22 de março de 2012

O SUPERCARRO DA JAGUAR QUE NÃO DECOLOU




Raramente trabalhos paralelos nas fábricas de automóveis são levados para a linha de produção, e mais raros ainda tornam-se um sucesso. Um dos casos mais interessantes é o contado pelo MAO e o JJ no post sobre o Daytona e o Miura, um trabalho extra dos engennheiros da Lamborghini que acreditaram no sonho de um carro único e especial.

O outro carro que teve uma história parecida, mas que é tido como um fracasso, veio daquela ilha ao norte da França, onde há uma grande concentração de malucos patrióticos automobilísticos. Os anos 1970 e 1980 não foram muito produtivos para a Jaguar, integrante do grupo British Leyland, uma tentativa de salvar algumas fábricas inglesas da crise econômica da época. Nestes tempos, os carros da Jaguar eram muito pouco confiáveis (boa parte da má fama vem desta época) e a imagem da empresa estava abalada se comparada aos tempos de glória dos anos 1950 e 1960. Em 1984, a Jaguar se desprendeu do grupo e ficou vagando sem rumo pelo mercado de ações, até a futura ligação com a Ford anos depois.

No final dos anos 80, a Jaguar era um forte nome no automobilismo, em especial no endurance e em Le Mans, com seus potentes protótipos V-12 feitos em parceria com Tom Walkinshaw da TWR. Como uma proposta conceitual de um novo carro para competições, nascia o projeto XJ220, trabalho feito fora do horário de trabalho liderado pelo engenheiro-chefe Jim Randle. Randle esteve envolvido no final do desenvolvimento do E-Type e depois do cupê XJS e no sedã XJ. A proposta era um carro de alto desempenho que não apenas rivalizasse com os então atuais Ferrari 288GTO (e depois o F40) e o Porsche 959. Tendo como "alvo" o 959, o novo Jaguar deveria ter tração integral.


O conceito apresentado em 1988 na sua configuração original

Desenvolvido ao longo de muitas noites e finais de semana gastos pela equipe de Randle, o XJ220 estava prestes a ser apresentado no Salão de Birmingham de 1988. O carro era além de (teoricamente) rápido, muito bonito, graças ao desenho de Mark Lloyd e Keith Helfet, pai do XK-180 e do conceito F-Type. A TWR preparou um motor especial para o carro, derivado dos motores de competição dos modelos XJR de Le Mans, um V-12 de 6,2 litros com cabeçotes especiais de duplo comando e quatro válvulas por cilindro que gerava 500 cv. Na realidade, esta versão do V-12 não foi utilizada em competição por ser mais pesada e menos confiável que o modelo com cabeçotes mais simples. Este potente motor foi montado no centro do carro, assim como nos modelos de competição. O sistema de tração integral foi desenvolvido pela FF Developments, empresa especializada em sistema de transmissão que fabricava o conjunto trativo do famoso Jensen FF, irmão do Interceptor. O sistema de freios da AP Racing previa o uso do sistema anti- travamento das rodas e a suspensão era preparada para receber um sistema de esterçamento nas quatro rodas.

No Salão o carro foi um grande sucesso de midia, sua carroceria aerodinâmica era esculpida como uma linha fluente de ar, com muitas soluções adotadas no assoalho do carro, praticamente plano e com dois grandes extratores traseiros. Porém, o XJ220 nunca teve intenção de ser comercializado como um carro de rua, era apenas um conceito de um carro de corrida. Mas o sucesso no Salão foi o estopim para todos os "problemas" do XJ220. A direção da Jaguar viu a grande procura pelo carro e imediatamente pensou que poderia ser um sucesso de vendas e colocar um pouco de dinheiro nos cofres da empresa, que estavam às moscas.


Podemos ver o belo V-12 de corrida sob a tampa de vidro traseira

Este pode ter sido o grande erro da Jaguar. A viabilidade de produzir este carro em série da forma com que foi apresentado no Salão requeria investimentos altos. O motor era caríssimo, a transmissão ainda um protótipo e o chassi e carroceria de alumínio uma dificuldade de fabricação. A solução foi passar o projeto por uma redução de custo. A carroceria de alumínio foi mantida em função do baixo peso que proporcionava, mas as portas tipo tesoura como dos Lamborghinis, presentes no conceito, foram abolidas. 

A tração integral também foi eliminada por ser muito complexa e pesada. Mas o que mais doeu nos olhos e corações dos interessados no carro foi o motor V-12 ser substituido por um V-6 biturbo da Rover. O V-12 era caro, pesado e praticamente impossível ser convertido para passar nos testes de emissões de poluentes da época.

