vez de guiar aquele carro – infelizmente, sem a loiraça ao lado, mas em compensação com o engenheiro da Maserati no banco da direita, respondendo com maestria a todas as minhas questões – é que vi que aquele carro tinha o tal do Cambiocorsa, o câmbio manual robotizado que viera da tecnologia Ferrari. Em suma, o Maserati tinha as tais das borboletas atrás do volante. Então, pra reduzir, bastava borboletear a borboleta da esquerda, e, como todos hoje sabem, as reduzidas saem perfeitas, absolutamente perfeitas. 

Portanto, pra mim, continua a ser uma incógnita se o descolado apresentador é bom de tocada ou não. De qualquer modo, a loira saiu achando que é... Uma pena. A partir de então, qualquer um passa a impressão de dominar certas técnicas de pilotagem que antes exigiam talento, intimidade com a máquina, sensibilidade, e muito treino, principalmente muito treino. Todos esses quesitos só são preenchidos se houver amor pela máquina. Sem amor não rola.

Freadas críticas? Moleza, tem ABS pra isso. Dose certa para achar a máxima acelerada possível na saída de curva? Moleza, tem controle eletrônico de tração e é só atolar o pé no fundo, faça chuva ou faça sol. E assim vai.

Em suma, é tudo muito bom, muito eficiente, porém, a meu ver, siliconaram a pilotada. Isso mesmo, a siliconaram, ou seja, na hora do vamos ver a coisa não é o que aparenta ser. E por aí segue o mundo moderno, o bacanudo tapeando a pilotada com a ajuda dos controles eletrônicos e a loira tapeando com a ajuda dos cirurgiões plásticos. Enfim, tudo se equilibra e la nave vá.


E o caro leitor não pense que sou contra controles eletrônicos. Eles são úteis para veículos de transporte, carros para uso tranqüilo e não batalha. Porém, em esportivos, sou contra, pois seria o mesmo que ter controles eletrônicos nos ajudando a dominar um fogoso cavalo puro-sangue. Qual seria a graça? Que intimidade eu teria com o cavalo? Onde eu estaria o amor e a dedicação necessários para o bom relacionamento com o bicho? Como disse Cândido Portinari, “A obra que não toca o coração, não é arte”.

Arte? Dirigir é uma arte?

Bom, se o leitor tem alguma dúvida a respeito, não mais a teria, caso tivesse andado de carona com os artistas que andei. Com o Bob, o leitor já sabe, volta e meia estou rodando por aí, e toda viajada que faremos que sei que será boa, que alguma coisa deverei aprender, absolutamente tanto fazendo com que carro iremos. Prefiro, de longe, viajar com ele de Celta 1,0-litro do que com um motorista comum num BMW máximo dos máximos. Com ele presencio arte, seja lá com que carro for. E quando entramos na pista, então, aí é campeão peso-pesado entrando no ringue, coisa de profissional; aí é um monte de informações entrando na cabeça, aí é aula da mais prazerosa.

E além do Bob já andei com outros grandes mestres: Rubens Barrichello, Chico Lameirão, Ingo Hoffmann, e Luiz Pereira Bueno; e essa vez que entrei na pista com o Luizinho merece um post exclusivo, porém, adianto, nunca vi uma tocada tão suave, nunca vi tanto cuidado, tanto respeito com a máquina, nunca vi cambiadas tão precisas, reduzidas tão exatas – câmbio manual, lógico, carro de corrida – e mesmo assim ele simplesmente tirava tudo o que o carro poderia dar. Antes de mim, com ele tinha ido o Roberto Manzini, dono de uma escola de pilotagem, portanto, um sujeito escolado na coisa, e, para o leitor ter uma idéia, o Manzini desceu do carro com os olhos marejados de lágrimas, meio tonto, emocionado.

Por que isso? Por quê? Porque tomou um banho de arte e pirou, assim como também pirei logo depois.

Tivesse o carro as tais borboletas, seria o mesmo que entregar ao Cézanne uma tela já com grande parte dela pintada, e não em branco.

Que se danem as borboletas!

Com isso, pra mim, muitos esportivos perderam grande parte de sua atratividade. Basta ver que o câmbio não é manual, que imediatamente perco enorme parcela do desejo de guiá-lo. Guio porque guio – de antemão já sabendo que não vou me apaixonar. Posso gostar muito, mas, me apaixonar, deitar a cabeça no travesseiro e sonhar com a máquina, nunca. 




