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26 de abril de 2012

QUEM TEM MEDO DE ROTAÇÃO?


Como parece que motor 1-litro, rotação, potência, torque estão na ordem do dia, vamos falar um pouco sobre isso.

Cinco anos e pouco atrás utilizei uma motocicleta Honda CBX Twister 250 a título de avaliação tanto do modelo quanto de como andar de moto em si nos dias atuais, o que rendeu uma coluna no Best Cars Web Site. Andando calma e normalmente por São Paulo, cada vez que olhava para conta-giros o motor nunca estava abaixo de 8.000 rpm, para ir a 10 mil era só dar um pouco de acelerador. Por isso acho estranho – ou seria achar graça? – quando alguém vem e diz que motor de 1 litro "tem que andar alta rotação", como se isso fosse algum demérito. Tenho até um grande amigo que não gosta de fazer o motor girar mais que 2.000 rpm.

Honda Twister, uma bela motocicleta 250 cujo motor girava alto e suave, muito agradével

Existe um medo, cuja origem não atino, de rotação. Pode ser mero atavismo, do mesmo tipo de "carro bom tem de subir a serra em prise" –. essa última palavra, para quem não sabe, significa "tomada" em francês, simplificação de prise directe, tomada direta, ou seja, a última marcha dos câmbios sem última marcha de relação abaixo de zero, que nessa caso é multiplicação em vez de redução. Nesse tipo de câmbio a última marcha não depende de um par de engrenagens atuando, entra movimento do motor por um lado e sai pelo outro, direto para o cardã.

Fato é que existe um temor de fazer o motor girar, e quando se dirige um carro com motor de baixa cilindrada, especialmente sendo de aspiraçào atmosférica, se não operar o motor na faixa dele, não vai andar mesmo. Sempre que falo sobre isso vejo comentários de alguém andar num carro 1-litro e que o motorista não passava de 4.000 rpm "para não forçar o motor". Aí vai achar o motor fraco mesmo, que ele "não tem torque".

Noto frequentemente nas saídas de sinal como muitos motoristas passam para segunda mal o carro se move, coisa de meia volta da roda (não é exagero meu), mas isso geralmente em carros mais velhos, modo de dirigir que chamo de "primeira de pobre" (nada discriminatório contra os menos favorecidos, não me intepretem mal) e que não tem nenhuma justificativa do ponto de vista técnico.

O que acho mais incrível nessa questão de rotação é prestar-se mais atenção à rotação, mesmo em carros que não tenham o instrumento de medi-la, no caso pelo rumor do motor, do que à desenvoltura do veículo propriamente dito. Como no caso da Honda Twister, se o motociclista dirigi-la pelo conta-giros e tantar usar pouca rotação, certamente reclamará que o modelo da Honda não anda. É por isso que, como eu disse acima, consultava a rotação da Twister e ela se encontrava sempre elevada.

Há uma outra questão relacionada aos motores de baixa cilindrada que também me é inexplicável, que é a preguiça de passar marchas. Repetindo minhas palavras, brasileiro quer ter muitas marchas mas detesta usá-las. Numa viagem quer engatar a última e nela ficar até o destino. É-lhe inconcebível, por exemplo, num carro de câmbio 4+E, reduzir de quinta para terceira antes de efetuar um ultrassagem estando a 80~90 km/h. Para esses motoristas "reduzir" é o mesmo que, e apenas, passar para a marcha imediatamente inferior.

Tudo isso, toda essa síndrome de carro 1-litro não andar, que se arrasta, que atrapalha o fluxo numa rodovia, uma grande bobagem, só tem uma maneira de reverter, por meio de uma coisa simples chamada instrução. Seja pela leitura de publicações que expliquem as características dos motores pequenos (o que não é tào farto), seja por, de alguma maneira, de explicações das fábricas através da sua rede de concessionárias – utopia, mas não impossível.

Ajudaria quebrar esse círculo vicioso se houvesse no mercado brasileiro carro de 1-litro com câmbio automático, em que ocorre redução automática ao acelerar rápiido e/ou ao fim de curso, o que elimina a sensação de lentidão.

No Japão há modelos de 1 litro – quem disse que é como jabuticaba, só tem no Brasil? – como o Suzuli Alto de 999 cm³, 68 cv a 6.000 rpm e 9,2 m·kgf a 3.400 rpm, aspiração atmosférica, três cilindros, duplo comando e quatro válvulas por cilindro, taxa de compressão 11:1 e gasolina super de 95 octanas RON (como a nossa comum) e...câmbio automático de quatro marchas! Pesa 880 kg, acelera de 0 a 100 km/h em 17 segundos e atinge 150 km/h. Isso num carro de 2.360 mm entre eixos (Uno Mille) e 3.500 mm de comprimento (March, 3.780 mm). Se é possível no Japão, terceiro maior mercado do mundo (4,4 milhões em 2011), pode também no Brasil, o quinto maior, 3,6 milhões, apenas 100.000 unidades menos que a Índia quarta colocada.


Suzuki Alto

Para quem se atrapalha com câmbio e tem medo de usar rotação, o câmbio automático num carro de motor 1-litro resolve. É só acelerar que o motor entrega a potência necessária para eliminar qualquer traço de lerdeza. Quanto mais hoje com o controle eletrônico das trocas, em vez dos antigos e problemáticos controles só hidráulicos.

E não há nenhuma razão para se ter medo de fazer girar um motor 1-litro. Esse motores têm curso dos pistões bem curtos, caso do Celta VHC-E, 62,9 mm, em que mesmo na rotação de potência máxima, 6.400 rpm, os pistões estão "passeando" a 13,4 metros por segundo de velocidade média – hoje qualquer conjunto de pistões e anéis suporta 20 m/s com um pé nas costas. E o comando de válvulas no bloco, com suas varetas e balancins para movimentar as válvulas, sistema que é sensível às altas rotações do motor, é história. Com comando de válvulas no cabeçote como no Celta e em todos os motores hoje, pode-se fazê-lo girar à vontade.

Não é preciso ter medo de rotação.

BS



280 comentários:

  1. Bob,

    tive um Peugeot 307 1,6 durante quatro anos. era um carro que adorava ser "acordado" entre 2,8 e 4,5 mil RPM, e comecei a usar o motor durante mais tempo nessa faixa de rotação.

    surpresa: além da maior disposição, o consumo de combustível ficou levemente melhor, a ponto de obter 12,5 km/l de média. embora o 307 pudesse ter um câmbio tipo 4+E (a quinta era bem curta), depois que descobri o melhor regime do motor eu nunca tive do que reclamar...

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    1. Eduardo, com meu Focus 1,6 16v é exatamente o mesmo. Quem não sabe usar o câmbio acha ele muito lento, mas na verdade não é. É claro que anda bem menos que o 2,0, mas eu garanto que um cara que sabe utilizar o câmbio e explorar as rotações do motor anda melhor com um 1,6 do que um motorista médio num 2,0 sem passar de 3.000 RPM, que é como a maioria dos motoristas dirige.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Eduardo Palandi

      Importantíssimo o teu depoimento à cerca do consumo.

      Atenção Thales Sobral, viu como eu tinha razão qnd disse q se levarmos o motor até a rotação de torque máximo, temos um carro + econômico?

      By the way, a rotação de torque máximo do Pug 307 1.6 é às 4000 RPM.

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    4. Não mesmo Pisca, isso varia de carro pra carro. Já tive Celta (torque máximo lá em cima), e ele ficou muito mais econômico quando eu passei a dirigir com giro mais baixo.

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    5. Thales Sobral

      Hummm...interessante!

      Keria ter dado o exemplo de um carro q tive nakele tópico sobre Torke x Potência e acabei eskecendo, bem..lá vai.

      Tive um Palio 1.4 8V Fire e passava marchas na cidade a 2000 RPM, foi qnd passei a trocar a 2,250rpm - rotação de torke máximo - e por incrível q pareça, melhorou o consumo na gasolina, passando de 13,4 Km/l p/ 13,6 Km/l.

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    6. Thales
      Se for o VHCE (9,7mkgf @ 5200rpm) é como o Bob e um outro leitor disse lá no outro post: O motor já é cheio em baixos giros (95% do torque máximo já aos 2800rpm) e o pico é apenas um "morrinho" lá nas 5200rpm.

      Realmente não há necessidade de levar o giro lá pra cima nesse seu caso.

      E mais uma vêz digo que é preciso termos acesso às curvas de torque e potência dos motores.

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    7. Pisca
      Lembrei que vc tinha dado uma "mexidinha" no motor de seu 1.4... Quero fazer mais ou menos o mesmo no meu 1.4. Se eu conseguir o mesmo ganho porcentual que vc teve no seu consigo bater na casinha dos 120 cavalos o que seria mais que o suficiente. Qualquer coisa me manda no email.

      PS. Falei que eu ia te encher o saco? agora guenta...

