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5 de março de 2012

WRANGLER E COMPASS, CHRYSLER CRESCENDO NO BRASIL

Fotos: Divulgação Chrysler/Pedro Bicudo



Só para o leitor entender, Jeep começou como modelo da Willys-Overland americana imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial, depois de o veículo ter exercido um papel primordial na vitória dos Aliados (Inglaterra, França, União Soviética e Estados Unidos) contra os países do chamado Eixo – Alemanha, Itália e Japão. Era o Jeep civil, daí terem sido denominados CJ (Civilian Jeep).

Foram fabricados mais de 645 mil desse pequeno veículo que inaugurou o mundo 4x4/off-road e que reputo um dos cinco carros mais importantes do século 20, ao lado do Ford modelo T, do Volkswagen besouro, do Mini e do Citroën DS 19.

O começo de tudo no mundo off-road (willys-mb.co.uk)

Houve outro veículo de uso semelhante no conflito mundial de 1939 a 1945, o VW tipo 82 Kübelwagen, mas apenas 52.000 unidades foram produzidas, quase 12 Willys por 1 VW: soldados alemães tinham impressão que cada par americano tinha um Jeep.

A Willys-Overland foi absorvida pela Kaiser Company em 1953, formando-se a Kaiser Jeep Corporation, que acabaria passando para as mãos da American Motors Corporation (AMC) em fevereiro de 1970, por sua vez vendida à Chrysler em agosto de 1987.

Até hoje a marca Jeep pertence à Chrysler LLC, que no início de 2009 teve 20% do capital controlado pelo Grupo Fiat e que agora é de 53,8%, a marca italiana controlando a americana. Mas o mais notável de tudo é que apesar de três mudanças de mãos, a marca Jeep nunca perdeu a identidade – pelo contrário, só se fortaleceu – e hoje seus produtos são mundialmente conhecidos e experimentam todo o sucesso. 

Cabe lembrar que foi a Willys-Overland que criou o utilitário esporte, ou de lazer (sport utility vehicle, SUV, em inglês), com a Jeep Willys Wagon em 1949 (fabricada aqui como Rural), que resultou no Cherokee em 1984.

Vários modelos Jeeps seguiram e em 1987 o CJ dava lugar ao Wrangler, a evolução daquele, que agora chega com nova versão de motor, o Pentastar 3,6, e o Compass em 2008, misto de station wagon e utilitário esporte, tipo de veículo aos quais os hábeis marqueteiros americanos deram o sugestivo nome de crossover, cruzamento de raças em genética, visto pela primeira vez no Salão de Detroit de 2000.

São esses dois Jeeps, o Wrangler e o Compass, com a sua marca registrada da grade de sete aberturas verticais (marca registrada mesmo!) que a Chrysler está colocando no mercado brasileiro.

Wrangler Sport e Wrangler Unlimited

São Jeeps na essência, no visual e na essência da carroceria aparafusada sobre chassi e eixos rígidos na frente e atrás, porém com molas helicoidais. A tração é nas quatro rodas tipo temporária, usa-se quando se quer mediante acionamento de alavanca dedicada no assoalho que serve também para engatar a reduzida, a marcha de força que multiplica todas 2,72 vezes e dá ao Wrangler um poder de subida impressionante, para o qual o novíssimo motor V-6 Pentastar (nome do logo da Chrysler, estrela de cinco pontas estilizada) de 3,6 litros e 284 cv contribui. A fabricante não informou a capacidade de rampa, mas um cálculo rápido indica mais de 110%, ou seja, mais de 47 graus.


O Wrangler é oferecido em duas versões, a Sport de duas portas, R$ 129.900, e a Unlimited, de quatro, com entreeixos 52 mm maior, R$ 139.900. É produzido em Toledo, estado do Ohio, “berço” da Willys.


