6 de abril de 2012

ELETRICIDADE E MOVIMENTO

Carro elétrico Nissan Leaf

Acho que o jeito é ir aprendendo alguma coisa sobre eletricidade. Os carros e motos elétricos estão chegando e tomando o seu espaço – um espaço que ainda não sabemos qual tamanho terá. Mas que ele é crescente, é. Sendo assim, se quero me manter atualizado sobre carros, é bom ir aprendendo alguma coisa sobre essa ciência que pouco sei, já que não me atraía. Agora que faz carro andar, atrai.

Avaliar o Chevrolet Volt no AE foi marcante. Com ele rodando somente às custas da carga armazenada na bateria, sem que o motor a combustão funcionasse, deu para sentir que definitivamente o carro elétrico pode ser um meio de transporte muito gostoso, confortável, consistente, e rápido, já que o Volt acelera forte mesmo, como se lá tivesse um torcudo V-6. E faz isso num silêncio de causar inveja aos Rolls-Royce.

Abrindo um parênteses, espero que a R-R honre suas origens, já que, afinal, o engenheiro Frederick Royce, antes de fabricar carros, fabricava os melhores motores elétricos da época, motores que praticamente não soltavam faíscas – um perigo de fogo para as fábricas de têxteis. Imagino que a R-R, quando lançar o seu modelo elétrico, fará algo inovador, de arrasar.  

E voltando ao assunto, não é nada ruim rodar por aí com um moderno carro elétrico; ao contrário, eu diria que é muito bom.

Na hora da lenha o bom mesmo é um urrador V-12, mas para o dia a dia...

Vamos, portanto, a alguns números, que arredondarei para facilitar a minha própria compreensão. E caso o caro leitor já seja versado no assunto, peço que tenha paciência e perdoe minha simplicidade.

Um cv corresponde a 735,5 watts (W). Arredondo para 750 W.

Um bom secador de cabelos consome 1.500 W, portanto, energia suficiente para tocar um motor elétrico de 2 cv. Se esse secador ficar ligado por uma hora, ele consumirá 1.500 watts·hora (1,5 kW·h).
Secador de cabelo, energia para tocar um motor elétrico de 2 cv
O Nissan Leaf (foto de abertura do post), por exemplo, tem bateria cuja carga máxima atinge 24 quilowatts·hora (kW·h), o que seria suficiente para tocar esse secador de cabelos por 16 horas (24/1,5 = 16). Haja cabelo.

Digamos que esse Leaf esteja numa estrada e rode a uma velocidade constante que consuma 12 kW, o que corresponderia a 16,3 cv. Sua bateria de 24 kW·h teria carga para rodar por duas horas.

Num chute com pouca margem de erro, calculo que o Leaf ao ser empurrado por esses 16,3 cv – e valendo-se de ter menos perdas na transmissão dessa potência ao solo, já que ele não tem caixa de marchas – deve rodar a uma velocidade próxima de 70 km/h. E já que a bateria agüenta 2 horas de descarga nessa condição, ele deve rodar 140 km com essa carga de 24 kW·h. Nessa condição citada – rodou 140 km gastando 24 kW·h – ele faz, portanto, 5,8 km/kW·h.

Com gasolina a gente calcula km/l. Com eletricidade a gente calcula km/kW·h.

E aí vemos que o Leaf cumpre o que a Nissan promete. Ela promete de 75 a 170 km de autonomia, dependendo das condições de uso, e acabamos de ver que ele deve suportar rodar por duas horas a 70 km/h, o que daria um total de 140 km. dentro do prometido, portanto. Os números batem.

E assim as coisas vão se encaixando para este novato na área aqui.

Chevrolet Volt
Um Chevrolet Volt, por exemplo, tem bateria de 16 kW·h e a GM diz que com ela roda, em média, 60 km. Porém, neste caso há uma diferença. Ele é um híbrido, e ao gastar 70 % dessa carga o motor a combustão automaticamente entra em funcionamento. A GM assim o fez para dar vida mais longa à bateria, pois, ao que parece, não descarregá-la até o osso lhe faz bem. É assim com o tipo de bateria usada desde nos carros elétricos até nos computadores portáteis, a bateria de íons de lítio.
Sendo assim, dos 16 kW·h só dá para usarmos 11,2 kW·h (70% dos 16 kW·h) antes que o motor a combustão ligue, o que corresponde a ao redor de 15 cv·h, ou seja, energia para tocar um motor de 15 cv durante uma hora. 

E mais uma vez os números batem, pois um Volt deve atingir uma velocidade de 60 km/h se for empurrado por 15 cv. E já que a bateria agüenta uma hora nesse ritmo de descarga, ele rodou 60 km. Bateu. O Volt, portanto, roda ao redor de 5,3 km/kW·h – o que mostra que ele gasta um pouco mais de energia/km que o Leaf. E está certo, já que o Volt pesa mais, pois carrega o motor a combustão e o Leaf, não.

Os números, como disse, são uma aproximação, só para nos iniciar nesse novo mundo dos veículos elétricos.

Eu gostaria que os fabricantes divulgassem a potência desses motores em cv, em vez de W, para logo os compararmos aos motores a combustão, mas aí complicaria na hora de estimarmos a autonomia, já que a carga da bateria é medida em watts (quilowatts·hora)

Para os elétricos, portanto, o jeito é nos acostumarmos a “sentir” a potência em watts, como “sentimos” com cv. (embora os fabricantes dêem a potência dos motores a combustão em watts também).

1 kW = 1,36 cv

O motor do Leaf tem 80 kW (109 cv).

O elétrico do Volt tem 111 kW (151 cv).

Já vi várias bicicletas elétricas e suas potências variavam; umas com 250 W (0,25 kW) e outras com até 800 W, ou seja, mais de 1 cv, um foguete, segundo o dono.
Bicicleta de motor elétrico

Um ciclista campeão dos fortes consegue despejar 1,5 cv de potência máxima nos pedais, mas só por alguns poucos segundos. Daí se tem uma idéia do que é ter 1 cv só na moleza de virar o manete da bike.

Já testei dois scooters chinesas elétricos, fiquei uma semana com cada. Um tinha motor de 500 W e outro, de 800 W. Com ambos dava para levar garupa. Com o de 800 W subi ladeiras sozinho e no plano atingia 50 km/h. O de 500 W só ia bem no plano e atingia uns 40 km/h. Na prática rodavam 30 km com uma carga de bateria, que eram das baratas, comuns de automóvel, tipo ácido-chumbo.

