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20 de março de 2012

PAIXÃO E ORGULHO



O AE esteve no Salão de Genebra, que abriu no dia 8 e terminou neste domingo (18). Esta foi a 82ª edição do salão suíço, a primeira tendo sido em 1905, por coincidência o ano de fundação da Society of Automotive Engineers (SAE) no outro lado do Atlântico, em Nova York. O automóvel começava a mostrar a sua força, a que estava vindo. A mostra se realiza no Palais des Expositions et des Congrès, abreviadamente e mais conhecido como Palexpo, que fica a  minutos do aeroporto de Genebra e de onde se tem uma espetacular vista dos Alpes suíços, nessa época do ano com bastante neve nos picos e nas fraldas. Temperaturas baixas, 0 a 2 ºC de manhã, esquentando um pouco ao longo do dia para 8 a 10 ºC.

Vista do salão 6


Muito no salão nos chamou a atenção, fora os carros. Como o mote da Opel (foto de abertura) mostrado no estande,  "Nós vivemos carros". Coisa de pessoas autoentusiastas na fábrica, como é gostoso ver coisas assim. Pena que a centenária Opel, que pertence à General Motors, esteja atravessando o pior período da sua história e seu futuro seja incerto.

Mas no estande da marca do relâmpago estava exposta a evolução da suspensão McPherson:

Mais uma evolução da suspensão McPherson

A coluna com mola e amortecedor passa a ser fixa, o que gira agora é apenas a manga de eixo, que conta com rótulas inferior e superior (seta). Desse modo matém-se a geometria básica McPherson – ausência de braço de controle superior e melhor distribuição da carga na estrutura, podendo o ponto de apoio da coluna no monobloco ser mais simples e eficaz – e maior precisão de direção, uma vez que só a manga se articula, como nas suspensões de triângulos superpostos. É a suspensão dianteira dos Astras GTC e OPC.

Depois, passando pela estande da Subaru, deparo-me com um Impreza e leio no assoalho "Proud of Boxer". Que coisa sensacional, "Orgulho de boxer", referindo-se ao motor de arquitetura de cilindros horizontais opostos utilizado pela marca em toda a sua gama. Da gosto ver esse envolvimento emocional dos executivos com a marca, algo difícil de ver no Brasil.

"Orgulho de boxer"

No Toyota GT-86 (apresentado no Salão de Tóquio no final do ano passado), um pequeno grã-turismo com motor Subaru 2-litros 4-cilindros de 200 cv e tração traseira que promete muita diversão, há o seguinte emblema nos pára-lamas dianteiros: um motor boxer estilizado. Quando vi, fiquei paralisado por instantes. Que belo, quanta pureza!

Toyota GT-86 e o emblema de um motor boxer estilizado

A Hyundai estava apresentando mundialmente a segunda geração da i30 Wagon e havia vários cartazes espalhados pelas dependências externas convidando os visitantes a irem ao estande, uma delas próximas às portas de acesso ao salão e onde muitos iam para fumar. Numa das minhas idas fora para essa finalidade, vi o cartaz abaixo:



"Segundas impressões são ainda melhores" – diz o belo texto de duplo sentido, tanto de dirigir um novamente quanto por ser uma segunda impressão, uma segunda geração.

Novidades da Volkswagen

A Volkswagen apresentou em Genebra algumas novidades, uma delas o primeiro motor de quatro cilindros com desativação de dois cilindros, aplicado ao Polo BlueGT. (o "Blue", azul, representa na marca tudo o que pró-meio ambiente, a exemplo do Polo BlueMotion que temos no Brasil).

VW Polo BlueGT, desativação de dois cilindros

A idéia não é nova, já existe há alguns anos em motores americanos V-8, mas nunca havia chegado a um 4-cilindros. A solução foi aplicada a um motor turbo de 1,4 litro TSI (turbo, injeção direta estratificada) da nova família EA211, de 140 cv e o resultado é rodar 21,2 km com 1 litro, equivalente a 108 g/km de CO2. Com o câmbio DSG de dupla embreagem e 7 marchas opcional, o consumo cai para  1 litro por 22,2 km, com 105 g/km de CO2, parecendo até coisa de motor Diesel. Mesmo assim este Polo chega a 210 km/h.e acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. 

