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27 de abril de 2012

1976

Foto: toptenz.net

Trinta e seis anos atrás...

Este post saiu de uma brincadeira em um momento da mais absoluta falta do que fazer. Um belo dia, por não ter nada melhor para fazer, comecei a brincar com a Calculadora Cidadão do Banco Central, uma página que, entre outras coisas, faz correção de valores baseando-se na inflação. E, num ápice de falta do que fazer, veio uma curiosidade de saber qual o momento em que 1 cruzeiro (moeda que vigorou entre 1970 e 1986, tempo da minha infância e adolescência) teve o mesmo valor que hoje tem 1 real. Encontrei, usando o índice IGP-DI, que este momento foi entre agosto e setembro de 1976.

Cr$ 0,10
Uma cautela deve ser tomada na correção de valores por longos períodos: As imprecisões e manipulações dos índices de inflação podem se amplificar muito e distorcer enormemente os resultados finais. Porém, lembrando que em minha infância uma Bala Juquinha custava 10 centavos (eu juntava 10 cruzeiros para comprar 100 balas – sonhos de consumo de criança) e que uma bala pode ser encontrada nos bares por valor semelhante atualmente, não devia estar muito longe mesmo.


Achada a época, bateu outra curiosidade, esta entusiástica: Como era o mercado de automóveis naquela época? O fato de não precisar converter valores (1 cruzeiro = 1 real) aguçou mais ainda esta sensação: Fui olhar no Acervo Digital da Quatro Rodas como estavam as coisas em agosto e setembro de 1976, quando eu ainda tinha oito anos (é, entreguei a idade nessa...) e, apesar de ainda não entender patavina de mercado, já gostava muito de carros.

Procurei as edições de agosto e setembro de 1976 e, ao olhar a capa, já vi que não havia errado por muito no cálculo da inflação: Elas custavam na banca o preço de Cr$ 15, valor bem próximo dos R$ 12 que custa hoje. O salário mínimo em 1976 variou entre 532 e 768 cruzeiros, também não muito distante dos 622 reais de hoje. Portanto, a época era aquela mesma.

O leitor deve estar se perguntando se este é um blog sobre carros, sobre economia ou sobre o que fazer com o excesso de tempo, pois depois de todo este blablabla, ainda não entrei no assunto principal do AUTOentusiastas. Não se preocupe, você não errou de blog: Aqui ainda é o AUTOentusiastas e a diversão começa agora para quem teve paciência de acompanhar minhas lembranças de infância. Chega de conversa e vamos ao que interessa.

O mercado em 1976 era completamente diferente do atual. Para começar, a lista de automóveis disponíveis no Brasil cabia toda em apenas uma página da revista, incluindo as cotações de carros usados. Ainda mais que neste ano as importações foram totalmente proibidas, situação que perduraria até a reabertura do mercado, que só ocorreria em 1990.

Por questão de respeito aos direitos autorais, não postarei aqui nenhuma imagem do site da revista. Mas quem tiver curiosidade, pode acessar as duas edições (agosto e setembro de 1976) na íntegra no Acervo Digital da Quatro Rodas, que é aberto e gratuito.

Olhando a tabela de preços, duas coisas saltam aos olhos: os carros eram caros já naquela época, mas a distância entre o mais barato (Fusca) e o mais caro (Ford Landau) era um pouco menor do que a que temos hoje no mercado. O Fusca, carro já obsoleto e com 30 anos de projeto, custava 35.395 cruzeiros e era a opção mais em conta do mercado. O Fusca da atualidade, o Fiat Mille, que curiosamente ano que vem faz os mesmos 30 anos de lançado, custa R$ 23.650. Já o Landau, derivado do Ford Galaxie de 1967, um carro médio nos EUA, mas que aqui no Brasil era um luxuoso modelo equipado com motor V-8, câmbio automático, ar-condicionado, direção assistida hidráulica e representava o máximo em luxo acessível aos brasileiros, na época custava Cr$ 140.245, o valor de quatro Fuscas. Hoje um modelo de alto luxo pode superar e muito este valor. Um Ford Fusion V-6 AWD, que nos EUA é um carro médio (como o Landau era) custa 107.360 reais, o equivalente a 4,5 Milles. Só que hoje o luxo não pára mais no Fusion, a própria VW tem o Touareg que, em sua versão V-8, bate os 310.000 reais, o mesmo que 13 Milles. Isso que estamos falando apenas em marcas de grande presença no mercado...

O cruzeiro em 1976 (semprealegria.com)

Como a diferença entre o mais caro e o mais barato era menor, era mais fácil do que hoje pular de um modelo básico para um modelo mais requintado. Por exemplo, o consumidor que quisesse algo mais refinado que o espartano Fusca, poderia colocar 13.000 cruzeiros em cima do preço do Fusca e sair de Corcel (48.470 a versão básica). Levava um carro de categoria superior, maior, mais confortável, mais moderno e com motor mais potente. Querendo ficar na VW, por 3.500 a mais que o Corcel havia o recém-lançado Passat (51.940), com um moderno motor 1500, suspensão dianteira McPherson e um comportamento dinâmico invejável para a época. Era o topo de linha da VW. Coloque hoje em dia 13.000 reais acima do preço do Mille para ver que as opções ainda não são lá muito animadoras...

Era bem mais fácil sair de uma concessionária num 6-cilindros. Hoje, pra ter acesso aos “6 canecos”, a brincadeira começa em 94.360 reais, com um Fusion V-6 FWD. Em 1976, você poderia sair montado num Opala 6-cilindros de 4,1 litros por apenas 66.280 cruzeiros, preço hoje de um Corolla, Jetta ou, para ficar na linha GM, um Cruze.

Já para sair fritando asfalto num V-8 bastavam Cr$ 71.571, pouco mais de 5.000 cruzeiros mais caro que o Opala, e se saía de uma concessionária Chrysler ao volante de um reluzente Dodge Dart, com um V-8 de 318 polegadas cúbicas (5,2 litros). Este valor hoje nem compra um Fusion 4-cilindros. Atualmente, pra se ter a música dos oito canecos tocando embaixo do capô, é preciso desembolsar quase o triplo disso, nada menos do que 200.000 reais por um Camaro (seu preço era R$ 185.000 antes do IPI protecionista).

Esportivos, mesmo os não tão esportivos como Corcel GT e Chevette GP, custavam sensivelmente mais caro do que as versões “civis”. Um esportivo “cosmético” como o Chevette GP custava 52.258 cruzeiros, nada menos que 8 mil a mais que um Chevette básico (44.386). Corcel GT valia 62.294, 14 mil a mais que o Corcel mais barato. O lendário Passat TS andava bem mais, fazia mais curvas e ainda era mais barato que o Corcel GT: saía por Cr$ 59.640 (o Passat TS custava o que hoje custa um Renault Fluence básico), 8 mil a mais que o Passat standard, mas já vinha com um desempenho diferenciado em relação aos outros Passat, coisa que não acontecia nas versões esportivas do Corcel e do Chevette. Por isso os chamei de "esportivos cosméticos", na prática, seu maior diferenciador era a aparência mesmo.

