4 de março de 2012

HORA DE MUDAR O ESCOPO


Na última sexta-feira (2/3) eu e alguns colegas de trabalho saímos do serviço por volta das 19h30 e fomos surpreendidos logo em seguida pela segunda trovoada da tarde, já dentro do carro que nos levaria de volta ao ABC paulista. Grossos pingos de chuva no entorno do aeroporto de Congonhas, que caíam com muita força sobre o pára-brisa.

Logo ao sair da av. Washington Luís, nos deparamos com uma cena surreal na av. dos Bandeirantes: dois ciclistas pedalavam no mesmo sentido, paramentados com suas bermudas de lycra e o onipresente capacete. Na traseira de cada bicicleta havia um pisca-pisca vermelho que mal dava conta de sinalizar a presença dos ciclistas.

"Esses caras passam mal..." – pensei eu, já antevendo uma desgraça que poderia ocorrer a qualquer momento naquela avenida. Mesmo com a baixa velocidade do fluxo de veículos (30 km/h), aqueles ciclistas estavam correndo sério risco de serem colhidos por um carro ou utilitário leve. Ligo o rádio e fico sabendo que naquele exato momento uma manifestação contra a morte de uma ciclista estava em andamento.

A ciclista morreu na manhã dessa sexta, ao tentar "dividir espaço" com um ônibus na avenida Paulista: perdeu o equilíbrio, caiu e foi atropelada pelo coletivo. Morte estúpida, que poderia muito bem ser evitada se prevalecesse o bom senso...


Pedalando em grandes cidades

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que há uma grande "forçação de barra" por parte de uma minoria que insiste em afirmar que é possível utilizar a bicicleta normalmente como meio de transporte. Nada mais longe da verdade, pelo menos para grande percursos, acima de 5 Km.

Pra mim, isso é uma grande irresponsabilidade: em nome de um ideal, muitos estão indo para o abate, vitimados por atropelamentos de toda espécie. E quem fala não é um "desbicicletado" qualquer: faço bom uso das minhas bicicletas, que são muito úteis e práticas para pequenas tarefas do dia a dia.

O que acontece é que não dá para dividir espaço com loucos: a maioria absoluta dos motoristas não têm educação suficiente para tanto, pois pouquíssimos são dotados de senso de responsabilidade. O acidente desta semana (envolvendo um ônibus e um automóvel no cruzamento da Av. Vereador José Diniz com a rua Demóstenes) já dá uma noção exata de que o respeito não existe nem mesmo entre quem conduz veículos. Sem suas "gaiolas de ferro sobre rodas", pedestres e ciclistas são os fracos a serem abatidos.

Não há uma política séria de incentivo ao uso da bicicleta. E não haverá enquanto os agressores do trânsito não forem punidos com o devido rigor. Mas a prefeitura de São Paulo vive em um mundo de "faz de conta", considerando que o paulistano médio tem o mesmo grau de educação de novaiorquinos, parisienses e londrinos. E não é síndrome de vira-latas: é apenas uma constatação de nossa triste realidade.

Do jeito que está, campanhas de incentivo ao uso de bicicletas em uma cidade despreparada como São Paulo só vão estimular mais mortes. Há um caos urbano em todos os sentidos. Não há transporte, não há educação, não há respeito por parte de veículos, pedestres, ciclistas e outros istas, não há investimentos e não há vergonha na cara de politicos com capacidade moral e honesta pra resolver isso.

Falta bom senso aos ciclistas: pedalar numa avenida como a Paulista ou 23 de Maio é correr um risco desnecessário. Em praticamente todas a avenidas é impossível ao motorista obedecer à lei que impõe 1,5 m de distância lateral do ciclista. Quem se atrever a respeitar a lei corre o risco de invadir a faixa vizinha. Isso aumenta a morosidade do trânsito e o risco de acidentes.

Ao contrário do que dita o senso comum, atropelamento por bicicletas também pode gerar conseqüências sérias. Há vários casos de mortes. E precisamos ver se os ciclistas vão realmente utilizar as ciclofaixas. Lembram da moto-faixa? Pois é, foi desativada por falta de uso dos próprios motociclistas.

Esse assunto todo fez com que eu me recordasse da época em que minha irmã foi estudar em Manchester: depois de uma semana morando lá, ela decidiu comprar uma bicicleta. E ela trafegava por todas as ruas e avenidas, pois não havia ciclovias nem ciclofaixas na cidade inglesa.

Como isso era possível? Muito simples: RESPEITO. Respeito com o ciclista, respeito com a vida. Senso de responsabilidade por parte de quem comanda uma máquina que pode atropelar e matar. E é claro, muita educação por parte dos ciclistas, que jamais abusavam de suas prerrogativas, pois é clara a noção de vulnerabilidade.

FB.

111 comentários:

  1. Rafael Felgueiras04/03/12 12:28

    Não somos motoristas preparados para lidar com ciclistas, e não temos ciclistas praparados para andar no trânsito.
    Aqui em Ribeirão Preto, uma cidade relativamente grande, mas sem uma parte da complicação do trânsito de São Paulo, acidentes com ciclistas são muito comuns.
    Na semena passada tive de desviar de três ciclistas, que seguiam na contra mão e na faixa da esquerda de uma avenida, isso a noite e sem iluminação nenhuma nas bicicletas. Também não portavam nenhum tipo de equipamento de proteção.
    Acho conceitualmente errado alguem sem qualquer instrução de trânsito poder dividir a rua com carros e motos conduzidas por pessoas, teoricamente, habilitadas. Não podemos generalizar, mas a grande maioria dos ciclistas não respeitam a sinalização.
    Também acredito que as bicicletas deveriam possuir algum tipo de placa de identificação. Isso protegeria, mesmo que um pouco, o ciclista do roubo de bicicletas e nos protegeriam de assaltantes que se usam de bicicletas para cometer crimes contra pedestres, o que ocorre com certa frequência aqui em Ribeirão.

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    1. Parece que em Lorena fizeram isso e deu muito certo.

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    2. No interior do Brasil as rodovias são muito estreitas, sinuosas e escuras. Resultado: show de acidentes.

      Em Reserva (cidade de 25.000 habitantes a 300 km de Curitiba), o prefeito da cidade criou uma espécie de ciclofaixa asfaltada paralela à rodovia, para que ciclistas possam andar fora das rodovias do centro da cidade até às indústrias e à zona rural. A rodovia que corta o município é estreita, sinuosa e tem visibilidade ruim, porém agora o trecho que passa pelo distrito industrial está livre de ciclistas e pedestres, pois agora eles têm por onde andar.

      Mas dentro da cidade, criar novas vias é impossível, já que não se pode abrir espaço. Então, fechar ruas estreitas aos carros talvez seja uma solução.

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  2. Na mosca meu caro.
    Atentanto ao que disseram as testemunhas foi a moça a maior responsável por sua morte.
    E essa onda do politicamente correto quer enfiar goela abaixo aos brasileiros "tão educados e solidários" comportamento de Amsterdam.
    Só pode ser piada de mau gosto. Brazucas só são solidários pro carnaval e futebol, no resto é um pega pra capar.
    Certamente vai piorar.
    Fui testemunha presencial e judicial de um acidente com morte do motoqueiro que literalmente "entrou" na lateral de uma Meriva que estava atravessando o cruzamento, onde eu estava parado esperando minha vez. O "boy", quase levou meu retrovisor direito e atropelou o carro. Devia estar pra mais de 50 por hora. O cruzamento tinha amarelo piscante e agora tem semáforo. Detalhe: não era habilitado e a moto estava com a documentação atrasada. Aconteceu em Santos. Um a menos, e segue a fila pelo BRasil todo, seja moto seja ciclista.
    Bom senso? pra quê? (modo on de ironia)

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    1. Regi,
      Bom senso, urbanidade e educação deve fazer parte do "portfolio" de qualquer pessoa que se disponha a botar o pé pra fora de casa.
      Seja a pé, ou montando em qualquer porcaria que tenha rodas.
      E isso se aprende em casa.
      Não adianta "escolinha" se o cara não tem educação familiar e não respeita o ser humano...

