12 de março de 2012

RCZ, O ESPORTIVO DA PEUGEOT QUE PODERIA SER MAIS ESPORTIVO

Fotos: Paulo Keller


Que carro gostoso pra viajar!

O Bob e o Paulo Keller também acham, leia o que eles dizem adiante.

Na estrada, o RCZ, um cupê 2+2, está no seu melhor elemento. Por ele, viajaria a 180 km/h como velocidade de cruzeiro. Eu disse por ele e também por mim; não pela nossa Polícia Rodoviária.

Viajando com ele foi inevitável imaginá-lo numa Autobahn ou nas maravilhosas estradas da Patagônia argentina, onde tocar com o pé embaixo é sossegado e legal. Aí, sim, o RCZ e eu ficaríamos satisfeitos, já que ele foi projetado e construído pra isso e eu também.

A 120 km/h, em 6a e última marcha, o motor vira a 2.600 rpm, o que dá 46 km/h por 1.000 rpm. Isso significa que a 180 km/h seu giro vai a relativamente baixas 3.900 rpm. Isso é muito bom. Muito bom mesmo pra viajar.



Estabilidade direcional não lhe falta. Creio que seu Cx 0,32, bom mas nada excepcional, foi o custo para pressioná-lo firme de encontro ao solo. E ele vai reto feito uma flecha. E com silêncio a bordo, ar-condicionado de duas zonas, porta-malas espaçoso, som gostoso nas caixas, bancos de ótimo formato, confortáveis, boa visibilidade para todos os lados, direção rápida e firminha, pedais bem posicionados, nossas pernas quase na horizontal, carro baixinho e agarradinho ao asfalto, freios excelentes.

Ele é o que chamo de lenha tranqüila.

E faz curva que é uma beleza. Gosto mesmo é de tração traseira, não me canso de repetir, já que com ela fico mais à vontade. Porém, me rendo a alguns carros de tração dianteira, como os Mini Cooper antigos e novos, os Alfa 145, 155 e 156, e agora me rendo também a este Peugeot RCZ aqui, que mostrou que tem um chão muito acima da média e também acima destes citados. Em curvas está no nível dos realmente bons esportivos.

Bem acertado para curvas


Apontou, ele vai. Na ocasião de seu lançamento, que ocorreu no autódromo particular da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, interior de São Paulo, levei-o ao seu limite de aderência – os pneus Continental 235/45R18 nas quatro agarram forte –, e lá, com a segurança que os autódromos nos proporcionam, pude saborear o refinamento de seu acerto em curvas de baixa velocidade, bem como a boa potência de seus freios.

A mim me parece que todo carro com tração dianteira é, ao menos, um pouco “frentudo” nas entradas de curva, ou seja, ele é um pouco relutante a sair de sua trajetória reta para entrar na curva. Não é tão rápido e obediente quanto um de categoria similar que tenha tração traseira. Porém este é dos que não reluta e entra rápido. Entra rápido e logo a traseira vem e se apóia bem.



Instrumentos bem legíveis, como deve ser

Quando dou importância em dizer que a traseira do RCZ se apóia bem é porque em muitos de tração dianteira a gente pouco sente a traseira se apoiando; sentimos pouca contribuição dos pneus traseiros no agarre ao chão. Neste, não. Ela vem e contribui; e o carro se apóia equilibradamente, nos passando muita segurança. E pau na máquina que ele se agüenta. Suas escorregadas não são bruscas e isso nos permite correções com calma, sem sustos, sem perdas de compostura. Tem classe o bicho.


O BS e eu trocando umas idéias...
 E classe tem nos freios. Como disse, pedal progressivo, bom de dosar, e muito equilíbrio em freadas. Numa freada emergencial, dessas sem tempo de preparo, ele coopera com sobriedade, nos ajuda. Perfeito equilíbrio na distribuição de forças entre os traseiros e os dianteiros. Bem acertado esse carro. Não o fizeram de qualquer jeito, não. E não chega a ser um carro tão pesado: 1.372 kg.

Motor 1,6 turbo precioso, desenvolvimento conjunto Peugeot-BMW
O motor resultou de desenvolvimento conjunto com a BMW – praticamente o mesmo que equipa os MINI Cooper – e, segundo a Peugeot, tem tecnologia sua também. É um 1600 turbo. Rende máximos 165 cv a 6.000 rpm e 24,5 m·kgf a 1.400 rpm. Isso mesmo, torque máximo a 1.400 rpm, coisas dos motores turbo modernos. E o torque máximo segue nesse patamar até altos giros. Isso resulta numa pegada forte logo em baixa, uma pegada inesperada para um motor pequeno assim.

Turbo lag é coisa do passado. A coisa evoluiu barbaramente. Eu, que não era fã de turbo, devido a esse turbo lag besta, hoje virei fã. Nem tudo que nasce torto morre torto.

Não espere dele uma aceleração semelhante a um 4-cilidros de mesma potência máxima; digamos um de 2 litros aspirado. Sua aceleração é maior, já que devido ao torque mais alto em baixa ele também tem maior potência disponível em baixa. Então ele acelera forte e também impressiona muito bem nas retomadas. 

Motor elástico. Elástico e suave. E econômico. Não medi, porém senti. Na estrada me pareceu mais econômico que um motor 2-litros aspirado. Parece gastar como um 1600 normalzinho. Dados franceses indicam consumo urbano de 1 litro para 9,7 km e rodoviário, 1 litro para 18,1 km, embora lá a gasolina não tenha etanol, que sempre faz consumir um pouco mais.