AK

101 comentários:

  1. Bem falado Arnaldo: que se danem borboletas !
    Detesto cambios automáticos seja lá de que tipo forem, uma chatice sem igual.
    Tem sua utilidade, mas não para mim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E tome siliconada:
      http://entretenimento.r7.com/blogs/te-dou-um-dado/files/2012/02/xifo.jpg

      Excluir
    2. esse Amaury Jr é um cuzido xarope. quando li a parte que o AK bem ilustrou, das reduzidas de marcha, na hora pensei nas brabuletas.

      Excluir
  2. Keller, que beleza de texto. Que pintura. Quando fiz o curso do Manzini, antes de irmos para a pista nos colocaram com um instrutor numa Scenic para conhecermos cada ponto de troca de marchas, frenagem e aceleração de Interlagos.

    E eu, jornalista automotivo neófito, me achando o fodão. E rindo do "passeio" que daríamos em um carro tão inadequado às pistas. Lêdo engano.

    A minha surpresa ao ver a tocada do instrutor foi total. Aprendi o valor de ouvir o carro e tratá-lo com gentileza naquele dia.

    Quando peguei o Clio do curso, sozinho, quis desafiar os ensinamentos passados por eles mais uma vez: ninguém fala em velocidade no curso, apenas em determinada faixa de giros para cada trecho do circuito. E eu achei que poderia ignorar.

    Para encurtar uma longa história: enquanto não me rendi à minha humildade e respeitei os ensinamentos, rodei diversas vezes tentando fazer as curvas como eu achava que conseguiria.

    Quem domina as manhas de Interlagos, famoso ou não, sempre deverá ser escutado com atenção. E se tiverem a chance de estar no banco do carona e ver um mestre desses pilotando, aproveitem!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bitu,
      passei pela mesma e incrivel experiencia no Manzini. Cheguei, tive a aula teórica, e fomos para a pista. Nunca, mas nunca mesmo, imaginei que um Scenic 1.6 e com 4 pessoas dentro pudesse ser tão rápido. Desde então, dificilmente olho com desdem para um carro, pois para mim o Scenic era a antítese do carro rápido.
      De fato, ver o instrutor Sérgio pilotar daquela forma, foi um novo referencial. Um show mesmo.

      Abraço

      Lucas CRF

      Excluir
    2. Va,eu Lucas,

      Mas eu não sou o grande Bitu. Sou Felipe Barcellos. Abração.

      Excluir
    3. Opa, perdão, Barcellos. Complementando, quando fiz o curso os Clios estavam com o velocimetro desligado. Todos menos um, com o qual verifiquei que esse instrumento realmente não serve para nada na pista.

      Abraço

      Lucas CRF

      Excluir
  3. Keller, superesportivos não são para nós. O mercado deles é ricaços metidos. Por isso o investimento em câmbios robotizados e couro de carneiro. Viraram Rolls-Royces de gente metida.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O mercado deles é ricaços metidos. Falou tudo amigo!

      Excluir
    2. É isso aí!

      Puro status e nada de amor...

      Excluir
  4. AK,

    Entendo perfeitamente você, embora eu nunca tenha sido piloto de competição. E concordo. Nada contra a evolução, mas a intimidade com a coisa se perde, fica cada vez mais impessoal, morre a "arte".

    Lembro-me de uma frase do Piquet, que acho que resume tudo: "A eletrônica perdoa muito."

    Agora o joio não separa mais do trigo, você não vê o craque que joga bola lindamente em campos de grama mal cuidada e cheio de cupinzeiros.

    Se nas ruas já faz uma baita diferença o cara que tem essa intimidade com o automóvel, que faz reduções perfeitas, que guia suave, limpo e rápido, que consegue ser rápido e econômico ao mesmo tempo (sim, é possível), que freia de forma otimizada, aplicando a pressão correta nos instantes corretos ao longo da frenagem, e tudo mais que tanto temos o prazer de debater aqui, imagine então dentro de um autódromo! Vai acabar a diferença do cara que tem a tocada suave e inteligente, que tem intimidade, que enxerga além... Não haverá mais o camarada que vence provas sem embreagem (opa, conhecemos esse!), do que vence com freios deficientes, sem o botão de regular pressão de turbo, que vence com marcha a menos, etc. Tudo muito bem desenvolvido, mas vira vídeo-game-real.

    É... acho que eu deveria ter nascido uns 30 anos antes! Abraço!