Nesta mesma edição de agosto, havia o teste destes "esportivos", Chevette GP, Passat TS e Corcel GT: O que melhor se saiu foi o Passat, como era de se esperar, confirmando-o como grande mito dos anos 70, tanto em desempenho quanto em estabilidade. O Passat era o único que tinha motor realmente diferente do resto da linha: Tinha um 1600 com carburador Solex alemão de corpo duplo, enquanto que os outros usavam o mesmo motor que seus irmãos mais pobres, apenas com algumas modificações de calibração, comando de válvulas e taxa de compressão. Mas mesmo que os resultados do TS em 1976 fossem respeitáveis, hoje não são nada demais: 0 a 100 km/h em 14,67 s e velocidade máxima de 155 km/h, números que atualmente são considerados despretensiosos e podem ser alcançados até por alguns veículos de 1 litro mais leves e de melhor desempenho. O Corcel e o Chevette "esportivos" ficavam bem para trás e tinham um desempenho que hoje seria abaixo da crítica, digno dos primeiros carros 1000 dos anos 90: 0 a 100 na casa dos 19 segundos e velocidade máxima na casa dos 140 km/h. O consumo a 120 km/h era altíssimo para os padrões atuais: entre 8 e 9 km/l. Apenas o Chevette chegava perto dos 10 km/l. Ah, e o Chevette GP, com taxa de compressão de 8,5:1, ainda requeria gasolina azul, com maior octanagem que a gasolina comum, chamada à época de "amarela". Seria como se hoje houvesse uma versão esportiva de um carro pequeno que requeresse o uso de gasolina premium.

Mas a coisa ficava boa mesmo acima de 86.000 cruzeiros: Era o quanto custava um Opala SS6, empurrado pelo potente 250-S (4,1 litros), com tuchos mecânicos, comando de válvulas mais "bravo" e carburação afinada para desempenho. Por Cr$ 91.000 se podia comprar o sonho de desempenho da época: O Maverick GT, com seu motor 302 V-8 de 5 litros. Para os mais endinheirados que gostavam de uma pimenta, havia o Dodge Charger R/T, mais luxuoso, custando 113.000 cruzeiros e que pedia gasolina azul, obviamente mais cara. “Vamos acabar com essa brincadeira de carro esporte com menos de 200 hp”, dizia a propaganda da época (o Maverick tinha 197 cv brutos declarados), em alusão ao motor 318 V-8 de 5,2 litros e 216 cv (brutos).

Se o desempenho destes carros não poderia ser chamado de esportivo hoje em dia, pelo menos seria bem satisfatório para muitos de nós. A Quatro Rodas fez um comparativo dos três em março de 1976. Opala e Charger fizeram 0 a 100 km/h entre 11 e 12 segundos, o Maverick saiu-se melhor com 10,85 s. São números ainda considerados bons na atualidade. O Astra 2,0 de 133 cv (gasolina), que tem desempenho elogiado, faz 0 a 100 em 10,3 s, pesando praticamente o mesmo que o Opala (1.172 kg do Opala contra 1.180 kg do Astra). A velocidade máxima parava ao redor dos 180 km/h por causa da aerodinâmica pouco refinada destes carros. Para a época, era uma velocidade altíssima, poucos carros conseguiam chegar aos 160 km/h.


Capa de Quatro Rodas edição de março de 1976 (quatrorodas.abril.com.br)

Na década de 70 falava-se sempre na potência bruta do motor, calculada sem acessórios essenciais como ventilador, alternador e bomba d'água. Em valores de hoje em dia, podemos estimar que o Opala tinha 126 cv, o Maverick 135 cv e o Dodge, 140 cv. Apesar de ter maior potência, o maior peso do Charger (1.594 kg) cobrava seu preço e seu motor maior não era suficiente para despachar os adversários. O Maverick, com 200 kg a menos (1.390 kg), arrancava na frente dele.

Se o desempenho já era bom mesmo sem ser brilhante para os padrões atuais, o mesmo não se pode dizer do consumo. A 120 km/h, faziam 6,7 km/l, alto já na época, que hoje em dia então seria um consumo desesperador. Mesmo que se mantivesse os 80 km/h regulamentares nas estradas dos anos 70, oscilava entre 9,5 km/l (Opala) e 8,5 km/l (Charger). Meu Fusion, que pesa apenas 60 kg a menos que o Charger e tem potência líquida semelhante (162 cv), faz 14 km/l a 80 km/h e 11 km/l a 120 km/h. O Vectra 2,2 16V que o precedeu, com aerodinâmica mais apurada, conseguia 12,5 km/l a 120 km/h. Este Vectra, com 138 cv e 1375 kg, tinha potência e peso semelhantes aos do Maverick, mas seu consumo em estrada era a metade, graças à aerodinâmica, à tecnologia de projeto do motor (cabeçote em alumínio, 16 válvulas e comando duplo no cabeçote - DOHC) e ao seu gerenciamento eletrônico digital (injeção e ignição). E o carro passava dos 200 km/h. E, no caso do Fusion e do Vectra, os consumos são com o ar-condicionado ligado, porque pegar estrada no calor ninguém merece.

Vale lembrar que todos os números de consumo foram obtidos com a gasolina pura que era disponível na época. A atual, com a adição de 20% de etanol anidro, tem 7% a menos de energia por litro e daria índices de consumo ainda piores.

Para os que gostavam de exclusividade com toque esportivo, havia os Puma: Começavam em 83.870, quase o preço de um Opala SS6, por um carro com mecânica de Fusca 1600 (porém com melhor desempenho que o besouro por causa da melhor aerodinâmica e menor peso da carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro), mas para quem dispusesse de 118.000 cruzeiros havia o GTB, com mecânica do Opala 6-cilindros, que aliava a exclusividade de um Puma ao desempenho de gente grande do motor 250-S. Era o sonho de consumo de 10 entre 10 garotos de 18 anos naqueles dias.

Já na ponta de baixo do mercado, a que era acessível a uma parcela maior da população, reinava absoluto o VW Sedan 1300, popularmente conhecido como Fusca. Quem hoje reclama do desempenho dos carros 1000, certamente nunca andou de Fusca 1300, o "militripa". Mesmo pesando 800 kg, seu motor 1300 de apenas 38 cv líquidos a 4000 rpm era insuficiente para levar o besouro atém de 115 km/h. Na aceleração, chegava-se a 100 km/h em eternos 31 segundos. O torque líquido era de 8,5 m·kgf a 2.000 rpm, digno dos atuais motores 1000, só que girava muito menos que os 1000 de hoje em dia. O Mille Fire atual manda muito melhor: seu motor tem 9,2 m·kgf a 2.500 rpm e desenvolve 66 cv a 6.000 rpm. Assim, o Mille acelera de 0 a 100 km/h na casa dos 15 segundos e atinge 155 km/h de velocidade máxima (daria trabalho a Passat TS!). Bem, pelo Fusca nós podemos imaginar o que seria de um motor 1000 se ele não girasse alto.


Na edição de setembro, chama a atenção o teste de 30.000 km do Chevette,. Hoje em dia se considera que 30.000 é pouco, tanto que a Quatro Rodas estendeu seu teste de durabilidade a 60.000 km, mas em 1976, 30.000 km era bastante. O Chevette hoje é considerado como um carro resistente e de manutenção baratíssima, mas em 1976 a coisa não era bem assim. As revisões eram feitas a cada 5.000 km e eram caras, em média se gastava 1.000 cruzeiros por revisão. Em 30.000 km, foram gastos nada menos do que 6.400 cruzeiros em revisões!!! A última, de 30.000 km, foi a mais cara, custando 2.693 cruzeiros, sendo 1.441 de peças e 1.150 de mão de obra. E que peças foram trocadas? A revista lista, mas não era nada do outro mundo para custar tão caro: pastilhas e lonas de freio, abafador, braçadeiras, velas, reparo do carburador, platinado, condensador, comutador do farol, palhetas e filtros de ar, óleo e gasolina. Se as concessionárias hoje têm fama de careiras e afugentam muitos proprietários de veículos após o fim da garantia, em 1976 a coisa era pior ainda.