O câmbio é um automático Tiptronic da Porsche Systems. Tem 6 marchas, que podem ser selecionadas na alavanca de câmbio (sobe marcha para frente). Não tem as brabuletas e elas não nos fazem falta. Além do mais, o sistema automático cumpre muito bem o seu papel. Se quiser descer a lenha, basta apertar o botãozinho do “S”, ao lado da alavanca, que as trocas ficam mais esportivas, tanto na aceleração quanto na redução de marchas.

Tem também o botãozinho da neve, que nada mais faz que suavizar a saída, deixando de engatar a 1ª marcha e saindo em 2ª. Gostei dela para o trânsito. O carro sai mais suave, sobra motor para isso.

No post que fiz na ocasião do lançamento, reclamei com o pessoal da Peugeot por não terem trazido a versão mais forte do RCZ, a de 200 cv e 28 m·kgf. É o mesmo motor 1600, só que com maior pressão no turbo e outras melhorias. Além de maior potência e torque, essa versão vem só com câmbio manual de 6 marchas. E aí, sim, o RCZ entraria em outro patamar, o dos esportivos de pára-choque a pára-choque. Digo isso porque sobra carro. O motor é muito bom – OK, em nenhum momento senti falta de motor – mas tem carro sobrando, estabilidade, freios, chassi etc, sobrando. A conclusão é que todo esse bom conjunto otimiza o aproveitamento do motor e nos proporciona prazeroso divertimento com segurança.

Mas, por incrível que pareça – ou não tão incrível assim, conhecendo a nossa terrinha – para a Argentina a única versão comercializada do RCZ é justamente a mais forte, de 200 cv, e com câmbio manual! Que lá custa ao redor de US$ 50 mil, ou seja, R$ 88.500. Aqui, a versão mais mansa nos custa R$ 139.000, uma "pequena" diferença de R$ 50 mil a mais e 35 cv de menos. O caro leitor que tire as suas conclusões, após, certamente, alguns momentos de irritação.

Aproveito para reafirmar que considero os bons esportivos os modelos mais seguros. Isso porque ultrapassam com rapidez, freiam melhor, desviam mais rápido e com maior segurança etc. Em suma, são os de melhor segurança ativa. Se tem uns trouxas que se estouram com eles, como temos visto nos jornais, é porque são uns trouxas ao quadrado. Com eles temos maior margem de segurança ativa, desde que a razão não seja nublada pela emoção.


Interessante, o detalhe do corte de abertura do capô, que abrange os pára-lamas; as dobradiças do capô são pantográficas


Mas continuo batendo na mesma tecla do post do lançamento. Assim como a GMB trouxe só o Camaro de câmbio automático (irch!) a Peugeot trouxe só a versão que as pesquisas indicaram que venderia mais – a Peugeot diz que a meta está sendo atingida, 25 carros/mês –, porém, como não topo as ditaduras, muito menos as da maioria, acho que bem que poderiam ter trazido também as que venderiam menos, ou seja, essa de 200 cv e mesmo a de 165 cv, só que com câmbio manual. Para muitos, eu dentre eles, o câmbio manual dá um tempero especial, complementando o prazer da guiada.

Admiro, aprecio e elogio esses quase-perfeitos modernos câmbios automáticos, porém eles são muito cool pro meu gosto. O manual torna a tocada mais sangüínea, e já que estamos num esportivo...


Porta-malas de 309 litros e com dobradiças "pescoço de ganso", porém escondidas

Se o trânsito paulistano fosse civilizado, e não apocalíptico como é, e se as ruas fossem asfaltadas por gente séria, eu diria que o RCZ poderia até ser um carro para o dia a dia, porque sua suspensão não é áspera. Ele roda até que macio. Mais macio que isso comprometeria sua boa estabilidade. Porém, ele é largo, e isso nos incomoda em avenidas onde duas faixas foram espremidas em três – talvez para dizerem que aumentaram os quilômetros asfaltados na cidade –, e justamente nelas é que os motoboys passam como fugidos do hospício. Então, o RCZ é um ótimo carro para cidades civilizadas e também para uma São Paulo vazia nos fins-de-semana, além de excelente para viagens, de preferência longas, por estradas sem fim com o horizonte lá longe, o sol se pondo, e a mulher ao lado, confortável, dormindo um sono solto sem se tocar que estamos numa lenha lascada.

Nota: há também a versão 2-litros turbodiesel, 163 cv e 32,6 m·kgf. Carro interessante, pelo torque alto.

A versão de 200 cv atinge 233 km/h – velocidade de respeito – e acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos.

Aqui vai um filminho com ele:



AK



TT?! Nada disso!
Por Paulo Keller

Acho que impossível não pensar no Audi TT ao olhar para o Peugeot RCZ. Tanto é que muitos se referem ao RCZ como o TT da Peugeot. Eu mesmo já fiz isso. E entre Audi e Peugeot, copiado e cópia, minha tendência era de pouco interesse pelo RCZ. Erro meu! E olha que eu já estou acostumado em não fazer julgamentos prematuros. Mas como dizem, uma imagem vale mais que mil palavras!