    ResponderExcluir
  5. Que privilégio "assistir" a essas aulas, hein Arnaldo! Uma tocada forte e suave não é pra qualquer um, acho que já se nasce assim.
    Abraço

    ResponderExcluir
  6. Maravilha de texto, Arnaldo.

    O mundo nunca teve tanta tecnologia disponível e ao mesmo tempo, creio que as pessoas nunca foram tão infelizes.

    ResponderExcluir
  7. Em breve o prazer de dirigir será morto pelos malas que temem os eventuais barbeiros. O resultado será uma geração que nunca saberá o que é dominar uma máquina, já que a máquina dominará todos os aspectos da condução.
    Auxílio eletrônico é bom, mas temos que ter opção, só isso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você. Antes, tínhamos verdadeiras "cadeiras elétricas" sobre rodas, onde um motorista desavisado faria meleca na certa. Porém, não se via tantos acidentes como era de se esperar, pois o pessoal sabia de seus próprios limites e os da máquina. Hoje, quase ninguém usa o cérebro, sai acelerando feito um idiota e fazendo barbaridades pelo caminho, achando que os "duendes" eletrônicos farão milagres...

      Excluir
  8. Lendo isso lembrei do debate do BCWS perguntando quem prefere câmbio automático e manual e me veio à cabeça a desculpa esnobe-padrão de quem prefere automático: "você só não gosta de automático porque nunca teve um".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ou aqueles que diz que quem não gosta é porque não tem dinheiro pra comprar.... Triste....

      Excluir
    2. Amigo, confesso que sou fã incondicional de câmbio automático. Mas para o dia-a-dia! Não vejo emoção nenhuma em trocar de 1a pra 2a 400 vezes em 1km...

      Agora, é fato que eu jamais preferiria um automático em Interlagos...

      Excluir
    3. Fla3D

      Exatamente! Essa é a mensagem que eles querem passar... COm um certo ar de superioridade.

      Excluir
  9. Salvou a sexta Arnaldo! Show!

    ResponderExcluir
  10. Dá um Maverick V8 na mão do Amaury Dumbo e vamos ver se ele bão mesmo...!!!


    Acho esse cara insuportável...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Maserati é obra de arte. Maverick é lixo!

      Excluir
    2. Maverick é lixo, mas nas mãos de um artista, vira obra de arte.

      Maserati é obra de arte, mas nas mãos de um mané, vira lixo.

      Excluir
    3. Artista que é artista nem sabe o que é Maverick.

      O maior pilotos de todos os tempos, Fangio, pilotou Maverick ou Maserati?

      Excluir
    4. Deve ter pilotado muita coisa pior que maverick além dos maserati com o mesmo entusiasmo.

      Excluir
    5. ANÔNIMO FEB 07:18 , E OUTROS:

      1- Não estou comparando os carros e sim a TOCADA... eu não seria IDIOTA em comparar esses dois carros..

      2- Você deve ser fan do Amaury Júnior !!!

      Excluir
    6. Entendo. Até porque não há como comparar uma Maserati com um Maverick. Aquele foi feito para endinheirados com muito bom gosto, este para pobres com péssimo gosto.
      Sobre o Amaury Jr., não o conheço. Mas nem por isso falarei mal dele. Sei que está no colunismo social há muitos anos, mas não acompanho seu trabalho.

      Excluir
    7. Esse papo de Maverick, Interlagos, campeão de Fórmula 1...

      Vocês dois que discutem, vejam esse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=3j6GhHIKv-Q

      Será que Fittipaldi não é artista?
      O Maverick pode não ter sido grande coisa pelo mundo, mas no Brasil era uma das coisas mais rápidas.

      Excluir
    8. Em uma comparação com música, Maserati é Bach, Maverick Michel Teló.

      Excluir
    9. Milton Rubinho10/02/12 19:35

      Eu ja penso de outra forma:

      Maverick seria um Nazareth ou Steppenwolf.

      Maserati, uma bela operetta italiana, como "O Mio Bambino".

      E Michel Telo(go), bem... Que tal um Lifan 320?

      Excluir
    10. Maverick foi umícone do Brasil no seu tempo e o seu propósito é completamente diferente de um Maserati. Respeite os clássicos por favor.

      Excluir
    11. Maverick é uma merda!

      Excluir
    12. AnônimoFeb 12, 2012 11:41 AM
      Merda é você, que não consegue nem respeitar um dos mais míticos carros que a Ford já produziu por aqui.
      Acha que o maveco bebe demais? Toma um litro de gasolina e vê quantos quilômetros você anda!
      Acha feio? Com certeza, mais bonito que você ele é!
      Acha lento? Sai correndo e veja se alcança?
      Acha apertado? Joga quatro pessoas nas costas e 400 litros de malas na bunda e atravesse o estado!
      Acha que está ouvindo desaforo de graça? Quantas palavras o Maveco falou contra você?