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    8. Pisca e FVG, a questão é justamente essa, o que importa não é só o ponto do torque máximo, mas como a força é distribuída em toda a faixa de RPM.
      Ter bastante força em giro baixo é interessante porque você consegue acelerar o carro sem ter de subir muito o giro, diminuindo as perdas por atrito do motor (que aumentam à medida que o giro sobe), e diminuir as perdas de carga impostas pela borboleta mais fechada.

      No seu 1.4, o lance é que trocando as marchas em rotação muito baixa acaba "estrangulando" o motor, talvez a injeção estivesse tendo que compensar enriquecendo mais a mistura. Eu tinha comentado isso em outro lugar, que o "método carga" (sugerido no BCWS) é um bom método para economizar combustível, mas não é o mais eficiente. Você deve ter encontrado um método melhor no seu carro.

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    9. O Pisca, se Goias é o melhor Estado porque o filho do cantor foi pra SP?

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    10. FVG

      Na verdade eu fiz apenas uma otimização no motor do meu Palio e não uma preparação propriamente dita.

      Foi o suficiente p/ ganhar 15CV extras, passando de 81 p/ 96CV, oq p/ mim foi o suficiente e dentro de um orçamento aceitável.

      Remapeamento de Chip, Velas 1 ponto + frias, Retirada do catalisador, Troca do silencioso final pelo do motor 1.8, Polia regulável p/ comando, Gap das velas aumentado, Cold Air Intake + Filtro esportivo, Troca de posição entre a bateria e o CAI + Filtro esportivo, Alteração no cruzamento das válvulas de admissão e escape.

      O peso dele era de 980Kg e c/ relação peso/potencia = 10,2

      Suficiente p/ espancar carros 1.6 8V modernos - Polo p/ ex - e motores 1.8 antigos.

      Era divertido...rss

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    11. AnônimoApr 26, 2012 11:29 AM

      Já ouviu um ditado q diz assim:

      O cara sai da roça, mas a roça num sai do cara?

      Então...uma coisa q vc tem q entender, é q por mais famoso, rico e etc q o Leonardo seja, ele continua sendo um roceiro de pai e mãe.

      P/ começo de conversa o filho dele passou esse tempo td internado no hospital errado aki em Gyn, pois o melhor hospital p/ tratamento se chama Instituto Goiano de Neurologia.

      Ele poderia mto bem fzr td o tratamento neste hospital, mas voltando ao fato de ele ser da roça, levar p/ SP é "chique" , ou vc discorda q o Sírio é muito mais grife doq qualquer outra coisa?

      Goianos que tem sobrenome e curso superior se tratam aki, roceiros e novos ricos é q vão p/ SP.

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    12. Nesse motor é bastante evidente a diferença de torque com o aumento da rotação. No Xsara com caixa francesa (não uruguaia), com o mesmo motor, era mais ainda.

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    13. Pisca

      Exatamente isso, otimização, coisa para o carro do dia a dia. O lance da preparação é coisa para outro carro ainda por ser adquirido. Aí vai ser coisa mais elaborada. E cara.

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  2. Meu Clio 1.6 16v é um viciado em RPM. Feliz de quem, como eu, tem e sabe utilizar o bichinho como deve, explorando a virtude do K4M em rotações mais altas!

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    1. Renato Passos

      Vc tem um foguetinho nas mãos.

      Leve, bom de curva e c/ um motor espetacular!

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    2. O Clio se for dirigido "na maciota" faz até 14 Km/L no circuito urbano se o combustível for bom.
      Mas que ele gira gostoso e acorda bem acima e 3 mil, isso é realmente fato, e difícil de ser controlado !

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    3. Exatamente.
      Tenho um há 4 anos e meio e ainda me surpreendo com o aumento de aceleração acima de 3500 rpm. A 2ª e 3ª marchas dele levadas até 6000 rpm (potência máxima a 5750, torque máximo a 3750) são puro deleite.

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  3. Bob queria sanar uma dúvida também, tenho um Kadett gl 1.8 96, fiz a retífica total do motor a um ano mais ou menos e fico com um pé atrás de andar com ele em alta rotação também, acima de 3000 giros, sei que o torque máximo dele no manual está em 3000 rpm. Estando com a manutenção e revisão do motor em dia, quais problemas que posso ter se passar a andar com frequência acima dos 4500 rpm??

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    1. Ricardo Cosme
      Pode ir até 6.000 rpm sem problema algum! O indicador de troca marchas, a luzinha amarela, está funcionando normalmente? Troque para marcha superior quando ela acender. Não sei se você sabe que a função da tal luz é adaptativa, ela "aprende" seu modo de dirigir, seja baixo, médio ou alto giro e passa a acender de acordo.

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  4. Bob, me perdoe a ignorância, mas a característica que mais gosto no meu Omega é o torque em baixa rotação, que permite andar sem muitas trocas, sem muito giro e utilizar a 5 como um overdrive em rodovias, já que é praticamente desnecessário reduzir.

    Mas, com o Chevette já uso um pouco mais de giro, e no VW Gol da minha esposa, 1,0 litro CHT, mais ainda.

    Mas, no Omega, realmente, andar sem passar de 2000 RPM no trânsito urbano é algo que me agrada bastante.

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    1. Raphael,
      Potëncia em baixa rotação, não torque, lembre-se.

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    2. Torque em baixa rotação sim, porque não? Lembre-se que potência = torque x rpm.

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    3. Também prefiro motores maiores, pelo menos enquanto se trata de motores de aspiração natural. Nestes continua valendo o velho "there's no replacement for displacement".

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    4. Também gosto de andar em baixa rotação na cidade, Raphael. Na verdade sou fã do american way "low and slow". ;)

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  5. Eu adorava colocar meu antigo Fiasa 1.0 pra girar. E ele respondia muito bem, andava direitnho.

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    1. AnônimoApr 26, 2012 08:22 AM

      Somos 2 então!

      Era um barato dar limitador de 5ª nele...

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  6. Existe carro 1,0 automático no Brasil, sim: o Kia Picanto. Não fosse o preço estratosférico, já haveria um na minha garagem.

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    1. Alexandre Zamariolli,
      Claro, me expressei mal, quis dizer na produçào nacional de alto volume. Já dirigi o Picanto automático, ainda 1,1-litro, perfeito.

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  7. É ISSO AÍ BOB! PAU EM QUEM NÃO SABE TOCAR CARRO 1.0!

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    1. É isso aí plutônio! Pau em quem não sabe trocar carro 1.0! (por 1.4)

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    2. esse nao e o plutonio! o plutonio faz frases mais inteligentes... quem acompanha ele ha tempos sabe que ele faz sinteses/sintaxes, nao apenas repeteco barato...

      alias, por onde anda o verdadeiro plutonio?

      era linchado aqui no blog e agora o pessoal anda ate copiando...

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    3. Pau no plutonio fake!

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    4. Zé Porrada26/04/12 21:45

      Pau emm todo mundo! Porradaria geral!

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  8. AAAAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHA....

    Respira

    AAAAAAAAHAHAHAHAHAHHAHAHAH....

    S E N S A C I O N A L !!!!!!!

    É porisso q TE AMO BOB!!

    PS: With "love" for Uniblab...

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    1. Pisca
      Por favor , coloque seus comentários (na integra) em portugues.
      Tenho dificuldade em entender ingles.
      Valeu!

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    2. AnônimoApr 26, 2012 09:08 AM

      A última frase em inglês:

      Com amor p/ Uniblab

      Um colega de postagens q "ama" passar marchas e fzr o motor girar...

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    3. Tô de olho, xará26/04/12 22:06

      Tu tá explicando muito esse amor pelo Uniblab hein Pisca...toma cuidado que tu tá piscando muito...

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  9. Muito simples desvendar esse "misterio" Bob ,consumo elevado afeta a parte mais sensivel do corpo humano.

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  10. O Suziki Alto do mercado japonês tem 660cm³ e 64hp (limites máximos do segmento kei), turbo alimentado. E o câmbio automático é CVT.

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    1. Me lembro que o Suzuki Alto "Works" de 1990, com os mesmos 64hp, com câmbio manual, já era capaz de 0-100 em menos de 10s. Por aí dá pra ter noção do quanto a versão para o mercado interno é superior às oferecidas em outros lugares.

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    2. A grande maioria dos compradores desses carrinhos urbanos japoneses são mulheres e/ou idosos. Os poucos do sexo masculino que os compram, escolhem as versões mais esportivas, como esse Alto Works que citaram acima.

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  11. Pisca

    Que infantilismo...soltar a franga só porque está encostado no Bob...

    E quando ele mete o pau no seu querido Partido Mensaleiro..., você também ama-o assim?

    E aí...?

    P.S. como já disseram no outro post, e espero não ter que desenhar, esse post do Bob não faz milagrosamente o carro 1000 deixar de ser a bosta que é...

