24 de maio de 2012

CET INVENTA MAIS UMA

Foto: autor


"Motorista: reduza a velocidade ao ultrapassar o ciclista", diz a faixa colocada pela CET de São Paulo na av. Santo Amaro esquina da rua Bela Vista, zona sul de São Paulo. Conhecendo a turminha da CET/Prefeitura paulistana, está pintando mais um ataque ao bolso do cidadão. Tudo porque o Art. 220 do Código de Trânsito Brasileiro diz "Deixar de reduzir a velocidade de forma compatível com a segurança do trânsito", e aí vêm vários incisos descrevendo situações, como "ao se aproxmar de passeatas, aglomerações, cortejos, préstitos e desfiles" – infração gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.

Depois desse primeiro inciso vêm outros onze: "aproximar-se da guia da calçada ou acostamento; ao aproximar-se ou passar por interseção não sinalizada; nas vias rurais cuja faixa de domínio não esteja cercada; nos trechos em curvas de pequeno raio; ao aproximar-se de locais sinalizados com advertência de obras ou trabalhadores na pista; sob chuva, neblina, cerração ou ventos fortes; quando houver má visibilidade; quando o pavimento se apresentar escorregadio, defeituoso ou avariado; à aproximação de animais na pista; em declive; ao ultrapassar ciclista – infrações graves, R$ 127,69 e cinco pontos na carteira.

Ou seja, dos 12 incisos do Art. 220,  só um passa a ser "avisado", cobrado pela CET. Sabidamente falha no gerenciamento do trânsito da capital paulista, a "companhia" agora passou a invocar uma regra de trânsito de maneira isolada, como pode ser visto acima, só para dar uma de boazinha. Ou então cedeu à pressões dos "cicloativistas" (termo que considero completamente idiota, como seria chamar quem gosta de automóvel de carroativista), como se bicicleta fosse um veículo acima de todos os outros, que todos deveraim usar em vez do poluidor automóvel  – chova ou faça sol, de bebês de colo a idosos..

A CET já avisou: vai multar quem ultrapassar uma bicicleta sem diminuir a velocidade. É fácil imaginar o caos que será reduzir velocidade para 30 km/h ou menos cada vez que se for ultrapassar uma bicicleta. Nessa o redator do Código errou feio.

Qual  será o critério para multar? O "olhômetro"? Ou será que agentes em bicicletas dotadas de velocímetros calibrados e portando uma pistola de radar vão medir a velocidade relativa entre a bicicleta e o carro que a está ultrapassando? Se alguém da CET ler este post, que se manifeste e diga qual será o procedimento, pois os "carroativistas" têm direito de saber.

Aliás, noticiou a Folha de S. Paulo de 14/5, foi um cicloativista e "consultor de mobilidade urbana" chamado André Pasqualini – tão bom consultor que já pedalou nu em algumas ocasiões, em alguns "protestos" – quem treinou os marronzinhos a autuar, num cenário típico do "Acredite se quiser" do Jack Palance: ensinar o lobo a tomar conta do galinheiro.

Seria muito mais simpático e eficaz, de alcance muito maior, faixas com a mensagem "Motorista, cuide do ciclista" ou  "Motorista, proteja o ciclista". Mas isso não contribuiria para os cofres do município...

Esta faixa diz duas coisas. Uma, que bicicleta em meio ao trânsito pesado, além de só atrapalhar, constitui grande perigo para o próprio ciclista. Outra, que a velocidade da bicicleta, salvo exceções, é insuficiente para se misturar ao tráfego e, portanto, seu uso deveria se restringir, por força legal, a vias locais somente, ou a ciclovias – nem ciclofaixa serve, uma vez que a velocidade numa avenida é limitada a 40 km/h aos domingos, quando parte dela vira ciclofaixa. Como se usuários dessa avenida não tivessem mais o que fazer e andar centenas de metros ou mesmo quilômetros a 40 km/h fosse a coisa mais normal do mundo.

Se o trânsito de São Paulo já está travado além da conta por conta dos desmandos da CET em reduzir velocidade que já era baixa em várias avenidas e vias de trânsito rápido, o que dirá cada vez que se avistar um ciclista reduzir a velocidade ainda mais? Esses caras da CET estão completamente pirados, divorciados da realidade.

Querem outro exemplo? Proibir que motocicletas utilizem a pista expressa da marginal do Tietê, como se motos fossem lentas demais e essa pista fosse uma Autobahn, de velocidade livre. Qualquer motocicleta de 125 cm³ hoje passa fácil de 100 km/h e o limite dessa via é 90 km/h para veículos leves e 70 km/h, para pesados. Que limitassem as abaixo de desse cilindrada até seria admissível, por serem potenciais obstáculos móveis. Mas proibir motos que desenvolvem a velocidade do tráfego sem dificuldade é inegável abuso de autoridade e autêntica burrice. E abuso de autoridade, frise-se.

O país passa por uma crise de inteligência que assusta. O deputado Jooji Hato (PMDB-SP) elaborou projeto de lei proibindo motos levarem passageiro nos dias úteis e o bando de inúteis da Assembléia Legislativa a aprovou (Lei n° 458 de 22/11/2011). Ainda bem  que o governador Geraldo Alckmin não a sancionou. No PL consta ainda que o número da placa deverá estar aplicado nos coletes e no capacete!

Pior, a lei só valeria para cidades paulistas com mais de 1 milhão de habitantes. Ou seja, o sujeito sai de Vinhedo em sua moto, com passageiro, e antes de entrar no município de São Paulo diz para ele: "Aqui você salta. Desculpe o mau jeito, hein!"

É, o Big Brother Brasil só poderia mesmo ter grande sucesso por estas paragens...

BS

190 comentários:

  1. Rafael Ribeiro24/05/12 12:09

    Ao povo, a dureza das leis. Ao Estado, as benesses das leis.

    São Paulo ontem teve seu recorde de engarrafamento, mais de 250km. Em breve, essas autoridades não precisarão mais se preocupar com velocidade, já que todos estarão em ritmo de lesmas, seja em duas, três, quatro ou mais rodas.

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  2. É muita idiotice mesmo. O pior é que isso "pega bem" na mídia e entre a população. Um desmando travestido de civismo.

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    1. O que é irônico já que de civilidade nosso povo não entende nada. Lei de Gerson que o diga.

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  3. Na próxima novela da globo vai ter um personagem politicamente correto andando de bicicleta no meio da tarde (já que ninguém trabalha mesmo nas novelas) e será injustamente atropelado pela burguesia opressora que anda de carro 1.0... Vai ser lindo...

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    1. Cala-te, Auto! Vai que tem um autor de novelas dando uma espiada por aqui: está dada a idéia para mais um personagem chatiiiiiiiiiiiiiiinho e que não vai poder faltar em nenhuma novela daqui por diante, he, he, he!

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    2. Eu sabia que o Mr. Car curtia uma novelinha...

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  4. "Um cicloativista treinou os marronzinhos".
    Pergunto: o que mais está faltando aparecer?

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    1. Treinar os marronzinhos nu.

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    3. hihihhihi... Do jeito que o pessoal da CET é pirado, não duvido disso.

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  5. Dá vontade de também fazer uma faixa, com a seguinte mensagem: "CET: vá para a P.Q.P".

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    1. Eu quero um adesivo desses no meu carro, e bem junto da placa!

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    2. Dá vontade de nada. Fica quieto!

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  6. Repito meu comentário de ontem: esse post só interessa aos paulistanos.

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    1. Se você é paulistano, isto lhe interessa. Se não, não leia.

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    2. Discorco com veemência: Modelos de políticas públicas referentes às mais diversas agendas são corriqueiramente transplantados de município a município desde que provadas suas vantagens (o problema é para quem fica a vantagem). Hoje o que dá certo em São Paulo pode ser implantado em BH, Curitiba, Rio, etc.
      Basta ter um hospedeiro que a doença se espalha.
      No mais, é aquela velha fábula do rato e a ratoeira: O que a princípio era um problema só do rato, virou a desgraça de todo mundo.

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    3. Errado, isso interessa a todos os brasileiros, pois além da capital paulista vira e mexe servir de molde para outros lugares em muitas coisas, inclusive leis, ainda afeta diretamente as pessoas que estão de passagem pela capital, pois as regras não se aplicam apenas aos veículos emplacadas nesta cidade.

      Agora, na boa, se não gosta do blog, se manda cara. Que coisa chata, vai escrever um blog seu com coisas que você gosta de ler e escrever e pronto.

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    4. ... até um "gênio" da sua cidade resolver implementar isso por aí. E isso não é nada difícil de acontecer.

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    5. Eu vejo estes posts como avisos: "não more em São Paulo"

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    6. Gustavo,
      Você está coberto de razão na sua reclamação, mas há ocasiões, como esta, em que o foco tem de ser São Paulo.

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    7. Gustavo, embora o Bob tenha usado São Paulo como exemplo, este assunto vem sendo tratado em várias cidades como Rio de Janeiro, Nova Iorque, Londres, Paris, Tóquio. Portanto não sinta-se excluído e pesquise um pouco mais sobre o impacto uso da bicicleta como alternativa de transporte urbano individual e os efeitos da massa crítica.

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    8. Acho pertinente para todos os municípios. Como disseram aí em cima, pode ser copiado por qualquer um. Aqui em Recife a agência que controla o trânsito a tbm pegou a mania de arrecadar. Compraram carros com câmeras inteligentes que além de pegar carros com licenciamento atrasado, pegam excesso de velocidade. Aí eles fazem tocaias em ruas de menor movimento onde não há ruas para escapar. Agora colocar agentes nas ruas para controlar trânsito na hora do rush eles não querem.

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    9. Daniel San24/05/12 20:00

      Eduardo,aqui no RJ também inventaram essa de carros com câmeras. O irônico é que pra isso o governo sempre tem verba...
      Essa de multar quem não "respeita" as bicicletas é de lascar,mas dá pra entender. Afinal,neste ano temos eleições,e é preciso verba pra campanha... Como a mídia amestrada sempre aplaude iniciativas "politicamente corretas",você verá somente imagens de ciclistas "injustamente" atropelados. Talvez falte alguém para lhes lembrar que,já que querem tanto serem tratados como condutores de veículos como quaisquer outros,não seria má idéia cobrar deles um segurozinho obrigatório caso eles atropelem algum pedestre,e cobrar-lhes multas por andarem na contramão,avançarem o sinal vermelho,andarem na calçada,e por aí vai. Mas aí os "cicloativistas" iriam fazer um baita protesto,alegando serem vítimas de discriminação e seriam prontamente atendidos.