Mas logo que chegamos à casa do Arnaldo, ainda na garagem o RCZ me intrigou. Como poderia ser parecido, mas completamente diferente do TT? O RCZ tem o jeitão do TT apenas, um cupê 2+2. Paramos por aí. Enquanto o TT, que já está na segunda geração tem um desenho minimalista e austero, sem deixar de sem esportivo e atraente, o RCZ é mais elaborado, chamativo, algo mais fashion (termo que não gosto muito, mas muito bom para explicar desenhos de carros franceses). Enquanto o TT é feito de retas e curvas simples, o RCZ e uma combinação de curvas mais sinuosas. O teto e vidro traseiro com dupla curvatura (double-bubble) é o elemento mais interessante apesar de não ser uma invenção nova. 


O inusitado teto e vidro de duas bolhas do RCZ

Outros elementos bacanas são as colunas ou arco da capota em alumínio escovado e os pára-lamas traseiros – impossível não lembrar do Karmann-Ghia. Ainda há um aerofólio retrátil na traseira. Mas quando levantado não é tão bonito.

O RCZ é mais longo e largo que o TT. Com 109 mm a mais no comprimento e 144 mm a mais de entreeixos, o RCZ tem muito espaço interno, principalmente com os minibancos traseiros rebatidos – nessa condição são 639 litros de capacidade para bagagem. Esqueça o segundo "2" do 2+2. Poderiam baratear o carro fazendo um grande porta-malas, eliminando os bancos traseiros rebatíveis e cintos de segurança. 

Essa diferença no comprimento também ajuda na diferenciação estética em ralação ao TT. Numa análise rápida logo se percebe que o RCZ tem identidade própria e não é uma cópia. Gostei muito do desenho externo.


A Peugeot também caprichou no interior. O painel de instrumentos e painéis de portas são revestidos em couro e com costuras aparentes, que só carros de alto luxo apresentam. Tem até um relógio analógico no meio do painel. Os bancos são esportivos, altos e com suportes laterais, mas nem por isso são uma pedra como nos Audi RS que em que já andei. O equipamento de áudio é JBL, que apesar de eu não ter ligado só esse logo nos alto-falantes já indicam que devem ser muito bons. Talvez pelos arcos da capota serem em alumínio eu achava que esse RCZ era conversível, como o extinto 307 CC. Mas não é. Porém o isolamento acústico é fenomenal. Em resumo, o interior do RCZ é muito agradável. Aprovadíssimo.

O elegante relógio analógico no centro do painel


Nunca andei num TT, mas já andei num A3 2.0 TSFI com dupla embreagem. Um foguete extremamente emocionante!  Imagino que o TT deva ser ainda melhor. E minha experiência recente com a Peugeot foi com um 408 com motor 2-litros. Apesar de o carro ser bom não foi muito empolgante. E quando o Arnaldo me falou que o RCZ tem um motor de 1,6 litro, mesmo com o turbo, não achei lá grande coisa. Comecei meu passeio com o RCZ como passageiro. Motor 1,6 e câmbio automático convencional (6 marchas), sem borboletas no volante (que eu nem gosto muito) não são exatamente o que esperamos de um esportivo. Então já fui ajustando minhas expectativas.

Mas o interessante é que quando peguei o volante notei que tinha ajustado muito para baixo. De novo havia feito um pré-julgamento antes de experimentar o carro. Ao volante, desde a excelente posição de dirigir até as respostas de direção, suspensão, e pedais, tudo perfeito e preciso. Um carro muito sólido e bem construído. Daqueles carros em que nos sentimos seguros e confiantes. Poderia ser um carro alemão! Uma grata surpresa. O conjunto motriz, embora não seja o mais esportivo, é bem convincente. O turbinho sopra bem cedo sendo que o torque máximo de 24,5 m·kgf é atingido a 1.400 rpm. São 165 cv de potência máxima a 6.000 rpm para um peso de 1.372 kg. Leva 9,0 segundos para atingir 100 km/h da imobilidade. Nada mau!

A suspensão também não é sofisticada, dianteira do tipo McPherson e traseira com eixo de torção. Mas no tapetão que estava a Via Anhangüera se mostrou muito bem calibrada, transmitindo muita segurança em curvas rápidas. Gostaria de ver como ele se comporta em uma pista mais sinuosa. Os freios me assustaram num primeiro momento. Atuam com muita intensidade já ao relar no pedal mas mantêm uma excelente progressão. Depois de alguns quilômetros me acostumei e acabei gostando muito.

Eu diria que esse RCZ é um carro adorável. Fiquei imaginando quanto prazer eu teria ao dirigi-lo em viagens de final de semana com minha mulher. Mais especificamente, imaginei uma viagem de São Paulo a Parati pela Rio-Santos. É um carro com uma boa dose de esportividade, para ser curtido com descontração, sem nervosismo ou ansiedade. Chegamos a comentar que seria um grã-turismo leve. Aprovadíssimo! E quando se referirem ao RCZ como um TT da Peugeot, lembrem-se que não é nada disso. O RCZ tem uma identidade própria, uma excelente identidade.


PK



Um belo cupê francês

Por Bob Sharp

Cada vez que ando num carro francês e gosto, logo me vem à cabeça os detratores de carros dessa nacionalidade. Nada a ver. Caso do Peugeot RCZ, um produto ainda relativamente novo, lançado em 2009 no Salão de Frankfurt, mas que só chegou ao Brasil em outubro do ano passado.