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    1. Pois é, carro 1000 é "aceitável" para uso em cidade e nas estradas magníficas de São Paulo. Mas eu saí do Celta justamente porque não aguentava mais esgoelar o carro em toda ultrapassagem que eu fazia. Com o meu 1.6 atual, tenho mais margem de segurança pois consigo fazer as ultrapassagens em menor tempo.

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    2. Uniblab

      Ué, não foi vc kem disse no post anterior q eu + Bob soltávamos a franga?

      Entonces..

      Estou concordando c/ vc e ainda achas ruim?

      Transtorno de personalidade tem tratamento viu?

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    3. 1,6L é um ótimo tamanho para os carros pequenos do mercado brasileiro. Motor pequeno só é ótimo em carros realmente pequenos e leves, como os minicarros japoneses. Lembrando que mesmo eles não são feitos para uso em autoestradas, muito menos nas sem duplicação.

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    4. O pessoal do blog não entendeu:

      O problema não é levar o motor à altas rotações, na verdade pode até ser divertido.

      O problema é levar o carro à altas rotações, e ficar procurando uma coisa que não existe... força!

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    5. Quem realmente gosta de automóveis não chama carro de bosta. Fique no NA, por favor.

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    6. Tô de olho, xará26/04/12 22:09

      Esse Pisca não sei não...tá todo mundo reparando...

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    7. Marcelo Junji26/04/12 22:39

      Thales, se o sr. ultrapassa em menos tempo, agora que está de 1.6, imagino que este também é esgoelado em todas as ultrapassagens. Deu na mesma, só o tempo de ultrapassagem diminuiu.

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  12. É por isso que até na cidade ficam esses lerdos com carro 2.0 na nossa frente. Tenho um uno 1.0, com a troca certa de marchas e uso da rotação faz ele andar tanto quanto esses preguiçosos em carros 2.0

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  13. O problema é que se esticar vai consumir muitooooo combustivel, e quem tem um carro 1.0 quer economia.

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    1. Nem tanto meu caro. No meu Celta 2001 mpfi (hehe, sou da escola do Bob) aproveito bem as marchas e estico quando preciso e ele sempre fica em 9-11 l na cidade, sempre....(é claro que ele está com a manutenção em dia). Já dei pau até em tiozinho de Vectra B....esses caras de hoje não sabem mesmo tocar carro, ficam igual a iniciante em autoescola com medo de passar marcha e fazer o motor girar.

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    2. Mistery, que estranho! Há um tempo aluguei um Classic só à álcool, não achei o carrinho fraco, fiquei incomodado com o câmbio extra-curto, mas mesmo assim ele ficou nos 10-12. Achava que o Celta à gasolina seria bem mais econômico.

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    3. E é meu caro Braulio! A questão é que o meu está velhinho, já são quase 12 anos....esses novos dão 12 na cidade fácil-fácil!

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    4. Marcelo Junji26/04/12 22:48

      O meu gol mi, se dirigido sem preocupações de economia, faz 13Km/l, tanto faz se é na cidade ou estrada.

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    5. Marcelo, meu VW 1.6 faz 13-14 km/l na estrada, se dirigido na faixa de 100-120 com ar ligado... Vê que um motor maior não significa necessariamente gastar mais?

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  14. Temos dois picantos automáticos, quatro cilindros, quando reduz para 3 dá vontade de se esconder, tal o urro...

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    1. Verdade, pode ferir os ouvidos. Eu sugiro usar protetor auditivo.

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    2. Severino cara-crachá26/04/12 22:53

      Isso é uma bichooooooona!

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    3. Marcelo Junji27/04/12 00:45

      Uniblab, fico imaginando o sr. dirigindo numa rodovia alemã.

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  15. Bob
    Vou repetir a história aqui: fiz uma viagem de 650 km com um Picanto 1.0 em 6,5 horas. É um 4+E, precisa reduzir de quinta pra terceira e fazer o motor girar alto, mas ele anda, sim.

    A arrancada em semáforo, já disputei com um amigo de moto 250 cm3 - ele não acompanhou. Subi o giro a 4500 (próximo à faixa de torque máximo) e soltei a embreagem. O carro tem volante leve, leva-se a primeira até 40, segunda marcha, a velocidade sobe forte até os 60, depois dá uma leve murchada até os 85 (se nao me engano a potência máxima é em 5500). Leva 13 segundos pra chegar aos 100 km/h, em terceira marcha. É só saber usar.

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  16. A grande questão é que, usando um 1.0 dessa maneira o grande apelo deles, que é a economia, desaparece. Não existe milagre!! Ou vc toca ele nos 80tinha a 3000 rpm e aguenta td mundo te "atropelando", ou afunda o pé e vê ele beber igual um 2.0.

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  17. Considero que os modelos de 1000cm3 ensinaram - mesmo que na marra - o brasileiro a dirigir melhor!

    Tocando bem, nenhum "popular" atual decepciona em acompanhar o tráfego; pode ser mais desconfortável (VHC por exemplo, muita rotação e vibração), mas não negam fogo mesmo em utilização pseudo esportiva.

    MFF

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  18. É isso mesmo, Bob! 100% apoiado.

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  19. Bob;

    Seu post de hoje me trouxe a lembrança um Gol 1,0L GIII e 1/2 e 4 valvulas por cilindro de 76cv que dirigi várias vezes...O motor trabalhava suavemente entre 3000 e 5000 rpms, uma delicia de dirigir. Na estrada mesmo em 4000rpms para manter 120km/h, o ruido do carro era agradável o desempenho (vazio) bom e o consumo na casa dos 15km/L

    Lembrando que um veiculo 1,0L de curso curto de pistões, estes trabalham em velocidade semelhante em altas rotações que se compararmos com um AP2000 e seus 92,8mm de curso em baixas rpms. Ou mesmo os quase 100mm dos GM 2,4L da Blazer/S-10.

    Abraços!

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    1. Sandoval Quaresma26/04/12 20:57

      carrinho jóia esse. ia a 7500rpm e quase 170 indicados em reta. mas sofre do mal da manutenção criteriosa, não ela em si, mas a falta de, proporcionada pelo brasileiro apaixonado por carro.

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    2. Era um carrinho jóia mesmo!!!! Mas o brasileiro apaixonado por carro colocava lubrificante SAE 20W-50 SF (ao invés de SAE 15W-14 SJ/SL indicados), colocava 4,5L (ao invés de colocar 4L e deixar "faltando" 200mL) gasolina de quinta qualidade adulterada e o resultado era sempre o mesmo: O excesso de óleo no carter ir parar no coletor de admissão fazendo o motor ratear, o mesmo excesso de óleo gerar carbonização, etc. etc. etc.

      Queimou um carro que poderia estar até hoje no mercado. O 16 valvulas era melhor que os VHT´s fundidores de mancais do G-V

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  20. Aleluia!

    Alguém com mais talento que eu para explicar como se "usa" um 1 litro, com eficiencia e sem passar vergonha, sendo razoavelmente economico.
    É meu caso.
    120 km a 4,200 rpm faz entre 11 e 12 com gasosa na estrada com o A/C na posição 1. Acho até que faria 1 ou 2 a mais se não fosse flex (blargh!!) carregando 3 pessoas + o dog. E não tenho 'peninha' do motor. Ele está lá pra isso especialmente se com a manutenção em dia.
    Pedágio é caro pra dedéu mas, ao menos a estrada e quase um tapete.

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    1. Meu carro é 1.6, faz médias melhores que as suas, berrando menos... E quando eu preciso invadir a contra-mão para ultrapassar (realidade na maioria das estradas brasileiras -- vocês paulistas são muito sortudos nisso), demoro menos na faixa contrária.

      Tive 1.0 por 5 anos, viajava tranquilamente com ele. Mas depois de pegar o 1.6, não volto pra 1.0 nem por decreto.

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    2. Ai é covardia né THALES. CLARO QUE EU PREFIRO UM MOTOR MAIOR.
      MESMO EM ESTRADA SIMPLES, UMA BOA REDUZIDA PRA ENCHER O MOTOR, PERMITE ULTRAPASSAGENS SEGURAS. COMO SÓ USO EMBREAGEM PRA ARRANCAR, ME DIVIRTO COM AS REDUZIDAS FORÇADAS.

      DESCULPE AS MAIUSCULAS. DEU UM TILT NO TECLADO.

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    3. rsrsrs... É só pra explanar um ponto... Não queria parecer esnobe.
      Acho que os 1.0 são bastante "usáveis", mas conheço bem as limitações deles. O ideal é saber as capacidades e limitações da máquina que se tem em mãos.

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  21. Porque meus deus, porque?!

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    1. Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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  22. Respostas
    1. Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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  23. porque excluem?

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    1. Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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  24. qual o problema?

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    1. Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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    2. Ei, Mutley, essa não é a sua fala.

      A sua é essa aqui abaixo:


      http://www.youtube.com/watch?v=sh5WWK5pEds

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    3. Valeu anônimo, mas de tanto ler AE aprendi a resmungar! Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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  25. Vão a merda então.