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    2. Concordo com você "Pé de Chumbo". Se você tem uma boa educação, com certeza irá respeitar qualquer pessoa, estando ela a pé, de bike, de moto, de carro ou de ônibus. Temos as nossas Leis do trânsito, que se forem obedecidas as coisas ficariam um pouco melhores. Eu normalmente faço um percusso médio de 40km por dia (trabalho/casa/trabalho) e é possível sim, e o que vejo é um monte de motorista mal-educado que não respeita ninguém; não liga a seta para dobrar, não buzina para dizer que está perto e principalmente: NÃO TEM PACIÊNCIA, pois se ele passasse por cima do ciclista, lá na frente teria que passar por um monte de carros igual ao dele. E aí? Adiantou alguma coisa?

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  3. Rafael Ribeiro04/03/12 12:34

    Ótimo post, simples e claro. Enquanto não houver trasporte COLETIVO de qualidade nas cidades, com tudo girando em torno de soluções individuais, sejam elas carros, motos ou bicicletas, será sempre um salve-se quem puder. E a corrente sempre arrebentará no elo mais fraco, que pela ordem são: pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas.

    São Paulo definitivamente não pode abrir mão do transporte sobre trilhos, estejam estes sob ou sobre a terra. É fácil enxergar isso, só não vê aquele que poderia resolver a questão: o homem público. Como sociedade, cabe a nós pressiona-lo com todas as forças.

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    1. Apóio o transporte coletivo de qualidade. As cidades estão sendo planejadas com foco no individual, o que tem se transformado numa verdadeira dor de cabeça para seus moradores. O carro, é claro, trouxe liberdade para todos, mas ao mesmo tempo nos tornamos escravos desta "Liberdade".
      Apoio o transporte coletivo, pois serão menos cabeças tomando decisões e cometendo erros nas ruas... motoristas de ônibus são melhor preparados e mais responsáveis que condutores solitários em seus automóveis. Cabem às prefeituras promover soluções para viabilizar o transporte coletivo em detrimento ao individual e, cabe aos cidadãos se dar o direito de abrir mão de parte de sua liberdade de ir e vir para usar um meio de transporte mais seguro e barato.

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    2. Tenho dúvidas se um motorista de ônibus seja uma pessoa "preparada" para lidar com trânsito. Se o motorista do segundo ônibus fosse mais preparado, não teria causado a morte, mesmo que involuntária, da ciclista. Falta em São Paulo mais corredores de ônibus (as chamadas BRT´s) tanto em vias normais quanto elevadas como o projeto Tiradentes. Fora que lá também carece de metrô e trens de superfície. As restrições aos fretados também ajudou, já que um fretado retira na melhor das hipóteses 25 carros das ruas.
      Pelo que li, a mulher foi brigar com um motorista de ônibus que havia saído da faixa exclusiva para coletivos depois de tomar uma fechada. Se deu mal, já que ônibus podem invadir a faixa para carros normais, e não ao contrário. E nessa briga ela perdeu o equilíbrio e foi parar nas rodas traseiras que a colheram fatalmente.
      O problema aqui no Brasil é que nós só pensamos em uma forma de transporte coletivo (e isso só para ficar na mobilidade), mas o ideal seria fazer sistemas intermodais ou colaborativos. Por exemplo, as bicicletas podem ser transportadas em vagões especiais do metrô, por exemplo. Se tiver um trem de superfície, porque não transportar carros de um lugar a outro desafogando parte do trânsito vindo de cidades satélites. E sim, sistemas de veículos compartilhados em conjunto com terminais de ônibus e metrô seriam bem vindos.
      Mas enquanto houver esses comportamentos xiitas como arquitetos que culpam o trânsito pelas ilhas de calor (e não as estruturas que absorvem parte dele e o refletem de volta ao ambiente) e ciclistas que se acham criaturas superiores porque "estão salvando o planeta" nada do que for feito não adiantará nada...

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  4. Cada veículo tem suas características. Dependendo delas, não deveriam ser misturados em uma mesma via. Ninguém coloca trem andando junto com os carros. Os bondes morreram pela incompatibilidade com os carros, por exemplo.
    Colocar carros, onibus, motos, andando juntos já dá problema que chegue! Imaginem juntando as bicicletas, que são animais diferentes.

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  5. Tirando o problema da educação, ainda resta o fato que que a dinâmica de uma megalópole como São Paulo não permite que se use bicicletas como se o sujeito estivesse em um vilarejo habitado por quinhentas almas, em que circulam meia-dúzia de veículos. Mas a histeria do "politicamente correto", da "sustentabilidade" tem (e como tem) sua força. Aqui no Rio, outra megalópole que não combina com transporte bucólico, o animalzinho retardado que atualmente ocupa a cadeira de prefeito, resolveu espalhar ciclo-faixas pela cidade inteira, devidamente acompanhadas de faixas com a marca da prefeitura, onde se lê a idiotice "Rio, capital das bicicletas".

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    1. Precisamos esclarecer que nem São Paulo e nem o Rio de Janeiro são megalópoles. As duas cidades são metrópoles. Megalópole é a conurbação de duas ou mais metrópoles.

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    2. Ok, todo mundo já sabe que temos uma enciclopédia ambulante por aqui, cuja observação feita foi de caráter absolutamente essencial para que os demais entendessem minha mensagem. Somos todos eternamente gratos por isto, e já estamos encaminhando aos orgãos competentes, uma solicitação para que "anônimo" vire nome de alguma importante avenida da cidade.

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    3. A metrópole de São Paulo já está conurbada com a metrópole de Campinas, portanto, é uma megalópole. De fato, já é possível sair de São Paulo e chegar em Santa Bárbara d'Oeste, quase em Piracicaba, sem andar por zona rural.
      Fora que já está em projeto na assembléia paulista a criação da metrópole de São José dos Campos no Vale do Paraíba, que vai abranger o litoral norte. Colapso à vista!
      Andar de bicicleta em São Paulo só será possível quando construírem ciclovias em forma de pontes, sobre o topo dos edifícios...

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    4. Vocês são todos uns conurbados!!!!


      Kokokil

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    5. ao JT,

      Se nada for feito, talvez tenhamos mesmo que abrir novos caminhos ligando topos de edifícios daqui a 20 anos em São Paulo, mas não para andar de bicicleta, mas para andar de carro.

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    6. Certos ignorantes, quando leem uma palavra que não faz parte de seu vocabulário habitual, usam do sarcasmo, provavelmente por causa conurbação direta do intestino com o cérebro, nos mesmos.

      Ao anônimo de "Mar 4, 2012 04:21 PM": São Paulo luta para ser a cidade cenário do próximo filme de Blade Runner.

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  6. Johnconnor04/03/12 12:49

    Felipe, vc não acha que esse incentivo que a prefeitura de SP dá ao uso de bicicletas é suspeito??? Tipo assim, a prefeitura não tem recursos e/ou interesse em aumentar e melhorar o transporte publico então passa a bola para o cidadão. Ou seja lança propagandas tipo "vamos de bike para desafogar o transito" ou "vamos de bike para melhorar a qualidade do ar", ou seja o poder publico passa a responsdabilidade que seria dele para o cidadão apoiando-se na onda ecologica. Me corrijam se eu estiver errado mas acho que desafogar o transito é responsabilidade da prefeitura. Agora esperam que o cidadão comum abra mão de seu conforto e coloque sua vida em risco pra resolver os problemas de quem é pago pra isso e não faz??? É sempre a mesma coisa, na hora de dividir o bolo dividem só entre eles mas na hora de dividir o ferro aí chamam a sociedade. E depois ainda dizem que Charles De Gaulle era bocudo.