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    10. Sou de Brasília e tomei uma multa do artigo citado pelo Bob, mas precisamente por que não reduzi para uma velocidade segura ao cruzar com agentes de trânsito. Detalhe que esses agentes estavam no canteiro central da pista olhando um acidente que ocorreu na faixa central. E quando digo olhando é isso mesmo, olhando, mais nada. E para melhorar, graças ao tal acidente estava tudo parado, visto que era uma via de três faixas (início da L2 Sul, sentido norte, para quem conhece Brasília) e era pouco mais de 14:00. Agora alguém pode me dizer como diabos eu não reduzi a velocidade no meio de um engarrafamento!? Queriam que eu fizesse o quê, saísse do carro e começasse a empurrá-lo?
      Não é só a CET em São Paulo, temos o DETRAN-DF, uma entidade demoníaca com fins lucrativos.

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    11. Nada como uma provocação...
      Obviamente, sei que esse tipo de coisa pode se espalhar para as outras cidades e por isso temos que ficar atentos.
      Só estou de saco cheio de ler sobre São Paulo quando procuro algo sobre carros. Aqui nem tanto, mas em outros sites/revistas parece que o conteúdo é voltado para paulistanos.
      O Bob, como um cara inteligente que é, não se ofendeu.
      Não vou deixar de ler este blog que admiro, visito diariamente e evetualmente faço comentários.

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    12. Oskrmarinho25/05/12 14:44

      Não! Interessa a qualquer um, seja paulistano, curitibano, soteropolitano, fortalezense, novaiorquino (tem Nova Iorque no Maranhão, tá!), pois a estupidez com que as autoridades nos tratam é persistente e distribuida igualitariamente por todos os rincões desta patria amada Brasil; ainda vou morar no mato, onde a autoridade e a presença do maldito Estado só possa ser sentida quando vierem pedir meu voto; e PQP para a CET de São Paulo, AMC de Fortaleza e qualquer outra dessas siglas amaldiçoadas de agentes do Estado que só servem para achacar a população com serviços ineficientes e sanha arrecadadora eficaz e onipresente; vão todos sifu, que meu saco já estourou faz tempo, de tão cheio dessas porcarias.

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  7. Delegação de responsabilidade: Enquanto o município negligencia suas responsabilidades mantenedoras das vias públicas, aproveita para transferir o ônus à população.
    A solução para os problemas é sempre a mesma: Proíba ou multe. Isso, além de "afastar" o poder-dever estatal, é uma forma lucrativa de se arrecadar recursos. É uma idéia genial, pois anula custos e maximiza rendas, tudo sob a égide do legitimado CTB.
    Ferrar com o trânsito é lucrativo para os cofres "públicos" de São Paulo.
    Desinteligência já virou regra em tudo nesse país. Somos um curral de vacas gordas e burras nas quais qualquer forasteiro "amigo do rei" mama nas tetas, cospe na cara e ainda chuta o ubre.
    Pelo menos em Curitiba ainda é menos pior.

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    1. Curitiba não precisa de órgãos governamentais para foder com o trânsito. Os curitibanos já fazem por conta própria. Aqui tem muito ASno volante (não, não esqueci um espaço na frase).

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    2. É isso aí Chicão!

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    3. Curitiba e' "menos pior"? Curitiba tem a maior quantidade de motoristas ineptos do país. Aqui tem absurdos de toda espécie no transito. Uma delas: conversões 'a esquerda. O sujeito acha perfeitamente regular e correto parar na faixa 'a esquerda para converter - o trafego atras dele que espere. Fazem isto até em rodovias...

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    4. Curitiba menos pior? O trânsito daqui é medíocre, como seus motoristas. Se os motoristas de Curitiba dirigirem em SP os engarrafamentos pulam de 250km para 2.500km. Que é isso? Aqui tem congestionamento até quando não tem carro na rua. Um trânsito tão medíocre quanto o de Curitiba, só conheço o de Florianópolis. Lá também os motoristas abusam da falta de senso básico.

      VPJ

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    5. Prefere então pegar uma hora do rush em São Paulo ou Curitiba?

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    6. E que diferença faz? Rush é rush em qualquer lugar e é sempre uma merda.

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    7. Para mim faz toda a diferença entre levar 40 minutos para chegar em casa ou 2 horas. Se para você não faz...

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    8. Deixa de ser sonso, vc entendeu bem o que eu quis dizer.

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    9. Moro em Curitiba e o trânsito daqui é uma piada. A prefeitura e seus orgãos não sincronizam a maior parte dos semáforos, você procura fazer uma conversão no centro e TRÊS OU MAIS RUAS transversais consecutivas tem o mesmo sentido, fora o que comentaram acima, os motoristas aqui são uma piada completa, arrogantes, barbeiros, enfim, uns idiotas completos, cuja idiotice começa na garagem do prédio, onde o elementar é a preferência é de quem vem de fora, entrar logo pela segurança óbvia e também para liberar o fluxo na via.
      Bom, quanto a pedestres e ciclistas terem a preferência, qualquer que seja a regulamentação que seja, é óbvio também que não espero ler opiniões sensatas a respeito em um blog "Autoentusiastas", que leio quase todo dia. Como já falei, acompanho o Bob, com respeito e MUITA admiração, desde as minhas 4Rodas dos anos 70 onde seus feitos como piloto eram destacados. Mas acho que só devemos opiniar naquilo que temos opinões no contexto do nosso tempo. Tecer odes ao carro como "maior expressão da liberdade individual" (concordo: para viajar, passear - no dia a dia das cidades, já era, infelizmente!) vivendo em uma cidade de trânsito caótico, não só pelo gerenciamento inepto como pela quantidade de carros propriamente dita, não soa muito coerente. Mas é a liberdade de expressão, que deve ser exercida, mas com responsabilidade (isto não é um juízo de valor)

      Marcos Vinícios

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  8. Bob, no caso da proibição das motocicletas na Marginal não é devido aos "motoboys to be wild" que circulam nos corredores e acabam se envolvendo em acidentes graves devido a velocidade "alta" da via ?

    Poderia ser pior, poderiam ter reduzido a velocidade na marginal pra 50 Km/h.. A propósito, não duvidem que eles façam isso.

    E curioso como "medidas bicicletivas" é mais eleitoral que medidas de transporte coletivo, que ficam nas promessas, atrasam, não funcionam tão bem quanto deveriam e mesmo assim o povo reclama menos do que quando um ciclista é atropelado na Paulista.

    Quero ver falarem do pedreiro andando em sua barraforte lá na periferia, que é morto por menores de idade bêbados dirigindo um fucão a 100 por hora em uma viela..

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  9. Incentivar o brasileiro ter carro é a maior sacada que o governo teve nos últimos 20 anos!

    O governo federal ganha:
    - 30% na compra o carro.
    - 55% ao encher o tanque
    - No seguro "obrigatório"
    - Em todas multas de estradas federais

    O Governo estadual ganha:
    - Nos pedágios
    - No IPVA
    - Nos emplacamentos, transferências, etc...
    - Em todas as multas estaduais

    Os municípios ganham:
    - Nas inspeções veiculares
    - Nos estacionamentos rotativos
    - Nas multas dentro das cidades

    E o que a gente recebe?
    Desdém, preconceito e um nariz de palhaço.

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    1. Esqueceu de um outro grande incentivo para os cidadãos quererem ter se carro: o transporte público de m*rda que temos por aqui.

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    2. Perneta, vc foi genial!!! É isso mesmo.

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    3. Perfeito e incontestável. Não à toa que no governo acabaram de baixar o IPI e os juros de novo incentivando abertamente a compra de carros pela população.

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    4. Uma parte do IPVA é repassada aos municípios, portanto, mais uma razão para, no caso destes, incentivarem sua compra. Alguns municípios, caso de SBC, até chegam a intimidar, por carta, proprietários de automóveis emplacados em outras localidades, alertando-os para que "regularizem a situação pois, do modo que estão, podem ser processados criminalmente". Eu mesmo passei por isso e é uma pena não ter guardado a correspondência para mostrar às pessoas como é que funciona o negócio. No meu caso, rasguei-a, joguei fora e dei de ombros pra coisa, ou seja, não movi uma palha, pensei: "tenho domicílio no município em que meu carro está emplacado, quero ver o que eles vão alegar..." Até hoje não aconteceu nada - se bem que hoje eu nem moro mais em SBC.

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  10. Então tome uma atitude e escreva sobre sua cidade, pô!

    João Paulo

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  11. Os caras de SUV não respeitam nem os Unos imagina as bicicletas...

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    1. E esse mesmo cara de SUV, se estivesse de Uno, não iria aproveitar mal a agilidade de um carro menor e sair dando fechada nos outros a cada vez que encontrasse uma brechinha em que seu carro passasse? E se esse mesmo cara de SUV estivesse em uma bicicleta, não haveria o risco de ficar ziguezagueando inclusive em calçadas?

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    2. Discordo do segundo anônimo. O cara do SUV só faz o que faz porque se sente superior, enfim, um idiota completo.

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  12. E vcs vão votar em quem na próxima eleição msm?

    Ahhhh tá...

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    1. Pisca,
      Por favor, nao perca o comentário que fizeram a seu respito no post de ontem!
      Sucesso!

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    2. Anônimo24/05/12 14:37

      Mas eu nem escrevi nada no post de ontem...

      Só gosto de comentar qnd o faço.

      Abraços

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    3. PQP!!!
      Tiveram a manha de criar até um perfil fake! pelamordeDEUS, até onde chega a vagabundagem desses caras.

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    4. Na próxima eleição a gente vai votar no Marconi Perilo, com Cachoeira de vice

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    5. Anônimo24/05/12 16:37

      Ah sim, da msm maneira q os roceiros do interior fazem por aki.

      Normal...kem não tem curso superior vota no PSDB msm, seja aki ou em SP.

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    6. O que eu mais vejo na sociedade (trabalho, faculdade, vizinhança, conhecidos, amigos, parentes, etc..) é "nego estudado" com 2 ou mais faculdades, pós graduações e o diabo-a-quatro babando-ovo dos tucanos, e esculaxando todos os outros partidos, todos, e em especial, claro, o pt.

      sem contar quem não tem a bendição do curso superior, q defende os tucanos como se fossem de suas famílias, ou algo mais importante.

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    7. Duílio

      Sou diferente então, pois ODEIO a Tucanalha.

      Aliás, a msm não consegue eleger um prefeito em Goiânia a décadas.

      Pq será né?

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    8. Pisca.
      Diga-me com quem andas e te direi quem és.
      Diga-me em quem votas e te direi quem pensa que és.

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    9. Tucanalha, petralha, etc... todos são uns FDPs e se distiguem apenas na forma do discurso.
      No Brasil político é sinônimo de criminoso ininputável. Temos de todos os tipos: Assassinos, estupradores, estelionatários, traficantes e todo o tipo de vigarista que se pode imaginar.
      Por mim, matava todos eles numa enorme fogueira.

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    10. Este comentário foi removido pelo autor.

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    11. Anônimo25/05/12 13:02

      Os goianienses são mais bem informados e letrados doq os goianos do interior, porisso NÃO votamos no PSDB a mais de 2 DÉCADAS aki em Goiânia.