Gostei delas, mas eram fracas para rodar em São Paulo. Iriam bem numa cidade pacata. Gostosinhas, porém caras para o que ofereciam.

E aí vem o sonho do muquirana (eu): rodar por aí no bem-bom e praticamente de graça.

Vamos lá. Instalar um painel solar no telhado de casa, rodar com a energia gerada por ele e, por tabela, resolver os problemas de goteira.
Bom exemplo de painéis solares integrados ao estilo do imóvel

Eu sei bem que usamos os carros durante o dia e nessa hora é que eles deveriam estar plugados na tomada para pegar a energia solar, porém, estou aqui só divagando, já que divagar no bem não faz mal. Estou dando uma de Scarlett O’Hara, no filme E o Vento Levou..., que sempre que se via diante de problemas, dizia: “Amanhã eu resolvo essa coisa!” OK? Portanto, deixe os “detalhes” pra lá e não me faça perder o fio da meada.

Um metro quadrado exposto ao sol, na linha do equador, recebe o equivalente a 1 kW de energia, ou seja, se essa energia fosse totalmente aproveitada, 1 m² de painel solar tocaria um motor de 1,36 cv (1 kW = 1,36 cv).

Isso é energia pra burro!

Para termos uma noção, 1/46 do deserto do Saara recebe energia suficiente para tocar o mundo, ou seja, toda a energia que nós, humanos, gastamos em todos os setores: 13,5 tW (terawatts).

Já na nossa latitude paulista, comparada com a equatorial, essa incidência solar cai ao redor de 20%, portanto, por aqui o sol despeja ao redor de 800 W/m², um pouco mais de 1 cv/m².

Mas acontece que os painéis solares não aproveitam toda essa energia. Os mais eficientes, tipo os que estão nos satélites em órbita, hoje aproveitam pouco mais de 30% dela, porém são caríssimos. Muita pesquisa está sendo feita, com novos materiais e métodos, e isso os está barateando rapidamente.

Os que já temos à disposição para comprarmos facilmente aqui no Brasil, e não muito caros, têm ao redor de 15% de eficiência.

Uma micro-usina da Kyocera, por exemplo – que produz na nossa região ao redor de 1.000 W – está anunciada por R$ 14.500,00. Tem 8 m² de painéis e todo o sistema de integração à energia normal da casa.

Digamos que ela receba boa insolação por 6 horas diárias. Assim ela produzirá ao redor de 6.000 W·h/dia (6 kW·h/dia).

Um Leaf, por exemplo, pelos cálculos feitos há pouco, roda ao redor de 5,8 km/kW·h. E já que o painel produz 6 kW·h/dia, o muquirana aqui conseguirá rodar ao redor de 35 km/dia com a energia caída do céu. Se eu quiser rodar mais, coloco mais placas solares e boa, e menos goteiras ainda....

Bom, mas acontece que aí vem a hora de pagar a conta do painel solar que está lá no telhado e volta e meia exige que você suba lá para lavá-lo para que ele não perca eficiência. Aquele trambolho nos custou 14.500 mangos e vamos ver se toda essa confusão compensa no bolso.

Com R$ 14.500,00 eu compraria 5.300 litros da gasolina batizada com álcool que o governo nos vende. Então, com 5.300 litros dessa gasolina batizada consigo rodar uns 48.000 km, o que corresponde a 1.370 dias rodando os 35 km diários de Leaf. Sendo assim, em mais ou menos 3 anos e 8 meses o painel se paga e depois você roda esses 35 km diários num Leaf praticamente de graça.

A tendência é esses painéis baratearem e aumentarem a eficiência.

A teoria é bem atraente. O galho é quando você tem um chuveiro elétrico de 7.500 W. Com a energia que você gasta em 10 minutos de banho você roda 7,5 km com o seu querido Leaf e isso pode levá-lo a desencanar de tomar banho e resolver feder que nem o Leonardo DiCaprio, que li que ele só toma banho duas vezes por semana pra salvar o mundo do derretimento das calotas polares para que elas não soltem icebergs e eles afundem navios que nem o Titanic, que ouvi dizer que matou o Leonardo uns anos atrás e ele não quer morrer naufragado e gelado de novo.
Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) em "Titanic", de 1997

Toda esse monte de conta para se chegar a algumas sólidas conclusões:

1) ou você toma banho ou você compra um Leaf.

2) ou você tenta salvar o mundo ou você fica procurando na net se tem Ferrari V-12 a preço de Uno Mille.

3) ou você fica quebrando a cabeça fazendo conta pra não chegar a conclusão nenhuma ou você toma banho e vai pro colo da Kate Winslet quando o Leonardo sair fedendo pra abraçar urso polar.      

AK  

73 comentários:

  1. ô Arnaldo! posso lhe pedir um grande favor?? Gostaria de ler suas impressões à respeito do novo Chevrolet Cruze! Pode ser?

    Abraços e ficamos na espera!

    Saudações

    Henrique

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    1. Chevy Cruze é mais uma enganação.
      Sucessor no nível que seria do Astra.

      Padrões Omega e Vectra A e B? Esqueça. Somos terceiro mundo, a GM percebeu isso já e o único lugar do mundo que o Sonic será compacto "premium" vai ser aqui... pra variar.

      Deixa eu voltar pro meu veoitão.

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    2. Enganação mesmo foi quando no segmento D do mercado nacional só havia o Vectra B e os concorrentes colocaram seus produtos de segmento inferior no mesmo patamar de preço, e os mui espertos consumidores brasileiros acreditaram que Marea, Corolla, Civic, etc.. eram do mesmo segmento do Vectra.

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    3. Anonimo,

      poucas coisas são mais ridículas do que Civic e Corolla serem tratados como "carros de rico". Acho que só no Brasil.

      Abraço

      Lucas CRF

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    4. Lucas CRF

      Pior é ouvir repórteres e apresentadores chamando esses carros de "carros de luxo", ou uma picape qualquer. Estimula os bocós locais, ávidos pela bobagem chamada status, a se enforcar pra comprar esses carros de pobre no primeiro mundo.

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    5. Não só Corolla e Civic, mas também Cruze, Focus, Elantra, etc... São os chamados carros "compactos" (de pobre) no mercado norte-americano.