      Excluir
    13. É isso aí Braulio
      Vc faz jus ao nome e distribui paulada para tudo que é lado

      Excluir
    14. Como diria o Kassab: respeite os doentes!

      Excluir
  11. Também não gosto dos câmbios automáticos, nenhum deles.

    ResponderExcluir
  12. o AK já contou essa estoria do Amaury em outro post...

    só pra constar o repeteco.

    e cambio automatico é coisa de boiola.

    borboleta pra mim é coisa de bicha louca...

    ResponderExcluir
  13. AK,

    Você e o Bob precisam um dia andar no Kart Shifter! É uma delícia! Kart com quase 50cv, câmbio de 6 marchas, freio a disco na dianteira e na traseira! É bruto e tem que domar no braço!

    http://www.youtube.com/watch?v=opw33elm55Q

    ResponderExcluir
  14. Ah os controles eletrônicos, sim...podemos criticá-los mas que são necessários são, pois a maioria dos motoristas não teria condições de lidar com carros cada vez mais potentes.

    Eu descrevi no blog esses dias, como achei complicado seguir um A3 com um veículo comum. O cara entrava babando nas curvas, nunca em trail braking (eu tive que usar), e sólido como uma pedra.."puxa, que demônio de piloto e de carro", o carro se jogava nas curvas, coisa de profissa mesmo.

    Ontem, como a cidade não é grande, eu achei o carro estacionado..um pouco rebaixado, nada de mais; but..o que me chamou a atenção? a pequena sigla colorida S3 na grade. Ali entendi um pouco da magia de toda aquela condução que verdadeiramente me deu um belo sufoco.

    Esse é o mundo dos carros hj, eletrônica como rede de proteção, a coisa toda está muito séria, muitos cavalos, muita largura de pneus, e sem eletrônica...o carro vai parecer um modelo renderizado do GT5, onde você acelera e só espera transformar comprimento em largura...

    Segurança, envolvimento...se tudo for desligado a um toque de botão, ao menos o verdadeiro cobra terá sua chance de mostrar quem manda ao carro. Mesmo em carros civis a gente encontra isso.

    No novo civic você pode entrar pendurado na curva e freiar no meio - de sacanagem mesmo - e o que acontece? Uma mão invisível vai ajeitando aqui, acolá e você não vai comer grama no barranco. Pode entrar do jeito que vem que ele começa a cortar motor, frear e não sei mais o que...é ótimo para o consumidor comum, seguro e responsável, um civic da maioridade; mas até que ponto seduz para quem gosta da arte??

    Se perguntas são feitas assim em carros tão "caretas", o que pensar das próximas safras de esportivos?

    Grande post Arnaldo, acho que já li em algum lugar esse texto primoroso, (ou fui assaltado de assustadora clarividência)


    GM

    ResponderExcluir
  15. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  16. Gostei muito do texto "romântico", Keller, muito bom mesmo! Sobre os carros "siliconados" concordo plenamente que tais controles eletrônicos reduzem a ligação que há entre carro e piloto eliminando assim a finesse da pilotagem. Já as moças siliconadas... Bom, nada contra elas. Abraço

    GiovanniF

    ResponderExcluir
  17. Controles eletrônicos e câmbio automático são muito úteis no dia-a-dia, não podemos ignorar.

    Já nas pistas, onde devemos mostrar para que nascemos, aí sim vale a pena desligar os controles eletrônicos e se possível usar bem o câmbio, mas isso é coisa de pista, de circuito fechado. Na rua temos é que demonstrar bom senso e dirigir com responsabilidade.

    ResponderExcluir
  18. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  19. Arnaldo,

    Trocar marchas em câmbio manual é como segurar a mão de uma linda menina.

    Tem que ser cortês.

    Um abraço,

    Rafael Aun

    ResponderExcluir
  20. Muito bom o texto, AK!

    Já que o Bitu falou sobre curso do Manzini, bem que poderia ter alguma matéria falando sobre cursos de pilotagem em pistas... Sempre achei interessante, mas nunca soube muito bem como é.

    ResponderExcluir
  21. Mister Fórmula Finesse.
    Abandonou seu blog, o Meu Amigo de Lata?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nenhuma visitação (rs);

      mas eu teria "teste completo" de kombi, de civic, de duster, de jetta, de tiguan...etc para adicionar!