Várias das peças tinham troca prevista a cada 10.000 km, como velas, platinado, condensador e limpeza do carburador, a necessidade de manutenção era muito mais freqüente, o que acarretava em maiores despesas. As pastilhas de freio foram trocadas duas vezes em 30.000 km. Freios e embreagem foram regulados mais de uma vez, vários componentes necessitavam de regulagens freqüentes. O alternador precisou ser mexido. Basta ler a reportagem para se assombrar com a quantidade de defeitos apresentada pelo Chevette. E isto era o normal dos carros da época. Se estas coisas acontecessem a um carro hoje, haveria uma infinidade de reclamações na internet e a imagem do carro seria severamente comprometida. O Procon iria multar o fabricante, o Ministério Público processaria. Mas nada disso acontecia em 1976, pois era assim que os carros eram.

Imagine-se isso hoje... (flaviogomes.warmup.com.br)

Algumas coisas eram boas: Não havia radar nas estradas, apesar do limite de 80 km/h, podia-se andar à velocidade que se quisesse sem uma câmera à espreita para flagrá-lo. Também não se falava em emissões e nem em efeito estufa, então queimar gasolina não dava dor na consciência. Havia na revista várias dicas de preparação de motores (na época chamado de "envenenamento"), já que ninguém se preocupava com emissões. O automóvel era o mocinho, símbolo da liberdade, desejado por todos, não era visto pelos governos como o vilão do trânsito e do individualismo. Não existia rodízio, estacionar na rua era gratuito em qualquer lugar que fosse permitido. Com menos carros na rua, o trânsito era muito melhor, não havia os enormes congestionamentos diários nas metrópoles.

Se eu tivesse uma máquina do tempo, gostaria sim de voltar a 1976 e rever os carros que hoje consideramos clássicos rodando novinhos nas ruas. Mas só se fosse viagem de ida e volta, pois eu não trocaria o que temos nos dias de hoje pelo que havia em 1976.

CMF

120 comentários:

  1. Muito legal o texto! Agora sabemos que somos enganados há gerações.

    []s

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    1. Verdade! E notem que os " nossos" Top de linha da época eram os carros básicos e descontinuados nos países de origem. Quase 40 anos depois os carros nacionais continuam obsoletos, caros e as concessionárias continuam roubando e fazendo m.....! Ehhhhhhh Brasil!!!!!

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  2. E teve um outro grande acontecimento em 1976: Eu!

    :-)

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    1. dãããããããã...
      :-}

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  3. Excelente o texto! É interessante ver que, na época, quem comprava o top de linha da GM nacional também o faria hoje (Opala x Cruze), que um Landau e um Fusion não são tão distantes ao comparar as realidades, e o fato da VW nacional não oferecer um Golf VI na casa dos 55 mil não faz sentido nenhum!

    Parabéns por essa volta ao passado (que eu mesmo não conheci!), CMF!

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  4. Rafael Ribeiro27/04/12 12:34

    Muito bom esse post, sempre tive vontade de indexar os preços para fazer um comparativo como esse, mas nunca tive paciência para tal. Agora que você fez o "trabalho pesado", dá até para comparar outras coisas. Mas assustou-me mesmo foram os custos de manutenção.

    Seria interessante aplicar hoje a carga tributária da época, para saber quanto custariam os carros hoje com a mesma. Levando em conta que a carga tributária no Brasil hoje é de cerca de 38% em geral e 20 anos atrás era menos da metade, imagine o quanto pagamos a mais hoje do que em 1976...

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  5. Galaxie médio? Em todas as publicações e textos estrangeiros sempre o vi sendo referido como full-size, inclusive nos primeiros anos era o topo de linha da Ford, sendo que em alguns períodos todos os full-sizes da Ford eram Galaxies de plaqueta com diferentes modelos de roupagem.
    O que existia era uma hierarquia entre as versões, indo das básicas (500) até as tops (XL e LTD). Lá fora seu concorrente era o Impala da GM, outro full-size.
    Não recebemos nenhum médio estadunidense. A Chrysler tinha o Dart (que aqui recebeu modificações para se transformar em Charger, Magnum e LeBaron) e a Ford com o Maverick (irmão de plataforma do Mustang), ambos compactos.
    Full-size sim.

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    1. PS: Nenhum médio à época, que fique bem demarcado. Hoje temos o Fusion nessa categoria que, por ser o topo da Ford por aqui, tem por justa a comparação.

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    2. Mas full-size não significa grande. Grandes eram os Cadillacs com motores de 7 litros. O full-size era o médio americano, o mais comum. Tanto que o Dodge Dart era tido como compacto!!!

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    3. Autoclandestino
      Nessa época os motores de Cadillac chegava a 8.100cc!

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    4. Tamanho de motor não tem relação direta com a definição de tamanho de uma plataforma. Da mesma forma, ele não deixou de contar com a versão "7-litre" lá em cima sobre a mesma base.
      É uma terminologia típica dos americanos e considerada sinônimo de "large car" pela EPA (respectiva agência reguladora do tema).
      Os médios eram "mid-sizes" e os pequenos, "compacts". Alguns outros critérios se aplicam: Entre-eixos de cerca de 3 metros (Galaxie: 3,07m), comprimento em torno de 5,5m (5,4m no caso do Galaxie), capacidade para acomodar três pessoas em uma fileira de banco com conforto, etc.
      De modo geral, ele se classifica na categoria "large" ou "full-size", fazendo-o da classe grande, tanto para os padrões de lá, que dirá para os nossos, o que não se desabona com a existência de monstruosos Cadillacs e Lincolns um pouco maiores, pois não o faz pequeno sob nenhum aspecto. Mas de qualquer forma, acho que está no limite de pertinência do assunto.

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  6. CMF, muito interessante o post mas eu se pudesse voltar a 1976, voltaria sim e ficaria por lá, rsrsrs. Era estudante, tinha 20 anos, um karmann Guia 72, motor 1600 que não andava nada mas me divertia muito sem os radares, lombadas, flanelinhas, namorava no carro à noite sem problemas, etc. Tenho a impressão que assim como a manutenção, os pneus também eram mais caros.

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  7. Que época, eu tinha 12 aninhos, he, he! Belo texto! Duas observações:
    1- eu queimo gasolina sem dor na consciência até hoje. Se algo me doer, vai ser só o bolso.
    2- Se esta hipotética máquina do tempo fosse minha, também gostaria de voltar a 1976, só que, chegando "lá", a primeira providência seria explodir a tal máquina.

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    1. Mr. Car, façamos o seguinte: convidemos o amigo Reynaldo do comentário acima e organizaremos uma excursão para 1976! Com a galera do AE! kkkkkkk
      Quanta coisa divertida havia naquela época. Infelizmente, só temos a clareza do devido valor delas com o passar dos anos. Realmente, uma pena.

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    2. Tô dentro. E cada um leva uma marreta (das grandes) para dar na máquina do tempo, já em 1976.

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    3. Aí, pessoal! Tem lugar aí pra mim? Vou aproveitar e ir a algum show do Raul Seixas. Hehehehe!!!

      PS. Eu tinha 10 na época.