O desligamento dos cilindros 2 e 3 em cargas baixas e médias reduz o consumo no ciclo europeu em cerca de  0,4 litro por 100 km. A 50 km/h constante em terceira ou quarta, a economia chega a 1 litro por 100 km, e mesmo a 70 km/h em quinta a redução de consumo ainda é de 0,7 litro por 100 km.

A desativação ocorre entre 1.250 e 4.000 rpm e em torques de 2,5 a 10,2 m·kgf, uma ampla área do mapa de operação que envolve aproximadamente 70 por cento de todos os modos de condução nos ciclos de medição de consumo. Ao apertar o acelerador, os dois cilindros são reativados de maneira imperceptível e mesmo funcionando com dois cilindros o motor mostra o mesmo funcionamento equilibrado de quando os quatro cilindros estão atuando, segundo a Volkswagen. Seria muito interessante dirigir um e observar o sistema em operação. Quem sabe isso acontece em breve?

As ações de troca de estado são completadas em meia volta do virabrequim e só leva de 13 a 36 milissegundos.  As ações são suavizadas por intervenção na  ignição e na borboleta de aceleração, graças a um sensor no pedal do acelerador e a um software de monitoramento inteligente capaz de detectar perfis de condução não-uniformes, com estar no trânsito denso ou dirigindo rápido, casos em que a desativação fica suspensa. O motorista tem informação de se o motor está em dois ou quatro cilindros no mostrador multiiformação entre o velocímetro e o conta-giros.
2-Zyk - Modus – em 2 cilindros! E o consumo, Verbrauch: 25,6 km com 1 litro

De modo a tornar o motor o mais econômico possível e ter boa potência, os dois comandos de válvulas contam com variador de fase por 50 graus de ângulo do virabrequim. Todos os EA211 têm variador na admissão, mas só o 1.4 TSI do Polo BlueMotion estendeu-o ao escapamento.

Do jeito que estão indo as coisas com os motores de ciclo Otto, parece que há gente na indústira que não que ceder à idéia de híbridos e elétricos.

Entretanto, a VW mostrou em Genebra o conceito Cross Coupé,  um utilitário esporte híbrido 4x4 com motor turbodiesel e bateria recarregável na tomada que promete 55 km com 1 litro e 46 g/km de CO2.  No final do ano o modelo havia sido apresentado com motor TSI, que rodava 37 km com 1 litro de gasolina e emitia 62 g/km de CO2. Chamou muito a atenção e não deve demorar a entrar em produção..

O utilitário-conceito VW Cross Coupé

A fabricante alemã apresentou ainda a versão 4-portas do up! (o 2-portas fora lançado em Frankfurt, em setembro), modelo que tem tudo para ser o novo Fusca e que será fabricado no Brasil em 2014. Duas características também chamaram a atenção, a tampa traseira de vidro, como no Volvo C30, e os vidros das janelas traseiras basculantes, pela primeira vez num VW quatro-portas, solução já utilizada no Citroën C1/Peugeot 107/Toyota Aygo e no Suzuki Alto.

Vidro basculante na porta traseira do up! 4-portas
 


O novo up! 4-portas
 As dimensões são compactas, com 3.540 mm de comprimento, 1.641 mm de largura sem contar espelhos e 1.478 mm de altura, entreeixos de 2.420 mm (o mesmo do Beetle e do novo Palio). No compartimento de bagagem cabem 251/951 litros. Passageiros de 1,80 m como eu acomodam-se bem no bancos traseiro, mas o up! é para quatro ocupantes apenas.

A motorização é 1-litro de 3 cilindros, em versões de 60 e 75 cv com câmbio manual ou robotizado de 5 marchas, ambos 4+E.