A troca do V-12 por um V-6 foi um crime cometido pela Jaguar para os interessados no carro. De fato o apelo de doze cilindros urrando incontrolavelmente na nuca do motorista não poderia ser deixado de lado. Talvez tenha faltado um pouco de "marketing pessoal" sobre o V-6, este um motor desenvolvido pela Cosworth e a TWR com base no DFV para ser utilizado no Metro 6R4 de rali e posteriormente uma variação nos XRJ de endurance. Este motor de 3,5 litros era equipado com dois turbocompressores Garrett T3 e gerava 550 cv, mais até que o V-12. Foi o primeiro V-6 em um Jaguar, e o primeiro Jaguar turbo de série.

O preço do carro já era muito elevado na fase conceitual, algo perto das 250 mil libras, e na fase de pré-produção foi elevado para 360 mil como valor de encomenda. Na fase final o carro já estava custando estratosféricas 460 mil libras. Nestes aumentos de preço, a maioria dos interessados nos 220 exemplares estimados (possível ampliação para 350, dependendo da procura) para produção haviam declinado a oferta, alguns inclusive processando a Jaguar por apresentarem um conceito diferente do modelo de produção (V-12 vs V-6 e 4x4 vs 4x2 etc.).


Motor V-6 de 3,5-litros equipou o carro na versão de produção


Apesar dos pesares, o XJ220 entrou em produção em 1992 e terminou em 1994, num total de 281 carros. O "pequeno" V-6, se comparado ao V-12 de seis litros, ficou famoso como um dos motores mais impressionantes em aceleração, assim como em turbo lag, a demora de resposta das turbinas em baixas rotações. O XJ220 acelera até os 100 km/h em meros 3,6 segundos e tem sua velocidade máxima limitada pela aerodinâmica em 342 km/h. Durante os testes de velocidade na pista italiana de Nardo, o carro pilotado pelo experiente Martin Brundle chegou a 359 km/h com os catalisadores removidos, e foi o recordista mundial de velocidade por algum tempo, até o McLaren F1 reinar absoluto.

Chassi do XJ220 em alumínio.

Há algumas reclamações de que os freios do carro não eram adequados e não respondiam bem à baixas velocidades. O XJ220 também era um carro bom de curva, por menos provável que fosse dada sua longa carroceria e grandes balanços dianteiro e traseiro. O carro consta como recordista de Nürburgring na modalidade carro de produção entre os anos de 1992 e 2000 com o tempo de 7:46,370s, pilotado por John Nielsen, um dos pilotos oficiais da Jaguar no Mundial de Endurance.

Ilustração do conceito do XJ220 com o V-12

Outra controvérsia da Jaguar foi ter lançado o XJ220 entre 1991 e 1992, período em que estava disponível no mercado o Jaguar XRJ-15, um supercarro criado pela TWR baseado no carro vencedor de Le Mans, o XJR-9. Ambos foram fabricados na mesma unidade da Jaguar, em Bloxham. Por que ter dois supercarros disponíveis, sendo que um deles era o que o público queria e o outro deixou de sê-lo? Mistérios...

A familia de esportivos da Jaguar: C-type, D-type, XJ-13 e o XJ220

Hoje em dia um XJ220 pode ser encontrado no mercado europeu por algo entre 150 e 200 mil libras, mas não chega a ter uma grande procura se comparado com seus concorrentes de época. Os mais valorizados são os exemplares da versão XJ220-S, uma melhoria feita pela TWR em seis unidades, baseado no modelo de competição, com uma potência de 690 cv e carroceria modificada de fibra de carbono, aumentando sua velocidade máxima para 368 km/h.

É uma pena que este trabalho de dedicação e envolvimento pessoal de um grupo de engenheiros não receba os méritos que deveria, pois o resultado final ainda é espetacular. Em 1992, Jim Randle se retirou da direção da engenharia da Jaguar.




MB

47 comentários:

  1. Rafael Ribeiro22/03/12 12:15

    Eu tenho um azul marinho metálico e adoro!!! Na escala 1:18, infelizmente...

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  2. Há alguns desses jogados em aeroportos da Arabia Saudita e Dubai.

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  3. É verdade que tem um desses no Brasil, que foi do Senna?

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    1. Tem dois aqui, mas que eu tenha ouvido falar nenhum deles foi do Senna.
      abs

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    2. Que eu saiba, tem que foi (ou é) do Maluff.

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    3. Entraram dois apenas no Brasil.
      Um prata e um azul marinho.
      O azul foi do falecido Alcides Diniz. Hoje encontra-se bem guardado numa colecao de respeito...

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    4. O prata foi importado recentemente pelo Nelson Piquet e está em sua garagem em Brasilia

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    5. Eurico Jr.22/03/12 15:12

      O prata foi comprado pelo dono da FMU, não sei se ainda está com ele.