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    1. Rafael Ribeiro04/03/12 13:34

      Tem toda a razão, o poder público recolhe os impostos, não faz a contra-partida à isso e ainda devolve o problema aos contribuintes, sugerindo que se virem!

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  7. eu uso a bicicleta pra trabalhar sempre que possível, uso capacete, farol e lanterna, respeito sinal vermelho e faixa de segurança, tento agir como se fosse um veículo qualquer, mas mesmo assim é difícil achar alguém no trânsito que respeite o ciclista, motorista de ônibus e táxi tem atitudes dignas de homicidas, jogam seus veículos em cima sem pestanejar, eu que me vire pra me salvar.
    então é assim, se cada um fizer sua parte ANTES DE QUERER ACHAR UM CULPADO, já vai melhorar muito, é o que estou tentando fazer, fazer minha parte, saio para pedalar equipado, visível e respeitando as leis mas tem muito FDP que acha que a rua é a extensão da sua casa.
    ah, e além da bicicleta, tenho carro e moto, então vejo a coisa pelos 2 lados da moeda.

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    1. Você já foi empurrado por um ônibus perto de um ponto?

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    2. já fui espremido no meio-fio e uma lanterna lateral do ônibus rachou no meu cotovelo

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  8. Johnconnor04/03/12 13:15

    Assistam, é rapidim:

    http://www.youtube.com/watch?v=UIthEM6pDqw&feature=related

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    1. Se aqui funcionasse assim já seria uma evolução. rs.

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    2. RESPEITO: é o que há neste cruzamento. Vc não vê um único acidente, porque as pessoas sabem que ninguém é melhor do que o outro. Aproveitando: pesquisem sobre "Naked streets" e/ou "Woonerf strasse" ...

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  9. O problema é que, assim como quase tudo decidido por políticos, transito deixou de ser um problema de política para tornar-se uma plataforma eleitoreira. Nada mais justifica ciclofaixa à esquerda em rua de mão única, entre calçada e a baia de estacionamento (ou tem ciclofaixa ou tem vaga, os dois juntos não cabem no mesmo lugar!), começando e acabando no meio do nada, etc.
    E não adianta nem nos mirarmos nos exemplos do velho mundo:Na Itália, nação do cara que desenhou a primeira bicibleta, elas são tratadas como pedestres. Tá certo que o nível de proteção e a massa equivalem (um cara magrelo de bicicleta pesa tanto quanto uma senhora obesa), mas a capacidade de parada é muito menor e as velocidades praticadas em bicicleta são coisa que a sábia natureza jamais permitiria para senhoras obesas. Até onde meu conhecimento chega, a solução é parecida na França, que construiu as primeiras bicicletas e na Alemanha, que as aprimorou para o que são hoje.
    EUA também não servem como inspiração: Lá a bicicleta é ítem de lazer, ou condução de f*dido, e lá, ao contrário daqui, ninguem acha graça nenhuma em ser pobre.
    Pensando pelo lado das pessoas, elas pedem algo impossível (menos pressa em SP), mas o que elas qurem não é muito diferente do que qualquer um quer: Uma liberdade de ir e vir sem morrer no caminho. Elas querem o direito de escolher sua condução para ir do ponto A até o ponto B. A escolha tem lá seus critérios: eles não querem saltar da marquise do terceiro andar em bicicletas, pois para isso tem as escadas, ou o elevador que é, de qualquer modo mais confortável. Deve haver um modo, embora eu não saiba qual é, dessas pessoas terem sua vontade satisfeita.

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  10. Não adianta educação do motorista. Por mais que os motoristas sejam conscientes, o menor contato entre uma tonelada de metal e uma magrela resulta em sérios ferimentos. O fato é que acidentes sempre vão acontecer e enquanto uma pessoa esta cercada de metal, a outra está totalmente exposta e o áspero asfalto a espera.

    Por exemplo, há uns dois anos, numa via com acostamento e três faixas de trafego denso a uns 40km/h, um motorista de táxi se distraiu com o radio da central e invadiu o acostamento, pegando um casal numa bicicleta tandem, resultando em sua morte imediata.

    O fato é que é impossível veículos tão díspares em configuração e velocidade compartilharem a mesma via. A insistência nesta sandice só vai levar a mais mortes estupidas diante do altar do ativismo ecológico. Todas em vão.

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    1. A coisa é bem por aí, mesmo.

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    2. Concordo com você. Não acho que seja razoável achar que veículos tão diferentes possam compartilhar uma via tão movimentada assim.
      Todo mundo aqui, inclusive o cronista, sofre um certo complexo de vira-latas e acha que o problema é que não somos tã educados quanto os cidadãos de primeiro mundo. A questão é que, independentemente da educação, acidentes acontecem.
      Eu acho, inclusive, que quem anda de bicicleta em um local como este está expondo a mim, motorista, a um risco de responsabilidade civil e criminal desnecessário. Um acidente que quebraria uma lanterna de um carro acaba virando um processo por homicídio, e não fui eu a assumir o risco.

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  11. Não é só na Paulista que é impossível manter essa distância regulamentar de 1,5 metro... Quando vão entender isso?

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    1. É possível sim, é só trocar de faixa pra fazer a ultrapassagem. Faço isso sempre quando dirijo, se não é possível fazer a ultrapassagem respeitando o 1,5m, espero atrás do ciclista até que seja possível.

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    2. ocetico ou omentiroso? Um cara que tem um blog cheio de lixo partidário que ainda acredita no aquecimento global promovido pela mídia e pelas grandes empresas para arrancar mais dinheiro do povo é cético? Ainda nem deve usar carro ou quando usa faz somente conforme o que a agenda política dos bikers diz que tem que usar e vem querer falar para gente que dirige por prazer como se tem que dirigir.

      Na Avenida Paulista NEM O CICLISTA mantém distância de 1,5 metros de QUALQUER veículo. Se ele ou qualquer motorista for obedecer a risca sua sugestão mentirosa e egoísta a Avenida Palista inteira ficaria travada INCLUSIVE PARA OS CICLISTAS. Tendo espaço suficiente para a ultrapassagem de forma segura e bem sinalizada a ultrapassagem deve ser feita. Seu bloguezinho não gosta de desobediência civil? Então, vamos apoiar a desobediência civil de uma lei estúpida, que ninguém respeita em lugar nenhum (MESMO OS CICLISTAS) que prejudica a todos e serve apenas para estúpidos fazerem ativismo estúpido.

      O mesmo tipo de estúpido que atrapalha uma das principais avenidas de São Paulo colocando em risco a vida de várias pessoas e envolvendo motoristas de ônibus em mortes apenas para seu protesto inútil, fútil e egoísta disfarçado de salvar o mundo. Esse mesmo estúpido atrapalha o andamento do transporte público nessa avenida de enorme circulação como se ele na sua bicicletinha fosse mais importante para o trânsito da cidade do que um ônibus com dezenas de pessoas.

      É o tipo de estúpido que escreve as estupidezes de um bloguezinho como o seu, cheio de palavrinhas politicamente corretas e babacas para parecer o salvador do mundo, mas na verdade é só mais um egoísta tentando impor seus partidarismos nos outros. Ainda por cima se chamam de céticos.