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    4. A eterna romantização do passado, como se fosse sempre melhor que hoje. Os carros poluiam mais, eram mais inseguros, consumiam muito mais, tinham manutenção muito mais cara, e desempenho muito pior.
      Fora que o país vivia uma época terrível do ponto de vista político.
      Sem querer dizer que hoje é uma maravilha, não é mesmo, mas essa época foi muito pior que hoje de forma geral.
      Até porque, se quiséssemos encontrar uma década em que fomos menos enganados pela indústria automobilística, em relação ao nível dos carros, essa década foi a de 1990, quando nossos carros estavam mais alinhados com o que existia lá fora.

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    5. Se a máquina do tempo for licenciada para cinco passageiros, será que vocês poderiam me dar uma carona? Eu divido a gasolina (ou seria plutônio?) e o pedágio...

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    6. Plutônio??? Cadê ele? Xiii! Acho que ele pegou a máquina e se picou daqui. Por isso o cara sumiu.

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    7. Melhor é um conceito relativo que se baseia na carga de valores e prioridades de cada um.
      Os militares tinham uma linha dura, mas sob sua égide veja-se que o cidadão de bem não era nem de perto penalizado assim como é pelo desdém da violência desenfreada oriunda do crime. Não conheço muitas pessoas desta época que, sem usar o levante de um sistema comunista como estilo de vida, tenham sofrido represália dos militares.
      Sem querer cometer nenhum sacrilégio, mas lutaram tanto contra o regime por uma liberdade de expressão que agora as democráticas instituições governamentais e a própria imprensa pervertem vorazmente contra os interesses do povo e da nação. A única diferença é que agora o engodo se reveste da legitimidade da democracia, por meios mais escusos e dissimulados do que antes. Não sou, com isso, favorável ao totalitarismo de qualquer forma, mas não custa observar bem se não trocamos uma verdade crua por uma mentirinha bem contada.
      Quanto aos automóveis, podiam não ser tão eficientes, mas certamente tinham mais personalidade e, em muitos casos, eram bem mais divertidos. O automóvel não era um conceito de mero transporte, mas símbolo de uma liberdade individual. Você ainda não era criminalizado por ter um, nem precisava despejar toda a sua eficiência e segurança em intermináveis e incontáveis congestionamentos.
      Enfim, viver nos tempos antigos poderia ceifar muito dos avanços, mas também não lhe limitava a viver com o pênis dentro de um vidro e extrapolar sua liberdade dentro de um cubo de limitações.
      Saudosismo não é crime, e eu não tenho porque temer afirmar que saudades me resta do tempo em que dirigir era perigoso e o sexo era seguro. Hoje é o inverso, veja que maravilha...

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    8. E não se esqueça, já que tocou no assunto, que, antigamente feio era dar a bunda e bonito era fumar, hoje, feio é fumar e bonito é dar a bunda.

      Que progresso, hein!

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    9. Não seria melhor voltar em 1976 e explodir o programa e financiadores do Pró_Álcool?

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    10. Eu queria voltar era para a década de 90 por dois motivos, uma que eu era moleque e a outra é que tinha tinha esportivos de todas as categorias.
      Só alguns exemplos que vêm a minha cabeça: Uno\Tempra\Marea Turbo, Gol\Parati\Golf GTI, Corsa\Vectra GSI, Escort XR3\Racing além dos carros importados e dos que tinham comportamento esportivo mas com cara de tiozão.
      Só precisava ter o dinheiro.

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    11. Marcelo, a brincadeira da década de 90 ainda tinha Civic 2 portas, Tigra, Fiat cupê, A3, Mustang, uma meia dúzia de coreaninhos e, mais importante de todos: Eclipse! Tudo numa faixa de preços extorsiva, mas que dava para sonhar. Tinha tanta versão esportiva, esportivada, esportivos de aparência, e esportivos de verdade quanto tem versões off-road, "aventureiras", fora-de-estrada de aparência e jipes hoje em dia, se é que não havia mais ainda!

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  8. Um dos melhores textos publicados aqui no AutoEntusiastas. Literalmente fiz uma viagem no tempo!! E olha que eu nasceria apenas 2 anos depois... hehehehe.

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  9. Eu deixaria de comprar bala Juquinha pra sair de uma concessionária Chrysler com um Dart "zero".

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    1. Carlos Bragatto27/04/12 13:53

      Ou voce podia comprar um saco de balas em 1976, guardar até 1982, e trocar em um Dodge. Infelizmente, o dono do Dodge aceitaria :-(

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    2. Não sei se em 82, mas um pouco mais pra frente com certeza. E hoje tem Dodge sendo vendido a quase R$ 100 mil. O mundo dá voltas...

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  10. Bem eu nao gostaria de voltar a esse tempo.
    Ditadura militar
    Limite de 80km/h nas estradas,
    Postos de gasolina fechados nos finais de semana.
    Proibicao em se importar carros
    A única coisa boa era a gasolina mais pura e barata.
    Se hoje o Brasil é ruim , era bem pior há 36 anos atrás!

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    1. Pois é anônimo, eu não trocaria minha juventude daquela época por nada deste mundo. Se pudesse voltar apenas com uma "mão na frente e outra atrás" e começar tudo de novo, eu voltaria, mas não posso negar que os tempos eram difíceis.
      Eu lembro muito bem das inúmeras viagens fiz, com combustível armazenado em botijas dentro do carro.

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    2. Com a devida licença, eu discordo.
      A pesar de tudo o que falam da ditadura, a austeridade não era o monstro que pintam para a parcela “comum” da população. É muito pior como vemos hoje, com a violência generalizada do tráfico de drogas e crime organizado: Na prática o cerceamento das liberdades é bem maior. Sair na rua a noite com as janelas abertas é algo inimaginável.
      Limites de velocidade eram relativos, pois a fiscalização era branda, sem essa loucura de um radar a cada esquina, fora as estradas, mais vazias (assim como os centros urbanos). E 80 km/h para um carro da época era bem mais do que 80 km/h para um carro de hoje.
      Fala-se dos importados, mas quantos hoje têm acesso fácil a um, zero-km? Fora que tínhamos motores grandes e tração nas rodas certas disponíveis para uma parcela infinitamente maior da população na época. Podiam ser nacionais e simples, mas certamente não eram insossos como muito do que temos hodiernamente.
      Quanto a gasolina pura daqueles tempos, justamente um ponto negativo: Não permitia o desempenho que se tem hoje na gasolina comum, tanto que os motores eram bem pouco taxados. O preço, antes da crise, no entanto, era um ponto muito positivo.

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    3. Concordo com os que discordam.

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    4. A gasolina era pura... Puramente ruim. Octanagem rondando 75-80, agora beira 90... Pode botar isso de ruim na lista também.

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    5. Anônimo Apr 27, 2012 09:23 AM, discordo. E faço coro aos argumentos do Anônimo Apr 27, 2012 09:57 AM

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    6. Thales Sobral, creio que devemos lembrar da tecnologia de refino dos combustíveis da época. O que parece ser ruim hoje pode ser o que seria normal e aceitável na época. Assim como o desempenho dos motores de então.