Em Genebra a Volkswagen apresentou ainda o Golf GTI Cabriolet e estendeu a linha R, de caráter esportivo, à Passat Variant e ao Bettle.

BS




76 comentários:

  1. Não vai sair nada sobre o atropelamento do ciclista na BR 040? Estou interessado em saber a opinião dos especialistas sobre o estrago causado no teto do monobloco de fibra de carbono da SLR. Qual a força necessária para um corpo de 70 Kg fazer aquilo? Será que a velocidade era compatível com o limite da via? Já vi fotos de um acidente de SLR no deserto do Catar em que o carro ficou totalmente desmembrado, mas o monobloco do habitáculo ficou intacto. Espero que vocês não se omitam pelo poder das "forças ocultas".

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    1. evidente que ele estava MUITO rápido, pelo menos esse não estava com a cabeça cheia de cachaça... Pena que não sabe onde correr. Com uma conta bancária daquelas o cara pode construir um autódromo só pra ele, mais uma morte desnecessária.

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    2. quem garante que ele estava sóbrio? a polícia rodoviária do RJ ????

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    3. E o Eike dando entrevista p/ explicar o ocorrido à Joyce Pascowitch?

      Gente fina é outra coisa...

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    4. Por que as coisas não podem ter acontecido do jeito que o rapaz disse? A história deles (Eike e Thor) faz todo o sentido, ao menos para mim... E mais: quando playboy faz merda, eles não tentam se explicar na mídia. Já o Eike, que poderia muito bem refrescar a cabeça na Suíça e não precisa do povo brasileiro para manter sua grande fortuna, faz questão de dar explicações. Por que ele faria isso, se estivesse mentindo?

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    5. Lorenzo Frigerio20/03/12 20:32

      Pode não ter estado embriagado, mas podia ter estado DOIDÃO.
      Além de ser braço-duro.

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    6. País de ignorantes é assim, condena pela condição econômia, absolve pela condição econônima, noticia conforme a condição econômica, pré-julga, condena sumariamente.

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    7. Anônimo Mar 20 04:32 PM
      Que bobagem, falar em força ocultas. Só porque é um carro exótico e o motorista é filho de um sujeito muito rico não é motivo para comentários prévios aqui no AE. E o carro não foi destruído, só danificado. É lamentável a morte do ciclista, como em qualquer outro acidente, mas primeiro é preciso saber como aconteceu tudo.

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    8. Sendo culpado ou não, de todo modo não vai dar em nada!

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    9. Com todo respeito Bob, acho que merecia um post sim, inclusive pelo fato do indivíduo em questão estar dirigindo com 51 pontos na carteira. Viu as fotos? 100 km/h? O teto de fibra de carbono rachar daquele jeito? Sei não heim?

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    10. Eu já atropelei um ciclista que atravessava uma saída da Imigrantes. Meu carro ficou exatamente igual ao Mercedes SLR: Frente levemente danificada, riscos no capo e o maior dano no teto. Eu devo ter pegado o ciclista a uns 30-40 km/h (estava em aceleração para entrar na Imigrantes, subi no pedal do freio a uns 60 e deixei uns 10-15 metros de marca de pneu no asfalto, e ele voou longe - 5, 6m). O ciclista teve um braço quebrado e um corte profundo na testa. Atropelar alguém é um tipo de coisa que eu não desejo nem para os meus inimigos.

      O teto afunda pois não é pára-choque, não existe 5 estrelas do Euro N-Cap que resista a uma colisão com efeito guilhotina ou atropelamento de cavalo. O menor impacto já causa danos no teto.

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    11. Realmente é errado pré-julgar em vista da condição econômica, mas compreensível, uma vez que a justiça poupa os ricos e ataca os 3 'p's (que não preciso mencionar quais são).