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  12. Apesar de gostar muito de motocicletas, desisti delas. E o motivo, foi por ter mais medo dos motociclistas malucos que assolam minha cidade, do que por quem dirige automóveis.
    Mas ainda tenho minha bicicleta e costumo andar com ela diariamente.
    Meu "vilarejo" tem mais de quinhentas almas, mas não muito mais. Digamos que no centro e arrebaldes talvez tenha umas três mil e
    aqui, também ninguém respeita ciclistas. As ruas da cidade também são estreitas, não permitindo em alguns pontos, que dois caminhões se cruzem.
    A solução encontrada foi a de procurar ruas com pouco movimento e ainda assim, em alguns locais, invadir as calçadas para pedestres. É claro que com muito cuidado e responsabilidade.

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  13. Moro em Londres há aproximadamente seis anos, e desde que cheguei comecei a trabalhar como motorista profissional. A bicicleta é um elemento que já faz parte do cotidiano da cidade. Aqui existe muito o incentivo a bicicleta, sejam por razoes ambientais, de saúde ou mesmo monetárias, pois no centro há um pedágio cobrado a veículos automotores.
    O que existe, como foi comentado no texto, é o respeito mutuo, entre todos os meios de transporte, que também incluem cadeira de rodas elétricas, que também, em muitos casos, usam a rua normalmente. E mesmo assim, acidentes acontecem.
    Mas os ciclistas têm de obedecer à lei como qualquer outro veiculo, parando nos semáforos, utilizando dispositivos de visualização (lanternas, faróis, coletes refletivos).
    Ótimo texto FB, e mais uma vez vemos que o problema disso tudo é pura e simplesmente educação.

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    1. Rafael Ribeiro04/03/12 18:10

      Em Londres, o metrô e os trens tem um alcance infinitamente maior, estes sim meios de transporte mais adequados aos centros urbanos. Bicicletas no Brasil, só depois de muitos outros problemas de trânsito e, principalmente, de educação, forem minimizados. Hoje, o trânsito é como uma selva...

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  14. Uma bicicleta requer extrema habilidade( afora a habilidade natural) para ser conduzida, sem contar uma experiência mínima-de uns bons milhares de horas ou kilometros-para enfim galgar o ambiente que lhes é mais inóspito, que são as ruas, avenidas e estradas asfaltadas.

    Bitu,Catherine Ross deve ter relutado em andar ao guidão de uma, mesmo pilotada pelos exímios pistoleiros Redford e Newman... Agora imagine uma pilotada por exemplo por certo capitão de navio ou outro ser parelho, ahhh é m.... na certa

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  15. O mais interessante desse caso da bicicleteira bonitinha (se fosse feia ninguém ligava) é que, segundo os relatos de testemunhas, ela tomou uma fechada de um ônibus enquanto andava na faixa do meio, foi reclamar e enquanto fazia isso perdeu o equilíbrio e caiu embaixo de outro ônibus. Estão querendo indiciar o motorista de ônibus por homicídio.

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    1. Exato, isso foi o que disseram as primeiras testemunhas (e uma mulher que aguardava para atravessar a rua disse que a ciclista estava brigando com um motorista de automóvel na pista esquerda, instantes antes do acidente). Mas depois apareceram testemunhas "engajadas" dizendo que um ônibus a teria prensado contra o outro e, com base nestas, o motorista foi preso sob acusação de homícidio (e libertado sob fiança).

      Outros "engajados", sob o pretexto de exigir respeito, desrespeitaram a cidade inteira ao bloquearem a Av. Paulista, com cartazes educadíssimos em que estava escrito algo como "Respeite o ciclista, PORRA!!!"

      Engraçado que esses engajados (que pensam viver na Holanda, com bicicletas e maconha liberadas) só protestam em acidentes nos Jardins, mas não vão à periferia da Zona Leste em que ciclistas e motoboys morrem todas as semanas...

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    2. Outra coisa engraçada é que exigem que o carro mantenha a distância de 1,5m da bicicleta. Ok, tudo bem, mas e a bicicleta, se os carros estão parados, fica parada atrás deles respeitando 1,5 metro ou passa no meio deles?
      Para exigir respeito, é preciso respeitar...

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  16. Há uns 40 anos, ao menos no interior, era necessário registrar a bicicleta e dotá-la de dispositivos sinalizadores, como farol a dínamo.

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    1. johnconnor04/03/12 16:25

      Acho que existe uma lei que exige que as bicicletas tenham farol,lanterna transeira,retrovisores e buzina. Não tenho certeza.

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    2. Isso mesmo, Johnconnor. Código de Trânsito Brasileiro
      - Art 105 - VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo. Bicicletas novas devem vir com estes equipamentos ... diga-se de passagem, bem chinfrin ...

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  17. Puxa... que foto chocante essa, com o sangue da vítima escorrendo no asfalto.. terrível morte.

    E nem vou repetir aqui o que os outros já disseram, só lamentar por mais uma vida perdida no trânsito.

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  18. Mesmo tirando minha magrela pra rua "uma vez cada morte de Papa" já levei uns bons sustos. E olha que eu ando totalmente na defensiva, sempre imagino que ninguem esta me vendo, sempre espero que o carro da frente vá mudar de faixa sem sinalizar, que o motorista do carro estacionado irá abrir a porta sem olhar no retrovisor e etc. Agora se mesmo pedalando na defensiva a gente já leva sustos imagine então se tentar disputar espaço na rua em pé de igualdade com motos, automoveis,onibus e caminhões? Pura sandiçe, o mesmo que investir contra um Panzer a cavalo.

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  19. Por mais bacana que seja usar um meio de transporte "limpo", com respeito ou sem respeito dos condutores de veículos outros, NUNCA que eu colocaria meu pescoço em risco para andar na rua em meio do tráfego comum. Lugar de bicicleta é ciclovia FISICAMENTE isolada do pedestre e dos carros. Físicamente quero dizer que longe de carros, ônibus e caminhões, motos, e pedestres. Lugar para bicicleta é no parque... Vão lá em Paris ver o que acontece com as bicicletas... perigo total.
    VPJ

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  20. Bitu, concordo com quase tudo que você escreveu. Av. Paulista não é lugar para se andar de bicicleta. Até de carro é perigoso! Um dos meus tios morreu em SP há mais de 50 anos, foi fechado por um caminhão na Zona Norte e o trânsito naquela época era livre, livre.

    Independentemente do respeito ou educação do povo, é fato que uma bicicleta ou motocicleta são difíceis de serem vistas no tráfego pesado. Dirijo procurando ter uma visão 360 graus, mas tem até motoristas que insistem em andar atrás de outros carros exatamente nos pontos cegos (em geral, 45 graus atrás do motorista).

    Isso também lembra minhas aventuras de jovem: andar de bicicleta na Dutra (o vento dos caminhões quase me jogava da pista...) e viajar de Honda 125 até Atibaia pela Fernão Dias (pista simples naquela época, tenebroso...).

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  21. Alexandre - BH -04/03/12 17:26

    Bitu,

    Perfeito. Mesmo assim, permita-me deixar dois pitacos:

    “Mas a prefeitura de São Paulo vive em um mundo de "faz de conta", considerando que o paulistano médio tem o mesmo grau de educação de novaiorquinos, parisienses e londrinos.”

    Exatamente. Megalomania de terceiro-mundista pode ser fatal. “E não é síndrome de vira-latas: é apenas uma constatação de nossa triste realidade”, como você bem disse.

    “Em praticamente todas as avenidas é impossível ao motorista obedecer à lei que impõe 1,5 m de distância lateral do ciclista.”

    Isso é fato, até porque uma faixa de 1,5 m com certeza vira corredor pra motoqueiros miolo-mole, desses que não poderiam pilotar nem carrinho de supermercado. A norma pode livrar o ciclista dos carros, mas não das motos.

    P.S.: Vale lembrar que existe uma grande diferença entre motoqueiros e motociclistas, estes em extinção.