      GM

      Excluir
  22. não tem nada a ver com o post ,mas vale o registro de passagem de um importante entusuasta do setor automotivo,que não vi em nenhuma nota da grande imprensa,ontem faleceu aos 94 anos ,em SP,Abram kasinski,um dos maiores entusiastas no setor de aitopeças,mereceria um post.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo totiy,

      Esse fez história! E todos que conheci da antiga Cofap disseram ser um excelente sujeito e uma inspiração para seus colaboradores.

      Excluir
  23. É para isto que colocam todas as traquitanas eletrônicas nestes esportivos: para que gente comum cheia da grana possa andar neles se mantendo vivo, e continuando a comprá-los. Pessoalmente acho um absurdo que qualquer mané cheio da grana e sem preparo nenhum, possa comprar carros que são praticamente de corrida, e sair com eles em ruas comuns. Para poder dirigir um destes, deveria ser exigida uma carteira especial, tipo a super-licença. Quem se garantisse numa avaliação, poderia dirigir tais carros. Quem não se garantisse, mesmo com toda grana, ia ficar na "saudade".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Milton Rubinho10/02/12 19:30

      Da mesma forma que defendo que qualquer ANU que quisesse andar de moto acima de 500cc ou 600cc deveria fazer algo mais do que simplesmente um cursinho com uma CG veia e usar uma "carteira A"...

      Excluir
    2. Mr. Car,

      Sou da mesma opinião: carro forte tem que ser "manhoso", tem que levar um tempo até você aprender como a barata se comporta. Sou contra superesportivos que qualquer mortal (eu incluído...) seja capaz de dirigir. Até hoje, em minha humilde opinião, um dos carros mais "estúpidos" já produzidos foi o Ferrari 288 GTO de 1984. Verdadeiro carro de macho, acelerou ou brecou fora de hora ou de forma incorreta, tá lascado!

      Excluir
  24. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  25. Por falar em 007, quando relançaram o personagem nos anos 90, deram um Aston Martin DB5 para James Bond tirar um racha com a Ferrari da vilã no filme, descendo a serra para Montecarlo. Vi isso no cinema com 19 anos de idade.

    Pra vocês terem uma ideia do quanto a alavanca de câmbio ainda era considerada naquela época: já existiam carros com volante borboletado, mas o muro de Berlim havia caído, a URSS virado pó, a AIDS acabado com o sexo livre. E mantiveram o Aston Martim dos anos 60 na tela!

    ResponderExcluir
  26. pô, MFF, então coloca lá meu!
    não tem visitação pq tá desde ano passado sem atualização!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Semana que vêm então (até o final da mesma), vou mandar uns resumãos então; o foco é aquele de sempre: pé embaixo dentro das possibilidades, sem avaliação de redinha atrás dos bancos e assemelhados!

      GM

      (até coloquei a possibilidade de escrever uma avaliação completa da kombi 2012 aqui mesmo, mas não fui respondido, nem no blog que eu dividia a redação)

      Excluir
  27. Não sou piloto, sou somente um mero auto entusiasta comum e de poucos recursos, só o que me alimenta atualmente é a informação/historia automobilística, mas não sou bobo ! "Quando eu for rico" terei um Porsche GT2 RS ou um Gallardo LP570-4 manuais e um BMW 760iL com tudo que tem direito de tecnologia automática.

    Para o dia a dia conforto e segurança cai mundo bem, mas para os dias de diversão um bom carro manual é o que há, até um Fusquinha bem feitinho diverte !

    ResponderExcluir
  28. Rafael Bruno10/02/12 15:25

    Esse texto, sim, é uma obra de arte.
    Muito bom AK!

    ResponderExcluir
  29. AK, você já contou essa história algumas vezes, não só aqui, mas se não me engano no Superauto e no Bestcars.

    Em todas as vezes acaba escapolindo uma risada aqui imaginando esse apresentador zé mané e toda sua pose de pseudo-chic a toda no conversível e as orelhas de abano dele batendo na cabeça e fazendo FLAP-FLAP-FLAP...

    E a loira achando tudo lindo, porque, afinal, ela deve gostar mais de dinheiro do que de homem, ainda mais se for o apresentador em questão, mais feio que batida de trem com lambretta.

    Quanto a esse texto, mais uma vez primoroso. E além de concordar com você, ainda continuo salivando pelo novo Toyobaru aí, porque tudo indica que a turma de engenheiros envolvida tiveram o mesmo pensamento que o seu quando projetaram o carro.