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    12. Só pra constar acelerar um corpo de 70kg de 0 pra 100kmh em 1 segundo (o que é um tempo de contato muito maior do que o contato em caso de uma batida dessas) ja dá um impacto de 7000kg em cima do teto do carro.

      não falem bobagens, não é porque o cara tava de SLR que ele tava a 300kmh.

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  2. "e os vidros das janelas traseiras basculantes, pela primeira vez num quatro-portas."
    R: É preciso corrigir esta informação, pois já há carro de quatro portas com vidro lateral traseiro basculante. São o trio Citroën C1, Peugeot 107 e Toyota Aygo.
    O pioneirismo aqui está no fato de ser o primeiro carro da VW com quatro portas e vidros laterais traseiros basculantes.

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    1. Bob, o Suzuki Alto também tem versão 4 portas com janelas traseiras basculantes.
      Como disse o colega acima, primeira vez só se for na VW.

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    2. "Primeira vez só se for na VW."
      O mesmo vale para a desativação de cilindros em motores de apenas 4 cilindros. A Mitsubishi já havia feito isso em 1982, no motor 4G12 de 1,4l. Inclusive é tido como o primeiro motor de produção a adotar a técnica com sucesso, já que o Cadillac V8 de 1981 apresentou inúmeros problemas e teve que ser descontinuado precocemente.

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    3. JC
      Eu não sabia disso. Sabe se chegou a ser produzido em série?

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    4. Anônimo Mar 20 05:52 PM e Uber
      De fato, o trio citado tem mesmo vidro basculante, bem como o Suzuki Alto. Texto será corrigido, obrigado.

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    5. Sim, o motor 4G12 com desativação de cilindros, que a Mitsubishi chamava de "MD" (Modulated Displacement) foi produzido em série, que é o que conta né. Em 1993, a Mitsubishi lançou uma "segunda geração" de seu motor de 4 cilindros com "Modulated Displacement", desta vez um 1,6l com "MIVEC" (o VTEC da Mitsubishi), tendo ficado em produção até 1996. Produzia 170cv, sendo portanto mais potente que o contemporâneo e mais famoso Honda 1.6 VTEC, e seguramente mais econômico, devido ao recurso de desativação de cilindros. Salvo engano, esses motores só foram disponibilizados no mercado nipônico, daí ser pouco conhecido no ocidente.

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    6. JC, também me lembro de ter lido sobre esse motor da Mitsubishi, que equipava o Mirage e desativava dois cilindros. Pena que na época em que li a respeito, havia pouquíssima informação a respeito para quem não morasse no Japão.

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    7. Anônimo Mar 20, 2012 08:18 PM, realmente, naquela época era prática comum da indústria japonesa disponibilizar o fino da tecnologia somente para o mercado doméstico.
      No link abaixo, uma matéria sobre o Mirage Cyborg R (motor sem MD), do site australiano AutoSpeed:
      http://autospeed.com/cms/title_PreOwned-Performance-Mitsubishi-Mirage-Cyborg-R/A_108381/article.html
      O motor com Modulated Displacement mantinha os mesmos números de torque e potência. Isso tudo quase 20 anos atrás. E ainda tem gente que se impressiona com os 140cv do Hyundai Veloster...

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    8. *126 CV no Brasil...

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  3. Interessante essa suspenção, deve se atingir um nivel de sofisticação de calculo estrutural muito alto para se conceber um braço naquela geometria. A idéia dos vidros basculantes também é ideal para um carro daquele porte, só espero que essa idéia não pegue nos nossos pseudo populares de maior porte.

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    1. cálculo

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    2. Idiotas?

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    3. marcelo (jmvieira)21/03/12 14:12

      a palavra "idiotas" não estava no texto, porem está escrita corretamente... hehehehehe

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  4. Bob, sei que você tem um pé atrás com etanol, mas sempre imaginei que um motor flex deveria ser turbo e ter a possibilidade de desligamento de cilindros, de forma que, com o aumento da pressão do turbo no etanol e com o desligamento dos cilindros, tivéssemos, em uma mesma rotação e com menos cilindros ativos, a mesma potência com etanol e gasolina. Aí a regra de 30% de diferença entre o consumo dos combustíveis cairia, pois a maior pressão do turbo aumentaria e eficiência do etanol. Ou seja, o motor flex produziria a mesma potência vinda de quatro cilindros alimentados com gasolina ou dois alimentados em etanol em uma mesma rotação decorrente da maximização das características do etanol, pela maior pressão do turbo.