      Ao contrário dos paulistas e paulistanos q votam nessa cambada p/ tempo semelhante.

      Falando nisso, vamos às comparações:

      http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/25/homicidios-roubos-estupros-e-ocorrencias-de-trafico-crescem-no-estado-de-sp.htm

      Enquanto isso, aki na cidade onde Tucanalha NÃO governa:

      http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/25/pesquisa-do-ibge-mostra-que-goiania-e-referencia-nacional-em-infraestrutura-urbana.htm

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  13. Esses cicloativistas deveriam ser proibidos de andar de ônibus, metrô e carro. Se bicicleta é meio de transporte o skate também é. Basta ver quantos adolescentes usam a prancha com rodas para ir a escola, à casa dos amigos, aos parques e praças, aos shoppings..

    Tem que ter legislação pra eles também!

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    1. Semana passada vi um cicloativista de barba comprida e uma camiseta dizendo que ele não contribui para o efeito estufa, e que a bicicleta dele não polui.

      Um FDP desses devia ir para o meio do mato e se matar pois o peido dele emite metano e contribui para o efeito estufa. E ainda não inventaram catalizador para o toba...

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    2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  14. Bob;

    Outro dia passei na Av. Lineu de Paula Machado em uma quinta feira e lá tem a "faixa do ciclista" de Domingo. Sabe o que achei graça. É que tinha uma fila de carros (embora não houvesse transito) trafegando em tods as faixas, menos naquela da esquerda, demarcada em vermelho para os ciclistas....Inconscientemente o cidadão vê aquela faixa vermelha e já acha que é proibido trafegar, é exclusiva de alguma coisa e como todos sabemos...

    ...Se bobear o CET multa

    Abraços

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    1. Eu já percebi isso. O povo evita a "faixa vermelha" e nem sabe porquê. É a baixa inteligência média do brasileiro na sua melhor forma!!!

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    2. Já percebi isso também. É tanta proibição que o cidadão fica com a sensação de que um leve descuido pode levar à multa. Juntando a baixa atenção e capacidade de interpretação das pessoas e o resultado é esse.

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  15. Evandro

    "E curioso como "medidas bicicletivas" é mais eleitoral que medidas de transporte coletivo, que ficam nas promessas, atrasam, não funcionam tão bem quanto deveriam e mesmo assim o povo reclama menos do que quando um ciclista é atropelado na Paulista.

    Quero ver falarem do pedreiro andando em sua barraforte lá na periferia, que é morto por menores de idade bêbados dirigindo um fucão a 100 por hora em uma viela.."


    Cara, estava falando a mesma coisa aqui pro pessoal do trampo agora: o proletário que pedala na sua barraforte sem marcha lá da periferia tem mais noção no transito do que esses "ciclistas" que gastam rios de dinheiro em bike e equipamentos ultramodernos, e acham que tem o direito de andar no meio da av. Paulista ralando os ônibus...

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    1. E que ficam protestando pelados de vez em quando... e acham que estão salvando o mundo...

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    2. Poisé, ao menos vejo uma atitude louvável da prefeitura de Ribeirão Preto, SP (que infelizmente não tem um bom gerenciamento de trânsito) criar uma ciclovia e reformar uma avenida que liga uma região pobre da cidade a região central e outras vias expressas, também há um projeto pra fazer isso em outra avenida da periferia onde tem pessoas de baixa renda, que usam a bicicleta como meio de transporte "de verdade".

      Elogio porque não lembro de ter visto isso em nenhum outro lugar e também porque nas avenidas da classe abastada não tem ciclovia, só uma ciclofaixa fajuta aos domingos que é prato cheio pra bandidagem.

      Agora penso nas grandes capitais onde vão colocar faixa exclusiva pra ônibus, faixa pra bicicleta, faixa pra moto e, carro anda onde mesmo ?
      Ah, vai de metrô.
      Ops, não tem, o projeto é pra 2025.
      Hum, vai de ônibus.
      Lotado pra caramba, motoristas conduzindo o veículo coo se fosse um caminhão de transporte de gado, demora, ônibus que não passa, linha que não faz a rota desejada.
      Ah, então pegue trânsito e não reclame.

      Me desculpem os cicloativistas, mas bicicleta é viável em cidade pequena/média, de relevo plano e trânsito baixo/médio, mudando o cenário ela só serve ao propósito de poucos, e mesmo que todos tenham seus direitos, o direito de poucos não pode ser o de atrapalhar o de muitos.

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  16. Velho da Bengala de Osso24/05/12 14:20

    Só eu acho um contrassenso pedir para "andar devagar" para "ultrapassar"?

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  17. Bob,

    No texto você menciona que os motociclistas foram proibidos de trafegarem pela pista central da Marginal Tietê.

    A proibição não era na pista expressa, sendo liberadas apenas as pistas central e local?

    Abs

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    1. Está certo, questão de nomenclatura. Eu quis dizer a pista mais rápida, portanto é a expressa mesmo. Vou alterar para ficar correto. E obrigado!

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  18. Eu acho que o Kassab deve estar namorando com algum cicloativista, só pode...

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    1. Kassab dá ré no kibe.

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    2. Nem por isso! Se o cara gosta de tomar na bunda, isso é problema dele. O que ele não pode é achar que todo mundo gosta e orientar suas políticas de forma que todos também tomem...

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    3. Kassab dá ré no kibe, faz chupeta e canta música sertaneja com voz bem fina. Uma graça. O que não é nada engraçado é a gente levar fumo todo dia desse palhaço que só tá a fim de fazer média com um bando de inúteis e vagabundos politamente corretos. Na eleição esse bosta vai ver como é que se chuta um traseiro pra bem longe. Mas péraí... quem são os outros candidatos? PUTA MERDA!!!
      E a coisa não fica só aí, a câmara municipal é um verdadeiro balcão de negociatas, comandada por ladrões e toda a espécie de criminosos que existe, um verdadeiro sindicato do crime. Se botar o Marcola pra gerenciar aquilo acho que até melhora.

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    4. Kassab dá ré no kibe!
      Kassab dá ré na bike!

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    5. Lembrem que ele mandou fechar os puteiros

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  19. Sou favorável as bicicletas!
    Porém bicicleta e ciclistas só em CICLOVIA.
    Se o governo quer incentivar que construa, urgente, vias específicas para essa magrelas!
    Lembrando os ciclistas, que parecem "paspalhos ambulantes" e pensam que podem tudo:
    Calçada é para pedrestres e nao bicicleta.
    Respeitem o pedestre!

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    1. No Brasil, calçada é para carros estacionarem.

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    2. Adilson, em SP pelo menos é muito difícil ver carros estacionados em calçadas. Até pq multa e guincho chegam rápido nesse caso.

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    3. Adilson,
      A culpa é do carro então?

      Como você explica a Alemanha, com metade de nossa população, enfiada em uma área similar ao estado de Minas Gerais, com 7 VEZES A NOSSA FROTA não ter esses problemas???

      Não livre a porcaria de país que foi construído a deus dará de sua responsabilidade. Temos problemas de estrutura em todos os níveis.

      FAZ ASSIM: VIVA NA ZONA LESTE COM SUA FAMÍLIA E APENAS BICICLETAS. APOSTO QUE EM UM MÊS SEU MAIOR DESEJO SERÁ UM CARRO.

      politicamente correto de merda.

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    4. Considero praticamente impossível viver sem carro em qualquer cidade que tenha sido construída especialmente para carros, mas prefiro acreditar que é possível criar espaço para ciclistas, pedestres, cadeirantes. Criar condições para as pessoas circularem de carro, de metrô, de bicicleta, carreira de rodas, ou à pé, ao invés de somente entupir a cidade de carros até sufocar toda a populacão.

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  20. perfeito,interessa aos paulistas mas deve ser apoiado para que amanhã ou depois não vire moda em outras cidades...
    cada uma ...

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  21. Aos que reclamam, queria 1% desta ordem aqui na minha terra...

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  22. Com a "velocidade" que conseguiremos imprimir, podemos ser flagrados como imóvel. Aí a PMSP poderia cobrar IPTU. É lamentável.

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  23. Bob, "cicloativista" acaba sendo termo adequado se imaginarmos que pensam na bicicleta não como meio de transporte ou lazer, mas como suposta vítima de opressão. Nesse caso, a coisa aumenta um pouco seu escopo, por não se pensar no ato individual de alguém que anda de bicicleta, mas sim em ciclistas enquanto classe social, enquanto opressores seriam os que têm carro, podendo gerar a curiosa situação de alguém de bicicleta ser visto como oprimido e opressor caso pegue seu automóvel.
    Obviamente que o ciclista é a ponta mais frágil dos meios rodantes no trânsito e tem de ter preferência no trânsito, como levar em conta aquele metro e meio na hora de ultrapassar. Porém, isso é muito diferente de querer pôr ser humano como oprimido por simplesmente optar por pedalar do ponto A ao B enquanto outro quis fazer o mesmo por outro meio.

    Esse é o motivo do "cicloativista": a eles bicicleta não significa somente algo com duas rodas e pedal que você pode usar como meio de transporte, mas sim algo que supostamente lhes confere direitos negáveis a quem estiver em outros meios de transporte, bem como suas mentes passam a ver aquilo como uma opressão a ser chamada de sua, não adiantando alguém de carro e que age respeitosamente tentar-lhes demonstrar que não é opressor, pois já é pauta fechada na mente deles que alguém de carro é visto como supressor de direitos alheios. Use-se aí mais ou menos o raciocínio que militantes do movimento negro têm para com o todo dos brancos (que serão vistos como opressores mesmo que tenham amigos e parentes de ancestralidade africana e tratem a todas as pessoas com justiça), que os militantes homossexuais têm para com os heterossexuais (ou mesmo para com homossexuais que não endossam sua agenda, como pôde comprovar Clodovil enquanto vivo) e por aí vai.
    Alguém só seria "carroativista" se defendesse em bloco o direito de usar seu veículo. Temos "carroativistas", por exemplo, na Alemanha. Se lá reduzem a velocidade máxima nas estradas, logo há grita dos clubes automotivos locais, o que obriga o governo local a recuar. Alguns irão perguntar se "carroativistas" veriam a si próprios como classe oprimida e direi que não, pois aqui a diferença está em a abordagem não ser feita com base em retórica ou dialética marxistas ou, mais especificamente, marxistas culturais (mais insidiosas e com objetivo de preparar terremo para a sociedade aceitar o marxismo). "Carroativistas" não são propensos ao uso como inocentes úteis como quem vê na bicicleta a solução para os problemas de um mundo supostamente errado, ainda mais que ao marxismo carro é visto como expressão da individualidade (e aqui também podendo se considerar a inversão de valores caso se fale da China como atual maior mercado automobilístico do mundo). Por esse motivo, serão chamados de "fascistas", "imperialistas" e outros "istas" caso se manifestem, com tais alegações sendo usadas como tentativa de censurar a expressão de ideias contrárias. Obviamente deve-se considerar isso apenas como bravata e não como algo válido.