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    6. Henrique,

      isso não é favor. É nossa obrigação. O galho é que é a GM não empresta carro pra gente com a mesma facilidade. Mas vou tentar. OK?

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  2. Peeeeeeelamordedeus AK!!!!!!!!!! Se essa é a versão simplificada eu tô virado uma verdadeira besta quadrada. Tive que ler 2 vezes pra chegar a seguinte conclusão: O dia que for explicitamente vantajoso ($$$) eu me aventuro numa coisa dessas elétricas, sem feder feito o Leo, sem me encarapitar no telhado pra lavar uma placa inerte que custa o preço de um carrinho usado divertido.
    Permaneço com meu fusquinha velho que não me dá dor de cabeça alguma e me leva onde eu quero (às vezes até mais longe, porque os freios não são lá essas coisas), me divirto pra caramba com uma 180 2T fugindo dos ecochatos nos finais de semana e de quebra tomo meu banho quentinho diariamente. As goteiras? Ah, essas eu deixo pra amanhã... Carro elétrico na minha cabeça ainda é coisa de autorama. Tô errado? Sei lá...

    Isso é um post bacana, faz a gente pensar bastante.

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    1. Tua resposta valeu quase tanto o post, muito boa!

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    2. E se bobear eu ainda arrumo um gerador ciclo Otto pra fazer o autorama funcionar. Abraço!

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    3. Tão criativo quanto o post!

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  3. 1 MW solar por R$ 14.500,00??!! Nem na China!

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  4. Acho que houve um erro de unidade. 14,5 mil reais por kW faz sentido.

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  5. Deixar de tomar banho! Não precisa exagerar!
    É só aproveitar o embalo e instalar ao lado das placas fotoelétricas as placas termossolares de um aquecedor solar!
    O rolo vai ser equilibrar o custo para a instalação de ambos e, se a casa já estiver construída, trocar o encanamento.

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    1. Canequinha06/04/12 19:43

      Eu tomo banho de canequinha. Sou verde e você?

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    2. Uber,

      coloquei chuveiro elétrico na história só para o leitor ter uma noção de energia, assim como coloquei secador de cabelo, utensílios comuns a quase todos.
      Sim, para aquecer água é mais barato, prático, etc, a esse sistema aí que nem sei o nome e que aquece a água direto.

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  6. Arnaldo,
    se tem uma coisa que não gosto é desperdício. Acho ótimas essas soluções em que todos ganham, incluindo aí o meio ambiente. Por exemplo, eu e minha mulher moramos numa casa relativamente grande, e a conta de luz não passa de 50 rex. Reflexos e benefícios da tecnologia, como lampadas eletronicas, aquecimento solar e por aí vai.

    Mas admito um tipo de desperdício: os abençoados motores a explosão. Cara, todos os dias em que pego meus carrinhos velhos, acho um verdadeiro prazer, algo que creio impossível com um insosso elétrico. Punta-taco, escutar o ronco de aspiração, brincar com o cambio... não, não precisamos de um V-12 para brincar. Não precisamos também estar num autódromo. E também a diversão não consiste em só descer a lenha. Pô, que delícia que é brincar, como já dito aqui antes, de CVT com um cambio manual, e o melhor, de trocar no tempo.

    Desculpe, Arnaldo, mas eu não entendo como o mesmo cara que escreve aquele brilhante texto sobre como os carros manuais é que são apaixonantes, escreve este sobre os elétricos. Arnaldo, tem certeza que os elétricos são para nós, autoentusiastas? Não, cara, não! Puxa, amigo, seu transito diário é tão ruim que não dá pra dar uma brincadinha sequer? É tão ruim a ponto de excluir qualquer possibilidade de diversão? Uma reles cambiadinha com punta-taco?

    Enquanto escrevia aqui, dois vizinhos subiram a rua com seus carros velhinhos: uma Cherokee V-8 com seu borbulhante ronco, e um Marea 5 cil. aspirando lindamente o ar. Carros velhos, mas prazerosos - todos os dias. Com seria um elétrico? ZZZZZZZZZZ... Curiosamente, o barulho do elétrico, também é o do sono nos quadrinhos.
    E eu acho que toda essa "benção" da elétrica deve ser vista com cuidado. Outro dia li que a energia gasta na confecção de certos aparelhos solares jamais será reposta por eles em toda sua vida útil. Para dizer a verdade, nem um terço. E outra, Arnaldo, e a energia gasta para fazer o carro elétrico, que com certeza a mídia nos obrigará a comprar? E o lixo que virará os nossos a combustão? O que fazer com todo esse "poluidor"?

    Bom, talvez eu seja um privilegiado de ter ainda um transito decente, em que os 50 km diários são feitos com prazer, com muitas trocas de marchas e escutando o escapamento cantar, botando pra fora aquilo que gostosamente foi queimado na camara. Feliz, de andar num carrinho normal, mas de 15 anos, cujo ronco me faz voltar no tempo e me lembrar os kadett GS, uma bela época de minha vida. É um Astra com este escapamento. Feliz de poder brincar com polia regulável, e ter um carro diferente conforme o humor.

    Insisto, Arnaldo, que não entendo. Cara, voce tem em casa dois queimadores de petróleo que cativam pela performance e pelo prazer na tocada, que pedem por bons pilotos e agradecem quando assim são dirigidos. Não são assim o zetec e a 145? Ponha a alfinha para berrar aspirando o ar furiosamente como se fosse engolir o painel dianteiro, e deixe esse papo de elétrico para os outros, aqueles que veem o carro com utensílio.

    Tenha pleno conhecimento que voce conhece muito, mas muito mais que eu em termos de carro e pilotagem. Mas a medida que mais vou conhecendo, mais valorizo o tradicional, o simples, o divertido. Algo sim, com o Farjoun colocou sobre o Celta, uma carrocinha divertida. Cara, os motores a combustão ainda tem um longo caminho rumo a eficiencia. A C&D americana fez um texto espetacular sobre isso cujo título era algo assim: Aspirando, comprimindo, explodindo, expelindo... AO INFINITO!
    Espero que assim seja. Não serão os elétricos mais uma moda?

    Abraço, e desculpe se fui inconveniente.

    Lucas CRF

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    1. "Aspirando, comprimindo, explodindo, expelindo... AO INFINITO!"

      ÓTIMA!!!

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    2. Adlei Brex,

      achei a revista. O título é o seguinte: SUCK, SQUEEZE, BANG!, BLOW, AD INFINITUM.

      o texto começa: despite the green hype, internal-combustion engines will keep powering vehicles for the foreseeable future.