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    1. Antonio Pacheco20/03/12 14:46

      Acredito que um motor turbo com sistema parecido com o Overbooster da Fiat, com baixa pressão rodando na gasolina, e pressão maior com o álcool, já resolveria o problema.

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    2. Concordo com você, mas acho que não fui claro. A proposta de desligar os cilindros seria a de ter a mesma potência com etanol e gasolina, com cilindros desligados no etanol, de forma a aumentar a eficiência do álcool, pelo aumento da pressão, e diminuir o consumo específico de etanol, assim, aproximando a diferença de consumo entre os combustíveis.

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    3. Paulo Vinicius
      O meu "pé atrás" não é com etanol, mas com o flex. O Brasil entendeu errado a questão do flex. Ele só foi inventado nos EUA para o caso de o motorista não encontrar o E85 e poder continuar a rodar abastecendo com gasolina, pois lá a oferta de etanol ainda é irrisória. Aqui, virou orgulho nacional. Olhe quanta complicação em nome do flex: sistema da Bosch sem gasolina para partida a frio, agora essa questão (viável) de turbo para varia a pressão em função do combustível no tanque. É mesmo muito barulho por nada. Ou você conhece alguém que tem carro a diesel que se preocupa com o fato de só haver um combustível para ele?

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  5. Bob, o teto solar do Up abre isso tudo que aparenta nessa foto?

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  6. pergunto ao BOB:esse novo arranjo da susp. mcpherson exige braço triangular inferior?.poste mais fotos dela

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    1. Ari
      Sim, há braço transversal, que tanto pode ser triangular quanto em "L". Vou procurar mais fotos.

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    2. Essa solução usada pela Opel p/ a McPherson eu já tinha visto em um Nissan de Superturismo, projeto do Ricardo Divila.

      E a BMW não usa nem braço triangular ou L. A primeira impressão é de McPherson clássico... Que merda é essa? eheh. Mas tem um outro braço, como um tensor longitudinal...

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    3. AnônimoMar 20, 2012 07:45 PM

      Vale lembrar que McPherson clássico não é tão problema em carros de tração traseira, pois o eixo dianteiro fica livre de ter de suportar as forças das rodas tracionando. Originalmente o McPherson foi pensado para tração traseira justamente por não haver as tais forças de tração esterçando uma roda.
      Obviamente que a maioria dos carros de tração dianteira com McPherson tem um esterçamento por torque bem leve, muitas vezes contornável em sua maior parte por pequenos acertos de suspensão. Porém, quanto mais força você aplicar nas rodas da frente, mais e mais o esterçamento por torque vai se evidenciando.

      No caso desse McPherson dos modelos mais fortes da GM (suspensão de codinome HiPer), que é análogo ao que a Ford usa no Focus RS (RevoKnuckle), houve a dissociação da parte da suspensão com a da manga do eixo. Com isso, o amortecedor sempre trabalha de maneira unidirecional, sendo liberado do esterçamento e com isso podendo trabalhar melhor e assim ficar mais livre do tal esterçamento por torque.
      Ainda assim, esse esterçamento por torque existe e existirá sempre, apenas ficando mais fraco. Procure no YouTube por um vídeo do Top Gear com o Jeremy Clarkson guiando o Focus RS e mostrando o quão violendo é o esterçamento por torque de tal carro. Se com um McPherson incrementado já faz isso, imagine o que aconteceria com um McPherson clássico.