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    7. A ditadura era muito ruim para o cidadão médio, mas de tal modo que não se percebia: Grande parte da recessão dos anos 80/90, a interferência exagerada do FMI nos assuntos nacionais, e mais uma série de "bombas" que estouraram depois e aniquilaram a classe média (que existia nos anos 70 e só foi reaparecer algo que merecesse o nome depois de 2006...) podem ser creditadas à lógica espúria do "milagre brasileiro" vigente à época.
      É verdade que não havia um esforço governamental para criminalizar o cidadão comum, desde que ele não fosse comunista, subversivo, não usasse barba, não estivesse em atitude suspeita, não fosse gay, nem negro, nem pobre, nem estudante de faculdade, nem amigo de conhecidos do Arnaldo Jabor... Bom, ainda sobrava um monte de coisas que podia-se fazer à época e hoje não se pode mais, e dirigir em velocidade acima do limite era uma delas, fumar era outra, usar sacolinha de mercado, mais uma, decidir como se educaria uma criança, ter educação de boa qualidade (que preparava para um mundo de elevadas exigências onde se você falha a culpa é sua), etc.
      Algumas liberdades que a democracia deu não podem ser exercidas pelo simples fato que os bandidos que o sistema não consegue manter presos nos impedem do mesmo modo que os militares faziam antes deles, ou por que tornaram-se anacrônicas: que importa ser comunista a essa altura dos fatos?

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    8. Ditadura uma ova. Aquilo foi ditabranda. Ditadura é o que tem em Cuba, Síria,... e por aí vai.

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    9. quem não viveu naquela época, louva-se no que leu ou ouviu para meter o pau. Eu fiz o que quis, andei por onde quis, e queria mais que os (falsos) democratas que hoje nos governam, se explodissem todos.
      Voltaria numa boa e ficaria por lá com todos os "defeitos" apontados. E já tinha 2 filhos pequenos na época.

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    10. quem não viveu naquela época, louva-se no que leu ou ouviu para meter o pau. Eu fiz o que quis, andei por onde quis, e queria mais que os (falsos) democratas que hoje nos governam, se explodissem todos.
      Voltaria numa boa e ficaria por lá com todos os "defeitos" apontados. E já tinha 2 filhos pequenos na época.

      (x2), tirando os dois filhos, claro.

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    11. Johnconnor27/04/12 18:29

      X3....
      A coisa esquentava pra quem gostava de agitar o coreto tentando importar o comunismo para o Brasil. Pra quem trabalhava, cuidava da familia e não ficava perdendo tempo planejando revoluções não ouve época melhor. O ensino gratuito era de ótima qualidade, a industria pagava bem e a segurança publica dava invéja na de hoje. Ná época ninguem tinha vergonha de dizer q era honesto nem trabalhador. Tenho certeza q vou ser execrado por muitos neopseudo-comunas que não tem mais de trinta anos, mas quem tem mais de 50 hoje e trabalhava pra sustentar familia naquela época sabe do q estou falando.

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    12. Eu trocaria - numa boa - meus 60 anos, meu apê no Leblon, meu emprego em multinacional, meu Fusion 2011, pelos meus vinte e poucos anos, minhas namoradas da época, sexo na zona, meu Fuscão azul pavão, e todo o tempo livre que tinha nessa época.

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    13. Johnconnor27/04/12 18:53

      http://www.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0

      http://www.youtube.com/watch?v=6orcj8I-MRY

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    14. Como já li certa vez em um comentário, o chumbo só trocou de lado: antes estava nas mãos do milicos. Hoje, na mão dos bandidos.
      E quantos aos carros, podiam ser menos eficientes, mas também tinha menos impostos, menos pedágios e a gasosa era mais barata.

      João Paulo

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    15. É isso aí João Paulo.

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    16. Lorenzo Frigerio27/04/12 21:45

      Nem se fale do "depósito compulsório" de 12 mil cruzeiros para viagens ao exterior, que surgiu naquele mesmo ano de 1976.
      Eu poderia citar um monte de razões pelas quais hoje é melhor, mas resumiria tudo ao fato de que hoje temos democracia, podemos falar mal do governo sem ser chamados de comunistas, ninguém precisa mais andar com a carteira de trabalho no bolso para o caso de ser parado pela polícia, e o governo atual, que é civil, não pode mais nos submeter às arbitrariedades e à irresponsabilidade econômica daquela época, quando tínhamos como ministros os incompetentes-mor Simonsem e Delfim.
      Vivi a época, foi bom, mas liberdade é tudo.

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    17. Um bando de Neo Reacionários Saudosistas!!

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    18. Tô de olho, xará27/04/12 22:15

      Tô de olho em vocês...sou milico...cambada...naquela época tudo era muito melhor...isso é fato...incontestável!

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    19. Essa velharada pelega do AE me assusta. Pode ter juntado um monte de informação sobre autos ao longo do tempo, mas quando se posiciona politicamente é só asneira. Quem se abaixa demais mostra a bunda.

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    20. anonimo 30/4 10:10
      Tá assustadinho, é? Bom deve ser você, né?, que sabe se posisionar politicamente. já com relação a mostrar a bunda, é o contrário pois não somos engraxates dessa escumalha que está no poder, diferente de você que deve ser um desses membros do MAV.
      Cai fora, otário!

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    21. Reagiu com era esperado.

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    22. Reagi mesmo, e dai? Vai tomar no meio do seu r***, petralha!

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    23. DITABRANDA
      DITABRANDA
      DITABRANDA
      DITABRANDA...

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  11. Como auto entusiastas, gostamos muito dos carros do passado. Uns com predileção por certas marcas, outros, por outras, assim como hoje.
    Apesar da manutenção cara, muitos carros permaneciam em bom estado por muito tempo. Talvez porque seus proprietários tinham um cuidado maior pelos seus carros do que os de agora, ou talvez, até por serem mais duráveis.
    Mas a quantidade de problemas, sem dúvida, eram muito maiores. E o pior era que os proprietários é que arcavam com as despesas inerentes de carros que vinham defeituosos de fábrica.
    Lembro que em 81 comprei um Fusquinha novo depois de muito trabalho e economia, mas que fundiu o motor 10 meses depois. Ou seja, um mês após a garantia. E é claro que tive que pagar tudo do meu bolso. As despesas na época foram tão exageradas, que precisei vender o carro logo depois. Simples assim.
    Mas em 2002 quando adquiri meu Corsa 1,8 novo, não foi tão diferente. O bicho teve tantos problemas que até hoje ao ouvir ou ler esse nome, sinto arrepios. No final das contas, novamente após um mês da garantia, pifou todo o comando eletrônico. O estranho que desde novo ele apresentava problemas. Para finalizar, seu apelido era "Bonitinho mas Ordinário".
    Bom texto e boas recordações, mas se precisasse escolher, ainda ficaria com os carros de hoje.

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    1. Tenho um corsa 1.4 2007/2008 que está com 120.000 km que nunca apresentou nenhum problema eletronico nem mecanico. Faço revisões fora da concecionárias desde 15.000 KM e só troquei o básico: filtro comb, filtro ar, oleo, filtro de oleo, velas, e a cada 60.000 correias.
      Meu carro anterior foi uma STRADA 1.5 ano 2000 que rodou 200.000 sem quebrar nenhuma vez. E olha que com 100.000 KM coloquei um KIT de GNV nela...
      Você é um cara muito azarado... rsrsrsrs

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    2. Não deu problema por dois motivos: 1) não levou na concessionária. 2) Deu sorte.

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  12. Gostei muito da idéia e do texto. Queria saber o preço do dólar em 76, com certeza era bem mais que hoje.

    Como foi dito, o Galaxie sempre foi grande no EUA (full size). Na época (anos 60) não tinha nenhum Ford maior que ele, mesmo lá.

    Na época a indústria nacional estava bem melhor que hoje. Tínhamos, made in Brazil, carros V8, 6 cilindros, VW a ar, pequenos de tração traseira e motor dianteiro, picapes V8, sem comparação. Importado era pra esnobe, pois a indústria nacional supria todos os gostos.