O novo motor Chrysler Pentastar V-6 3,6-litros, 284 cv
O novo motor, planejado ainda no tempo em que a Chrysler pertencia à Daimler-Benz (1996-2007), substitui o de 3,8 litros “de ferro” e comando no bloco de 199 cv e se caracteriza por ter bloco e cabeçotes de alumínio, duplo comando de válvulas e quatro válvulas por cilindro, com variador de fase em cada comando. Pesa menos 40 kg que o anterior. Nem parece motor de um utilitário bruto: a potência máxima ocorre a 6.350 rpm e o torque máximo de 35,4 m·kgf a 4.300 rpm (32,1 m·kgf com o 3,8-L). É uma unidade que integra novos conceitos, como os coletores de escapamento integrados aos cabeçotes. Até o fluxo de óleo é variável, juntamente com a pressão do lubrificante, reduzidos abaixo de 3.500 rpm. Suportes de acessórios como bomba hidráulica da direção, compressor do ar-condicionado e alternador são na própria unidade fundida, evitando suportes aparafusados que podem ser fonte de problemas, especialmente no uso severo fora de estrada.


A transmissão é feita por câmbio automático de cinco marchas (quatro antes) com seleção manual pela alavanca seletora em movimentos laterais (afastando do motorista sobe marcha) e pela caixa de transferência que inclui a reduzida.

A “crueza” do Wrangler é amenizada com itens de segurança como bolsas infláveis frontais, barra de proteção anticapotagem, controles de tração e estabilidade, freios a disco nas quatro rodas com calibração on- e off-road (muito importante!) e faróis de neblina.. No lado conforto, ar-condicionado, ajuste da altura do banco do motorista e do volante revestido em couro, banco traseiro rebatível (60:40 com 3 apoios de cabeça no Unlimited), capota dupla (rígida e lona), limpador/lavador do vidro traseiro, controle automático de velocidade de cruzeiro, acionamento elétrico de travas, espelhos e vidros, rádio AM/FM com toca-CD, compatibilidade MP3 e entrada auxiliar.

Um jipe!

E andando, como são? Para a finalidade, muito bons, mas suas características de construção se deixam notar facilmente, como os rígidos e pesados eixos não sendo a melhor solução para o rodar a que nos acostumamos, porém muito bem mascarados pelas molas helicoidais e pela boa localização dos eixos nos sentidos longitudinal e transversal. Os grandes pneus 245/75R17H também deixam transparecer seu peso.

Andam excepcionalmente bem, com 0-100 km/h em 8,1 s (Sport) e 8,9 s (Unlimited), e chegam a 180 km/h, velocidade limitada. O câmbio automático funciona à perfeição, com trocas rápidas e suaves.

A Chrysler preparou um “terreno de provas” em Tamboré, na Grande São Paulo, num hábitat típico de veículos off-road, e pude notar a facilidade do Wrangler em enfrentar esse tipo de missão. Foi feito para isso e pelo jeito fará sucesso e terá vida longa no mercado, mesmo ultrapassando bem a barreira dos R$ 100.000, para o que a medida protecionista dos 30 pontos porcentuais do IPI, em vigor desde dezembro, contribui. A Chrysler, mesmo sendo da Fiat, não tem fábrica aqui.

Compass

Para quem desistiu do automóvel – e isso se torna cada vez mais comum, vê-se nas ruas – e tem simpatia pela marca Jeep, há o Compass (bússola, em inglês), um “cruzamento” com a inconfundível grade que estréia no mercado brasileiro, um veículo prático de menos de 4,5 metros de comprimento e 2.635 mm de entreeixos que no Brasil só é disponível com tração dianteira e ficou a 100 reais da barreira de R$ 100.000. 

Um bom e simpático crossover Jeep

É mais uma boa opção num segmento coalhado de veículos do tipo, como Honda CR-V, Kia Sportage, Hyundai ix35 e até o EcoSport II que vem aí, entre outros. O Compass é produzido na fábrica de Belvidere, no estado do Illinois, EUA

Construção estado da arte com estrutura monobloco, subchassi dianteiro e traseiro, suspensão McPherson dianteira e multibraço traseira, e motor transversal. É espaçoso internamente e tem peso razoável para a espécie, 1.424 kg com 419 kg de carga útil, mas de porta-malas médio, 328 litros.

No lado segurança, bolsas infláveis frontais, de torso e de cortina alcançando o espaço traseiro, além de controle de estabilidade e de tração, controle de rolagem, freios a disco nas quatro rodas com ABS e monitoramento da pressão dos pneus. Há também apoios de cabeça dianteiros ativos e faróis e luz traseira de neblina. Não foram esquecidos pontos de ancoragem Isofix para bancos infantis.E em conectividade, tudo o que se conhece, inclusive disqueteira para seis unidades no painel.