      Um alívio, não acha?

      A revista é a C&D americana de junho de 2010.

      Abraço

      Lucas CRF

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Alívio? Alívio é ir ao banheiro. Essa foi uma das melhores coisas que li nos últimos tempos. Abraço!

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    5. Os donos de cavalos, carruagens e tropas de muares também devem ter sentido nostalgia igual quando seus instrumentos de locomoção utilizados por séculos, milênios até foram substituídos por locomotivas e carros como motores a combustão interna.

      Mas nem por isso os cavalos foram extintos. Ainda são criados a pão de ló em haras, são usados para esporte, diversão, exibição. É o mesmo destino dos MCI (motores de combustão interna). V8, V10, V12, serão colecionados, exibidos, ainda construídos até, mas somente para eventos especiais.

      No uso normal, prevalecerão eletricos, quer queiram, quer não. O tempo é que é a dúvida. Se anos, décadas, ou se depender de quem ganha dinheiro com este estado de coisas, um século ou dois...

      Ah, o petróleo nunca vai acabar, tudo que usamos no mundo atual levam derivados de petróleo ou são diretamente dependentes (fertilizantes, defensivos agrícolas, petroquímicos, plásticos)...

      Petróleo vai ser tão raro e cada vez mais útil à humanidade no futuro para obtenção de petroquímicos nobres e derivados que nossos tatatatataranetos vão ficar putos com as pessoas do século XX e começo do XXI que queimaram bilhões de barris em motorzões ineficientes

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    6. É isso aí, Anonimo. Ficará muito feliz acelerando seus autoramas. Não sinto o menor peso na consiencia por queimar petroleo em motorzões ineficientes, como voce diz. Cada geração com seus problemas.

      Lucas CRF

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    7. ops, "consciência".

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    8. Lucas,

      nem todos são autoentusiastas como nós. Por você, então, nem câmbio autom. deveria existir, e muito menos um Rolls-Royce, que é uma marasmo só.
      No trânsito, eu, prefiro um elétrico.
      Na estrada, eu, prefiro um manual.
      Na vida, eu, aprendi a não tentar impor meus gostos à outras pessoas.
      O anônimo das 2:07 exemplificou perfeitamente o que eu acho que vai rolar no futuro.

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    9. E é mesmo. Mas fui tão autoritário assim?

      Abraço

      Lucas

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    10. Lucas,

      não tem como vc ser autoritário. Ninguém aqui manda nada.
      Agora, me diz, qual é o raio do problema se um sujeito quer rodar barato, silencioso, sem manutenção quase alguma, etc?
      Qual é o problema?
      Deixa, pombas!
      Não está incomodando ninguém.
      Esse bode que aparecem aí com respeito a carro elétrico só pode ser medo de que ele enterre o a combustão. Isso, tão cedo, não acontece. Talvez nunca aconteça. Será um para cada uso. Você sempre será livre para ter o seu a combustão. Sossegue.
      Eu gosto dos dois e boa.
      Uns gostam só de loira e eu gosto de mulher.

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    11. Maravilha, tomara que o future deixe espaço para carros a combustão com cambio manual! Do jeitinho que gosto! Para ficar com a panturrilha esquerda bombada e o nariz ardendo! Assim que é bom!

      Abraço

      Lucas CRF

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  7. Tô imaginando no futuro os muleque jogando pedra em cima do telhado.
    É lasca, 15 mil reais...

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    1. Eu teria esse problema na casa onde moro de aluguel, de frente pra uma favela cujos moleques já devem ter jogado umas dezenas de quilos de pedras. Mas na MINHA casa que está quase finalizada, bem localizada e "escondida", colocarei aquecedores solares e, na medida do po$$ível, painéis fotovoltaicos, que encontrei a preço baixo no Mercado Livre. Tem só que fazer o acabamento e contratar um eletricista pra instalar.

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    2. Gorilla glass.

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    3. Vocês reclamam de pedra? Em casa foi rojão e três telhas partiram dessa para melhor. E choveu no dia seguinte. Obrigado filhos do vizinho!!! Valeu hein?

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  8. E se eu moro em apartamento?

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    1. Essa conta não fiz, mas é bem provável que não compense colocar painel fotovoltaico no telhado de casa, e seja mais barato plugar na tomada.
      O painel só entrou na história para dar uma idéia de sua capacidade atual.
      Num apto, no futuro, na certa a sua garagem terá uma tomada só sua, com a conta só sua também.
      Moleza.
      E estão pintando vidros que são como painéis fotovoltaicos, o que podem vir a fazer desses prédios de escritórios todos envidraçados uns baitas geradores de energia.
      Deixe os caras quebrarem a cabeça. Coisas novas estão vindo.

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    2. Além dos painéis fotovoltaicos tem os geradores eólicos que são mais eficientes em edifícios altos. Quanto mais alto melhor. Tem até um projeto que instala esses geradores em um balão de hélio a 300 metros de altura, que toma mais vento ainda. Mas tem eficiência de uns 60% em relação a uma boa e velha hidrelétrica.

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  9. Não querendo ser chato, cuidado AK, Kwh é energia, e W é potência :) Energia = potência vezes tempo. 1 Kwh é igual a 3.600.000 joules. Ótimo texto, por sinal!

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  10. Corrigindo... é KWh (k e w maiúsculos).

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  11. Fala baixo AK!

    Estamos no Brasil... Se isso compensar, inventam um imposto sobre os elétricos pra "salvar" os donos de fabri...empregados do setor automotivo e inventam ICMS, IR... sobre a geração do seu telhado.

    Sem falar que quando descobrirem que o painel é caro, vão roubar da sua casa no meio da noite.

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  12. Carlos Cwb06/04/12 16:57

    Existem outras fontes de energia
    Dá pra usar a eólica, também.
    Um catavento é capaz de girar um alternador e carregar baterias numa boa. Conjugar os dois sistemas, e mais a energia pública, pode ser uma solução bem razoável. E deixar baterias carregando em casa também, adaptadas com engate rápido pra trocar em um minuto pela do carro, já descarregada.
    E pra quem gosta de barulho, quem lembra de como a gente fazia com as bicicletas, quando crianças? Prendiamos uma cartela com um pregador de roupa no garfo da magrela pra fazer barulho "de moto" quando os raios da roda batiam nela...