    À Prefeitura paulistana obviamente interessa usar cicloativistas como inocentes úteis, pois enquanto pensam que têm seus direitos respeitados e ganham poder, são usados como massa de manobra para arrecadar mais multas e desviar o foco da necessidade de um melhor transporte público. Obviamente que nessa concessão ao uso de cicloativistas como massa de manobra irão fazer vista grossa a certos maus atos, como trafegar na calçada e ziguezaguear, justamente para manter a tal ilusão citada na primeira frase deste parágrafo.
    Um dos problemas de quem usa carro, além da desunião natural, é o de tentar fazer valer seus direitos por vias institucionais, enquanto cicloativistas usam não só essas como também as de choque cultural, o que também intimida o entorno. Imagino que tenham observado o grau de sofisticação envolvido e o quanto que é diferente o cicloativista daquele que usa a bicicleta como meio de transporte.

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    1. Agradeço os comentários, perfeitos!

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    2. Este ponto do Marxismo cultural é interessante, pois percebe-se mais uma discurso de "luta de classes" na busca por soluções de trânsito. Na verdade a própria hierarquização do trânsito (pedestre < ciclista < carro < caminhões e ônibus) se mostra mais uma aplicação prática de como o marxismo se mostra uma das filosofias mais obscenas da história da humanidade.

      Diogo Rengel Santos

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    3. Diogo, não diria que a hierarquização do trânsito seja algo com marxismo cultural, até porque nesse caso há mesmo uma necessidade de pensar na lógica pedestre < ciclista < moto < carro < utilitários de maior porte < caminhões e ônibus. Se um caminhão atinge um pedestre, é preciso pegar os pedacinhos dele no chão com uma espátula, juntá-los em um saquinho e levar o saquinho para a cova, pois sequer ocupará espaço suficiente que justifique um caixão. Se um carro atinge uma moto, também é algo mais protegido atingindo outro menos protegido, por isso a necessidade de dar preferência às motos em cruzamentos sem sinalização, mesmo que venham do lado esquerdo e em tese a preferencial seja do motorista.
      O grande problema mesmo é usar o raciocínio de que uma massa amorfa de ciclistas (ou motociclistas, incluindo quem não é motoboy) representaria uma classe oprimida por aqueles que têm automóveis. E aí seria a classe mais tênue possível, pois um de seus integrantes deixaria de fazer parte dela caso dirigisse um carro, pilotasse uma moto ou pegasse um ônibus.

      A grande questão é saber observar em que contexto uma reivindicação de um ciclista é adequada ou se é tentativa de marxismo cultural. Não há como se considerar marxismo cultural quando se reivindica que um vagão de metrô ou trem possa levar bicicletas, pois é algo razoável e facilmente exequível. O mesmo se pode dizer sobre fazer bicicletários em estabelecimentos diversos ou mesmo tentar adequar vias para as bicicletas, desde que essas possuam condições a tal (qualquer dúvida sobre o que é uma boa ciclovia, sugere-se um pulinho em Praia Grande, que tem belas construções do tipo totalmente segregadas do trânsito de veículos automotores e adequadamente sinalizadas).
      Porém, algo torna-se marxista cultural quando se nota que a intenção é querer chocar a sociedade para deixá-la meio sem saber o que dizer ou quando se nota que aí há uma tentativa de se prejudicar o resto do tecido social, ou mesmo quando se tenta cercear o direito de alguém proferir um discurso que seja de discordância àquilo que os tidos representantes dos tidos oprimidos têm a dizer. Isso se encaixa em um conceito chamado "tolerância repressiva", de Herbert Marcuse (conceito esse que se pode ver em muitas coisas dos dias de hoje, como o exemplo simples de chamar a mulher que se masturba de moderna e homem que faz o mesmo de derrotado). Não hesitarão em usar o discurso do envergonhamento de quem se opõe a algo, criando uma "censura branca", em que o discurso contrário não é proibido pela lei, mas as pessoas têm medo de proferi-lo porque terão de lidar com uma multidão a ela contrária e que agirá com a intolerância e histeria de que acusam os opositores de possuir.

      Obviamente que isso tudo muito interessa a esferas do poder, justamente por aquilo que podem fazer ao direcionar alguém ou um grupo para que com sua pressão ajam de uma forma que acabe sendo proveitosa a quem está no poder para conseguir coisas que jamais o alguém ou o grupo cogitaria. Vide aí o exemplo de querer se multar aqueles que supostamente desrespeitarem o ciclista, algo que cai muito na esfera do subjetivo (quem vai saber no olhômetro a diferença entre 1,5 e 1,4 m, por exemplo?).

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    4. Eu diria que o Brasil está precisando urgentemente de um movimento carroativista organizado, quem sabe mais pra frente até com representação política. Porque não podemos nos organizar e mobilizar para iniciar um movimento?

      Se existir apenas um grupo capaz de gerar o embrião desse movimento no país, acredito que seria o AE.

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    5. Perfeitos os comentários. Concordo plenamente.

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    6. Então só tem um jeito: partir pro pau pra cima dessa gente, isso sempre que resolverem impor sua vontade na marra, atravancando o trânsito e intimidando os demais com sua gritaria.
      Essa gente que transforma bicicleta em categoria de pensamento é muito bem definida com "fascisbikes". Somente porrete e gás de pimenta são capazes de esfriar os ânimos dessa canalha.

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    7. Concordo com quase tudo que foi aqui escrito. Porém, não concordo que os cicloativistas sejam de uma classe social oprimida.

      Exemplifico:

      - quando o dono da Lorenzetti se "suicidou" ao disputar espaço com um ônibus, enfiando-se "por dentro" na esquina, os cicloativistas fecharam ruas, pintaram bicicletas de branco, etc...

      - quando o filho do Eike Batista atropelou um ciclista - logo indicado como pobre e bêbado - nenhum cicloativista se manifestou.

      Para mim, o perfil dos cicloativistas é o mesmo dos pitboys...

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  24. Hahahahaha !!!!

    "marronzinho" é o banco da bicicleta do cicloativista peladão.
    Bunda suja !!!
    Hahahahahahahaha

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  25. É ISSO AÍ BOB!!! PAU NOS CICLOATIVISTAS LESMA LERDA DA CET!!!

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    1. Quem é vivo sempre aparece!!
      Por onde andavas?
      Sentimos falta de seus comentários!

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    2. É ISSO AÍ BOB! UNA FORÇAS COM O PLUTÔNIO PARA DESCER O PAU EM TODO MUNDO! PAU NELES!

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    3. Ué... até outro dia o Bob achava o Plutônio um "imbecil"...

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    4. Achava não, tá doido?!

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    5. Achava nada!
      O Plutonio já faz parte do folclore desse blog.

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  26. Mestre Bob, começo pedindo vênia por tratar de assunto estranho ao artigo sobre a CET, mas é que eu sempre leio seu blog e estou ansioso por uma matéria sobre o novo diesel S-50 - os postos já estão comercializando, 20 centavos mais caro, mas a mídia não informa nada - como, quando em que veículos ele deve (ou não) ser usado. Aguardo resposta, desde ja agradeço a atenção e...PAU NA CET!!!

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    1. ramazzoti
      Todos os caminhões a diesel produzidos a partir de 1° de janeiro de 2012 têm de usar exclusivamente o diesel S-50. Se usarem o diesel S-500 ou S-1800, haverá perda acentuada de potência, determinado pelo gerenciamento do motor. Os carros a diesel importados, como o Land Rover Discovery 4 e o Range Rover Sport, também terão de usá-lo. Os motores antigos também podem funcionar com o S-50, mas não há vantagem a não ser emitir cerca de 10% menos do poluentes óxido de enxofre e óxidos de nitrogênio. Mas faremos um post detalhado a respeito. Aguarde.

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    2. Bob;

      Já comentei com você antes mas comento e compartilho com os entusiastas

      Diesel 50 na minha Ranger 3.0 e gostei muito! Senti melhora no desempenho, redução no consumo indicado no painel (de 13,5km/L para 14,2km/L no computador de bordo) e a tradicional engasgadinha que ela costuma fazer numa retomada em rotação mais baixa e quarta marcha (ao passar pelo Sem Parar) simplesmente desapareceu.

      Notei também redução na fumaça nas acelerações mais vigorosas.

      Abraços!

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    3. Bob, aproveitando o ensejo, poderiam falar também dos demais tipos de combustíveis ?

      Etanol aditivado e gasolina premium opcionalmente, mas gostaria de um comentário de vocês entendidos sobre a determinação do CONAMA ou PROCONVE (não lembro) que passará a vigorar em 2014 onde a gasolina também deverá ter seu teor de enxofre reduzido, mas nunca vi nota nenhuma sobre esta normativa, só descobri porque um amigo advogado sem querer topou com a norma.

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  27. do jeito que a coisa anda logo as ruas serão invadidas por milhares de bicicletas elétricas e tudo vai ficar bem pior

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  28. mais um criador de engarrafamentos.

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  29. Pura falta de planejamento urbano. Ninguém imaginou que o Brasil cresceria nesse ritmo, então precisamos buscar soluções para veículos motorizados, ciclistas e pedestres conviverem em harmonia no trânsito. Vivi na Itália alguns anos... andei muito de bicicleta, scooter e carro (Fiat 500) e nunca tive problemas. Há respeito no trânsito, e não só da parte do motorista, mas dos ciclistas e pedestres também.

    Eu vejo muita reclamação do pessoal aqui contra radares, mas eu sou a favor. Quer correr, vá para uma pista! E também sou a favor de controlar a velocidade média dos automóveis e limitar a velocidade dos caminhões em 60 Km/h!!!

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    1. Claroooo.... Vamos empurrar os caminhões seu loucoooo....

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  30. Ok.. Certo que o texto está direcionado para São Paulo. Apenas não se esqueçam que Sp é o lugar onde testam esses absurdos antes de replicar para o restante do país.

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  31. Ontem eu estava sentado no terraço do prédio com uma amiga tomando vinho e ouvindo Beatles, quando um ciclista foi atropelado por um carro. O carro estava em uma via transversal aguardando para entrar em uma avenida e quando ele avançou, veio um ciclista na contramão da via principal e foi atingido pelo automóvel.

    Nesse caso, quem é o culpado? O motorista estava observando o fluxo de veículos da via, e não esperava que uma bicicleta viria na contramão...

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    1. Meu caro, isso e' regra de direcao defensiva. Não adianta "esperar" que não venha ninguém, tem que certificar-se com segurança da via estar livre em todos os sentidos, justamente para evitar um suicida potencial como esse da bicicleta. Mas pelo seu relato creio que não tinha mesmo como o condutor ver a bicicleta. Triste.