Interior bem-arranjado

Em conforto e comodidade destacam-se controle automático de velocidade de cruzeiro, ajuste manual da altura do foco dos faróis, acionamento elétrico de espelhos externos, travas e vidros, assistente de saída em subidas, teto solar, apoio de braço dianteiro deslizante, limpador de pára-brisa com sensor de velocidade.

O interior é em tecido cinza escuro ou  bege claro, esta um boa notícia para quem aprecia a cor da pintura branca (como eu), uma das oito disponíveis entre sólidas, metálicas e perolizadas.

O motor é 4-cilindros 2-litros de 156 cv a 6.300 rpm e 19,4 m·kgf a 5.100 rpm, um duplo-comando acionado por corrente de 16 válvulas com bloco e cabeçote de alumínio e variador de fase na admissão e escapamento. É “quadrado”, diâmetro dos cilindros e curso dos pistões iguais (86 x 86 mm), como nos 2-litros família II da Opel/GM.

Dois-litros e 156 cv

O câmbio é CVT, continuamente variável, com conversor de torque como nos Renault-Nissan e tem seis marchas virtuais para serem selecionadas manualmente pela alavanca, também lateralmente, mesmo esquema do Wrangler. Este CVT é de nova geração e um dos seus avanços é o fluido hidráulico para vida toda, já que o atrito da correia entre as duas polias do sistema CVT é crítico.

O Compass é agradável de dirigir e se desloca sem esforço, acelerando de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e chegando a 205 km/h. A variação do CVT em marcha é contida e não incomoda tanto como nos primeiros câmbios do tipo. Mas quem quiser pode se livrar do incômodo trocando de “marchas” manualmente.

Bom de curva, tudo bem controlado, mesmo com a elevada altura de 1.663 mm. Está no mesmo nível dos carros do tipo que, diga-se, evoluiu bastante nos últimos cinco anos. A medida dos pneus 215/65R17H foi bem-escolhida. A direção é rápida e com assistência bem calibrada.

Os “jipeiros” deverão mesmo gostar do Compass. Ele vem até com uma lanterna de LEDs recarregável.

Lanterna de LED recarregável

BS

Ficha Técnica Wrangler - Sport e Unlimited

Sport
 Unlimited
MOTOR
Pentastar V-6 3,6
Localização e posição
Dianteiro longitudinal
Combustível
Gasolina
Taxa de compressão/octanagem requerida
10,2:1 / 95 RON
Diâmetro dos cilindros/curso dos pistões (mm)
96 / 83
Cilindrada (cm³)
3.605
Potência máxima (cv/rpm)
284 / 6.350
Torque máximo (m·kgf/rpm)
35,4 / 4300
Material do bloco/cabeçote
Alumínio
N° e arranjo dos cilindros/arrefecimento
Seis cilndros em "V" a 60° / líquido
Localização da árvore de comando de válvulas
Cabeçote
N° de árvores de comando de válvulas / acionamento
Duas / corrente
N° de válvulas por cilindro / localização / atuação
Quatro / cabeçote / indireta por alavanca roletada
Variador de fase
Admissão e escapamento
Árvore contra-rotativa de balanceamento / Número
Não
Formação de mistura
Injeção eletrônica seqüencial no duto
EMBREAGEM

Tipo
(Não aplicável)
Acionamento
(Não aplicável)
TRANSMISSÃO

Câmbio/rodas motrizes
Automático epicíclico seqüencial / quatro temporária
N° de marchas à frente/alavanca
Cinco mais reduzida / alavanca
Relações das marchas (:1)
1ª 3,59; 2ª 2,19; 3ª 1,41; 4ª direta; 5ª 0,83; Ré 3,16
Modos de tração
4x2, 4x4, 4x4 Reduzida
Comando da tração
Manual, por alavanca única
Relação da reduzida (:1)
2.72
Relação de diferencial (:1)
3,21
SUSPENSÃO

Dianteira e traseira
Eixo rígido, molas helicoidais, amortecedores a gás de alta pressão e barra estabilizadora
DIREÇÃO

Tipo
Setor e sem-fim com amortecedor
Assistência
Hidráulica
Diâmetro mín. de curva (m)
10,4
13,1
Relação (:1)
16,7
14,7
N° de voltas entre batentes
3,2
2,5
Diâmetro do volante (mm)
380
FREIOS