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    6. Importado recentemente não. Este do Piquet, prata, foi licenciado em São Paulo em 1993, com a placa CLR-3636. Não sei quem foi o primeiro dono, mas com certeza não foi o Piquet. Quando vi esse carro pela primeira vez, fiquei decepcionado ao constatar que o motor não era V12.

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    7. Somente carros novos podem ser importados. Como a produção parou em 1994, a importação deve ter acontecido nesse período.

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    8. Anonimo
      Lembre-se que ja ha alguns anos pode-se importar carros com mais de 30 anos. Entram como classicos e carros de colecao
      Desfrute!

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  4. O que sei é que vi esse carro no salão de São Paulo em 94. Mas já tinha lido sobre ele uns anos antes e falavam que era V12.

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  5. Entendo tudo que esse carro representa...
    Podem me chamar de louco! Mas preferiria ter um E-Type.

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  6. Fabio Kinoshita22/03/12 14:02

    Eu me lembro desse carro, no jogo "Stunts", do início dos anos 90... (aquele com loopings etc...) Só não lembro qual a spec. que ele vinha...

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    1. Eu lembro... veja o painel dele: http://bojoga.com.br/files/2010/03/stunts1.gif

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    2. Estão equivocados, esse Jaguar do jogo Stunts é outro modelo, um de corrida que não lembro. O XJ220 apareceu pela primeira vez em games no SEGACD, com um jogo exclusivo (bem ruim). Depois pingou em outros sistemas e jogos...

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  7. Eu vi esse carro acho que em 2005 na Concessionária da ferrari quando ainda era na Av Europa.

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  8. Eurico Jr.22/03/12 14:51

    Na época, um prata foi comprado pelo dono da FMU. Até onde eu sei, esse e o do saudoso Cidão foram os únicos vendidos no Brasil.

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  9. Bom é ver o Piquezão acelerando o dele!

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  10. Eurico Jr.22/03/12 15:11

    Pra quem não sabe, quando a produção do XJ 220 foi encerrada, havia quase uma centena de carros encalhados. A Jaguar então teve que alugar um galpão climatizado, numa localização "secreta" e armazenar os carros nele, que eram vendidos num angustiante ritmo de conta-gotas. Li essa matéria nos bons tempos da revista inglesa Car. Hoje, a publicação é decepcionante.

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  11. Vieram 3 unidades ao Brasil. Dois pratas e um azul. Segundo li na época, um ficou em SP-Capital, outro foi para o interior de SP e o terceiro para Bahia.

    Vespa.

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    1. O da Bahia esta andando na base do Azeite de Dende !

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  12. Eurico Jr.
    realmente a Car Magazine inglesa decaiu fortemente nos últimos anos, chega a dar pena. Ainda bem que tenho algumas antigas guardadas.

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    1. Eurico Jr.25/03/12 12:12

      Juvenal, imagine a minha decepção: há um par deanos atrás, assinei a revista Car, recebi uma edição no formato antigo. Estava satisfeito, a despeito do preço salgado da assinatura (BEM mais cara que Motor Trend & afins). No mês seguinte, recebo a revista, transformada numa "Caras" automobilística. Fiquei louco da vida! E não renovei a assinatura...

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  13. Belli,
    carro bacana demais o XJotão !
    Também tenho minhas miniaturas dele, mas o mais triste sobre material a respeito desse carro é um livro, ed~ição limitadíssima, que deixei de comprar por cerca de 200 reais em 1996.
    Veja aqui no link o quanto pedem hoje por ele:

    http://www.amazon.com/Jaguar-Xj220-Philip-Porter/dp/1855323974/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1332440914&sr=8-1

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    1. JJ,
      Tem outro bem legal também, o "Jaguar XJ220 - The Inside Story", e bem mais em conta.
      abs

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  14. No NFS2 ele era uma das minhas ultimas opções, juntamente com o Ford GT90. Prefiria a Mclaren F1 ou o Lotus Esprit...
    Época boa...

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  15. Sabe, vendo o que esses engenheiros fazem em seu tempo livre, dá até um pouco de culpa de usar o meu navegando na internet...
    Conhecendo toda essa história, ainda assim é estranho, mas esse carro, apesar de fenomenal, não parece ser um Jaguar. Vai ver é a tal "imagem da marca" que os publicitários tanto falam. Pra mim, Jaguar é uma marca de sedãs de bom desempenho, mas pior que os BMW, com um acabamento bem mais esmerado. Mesmo os esportivos me parecem mais uma questão de estilo que propriamente de um desempenho tão assustadoramente superior quanto o desse carro.