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    1. Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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    2. Dick Vigarista26/04/12 23:19

      Mutley! Faça alguma coisa...

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    3. Só me resta resmungar, Dick! Raios... Raios duplos...Três vezes raios...!!!

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  26. Pode não forçar o motor andar com o giro alto, mas força a embreagem e o cambio nas trocas de marcha

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  27. Já que o assunto é rotações.
    Alguém já viu ou pode explicar o comportamento do CVT?
    Tenhum um Fluence, e noto que quando preciso acelerar rápido por exemplo para sair de um retorno e entrar em outra via, acontece algo curioso:
    O carro parece ficar imobilizado enquanto que as rotações do motor vão até 6000 e quando chega neste ponto, o bicho dispara atingindo rapidamente a barreira dos 100km/h.

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    1. Anônimo Apr 26 11:22 AM
      Acredito que você esteja sentindo falta de correlação entre rotação e velocidade, típico dos câmbios CVT. Ao acelerar rápido as polias vão para a posição de relação mais curta para a situação, o giro fica alto (6.000 rpm) e o carro começa a ganhar velocidade. Particularmente prefiro que haja correlação sempre.

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  28. Bob,

    Acho que é um pouco além do medo de rotação, é medo do curso do acelerador. Na minha opinião a má formação de condutores tem ensinado este medo. Todo novo condutor acha que se afundar o pé no acelerador o carro vai disparar de forma incontrolável, buscam sempre reduzir em subidas antes mesmo de utilizar a potência lá disponível na marcha que estão, se reduzem uma marcha voltam a utilizar somente uma "casquinha" do acelerador e toca a pedir marcha novamente. O que se nota é um trânsito moroso muitas vezes por falta de habilidade dos motoristas. Ao conhecer estes hábitos de um conhecido que possui um carro de motor 1,0 achei que quando este dirigisse um outro veículo com motor 1,4 a tocada seria melhor. Para minha surpresa não, o medo da rotação, de afundar o pé numa subida estão lá enraizados, a condução continuou igualmente morosa com dificuldades de acompanhar o fluxo e "empacando" a via.

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    1. HM
      Não é que você tem razão? Nunca havia pensado nisso. Pode ser uma das componentes do medo de rotação.

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    2. Que bom que tenham medo mesmo. Nada mais assassino que velocidade na mão de incapazes. E o medo estabelece um limite natural ao impulso idiota de tomar ruas como suas, zunindo por aí. Carro deveria ter limitador de velocidade que impedisse velocidades superiores a 40km/h dentro das cidades. E para que acelerar muito o 1.0? Quando se chega na velocidade da via pisando fundo já é esquina de novo com "pare" ou farol...

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    3. Olha aí, o Anônimo das 12:23 PM também pensa que acelerar fundo = correr, e está totalmente errado no seu conceito. O acelerador se utiliza o para superar aclives, para se evitar uma troca descendente de marcha, não para sair "zunindo" por aí...esse conceito que se apertou o acelerador sai zunindo não existe, é assim que se implanta o medo nas pessoas. É só manter um olho no velocímetro e outro na pista e utilizar o acelerador até o fim quando necessário motor. Melhor que isso não sei explicar.

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    4. É engraçado mesmo como o sujeito aí em cima e mais uma galera pensa assim.....é cômico como o sujeito adquire uma conduta de quem tem um esportivo puro-sangue norte-americano pilotando um 1milzinho....coisas desse Lisarb.....

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    5. HM, pelo que entendi, vc. quer dizer pisar fundo para enfrentar um aclive sem ter de reduzir. Isso é "zunir por aí", ganhar velocidade acima da adequada da via, no caso para vencer aclive sem trocar de marcha. Qual o problema de manter a velocidade reduzindo a marcha e acelerando? Limite de 40km/h na cidade já. Um acidente a 20km/h e outro a 80km/h são ambos acidentes. Mas o 2.o é muito mais perigoso e danoso. A via é uma concessão para o uso do transporte (individual inclusive). Para o velhinho que vai ao médico, a mamãe que leva o filho para o colégio, para o garoto que vai visitar a namorada. Quem quer correr que alugue um autódromo por algumas horas. Quem tem pressa tem de sair mais cedo e não voar por aí. Andar dentro do limite de velocidade determinado para cada via.

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    6. Marcelo Augusto26/04/12 21:12

      O pessoal não sabe que potência é resultado de carga (abertura do acelerador) mais rpm. E eralmente não atuam nem de um lado nem do outro, aí depois vem o famoso "o carro não anda".

      Como disse o Bob, falta orientação.

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    7. Victor Gomes27/04/12 00:28

      Ao Anônimo das 12:23 PM: Sabe o por que de "pisar fundo para enfrentar um aclive sem ter de reduzir" ??

      É simples. Imagine você, ao invés de estar dirigindo um carro, vc estar no comando de uma bicicleta e se deparar com um aclive. O que vc faz? Mantém a velocidade em que vc estava e reduz a marcha na subida e faz um esforço considerável para vencer o aclive numa velocidade pífia? Ou acelera antes, pega embalo, e vence o aclive em menos tempo e fazendo menos esforço?

      Concorda comigo que a comparação é válida, já que as leis da física são universais?

      Concorda que ao acelerar antes, estamos economizando tempo e combustível?

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  29. Johnconnor26/04/12 15:34

    Tenho um Fiesta 1.0 e já tive Gol 8 e 16v com essa cilindrada também. Nos 3 a tocada é sempre parecida, se vc quiser dirigir passeando (atrapalhando o transito) troca de marchas a 2.000/2.500 rpm com baixo consumo. Se quiser acompanhar o trafego normal ai a troca é a 5.000 rpm e consumo igual ou até maior q 1.6.Acho q essa impressão de motor fraco é porque esses motores 1.0 mais modernos oferecem de 70% a 80% do torque já há 2.000/2.500 rpm então muitos motoristas acham q o motor já está dando toda potencia q pode há essa rotação mas as curvas d torque e potencia são bem distintas nesses motores principalmente nos 16v, tem q enfiar o calcanhar no acelerador mesmo sem dó.E não descuidar da manutenção, óleo de boa qualidade, troca de filtros (ar, combustivel e óleo)constante, limpeza d velas etc. Já vi Suzuki Swift GTi levar pau de Chevete 1.6 original porque o dono do Suzuki não esticava as marchas "de acordo".Segundo ele era "pra não forçar".

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    1. Tudo muito bonito, mas considerem o seguinte:
      TODO motor é construído (ok ta bom, ta bom, melhor dizer projetado) para produzir uma certa quantidade de trabalho em sua vida útil.
      Você pode usar este trabalho rapidamente através de ciclos de trabalho exigindo do motor (trocando de marcha nas rotações recomendadas na para a chamada condução esportiva) ou você pode estendê-la através de ciclos de trabalho, digamos mais leves (trocando de marcha nas rotações recomendadas para a chamada “condução econômica”).
      Em resumo, não tenham duvidas de que se o utilizarmos usando a metade inferior de sua faixa útil a vida em TEMPO será maior que se o utilizarmos na sua metade superior.
      Tudo é finito, como dito acima, um motor já nasce “condenado” a produzir certa quantidade de trabalho, caso sua manutenção não seja negligenciada em algum momento, se vc o executar "depressa" seu calendário vai registrar um tempo X, se vc o executar "lentamente" seu calendário vai registrar Y, isto resulta em .... X<Y.
      Concordo que, usando o motor em sua metade inferior ou superior, isto terá pouca ou nenhuma influência na quantidade de trabalho produzida durante a vida útil.
      Mas se vc quiser seu motor por mais tempo (cronológico),a segunda opção é preferível.
      Acosta

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    2. Acosta
      Meu irmão teve um Mille 1993 que foi vendido com 245.000 km, nunca removeu nem o cabeçote e trocava óleo a cada 10.000 km, sem precisar adicionar nesse intervalo. Evidentemente, dirige como eu. Então, essa elocubrações de ciclo de vida, que se usar de um jeito vai durar mais é conversa de boteco ou, mais hodiernamente, de fóruns na internet.