    Imagine entrar na concessionária e comprar um Charger R/T zero, câmbio manual e ar condicionado. Cadê minha passagem, só de ida por favor!!!

    McQueen

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    1. 1 dólar valia 11,30 cruzeiros, aproximadamente. Só que 1 dólar de 1976 = $ 4,03 de 2012, pois o dólar também perdeu poder de compra.

      Fazendo-se a paridade, seria como se o dólar hoje custasse R$ 2,80.

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  13. Mas não era bem assim para a grande maioria.
    Cem mil cruzeiros naquela época, era muito mais difícil de arrumar do que cem mil reais hoje.

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    1. É porque hoje existe crediário. Naquela época, um cidadão da classe média tinha de comprar um Fusca ou, quando muito, um Corcel. Hoje, esse mesmo cidadão pode comprar um Fusion em 72 vezes, e então leva o carro dos sonhos para a garagem. Não ficou mais fácil ganhar dinheiro, mas ficou muito mais fácil comprar coisas caras.

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  14. Excelente trabalho de pesquisa CMF; tabulou dados, mensurou épocas e perspectivas de um modo que podemos visualizar rapidamente todo o escopo desempenho/custo de "lá" com os de "cá" (eras diferentes).

    É o tipo de comparação que faz a cabeça de qualquer autoentusiasta: o que guiamos hj e achamos tão ruim, de fato é tão ruim....(ah, esquecemos a razão e o poderio da evolução muitas vezes!)

    Preços, os carros mais quentes da época, o frugal de hoje...uma bela argumentação; parabêns!

    MFF

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  15. errata: "é tão ruim?..." faltou a interrogação, sugiro um botão de editar mesmo com o comentário enviado.

    MFF

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  16. Se quer um mille ou gol que corre muito, só comprar um de segunda mão que passou nas mãos da Telefonica (dos terceiros que prestam serviço pra eles)...

    Aqui na minha cidade esses gols e milles andam mais que camaro!!! ehehehe... acho que são as escadas penduradas no teto que melhoram a aerodinâmica e fazem o carro voar!

    Ah, esses carros também são invisíveis para os radades, assim como os motoboys são para a polícia e CET.

    (agora parando a brincadeira irônica)

    Parabéns pelo post, muito bacana, boas recordações.

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    1. Por aqui são Milles, e realmente saem ultrapassando todo mundo, com escadas no teto e tudo. Só não sei se duram 240.000km, haha.. Se alguém quiser aprender como fazer carro mil render bem, não há instrutor melhor qualificado para isso que aqueles caras.

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  17. Sem falar que nessa época vc se formava na Universidade e tinha futuro. Um advogado, médico, dentista, contabilista, comerciante etc, todos ganhavam mais naquela época do que hoje. Muito mais chances de comprar um carro realmente interessante.

    McQueen

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    1. Concordo, meu finado avô, meus tios, todos são dessa opinião, de que antigamente bastava fazer as coisas de acordo, que o "sucesso" vinha. Não tinha essa concorrência/competitividade de hoje.

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    2. Eles estavam construindo o Brasil naquela época. Pegue as fotos de qualquer cidade brasileira (desde São Paulo até vilarejos do interior) e veja, não tinha nada do que é hoje, apenas a infraestrutura pública (galerias pluviais, ruas, etc.) é a mesma.

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    3. Mas o grupo de pessoas que podia estudar na época era muito menor. Estou vendo um saudosismo exagerado neste post.
      O valor do dinheiro até poderia ser o mesmo, mas carro na época era mais difícil de comprar sem as linhas de crédito.

      Resumindo, eu não queria lugar na máquina do tempo, e caso vocês fossem que a quebrassem lá e acertassem as contas com alguns generaizinhos que mandavam no planalto.

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  18. Aqui uma musiquinha bem bacana e que estourou nesse ano


    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior...

    Mas trago, de cabeça
    Uma canção do rádio
    Em que um antigo
    Compositor baiano
    Me dizia
    Tudo é divino
    Tudo é maravilhoso...(2x)

    Tenho ouvido muitos discos
    Conversado com pessoas
    Caminhado meu caminho
    Papo, som, dentro da noite
    E não tenho um amigo sequer
    Que ainda acredite nisso
    Não, tudo muda!
    E com toda razão...

    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior...

    Mas sei
    Que tudo é proibido
    Aliás, eu queria dizer
    Que tudo é permitido
    Até beijar você
    No escuro do cinema
    Quando ninguém nos vê...(2x)

    Não me peça que eu lhe faça
    Uma canção como se deve
    Correta, branca, suave
    Muito limpa, muito leve
    Sons, palavras, são navalhas
    E eu não posso cantar como convém
    Sem querer ferir ninguém...

    Mas não se preocupe meu amigo
    Com os horrores que eu lhe digo
    Isso é somente uma canção
    A vida realmente é diferente
    Quer dizer!
    Ao vivo é muito pior...

    E eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Por favor
    Não saque a arma no "saloon"
    Eu sou apenas o cantor...

    Mas se depois de cantar
    Você ainda quiser me atirar
    Mate-me logo!
    À tarde, às três
    Que à noite
    Tenho um compromisso
    E não posso faltar
    Por causa de vocês...(2x)

    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior
    Mas sei que nada é divino
    Nada, nada é maravilhoso
    Nada, nada é sagrado
    Nada, nada é misterioso, não...

    Na na na na na na na na...

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    1. BELCHIOR NINGUÉM MERECE..RSS

      Em 76 o BOB era jovem ... só tinha 65 anos..

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    2. Questão de gosto, meu caro. Você não gosta mas tem um montão que curtia e ainda curte.

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    3. Além do mais você errou feio na idade do Bob. Ele tinha 34 anos em 76.

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    4. Faltou a última parte:

      Na, na na na na na, na na na...
      Hey Jude
      Na, na na na na na, na na na...
      Hey Jude

      Asterix

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    5. Asterix
      Vc está confundindo as letras. Essa aí do Belchior não tem "Hey Jude" no final. Isso aí é de uma outra música que eu não me lembro quem cantava. Vou pesquisar, agora até eu fiquei curioso...

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    6. Eu sei... só estava brincando...
      Quando eu vi o "Na na na na na na na na..." lembrei de Hey Jude, dos Beatles.

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    7. Lorenzo Frigerio27/04/12 21:50

      Uma coisa que realmente decaiu DEMAIS desde 1976, e é fato, foi a música brasileira.

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  19. Texto Brilhante, parabéns! embora tenha tenha vivido minha juventude nos anos 80 ele tem muitas semelhanças com os 70.
    Queria ver outro texto semelhante só que agora em 86.
    bons tempos.

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  20. Gostaria de que fosse feito esse paralelo com os preços nos EUA...

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  21. A vida passada e distante vista pela lente rosea da nostalgia sempre faz as coisas parecerem muito mais agradaveis e perfeitas que realmente foram. Como foi citado pelo Carlos, é uma brincadeira, um exercicio numerico financeiro sem muita precisão, feito apenas por se ter tempo livre e recurso tecnologico que assim o permitiu.
    Mas eu vivi bem esta época, era jovem, e não tenho assim muitas saudades não, tempos bicudos e dificeis.
    A comparação monetaria é perfeita ou quase e reflete muito bem o quão dificil para uma familia de classe média ter carro novo por exemplo.
    O melhor disso é pensar em algo como um simples volkswagen hoje custando 35 mil reais.