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  22. Eu disse as mesmas coisas no blog do Flavio Gomes. Fui execrado até por ele. E olha que eu concordo mais com o que ele escreve do que com vocês neste blog...Mas vamos ao que interessa.
    1) Não dá pra enfiar bicicletas no meio dos carros, pelo menos quando se fala do trânsito de SP. Fala-se muito do uso de bicicletas em Copenhague, Amsterdan. Mas será que essas cidades têm o trânsito de SP?
    2) Carros e bicicletas são veículos totalmente diferentes, com massas e velocidades diferentes. Uma bicicleta anda a 30km/h e um carro é muito mais rápido. Logo, não dá pra fazer os carros andarem no ritmo das bicicletas.
    3) Ciclofaixas são uma verdadeira gambiarra viária: pega-se um pedaço da pista destinada aos carros, pintam-na de vermelho e "pronto"! 30cm pro cara se "equilibrar" nela. Por lei ou determinação, não sei bem, os carros, na hora de estacionar, não podem parar na tal faixa. Daí correm o risco de terem seu retrovisores arrancadas pelos veículos à esquerda, pois a pista ficou mais estreita.
    4) O mais importante: aqui no Brasil as coisas são feitas para agradar alguns grupos e pensando no curto prazo. Pro pobre - um par de sapatos, farinha, um terreno no morro. Pros de classe média - uma ciclofaixa de 30 cm. Tudo sem estudo, sem planejamento, só pra deixar felizes alguns grupos e garantir a vitória na eleição. Coloca-se aí as pontes estaiadas, aquelas megaescolas da periferia, os fura-filas, as lousas digitas nas escolas, sem treinamento para os professores usarem. Já trabalhei em uma ETA e na época, na cidade, houve uma falta d'água braba pois o nível do rio abaixou mais de 1m, influenciando na eficiência das bombas de captação. O que fizeram? Meteram um motor de Scania como gerador e o que era falta virou excesso! Tínhamos que desperdiçar e jogar boa parte da água fora para não estourar o reservatório. Mas pros "administradores" e povão tava tudo beleza...

    João Paulo

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  23. Bitu, apenas uma informação sobre o tal "respeito" inglês. Ele é fruto de uma lei draconiana do começo do século 20. Por essa lei não tem conversa, se estiver ultrapassando um ciclista e o mesmo te fechar e for atropelado a culpa é do motorista sem atenuantes. O espírito do legislador é que a bicicleta é um veículo de equilíbrio instável e que o seu condutor pode ser atingido por uma pedra ou uma abelha e perder o controle, cabendo ao motorista tomar todos os cuidados para evitar uma colisão com uma bicicleta, mesmo que não seja culpado pela lei fica sendo culpado a priori, o que se discute depois é sua sentença. Coisa de inglês da época eduardiana.
    Não sei se essa lei ainda vigora no código de trânsito britânico, mas evidentemente seus efeitos "educacionais" devem perdurar. O pessoal só aprende na porrada, como aqui não tem porrada não vão aprender a conviver nunca. Na Europa de maneira geral a legislação é meio parecida, ai de quem ralar em um ciclista, acaba com a vida. Nos USA não é muito diferente, o porrete corre solto.
    Evidentemente, essas leis draconianas não nasceram para proteger os ciclistas, tiveram uma origem econômica, a força de trabalho usava bicicletas para se locomover, pois automóveis eram coisa de gente rica. Para diminuir os prejuízos dos acidentes tacaram ferro nos motoristas. Como a vontade era de origem econômica a lei era aplicada a ferro e fogo.
    Falta vontade política, entendimento do problema e estudo de soluções por parte das prefeituras que estão como baratas tontas sem saber o que fazer. As prefeituras nem tem a menor idéia dos prejuízos dos acidentes de trânsito envolvendo pedestres, ciclistas e motociclistas, aliás ninguém tem a menor idéia disso, todos estão na "achologia" e "achologia" não gera decisão alguma. Ainda tem o agravante que as prefeituras tem o poder de administrar o trânsito, mas não tem poder para legislar sobre trânsito que é da esfera federal. Como alguém de Brasília vai ter conhecimento desse tipo de problema? E se tiver como vai propor soluções, os caras apenas pilotam a escrivaninha.
    Não dá para encher a cidade de ciclovias, a única maneira é encontrar soluções de divisão do espaço. Como nada está sendo feito nessa direção a situação só irá piorar. Eu ando de moto desde os 12 anos, mas não ando mais na cidade, de 5 anos para cá ficou impossível. Como ando raramente percebo, quem anda de moto sempre nem percebe que a situação piorou e muito. Acaba se acostumando.

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    1. Só um adendo no comentário do Zulino: Brasilia não é uma cidade "normal" na acepção da palavra. E lá as ciclofaixas dariam certo, já que há bastantes espaço por lá para implantá-las. Quanto ao resto...

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    2. Zullino, um amigo foi colhido por uma bicicleta que furou o sinal vermelho aqui em Londres. Não era culpado, mas teve que responder na corte e ainda levou esporro por ser motorista profissional.

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    3. Se leis draconianas resolvessem alguma coisa todas as ditaduras seriam paraísos na terra.
      Aliás, pela lei em vigor (em qualquer época do código de trânsito brasileiro), você estava cometendo um crime ao andar de moto aos 12 anos e deveria ter sido exemplarmente punido, assim como seus pais.
      No dos outros é refresco, né?

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    4. Renato Carvalho
      Na Inglaterra resolveu, pois, pelo visto, a convivência por lá está bem melhor que por aqui... Quanto ao fato de dirigir aos 12 anos, creio não se tratar de crime, a não ser que o gajo em questão se meta em alguma encrenca consequencia de seu ato de conduzir.

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    5. meu caro Renato Carvalho, ando de moto desde os 12 anos e tenho 63, não me envergonho disso, muito ao contrário, motocicleta quanto mais cedo se aprende melhor, sou muito agradecido aos meus pais que me proporcionaram um aprendizado que me salvou em várias ocasiões até hoje, fora que era outro contexto e outra época, apenas 51 anos atrás, meio século. portanto, não me venha com esse politiquismo correto que comigo não pega.
      evidentemente, não são as leis draconianas que resolvem, aqui temos leis severíssimas, mas não são aplicadas. não são aplicadas por que? porque não tem motivo claro, lei aqui é como vacina de varíola, algumas pegam e outras não pegam. não pegam porque não há motivo claro para a sociedade.
      pegam se existir um motivo econômico ou vontade política, esta última apenas um disfarce de um motivo econômico. a hora que fizerem as contas dos prejuízos para a "viúva" alguém acaba solucionando bem ou mal.
      o exemplo que dei da Inglaterra é de certa forma da Europa é exatamente isso, uma hora fizeram as contas e tacaram o porrete, certo ou errado enquadraram a patuléia.
      o ato de dirigir não é um direito, é um privilégio, a hora que a sociedade e o governo entenderem isso a mentalidade muda.
      antes de se partir para a solução há que se estudar o problema, isso não existe aqui, é tudo achologia e achologia não resolve nada.

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    6. só porque é véio se acha acima da lei. Vê-se que é da turma do BS. porrete em ti tb, o Zullino do pau fino

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    7. Esse Anônimo das 3:59 vive dando palpite no falo alheio, além de não assinar covardemente, ainda é curioso. Vai dar meia hora de bunda que passa. Ou pega o porrete que tanto fala e enfia onde gosta. Gente mixa é uma merda mesmo.

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    8. o Zullino, seu véio boca dura. volte no que vc escreveu e conte quantas vezes VOCÊ falou em porrete. Alzheimer já tá te pegando né. não vem querer receitar pra mim o que funciona em você (dar meia hora de bunda). seu nó cego. se acha demais. vai cuidar daquelas porcarias de fuqueta de corrida e não encha o saco querendo dar uma de moralista. vc fede e tem pau fino e vai tomar no teu rabo, antes que eu me esqueça.