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    3. Se vc tivesse uma transportadora, vc diria para seus motoristas andarem sempre na metade superior da faixa de rotação?
      Se vc tivesse uma empresa de entrega vc diria a seus "pilotos" para andarem nas suas Twister (não deles) sempre entre 8000 e 10000 RPM?
      O que fiz foi transpor um conceito largamente difundido entre quem tem motores “dentro” de bens de capital, que precisam durar.
      Quanto ao Mille do seu irmão, vc acha que um motor 1000 (daquela geração) chegar a 245k rodados, sem queimar uma gota sequer de óleo é exemplo de uma teoria?
      É um ponto completamente fora da curva, isto sim.
      Espero que vc não ache que isto é a durabilidade média de um motor Mille de 93, se vc acha qual seria a durabilidade média de um motor notoriamente resistente como um Honda? Um milhão?
      Acabei de chegar da empresa, são 56 km (de transito pesado) da minha até minha casa.
      Fiz um teste agora pouco, estava a 100 km/h (linha Amarela Rio) com a minha Lander a 6500 RPM, ai resolvi testar a teoria do nunca abaixo de 8000 RPM, meu deus! Vc tem certeza que esta seria a maneira mais correta de andar?
      100 km/h a 8000rpm não quebrar o motor não, mas que submete o motor a um stress desnecessário, que cedo ou tarde resultará em desgaste prematuro eu tenho certeza.
      A quem nos lê: respondam as perguntas acima, se vcs disserem sim, “eu mandaria meter o pau na máquina”, lamento!
      ACOSTA

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    4. Realmente, Mille 1993 com 245 mil km e ainda sem demonstrar desgaste interno, é exceção, não regra. Lembrando que quando a Ford Brasil lançou o ROCAM 1.0, declararam orgulhosamente que era um motor produzido com técnicas modernas inéditas em motores mil, bielas fraturadas, melhor controle de temperatura, bla bla bla, feito para durar incríveis 250 mil km.

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    5. Você está viajando. Não é andar sempre esguelando. É esguelar sempre que necessário.

      Mania desse povo de ser 8 ou 80.

      O cara lê sobre o método carga no BCWS e acha que é para engatar a 5a a 30km/h numa subida e afundar o pé, outro lê o que o bob escreveu e acha que é para ir na padaria na esquina passando marcha a 6000RPM.

      Porra. É simples. PRECISA de potência? Reduz marcha, afunda o pé e vai embora. Não precisa? Joga uma marcha mais alta e rode na boa.

      Daqui a pouco vai ter gente pegando a Anhanguera em terceira marcha de 1.0 porque o "bob falou que 1.0 tem que girar"

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    6. Você disse tudo, 8 o 80. Comentário perfeito!

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    7. Marcelo Augusto26/04/12 22:34

      Sabe porque o motor do irmão do Bob é "exceção": não ter excesso de zelo.

      Geralmente nos papos de boteco ou de fóruns de internet, o que mais se vê é frescuras inúteis e dinheiro jogado fora com Militec e outras porcarias, e trocas de óleo com 5 voltas no quarteirão. E isso tudo com motoristas que não usam metade dos giros. E mesmo assim o motor dura 1/3 do do irmão do Bob.

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    8. Marcelo Junji26/04/12 23:18

      Carros de transportes sempre andam na metade superior do conta-giros, e alguns duram milhões de quilômetros.

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    9. É isso aí, anónimo 8 ou 80!!!!

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    10. Coments:

      Marcelo, estamos falando de faixa útil de giro e já que esta não começa em zero, o meio dela fica (dependendo do motor) acima do meio do conta-giros, correta sua observação.
      Anônimo & Bob, quem é mesmo 80?
      Twister nunca abaixo de 8000 RPM Uno Mille que chegou a 245k km rodados e por ai vai.
      Lembrei-me de uma coisa, aliás duas:
      1 - Mille é carro urbano, portanto devo imaginar que foi usado prioritariamente na cidade, trocava óleo a cada 10.000km e era óleo SE, SF ou SG mineral (aposto), bem é realmente um feito extraordinário.
      Ainda mais que também aposto que (mantendo a linha do raciocínio segundo a qual certos cuidados são infundados) ele devia ser do tipo ligou já sai andando, esta de tomar cuidado nos primeiros Km (amaciamento) é bobagem, já pode usar normalmente a partir do dia 1.
      Esta historia toda me faz lembrar aquela frase "tenho um conhecido que morreu com 100 anos e fumava, bebia e comia gordura direto”!
      E tenho também um amigo do meu amigo que era atleta, não fumava e nem bebia e morreu aos 40 anos.
      2 - Ninguém me respondeu as perguntas;
      Vocês diriam aos seus entregadores para andar sempre acima de 8000 RPM?
      Vocês diriam para seus motoristas ficarem sempre acima do meio da faixa útil dos motores de seus veículos comerciais?
      Faixa util ok!

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    11. Esses aditivos de óleo são usados pela mesma turma que corta mola, altera conjunto de rodas e pneus sem qualque critério, usa filtro esportivo entre outras diversas baboseiras.

      Acho o cumulo da ignorância o sujeito pegar o seu carro de rodas aro 13 e colocar enormes rodas de aro 16 ou 17 para ficar andando com pneus de marca e qualidade duvidosas.

      O Militec é tão caro, que se você poupar o dinheiro gasto com isso durante a vida útil do seu motor, provavelmente metade do dinheiro gasto com peças e mão de obra você terá disponível, tranquilamente.

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    12. Acosta, eu respondi uma pergunta e você tem uma interpretação de textos tão ruim, mas tão ruim, que não conseguiu entender. Mas eu repito:

      Não, eu diria para os meus entregadores andarem na faixa ideal de giros para cada situação. Se eles quiserem performance, eles devem andar acima de 8000RPM com a Twister, Acima de 2000RPM com o Caminhão, acima de 4000RPM com o Mille etc.
      Se quando não precisarem desta performance toda, que usem a marcha mais baixa que o motor permitir, isto é, X RPM com a Twister (sei lá quanto é, não conheço moto), 1800-2000RPM com o Mille, 1000-1300RPM com o caminhão.
      Qual sua dificuldade de entender algo tão simples.
      Sim, eu falaria para os meus entregadores fazerem isso.

      Respondendo a sua outra pergunta: O 80 é você, que pega uma recomendação de uso do motor em uma situação muito específica e quer generalizar para 100% do tempo.

      Sobre o Mille, não vejo nada demais. Meu pai rodou 180mil km com um Lada Niva, 100% da vida útil em cidade, rodando com gasolina comum alcoolizada (coisa que o carro não foi preparado), óleo Mineral e aquele carburador ruim dele que nunca pega regulagem por mais de 3 meses.

      Com 180mil km estava baixando um pouco de óleo e batendo um pouco de saia de pistão. Um Fiasa é bem melhor do que isso.

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  30. é como o motorzinho da broca do dentista, aperta que vai.
    toda 4ª semana de abril comemora-se no AE a "Semana 1.nada"

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  31. Ainda bem que já sai dessa fase de carro 1.0 pois para mim hoje em dia não serve pra mais nada porque a proposta real do 1.0 era para ser econômico e barato, porem vemos que acontece exatamente ao contrario, estão gastadores e caros.

    Então é muito mais negocio até um carro 1.6 ou cilindrada maior somente a gasolina usado do que um 1.0 caro, pelado e Flex.

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    1. Tanto é verdade que assim que o IPI para carros com motor maior que 1.6 foi abaixado (ou o IPI dos 1.0 foi aumentado? não lembro agora), e os preços se aproximaram, carro 1.0 foi cada vez mais deixado de lado.
      E outro fato curioso, já vi muito dono de 1.0 reclamar do carro beberrão. Será que era porque eles não subiam o giro? :P

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    2. Ja vai tarde. Haha..

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  32. E continuando, acredito que o aprendizado em direção defensiva e esportiva deveria ser matéria de auto escola, pois o medo de subir de giro e confiar mais em maiores velocidades na maioria das pessoas é bem grande. Pego estrada todo santo dia e vejo o tempo todo pessoas de idades bem diferentes com pouco ou nenhuma intimidade com maiores velocidades e estrada, ou é falta de segurança ou é irresponsabilidade mesmo, todo santo dia.

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  33. Quem não se lembra de causos de rachas, no tempo em que não havia CET nem pardal, que playboys estouravam motores de Santana e Monza do papis? o motorista brasileiro -- o homem médio, classe média, idade na faixa dos 30/40, +/- leigo em mecânica etc -- esse tem como referência o motor AP 600 / 800 ou Powertech 1.8, por isso tem pavor de altas rotações; sem falar na crença de que andar na 5ª marcha é sempre economia...

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  34. Uma coisa é ter medo de rotação, outra coisa é gostar de carro 1.0, se pegar bons carros italianos os motores gostam de "girar" e dirigí-los como barcas americanas é matar seu desempenho.

    Sobre o Suzuki Alto ser 1.0 e três cilindros é a prova viva de que não é só no Brasil que existe porcaria :)

    Um carro que faz de 0-100 em 17 segundos simplesmente não oferece desempenho algum e cumpre (mal) a função de city car. No caso dos japoneses, um key car seria muito mais eficiente, pois seria menor e só conseguiria rodar no urbano mesmo.

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    1. Que é isso! São motores muito vibrantes!rsrs!

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    2. Como citaram anteriormente, o suzuki alto japones nao é este que o Bob fala na materia. O japones é bem melhor, motor 660cm³ turbo intercooler, carro mais leve, melhor desempenho, cambio cvt. E como vc comentou, vai bem como carro estritamente urbano, como é utilizado no japao.