Aprecio esses cupês, especialmente por serem baixos – o conceito “visão de comando da estrada” é uma bobagem sem nome e apregoado como vantagem por muita gente boa da imprensa automobilística. .Com seus 1.362 mm de altura o RCZ está na medida certa para um carro que foi nitidamente pensado para uso nos sete dias da semana, sem nenhuma dificuldade para entrar e sair dele. E aprecio também a configuração 2+2, que permite levar dois adultos atrás por pequenos percursos e dá para jogar a pasta e o paletó nos pequenos bancos. Não é à toa que a Porsche não abandona a solução no 911, nem mesmo com os 100 mm adicionais no entreeixos do novo, surgido em novembro.


Bancos perfeitos, com a marca do leão

O acerto do RCZ transparece em tudo, do anatômico volante (370 mm) ao incrível motor de 1.598 cm³ turbo, chamado THP, cheio de vitamina e dos mais suaves que já experimentei. O elevado torque de 24,5 m·kgf a apenas 1.400 rpm significa que a essa rotação (pouco mais que marcha-lenta) o motor já está entregando 48 cv. Muita gente esquece que a superalimentação por compressor ou turbocompressor ajuda a encher os cilindros quando não se está ao nível do mar, pois para cada 100 metros de altitude há uma perda de potência de 1%.

O turbocompressor é ainda mais eficiente que o compressor, pois é acionado pelos gases de escapamento que, de outra forma, seriam jogados na atmosfera sem produzir trabalho algum. Sua desvantagem dos primeiros anos e que continuou por um bom tempo,  a hesitação na aceleração devido à demora da turbina em girar com rotação suficiente para a parte do compressor realizar seu trabalho – o chamado turbo lag – pertence ao passado. O motot 1600 THP reage prontamente ao menor toque no acelerador. Já havia observado isso no Peugeot 3008, que utiliza o mesmo motor ( e recentemente o 408 também).

Só para se ter uma idéia de como os motores turbo melhoraram, durante muito tempo a regra de equivalência aspiração natural-superalimentação determinada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) era 1,4, ou seja, um motor turbo equivalia a outro de aspiração atmosférica de cilindrada 1,4 vezes maior para fins de enquadramento em classe de cilindrada. Assim, por exemplo, um motor turbo de 1,5 litro era com se fosse um de aspiração natural de 1,5 x 1,4 = 2,1 litros. Com o desenvolvimento dos turbos, a equivalência passou a 1,7 (1,5 x 1,7 = 2,55 litros).

A suspensão do RCZ nada tem de sofisticada (McPherson e eixo de torção), mas sente-se que cada roda está na posição certa, cavando o máximo de aderência de cada pneu. Quisera tê-lo dirigido no lançamento, na pista da Fazenda Capuava, como Arnaldo fez, mas não puder ir por ter outro compromisso no mesmo dia e hora. Mas pelo que pude explorar nas curvas de alta na Via Anhangüera e pelo que Arnaldo contou, deu para ter uma idéia do comportamento do cupê, que roda sobre quatro largas e adequadas patas 235/45R18W e freia com perfeição, em razão de seus discos dianteiros de 302 mm de diâmetro e traseiros de 290 mm.


Bela execução em cada detalhe

O quadro de instrumentos é o hoje quase-padrão dois grandes/dois pequenos – conta-giros, termômetro d’água, medidor de combustível, velocímetro, de esquerda para a direita – e de fundo preto com números brancos, a melhor combinação para perfeita legibilidade. Como só dirigi de dia não vi a cor da iluminação, mas aposto como é vermelho-alaranjada..E, como é do meu agrado, as marcações do velocímetro são ímpares, no melhor estilo francês, com ponteiro vertical nos 130 km/h

Como o Arnaldo disse no post de quando o RCZ foi lançado e novamente agora, é lamentável que a Peugeot do Brasil tenha decidido não trazer o 1.6 turbo com câmbio manual e muito menos a versão de 200 cv de mesma cilindrada, que é oferecida na França com caixa manual apenas. Disseram ao Arnaldo que é questão de preferência do mercado, mas prefiro dizer que é preferência dos gérsons (e das concessionárias) que dizem ser difícil se desfazer de carros desse nível se o câmbio for manual. E ainda dizem que brasileiro é apaixonado por automóvel...Acho também que é questão de (falso) status ter carro com câmbio automático, tanto quanto ter uma lombada na porta de casa ou “comprar” a faixa da esquerda, especialmente a bordo de um utilitário esporte – todo "filmado", é claro.

Mas ainda dá tempo de corrigir o erro, ouviu, Peugeot?