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    1. Carlos,

      na roça tem mini-hidrelétrica também, que gera muita coisa com pouca queda dágua e volume.
      Cada caso é um caso.

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    2. A encrenca é que vai vir uns reloginhos inteligentes que marcam o consumo por hora. E o consumo na hora que você chega em casa depois do trampo e até a hora de dormir vai quintuplicar. Tomara que seja permitido vender a energia excedente caso o proprietário resolva instalar um sistema desses, mas aqui no Brasil o consumidor final só leva lambada no lombo. Por isso é que todo mundo vai para Miami e NY comprar lá...

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  13. Oba uma oportunidade de dizer, sou, orgulhosamente, politicamente incorreto!
    Prefiro uma Ferrari V12!
    Por mim este negócio de Segurança e meio ambiente já passou da conta, é tanta coisa, tipo não pode isto, não pode aquilo que cheguei a conclusão que até podemos estar ajudando o planeta a sobreviver mais alguns milhões de anos (pra que mesmo?).
    Como tudo tem dois lados, esta ajudinha ao planeta esta criando uma geração de idiotas, eles estão sobrevivendo e se reproduzindo e gerando mais idiotas, se a teoria da evolução esta correta estes idiotas deveriam morrer e seus genes não serem perpetuados.
    Alguém duvida que hoje tenhamos mais idiotas que a 30 ou 40 anos? Um exemplo que os mais velhos aqui de Niterói ou Rio vão entender: Na barca Rio-Niteroi quando comecei a trabalhar lá pelo inicio da de cada de 70 eu atravessava a barca sentado na PROA todo santo dia e nunca vi ninguém cair e se caiu ficou por isto mesmo, pois tinha um aviso que dizia "evite ficar na proa da embarcação, pois é sabidamente o lugar mais perigoso", pronto, precisava mais, claro que não éramos idiotas e sabíamos que estávamos correndo risco, por isto se caia alguém na água era só dizer, o aviso estava lá ele ficou porque quis.
    Hoje já pensou na confusão que daria? Todos teriam culpa menos o idiota que não conseguiu se segurar por lá ou não tinha capacidade para tal e ignorou o aviso.
    O mesmo valia para uma pessoa que fosse atropelada em uma via expressa; atravessando correndo na frente dos carros, tentativa de suicídio, pronto.
    Mundo mais simples e sobreviviam os mais hábeis, lei de Darwin.
    Chega de fugir do assunto.
    A propósito, tem certeza que carros movidos a energia elétrica são mesmo benéficos ao meio ambiente? Pesquisem mais e verão que não é bem assim, o carro é, mas o processo inteiro que culmina na sua produção, uso e descarte, nem tanto.
    Um abraço boa páscoa a todos.
    Acosta
    O politicamente incorreto.
    Na garagem orgulhosamente um V6, Um L6, moto L4, moto L1, L4 diesel e em restauração o "Green peace worst nightmare" a Kawasaki S2 350 uma das poucas que vieram em 1972 importadas pelo Latorre, vai voltar a vida e espalhar blue smoke por ai hehe

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    1. Darwinismo as avessas, sobrevivência dos mais idiotas.

      E viva o Parfum Deux-Temps!!!

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  14. Não sei não mas quando essa de carro eétrico pegar mesmo, o governo bem que dar dar um jeito e abocanhar algum e cobrar imposto sobre a energia solar...
    Wallysson

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    1. Wallyson,

      a Martaxa bem que tentou, quando prefeita de SP, mas o Alckmin barrou. Ele disse que a luz do Sol era do Estado e não da prefeitura. No fim, não rolou , mas que sabe um dia?
      Fique ligado: se o Carlinhos Cachoeira montar uma fábrica de painéis solares, pode crer que não vem taxa.

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  15. Pra mim o carro mais ecológico que já fizeram até hoje é o Toyota Bandeirante. É 100% facilmente reciclável, sem nada tóxico ou perigos (é basicamente só aço). Além disso tem muitos por aí com quase 50 anos de uso e funcionando muito bem. O motor é poluente? Poderia-se trocar por um mais moderno e pronto.

    Agora, o que me diz de um carro elétrico em que a bateria é extremamente tóxica, cara de ser fabrica, dificílima de ser reciclada e que dura de 3 a 5 anos?

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    1. Concordo quanto ao trator Bandeirante, mas bateria de carro elétrico (ou híbrido) dura de 3 a 5 anos? Isso é o que duram as baterias de chumbo-ácido dos carros convencionais, não as utilizadas nos elétricos e híbridos. Nos EUA tem Prius com mais de 10 anos e 300 mil milhas rodadas e a bateria está ok, é feita para durar toda a vida útil do carro.

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  16. Grande AK,

    carro elétrico ainda é inviável financeiramente, como podemos comprovar pelo seu texto. Vamos sorrir e viver do jeito que nos faz bem hoje, que nos dá prazer. O Brasil já está ficando totalmente vigiado, com radares em excesso, câmeras até na padaria, muitas lombadas nas ruas e até em rodovias. Sem falar do preço absurdo de muitas coisas do dia-a-dia.

    Fiquei muito feliz ontem, ao chegar no interior, dar de cara com o lindo Escort Zetec na garagem, dar ignição e escutar ele redondinho, me esperando como o fiel pangaré da fazenda também o faz. E como anda o pangaré!!! Depois de andar o mês inteiro em carro bem mais novo e automático, divertir-me com o Escortinho é tudo de bom!

    Depois, quando voltar à capital, vai ter na garagem uma XLX250 86 me esperando pra beber gasolina boa e beliscar 10 mil rpm toda hora, com aquele ronco que só ela tem. E ela tá sozinha, coitada, tá querendo a companhia de uma DT200 das bem boas, preparadas até o talo.

    Aí eu fico imaginando daqui 30 anos, quando eu tiver um filho mais ou menos com a minha idade hoje, que vai virar e me falar: Papai, esse final de semana vou à praia com aquela loirinha de seios rosados que te falei. Vou naquele elétrico novinho que tá ali na garagem, aquele que nós pagamos um aluguel ao governo, que daria até pra comprar uma casa nova por ano. Ah, papai, sabe onde ficam os postos de recarga daqui até o litoral? Vou parar 9 vezes e ter uma média horária de 80km.