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  35. Bob, me tire me uma dúvida meu rapaz. Sou piazote e tenho um fusca 69, as vezes, pra andar mais rapidinho dou uma esticada, e vivem reclamando que vou acabar estourando o motor, ou que ele vai beber pra cacete e etc (ele é barulhento mesmo :P)

    Posso esticar sem problemas ou essa relação de 20m/s dos pistões só se enquadra em carros atuais? Obrigado

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    1. CavernA
      Se o motor é original, produz 38 cv a 4.000 rpm. Que você o leve à rotação absurda para o motor de 5.000 rpm (é só por girar, porque depois de 4.500 rpm a potência cai demais), os pistões vão estar "dormindo" a apenas 11,5 m/s. Se você e outros leitores quiserem saber como se faz essa conta da velocidade média dos pistões, é só multiplicar o curso em metros (0,069 m no caso do Fusca (e de todos os motores "a ar" menos o 1200, que seria 0,064 m) pela rotação e dividir por 30.

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    2. Muito interessante, o problema é descobrir a rotação, só de ouvido mesmo kkkkkk

      Valeu a dica Man ;)

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    3. Bob, em retomadas, estico meu Focus Duratec um pouco além da faixa vermelha (6.500 rpm), chegando às 7.000rpm. O que representa uma velocidade de pistão de 19,39m/s. Por estar muito próximo dos 20m/s, chega a ser prejudicial? É melhor eu me ater a "apenas" 6.500?

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  36. Ernesto Jr26/04/12 16:57

    Bob .. Possuo um Corsa GSi 95 C 16 XE com F15 close ratio ... Tem 320 mil km , o motor original foi para o saco com 6 meses de uso por causa da válvula EGR . Adoro pegar estrada com ele , peguei 180 @ 5500 rpm , e aquele torque máximo @ 4000 rpm é delicioso . Mas enfim não animo de dirigir com ele na cidade . Fico 70 % do percurso com o acelerador no final do curso , faço 7.5 ~ 8 km /l , passo marcha a 3000 ~ 4000 rpm . E não vejo a hora de pegar um carro 0 km . E esse carro me passou medo de rotação alta por conta do consumo elevado .

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    1. Ernesto

      Quando vc quiser vender seu GSi me procure, ok?

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    2. Quando vc quiser vender seu GSi me procure, ok?( x 2 )
      Baita carro esse....melhor, nessa época e faixa, só o GTI de 1996 hehe

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    3. Ernesto Jr

      Potencia máxima dessa jóia q vc possui é às 6200rpm.

      Pode esticar até 6700 s/ medo de ser feliz.

      Aí sim vc vai ver o demônio q tem em mãos!

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    4. Ernesto Jr26/04/12 17:40

      Está na família desde 0 km .. Meu pai tinha uma CSS Chevrolet ..

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    5. Ernesto Jr26/04/12 17:45

      Visto a alta quilometragem coragem eu não tive ...

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  37. Ernesto Jr26/04/12 17:00

    E o motor foi trocado em garantia . É o mesmo só que tropicalizado .

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  38. Experimente morar numa cidade cheia de subidas (BH por exemplo) e andar com o ar condicionado 70% do tempo (ou até mais). Rapidinho você vai querer algo maior do que 1.0. Um saco ter que enfiar 1a marcha toda hora, e quando passa para 2a, vem aquela fraqueza...

    Enquanto eu puder fujo dos 1.0. Quando quero me distrair com carro fraquinho, mas muito divertido, uso meu Fusca placa preta!

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    1. É isso mesmo rafael, a diferença de topografia diz tudo, aqui em BH carro 1.0 nao é o ideal, pois ao contrario do que o BoB preconiza o que vale aqui é o torque em baixa. Sugiro ai Bob vir em Bh e dar uma volta nos inumeros morros de Bh com o seu "valente" celta, vai ser um tal de esticar a primeira ate o limite colocar a segunda e ver o motor ficar apagadinho e olha que citei o celta que tem um cambio 4-1(a primeira é extremamente reduzida) . Quanto ao fusquinha tambem possuo um 68 todo original e posso de afimar que sobe morro melhor que 1.0.

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    2. São Paulo também tem subidas fortes e não vejo problema algum. Mas não queira comparar 70 cv (o meu) com 38 cv com carros de peso praticamente igual.

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    3. Marcelo Junji26/04/12 23:35

      Rafael, se vc dirigir por exemplo um 1.6 16 válvulas, que tenha pouca potência em baixa rotação, talvez precise elevar mais a rotação que em um carro mil. E dependendo da subida é necessário esticar a 1a até o limite para a 2a não ficar fraca.

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    4. Gustavo Cristofolini27/04/12 00:13

      Desculpem-me ai, mas eu cansei de empurrar carro mil na estrada com um fusca 1.600cc. 57cv @ 4200rpm contra a média de 60cv@6000rpm. A diferença é brutal. Viva o torque.

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  39. Bob,
    vale ressaltar que tem o pessoal que prefere não subir o giro para não aumentar o consumo!
    Um teste realizado pela BCWS há uns anos revelou que para a melhor economia possível você deve dirigir com o pé embaixo (carga máxima) na menor rotação possível (claro, sem deixar o carro engasgar!). E não é difícil entender o porque. Quanto maior a rotação maior o calor produzido e maior o barulho emitido, e como calor e barulho são formas de dissipação de energia, temos um gasto elevado se mantivermos os carros em alta rotação. Por essa lógica, é preferível comprar um carro 1.4 ou 1.6 do que ficar pedalando para extrair potência dos 1.0.

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    1. Diego
      O modo de dirigir com carga máxima e rotação mínima (antes de trepidar e/ou engasgar) é nas acelerações e retomadas. Por isso é que preconizo (e o Best Cars também) que a última marcha seja "E", para usar a mesma potência em estrada (é sempre a mesma, por exemplo, a 120 km/h, variando acelerador e rotação) e obter menor consumo. O mátodo alta carga/baixa rotação economiza, não muito, sendo extremamente chato dirigir desse jeito. Calor tem relação direta com a potência produzida, independente de cilindrada. De novo, os motores de baixa cilindrada são bem menos sensíveis a rotação do que o que os de mais alta. O exemplo que dei da Twister fala por si só.

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    2. É verdade Diego! Só que carros como o Mille Economy por exemplo, que dão uns 13-14l na manha na cidade, mesmo se vc socar o pé ele ainda vai dar uns 12l pelo menos....aí eu considero econômico, ou será que não?

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    3. Diego, o que a BCWS mostrou é que dirigir com carga alta/giro baixo é mais econômico do que giro alto/carga baixa. Mas esse não é o melhor meio possível.

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    4. Marcelo Junji26/04/12 23:53

      Mas como é que se dirige com o método de carga na cidade? Pois se a borboleta estiver aberta, o carro vai embalar, tornando difícil manter uma velocidade escolhida. Acho que o método de carga só é utilizável na estrada, e quando se tem um carro feito para isso, pois um carro com ultima marcha longa, mais a resistência do ar, possibilita grande abertura da borboleta sem aumento de velocidade. No meu caso não dá, pois o meu motor está a 4000rpm a 120Km/h.

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    5. Deixa eu te ensinar como é que se dirige... rsrs

      É assim: Quando precisa acelerar, pode dar carga máxima, não precisa baixar marcha. Quando for manter a velocidade, tira o pé e acelera pouquinho só pra manter a velocidade.

      Aprendeu?

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  40. Acho que o assunto é preguiça de conhecer a máquina que se está conduzindo: Um motor que entregue bom torque e potência em baixas rotações não precisa ser levado até perto da faixa vermelha. Outro, mais voltado para agradar o departamento de marketing que o consumidor, elevará a potência até onde der, mesmo que ela não apareça em rotações que sejam usadas. Usar esse motor irá requerer outro modo de condução.

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    1. Acho que é o caso dos motores etorq.

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  41. Eu penso que quando não se dispunha de óleo sintético, um motor que sempre girava alto tinha uma vida útil bem reduzida. Será esse um dos motivos para o povo temer altos giros?

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    1. Rotação mais elevada significa maior desgaste, mesmo com óleo sintético. No entanto, mesmo assim duram mais de 200 mil km, portanto não há o que temer. É manutenção preventiva em dia e boa.

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    2. Nem precisa óleo sintético, basta seguir a classificação API (SL, SM etc.)

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  42. Bob,
    Essa questão da rotação é polêmica mesmo! Concordo com seu texto e não tenho receio de usar os giros quando necessário. As perguntas que ficam são: Várias vezes já li que o uso esportivo de um motor(necessariamente alta rotação) influencia na sua vida útil negativamente; Motores de baixa potência em baixos rpms necessitam de giros mais altos e quando o motor está frio deve-se ter cuidado de não o fazer para evitar desgastes, tornando-se dificil arrancar e trafegar em subidas íngremes sem poder usar o giro a pleno nestes casos; Há o conceito de que as mecânicas norte americanas(grandes cm³ e baixos giros) são menos estressadas e duram mais por isso( vide v8 e GM 250 da vida), ao passo que os motores europeus de alto giro apresentam vida útil mais curta e maiores problemas durante sua vida útil(o JLV da Motor3 sempre apregoava isso)e finalmente, o ruído e, às vezes, a vibração de um motor em altos rpms incomodam pela sensação de esforço, especialmente naquelas subidas em que se está com o pé no fundo(alta carga), alta rotação e o motor fica empacado pela falta de potência para esta situação(comum em grandes aclives com carros 1l), o que impede a livre desenvoltura do motor, parecendo estar ocorrendo um strees grande para a máquina. Abraço!