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    4. Eu acredito que a BMW usa o reforço para dar maior precisão no controle de roda, e aumentar a durabilidade do conjunto. Ao menos na Europa a suspensão dos BMW são reconhecidas por durar acima da média. Estou pagando para ver como ela agüenta no Brasil!

      http://www.autobild.de/ir_img/3/9/3/7/7/0/Filigranarbeit-die-aufwaendige-Mehrlenker-Vorderachse-mit-zahlreichen-560x373-b709dc7abb59b5cc.jpg

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  7. Na minha humilde opinião, esse Up! da Volks mais parece um Fox piorado...

    Engraçado que lá na Europa, os motores pequenos rendem menos potência do que aqui. Será que é porque no Brasil abusam das altas taxas de compressão por causa do etanol?

    Ou será que lá eles se preocupam mais em fazer motores com mais torque (que pra mim é o certo), ao invés de ficar espremendo o máximo de potência do motorzinho - que só aparece em altas rotações, pra ficar bonito na propaganda?

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    1. Acho que lá esse tipo de carro fica mais restrito à cidade e não é usado como aqui, para cidade e estrada. Essa opção acredito que leve ao desinteresse das fábricas em extrair potência de motores pequenos.

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  8. É impossível piorar um Fox.

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  9. Esse Up vai parecer meio datado quando aportar por aqui só em 2014, bem coisa volks mesmo....

    Bob, o Golf "mundial" têm chance reais de substituir nosso antecessor pré histórico?

    Ótimo post, continue nos contando as novidades de Genebra!

    MFF

    p.s: o logo do boxer ficou uma coisinha bem alusiva ao estado de arte em produzir carros, mesmo que com preços mais contidos, muito legal!

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    1. VW datado?

      Ahhhhhh...
      é a marca menos modinha que tem... como pode ficar datado?

      datado é hyundai, peugeot...etc...

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  10. O Up! é sem dúvida o carro mais ecologicamente correto de todos os tempos! No fim da vida do carro bastará estacionar o carro no fundo de casa e colocar uns vasos lá dentro que ele vira uma mini-estufa de plantas!!!
    A suspensão do Opel é uma coisa linda! Embora me pareça que ela está sendo feita assim para poder equipar carros altos e pesados, que cosutmam ser bem feios. De qualquer modo, é algo novo, e deverá trazer problemas e soluções interessantes.
    Se em 70% do tempo o carro anda bem só com os dois cilindros, pra que carregar quatro? A economia de materiais, a redução de peso, a redução do tamanho total do veículo, a maior autonomia, fariam o carro ainda melhor nesses 70% do tempo, e tão aceitável nos outros 30% que os outros dois cilidros não fariam falta. Acho que só vale pela vitrine tecnológica mesmo...

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  11. Janela basculante na porta traseira? Huuummmm... O brasileiro vai ter que rever seus conceitos. Ou será que a VW o reverá?

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  12. A suspensão dianteira do fusca ja utilizava o giro no terminal. Abraços

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  13. Eu gostaria sinceramente,que a VW Brasil expusesse a linha nacional e seus respectivos preços no salão de genebra,assim os Europeus ficariam horrorizados com o que se chama Vw aqui no Brasil...........

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  14. VW lá fora é o estado de arte em automóveis para todos, aqui a VW Brasil é o estado de defasagem para todos. Lembrando sempre que os outros "fabricantes" nacionais não estão nada distantes de VWBr.

    Só queria um Polo BlueGT para o dia a dia (21km/l e andando mais que a maioria!!!) e um Subayota BRZ/GT-86 para o finais de semana.

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  15. Janela basculante na porta traseira? Ela também pode ser baixada, ou só basculada??

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    1. Acho que não abaixa, não. Olhei bem a foto e deu pra ver que ela só bascula. Pra baixar e também bascular acho que teria que ser um baita mecanismo. E bem caro.

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    2. Só bascula, exatamente como nas janelas traseiras dos 2 portas a que estamos habituados. O único objetivo é baixar custo. Tomara que essa moda não venha pra cá.