BS


FICHA TÉCNICA:

4-cil. em linha, turbo, injeção seqüencial no duto
Cilindrada: 1.598 cm³ (77 mm x 85,8 mm)
Duplo comando, 16 válvulas.
Potência máxima cv /rpm: 165 a 6.000
Torque máximo m·kgf/rpm: 24,5 a 1.400
Velocidade máxima (km/h)      213
Aceleração 0-100 km/h (s)      9,0
Câmbio automático de 6 marchas, tração dianteira
Suspensão dianteira: McPherson, com barra estabilizadora
Suspensão traseira: eixo de torção, com barra estabilizadora
Peso em ordem de marcha: 1.372 kg
Entreeixos: 2.612 mm
Bitola dianteira/traseira: 1.580/1.593 mm
Altura: 1.362 mm
Largura, fora retrovisores: 1.845 mm
Comprimento: 4.287 mm
Porta-malas: 309 a 639 litros
Tanque de combustível: 55 litros

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS

2 air bags frontais (motorista e passageiro)
2 air bags laterais (motorista e passageiro)
Acendimento automático dos faróis
Aerofólio móvel com acionamento manual ou automático
Ar-condicionado automático digital bi-zona com saída de ar traseira
Arco de teto em alumínio
Bancos dianteiros com aquecimento
Bancos dianteiros esportivos
Bancos dianteiros com regulagem elétrica e memória de posição (motorista)
Comando centralizado das portas e porta-malas
Comando do áudio na coluna de direção
Controle eletrônico de estabilidade e controle de tração
Detalhes cromados no painel, câmbio e volante
Monitoramente de pressão dos pneus
Direção assistida eletro-hidráulica
Faróis de neblina/luz de traseira de neblina
Faróis de xenônio com função direcional e lavador
Freios ABS + auxílio à frenagem de urgência) + repartidor eletrônico de frenagem)
Iluminação ''Lead me home'' (afastamento)
Iluminação de aproximação/localização do veículo
Limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade
Pára-brisa acústico
Regulador e limitador de velocidade
Porta-luvas refrigerado e iluminado
Rádio CD player com leitor MP3
Retrovisores externos elétricos indexados à marcha ré e com memória de posição
Retrovisores externos rebatíveis eletricamente
Retrovisores na cor da carroceria
Rodas de liga leve
Sensor de estacionamento traseiro e dianteiro
Sistema de som Hi-Fi JBL (amplificador + 6 alto-falantes)
Soleiras de porta cromadas
Vidros elétricos dianteiros um-toque com sistema antiesmagamento
Volante revestido em couro
Conexão Bluetooth para celular (kit mãos livres)
Conexão USB/iPod + AUX)

61 comentários:

  1. É ISSO AÍ AK, PAU NO LEÃO QUE RUGE COMO UM GATINHO!!!

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  2. me lembro de ter visto um RCZ com porta-malas aberto e um rolo de arame farpado além dos canos de pvc saindo pela janela.
    mas o carrinho é bom, visualmente me lembra muito mercedes roadester's.

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  3. No relato do Bob, ele chama o carro algumas vezes de "Peugeot RCV".

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    1. Link
      Opa, falha "tênica", correção já! Obrigado.

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    2. Isso é ato falho, de tanto falar em SUV, tão pensando em CR-V...

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  4. Murilo Figueiredo12/03/12 13:31

    Arnaldo.. já vi todos os teus videos no youtube.. continue postando mais.. são ótimos..

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  5. esse botãozinho de neve pode parecer besta, tinha no meu 307 mas nunca usei, mas no meu Vectra, uma vez atolei ele na beira da praia, na areia fofa, nada dele sair, nem pra frente, nem pra tras... apertei o botão da 'neve' e surpresa, na segunda tentativa, ele saiu tranquilamente '-'

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  6. No comentário do Arnaldo Keller ele menciona Alfa Romeo 165...não existiu tal modelo.
    Marcelo

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    1. Tira a média entre Alfa 164 e 166 e terá o 165... rsrsrs
      Lembrando que o 164 e o 166 são excelentes carros...
      abraxxx

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    2. O Bob tentou salvar a minha pele,...., mas a verdade é que escrevi 165 pensando no 164. Mas ele salvou bem, sem mentir, pois ele sabe que a tocada do 155 é praticamente a mesma do 145, então, não teve que mentir para salvar o amigo.
      Bom... Alfa é Alfa. Não tem Alfa ruim de guiar; simplesmente não existe.

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  7. Felipe
    Claro que não existe 165, o Arnaldo quis dizer 155. Escorregada de dedo...Ainda bem que existe a internet! Já corrigi.

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  8. Muito bom o teste em trio e o vídeo. Acho legal, pois temos visões e percepções diferentes do mesmo carro.
    Vi um desses, há uns dias, na rua .. o carro é lindo , muito bonito mesmo!
    O que mais me cahamou a atencao são as bolhas no teto , lembrando os vários modelos de berlinetas (Alfa , Aston , Fiat 8V, etc) desenhadas por Ugo Zagato nos anos 50.
    Confesso que tenho algum preconceito por carros frances, coisa boba minha.
    Mas como seria bom se esse pequeno esportivo, coubese no meu orçamento....
    Abs

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  9. Esses posts com diversos autores escrevendo sobre determinado carro, são sempre muito interessantes de acompanhar.

    E ainda mas se o veículo escolhido foi essa jóinha da Peugeot, cruza de TT com R8, resultando em linhas para encher os olhos de qualquer um....

    Tudo muito bem escrito e explicado, e faço coro com os amigos, ao manifestar que uma caixa manual seria tudo que esse carro precisaria para criar um pequeno fanclube aqui do lado debaixo do Equador. Essa coisa de esporte-chique não precisa necessariamente excluir a "palanca" (essa é velha hein?) no menu dos carros importados para o Brasil....não precisa ser tudo 8 ou 80; ou se ama ou se odeia caixa automática aqui no Brasil.