Servoassistência/tipo
Sim/a vácuo
Dianteiros
A disco ventilado de 302 mm ø
Traseiros
A disco de 316 mm ø
RODAS E PNEUS

Rodas
Alumínio 7J x 17
Pneus
245/75R17H
CONTROLES ELETRÔNICOS
ABS com calibração on- e off-road, EBD e controles de tração e de estabilidade
SISTEMA ELÉTRICO/GERADOR
12 V / alternador
CARROCERIA

Construção
Separada, chassi tipo escada
N° de portas/n° de lugares
Duas / quatro
Quatro / cinco
Coeficiente aerodinâmico (Cx)
0,503
0,497
Área frontal (estimada máx., m²)
3,10
3,14
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)

Comprimento
4.223
4751
Largura
1.873
Altura (capota rígida/de lona)
1.800 / 1.840
1.825 / 1.865
Distância entre eixos
2.424
2.947
Bitola dianteira/traseira
1.520 / 1.520
DESEMPENHO

Aceleração 0-100 km/h (s)
8,1
8,9
Velocidade máxima (km/h)
180 (limitada)
DADOS OFF-ROAD

Ângulo de entrada
35°
Âmgulp de saída
28°
Ângulo de rampa
18°
Vão livre dianteiro / traseiro (mm)
246 / 242
Rampabilidade estimada 1ª reduz.
110%
Passagem de água (mm)
483 a 8 km/h
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Cidade
6,8
6,7
Estrada
12,6
12,2
Capacidade do tanque (l)
70
85
Autonomia máxima (km)
882
1.037
PORTA-MALAS

Capacidade (l) (VDA)
142 a 430
498 a 935
PESO, ORDEM DE MARCHA (kg)
1.413
1.860



Ficha Técnica Jeep Compass

MOTOR

Localização e posição
Dianteiro transversal
Combustível
Gasolina
Taxa de compressão/octanagem requerida
10,5:1 / 95 RON
Diâmetro dos cilindros/curso dos pistões (mm)
86 / 86
Cilindrada (cm³)
1.998
Potência máxima (cv/rpm)
156 / 6.300
Torque máximo (m·kgf/rpm)
19,4 / 5.100
Material do bloco/cabeçote
Alumínio
N° e arranjo dos cilindros/arrefecimento
Quatro em linha / líquido
Localização do comando de válvulas
Cabeçote
Árvore de comando de válvulas / acionamento
Duas / corrente
N° de válvulas por cilindro / localização / atuação
Quatro / cabeçote / indireta por alavanca roletada
Variador de fase
Admissão e escapamento
Árvore contra-rotativa de balanceamento / número
Duas
Formação de mistura
Injeção eletrônica seqüencial no duto
EMBREAGEM

Tipo
(Não aplicável)
Acionamento
(Não aplicável)
TRANSMISSÃO

Câmbio/rodas motrizes
CVT com conversor de torque /dianteiras
N° de marchas à frente/alavanca
Seis, virtuais / alavanca
Relações das marchas (:1)
À frente, de 2,349 a 0,394; Ré 1,75
Relação de diferencial (:1)
2,411
SUSPENSÃO

Dianteira
Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO

Tipo
Pinhão e cremalheira
Assistência
Hidráulica
Diâmetro mín. de curva (m)
10,3
Relação
16,4:1
N° de voltas entre batentes
2,7
Diâmetro do volante (mm)
385
FREIOS

Servoassistência/tipo
Sim/a vácuo
Dianteiros
A disco ventilado de 294 mm ø
Traseiros
A disco de 262 mm ø
Freio de estacionamento
Por pedal
RODAS E PNEUS

Rodas
Alumínio 6J x 17
Pneus
215/65R17H
CONTROLES ELETRÔNICOS
ABS, EBD, controle de estabilidade, controle de tração
SISTEMA ELÉTRICO/GERADOR
12 V / alternador


CARROCERIA

Construção
Monobloco em aço com subchassi dianteiro e traseiro
Número de portas/Número de lugares
Quatro / cinco


DIMENSÕES EXTERNAS (mm)

Comprimento
4.448
Largura
1812 (sem espelhos)
Altura
1.663
Distância entre eixos
2.635
Bitola dianteira/traseira
1.520 / 1.520


DESEMPENHO

Aceleração 0-100 km/h (s)
10,6
Velocidade máxima (km/h)
205


CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Cidade
9,8
Estrada
16,4
Capacidade do tanque (L)
51


PORTA-MALAS

Capacidade (L) (VDA)
328 a 1.269
PESOS (kg)

Em ordem de marcha
1.424
Carga útil
419

41 comentários:

  1. André Andrews05/03/12 12:21

    Pelo visto esse americano Compass vem com "kit europa": lente esquerda convexa e faróis com regulagem de altura.