    E eu me divirto hoje, esperando passar ao meu filho histórias potentes de um mundo que tinha gasolina à vontade, motores do ciclo Otto de verdade, sem muitas frescuras de coisas variáveis, mas que queimavam muita, mas muita, gasolina e nos presenteavam com aquele belo sorriso da garota ao final do passeio. Aqueles motores que, não só pela sensação proporcionada pela aceleração, mas também pela sinfonia que executam, fazem a mocinha se agarrar à nossa cintura com força e deixar-se levar num belo ballet sobre a motocicleta. Sabe, isso me lembra os V8 318, que arrancam suspiros por aí... Me lembra também a belíssima 350SL 1974 que tive o prazer de andar no domingo passado - capota arriada, V8 de injeção mecânica na frente, 4 marchas num câmbio com um clác-clác maravilhoso.

    Não é te crucificando, talvez daqui um tempo seja nossa única alternativa de locomoção particular, mas vai se render aos elétricos tão logo assim?

    Forte abraço!

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  17. Grande AK,

    carro elétrico ainda é inviável financeiramente, como podemos comprovar pelo seu texto. Vamos sorrir e viver do jeito que nos faz bem hoje, que nos dá prazer. O Brasil já está ficando totalmente vigiado, com radares em excesso, câmeras até na padaria, muitas lombadas nas ruas e até em rodovias. Sem falar do preço absurdo de muitas coisas do dia-a-dia.

    Fiquei muito feliz ontem, ao chegar no interior, dar de cara com o lindo Escort Zetec na garagem, dar ignição e escutar ele redondinho, me esperando como o fiel pangaré da fazenda também o faz. E como anda o pangaré!!! Depois de andar o mês inteiro em carro bem mais novo e automático, divertir-me com o Escortinho é tudo de bom!

    Depois, quando voltar à capital, vai ter na garagem uma XLX250 86 me esperando pra beber gasolina boa e beliscar 10 mil rpm toda hora, com aquele ronco que só ela tem. E ela tá sozinha, coitada, tá querendo a companhia de uma DT200 das bem boas, preparadas até o talo.

    Aí eu fico imaginando daqui 30 anos, quando eu tiver um filho mais ou menos com a minha idade hoje, que vai virar e me falar: Papai, esse final de semana vou à praia com aquela loirinha de seios rosados que te falei. Vou naquele elétrico novinho que tá ali na garagem, aquele que nós pagamos um aluguel ao governo, que daria até pra comprar uma casa nova por ano. Ah, papai, sabe onde ficam os postos de recarga daqui até o litoral? Vou parar 9 vezes e ter uma média horária de 80km.

    E eu me divirto hoje, esperando passar ao meu filho histórias potentes de um mundo que tinha gasolina à vontade, motores do ciclo Otto de verdade, sem muitas frescuras de coisas variáveis, mas que queimavam muita, mas muita, gasolina e nos presenteavam com aquele belo sorriso da garota ao final do passeio. Aqueles motores que, não só pela sensação proporcionada pela aceleração, mas também pela sinfonia que executam, fazem a mocinha se agarrar à nossa cintura com força e deixar-se levar num belo ballet sobre a motocicleta. Sabe, isso me lembra os V8 318, que arrancam suspiros por aí... Me lembra também a belíssima 350SL 1974 que tive o prazer de andar no domingo passado - capota arriada, V8 de injeção mecânica na frente, 4 marchas num câmbio com um clác-clác maravilhoso.

    Não é te crucificando, talvez daqui um tempo seja nossa única alternativa de locomoção particular, mas vai se render aos elétricos tão logo assim?

    Forte abraço!

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    1. Zanetti, meu texto não diz em momento algum que carro elétrico é inviável.
      Você entendeu o que desejava entender.
      1- Não fiz as contas do quanto custaria carregar o Leaf na tomada e pagar a Eletropaulo. Na certa, apesar de nossa EE ser caríssima, o dobro da dos EUA e 70% mais cara que a da França, carregar um Leaf na tomada e rodar sai muito mais barato que rodar com gasolina.
      2- Três anos e 8 meses para o painel se pagar não é muito.

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  18. É ISSO AÍ AK!!! PAU NESSES IMBECIS FRUSTRADOS QUE QUEREM QUE TODO MUNDO FIQUE "VERDE" IGUAL A UM MARCIANO!!!

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    1. Este é o velho Plutônio! Pessoal! De ecochato, político e vassalo público que não trabalha estou "por aqui!" Não troco meu motor a explosão por um elétrico, exceto na minha furadeira...Adoro acelerar um bom automóvel e não um "Lap top" com pneus. E entre as tres alternativas propostas pelo Arnaldo, sem dúvida fico com o colo da Kate, gordinha ou magrinha, seja como estiver agora...

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  19. Eu fico com a opção 3!!!

    Sem dúvida nenhuma!!!!

    Eu sou mais eu! Aquele fedorento que se afogue no mar por que eu pego a Kate Com e/ou sem banho, porque na hora do rala e rola a gente fica todo suado mesmo!

    E tem mais!

    Nada de ficar desenhando! Eu tiro foto dela pelada mesmo com minha máquina pururuca e coloco na Net para todo mundo ficar sabendo!
    Tallwang