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  32. Acho que já sei a solução: vou comprar um patinete. (risos)

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  33. Pra alegria do povo:
    http://noticias.uol.com.br/album/album-do-dia/2012/05/24/imagens-do-dia---24-de-maio-de-2012.htm?abrefoto=54

    Em Blumenau não funcionou. Não tinha lugar para o pessoal andar com as bicicletas.

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  34. "Seria muito mais simpático e eficaz, de alcance muito maior, faixas com a mensagem "Motorista, cuide do ciclista" ou "Motorista, proteja o ciclista". Mas isso não contribuiria para os cofres do município..."

    Na verdade seria muito mais simpático dizer "Motorista, se cuide do ciclista" ou "Motorista, se proteja do ciclista"

    Diogo Rengel Santos

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  35. Os comentários deste post tem um pouco do comportamento do trânsito caótico urbano, é possível ouvir buzinas e ruídos de motores nesses comentários.

    Conduzir qualquer veículo acima de cem quilos nas ruas de qualquer cidade repleta de pessoas movimentando-se de carro, à pé, de bicicleta é complicado e tem causado diversas tragédias. Dá vontade de tentar imitar os animais irracionais, que optaram por movimentar-se usando o próprio corpo, talvez os cicloativistas estejam tentando sugerir algo semelhante.

    Somos assumidamente dependente de carros e necessitamos de muito espaço para movimentar-se por uma cidade cada vez mais entupida de carros. Portanto não faz sentido dividir o "nosso" espaço, cada vez mais raro, com outro tipo de objeto móvel mais lento que o nosso carro, por exemplo caminhões, ônibus, bicicletas, pedestres.

    Entretanto não há saída, não há espaço para tantos carros nas ruas. Consequentemente diversos prefeitos de diversas cidades no mundo, vem tentando desestimular o uso do carro e apostando na bicicleta como uma alternativa de transporte de curtas distâncias (5km). Para isto será necessário promover mudanças de comportamento da população habituada a usar carro desde a criança.

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    1. Mudança de comportamento???

      Precisa de estrutura isso sim. Grandes cidades no mundo apoiam bicicletas e sharing mas também já fizeram sua parte ou estão fazendo.

      São Paulo tem um transporte público e aproveitamento urbano TOSCO e quer pular etapas apoiando bicicletas. São Paulo está omitindo SUA PRÓPRIA responsabilidade e jogando isso para as costas da população.

      QUANDO SÃO PAULO TERÁ A MALHA COLETIVA DE LONDRES, OU CIDADE DO MÉXICO???

      Antes disso, não me venha com poesia e comparações de duas medidas.

      São Paulo precisa fazer a lição de casa e fim de papo. Uma cidade com essa riqueza não pode ser pensada como se estivéssemos na Nigéria.

      E quero ver quem vem me convencer a trocar o carro pela bike, vindo do ABC todos os dias até SP, 35km. 1 hora de carro, 3 horas de transporte público (se não atrasar) e custando o DOBRO do custo operacional.

      Politicamente correto é a alegria da gestão incompetente.
      Não caia nessas falácias, os ingleses não caíram. Todos sabem que em uma cidade de geografia acidentada a bicicleta é um dos meios de transporte menos sociais que existem: mães com filhos, obesos, idosos, crianças, necessidades especiais, etc...

      Seu texto me soa tão ruidoso quanto o fato de SP ser a única cidade do mundo em que os bikers usam quase uma armadura pra ir à esquina.
      Você já viu alguém usar capacete com bike em cidade européia, que não seja um esportista?

      Simples assim.

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    2. Eu peso mais de cem quilos e nunca causei tragédia alguma andando a pé.
      Demonizar o automóvel não leva a lugar algum (ao contrário do automóvel, que nos leva para onde a gente quiser).

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    3. O Ledoni tocou no ponto "X" da questão. Para aliviar o trânsito, o Brasil tem que investir pesadíssimo em transporte coletivo sobre trilhos (trens e metrô), não tem outra saída. É assim na Europa, EUA, Japão etc. Todos os europeus ficam espantados ao descobrirem não haver trens em profusão aqui no Brasil.

      Sem contar que a malha viária brasileira é de chorar quando comparada à dos mesmos países que citei como exemplo. Se fizessem malhas viárias na mesma proporção que "lá fora", o tráfego brasileiro já ficaria infinitamente mais suportável. Só faltaria acabar com os "cabeças de pudim" e "gérson-motoristas" para ficar perfeito.

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    4. Ledoni, pedalar 35km até o trabalho é loucura, mas quem circula à pé ou de bicicleta pelas ruas do bairro tem o direito não ser atropelado por motoristas apressados que precisam atravessar uma cidade entupida de carros, para chegar em tempo ao trabalho.

      Algumas pessoas costumam mudar de assunto e cobrar investimento em transporte de massa quando o assunto é bicicleta. É óbvio que deve-se investir em transporte público, mas o investimento em ciclismo urbano não necessariamente deve estar vinculado a isso.

      O carro é e sempre será importante para o ser humano. Entretanto, defender o uso da bicicleta em trajetos de curta distância, exemplo 5km, não significa demonizar o carro, mas apresentar alternativas complementares de transporte urbano.

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    5. Ledoni

      Faça como eu, mude-se para perto do trabalho. Também morei em SBC e rodava quase 60km entre ida e volta, às vezes levava mais que hora e meia para fazer o percurso, tanto de ida quanto o de volta. Agora uso apenas meu par de tênis para ir ao trabalho, nada de stress, nada de acordar ainda mais cedo, a gastrite sumiu e agora tenho tudo mais perto de casa. Tanto me acostumei que acabei por vender o imóvel lá de SBC e comprei outro aqui pertinho - primeiro aluguei um apartamento para ver se dava certo. Agora comprei uma casa e o melhor, com vaga para tres carros. Finalmente vou poder comprar meu carrinho velho, encostá-lo num canto da garagem e ir mexendo aos poucos.
      Dá trabalho tudo isso mas te garanto que o resultado é extremamente gratificante.

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    6. O Anônimo 25/05/12 17:43, se encaixa no perfil citado no meu comentário, onde digo que: "... quem circula à pé ou de bicicleta pelas ruas de seu bairro tem o direito não ser atropelado por motoristas apressados que precisam atravessar uma cidade entupida de carros, para chegar em tempo ao trabalho".

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    7. Deixe de ser tapado colega... E por acaso calçada é rua??... Pedestre na calçada não é atropelado (a não ser pelos loucos que deveriam estar na cadeia)...

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  36. Daqui a pouco alguém da CET vai ter a "brilhante" idéia de baixar (ainda mais) os limites de velocidade de modo a que os carros não "ofereçam risco" às bicicletas... e vamos todos ter radares de 30 KM/H em todas as ruas da cidade.

    Se bem que... com a atual velocidade do transito congestionado de São Paulo, daqui a pouco vai ser mais rápido se deslocar de bicicleta mesmo...

    Parece que é isso justamente isso que querem os cicloativistas ou "talibikers" como alguns dizem.

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    1. A velocidade média do trânsito urbano já está abaixo de 30km/h, devido à falta de espaço. Para garantir o uso do transporte individual com segurança, a solução é aumentar espaço ou reduzir tamanho e peso dos veículos. Prefeitos de de cidades como São Paulo, Londres, Nova Iorque, Paris estão optando pelo emagrecimento dos veículos (as magrelas), já que o constante alargamento de vias urbanas não vem apresentando resultados satisfatórios.

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    2. Jota
      É exatamente o que um "cicloativista" propõe, conforme vi recentemente num debate no portal UOL, baixar a velocidade dos carros para dar mais segurança aos ciclistas. Chegou a citar o Art. 61 do Código, o que estabelece as velocidades máximas nos vários tipos de vias quando não houver sinalização como o que deveria ser cumprido pela CET, esquecendo-se (ou desconhecendo) que no mesmo artigo o parágrafo seguinte diz que "O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidades superiores ou inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.

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    3. Enquanto na India existem empresários procurando um jeito de fazer as pessoas usarem carro, aqui no avançadíssimo Brasil, estamos dando um jeito de fazer todo mundo andar como na India... rs

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    4. A velocidade atual das vias urbanas não deveria ser reduzida, mas mantida e preservada, pois as cidades e os serviços oferecidos por ela, não estão preparados para uma possível diminuição da fluidez no trânsito.

      É possível aumentar a segurança no trânsito urbano reduzindo e controlando a quantidade de movimento praticada em vias urbanas. Esta redução pode ser obtida incentivando a fabricação de veículos bem mais leves e menos volumosos que os atuais, mas sem comprometer a segurança de seus condutores.

      Esta mudança de foco não contraria o CTB, pois é permitido estabelecer limites de velocidade em função do peso do veículo.

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  37. Esse é mais um reflexo da mania de boa parte dos brasileiros olharem somente para o próprio umbigo e não para a sociedade como um todo. Não estão nem aí se o que é bom para um grupinho vai tornar a vida da maioria um inferno.

    Essa "tchurminha" de cicloativistas que vive defendendo a criação de ciclovias para todo lado jamais parou para pensar que, numa cidade grande como São Paulo, já estabelecida a séculos, fica simplesmente impossível de ser feito. E o que mata é que esse bando não pensa (ou não quer pensar...) de forma coerente. Quando argumentamos dessa maneira, já vêm com o discurso ecochato de que temos mente retrógrada, que não acompanhamos as mudanças e blá-blá-blá.

    Como comparação, a questão aqui é muito diferente (mas bota diferença nisso!) do que acontece na Holanda, onde existem 2 bibicletas por habitante, onde usam as "magrelas" até mesmo com neve, chuva, frio e o raio que o parta. Lá a cultura da bicicleta já está no DNA do povo. Porém, todas as cidades são planejadas prevendo um volume de tráfego assombroso de bicicletas, é impressionante o tamanho dos estacionamentos para bicicletas. Existem ciclovias em praticamente todas as vias para carros. E o ciclista de lá não é nó cego, tem consciência dos riscos e não sai fazendo meleca ou se impondo sobre os carros. Não se vê uma única bicicleta trafegando pelo acostamento das auto-estradas, cena comum no Brasil. Além do que na Holanda uma cidade com 50 mil habitantes é considerada grande, visto que as cidades de lá são muito menores que as cidades do Brasil. Aí fica mais simples de se adequar as vias públicas para bicicletas.

    Enquanto isso, no Brasil criam ciclovias e ciclofaixas na marra, parece até brincadeira de mau gosto. Descobri que perto de onde moro, aqui em Sorocaba-SP, também tiveram a brilhante idéia de transformar a calçada em ciclovia, como já apresentado em outra cidade aqui mesmo no AUTOentusiastas. Mas e os pedestres?! Ora, os pedestres...