    ResponderExcluir
  30. É isso aí ! Bom texto !

    ResponderExcluir
  31. Arnaldo, você está devendo o post sobre a pilotagem do Luizinho. Até em memória do melhor piloto brasileiros de todos os tempos. Abs, Fred.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Arnaldo,

      Também não vejo a hora de ler seu relato de ter tido a honra de andar "no banco do passageiro" do Grande Luizinho. Aliás, não só dele, já que andaste ao lado de gente muito, mas muito boa de volante.

      Abraço!

      Excluir
  32. Milton Rubinho10/02/12 17:13

    Por mais pichado que o veiculo ja foi noutro post(aka Celta), eu digo a qualquer um, sem medo:

    Eu dou Gracas a Deus por usar um veiculo que me exige punta-taco em reducoes, e finesse em entrada de curva e acerto de apex para uma boa saida(ou o anemico motor demora 6 dias para encher);

    Dou Gracas a Deus por ter, a minha disposicao, um acelerador a cabo (e nao eletronico que servem muito bem para controle de emissoes e ponto);

    E dou Gracas a Deus por ter que usar uma alavanca de cambio H-Pattern para troca de marchas.

    Resumindo: Ja andei de automatico, de sequencial, de manual... Nada me da mais alegria do que tocar de verdade um veiculo, e nao de ser induzido a parecer Peter Perfeito.
    E eh por essas e outras que eu ainda consigo curtir, de alguma forma, andar em um carro popular. No fim das contas, o dito sobre o Celta ser um Kart se aplica sim. E eu, acreditem, gosto disso.

    ResponderExcluir
  33. Arnaldo e seus textos com a dose certa de tudo que diverte o entusiasta! Valeu AK!!!

    ResponderExcluir
  34. Coronel Totonho10/02/12 18:16

    Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  35. Será que existe algum ricaço no Brasil que compre superesportivos pela sua engenharia? Um cara que sabe mesmo o que tá fazendo? Sem contar os pilotos claro?

    ResponderExcluir
  36. Antonio Perobão10/02/12 19:10

    Demonstração de habilidade que não leva a nada é um zero a esquerda.

    Se o Amaury coloca tempo em alguém a culpa não é das borboletas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. PAU NELES PEROBÃO!

      Excluir
  37. Arnaldo,

    O " pessoal " por aí não usa embreagem para andar rápido não. É pé esquerdo no freio e direito no acelerador. Um citou o shifter kart, de shifter se faz a prova toda sem usar a embreagem,trocas acima e abaixo. Se errar ou tranquear, quebra, mas se não fizer assim, chega em quinto. Toda a manobra é feita sem tempo de poder ser filmada,é instintiva.

    Meu velho pai quando andava veloz não utilizava embreagem. Nem daria tempo.

    ResponderExcluir
  38. Alexandre - BH -10/02/12 19:37

    Arnaldo,

    Ultimamente o amor pela máquina anda parecido com o amor de jogador de futebol pelo clube: quase não existe. O que vale é o status de estar naquele clube - ou naquele carro. Quanto aos artistas da pilotagem, estes andam rareando por aí. Em tempos de parafernálias eletrônicas embarcadas e de celebridades produzidas em escala industrial (o caipira que quer te pegar, a menina que voltou do Canadá, os ilustres desconhecidos brothers e sisters), qualquer um pode fazer arte, tanto na telinha quanto nas ruas e pistas.

    ResponderExcluir
  39. Arnaldo,

    Ultimamente, seus textos estão saindo verdadeiras obras de arte, como já dito por alguns. Esse mundo "siliconado" está ficando muito sem graça. Nem mesmo as mulheres siliconadas me agradam, já que tudo aquilo é fabricado, não tem nada de natural.

    Fico imaginando a emoção de andar ao lado de grandes pilotos, pois só de ler o texto já dá um nózinho na garganta!

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  40. Falar do Luizinho é chover no molhado. Privilegiado eu que compartilhei seus últimos 4 anos entre nós. E o que aprendi.... putz!
    e já um ano que se foi.
    Saudade da porra, isso sim.
    Belíssimo texto.