    Gostaria que, se um dia o senhor tiver oportunidade, dar essa sugestão ao pessoal da Nissan, pois até o March que não é vendido no mercado americano vem no padrão deles.

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  2. Veículo para poucos. Para sobreviver, provavelmente ainda trocarão de donos muitas vezes.
    Ah! É Belvedere, ok?

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  3. Rafael Ribeiro05/03/12 12:48

    Quando o texto diz que "os jipeiros vão gostar do Compass", as aspas foram colocadas apropriadamente, já que ao meu ver, quem gosta desse tipo de veículo não é jipeiro, mas sim, famílias de classe média alta em busca de um carro mais versátil, que proporcione conforto e status.

    Jipeiro mesmo, ao pé da letra, vai de Wrangler.

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    1. Jipeiro mesmo, ao pé da letra, vai de "Jeep Willys" e ponto final.

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  4. Aléssio Marinho05/03/12 12:52

    Fica a minha torcida pela Jeep e a Chrysler no Brasil. Nesta fase sob controle da Fiat, acho que agora vai. Tomara que tenham aprendido com os erros do passado como a experiência de produzir o Dakota no Paraná, que era um bom produto, mas faltando a adaptação ao nosso mercado: motor diesel e cabine dupla, que vieram tarde demais.
    Não gosto de caminhonete, mas até hoje o Dakota R/T povoa os meus sonhos...
    O Compass é um bom produto, mas o desenho me parece controverso. Mistura de Grand Cherokee com Tucson me causa estranheza pelo que estou acostumado de ver na linha Jeep.

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    1. Pensar que a empresa que criou as maquiagens "aventureiras" é dona da lendária Jeep soa no mínimo irônico...

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  5. Bob, é impressão minha ou o Compass é "muito parecido" com o Dodge Journey e o Fiat Freemont?

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  6. Eu fui infligido por um Compass alugado em setembro passado e não há nada de bom sobre esta abominação automotiva.

    O interior é patético, com um acabamento terrível, típico da Chrysler, com materiais de baixíssima qualidade e com montagem sem qualquer capricho.

    A posição de se dirigir é estranha e as regulagens, sumárias. Por exemplo, o volante só é regulável em altura, não em profundidade. Então, para meus 1,90m, não conseguia encontrar a posição ideal para mim, me obrigando a uma posição com os braços mais esticados do que gostaria. O problema é que, enquanto esta posição não causa desconfortos num sedã, quando o corpo está apoiado no encosto do banco e as pernas esticadas, quando se está na posição típica de um utilitário, como que sentado numa cadeira, os braços mudam meu centro de gravidade para adiante e a falta de apoio do tronco me força a tensionar os músculos das costas, tornando a direção desta carroça cansativa.

    O motor é o velho L4 da Chrysler, nunca conhecido como refinado ou eficiente. Ele faz muito barulho em qualquer rotação e tem uma curva de torque cheia de vales, o que significa que ele ladra mas não morde, pode ser esgoelado mas não puxa o pesado corpanzil do Compass, que praticamente não tem nenhuma parte de alumínio, garantindo um desempenho letárgico e um consumo absurdo, mesmo para sua categoria. Acoplado a um câmbio CVT, sua sonoridade irritante é perene. Aliás, nada pior do que um câmbio CVT, especialmente quando acoplado a um motor pífio e a uma massa exagerada: o efeito elástico é presente sempre, a ponto de tornar uma simples manobra como entrar no tráfego mais rápido um ato suicida.

    O comportamento em curva é tétrico, com muita inclinação, não por ter uma suspensão confortável, não é, transmitindo mesmo pequenas irregularidades abruptamente. Curvas são alargadas por uma configuração subesterçante incontrolável pelo volante, apenas pelo acelerador, ou seja, esqueça curvas rápidas.