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  20. É complicado dizer isso, por que sempre tem alguém falando que tudo que aquele país faz é perfeito e que deveríamos seguir todos seus exemplos, mas o líder em geração de energia solar, atualmente, é a Alemanha, com projetos para a velha Inglaterra e a mãe Russia, donde só posso concluir que não precisa de sol para gerar energia fotovoltaica!
    Uma tecnologia interessante, já em uso em nano-robôs é a de recarga de baterias pela captação de campo magnético. Imagine, com o número cada vez maior de radares nas grandes cidades, pode-se captar a energia emitida por eles e chegar a uma autonomia infinita!
    Projetos eólicos, de biomassa ou de termorrefletores também são muito legais, mas carecem de uma unidade de armazenamento (de energia elétrica, no caso dos eólicos, de material orgânico E energia elétrica no caso da biomassa e, pelo menos um tanque com isolamento térmico para guardar o óleo a 400ºC para os termorrefletores). Nesse final de semana vi todas essas formas "sustentáveis" de gerar energia. Tudo isso é lindo, mas note uma coisa interessante: EUA e Europa, por questões de estratégia e ideologia são os lugares do mundo que mais tem investido em gerações de energia que, embora caras, sejam sustentáveis. Já a China aposta no carvão, que é poluidor, mas barato. Quem está vivendo de crise em crise e quem cresce pelo menos 10% ao ano?
    O Brasil nisso tudo? Bom, o Brasil sofre, como o Bob Sharp diz, de uma maldição energética. Somos pioneiros em diversas tecnologias que visam tornar o álcool combustível tão viável quanto a gasolina. Conseguimos? Em termos: os nossos políticos, e não os cientistas, inventaram um modo de deixar a gasolina tão inviável quanto o álcool. Em contrapartida, desativamos as ferrovias, que tirariam dúzias de caminhões das estradas e toneladas de poluentes do ar, por simples capricho. E estamos num país em que mesmo locomotivas à lenha seriam ecologicamente corretas: bastaria importar algumas da (sempre ela) China, onde ainda são produzidas, estabelecer uma logística, cobrar um preço justo e pau (literalmente) na máquina!
    Quanto à Rolls, acredito que a BMW fará seus híbridos assim como a própria inglesa agia com relação aos freios: Usa-se uma tecnologia antiquada, porem confiável enquanto os "plebeus" testam as tecnologias novas; As que provarem realmente ter vantagens com relação às antigas são aprimoradas ao padrão da fábrica e só então lançadas. Com isso digo: Se a RR lançar um híbrido, não será algo inovador, mas certamente será muito melhor que qualquer outra coisa.
    Quanto às contas com células fotovoltaicas, há um pormenor: No espaço próximo, onde elas podem ser usadas, essas células tem vida útil teoricamente infinita, mas na prática, a média é de sete anos. Por mais tranquilo que seja seu bairro, ele ainda é mais barra-pesada (ainda se usa esse termo?) que o exterior do planeta. Contando que as células sejam limpas regularmente (o que não acontecerá, se você gostasse de subir em seu telhado ele não estaria com goteiras...), poderíamos estimar uma vida útil de uns 5 anos para as células, que poluem e logicamente pagarão uma carga tributária se seu uso for disseminado. Sairá mais ou menos na mesma, do ponto de vista econômico, andar de elétrico ou de carro à gasolina, no fim das contas. Você ainda terá a vantagem de poder usar o sistema o ano todo, ao contrário dos irmãos do Norte, para os quais as placas ficam guardadas embaixo da neve pelo menos por três meses ao ano. E não dá para pensar em dispensar a CPFL de sua vida: Vai que justo no dia que você tem que levar a sogra ao aeroporto o sol resolve não aparecer?
    De tudo, legal o advento da propulsão elétrica, mas ela não é panaceia, apenas um bom modo de termos ataques verborrágicos com novos assuntos. E a geração da própria eletricidade é assunto mais para o campo, onde a rede elétrica não chega, ou para fábricas ecochatas que solução para nossas casas. Ao menos por enquanto.

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    1. se o sol não aparecer é só da a vassoura e ela vai de vassoura, bruxa do CARA#$%¨¨&&, bricandeira pessoal, veja pelo tamanho dos depoimentos que esse tema é meio passional. Já quanto ao banho você pode colocar umas placas de aquecedor solar ao lado das placas de energia e daí o seu problema com banho será minimizado.

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    2. A China usa carvão natural porque é dona de uma das maiores reservas mundiais.

      A Europa cresce pouco porque tem economia madura, é a mesma coisa que comparar quem tem 100 moedas e recebe renda de 1%, ganha uma moeda. Quem tem uma moeda e ganha outra, tem renda de 100%.

      a Europa até poderia voltar a usar carvão, relaxar a legislação ambiental, usar um diesel mais podre que o Brasileiro (lá usam com 10 ppm, aqui no Brasil foi uma luta para sair do 500 ppm para 50 ppm, e ainda usam até o de 1000 ppm por aí...)

      A Europa poderia voltar a crescer a indíces chineses, como era no século XIX, é só abandonar conquistas democráticas, trabalhistas, sociais, urbanísticas e ambientais desses últimos 200 anos, ou seja, jogar fora todos os progressos que a tornaram centro do mundo e ainda a fazer ser uma referência mundial para muita coisa.

      A China cresce mais também por ter bilhoes de pessoas (705 em pessímas condições de vida) e o segundo mais vasto território mundial, apesar de metade dele ser desertos...

      Pelo menos até na China se investe mais em Pesquisa e desenvolvimento que no Brasil, e não duvido que em futuro próximo até essas vastos desertos chineses renderem mais dinheiro para a China do que o sertão nordestino rende para o Brasil.

      Sem falar que nestes desertos chineses tem as chamadas terras raras, minerais essenciais para produção de equipamentos eletrõnicos atuais.

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  21. carro eletrico nao sera muito caro a manuntençao e sera que ja estamos preparados para adequar a esse novo tipo de produto

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  22. Não vejo futuro para o carro elétrico no Brasil. O seu apelo é unicamente ambiental: não queimar, ou minimizar no caso dos híbridos, derivados de petróleo. Mas aqui o etanol já cumpre essa função.

    Tá, sei que o pessoal daqui tem lá sua bronca com esse combustível, mas sem entrar no mérito de questões políticas, o etanol cumpre sim o papel de combustível ambientalmente mais correto.

    Além disso, não basta avaliar apenas o impacto ambiental causado pelo rodar do carro. A análise deve considerar todo o ciclo de vida (inclusive fabricação) do automóvel. Nessa caso, as baterias tornam-se as vilãs da história, seja na fabricação (exploração de matéria prima escassa), seja no descarte (ainda um grande problema sem solução).

    E já que a conversa entrou na energia solar fotovoltaica, do que entendo lá alguma coisa, digo: é muito bonito, mas ainda (por enquanto) é caro. Por hora, usar a energia solar pra aquecimento de água é muito mais jogo. É muito mais barato e evita de ligar um chuveirão elétrico de 7,5 kW, e no pior no horário, o da ponta.

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    1. Etanol cumpre essa função???? Com esses motores 'frequis' que gastam mais que carros carburados dos anos 80? Com essas duas pegadinhas do etanol que ferrou todos os consumidores?
      A primeira, de 1989, quando faltou etanol pois todos os usineiros passaram a vender açúcar e deixaram o mercado à mingua. Como ainda não havia flex e a maior parte da produção e frota eram feitos para rodar com alcool, milhões de motoristas ficaram sem combustível.

      e agora, no fim dessa década, de novo os usineiros sumiram com o etanol e transformaram toda a cana em açúcar para exportação, deixaram o mercado à mingua. Pelo menos já tem motor flex e é possível se virar com gasolina, mas a gasolina também subiu de preço, pois 20% dela é de etanol, sem falar que os motores ficaram ainda mais ineficientes e gastam mais etanol e gasolina...