    Mas pesando prós e contras, esse RCZ é aquele tipo de carro que vai envelhecer bem, vai tratar bem o motorista e - por que não? - tem potencial de virar um pequeno novo clássico, que carro bonito!

    MFF

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    1. MFF
      Concordo, esse será um daqueles carros que serão cobiçados mesmo daqui 20-30 anos !

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  10. Não sei se esse carro será lembrado daqui a 30-40 anos como foi falado ai atrás, mas esse carrinho me lembra o mitsubishi eclipse.

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  11. carrinho meio gay, ainda mais se você ver um véio meio cabeludo dirigindo e falando sozinho pela estrada... kkkkkkkkkkk,zueira, mas não é culpa do motorista nem do modelo tão quanto da Peugeot, era carro pra 200 cv ou mais, fazer o que... 165cv + ou -, divertido "alegre"

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    1. Caro Sobel,

      Muy amigo, você. Primeiro vem dizendo que me viu carregando carriola cheia de cimento no RCZ e depois que sou uma bicha véia cabeluda.
      Valeu!

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    2. Que nada Arnaldo, você é praticamente uma mistura de Fittipaldi com Fangio, andei do seu lado em interlagos ano passado. mas que é comédia isso é

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    3. Sobel,

      Ao lado? Só se foi de carona, porque se for em outro carro te passei e fui embora...

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. ..."o sol se pondo, e a mulher ao lado, confortável, dormindo um sono solto sem se tocar que estamos numa lenha lascada". Rsrs, muito boa,ótimo texto.

    Com os preços praticados no Lisarb e orielisarb pagando o que pedem, crise econômico-financeira mundial nunca afetará esse nosso gigante adormecido.
    16h50.

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  14. Um Karman Ghia do século 21! Mas dizendo a verdade, o 207 tem mais envolvimento entre passageiro e máquina. Esportivo automático, em minha cabeça, é uma contradição tão grande quanto querer emagrecer assistindo jogo de futebol pela TV (é esporte, não é? O desempenho do time é muito melhor que se o cara estivesse em campo, mas não faltou alguma coisa?). Se o mundo fosse um lugar racional, onde carros esportivos são feitos para quem gosta de dirigir e não para enfeitar garagem, eles só teriam a opção do automático para satisfazer deficientes físicos, reumáticos e preguiçosos em geral.
    Em contrapartida, que tanto que custa para Peugeot e GM (as duas com esportivos automáticos) lançarem mão de uma versão simples, de quatro marchas e conversor de torque num carro de entrada, como o Celta ou o 207?
    Os dois carrinos tem desempenho melhor que o esperado PARA SUA CATEGORIA (categoria do Celta e 207 = subcompactos que abandonaram toda esperança de serem desejáveis), de modo que tal ítem não deveria atrapalhar muito;
    Os dois são comprados por pessoas que não necessariamente gostam de carros, mas precisam de um meio de condução, logo para eles dirigir por vezes é um suplicio, e o cambio automático livra-os de parte dessa experiência; A constatação é óbvia: carros mais baratos são maioria entre os parados em congestionamentos, de modo que um carro de pára-choques pretos, vidros de manivela, mas com o cambio automático ajudaria muito no anda-e-para.

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    1. Brauliostadentro,

      o Sandero automático seria a opção e recomendei esse carro a uma amiga de minha mulher, que, por ser americana, está acostumada com câmbio automático. No final ela acabou comprando um com câmbio manual, porque o automático só vem acompanhado de uma séria enorme de opcionais, o que, claro, encarece muuuito o carro. Sacanagem, né?
      Na certa fariam o mesmo com o Celta e o 207 automáticos.
      É o que todos fazem. Esse é o esquema a que estamos submetidos. Até quando, não sei.

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    2. Antônio Martins12/03/12 20:13

      Apoiado!

      Esses dias uma vizinha de meia idade que quase nunca guia comprou um Fiesta zero (antigo) e fica lá apanhando com o câmbio. Mas seu bolso não dava para um caro de "dois pedais". Apesar que o pessoal é orgulhoso e é capaz de preço por preço continuar no manual...

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  15. AK, pode revelar que rodovia é esta na qual você está dirigindo o francês?

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    1. Raphael,

      é um trecho da Rio-Santos, indo de Maresias a Boissucanga, num sábado cedo.
      É um trecho muito perigoso nas madrugadas dos fins-de-semana, porque tem muito boy baladeiro fazendo besteira. Os anjos-da-guarda têm muito trabalho por lá. Junta um monte à noite pra cuidar desses imbecis.

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  16. O Bob falou tudo no ultimo parágrafo. Essa história de que brasileiro é apaixonado por carro é balela. E mesmo num carro de nicho como esse a Peugeot prefere agradar esse tipo de gente a oferecer o carro certo aos verdadeiros apreciadores. Perderam uma bela oportunidade de valorizar a marca lançando o modelo esportivo mais puro e lógico.

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    1. A pergunta, meu amigo, é... quem tem perfil, compraria esse carro? Ou melhor, quem tem perfil, tem o dinheiro para comprar esse carro?

      Carros esportivos sempre foram artigo de luxo para ricos destruírem e para admiradores olharem.

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  17. Antônio Martins12/03/12 20:29

    Isso que eles chamam de Tiptronic System Porsche é porque o nome da operação manual - Tiptronic - é de propriedade da Porsche.

    Aí eles aproveitam e dão uma de joão-sem-braço pra que alguns entendam que a caixa é da Porsche.