    O Jeep Compass é um daqueles modelos que denotam que seu comprador não é bom entendedor de carros, especialmente de Jeep.

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    1. Augustine,
      Esqueça, para o Bob o interior não importa.
      Na opinião dele é normal pagar 100 paus em plástico de balde.

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    2. HAhaha, bem por aí.

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  7. Outro dia voltando do RJ para SP (via Dutra) fui ultrapassado/atropelado por uma Cherokee SR/T que tem um V8 de 440cvs. Além de muito rápida fazia curva como muito carro esporte. Por mais que eu me esforçasse, o valente Civic 1.8 conseguiu acompanha-la por pouco tempo...
    Incrível o que a tecnologia conseguiu fazer com a dinâmica dessas SUV s.
    Dizem que há algumas por aí preparadas com "compressor" onde se chega a qse 600cvs.
    Barrabás !

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    1. Tenho uma Cherokee das antigas V8 ,que também não faz feio não ....

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    2. Gustavo Cristofolini07/03/12 15:41

      Dirigi um Civic 1.8 certa vez e achei o carro xoxo demais. Pensei em comprar um, depois daquela experiencia desisti.

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  8. Eu gostaria de saber mais desse "fluido hidráulico para a vida toda". Não precisa trocar a correia do CVT?

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    1. Antônio Martins05/03/12 16:42

      Que a correia ou corrente é muito durável já faz tempo que é. Agora a não exigência de troca do fluido é a mesma política da não troca do mesmo das caixas automáticas, passa a idéia de manutenção mais barata. Quem não bota fé, troque quando desejar. Mas estando o carro com manutenção períódica em concessionária mesmo fora de garantia, não convém trocar, pois devem arcar com qualquer manutenção reparadora da caixa pelo que consideram sua vida útil (geralmente 300 mil km, como diz a Renault, por exemplo).

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  9. Compass é simpatico, mas um Jeep de tração apenas dianteira ?
    não pode ser certo isso.

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    1. Bruno Souza05/03/12 18:07

      Pra levar crianças na escola e ao shopping, acho que dá conta...

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  10. Marcelo Junji05/03/12 18:34

    Motor com 156 cv e 19 kgf.m, num suv de 1424 kg, que acelera até 100 km/h em 10.6 seg. e que alcança 205 km/h? Tá melhor que muitos sedãs 2.0 mais leves. Façanha INcrível!
    Com porta mala pequeno, esse compass deve ter a mesma utilidade do ecosport, ou seja, utilidade de um hatche. Ele tem capacidade para 7 passageiros?

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    1. Marcelo, conseguiram essas marcas da mesma maneira que conseguiram as do Jetta 2.0 automatico e manual, 11 e 10 s respectivamente: Botaram os tres dentro de Hércules, e quando estava bem no alto, alto mesmo , largou-os de lá de cima. Só assim mesmo...

      Abraço

      Lucas CRF

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    2. Pode crer! A aceleração máxima do Compass é de 9,81 m/s^2...

      Agora, o Wrangler com esse motor de 284cv e 35 kgf.m pra um jipe, será que não é disperdício? Tudo bem que pesa 1400kg e é automático, mas mesmo assim. Só tinha que limitar a velocidade final mesmo, senão ía esta cheio de gente se matando nele. Além disso deve beber pra KCT, o num utilitário não seria desejável.

      Acho que os motores dos dois ficariam melhores trocados.

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  11. Dói saber o preço do Wrangler, um dos poucos carros que ainda preserva a alma de outros tempos.
    Já esse Compass é outra tranqueira dispensável.

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  12. Wrangler pra jipeiro?

    De fato. Mas falta a versão diesel no Brasil...

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  13. É ISSO AÍ BOB, PAU NESSES QUE DECRETARAM O FIM DA PENTAGONAL!!!

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  14. Esse Wrangler é Jaboree puro! A Harley dos fora de estrada (mas ao contrário desta, além da tradição, existe verdadeira capacidade técnica).

    Não simpatizei com o Compass Bob, o segmento - por definição - já não traz coisa muito entusiasmante, e o Compass parece bem asséptico (entrei em um e não gostei do interior, um ASX ou - forçando um pouco nas moedas - uma Tiguan parecem bem mais interessantes).