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    1. Lorenzo Frigerio27/04/12 21:58

      Tem uma coisa, também. Desde o fim dos anos 80, a qualidade dos carros melhorou MUITO. Tanto o projeto, como os componentes, como a lataria. O Monza é um carro emblemático daqueles tempos, dos quais muitos ainda estão em circulação nas mãos de pessoas de baixa renda. Antigamente os carros não duravam nada; hoje, há muitos carros velhos por aí ainda em condições de rodar, a maioria já com injeção eletrônica, portanto bem confiáveis. Qualquer um, hoje, pode ter um carro - é bem melhor que andar no buzão lotado, como naquela época.

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    2. cara s carros antigos que duravam os de ohoje so poeira nao vale nada e casca de ovo

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  22. Cara, eu pensava que no século passado os carrões 0km custassem mais caro do que hoje em dia. Lembro de uma reportagem do Veículos da Folha de S. Paulo que pegou os primeiros Monza e Santana c/ injeção eletrônica, de 89/90, fez a atualização monetária e disse que meu finado vovô teria pago o equivalente a 100 mil reais naquele ridículo Santana GLS 2000i.

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    1. Na coluna Grandes Brasileiros, a 4Rodas sempre apresenta o valor da época e atualizado. Então eu pego a tabela de preços do mesmo ano e faço comparações...

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  23. CMF, genial a metodologia de comparação empregada! Está de parabéns!

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  24. "A 120 km/h, faziam 6,7 km/l, alto já na época, que hoje em dia então seria um consumo desesperador."

    A touareg V8 da minha mae faz 6,5 na estrada e 3,5 na cidade. Hahaha é o desespero. Deus como gasta

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    1. Pior que tem New Civic gastando isso aí...

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    2. BAh dai é brabo. Pelo menos o V8 faz sentido ao gasto porque anda mais do que o demonio atras de alma penada.

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    3. Mas o New Civic tem a abominação do Flex empurrado pelo nosso evoluído mercado. Onde foi necessário tirar o i-vtec, mas pegue o New Civic 2006 a gasolina e tenha as boas médias de 1.0

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  25. Sempre que posso acesso o Acervo da 4Rodas. Espero que eles não comessem a cobrar pelos acessos.

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    1. Cala-te boca. Fica dando idéia, fica...

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    2. Agora que eu doei toda minha coleção de Quatro Rodas começo pensar nisso.

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    3. Por via das dúvidas, a minha continua bem guardada. Mas não tenho muitos exemplares da década de 2000, quando a revista perdeu o sentido de ser lida. O que importa é até meados dos 1990.

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  26. Rafael Ribeiro27/04/12 17:49

    Outra coisa boa dos anos 70: poder escolher as cores do carro além das Preto/Prata/Branco e suas variáveis... Hoje tem babaca pagando ágio em carro branco!

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  27. Um post muito interessante!
    Mostra que os carros hoje são mais avançados, mais equipados, menos caros, consumem muito menos e precisam de muito menos manutenção, mas a evolução tecnológica serve para isso mesmo... e por isso o Bob Sharp tem razão de preferir os carros atuais.
    Mas penso que no passado os carros eram assim porque a tecnologia não permitia, e hoje a tecnologia permite, mas não são melhores por contensões de custo, por planos de obsolescência programada e outros motivos.
    Porém aquela época também tinha vantagens, com menos complicações nos carros, menos eletrônica desnecessária... coisas que hoje chegam a tirar prazer (acelerador eletrônico retardado, direção superassistida etc...).
    Também naquele tempo, embora com menos modelos, havia maior variedade de opções (motor dianteiro ou traseiro, 4, 6 ou 8 cilindros, tração dianteira ou traseira etc.), e de cores também...

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  28. Luiz Dranger27/04/12 18:26

    Belo texto, saudades da época. Eu tive Fuscas, todos com motores 1600cc, comando P3, dupla Solex 32, depois Chevette com motor Lotus Twin Cam, trocado em 1976 pau a pau por um Charger. Depois na época dos empregos em multinacionais, os meus carros eram sempre da empresa, Passats, Opalas (250-S claro)e por fim Santanas. Quando deixei o meu último emprego formal tinha uma Quantum 2.0 automática que ficou comigo. No dia seguinte instalei um turbo e bancos Reccaro !!!! Depois foi o Fiat Tipo 2.0 16V que andava muito. Depois do Tipo uma Saveiro 1.8 braba e hoje em dia voltei alguns anos. Meu carro de uso é um Puma 1977 ! Mas a trajetória foi muito divertida e passei por quase toda a indústria nacional.
    Abração, Luiz

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  29. Johnconnor27/04/12 18:43

    http://www.youtube.com/watch?v=PYgjRTWhWi8

    Quem mais lembra disso???

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  30. Johnconnor27/04/12 18:54

    http://www.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0

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  31. Regi Nat Rock, Anônimos 01:06 PM, 1:54 PM, e Johnconnor: junto-me aos senhores. E quem quiser nos execrar, que execre. De minha parte, não dou a mínima.

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  32. Em 76 eu já era bem velho e desde então já tive vários VW 1300,1500,1600, (Fuscas, Brasílias,Variants), Corcel II, Paratis (1.6, 1.8), Blazer 4.3, Pálios Adv 1.6 e 1.8, Ecosport 1.6, New Fiesta, Ranger 3.0.
    as pensando bem, a rapidez nos novos lançamentos, impediu um controle de qualidade digno do nome.
    Mesmo os pilotos de testes ocupando as pistas e a mídia incansávelmente, há uma série de problemas crônicos, específicos de determinados veículos que só vêm à tona quando os proprietários estão quase enfartando.
    Não acredito haver justificativa para se lançar ao mercado carros com defeitos crônicos, se há possibilidade de eliminá-los nas etapas anteriores.
    No entanto, pode-se elencar defeitos graves tanto em carros antigos quanto naqueles hoje fabricados, apesar do grande progresso em engenharia de produção e controle.
    Se quisermos nos dar ao trabalho de verificar, basta citar qualquer veículo hoje em produção e perguntar a seus proprietários para responder sem restrições: quais os problemas que você já teve com o seu carro?
    Veremos certamente respostas como: consumo alto de óleo lubrificante, desgaste irregular de pneus causado por problemas na suspensão (e não por falta de alinhamento), má qualidade dos faróis, problemas na caixa de direção, consumo anormal de combustível, etc,etc.
    De 76 para cá, muita coisa mudou para melhor, mas ficamos reféns de uma legislação ainda muito ruim.
    O valor dispendido na aquisição de qualquer veículo é tão grande, que em caso de vício do produto, a troca ou a devolução do mesmo deveria ser imediata!
    Isso sim, seria um ganho a comemorar: não apenas o progresso técnico, mas o progresso real nas relações de consumo - e empurraria os fabricantes no sentido de manterem um controle de qualidade melhor, desde os fornecedores de componentes até o serviço de manutenção nas concessionárias.
    Ou será que o nosso dinheiro vale menos do que os produtos à venda?
    Um grande abraço e desculpem por torcer o enfoque.

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    1. Tenho meu carro há doze anos, e nunca tive nada desses defeitos elencados. Antes dele, tive outro por dois anos, e outro por 4 anos, e nesses também não tive problemas. Só troquei peças de desgaste natural, exceto um amortecedor defeituoso trocado em garantia, e uma bomba de direção hidráulica que pifou cedo e tive que arcar com o reparo. Emfim, pode ser que eu seja sortudo, mas não tenho essa visão de que o controle de qualidade é tão ruim.