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    1. A Jaguar traz na bagagem o XK120 e o E-Type, ambos são referência em design e para suas respectivas épocas, carros com desempenho a ser batido, com a classe inglesa de ser. Hoje em dia os carros são apenas bons carros, nada de mais, como eram os do passado.
      abs

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  16. Lorenzo Frigerio22/03/12 16:30

    Um design excepcional, vastamente superior a tudo que a Jaguar fez até ou após. Um verdadeiro carro conceito que teve a felicidade de alcançar a rua, mesmo tendo perdido algumas características originais.
    Lembra um pouco a BMW Nazca - outro carro que merece um artigo aqui.

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    1. Lorenzo,
      Concordo com você, esse modelo teve sorte de nascer, mesmo perdendo um pouco da concepção original.
      Anotada a sugestão sobre o Nazca.
      abs,

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  17. É ISSO AÍ MB!!! PAU NAQUELES QUE NÃO SABEM O PODER DAS IDÉIAS!!!

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  18. Milton, aqui em Brasília tem um e pertence ao Nelson Piquet. Veja post no meu blog que fiz quando visitei a oficina dele. Ele até tirou o motor e está preparando um bem mais potente para equipá-lo. Veja o link com as fotos e dois filmes no Mocambo Blog. http://blogdojovino.blogspot.com.br/2011/09/uma-garagem-muito-especial.html
    Jovino

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    1. Sensacional seu blog, Jovino, pena que só o conheci agora, valeu!

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  19. O azul pode ser visto aqui e aqui, pelas lentes do nosso prezado Paulo Keller.

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  20. Um carro moderno demais para seu tempo...

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  21. Uma vez descendo de Belo Horizonte para Vitória cruzei com um prateado, escoltado por outro carro que não sei qual era, isso em 1998. Ele estava descendo a serra, naquela estrada com várias curvas, BR 382 ou 392, não me lembro porque não moro mais lá. O motorista parecia estar se divertindo...

    Mauro

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  22. Muito legal MB, belo post; deve ter sido um crime para os sportmans ingleses (os mais radicais) imaginar comprar um Jaguar que não fosse V12 para cortar uma Mulsanne imaginária; mesmo que o motor "popular" ainda rendesse uma barbaridade.

    MFF

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  23. Desconhecia a história da troca do V12 pelo V6, mas lembro-me de numa pesquisa ter ficado atônito com o motor V6 num carro tão longo quanto um Galaxie e justo numa época em que F40 e seu V8 biturbo estava no páreo. Foi uma época de down-sizing da década de 90... Agora estamos passando por esse mal novamente.

    GiovanniF

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  24. talvez eu deva ser o único do mundo que prefere a versão de rua que o conceito.

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  25. O prata era da loja Platinuss que fechou e foi vendido por intermedio da Private Colections, por mais de 2 milhoes p/o Piquet pelo ex dono da Platinuss Natalino Bertin que comprou o carro do espolio de Alcides Diniz. O Azul, está guadado em uma coleção

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  26. Paulo Keller24/03/12 17:37

    MB, excelente post. Não conhecia toda essa história. Bem que você poderia fazer a continuação contando sobre o XJR-15.
    PK

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  27. Paulo Keller24/03/12 17:42

    Alexandre,
    Então você viu! Não deu tempo de fqlar com o MB antes do post! Eu fiz essas duas fotos mas faltava a história.
    Abraço.
    PK

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    1. Pois é, Paulo.
      Tive o prazer de ver esse carro ao vivo e andando. Foi numa manhã de domingo, por volta de 1998.
      Estava eu lambendo a vitrine de uma concessionária Chrysler/Jeep na R. Colômbia - onde hoje fica a Bentley/Bugatti - quando um sujeito estacionou o Jaguar azul em frente à loja. Todos os vendedores saíram para ver o bicho de perto. A certa altura, eu estava olhando o carro, de costas para a rua, e ouvi um ronco diferente. Voltei-me e dei de cara com uma Ferrari F50, cujo dono passou devagar, deu duas buzinadinhas e foi embora...
      Estou tentando entender até hoje.

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  28. Só uma coisa que não entendi: o turbo lag impressionava em qual sentido, era muito ou pouco?

    Cristiano

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    1. Cristiano, era muito. O motor só realmente mostrava que era um motor de carro esporte acima de 3000rpm.
      As turbinas demoravam para encher, mas quando enchiam eram respeitáveis. Há até uma brincadeira no TopGear onde o Jeremy Clarkson avalia o carro, acelerando em baixa velocidade em quinta marcha, e o motor demora uma eternidade para responder, mas depois a velocidade do carro aumenta vertiginosamente.
      abs

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  29. Para mim, disparado o Jaguar mais legal já feito. Sem contar o som desse motor que é sensacional!!!
    Tinha ele no jogo Teste Drive Unlimited. Foi o primeiro que juntei grana para comprar!!! hehe

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