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    9. Pelos comentários vemos que a frequência é de alto nível.

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    10. Anônimo 2:34, devo ter pegado na veia para você ficar tão nervosa. Vai te catar seu mixo covarde, nem para assinar presta.
      Faça alguma coisa de útil, varrer a calçada por exemplo.

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  24. Oskrmarinho05/03/12 08:12

    Já fui ciclista e motociclista; desisti quando tomei consciência da guerra diurna que enfrentaria usando qualquer um desses meios de transporte, sempre em desvantagem no caso de um acidente; mas, vamos e venhamos, a guerra existe entre todos os veiculos, sejam de duas ou mais rodas, pois o caos inpera no trânsito em qualquer cidade, até de pequeno porte; o que se vê é uma briga por espaço inexistente ou insuficiente para que caibam todos, contrariando aquela velha lei da Fisica, que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço; além disso, não há educação para o trânsito, pois o que se vê é o total desrespeito às mais simples noções de convivência no espaço público; carros e ônibus trafegam mudando de faixa sem necessidade, parando aonde não podem, forçando passagem, buzinando mal abrem os semáforos, como se a buzina desse asas aos veiculos, avançando sinais fechados, estacionando em calçadas e em cima das faixas de pedestres, entre outras infrações estúpidas, que na verdade não fazem ganhar preciosos minutos que serão utilizados para tomar mais uma cerveja ou chegar em casa a tempo de deliciar-se com as "fabulosas" novelas da Globo; e as motos, essa máquinas maravilhosas, conduzidas tão sabiamente por pessoas sensiveis, inteligentes e incrivelmente hábeis, pois conseguem passar velozmente por entre os retrovisores dos demais veiculos, quebrando apenas alguns poucos; conseguem também, transitar por calçadas irregulares, à direita ou esquerda, vitimando também alguns poucos pedestres desavisados que não aprenderam a voar; e sobre aquela faixa de largada que existe em cada cruzamento, onde se acumulam os inúmeros competidores com suas maquinas incriveis, à espera (alguns poucos) do sinal amarelo para que seja dada a largada. Muito bom, esse nosso país de pilotos de formula "morte", onde se pratica a caça à vida diariamente, de preferência com uma boa dose de alcool no sangue, para dar mais ousadia e habilidade.
    De resto, vamos ficando anestesiados, vendo tanta porcaria, que precisamos desligar a sensibilidade e a indignação, para não ficarmos insanos.

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    1. @Oskrmarinho
      Melhor relato do transito que já li. Em especial a parte dos pedestres que não aprenderam a voar, fantástico.

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  25. Eu pedalava com muita frequência, mas apenas para fins esportivos e recreativos, ou seja....buscando sempre a máxima distância dos carros.

    Pedalar na cidade é algo que exige preparo: do ciclista, dos motoristas, e principalmente, do local..existência de uma ciclovia real e segura.

    Falhou algo nesses três aspectos que sabemos; são complicados de unir, a coisa ficará muito perigosa.

    Mister Formula Finesse

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  26. Johnconnor05/03/12 09:22

    Pra quem acha q já viu de tudo, que tal essa.

    Prefeito lituano destrói com tanque carro estacionado em ciclofaixa



    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,prefeito-lituano-destroi-com-tanque-carro-estacionado-em-local-proibido,753246,0.htm

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  27. No dia da tragédia, o jornalista Tite Simões postou no facebook algo sobre o acidente e uma matéria que ele havia escrito meses antes e eu comentei. Alguns de seus amigos/seguidores quase me mataram quando eu disse que uma ciclovia/faixa na Av Paulista seria bobagem.
    Além do ocorrido e da discussão, eu começo a ficar indignado como algumas pessoas estão ficando literalmente alienadas com a questão do "ser politicamente correto"! É uma babaquice sem tamanho isso. Pessoas que mais parecem papagaios de pirata, do que seres dotados de uma massa encefálica "bem desenvolvida"...
    Aprendi com um amigo, que por sinal é o Sr André A. Dantas, que sempre teremos um precedente e uma distorção, neste tipo de questão. Precedente: Instalar ciclovias/faixas em avenidas de SP em prol do deslocamento das pessoas. Ótimo! Ideia genial!!! Quais as distorções? Uma cidade como SP, onde a massa depende essencialmente de transporte viário (pois metrô aqui é um luxo!) não tem condições de reservar mais espaços em suas principais "artérias" para criação das ciclofaixas. Ou o trânsito de veículos maiores será prejudicada, e, por consequência a massa será prejudicada, ou os ciclistas serão prejudicados pois não terão espaço lateral para moverem-se naturalmente por ela.
    Outro ponto de vista meu é a quantidade de pessoas que efetivamente utilizariam isso. POUCOS em relação ao total de pessoas que utilizam transporte público e privado na cidade. Isso gerará em um grande problema: Estacionamento. Onde é que em SP temos locais "bike friendly"? Pouquissíssimos. Dá para contar nos dedos de uma mão só, e olhe lá. Teríamos que arrumar estacionamentos para tal ou os "bikers" iriam se fud... nas mãos dos estacionamentos, uma vez que não é interessante para o dono do estabelecimento, "não cobrar" por uma necessidade alheia. Estacionar nas vias públicas = sem condições.
    Outra coisa muito importante. Muita gente (Quase a totalidade das pessoas) desconhecem que bicicletas TAMBÉM SÃO VEÍCULOS, os quais também necessitam respeitar o código de trânsito tupiniquim. Ok... Tudo bem. Os direitos e deveres deles estão bem definidos no código. Mas e as punições?
    Enfim...
    Discutir esta questão geraria um livro. (E já estou de saco cheio de escrever... *rs*)
    Eu sou TOTALMENTE A FAVOR de ciclovias/faixas! Mas também uso minha massa encefálica para tentar não entrar em roubadas ou em falsas "ideias brilhantes" dos outros.
    Se houvesse bom senso por parte de TODOS, o trânsito seria algo menos FDP no Brasil. Mas como aqui há a "Lei do Gerson", ficamos assim. :( É uma pena.

    PS: Não queira dizer que Amsterdã é um exemplo, pois isso é de uma infantilidade sem precedentes. Só a cidade de São Paulo possui 2/3 da população TOTAL da Holanda. A massa tupiniquim não possui a mesma cultura/educação que os holandeses e aqui também não possuímos transporte público decente e pontual "ao cúmulo" (para os tupiniquins, claro!) de as empresas de transporte pedirem DESCULPAS por atrasos de um, dois ou três MINUTOS! O dia que uma empresa de transporte tupiniquim pedir desculpas por um minuto de atraso, nós TODOS já estaremos mortos... Infelizmente.

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  28. Ah... Já ia me esquecendo. Quanta hipocrisia na faixa da foto ilustrativa do post... :( Onde eles imaginam que estão?

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  29. Voz da verdade05/03/12 10:10

    O que falta é bom senso, não respeito.
    CIclista TAMBÉM tem que ter bom senso, mas os "bolcheviques do pedal" acham que a bicicleta está acima de qualquer crítica. Andam na contra-mão, "furam" faixa de pedestre e etc etc
    Andar de bicicleta num corredor de ônibus é absurdo. O que o ônibus vai fazer? Seguir a bicicleta a cinco quilômetros por hora? Ele precisa passar e não pode sair do corredor. ELe vai tentar passar tirando fina, e o resto a gente já sabe.
    Andar de bicicleta é mais ou menos como caminhar ou fazer cooper. Uma atividade recreativa que pode, muitas vezes, quebrar o galho para pequenos deslocamentos ou coisa do gênero. Mas vá fazer cooper no meio da avenida PAulista vai..