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    3. O próximo Gol na versão de luxo vai oferecer janela basculante em lugar da tradicional, porque "é a nova tendência do mercado europeu". E o brasileiro vai pagar a mais para ter esse tipo de janela, pode apostar.

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    4. Só bascula e acho que o up! brasileiro vai ter a porta traseira reprojetada para que a janela desça normalmente, pois uma solução dessas seria pedir para que o carro não vendesse nada por aqui.

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  16. Antonio Carlos20/03/12 20:06

    Eu não gostei dessa idéia de vidro basculante.

    Faço questão de vidro elétrico na 4 portas justamente para mantê-los travados pelo interruptor geral, pois sempre tem um ignorante que ainda não sabe que carro tem A/C e ventilação forçada.

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    1. Vidro basculante é uma das idéias mais estúpidas que já vi. Deixassem então o mecanismo para abertura manual (a manivela). Que idiotice.
      VPJ

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    2. Lorenzo Frigerio20/03/12 20:35

      Existem pessoas que têm INEXPLICÁVEL ojeriza, ou desconhecimento da tecnologia do ar condicionado.
      Mulheres, é sabido, não gostam dele.

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    3. Tem gente que tem renite cara pálida!

      Simples assim...

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    4. Sistema de A/C tem sistema de filtragem até com carvão ativado, respira-se melhor que com vidros abertos, Juruna.

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    5. Errado, anonimo mar21, 8:57. O problema é o ar que fica seco independente de usar ou não filtro. E se fechar a circulação, pior ainda. E pra piorar ainda mais e ferrar com tudo de vêz a esmagadora maioria nem se dá o trabalho de desligar o A/C uns minutos antes de sair do carro. É aquele choque térmico na cara. Pior ainda é que, agindo assim, os dutos do sistema continuam com a umidade, proliferando ainda mais bactérias. Aí neguinho pega uma doença respiratória e reclama da diarréia proveniente do antibiótico. Em suma, tem gente que não merece/não sabe usar ar condicionado, melhor ficar sem ele.

      CL

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    6. Quem toma choque térmico é quem não sabe controlar a temperatura. Mantendo sempre a ventilação forçada ligada não pega mofo, não precisa usar esse método.

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  17. Lorenzo Frigerio20/03/12 20:37

    Bob, o fiozinho no amortecedor é um controlador de carga?

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    1. Lorenzo Frigerio
      Muito provavemente sim.

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  18. Bob, legal as observações sobre a paixão dos fabricantes. Um detalhe do motor estilizado na lateral do GT da Subaro é justamente o número 86 e o nome do modelo, que faz referência ao diâmetro dos cilindros e o curso dos pistões (86mm x 86mm, igual ao finado GM família II - vulgo "motor de Monza"). Sensacional e inimaginável no Brasil. Ninguém aqui sabe disso.

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    1. Na verdade o emblema na lateral escrito "86" faz alusão ao nome do carro, que no Japão irá ser chamar Toyota 86. Este nome é em alusão a uma série especial do corolla de 5a geração, "AE86 Sprinter", antecessor "espiritual" DO 86/BRZ: cupê leve, com tração traseira, distribuição de peso equilibrada e um motor leve e girador pra tocar tudo.

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    2. 86x86 também são diâmetro e curso dos motores Mitsubishi 2.0 nas tres versões vendidas aqui no Brasil.
      CL

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  19. Aléssio Marinho20/03/12 23:25

    Saudades do tempo em que o vidro traseiro era móvel, como no Corcel e Opala e ainda poderia ter uma "ventarola" como nas primeiras Variant.
    Agora a "modernidade" é o vidro das portas traseiras bascular. Tenho medo do que vem por ai...
    Pelo menos a Opel e a Subaru insistem em elevar o nível técnico dos automóveis.
    Parabens aos dois fabricantes.

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    1. Subaru = cada vez melhor, cada vez mais feio. Horrorosos os novos subarus europeus... Tudo bem que não é o foco... mas já estão abusando do direito de serem feios...