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  38. Muito papo, muita balela e nada de solução.
    Pelo que notei, todos que aqui escreveram são contra o uso de bicicletas. E concordo que elas atrapalham o trânsito e que o risco de acidentes é enorme.
    Mas notei também que cada um puxa a galinha para o seu saco mas não faz nada para querer melhorar a situação. E todos poderiam, se quisessem.
    Mas quando se fala em mudanças, que ninguém mexa com o povo. O governo que se dane em resolver.
    E aí o cidadão compra um enorme SUV, uma camionete do tamanho de um ônibus, anda enviesado nas ruas, estaciona sobre as calçadas, não sinaliza a direção que irá tomar e mais um série de idiotices, mas a culpa é só do governo. "Porque se eu compro um carro com seis metros de comprimento é porque eu tenho e os outros que se danem". E aí reclamam e reclamam sem parar.
    Não quero eximir a culpa dos governantes quanto ao caos das ruas de São Paulo e de outras grandes cidades. Mas todos estão a fazer sua parte? Creio que não. "Porque o dinheiro é meu, ganhei com o meu suor e compro até uma jamanta se quiser".
    Será que é tão difícil cada um de nós ceder um pouco e optar por carros menores? Será que para tornar o trânsito viável e menos estressante devemos continuar a agir da mesma maneira que sempre estamos acostumados a agir, ou é hora de mudar?
    Cada uma que faça exame de consciência e pense sobre isso.
    Quanto essas leis esdrúxulas, elas existem porque permitimos.
    Não seria melhor então tentar mudar essas situações e fazer abaixo-assinados, fazer manifestações pacíficas e exigir melhores leis?
    Solução existe. É só querer. Mas se o povo não quiser mudar suas atitudes, que se DANEM TODOS!

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    1. O problema é que aqui no Brasil SEMPRE quem resolve (ou ao menos melhora) a situação é uma parte do povo e ainda assim pequena por sinal. Pagamos impostos aos borbotões e não temos NADA em troca: preciso pagar seguro de automóvel e de residência porque a segurança pública é falha ao extremo; pago plano de saúde particular, pois se depender do SUS, já estou morto; escola de qualidade, praticamente particulares somente, com uma minoria pública e com filas de espera medonhas para conseguir vaga.

      Eu gosto de carro grande e vou ter carro grande sempre que possível, não por egoísmo, mas sim por ser algo que me dá prazer em dirigir. Já me chegam as privações que sou sujeito, em boa parte devido a insegurança pública, não é nos automóveis que "vou fazer minha parte" enquanto o governo esbanja meu rico dinheirinho e se lixa para o povo. Entre impostos e INSS, praticamente 50% de todo o meu salário fica para o governo. E se esse governo investisse mais em trens e metrô sobraria muitíssimo mais espaço para carros circularem pelas ruas brasileiras, que também são pífias dado o volume de carros que aqui existem.

      E esse mesmo governinho bacaninha de merd... acabou de reduzir ou mesmo isentar o IPI de diversos veículos, justamente para incentivar as vendas, sem nem ao menos apresentar projetos de soluções para absorver esse volume maior de veículos que chegarão às ruas brasileiras nos próximos meses. Nada contra reduzir impostos, muito pelo contrário, sou totalmente a favor. O problema é que ninguém planeja porcaria nenhuma nesta terrinha tupiniquim.

      O lema real do governo brasileiro é "f.d.-se o povo e dinheiro em nossos cofres para esbanjar à vontade"...

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    2. Last of the Mohicans
      Há uma semana a Ford emitiu uma nota à imprensa que diz: "Com o aumento do preço do petróleo, muitos apostaram no fim dos chamados SUVs (Sport Utility Vehicles), que impõem respeito no trânsito com seu porte alto e robusto e transmitem poder e força aos seus proprietários. Mas a Ford novamente reinventou a categoria, com modelos que avançam na economia de combustível com tecnologias mais eficientes de motores, transmissões e novas soluções de design, direção, freios, pneus e demais sistemas." Melhor explicação para o crescimento do número de utilitários esporte nas ruas não existe.

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    3. Road Runner,

      Em Estocolmo, capital da Suécia, o dia 3 de setembro de 1967 foi o “Dia H” (Dagen H), hoje lembrado como “O dia em que o trânsito foi desviado para a direita” (Högertrafikomläggningen). Nesse dia o trânsito sueco, que seguia a regra da mão-inglesa, passou a andar pelo lado direito da via, como na maioria dos países.

      Se os suecos conseguiram mudar a "mão de direção" de seus veículos, porque nós não podemos mudar outras coisas?

      Quando se vive para o todo, ou seja, para a comunidade, todos são favorecidos, mas quando se vive para o próprio umbigo, nada funciona. E é por isso que o nosso país está essa droga que nada presta ou funciona.

      Bob,

      Pois é, meu carro ainda é de tamanho médio, mas certamente o próximo será o menor que eu puder comprar.
      Acredito piamente que não só irei colaborar para um trânsito melhor, como também serei favorecido ao guiar nas cidades.
      Concordo totalmente com o teu texto, e olha que sou ciclista (com responsabilidade) nas horas vagas, mas nessa questão de diminuir o tamanho dos veículos, sou bastante radical. Quem sabe um dia...

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    4. Last of the Mohicans,

      Respeito e considero louvável sua postura em comprar o menor carro possível (por aí dá para entender seu nome de usuário). No meu caso, além de gosto, tenho necessidade de um carro no mínimo médio, pois trafego com freqüência com cinco adultos a bordo, sem contar viagens e bagagens para a turma toda.

      Pelos seus comentários nota-se que tens cultura e preocupa-se com o bem comum, fato raríssimo por aqui. Também procuro pensar no bem comum, sempre, mas me dou o direito de impôr alguns limites, justamente pelos cabeças de pudim se lixarem para os outros. Senão, só a gente se sacrifica e o bando se espalha ainda mais.

      Para não desvirtuar com o post, mande-me um e-mail, se quiser:
      roadv8runner@bol.com.br

      Discussão saudável sempre é bem vinda!

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  39. Velocidade média nas metrópoles brasileiras há muito tempo está abaixo dos 30 km/h... Se os carros forem obrigados a diminuírem, também, para os ciclistas... melhor andar a pé. Já não chega lombadas, radares, sinais não sincronizados?

    Em BH, o computador de bordo de meu carro marca, nas semanas mais tranquilas, velocidade média de 26 km/h.

    Ah, um de meus filhos foi atropelado por uma bicicleta um tempo atrás: o ciclista descia uma avenida na contramão. Quem espera? Desde então, recomendo a todos que olhem sempre os dois lados da rua antes de atravessar, a pé ou de carro, inclusive no contrafluxo do trânsito.

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    1. Mineirim
      Absurdamente, a CET pinta em faixas de pedestres de ruas de mão única "Olhe para os dois lados". Ou seja, a "companhia" admite que bicicletas trafeguem na contramão, como a que atropelou seu filho.

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    2. Operadores de trem carga (maquinistas) também são orientados a buzinarem ao aproximarem de passagens de nível sinalizadas (Pare, Olhe, Escute), para evitar acidentes. Pode ser um absurdo, mas é necessário pois o ser humano comete falhas constantemente.

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  40. De fato, Bob, vocês poderiam fazer esse tipo de post como um "extra", colocando outro post relacionado a carros no mesmo dia...
    Não me entenda mal, ou como uma crítica, é apenas a opinião de alguém que gosta muito das matérias do blog (principalmente quando falam sobre mecânica de carros antigos, ou contam histórias, como as suas de seus tempos de pista, e a de outros colunistas nas estradas do BR lá pela década de 70/80...)
    Entendo que um post grande como esse dá bastante trabalho e toma tempo, porém, os leitores que moram longe de são paulo se sentem um pouco deslocados lendo eles...
    Abraços, antônimo do anônimo

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  41. Dr. Traffic Calming24/05/12 21:39

    A empresa de economia mista, que supostamente gerencia o tráfego da Capital Mundial das Placas de Trânsito, que tem no Artigo 3º, Par. II de seu Estatuto
    "promover a implantação e a exploração econômica de equipamentos urbanos e atividades complementares... (Eufemismos para multas, radares, placas, semáforos etc.)
    ( http://www.cetsp.com.br/media/53509/estatutocetsp.pdf )e a Prefeitura como principal acionista, tem duas fontes básicas de arrecadação: Multas e Zona Azul. Como empresa de economia mista, socializa as despesas e privatiza os lucros. Gastos dirigidos como publicidade, entupimento da cidade com placas, semáforos, radares, lombadas eletrônicas (lombada convencional, bem feita, quase não tem manutenção e não dá lucro!)serviços diversos, campanhas efêmeras e falaciosas de alto custo e baixos resultados, factóides diários via mídia amestrada,etc. fazem parte dos mesmos.
    Vale a pena uma visita no seguinte endereço:
    http://www.cetsp.com.br/sobre-a-cet/transparencia-cet.aspx
    Ou voces acham que os simpáticos apresentadores da globo e outras mídias riem à toa?

    A própria foto deste artigo dá a dica:
    Semáforos paralelos (duplicados) no mesmo poste, com a mesma função. Para que?
    Ou tantas placas, faixas penduradas, monstrengos eletrônicos para informar o desnecessário, etc. em cidades internacionais inteligentes e complicadas como a Capital Mundial das Placas de Trânsito? Alguém já viu isso?

    A Máfia do Trânsito é apartidária e atua nacionalmente. Ou só no Trânsito não há cachoeiras, demóstenes e arefs?

    São Paulo, pobre cidade rica, vive um circo de ilusões e terror no trânsito, loteada e refém de máfias.

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    1. É isso aí, dr Traffic. Fui lá dar uma espiada e vi que em janeiro deste ano a Globo faturou quase 500 mil reais em verba publicitária, no caso a campanha da faixa de pedestres, veiculada no intervalo do Bom dia SP. E é sempre muito divertido ouvir aquelas apresentadoras, com seus decotes e bundonas, falando um monte de abobrinhas a respeito de trânsito. Mostram que não entendem merda nenhuma e tratam o espectador como idiota - mas isso vale também para as outras emissoras.

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  42. Paulistanóide24/05/12 22:07

    CET: PEQUENA EMPRESA,GRANDES NEGÓCIOS.

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  43. Esse negócio de incentivar o uso de bicicletas nada mais é que um governo querendo isentar-se da responsabilidade pelo transporte público. Ao invés de colocar mais metrô, que seria a única solução para o trânsito, manda o povo andar de bicicleta, que é bem mais fácil. Não entendo como é que ainda tem gente que se acha intelectual e apoia uma política dessas.

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    1. Para entender um intelectual é necessário estudar o assunto, pensar fora da caixinha.

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    2. Amigo, falar para as pessoas usarem bicicletas para evitar congestionamentos equivale a falar para as pessoas comerem brioche quando falta-lhes pão. Ou seja, o Estado isentando-se de sua responsabilidade, novamente.