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  18. Pode até ser fashion, desenvolto e adorável. Mas, infelizmente, continua sendo um Peugeot e com certeza vai padecer dos mesmos males de pós-vendas dos outros modelos: péssima assistência técnica, escassez absoluta de peças de reposição, péssimo valor de revenda, alto prêmio de seguro... mas tudo é uma questão de gosto, satisfação pessoal e, logicamente, bolso.
    Quanto ao Alfa 155... ah, desse eu tenho saudades! Mesmo que a assistência técnica e as peças de reposição ficassem apenas no imaginário.
    Tive um ano 96 e naquele ano os vidros azuis e o volante imitando madeira chamavam mais a atenção do que um BMW série 3.

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    1. Alfa 155
      Parabens ! Belissimo carro vc teve. Me lembro como eram lindos esses vidros azulados e ficavam muito bem nas vermelhas e pretas...
      Essas 155 apesar de 4cil eram muito velozes e estáveis.
      Adoro as Alfas !
      Meu sonho é uma Spider 96. Uma obra-prima, lindo demais !
      Além de bonito anda muito e o V6 tem o barulho mais bonto de motor que conheco. !
      O AK gosta das Alfas , espero que qualquer dia testem um Spider

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    2. Anõnimo dos Alfa,

      Boa idéia! Esse carro ainda não guiei e acho o mesmo.
      Obrigado.

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    3. De fato, à época, era um carro de nível internacional, mesmo a carroceria sendo basicamente a do Tempra com algumas nuances particulares. Tive um dourado, na época foi difícil encontrar um preto ou vermelho como eu desejava. E mesmo sendo o modelo mais simples (Elegant e não Sport), o desempenho era algo quase surreal (para quem estava acostumado a andar em Gol e Corsa), mas em termos de consumo, cobrava seu preço, era quase um V8. Abraços.

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  19. Se o Hyundai é o melhor carro das galáxias, o pós da Peugeot é o pior do universo. Falo por experiência própria. Sem falar na resistência do carro que é duvidosa.

    Já chegaram a marcar comigo para levar o carro 1 semana depois para peça chegar e no dia que levei eu liguei, pois não ligam de volta, as 17:00 quando fui informado que não tinham a tal peça que esperei 1 semana para levar o carro. Patético.

    Hoje pode ter o melhor carro, design e preço que não compraria de novo.

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    1. Marcelo Junji12/03/12 23:26

      Concordo com o CSS e o Fábio Alexandre.
      Carros da Peugeot são bons para andar e ruím para consertar.
      Garantia? Se precisar usar, dá para ficar alguns anos mais velho precocemente.

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  20. A partir de 140 mil Dilmas, não tem algo errado com esse gato castrado?

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    1. É o preço da imagem.

      Com esse valor eu vou de Lancer Sportback ou Subaru WRX. Menos "show" e mais "go".

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    2. É isso ai Carlos ..
      com 140K é possivel comprar um WRX STI usado , um verdadeiro LEAO perto do gatinho da Peugeot

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  21. Antônio Martins12/03/12 21:42

    Realmente, vi o preço agora, 140 mil da pra comprar um A3 e ainda sobra 10 mil. Ou um Jetta e ainda sobra 50 mil.

    Acho que esse carro é só pra quem tem dinheiro de sobra e vai somar mais-um na garagem. Quem quer um carro faz-tudo e entrar na era do turbo moderno de injeção direta, vai ter que escolher um dos dois acima, ou o 3008.

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  22. Na mosca! "brasileiro, apaixonado por carro!" Mentira! "carro esportivo, artigo de luxo para ricos destruírem e admiradors olharem" Pura verdade! Vide Camaros, R8s, GTRs e Ferraris se acabando por aí...

    Mauro

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  23. Um belo brinquedo... sem dúvidas...

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  24. A partir 140mil neste carro é a mesma receita ridícula do Lerdoster, ops Veloster da Pylantray, opa de novo, Hyunday, muito caro pelo que se cobra somente pelo "diferente".

    160k se compra carros muito superiores que este e bem mais potente, é muito dinheiro pra pouco carro.

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  25. Esse carro é legal e tudo, mas a única coisa que eu acho que "mata" ele é essa cara de sapo da Peugeot, ou seja, se vc colocar ele do lado do 206,954364 (aqui chamado de 207), é quase o mesmo carro, não fosse mais achatado. Ou seja, tem cara de sapo cansado. Mas a lateral, traseira e interior são bem bacanas. Falando em Hyundai como o amigo aí de cima, é outra marca que tá confundindo identidade visual com repetição de frente. Eu já não estou conseguindo diferenciar esses carros na rua, o Sonata=Elantra=Azera=etc. Tá uma mesmice só, vide o caso da VW e GM.

    Alex-BH

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  26. Na lista de equipamentos do carro tem o item para-brisa acústico, o que difere dos outros para-brisas? Thanks.

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    1. Reynaldo,

      como esse parabrisa é feito, não sei, mas é uma boa pergunta e merece um post. Obrigado. Vamos atrás. Isso é coisa pro Antônio Dantas. A barulheira em São Paulo é brava e esse item se torna importante. No caso do RCZ, ele é bem silencioso, isola bem do exterior. Nele funciona.

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  27. AK e BS, à propósito, já pensaram em testar o tão (mal) falado Veloster?