    ResponderExcluir
  41. Grande Arnaldo, texto magistral como de costume!
    O grande problema desses carros cheios de "anjos da guarda eletrônicos" é que qualquer Francois Hesnault (aquele companheiro do Piquet na Brabham que rodou sozinho dentro do túnel de Monaco) em um Niki Lauda... aí o cidadão acha que não precisa ter respeito pelo carro, e acaba se achando o invencível e inatingível. Eu acredito que um bocado desses acidentes envolvendo carros muito potentes nos últimos tempos tem a ver com essas ajudas eletrônicas que induzem o cidadão a um excesso de confiança.
    Convenhamos, a pilotagem de um 288 GTO ou do F-40 deve ser muito mais prazerosa e satisfatória para o cara que conhece pilotagem do que a de uma 458 "Nero" cheia de borboletas e anjos da guarda para consertar suas baboseiras...
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu queria ter uma F40 com sua embreagem de 30kg pra andar no dia a dia... Ia ficar com a perna esquerda mais grossa que a do Roberto Carlos... rss

      Excluir
    2. Dá pra desativar todas as baboseiras da 458 se você quiser andar mais lento

      Excluir
    3. Arnaldo Kelller11/02/12 22:16

      Exatamente, Biachini. É por aí mesmo. Esse 288 GTO é uma de minhas taras.

      Anônimo, a 458 só vem com brabuletas. Dá pra desligar controles, sim, e piloto do bom anda mais rápido com eles desligados.

      Excluir
    4. Alguns dos controles fazem andar mais rápido mesmo piloto do bom, mas as borboletas não tem como desativar mesmo (só que é outra coisa que mesmo um piloto do bom não conseguiria fazer melhor).

      Excluir
  42. Não importa o que se dirige, mas como se dirige... O que eu sei hj sobre carros, tocada seja esportiva ou econômica, condições de pista, conhecer o limite de cada carro, bem ou mal aprendi a duras perdas, como um amigo meu diz tem de se f... enquanto é novo.
    Os Duendes são bons, o limite do carro almenta um pouco mais, mas nos torna motoristas piores, confiantes demais, dirigir num carro mais simples tecnologicamente nos da uma noção muito melhor dos nossos limites e do carro, dá pra sentir mais a tocada...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mata a mãe mas não mata o português... rss

      *Aumenta...

      Excluir
    2. É você num Celta vai ganhar da Ferrari com os duendes eletrônicos porque sabe como se dirige e só isso que importa. O Celta também vai te dar mais sensação que a Ferrari e todos deveriam aprender a dirigir carros carburados porque ter duendes eletrônicos nos torna pilotos piores, por isso que na F1 só entra Opaleiro que só dirige Opala 4 cilindros com pneu remold usado, esses são os melhores pilotos.

      Excluir
    3. Ferrari vs Celta aonde?? Na estrada? na rua atrás do condominio da sua irmã? ou no estacionamento do supermercado? Desculpa amigo, mas o meu negócio num é essas quinquilharias que se vendem hj em dia, deixo pra vc o Celtinha da firma... E pneu é Michelin... rss

      Excluir
  43. Perdoe a ignorância, mas acredito que ainda há diferença entre dirigir bem e dirigir mal um carro, por maior que seja a eletrônica embarcada.

    ResponderExcluir
  44. Deixa eu falar um fato para vcs,um amigão meu tem uma CLS 63 AMG Bi-Turbo 2012,um canhão de 570cv,ele me encheu o saco para eu dar uma ralada no carro(ele estava bem doidão nessa hora,haha),me ajeitei naquela encrenca e mandei sapato,pois bem, com certeza foi o carro mais rápido que já andei,comia o chão com uma voracidade absurda,em uns 250m eu já batia os 190 e chegou o retorno da pista,pé esquerdo no freio e a caixa fez a mesma coisa do Maserati,saiu reduzindo sozinha e vc ouvia na descarga as aceleradas entre elas,eu falei para ele,desliga essa porcaria,ele apertou um botão no console e acendeu um símbolo AMG no painel,falou,vai de novo,outra pedalada,trocando as marchas na borboleta,o banco inflando e apertando meus pneus,haha,suspensão bem mais rígida, qdo sapequei os alicates ,reduzi nas borboletas e o motor de novo subiu o giro nas descendentes, na verdade um carro desse na mão de um novo rico que tinha um Siena 1000 e ganhou na loteria é morte na certa,pois a eletronica pode ajudar muito,mas as coisas acontecem rápido demais,tudo chega muito depressa e os habitantes que estão em volta,tanto motorizados como pedestres não conseguem avaliar o quão rápido ele chega na situação,o dono dele tb tem experiencia de pista, mas um míssil desse em mãos erradas é tragédia certa....mas eu queria poder acelerar nas reduzidas...