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  30. Não raro vejo na Av Paulista grupos de ciclistas andando à noite, muitos sem nenhuma luz de posição. Os grupos ocupam a faixa do ônibus, a seguinte e as vezes a próxima, como se fosse preferencial para ciclistas.
    Se um carro sai de trás de um veículo maior para mudar de faixa para a direita e há um ciclista na faixa, pode não haver tempo de reação suficiente para desviar ou freiar.
    E ainda os grupos que vi não respeitam semáforo nem faixa de pedestre.
    abs,

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    1. Isso já é suicídio coletivo.



      Kokokil

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  31. Não é questão de ser politicamente correto ou ecologicamente correto, mas sim questão de que as pessoas que quiserem se transportar utilizando bicicleta devem ter seus direitos garantidos.
    Andar de carro pode, de ônibus pode, de moto pode, de bicicleta, não pode?

    Eu não tenho a menor coragem de sair pedalando por aí, da mesma maneira que não tenho coragem de andar de motocicleta, mesmo pegando um trânsito infernal quando o uso do carro é imprescindível (distância + horário inadequados). Mas sempre respeito as bikes. Se tem um cara a 10km/h na minha frente acompanho ele até eu conseguir mudar totalmente de faixa para ultrapassá-lo, da mesma maneira que faço quando estou atrás de um caminhão muito lento ou de um carroceiro. Não adianta sair acelerando, buzinando etc. No próximo farol você vai parar e provavelmente o ciclista, quando não o carroceiro, vai estar do seu lado.

    Claro que as vezes perco tempo, mas minha pressa não vale mais do que a dele, tenho que esperar, não há outro jeito. O problema é que tirar uma fina dos caras é sempre considerado uma opção viável para quem está no volante. O resultado é esse aí.

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    1. "...Andar de carro pode, de ônibus pode, de moto pode, de bicicleta, não pode?..."
      Poder, pode, mas é extremamente perigoso.
      Não recomendo.


      Kokokil

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  32. No dia que ciclista respeitar semáforo e der preferência para os pedestres (dever) aí a gente volta aqui e começa a conversar...

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    1. Você sabe o motivo de alguns ciclistas não respeitarem semáforos? Porque os que respeitam, quando dá a luz verde, o veículo de trás de acha no direito de passar por cima da bicicleta ou espremer o ciclista no meio fio porque está 'lento' demais na saída do semáforo.

      É uma constatação somente, mas culpa também da falta de respeito por este meio de transporte, ou seja, chega-se ao ponto de cada um tentar salvar o seu...

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    2. Mas esse é outro ponto a se considerar, Anônimo: são dois veículos que trafegam em velocidades muito diferentes. E aí?

      João Paulo

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  33. O que essa pobre moça cometeu foi um suicídio culposa, ela aceitou o risco. Pessoas como ela acreditam em toda essa fantasia de sustentabilidade e crêem que estão "salvando" o planeta (não sei de quê). São marionetes da engenharia social, da cultaura da reclamação. Gosto de bicicletas, mas temos que convir que é o meio de transporte mais excludente que existe (talvez o skate seja mais): doentes, crianças, gestantes, idosos, deficientes, etc não podem utilizar bicicletas como meio de transporte! Fora a arrogância do ciclista que acha que tem preferência sobre um ônibus que transporta dezenas de pessoas.

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  34. É muito comum as pessoas relatarem o respeito no trânsito que existe em outros países. Aqui os mautoristas não estão preparados ainda para dirigir. Reclamam que há muitos radares, que a velocidade máxima permitida é baixa (sim, os bobos acham), que há cruzamentos, que não há cruzamentos... Enfim, são uns jumentos.

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    1. Nem os radares, nem as velocidades baixas nem os cruzamentos impedem que nosso trânsito seja caótico. Jumento é quem acha que a indústria da multa e o estado policial servem para educar motoristas e evitar acidentes, quando na verdade é só para ganhar dinheiro.

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    2. Justamente, porque nosso trânsito é composto por mautoristas.

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    3. "Nem os radares, nem as velocidades baixas nem os cruzamentos impedem que nosso trânsito seja caótico. Jumento é quem acha que a indústria da multa e o estado policial servem para educar motoristas e evitar acidentes, quando na verdade é só para ganhar dinheiro."
      (x2)

      E põe jumento nisso!

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  35. Aparte as irresponsabilidades dos ciclistas, todos que dirigem sabem que no trânsito das grandes cidades impera a "lei do mais forte": os ônibus e caminhões tocam em cima dos carros como se fossem superiores (muitos usam a desculpa: ah, cai fora, eu estou trabalhando!), carros em cima de motos e bicicletas como se fossem "seres inferiores" e todos em cima dos pedestres (estes também mau educados)...ou seja: é um salve-se quem puder!

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  36. O que esses ciclistas não entendem é que o carro foi inventado justamente pra locomoção ser mais rápida. Não fosse assim, estaríamos andando de carroças, mulas e de bicicletas propriamente ditas. Se carro polui, aí já é outro assunto, mas fazer os carros andarem no ritmo das magrelas é retrocesso infantil. Carro na via dele e bicicleta na ciclovia.
    Sem mais

    João Paulo

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  37. enfiem suas bikes nos cús!!!

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    1. Aqui não é lugar para a senhora externar as suas fantasias sexuais. Sugiro procurar um blog que atenda aos seus desejos.

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    2. bike no seu cú fdp!!!

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    3. A senhora está muito nervosa. Sugiro se acalmar um pouco.
      E como já dito, este blog é um local para discussão não para insultos.

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    4. ah senta aqui no meu peleléu!

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    5. Que absurdo! Ou você não sabe que monossílabos tônicos terminados em "u" não são grafados com o acento agudo?

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    6. ui! adoro acento agudo!

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  38. É ISSO AÍ BITU, PAU NESSES NON-SENSE MANIPULADOS!!!

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  39. Andar de bicicleta na paulista é como andar de caiaque no porto de Santos no meio dos cargueiros.
    Enfim, bicicleta é legal e tudo o mais, mas não pode ser vista seriamente, como estes grupos xiitas vem forçando a barra, como uma solução de transporte de MASSA. A própria foto mostra um dos motivos pelos quais bicicleta é complicado e rejeitado pela maioria: chuva (e sol!) na cabeça, isso para não falar das ladeiras, do suor, das distâncias, etc etc.
    Para quem gosta e pode, ótima opção. Mas dificilmente tem como ter adesão maciça das pessoas a ponto de influenciar o trânsito de alguma maneira.

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  40. Aposto como a bichona do GAF está por aqui escondida.

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  41. Nossa, cada coisa ridicula. "Bolchevique de pedal". Estah na moda agora simplesmente xingar a todos que querem um espaço urbano mais civilizado de "comunista", que modinha patetica.

    Uso bicicleta em sao paulo, mas na paulista eu desço da bicicleta e empurro pela calçada. Os onibus nao nos veem. O segredo eh 1- Ande somente em vias locais (40km/h) e 2- Evite corredores de onibus.

    E essa regra de que "acima de 5km" a bicicleta perde o sentido eh falso. Nao se trata da viabilidade da bicicleta como meio de transporte diario, mas sim de respeitar quem opta por andar de bicicleta em vias onde tal transporte eh permitido. Se a pessoa quiser percorrer 50km de bicicleta pela cidade (que rola fazer em 1,5h) eh problema dela, mas nao pode ser exposta a atropelamentos o tempo todo.

    Em geral, eh melhor evitar a bicicleta em sao paulo. Veja o que jah acontece diariamente com os motoboys.

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    1. 50km em 1,5h, e eu sou o Bátima

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    2. O problema dos bikers é achar que os donos de carros estão todos contra eles. Os bolcheviques de pedal não são todos os bikers ou aqueles que querem um espaço urbano mais civilizado e sim aqueles que fazem loucuras como disputar com um ônibus para fazer protesto.