    Celestino

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    1. Celestino,

      a Hyundai enrola para emprestar carro de teste. Só há pouco é que o Bob conseguiu um i30 (vide post, carro bem bom). Mas adianto que apesar de toda polêmica sobre o Veloster, passei a gostar do carro. Pra começar é baixinho, e eu gosto de carro achatadinho assim, e depois, apesar do motor não ser forte como a carroceria sugere, deve ser suficiente.
      E a Hyundai tem boa fama como carro confiável, então, tudo bem. Muitos não gostam, mas sei de gente que acha o máximo, lindo pacas, e não liga muito se anda forte ou não. Tem pinta de ser bom de chão e isso é o que mais me atrai num carro. Tudo bem, deixa rolar. Se der, faremos. OK?

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  28. Ótimo texto. A pouco acompanho o blog e já estou fissurado, a inteligência na redação com as informações corretas formam um conjunto perfeito. Parabéns aos idealizadores e redatores, possuem um novo fã!
    Quanto ao RCZ, entrei um nessa semana, achei um show, mas como tenho 1.95 de altura, senti que "O teto e vidro traseiro com dupla curvatura (double-bubble)" acabaram prejudicando minha visão. Tinha que me abaixar "na bolha" para ter uma visão lateral, bem como, na frente quendo de um semáforo, mas fazer o que.

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  29. Uma traseira inovadora, um painel inovador lindo visto de lado, mas pena que a peugeot não mude esta frente, ela até é bonita, mas faz com que seus carros tenham todos a mesma cara, para carros populares ou até os de luxo, tudo bem, mas quem compra um esportivo quer o novo, o inovador, o diferente..

    Hot Master - Vidros Elétricos

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  30. Muito bom o post. Realmente, esses posts com vários autores opinando são muito bons.
    Com relação ao RCZ, me parece um carro bem bacana. Não voltado a entusiastas, mas sim a boys, patricinhas ou algum idoso endinheirado. Pelo menos essa versão testada me pareceu assim.

    Mas com 140k? Bom, pegaria algo mais alemão, com um 2.0 TFSI embaixo do capô. Sim, usado,mas que me atrae bem mais que o RCZ.

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    1. Yuri

      quem faz o carro é quem o está guiando. Nas mãos do Bob, na Ananguera, o RCZ não me pareceu carro de patricinha, não...
      Observe melhor por aí e veja se não é como estou lhe dizendo.
      Não sou boy e gostaria de ter um RCZ - esse mesmo aí, de 165 cv - pra viajar com minha mulher.
      Parece que vc leu tudo o que escrevemos e não conseguimos te passar o que é o carro. O carro é projeto bom e sério.
      Tente avaliar um carro com a mente livre de preconceitos e gosto pessoal. É o único modo para se chegar ao que é justo.

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  31. Arnaldo, bela reportagem.
    Todo carro turbo tem um lag entre a marcha a lenta e uns 1.200, 1300 rpm. Se vc vai sair em uma subidona urbana com um carro de 1300 e tantos kg,mais passageiroe criançada e motor 1,6 litro, no câmbio manual , passa vergonha se não subir o giro ( com o acelerador eletrônico tentando te ajudar mas brigando com você) e sair como boy. Tanto mais vergonha quanto maior for a potência do mesmo motor, por são sistemas de compressão maiores e lag maior.
    A Peugeot deve ter analisado esse fator.

    Não é o caso da VW, cujo motor 2.0 já tem bom torque mesmo sem a turbina ter a rpm necessária para ajudar nas saídas de semáforo em subida. Mesmo assim só trouxeram a dupla embreagem automatizada para cás e deixaram a manual de seis marchas para outros mercados,

    Como quase todos aqui, assusta o preço desse carro, um Audi A3 Sport ou primos dele oferecem mais por menos, não oferecem???

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  32. On days like these, when skies are blue...

    McQueen

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  33. Alexei,

    a natural patinadinha que o cãmbio automático dá na saída já é suficiente para o giro subir a ponto do turbo encher.
    Ele saí rápido, não se preocupe.
    O motor é muito semelhante ao do Mini Cooper e já guiei um manual, turbo, e basta um toque no acelerador que ele já enche e sai com tudo.
    Alexei, se vc ainda não experimentou, experimente. É surpreendente mesmo. Eu, ao menos, fiquei gratamente surpreso.

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    1. Com caixa manual (ou automatizada) - sem a patinada da caixa - deve ser uma delícia curtir a elasticidade destes novos turbos não?

      Aproveitando, faz um dia uma filmagem pro pessoal ter uma idéia de quão estreita são as faixas da radial lá perto do belém. Nunca via nada igual para uma grande avenida.

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    2. Obrigado pelo conselho, Arnaldo. Vou experimentar !

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  34. Por 3 mil a mais dá para pegar também o Mini Cabrio S, com 184 cv!

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  35. Parabéns pela reportagem . Tenho gostado demais de ler e ver os seus videos aqui no auto entusiastas . Principalmente por certos carros que são injustiçados por outros aqui são bem mostrados , mudando muito a minha opinião sobre alguns modelos . Espero mais videos e avaliações hein ! Vlw !

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  36. Olá pessoal!
    No preço do RCZ temos como opções o 307cc, Bmw 320, x1, entre outros.
    Qual seria a melhor compra?
    Abs.

    da

    David

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