    ResponderExcluir
  45. AK,esqueci,excelente missiva!!!

    ResponderExcluir
  46. E dps duvidam de mim qnd conto a história da BENGA numa Alfa 164 24V.

    Eu de Palio EDX 1.0 1997 c/ pneus 155/80-13 larguei a bixona p/ trás nas curvas.

    O dono dela só não levou em conta os "opcionais" presentes no Palio.

    Campeão goiano de Kart e campeão goiano de Marcas...heheheh.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pisca-Pisca11/02/12 18:08

      Uiiiiiii!!!!!

      Excluir
    2. Pisca,
      O cara da Alfa estava passeando e nem ai com vc ...
      Ou voce sonhou com essa historiazinha e acordou pensando que foi verdade!
      Ate meu avo de 90 anos com uma 164 ou com um JK 2150 te deixaria para tras ... sem do nem piedadade de seu lindo curriculum..

      Excluir
    3. Pisca
      Alegria de pobre é acelerar carro mil ladeira abaixo!
      Seu pisca-pisca entrou em curto meu amigo , Vc está batendo pino !
      Pare de falar bobagens!
      Aff!

      Excluir
    4. Eu acredito no "Pisca" , no "Papai Noel" e no "Chapeuzinho Vermelho"

      Excluir
  47. Pilotar hoje em dia é algo obsoleto. O pessoal quer carrão para ostentar luxo, riqueza e poder. Só sabem correr em linha reta e olha lá, daí a necessidade de cada vez mais aparelhos para corrigir as idiotices das pessoas. É apenas um exercício de poder aquisitivo.
    Tanto é assim que hoje os carros esportivos são extremamente luxuosos. Tá difícil achar um esportivo que custe pela potência e acerto do carro e não pelo acabamento...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com voce !
      Que tal uma Lotus Elise ?

      Excluir
  48. Que belo texto. Também me emociono muito com uma bela condução !

    ResponderExcluir
  49. O Amaury Jr., o piloto, o jornalista estão ali com o mesmo propósito; vender carros.

    ResponderExcluir
  50. Arnaldo, é isso aí.
    Vc sabe que muitos babacas, até jornaleiros donos de sites "especializados" avacalham o Barrichelo sempre que dá, então seria legal vc contar sua experiência com ele ao volante.

    McQueen

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. McQueen

      Não sou o Arnaldo, e nem tenho autorização para responder em nome dele, mas mesmo assim acho que posso ajudar-te:

      Na pista com Barrichello
      http://bestcars.uol.com.br/colunas/c165.htm

      Quer uma dica? Leia os demais textos que o Arnaldo escreveu no BCWS:
      http://bestcars.uol.com.br/colunas-7.htm

      Bom domingo para todos!

      Excluir
  51. É ISSO AÍ AK, PAU NESSES GNOMOS ELETRÔNICOS!!!

    ResponderExcluir
  52. 10 minutinhos pra alegrar o dia.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3jGi-Vi6UVw

    outro dia, na bienal do automóvel de MG, ví uma F430 scuderia ao lado de um 911 comunzinho, desses mais novos, farol redondo e tal... todo mundo babando na 430 enquanto eu babava no 911, meu irmão não entendia o porqûe(o carro tava de porta aberta).... quando eu disse que babava naqueles 3 pedais e naquela alavanca do 911 ele não entendeu.

    ResponderExcluir
  53. Pow cara, que legal essa matéria, esses dias ainda tava discutindo (no bom sentido) com uns amigos meus sobre a F1 e todos os controles eletrônicos que tem hoje em dia: acelera tudo e o carro vai retinho, pisa tudo e o carro para, sem derrapar nada.

    Contei sobre os pilotos das antigas (não lembro quem me contou isso, mas faz muito sentido e acho que ilustra bem o que quero dizer), numa redução de velocidade era um pé na embreagem acionando conforme preciso, a ponta do outro no freio (sempre dosando pra não travar as rodas) e o calcanhar dando umas cutucadas no acelerador pra ajudar a caixa a engatar as marchas mais reduzidas (aí o acelerar do eixo piloto e do disco da embreagem, necessário pra reduzir marchas, é causado não só pelos aneis sincronizados mas também pelo motor, engata mais fácil e rapidamente).
    Botar um piloto desses pra dirigir um carro com controles de todo tipo é, bem como tu falou, colocar o Portinari pra pintar aqueles livrinhos de colorir.

    Parabéns pelo post!

    ResponderExcluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...