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    3. A prefeitura não está pedindo para as pessoas usarem bicicletas, mas apenas tentando desesperadamente cumprir decisão judicial, após a CET e Denatran serem acusadas de omissão pelo Ministério Público. Recomendo obter detalhes nos links abaixo.

      http://colunas.revistaepocasp.globo.com/nabike/tag/ministerio-publico/
      http://vadebike.org/2012/03/orgaos-de-transito-cet-detran-denatran-ministerio-publico/
      http://abetran.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=23764&Itemid=2

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    4. @anônimo 25/05 - 7:30

      Seu raciocínio desconsidera que algumas pessoas andam de bicicleta por opção, seja por lazer, esporte, transporte, protesto, economia, inclusive falta de opção (quem não pode comprar/manter um veículo).

      Essas pessoas não podem mais ser marginalizadas e ignoradas pelo Poder Público e pelos governantes, independente de quantas sejam. E os motoristas não podem mais achar que são os únicos usuários legítimos das ruas e do espaço público.

      O esforço da Prefeitura, ainda que falho, incipiente e imperfeito, é louvável no sentido de tornar mais uma modalidade de transporte, viável e um pouco menos insegura em SP. É o mesmo esforço que ocorre, inclusive simultaneamente, em países do primeiro mundo, tão admirados e exaltados pelos amantes dos automóveis.

      O raciocínio, a lógica por trás disso, é a mesma que rege o trânsito: aumentou a oferta, aumenta a demanda. Colocado de outra forma: ao melhorar uma condição de tráfego, seja abrindo uma nova via ou aumentando a velocidade média de outra, vc aumenta o trânsito.

      Se melhorarem as condições para os carros, teremos mais carros e em breve fica tudo como está. Se melhorarem as condições para as bicicletas, em breve teremos mais bikes no trânsito e tudo tende e melhorar, inclusive para os carros.

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  44. Exterminador do Presente24/05/12 22:33

    Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Lendo as pérolas do Sr. Bob Sharp e os absurdos inomináveis de seus lambe-saco, tenho a nítida impressão - não, a absoluta certeza! - de que este não é um blog para amantes dos automóveis. É um micro-cosmo da nossa sociedade doente e irracional, onde ninguém se importa com ninguém apenas com seu umbigo, seus "direitos" e suas vontades.

      Como autoentusiasta, como ciclista e acima de tudo, como cidadão desta cidade, eu deveria ficar revoltado com essas coisas. Sim, tem momentos em que dá raiva ler certas monstruosidades. Mas eu não vou me rebaixar. Fico triste ao constatar a que ponto chega a irracionalidade e o egoísmo das pessoas que co-habitam esse espaço comigo. Lamentável.

      Os autoentusiastas deveriam ter vergonha de pensar e dizer coisas assim. Só mesmo na mente de pessoas com problemas sérios de autoafirmação, autoestima e sem nenhum senso de coletividade e civilidade dizem e fazem coisas assim. Quem ama automóveis entende, ou no mínimo se esforça pra entender a sociedade em que vive e respeitar as pessoas ao invés de objetos. E tem gente aqui que ainda critica quem procura status, SUVs e outras coisas do tipo que são a expressão do "ter" quando deveriam do "ser".

      É triste de verdade constatar que tem pessoas que pensam como o Exterminador do Presente aí em cima... Alguém que se acha no direito e na moral de "dar lições" com suas "espelhadas educativas" sem se importar em colocar em risco as pessoas, só pq estas eventualmente desafiam a SUAS convicções e SEU julgamento do que é ser folgado ou não.

      Além desse desgosto enorme, a decepção só não é maior pela constatação de que isso tudo que lemos aqui, independente de quem tem ou não razão, é o "último grito" de um estilo de vida que atingiu o auge e está em declínio. É a revolta dos automóveis e seus adoradores satânicos - nem todos, mas com certeza a carapuça vai servir em um monte de gordos recalcados, frustrados e estressados que frequentam esse blog e infelizmente infestam as ruas.

      Eu adoro carros. Amo dirigir. Me considero um autoentusiasta de verdade e me sinto envergonhado de compartilhar esse adjetivo com vocês.

      Bob Sharp, vc é um ignorante metido a besta, um frustrado que um dia serviu a uma indústria que te rejeitou e agora vc escreve colunas de uma página editadas. Eu entendo que já que vc não pode vomitar suas asneiras (de asno mesmo) em veículos comerciais, usa esse espaço livre e democrático pra protestar de forma baixa, ignóbil e irracional, essa mentalidade atrasada, um prostituto velho de uma indústria antiga que está tentando se renovar e que vc sequer tem visão pra se aperceber. Tenho pena de vc!

      O Autoentusiastas é um desserviço à sociedade brasileira.

      E antes que algum idiota venha reclamar que eu sou anônimo, eu sou mesmo. Se houvesse condições mínimas de estabelecer um diálogo decente eu me identificaria, mas pelo nível dos posts eu não vou me expor a um bando de covardes que aqui pagam de macho mas no trânsito se escondem em seus carros.

      ABAIXO A IGNORÂNCIA!!!!!!!

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    2. Ainda é cedo para tirar conclusões sobre o comportamento dos brasileiros, pois o ciclismo urbano moderno no Brasil está apenas começando.

      No momento atual, o importante é tentar identificar mal entendidos e mostrar vantagens e desvantagens do uso da bicicleta no trânsito urbano.

      Também me considero autoentusiasta, mas porque sinto-me automóvel quando pedalo ou caminho, pois nesses momentos dependo apenas do próprio corpo para atravessar a cidade. Entretanto, ainda sou apaixonado por carros, que dilema.

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    3. Caro anônimo das 23:21hs do dia 24/05/2012,

      Fico aqui me perguntando, como alguém com seu nível de consciência veio parar aqui. Porque isto daqui é como um boteco onde vimos ralar os cotovelos no balcão e vomitar asneiras. Nada além. Não encare isto daqui como algo relevante. E também não é a realidade brasileira. É só um espaço onde tiramos um sarro, zoamos com a marca rival e damos risada.

      Este blog é como aquele outro de um século atrás em que as pessoas se diziam estarrecidas com o fato de os automóveis estarem tomando o lugar dos cavalos como meios de locomoção. Ou daquele que achava um absurdo se trocar as magníficas máquinas de escrever pelos computadores com seus editores de texto. Aqui enaltecemos o atraso, a ignorância! E vem o senhor querer nos tirar este prazer? Faça-me o favor!

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    4. PQP, um anônimo dá uma opinião infeliz e o cara acha que o Bob Sharp e o todos os leitores do blog são animais ignorantes.

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    5. Anônimo 24/05/12 23:21,

      Com todo o respeito, mas você representa exatamente o tipo de sujeito de pensamento limitado a que me referi em meu comentário de 24/05 19:50. Da mesma maneira que você ataca a nós, leitores do blog, além de falar um monte de asneira sobre o autor do post (fica evidente que você nem imagina quem seja Bob Sharp...), digo o mesmo de você: tu que és um egoísta e irracional. Discordar e discutir é saudável, mas quando a coisa parte para ataques e ofensas pessoais, não há diálogo possível.

      É IMPOSSÍVEL transformar a cidade de São Paulo (e muitas outras pelo Brasil afora) em totalmente amigável e segura para os ciclistas. Infelizmente, essa é a realidade. Por exemplo: me diga como construir uma ciclovia nas marginais. Ou então nas avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, com zilhões de carros e pedestres circulando por lá diariamente. É inadmissível que se construam ciclovias transformando o já caótico trânsito de São Paulo em ainda mais infernal. É demagogia pura e barata, hipocrisia mesmo dizer que muitos motoristas irão largar seus carros e passar a usar a bicicleta, caso haja meios para tal atividade ser feita em segurança.

      O problema de transporte no Brasil vai muito além de não se respeitar o ciclista ou não haver meios seguros de se pedalar por onde se queira. Nem mesmo na Holanda, o país das bicicletas, a coisa funciona assim, há limites para as "magrelas". Lá existem trens em profusão, praticamente atingem todas cidades holandesas. Muitos vão de bicicleta até às estações de trem e de lá seguem de trem para seu destino. Não raro existe outra bicicleta os aguardando na estação de destino. Mesmo assim, existem muitos carros por todos os lados. Digo isso com conhecimento de causa, pois tenho diversos amigos holandeses e vou lá com freqüência, já que a matriz de onde trabalho fica em Eindhoven.

      Volto a repetir: a solução para o transporte de massa no Brasil reside em trens e metrô, não há outra alternativa lógica e viável. Dessa maneira, todo mundo, em especial aqueles coitados que moram a quilômetros de distância do trabalho e passam mais de seis horas diariamente dentro de ônibus abarrotados somente para ir e voltar ao trabalho, se caso houvesse trens, a viagem seria muito mais rápida, confortável e segura.

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    6. anonimo 23:21

      vc não passa de um filho da puta asqueroso. Vai pra puta que te pariu.

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    7. Alguém aí tem notícias da Dacia?

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    8. Caro anônimo das 23:21hs do dia 24/05/2012,

      ENTÃO VÁ ANDAR DE BICICLETA NÚ PRA PROTESTAR, E DE PREFERÊNCIA SEM SELIM, BOBÃO!

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    9. Bobos são vocês, que estão dando razão pro cara. Ignora senão piora (rs).

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    10. Ei, anônimo 24/05/12, 23:21

      Você estava se olhando pelo espelho quando escreveu esse comentário? Só pode ser isso para tanta estupidez.

      Abaixo você, isso sim!

      E suma daqui, já que acha este blog um "desserviço".

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    11. "Este blog é como aquele outro de um século atrás....."

      Há UM SÉCULO ATRÁS já existiam BLOGS?? Aonde??? Em Marte???

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  45. Realmente, gostar de automóveis não deveria significar odiar todo o resto. As posturas são radicais e isso leva ao atrito, intolerância e dificultam a vida em sociedade. Esse recrudescimento me desanima a frequentar o auto Entusiastas, cada vez mais radical e por isso atraindo leitores cada vez mais ignorantes. Nessa você errou a mão, Bob.

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    1. Errou a mão porque.

      Isso se trata de fluidez de tráfego, uma ciência similar à fluidez dos gases na física.

      E seu comentário demonstra o total desconhecimento desse tipo de estudo, assim como o Brasil todo desconhece.

      Ficamos sempre batendo cabeça nos problemas iguais a macacos, até que algum gringo venha e nos diga o que temos que fazer. Mentes colonizadas não estudam, não entendem. Crescem por acaso e caem sem saber.

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    2. Anônimo 25/05 00:20
      Não odeio bicicletas e nenhum outro tipo de veículo. Apenas sou contra o cicloativismo irracional e desmedido que prejudica a maioria, como sair pedalando nu para "protestar". Prego o respeito tanto ao ciclista quando ao motorista de uma carreta de 40 toneladas PBT. Quem anda comigo no carro nota isso.
      Há mais acima o comentário do anônimo de 24/05 23:21 que ma ataca com uma virulência impressionante, que no primeiro momento me levou a responder ou, mais fácil ainda, excluir totalmente, sem deixar vestígio, com a mensagem "Este comentário foi removido por um administrador do blog", mas resolvi deixar para que os leitores vejam o tipo de gente que, lamentavelmente, está à nossa volta, gente que se esconde covardemente atrás do anonimato.