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    2. Mas que é legal ver um carro ter orgulho do seu motor, isso é.

      Ou você acha que os populares brasileiros estão orgulhosos de seus motores 1.0, que andam como patinetes e bebem como muscle-cars?

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  20. Helcio Valvano21/03/12 00:26

    "Coisa de pessoas autoentusiastas na fábrica, como é gostoso ver coisas assim."

    "Da gosto ver esse envolvimento emocional dos executivos com a marca, algo difícil de ver no Brasil."

    "Quando vi, fiquei paralisado por instantes. Que belo, quanta pureza!"

    Pois é... nossos executivos são um reflexo do consumidor médio tupiniquim... O importante é vender (ou comprar) carro novo, não importa o quão caro seja... Ser (no mínimo) bom, correto, ou mesmo empolgante, é detalhe, beira o desperdício...

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  21. É ISSO AÍ BOB! PAU NOS BAIXO-ENTUSIASTAS!!!

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  22. Bob,
    Esse salão de Genebra foi muito fraco. MUITO fraco. O pior em décadas... estive lá também.

    Geralmente Genebra é legal pelos carros-conceito... mas esse ano foi de lascar, especialmente aquele SUV Bentley... mamãe...

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  23. Alguns podem se interessar: "Paris or Bust: The Great New York-to-Paris Auto Race of 1908".

    http://blogs.smithsonianmag.com/history/2012/03/paris-or-bust-the-great-new-york-to-paris-auto-race-of-1908/

    Abs
    Ronaldo

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  24. É frustante ver essas novidades vindas do "velho" continente (em termos automotivos a AL bem mais "velha"). A VW nos trata como um mercado subdesenvolvido, de 3o mundo, em desenvolvimento ...

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  25. Um post tão bom como esse, e vem uns analfabetos de automóvel falar de acidente.

    O pessoal o blog e para discutirmos carro, vão freqüentar o blog do Ratinho.

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  26. Interessante essa evolução do conceito de suspensão McPherson, manteve a simplicidade anterior, mas com melhora na dirigibilidade do veículo.

    Sobre vidro traseiro basculante, em veículos de 4 ou 5 portas, fica mesmo algo estranho, mas ainda sim melhor que vidros fixos traseiros em veículos de 2 ou 3 portas. Eu prefiro vidros que "sobem e descem", mas se o método basculante trouxer redução de custos (e que esta seja repassada para o consumidor...), tudo bem, passa...

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  27. Gustavo Cristofolini21/03/12 22:16

    Vamos ver se entendi. O motor desliga 2 cilindros, para economizar gasolina. Ai preciso de torque/potencia e preciso acelerar e continuam funcionando 2 cilindros até o limite de 4000 rpm ou 10mkgf? Entao o motor está constantemente funcionando sob uma 'carga' maior que melhora o enchimento dos cilindros que estão funcionando, pq a borboleta está mais aberta do que se estivesse com 4 cilindros, e isso resulta no consumo melhor. É isso? E na hora que a coisa ficar feia o caracol assopra vento pra dentro do motor e voltam os 4 cilindros e o carrinho fica 'macho'?

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  28. Ah, o primeiro mundo! Tudo tão mais fácil e descomplicado... Estive na Suíça há uns dois anos. Lá tem muitos carrinhos 1.0, mas são para uso predominante na cidade. Várias lojas de usados com Mercedes, BMW e Audis acessíveis. Você tropeça em bondes, trens e metrôs. Carro só em último caso. Autoentusiastas acham pra comprar o carro exato que quiserem: tração traseira, conversível, compacto, grande, pro fim de semana, pra viajar... Porquê somos tão desrespeitados no Brasil?
    Off topic: O Thor fez tudo certo: bafômetro negativo, parou pra socorrer, avisou a polícia. Só que não poderia estar dirigindo legalmente pelas multas no período de experiência e pelos 51 pontos com a carteira definitiva. E o ciclista estava com 15,5 mg/dl de álcool...

    Mauro

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