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    1. Thiago
      Não há stress algum, garanto-lhe. Quanto mais em motores de curso tão pequeno. E esqueça isso de motor frio. Com os óleos atuais há lubrificação imediata em todos os pontos. É ligar e sair normalmente, mesmo enfrentando subidas. O "aquecer motor" vem de um tempo de óleos monoviscosos, que com motor frio aumentava muito a pressão de óleo, havendo vazamentos e danos a retentores, e quando os longos coletores de admissão demoravam a esquentar, ocasionando engasgos fortes na aceleração por condensação de mistura ar-combustível neles. Hoje é como nas turbinas aeronáuticas, é ligar e decolar. Essa, aliás, era uma das vantagens que a Chrysler apregoava para o seu Turbine, não precisar esquentar nas manhãs frias.

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    2. A questão de ligar um motor frio e sair não é bem simples assim Bob. Se ao ligar um motor frio e sair na boa mesmo, sem usar altas rotações e nem total abertura de borboleta até vai. Mas se for sair com giro lá em cima e borboleta 100%, esquece pois seu motor vai ter maior desgaste. Hoje, alguns caminhoes possuem sistema que não libera o freio até atingir temperatura ideal do motor. A motores de maquinas pesadas que limitam a rotação em virtude da temperatura fria.Se sair usando de alta potencia com motor frio, os pistões dilatam em tempo menor que os cilindros, causando desgaste prematuro dos aneis e cilindros. Aqui no Sul com nossas temperaturas baixas no inverno isso é muito mais critico. Ou seja motor frio a condução deve ser mais suave. Não me lembro bem mas tem uma BMW que limita a rotação tambem em virtude do motor estar frio. A BMW creio que entende de motor. Por isso que os engenheiros buscam por fazer de tudo para o motor trabalhar dentro de uma faixa de temepratura que consideram normal. Use um motor sem valvula termostatica,(como exemplo), vai operar na maior parte do tempo mais frio que o recomendado, e certametne vai ter maior desgaste. Abraços

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  43. BOB SHARP, VÁ TOMAR NO CU.

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    1. Que absurdo! Que falta de educação. Vc não está na sua casa, rapaz.

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    2. Por que a agressividade, bicha louca? Está nervosa porque foi rejeitada, é, boneca?

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    3. O cara entra aqui para agredir outras pessoas. Infantilidade terrivel. Quanto a modelos 1.0, tenho um celta 2012 e um Prisma 2010 VHCE, bons carros que atendem a proposta para a qual foram comprados: economia de combustivel, seguro baixo e manutenção comedida. Ando com o Prisma mais de 300 km por semana, e sempre pego rodovias (BR101), e tenho que relatar que ele consegue andar bem e ainda ser economico (ar ligado 100% dos tempo), como bem falou o Bob, é só reduzir a marcha para fazer ultrapassagem, sem ter pena e nem receio de alta rotação.

      DPSF

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  44. Entusiasta com medo de rpm é uma desgraça.

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  45. Rafael Q. /RJ26/04/12 20:33

    Bob,
    Possuo um Fox G2 1.0 VHT e tive que trocar o cabeçote aos 11.000 KM por conta do maldito tucho hidráulico que não parava de bater, produzindo aquele barulho de lata velha (a VW nunca soube me explicar a razão do problema). Depois disso perdi o "respeito" pelo motor e passei a esticar para além das 4000 RPM (antes trocava marchas entre 2000 e 3000) e logo percebi que, pelo computador de bordo e pelo "olhômetro" no medidor do tanque, o consumo aumenta muito pouco, mas muito pouco mesmo. O que aumenta muito o consumo é esticar, frear, e logo depois esticar novamente, seja por causa do trânsito intenso, seja pelo grande número de sinais/semáforos fora de sincronia em uma grande avenida.

    Outra coisa que percebi é que ao passar a usar somente etanol, meu carro, além de se livrar dos "grilos" que surgiam no motor quando usava gasolina, passou a beber cerca de 2 a 3 KM/l a mais, isso levando em consideração que na gasolina as trocas de marchas eram feitas entre 2000 e 3000 RPM, logo dá para perceber que o fator que gerou o aumento do consumo foi o combustível, não as trocas de marchas em rotação mais elevada.

    Para finalizar, digo por experiência própria: ficou mais gostoso de dirigir o 1.0 VHT com etanol e em rotação mais elevada!

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  46. Motor quente e oleo em dia, pode pisar sem dó.

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    1. nem tanto, com scanners comuns é possível saber muitos dados do motor, compressão etc, além da própria avaliação do mecânico, problema que muita gente só faz isso quando o carro tá nas últimas, claro que nada melhor do que abrir motor e verificar.
      vai nessa num motor pouco ou muito usado segurar o pé no limite de giro por 10 min ou +, ou em longos intervalos intercalados... depois só da o cidadão com cara de bunda no mecânico dizendo que não sabe o que aconteceu e que não fez nada de mais.
      qualquer motor é muito complexo e delicado pra andar no limite por longos (minutos) períodos. mas o gostoso é arriscar. eu concordo, cada um tem seu bolso.

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    2. digo isso porque pode ter um bobão lendo tudo isso e tem a felicidade de pegar uma estrada suave e bem vazia e resolva andar no limite extremo por longo período e depois se f*de, isso se nao bater antes, porque frear numa emergência em velocidade alta com um carro popular... falar é fácil, só fazendo pra entender, qualquer carroça a partir dos anos 80 com muita dedicação alcança 160 - 180 km/h, problema é até quando aguenta isso, não abusem.

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    3. Qual o problema de frear um carro "popular" em alta velocidade? Desconheço.

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  47. O incrível é que alguns carros, e na maioria são justamente os 1,0L, não possuem um bendito conta-giros. Em alguns casos vem como opcional, e olhe lá, alguns precisam trocar todo o painel por um de modelo 1,6L... Absurdo.

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    1. Conta-giros devia ser item obrigatório tanto quanto velocímetro.

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  48. Eu tenho medo de rpm, e daí?

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    1. eu tb tenho: rpm, engenheiros, barão vermelho, etc

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    2. Pra quem não sabe: esse aí não sou eu...

      P.S. Medo de RPM tem o cu da sua mãe...

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  49. Meu vizinho usa alta rotação em seu Fox 1.0 até para manobrar para colocar na garagem, agora mesmo ele está lá acelerando, irritante isso... Pelo alterar do ronco do escape, ele dá wot manobrando, muito otário mesmo. E antes de desligar o motor, não pode faltar aquela "acelerada básica". Hahah

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    1. Tô de olho, xará26/04/12 22:22

      Pelo visto o vizinho do Anômalo é o Acéfalo!

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    2. Deve ser, e Acéfalo seria a simplificação para o nome verdadeiro Anencéfalo...

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  50. Sandoval Quaresma26/04/12 21:18

    essa questão de torque e potência faz uma paródia com o ovo e a galinha

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  51. Bob, este post deve ter sido em homenagem ao meu tio José.
    Esse meu tio, como todo bom representante do "senhor de meia-idade de classe média" (nada contra, estou quase chegando lá), já teve Santana e atualmente tem Corolla. Sempre com câmbio manual (maldita resistência ao novo). Esse meu tio, é exatamente do tipo que não passava dos 2.000 RPM para, segundo ele, privilegiar o baixo consumo e preservar o motor.
    Pois o Corolla dele, que já dirigi, é extremamente "amarrado" e a parte interna da tampa de enchimento do óleo está tomada por "borra". Imagine a durabilidade de um motor utilizado nestas condições.
    Em tempo: dirigi um Picanto com motor 1 litro e câmbio automático e achei uma porcaria. Prefiro meu Fiesta manco, que neste pelo menos eu posso reduzir da quinta para a segunda e ver o conta-giros pular. Abraços.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. ...Um fato que acho muito estranho, no escritório onde trabalho temos um Clio do tipo mais básico, e no manual dele diz "evite ultrapassar as 3.000 RPM durante os primeiros 1.500 km...".


      Bela informação para se colocar no manual de um carro sem conta-giros.

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    3. Mas não é o fato do tio aí utilizar o carro em baixas rotações que faz acumular "borra" dentro do motor. É não trocar o óleo/filtro no período certo, ou usar óleo fora do especificado, ou só utilizar em ciclo urbano de trajetos curtos, ou tudo isso junto. Tanto como usar em altas rotações não estraga o motor, usar em baixas também não. Manutençao é primordial.