      Etanol só seria uma solução se neste país o governo parasse de sustentar corruptos e indicados por cargo de confiança e os empresários pararam de ficar sugando o consumidor cobrando preços absurdos por produtos obsoletos, e investissem em pesquisa e tecnologia para inventar a solução definitiva:

      A CÉLULA DE COMBUSTÍVEL MOVIDA A ETANOL, COM PREÇO E TAMANHO VIÁVEIS.

      O BRASIL PODERIA SUPERAR ESSE CICLO DE 500 ANOS DE FORNECEDOR DE MATÉRIAS PRIMAS E DESENVOLVER UM PRODUTO ETANOL DE CANA OU DE MATERIA VEGETAL (O FAMOSO ETANOL DE CELULOSE, FEITO INCLUSIVE DE LIXO DOMÉSTICO, PODA DE ÁRVORES ETC), MOTORES ELÉTRICOS E A CÉLULA DE ETANOL PARA SUPRIR A ENERGIA.

      SERIA UM SALTO PARA FRENTE EXCELENTE. FINALMENTE DOMINARÍAMOS UM CICLO DE PRODUÇÃO COMPLETO E INDEPENDENTE DE QUALQUER OUTRO PAÍS, E PODERÍAMOS EXPORTAR MERCADORIAS E CONHECIMENTO QUE LEVARIAM ESTE PAÍS À PROSPERIDADE.

      MAS ESTAMOS FELIZES EXPORTANDO TERRA (MINÉRIO DE FERRO) SEMENTES (SOJA) MULATAS, TRAVECOS ETC.

      PS: concordo plenamente com você quando ao aquecimento solar para água. Reduziria muito a necessidade de resistências de 5000, 6500, 7500 Watts para chuveiros elétricos, e deixaria uma energia sobrando para outras coisas.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Por isso fiz questão de dizer "sem entrar no mérito de questões políticas", assunto que rende muito. Na questão ambiental, o CO2 emitido na queima do etanol é absorvido na plantação de cana, resumidamente falando.
      Se for entrar na questão política, o carro elétrico também tem muitos problemas. E de nada adanta rodar num elétrico se a energia que o abastece vem de termelétricas a carvão, como é o caso de muitos países que estão investindo nessa tecnologia.

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    4. Mas a pior poluição não é CO2,mas sim monóxido de carbono, e este gás da queima incompleta por motores ineficientes nenhuma planta, inclusive canavial, absorve.

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    5. Chuveiro elétrico de 7,5 kW entrou na história só para dar uma noção ao leitor. Aquecedor com placas é muito mais viável, sem dúvida.

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    6. Arnaldo, lembre que os eco-chatos querem cobrar pela água, e se os painéis solares e geradores eólicos entrarem em ação, o governo quererá dar uma mordidinha alegando que tem que gerenciar o uso e o modo do governo gerenciar o uso é garfando no bolso do consumidor otário que vota nessa canalhada...

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  23. Aléssio Marinho07/04/12 01:18

    Poxa AK!

    Já sabia que essa história de carro elétrico era furada desde 2008.
    Haviam aberto uma loja que vende essas motinhas e bicicletas chinesas elétricas. Fiquei curioso e fui conhecê-las.
    Perguntei sobre o funcionamento, características técnicas, etc.
    O vendedor começou a falar na economia e autonomia, e eu só fiquei ouvindo...
    Perguntei a ele: -Quanto tempo dura a bateria?
    Ele engasgou e disse que durava muito.
    -Pega o manual dela, por favor. Contrariado, o vendedor foi buscar um exemplar.
    Aí veio a pegadinha: as 2 baterias tinham que ser substituídas a cada 10 mil km.
    -Quanto custa a bateria?
    -Quinhentos reais.
    -Putz! Caro, heim?
    Fiz a conta basica de custo por km rodado. Só com o preço das baterias dava pra rodar 12 mil km com gasolina numa moto 125 cc, fora o que se gasta com energia.
    Quanto fiz essa conta e mostrei ao vendedor, o gerente veio e me convidou a se retirar da loja...

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    1. Aléssio,

      não escrevi em momento algum que o carro elétrico é inviável.
      Vc entendeu o que desejava entender.
      Acho o carro elétrico muito viável, sim.

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  24. Aléssio Marinho07/04/12 01:25

    Como aqui no norte não precisa de chuveiro elétrico, posso ficar tranquilo e dormir com o ar ligado a noite toda, todo o ano, que não estarei aumentando o buraco do ozônio.
    Assim poderei um dia ter um carro elétrico sem gastar muito com desodorante...

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    1. Hahahahah o cara te expulsou da loja?

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  25. ideal é ter os 2 em casa.

    Os nossos tão queridos queimadores de petróleo, barulhentos, fedidos (eta cheirinho bom !) e divertidos. Os dinossauros já morreram a milhões de anos, lhes garanto que eles não se importam de terem os seus restos sendo queimados diariamente em nossas máquinas assassinas do meio ambiente.

    De boas, petróleo polui ? Eletrecidade polui ? FODA-SE.

    Quem não gostar de carro vai partir definitivamente pros elétricos, já quem gostar, vai ter os 2 em casa. As vantagens dos elétricos são inegáveis:

    Se imagine saindo de casa, sabendo que vai ficar meia hora parado no transito. É só sair de elétrico.. já que é chato ficar parado... vai com o carrinho chato também.

    Se imagine saindo naquela terça feira de madrugada... HEHEHEHHE com certeza o elétrico vai ficar carregando, e os dinossauros serão invocados do tanque de combustível, até a câmara de explosão, e depois serão sumariamente enviados de volta para os céus, para que descansem em paz !

    flw.

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  26. Em um futuro próximo, pilotar com entusiasmo só em simuladores. Completos e fantásticos, mas só simuladores. Nas ruas veremos provavelmente elétricos, sem identidades, sem graça, sem proporcionar prazeres. Mas em troca disso, teremos menos doenças e mais saúde.
    Imagino a coisa como um formigueiro. E creio não haver saída.

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    1. Resumindo, a vida será cada vez mais chata e vazia e ninguém vai entender o porque do aumento de suicídios...

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Um abraço!
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