    Creio que os números estão superestimados, principalmente de velocidade final!

    Mister Fórmula Finesse

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  15. Usei um Compass no ano passado no Havaí, mas tinha motorização 2.4 L, o que o tornava bem esperto e agradável de dirigir. Fiz uma viagem de umas 2 a 3 horas por uma região montanhosa, estarda cheia de curvas e algumas passava somente um veiculo. meu testemunho é : não é obviamente um 4x4 mas como jipinho de cidade dá segurança e agilidade. Já aqui, com este motorzinho ridiculo de 2L..não sei... não compraria...

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  16. Johnconnor05/03/12 21:23

    Caras, na aparencia o Wrangler não mudou quase nada desde os tempos do MacGyver =)

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  17. Puts, 300 cv e 1400 kg. Pena que tem a NOJEIRA do automático. Se fosse manual, seria um canhãozinho!

    Abraço

    Lucas CRF

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  18. Acho o Compass caro para o que oferece, sei que os impostos tem uma boa parcela de culpa mas 100 mil é muito, se fosse por uns 85 a 90 mil tudo bem.

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  19. Ninguém faz carros melhores que a Chrysler.
    Minha Dodge Dakota RT é tudo de bom que se pode ter em uma caminhonete.
    Mesmo depois de 12 anos continua superior a qualquer pick-up moderna.
    Espero que vendam muitos Jeeps no Brasil, e que eles tomem o lugar dos bizarros coreanos que andam por aí.

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    1. Concordo ! Tanto que tenho dois : Um Cherokee e uma Caravan ..vejo o que temos hoje no Mercado e desisto de vendê-los........

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    2. Tomara que adaptem elas ao Brasil, os Dodges antigos sofriam muito aqui por causa da "gasolina" e da pavimentação brasileiras.

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    3. Chrysler?
      Nem sempre.
      Pergunte a quem tem um Neon...

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    4. Dakota RT é show em.

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    5. chrysler, pergunte a quem tem um dart

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  20. CURIOSO NINGUEM HAVER COMENTADO SOBRE O CRASHTEST DA EURONCAP ONDE O COMPASS
    SÓ OBTEVE 2 ESTRELINHAS.

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  21. Todos os carros são caríssimos no Brasil. Mas pagar 100 mil num SUV com tração dianteira é muita burrice!

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  22. O engine swap entre os dois seria interessante... O motor 2.0 é para se enquadrar nas categorias de imposto, se viesse com 2.4 seria ainda mais caro, e o V6 não está disponível para ele. É uma station-wagon mais alta. Quanto ao Wrangler, Jeep na essência, endara um off-road na boa. Lembrei de um comercial de uns 15 anos atrás que mostrava partes do interior do veículo sendo ajustadas (ar condicionado, som) por mãos com esmalte, anéis e pulseiras. Uma música clássica ao fundo e no final era uma Grand Cherokee em plena lama, subindo e descendo morros toda suja de terra, ou seja dentro um luxo e silêncio só, e fora tração acionada, terra, tocos e pedras, legítimo 4x4.

    Mauro

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  23. Acho um absurdo que, apenas no Brasil, ofereçam somente a 'opção' de câmbio automático.

    Aluguei um Wrangler 2012 nos EUA com uma excelente caixa de câmbio manual de seis marchas. A empreagem é excelente também.

    Esta caixa de 6 marchas é, pelo menos para mim, muito melhor do que a automática. Parece que se "encaixa" melhor com o veículo, sendo boa opção para o tipo de uso.

    Fora a burocracia (mas até rápida) de para alugar um carro com caixa manual ter de reservá-lo com antecedência aqui do Brasil, vale a pena. O Wrangler fica muito melhor com a caixa manual do que com a caixa automática. Uma pena não ofertarem essa configuração por aqui...

    Leo-RJ

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    Respostas
    1. Concordo. Além da do cambio manual, o motor diesel da nova Cherokee, tornaria o jeep um páreo duro para o Troller da Ford. Este tem a preferencia do consumidor por conta do ótimo powertrain.

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  24. A American Bantam Car Company é a verdadeira precursora do Jeep com o seu MK II. e não a Willys-Overland. O texto não fez a devida justiça ao Bantam
















































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