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  52. Bob;

    Seu post me fez lembrar de um veiculo que também foi injustiçado por conta de ter que trabalhar em altos giros: Os motores Detroit Diesel 4.53 e 6.53.

    Sairam muitos caminhões Chevrolet D-60 Detroit mas o brasileiro simplesmente rejeitou o produto exatamente por conta de ter que trabalhar com o "blower" cheio em altas rotações.

    O motorista acostumado com o Perkins 6.356 e os Mercedes OM-352 dirigia com o motor "vazio" e o desemepenhjo era no minimo sofrivel.

    Um videozinho bem bacana de um Chevrolet Detroit dirigido em alta

    http://www.youtube.com/watch?v=PmwTn70oJPs&feature=relmfu

    Abraços

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    1. Bem-lembrado, Daniel! Esse motores eram fantásticos mesmo.

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    2. Vídeo divertido, belas trocas de marchas. "óia os freio, arrastô as roda, ó!" Hahah

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    3. Esse cara do video é uma peça!!!! "hahahhahaha...Detroit diesel na veia hahahahaha"

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    4. HAHAHAHA!!!! Esse cara é um maluco, figuraça!

      Mas é um entusiasta... a gente compreende.

      ehh, saudade do véio caminhão de gás...

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    5. De quebra ainda leva um dos roncos mais sensacionais de motor diesel!!!

      O ronco do 6-53 é maravilhoso!!!! Maldade pura!

      http://www.youtube.com/watch?v=K3yohoCqD2E

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  53. Bob
    Obrigado pela resposta. Falando em Detroit Diesel, fica a sugestão de post sobre esse motor, principalmente enfocando a razão de seu desaparecimento, já que há escassez de informações. Outra sugestão interessante, ainda mais para voce que já esteve dos dois lados do balcão, e falar sobre e se há um manual de conduta para com os carros de teste das fabricas por parte da imprensa e fabricantes, qual o limite de uso e abuso do veiculo.

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  54. Este comentário foi removido pelo autor.

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  55. Marcelo Junji26/04/12 22:59

    O com 8 válvulas também é muito bom. Ainda mais se for o movido só a álcool.

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    1. Marcelo Junji27/04/12 00:11

      O comentário ai de cima veio parar em lugar errado. Era para estar abaixo do comentário do Shimomoto sobre o motor AT 1.0 16v.

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  56. Já vi alguns mecânicos falando que esticar muito as marchas poderia fazer o carro "flutuar" válvula, ou até mesmo "pular dente" da correia dentada. Outra coisa que também já me falaram é que os carros que têm biela de ferro fundido (por exemplo a maioria dos GM) não aceitam muito desaforo, e que numa esticada de marcha mais forte haveria um grande risco de uma biela quebrar e furar o bloco.

    Não sei se isso são lendas, ou são problemas do tempo em que os carros não tinham limitador de giro e nem conta-giros. Mas ao meu entender seriam perigos de rotações próximas à "redline", não esses absurdos de acharem por aí que 3000rpm é muita coisa.

    Eu de qualquer forma, mesmo com um carro 1.8 (VW), muitas vezes troco de marchas perto dos 3500rpm na cidade, e perto dos 4500rpm na estrada, e não vejo problema algum. Claro que para manter uma velocidade constante daí sim uso rotações mais baixas, mesmo porque a rotação de torque máximo do meu carro é lá embaixo nos 2500rpm, e portanto creio que nessa faixa ele seja mais econômico.

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  57. Viajei recentemente de Natal para Mossoró num classic vhc-e com minha esposa e meus pais + porta-malas cheio.

    Cruzeiro a 120/130 km/h e não passei perrengue nenhum na estrada! As vezes ficava um pouco mais de tempo preso atrás de um caminhão porque a estrada estava movimentada. Fora isso, não tive nenhum problema em negociar as ultrapassagens.

    O negócio era bater da 5a pra 3a, pé no porão e vamo que vamo.

    Até minha mãe,

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    1. Complementando:

      Até minha mãe, que sempre reclama horrores na estrada, não me perturbou. Isso pra mim foi o maior elogio que ela poderia me dar.

      Ah sim, e com ar condicionado ligado. Só desligava pra fazer ultrapassagem.

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    2. Carlos
      Com um VHCE só passa perrengue quem quer.

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    3. Esse Classic VHC-E é bem "ousado", anda direitinho pra um 1.0

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  58. Bob,

    Já que o negócio é botar os milzinhos pra girar, fica bom botar o câmbio do celta vhc num celta mpfi?

    Pq acho as 3 primeiras marchas do mpfi meio distantes entre si pra força do motor.

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    1. anônimo Apr 26, 2012 07:40 PM
      Permita-me entrar na conversa. Sem dúvida melhora no aspecto que você deseja, porém, prepare-se para trocas de marchas rápidas até chegar na 4a. marcha, pelo menos. O câmbio do seu MPFI é o F-15 CR 4,31 (CR de close ratio e 4,31 é a relação de diferencial). Esse câmbio foi modificado na linha 1999 do Corsa, tendo sua 1a. marcha encurtada de 3,73:1 para 4,18:1, justamente para melhorar o lançamento que muitos reclamavam. Esse câmbio realmente é bem espaçado entre as três primeiras marchas e a partir da 4a dá uma tremenda fechada no escalonamento sendo que a queda de rotações é de apenas 25,8% à cada passada a partir daí (25,8% de 3a p/ 4a e 25,8% de 4a p/ 5a). O câmbio F-17 HRGS 4,87 é o contrário, é um WR (wide ratio) com as três primeiras marchas bem próximas e as duas últimas um pouco mais distantes, caracterizando um escalonamento aberto. Só para efeito de comparação a queda de giros de 3a p/ 4a é de 41% e de 4a p/ 5a é de 31,2%. Só que na estrada não fará nenhuma diferença já que a 5a marcha de ambos resulta em 27,15km/h para cada 1000rpm no F-17 e 27,5km/h para cada 1000rpm no F-15, uma diferença desprezível.

      Acho que não vale a pena torrar grana nisso. Espero ter ajudado.

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  59. Marcelo Junji27/04/12 00:37

    Sr. Bob Sharp, achei muito conveniente essa sequência de posts. Gostei muitíssimo. Calou a boca de alguns "Autoentusiastas".

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  60. Um dia precisei ir a um casamento em outra cidade, só que peguei engarrafamento de mais de uma hora, então o jeito foi testar os limites do motor e foram mais de 160Km/h e motor a 6000 giros durante mais de uma hora no mille fire flex.O motor nem esquentou, e isso fazem cinco anos de muitos giros.MBR

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  61. Legal o post.
    Mas uma dúvida, onde descubro o giro máximo do meu carro?
    Digo, o giro máximo que vou poder usar sem gastar d+

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    1. errrr...
      Esqueci de dizer o carro:

      É um Fox 2012 1.6.

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    2. O giro máximo é onde o motor parar de subir giro... O VHT (nome do motor 1.6 da VW) tem limite em 6600 rpm se não me engano. Ele não "corta" giro, o motor simplesmente estabiliza naquela rotação.

      Esse motor permite troca de marcha em giro baixo, quando você não precisar de força, e acelera com vigor até uns 4000 rpm. Passou disso, o ânimo dele esfria um pouco, e percebo que ele acelera bem até os 5500 rpm, passou disso ele fica choco então acho que essa é mais ou menos a hora pra trocar a marcha caso você queira desempenho máximo.

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  62. Quando comprei um Celta VHC 2007, levei minha esposa junto e demonstrei como devia usar o motor. Antes ela tinha apenas dirigidos carros 1.6 L. falei que ela deveria manter sempre o giro alto e usar do cambio para ter desempenho. Em estrada em condição de ultrapassagem deveria ir ao limite de giro nas marchas e depois trocar para a proxima. Ela aprendeu bem, Andando numa condição de 80km/h e para fazer uma ultrapassagem jogava a 3º, pé no fúndo até o limte, 4º marcha pé no fundo e por ai até passar o carro da frente e abrir uma distancia segura, depois aliviava o pé e voltava ao normar. Muito bom ver ela dirigir dessa forma. Mas ela dizia ser mais cansativo de dirigir, o que concordo plenamente. Mas a uinica forma segura de ultrapassar em estradas de pista simples é desssa forma num carro 1.0
    Eu sempre gostei de motor girador, principalmente quando a tocada é mais esportiva. Mas o melhor mesmo e ter um motor que forneça potencia desde baixa e não tenha dificuldade de girar. Como conseguencia deve ter potencia suficiente para o porte do carro. Um motor AP 1.6 no Gol é otimo, já num Santana seria horrivel, devido ao maior peso. Em resumo para mim motor bom é quando aceleramos e ele responde. Assim um motor bom num carro pode não ser bom em outro

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