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  42. "Pelamordedeus"! Tá certo que não temos faixas exclusivas para os ciclistas, mas o que ela estava fazendo costurando no meio da avenida? Quando eu vou passear de bicicleta no trânsito caótico da minha cidade e preciso atravessar a rua ou avenida, eu desço da "bike" e procuro uma faixa de pedestres. Enfim, motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres... cada um acha que o outro deve cuidar dele... falta um pouco de lição de cidadania... como compartilhar espaços com outras pessoas.
    KRC

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  43. Talibikers. Fascisbikers.
    O Reinaldo Azevedo, que tem um blog hospedado no site da revista Veja, resolveu entrar nessa e escreveu umas verdades pra essa turma, onde ele, carinhosamente, os apelida com os termos acima. A turminha não gostou e resolveu mandar bala nele. É quando a coisa fica ainda mais interessante e o jornalista põe os caras em seu devido lugar. Quem quiser se divertir um pouco acessem o blog dele.

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  44. Toda avenida, ou rua, deveria ser planejada da seguinte forma antes de ser construída:
    - Espaço para para os veículos (compatível com o fluxo);
    - Espaço para as bicicletas (ligando uma ciclovia na outra);
    - Espaço para os pedestres;
    - Espaço para a rede de água potável, esgoto e descarte fluvial;
    - Espaço para cabeamento elétrico e de comunicação.
    - Iluminação pública com sistema de captação de energia solar.
    - Sinalização.

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    1. The perfect world!

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    2. Por favor, o que é o descarte fluvial?

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    3. água de chuva Jão.

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    4. Se é da chuva, é pluvial. Relativo ao rio é fluvial. Lembre-se que ao falarmos da chuva, dizemos da pluviosidade.

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  45. Esses bikers são uns comédias.
    Aposto que todos tem carros ou não tem famílias.

    Querem a todo custo que eu seja igual à eles.

    Usei bicicleta com meio de transporte nos anos que morei na europa, e digo: falta muita coisa pra termos bikes por aqui ainda, muita - inclusive a noção, coisa que esses bikers não tem.

    E lá era normal, não tinha essa de querer te obrigar a fazer coisas.

    Isso é cabecinha tacanha de macaco do terceiro mundo que só porque entrou uns dólares no país e agora e ele passa férias em Miami acha que se desenvolveu.

    Seria tão se as pessoas aqui dedicassem o tempo e energia que tem para o que realmente importa para o país.

    No melhor estilo "back to basics".

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    1. Concordo.
      Conheço muita gente que anda de bicicleta cotidianamente e nem por isso acha que é uma solução universal e fica se fazendo de vítima...
      Pô, se para ele a bicicleta resolve, legal para ele! Agora forçam a barra tentando criar a imagem que todos deviam andar de bicicleta, o que é completamente idiota!

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  46. O que esses bikers gostam mesmo é que a gente passe de carro rente a eles e passemos a mão em suas bundas. Eles adoram.

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  47. Esses merdinhas não sabem o que é andar de bicicleta. São um bando de bichonas histéricas que só querem impor sua vontade no grito. Meio de transporte o escambau! Isso aí é só pra fazer pose e passar recibo de bacana, fingindo-se estar preocupado com sustentabilidade, emissão de carbono e outras bobagens do gênero. Em suma, uma cambada de hipócritas. Meio de transporte mesmo é para o sujeito brabo que mora na roça, pega sua Barra Forte (alguém aí lembra?) que deve pesar uns 50 quilos, sem aquele monte de marchas, calçado de chinelo havaianas ou bota sete léguas, marmita amarrada na parte de trás e chapéu de palha na cabeça, pedalando pela estradinha vicinal, na madrugada escura e gelada. Esse, sim, é macho pra cacete e não tem tempo pra conversa fiada.

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  48. Vitor Alves08/03/12 16:41

    Falta bom senso, o bom senso de abrir os olhos e ver que não faz o menor sentido colocar as bicicletas junto com os carros, motos, ônibus e caminhões. O ciclista sempre vai levar a pior em um acidente, fica insistindo é burrice.

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  49. Sou ciclista, pedestre e motorista. Pedalo em média 16h por semana (é meu esporte...) há mais de 25 anos. Dirijo umas 14h (trabalho e lazer). Adoro meu carro (e carros em geral), adoro dirigir. Sou a favor de MAIS bicicletas no trânsito, e não menos - apesar dos acidentes e mortes. Tb acho que não é pra todo mundo, não é pra qualquer um.

    Minha lógica para defender mais o uso da bike no trânsito não tem nada a ver com salvar o mundo, acabar com efeito estufa e outras baboseiras. É uma questão muito prática, isso sim. Acredito que a bicicleta é um veículo mais humano, e portanto um trânsito com MAIS bicicletas deve ser um trânsito MAIS HUMANO.

    O ciclista deve dividir o espaço das ruas com os motoristas e motociclistas. Assim, todos se acostumam com a convivência pacífica. Nós ciclistas caímos mesmo quando não há carros ou buracos, e vamos continuar caindo. Tb vamos continuar morrendo, assim como morremos nós motoristas (em acidentes dos mais variados tipos, assaltos, etc.). Pra morrer, basta estar vivo. Este país é tão maluco que mesmo morrendo como moscas, ao mesmo tempo ficamos insensíveis e chocados quando alguém morre atropelado.

    Fato: morrer andando de bike, mesmo em cidades, é coisa rara. Tanto que choca e dá ibope quando acontece. Não acreditem em mim, busquem as estatísticas. Tb desafio, do alto de minha convivência diária com a bicicleta e o trânsito, o mito de que a maioria dos motoristas é selvagem. O motorista brasileiro é sim despreparado, afoito, impaciente, desatento e intolerante (como mostram vários posts aqui mesmo...). Porém, felizmente tenho mais exemplos positivos de respeito e camaradagem do que o contrário nas minhas pedaladas quase diárias. Contando ninguém acredita, ainda mais com um acidente tão feio e tão recente. Mas meus colegas de pedal tem a mesma opinião.

    Sou crítico, mas a coisa está melhorando, por incrível que pareça. Não quero esperar o Brasil se tornar a Holanda para sair com minha bike. Isso nunca vai acontecer, não na minha passagem pela Terra. Quero pedalar hoje, amanhã e depois, e se for pra morrer, que seja vivendo feliz e fazendo o que eu gosto, e não fechado no meu carrão sendo assaltado.

    Abs a todos.

    Alexandre

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  50. Só pra confirmar o que eu disse... uma motorista atropelou ciclistas e pedestres na ciclovia do Aterro, no RJ. Não existe forma de evitar acidentes, nem segregando espaços e usos. Morrer faz parte de tudo. Como não vamos extinguir os carros (proposta totalmente sem cabimento...), acho que vamos continuar morrendo (e vivendo) por eles, seja em cima de bikes, motos, como pedestres e tb dentro de nossos veículos! ;-)

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  51. A Falha de São Paulo noticiou o que acontecera no Rio de Janeiro.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1059471-mulher-atropela-dois-pedestres-e-um-ciclista-na-zona-sul-do-rio.shtml

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  52. Há algum tempo ví um ciclista ultrapassar um caminhão na entrada de uma rotatória. Ele passou sobre um dos "tachões" que dividiam o fluxo e caiu na frente da roda do caminhão. Apesar de ter desmaiado e se machucado muito, ainda deu sorte, pois o caminhão estava arrancando para entrar na rotatória e o motorista conseguiu parar a tempo de não atropela-lo.
    Ciclistas, pedestres e motoqueiros tem de entender que ter a preferência no transito não quer dizer segurança. Num eventual acidente com um carro ou veículo pesado, eles vão machucar ou morrer, estando certos ou errados. Prefiro estar errado e vivo do que certo e morto.

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