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    2. Sr. Anômalo,
      Eu não disse que tive poucos carros em muitos anos...
      Longe disso, tive muitos carros, de várias marcas, nos quais rodei muito, por diferentes tipos de estradas - e notei defeitos recorrentes em quase todos eles.
      É claro que alguns também tinham muitas qualidades, tanto é que repeti a compra de alguns modelos.
      O Sr. afirma, no seu caso pessoal, que foram apenas tres veículos em um espaço de dezoito anos - o que, a meu ver, não é base comparativa relevante para contraargumentar.
      Sinto muito, mas estamos falando de casos completamente distintos.
      Um abraço!

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  33. Farjoun

    O Jalopnik Brasil fez um post interessantíssimo atualizando os preços dos carros:
    http://www.jalopnik.com.br/conteudo/quanto-custavam-os-carros-de-ontem-em-dinheiro-de-hoje

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  34. Farjoun, perfeito seu artigo. Ressalto o que você disse sobre a manutenção: era cara e tinha que ser feita muitas vezes por ano. A tecnologia melhorou a qualidade das máquinas, mesmo as populares. O que era bom era a interatividade. Fucei muito em distribuidores, platinados e carburadores. Hoje, é preciso um scanner.

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  35. Como explicar algo que não é exatamente de nossa época ou que no meu caso nasci em 78 e só lá pelos começo dos anos 80 que comecei a perceber e vivenciar aquela ótima época dos anos 60 e 70 ? Influencia de familiares, cheiro de gasolina e naftalina, caixas de giclês e carburadores desmontados, Boxer, L6 ou V8 ?

    Engraçado mas apesar de só começar a me tocar em carros com 5 anos de idade, isso em 83, mas aqui em Brasília era muito gostoso e muito legal os finais de semana embaixo dos prédios pois era muito comum seus respectivos donos e aquela maravilhosa diversidade de carros levando aquele trato, aquela cerveja e aquela acertada no possante e lá vamos nós em carreata ao autódromo Nelson Picket ver basicamente aqueles mesmo carros que víamos na rua ou em nossas garagens correndo a toda, e aquela torcida era fabulosa e a discussão e a mesma sem fim até hoje: Qual o melhor ? O Ford, GM, Dodge ou VW ? O que se via era naquela época era algo que não se vê mais, grandes pilotos, com poucos recursos mas muito talento e determinação, o Hino nacional tocava e a bandeira de largada era o sinal que os anos 60, 70 e 80 eram únicos, intocáveis.

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  36. Sr. Editor,
    Prezados Comentaristas,
    No meu comenário anterior, postado em 27/04/2012 às 05.28 PM, fineza considerar no segundo parágrafo:
    Onde se lê: as pensando bem, leia-se: Mas pensando bem,
    Caso haja possibilidade, fineza editar o comentário original e expurgar este último.
    Grato,

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  37. Ótimo post! Parabéns !

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  38. Que legal, meu fit 1.5 tem o desempenho de um maverick V8 de 1976 e ainda da benga no charger V8 e no opala SS6. :-D

    Mas ainda trocaria na hora meu fit por qualquer um desses novo.

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    1. eu quero ver vc acompanhar um destes na vida real pq teoria é uma coisa, já pratica é outra bem diferente, é que nem o corcel e o chevette que "dizem os que não sabem porra nenhuma sobre carros e menos ainda de motores" que qualquer carro mil acompanha, vai acompanhar um destes na vida real em rodovias onde exitem aclives e declives, e outra estes carros tem mais torque que um carro 1.0 já começa por ai.

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  39. Que texto legal. Eu também queria ir e voltar de 1976. Mas tentaria trazer um Dodge Charger RT 76 zerinho comigo.

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  40. Alguns números me deixam com a pulga atrás da orelha. O Fusca 1300, por exemplo. Não tem velocidade, mas o torque dele parece ser muito maior que o anunciado. O mesmo raciocínio se aplica na comparação dos aparelhos de som de antigamente e os de hoje.

    João Paulo

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  41. É que antigamente eles usavam watts RMS, e agora usam watts PMPO. Em carros também acontecia a mesma coisa (grande variação do resultado) para um mesmo motor, dependendo de que sistema usavam, DIN ou SAE.

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  42. CMF, acho que a menor diferença de preços entre os carros de entrada e os de topo tinha relação com os conteúdos. Não havia nada de realmente caro em um Landau... nem mesmo vidros elétricos. Só tinha o dobro de cilindros e, talvez, de aço de um Fusca.

    Sobre trânsito, reportagens do tipo "SP vai parar" saem na QR desde os anos 60. Não acho que fosse assim tão tranquilo, pois havia muito menos vias. E quanto a velocidade na estrada, não havia radar, mas sim os guardas com seus temidos cronômetros... Mais seguro para o bolso andar a 120 hoje que a 100 na época.

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  43. CMF, nas revistas tem o preço do litro de gasolina em 1976?

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  44. Só de pensar em quantos planos econômicos houve neste meio tempo: Plano Funaro, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Cruzado...Desisto! Vou sentar na escada novamente e saborear as balinhas Jujuba.
    MD

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  45. Muito agradecido pela homenagem à minha pessoa!!

    Nascer em 1976 é algo restrito e especial

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    1. "Nascer em 1976 é algo restrito e especial"!?!?!?!?!?!? 1º a homenagem não foi a sua pessoa; 2º isso não tem nada de restrito, muito menos de especial.

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  46. CMF
    Talvez vc tenha esquecido mas ainda está nos devendo um post com as experiências feitas com o tal scanner que se liga à entrada OBD II.

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  47. Eu ficaria em 76. E quando chegasse em 2012 iria falar como o Stallone no Demolition Man: "Me ponham de volta na geladeira"
    Mas esperava 1 ano pra pegar um PET em vez do Apple I :)

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  48. este texto é o puro equivoco, eu tenho um vw fox 1.0 e ano passado em uma viagem a minas pela rodovia dos bandeirantes, eu lembro como se fosse hoje, eu estava a 140 km/h no velocímetro la por limeira, eis que surgiu um CORCEL 1 DE QUATRO PORTAS bem antigão de ano 1973 pela placa que dizia isso e pela grade cromada, acreditem se quiser ele colou na bunda do meu fox já com o pisca dianteiro debaixo do parachoque ligado eu tentei acelerar para ver se conseguia e sem chance eu tive de dar passagem putz eu nunca vi um corcel 1 andar daquele jeito, depois que ele me passou não pense vocês que ele ficou enrolando na minha frente não, ele foi embora podando todo mundo eu tentei acompanhar (tentei) por que concerteza ele estava a muito mais de 160 km/h, depois de muito tempo que ele sumiu na minha frente, eu tive de abastecer, e quem estava lá o corcel azul 4 portas que havia me passado e um monte de gente babando no carrinho o dono do carro era um rapaz moreno de + ou - 20 anos conversando com o frentista do posto, nessa hora o capo do corcel estava aberto eu não resisti a curiosidade e fui ver aquele corcel de perto e por incrível que pareça o motor era o motor renaut original do corcel de carburação simples, ai eu vi o nível de cuidado com a mecânica e o bom gosto que o rapaz tinha com o corcel, este esteticamente tinha apenas rodas mexiricas com pneus mais largos na medida 185/70, o resto era tudo original e confesso eu achava que carro velho não andava nada mas agora eu tenho outra visão sobre isso, inclusive ha vários vídeos de fuscas, fiats 147, entre outros fazendo o que este corcel fez comigo, mostrando que apesar de velhos são tão velozes quanto os mais novos quando estão nas mãos de gente como este rapaz dono do corcel que cuidam com muito carinho do carro.

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