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    3. Caro Bob,

      eu tb sou contra o cicloativismo irracional e as iniciativas que atrapalham o trânsito, sejam protestos de ciclistas nús, de professores vagabundos que se consideram mal pagos, de estudantes pró-maconha ou anti-PM.
      Tb não duvido que vc respeite todo mundo quando está dirigindo. Mas passa a impressão de que não respeita da mesma forma quando está escrevendo, e pelo que deu pra entender essa foi a crítica (um tanto quanto raivosa, eu concordo) do Anônimo 24/05 23:21. Editar ou deletar a mensagem dele seria censura, mas ao decidir não deletar outras mensagens de agressividade ao ciclista aqui mesmo nesse tópico vc demonstrou parcialidade.
      Ou seja, vc concorda (ou não discorda, o que dá na mesma) com pessoas que afirmam que adoram dar espelhadas em pedestres e ciclistas quando estão dirigindo. A virulência do anônimo te motivou a reclamar, mas a virulência do motorista ignorante não te choca, não te sensibiliza e portanto não merece sua censura.
      Vc não odeia a bicicleta mas considera o dia mundial sem carro uma imbeciclidade (http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/09/dia-mundial-sem-carro-o-dia-da.html). Vc não odeia o pedestre mas considera a faixa um abuso, mais um caixa da CET (http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/09/faixas-nova-caixa-registradora-da-cet.html).
      Eu concordo que algumas atitudes da CET e dos órgãos de trânsito brasileiro são imbecis, e até merecem uma campanha de sua parte. Tb me sinto impotente em relação aos descalabros do nosso Poder Público. Mas radicalizar e criar paranóias não ajuda na solução dos problemas, pelo contrário.
      Vc é uma autoridade em carros. Ninguém nega isso, pelo contrário. Mas aparentemente não tem o mesmo grau de "inteligência emocional", de sensibilidade social em seus textos sobre esses assuntos. O fato de ser radicalmente contra qualquer coisa que atrapalhe seu autoentusiasmo exarcebado faz merecer críticas tão virulentas da sua parte - vc pode até achar que não, mas a mensagem permanece - e não combina com seu status na indústria nem com sua responsabilidade de articulista e formador de opinião. E isso claramente incita comentários igualmente virulentos e radicais dos seus leitores habituais. Vc há de compreender que isso tb motiva críticas e ataques tão virulentos quanto.
      Já percebi que vc tem dificuldades em lidar com críticas, sejam construtivas ou destrutivas, mas sei que vc não é bobo nem nada e vai assimilar a mensagem. Vc provocou e alguém rosnou pra vc, faz parte do jogo e isso vêm naturalmente com a sua "liberdade ilimitada", esse poder de expressar seus pontos de vista na internet. Aceitar e se resignar seria mais digno.
      Vc é um excelente articulista e um poço de conhecimento de automóveis. Eu adoro ler o que vc escreve sobre carros, mecânica, direção defensiva. Tenho certeza que até seus críticos admitiriam isso, mesmo os cicloativistas mais radicais. Então, só lhe faria bem repensar algumas posturas e a forma como vc os expressa nesse seu espaço. Dica de amigo, quem se importa não tapa o sol com a peneira nem fica puxando saco de graça. Um toque de vez em qdo pode ajudar a sermos melhores naquilo que fazemos.

      Abs e boa sorte!

      ATC

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    4. ATC
      Só eliminei um comentário deste post (de alguém que intitula Exterminador do Presente, que disse gostar de dar com o espelho em pedestres e ciclistas, o que é crime). Muitos leitores pedem para impedir comentários anônimos, mas por enquanto ficam, acho que a livre manifestação é importante. Sim, sou e sempre serei contra qualquer dia mundial sem alguma coisa, acho isso coisa de quem não tem o que fazer e só atrapalha quem tem. E a crítica à CET na questão das faixas foi para o multar quem pára na faixa devido a engarrafamento, pois nesse caso não existe nenhum perigo para o pedestre, só para o bolso do cidadão-motorista. Se a CET se preocupasse realmente com isso teria marronzinhos nesses locais ajudando a controlar a situação, só que isso não rende $$$, certo? Todo o resto da campanha das faixas de pedestres empreendida pela CET está mais do que certa. A propósito, eu estava com um Bravo T-Jet da Fiat e fui multado por parar sobre a faixa, com foto na notificação para informar condutor. Era um domingo, 8h30 da manhã, na av. dos Bandeirantes com rua Funchal, tráfego praticamente nulo. Como nunca parei sobre faixa, a câmera disparou com o carro em movimento. Recorri e aguardo o resultado.
      Abraço!

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    5. Obrigado pela resposta Bob. E parabéns por não ceder à tentação da censura. Essa atitude por sí só já esvazia as críticas excessivas e comentários de baixo nível, e contribuem para o blog.
      Em relação ao problema em questão, eu concordo com vc que tem muita coisa errada, e que em algum momento no passado não distante a CET e os governos em geral descobriram a "indústria da multa". Todo mês vemos nos noticiários os escândalos, a corrupção, os desmandos. Tem muita coisa errada ali. Quando chove ou o trânsito trava (situação cada vez mais comum), os marronzinhos somem. Mas pra dar multa eles parece que brotam do chão. A engenharia e a técnica não ficam atrás no quesito incompetência.
      Mas insisto: não adianta radicalizar. Não podemos achar que um erro conserta (ou justifica, ou é justificado) por outro. O sistema existe, ainda que imperfeito, para punir os abusos e vc vai concordar comigo que temos muito mais abusos do que punições injustas. A indústria da multa só existe pq há uma "indústria da contravenção". O motorista brasileiro é ruim, mal educado, mal preparado, estressado, egocêntrico e irresponsável. E ainda acha que pode dar lição no vizinho, com finas, fechadas e atitudes do tipo. No dia que isso mudar, todo o resto vai mudar junto.
      Eu considero essa campanha muito mais válida, racional e inteligente do que ficar dando porrada no sistema, sendo que ele é todo feito do jeito que é por "nós" mesmos. Os agentes e engenheiros da CET, os secretários de transporte, prefeitos e os políticos não vem de Marte, eles vêm do povo. São os motoristas como o Exterminador do Presente que chegaram em algum posto do poder público, e lá fazem das suas cagadas, entende?
      Vc é um excelente motorista, acima da média. Mas nem todos são tão experientes, preparados e capacitados como vc. É impossível na prática "nivelar por cima", pois não dá pra confiar no julgamento, na consciência e mesmo na capacidade do que eu chamaria de "motorista médio", que deve ser - sei lá, vou chutar - uns 80% ou mais da massa que dirige. Esse critério "risco/perigo para o pedestre" só serve pra quem tem esse nível de preparo e consciência.
      Assim, as campanhas e até a "indústria da multa" existem para tentar conscientizar as pessoas. Vc sabe que as pessoas só se mexem qdo alguém mexe no bolso delas. E nem isso tem funcionado: basta ver os índices de acidentes que não caem, só pioram. A pergunta que eu te faço é: será que liberar geral, relaxar na punição ou na fiscalização, e melhorar a engenharia, vai resolver ou ao menos atenuar esse problema gravíssimo?

      Desculpem o comentário longo.

      ATC

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  46. Respostas
    1. Daniel BBB25/05/12 08:07

      É o tonto.
      Vai lá e vota, de novo.

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  47. A Prefeitura de SP têm feito há algum tempo um esforço que eu considero legítimo e sério no sentido de integrar a bicicleta ao trânsito da capital. Analisando isoladamente e de forma superficial, essa iniciativa das multas realmente parece descabida e "financista". Mas qualquer um sabe que o Poder Público descobriu que pode faturar em cima da ignorância e falta de educação dos motoristas brasileiros, que matam por ano mais do que algumas guerras no mundo. Isso é fato, e contra fatos não há argumentos.

    E pra ser sincero, eu nem acho que essa lei vai "pegar" pra valer. Sim, algumas multas serão aplicadas, vai render alguma notícia aqui e ali. Mas se isso servir para criar um grau de conscientização, por menor que seja, é um preço baixo a se pagar para cuidar de pessoas - ciclistas - que têm direitos e devem ser respeitadas como qualquer um. Seja um pedestre, um motoqueiro ou também - e porque não - um motorista. Afinal, motoristas tb morrem (de monte), por culpa de outros motoristas, e isso é tão ruim quanto qualquer morte. É isso que deve ser evitado.

    A ciclovia, a ciclofaixa dos domingos, o sistema de aluguel de bicicletas, as ciclo rotas (vias secundárias alternativas supostamente mais "bike-friendly" do que as avenidas), e o próprio cicloativismo são todas faces visíveis desse movimento, que eu pessoalmente considero positivo apesar dos tropeços e erros, inclusive de engenharia (como no caso da ciclofaixa de Moema, implantada de forma errada). Para mim, eles são símbolos de uma mudança mais profunda que está se operando na sociedade, que é a conscientização. Esse processo é lento, doloroso, avança dois passos pra frente e um pra trás, faz vítimas inocentes, mas no final compensa e beneficia a todos, ou pelo menos a maioria.

    Eu concordo que tudo isso está sendo implantado em SP sem que haja uma preparação ou um pensamento coeso, técnico, racional. Falta muita coisa. Mas será que tudo isso não é exatamente essa preparação? Será que esse movimento não é exatamente o que vai trazer menos violência no trânsito? Afinal, a bicicletas são só uma fração mínima das vítimas de trânsito. Todos os dias morrem pedestres, motoqueiros e principalmente MOTORISTAS aos montes. Não precisamos de um trânsito mais amigável para bicicletas ou pedestres e sim para todos, inclusive nós AUTOentusiastas. Defender isso é defender a racionalidade.

    Durante décadas os pedestres e ciclistas foram marginalizados, hostilizados, desrespeitados e trucidados em nossas ruas e estradas. Agora, não acho nem honesto de nossa parte "motoristas" ficarmos revoltados com qualquer eventual ou alegada "folga" de pedestres e motoristas, ainda fragilmente amparados por leis incipientes e - admito - um tanto quando mal-pensadas. Pode ser um sinal de que mudou o sentido do pensamento, como se operam as mudanças inclusive nos países europeus e os EUA, onde o pedestre reina e têm preferência total. Além, é claro, do respeito dos motoristas e o amparo absoluto da lei.

    Eu costumava acreditar que a convivência do carro com a bicicleta poderia gerar um trânsito mais humano. Afinal, a bicicleta é um veículo mais humano, e mais bicicletas no trânsito poderiam deixá-lo menos violento, menos "máquina". Mas com o tempo, percebi que os pedestres co-habitam o trânsito com os carros há décadas e nada mudou, senão pra pior. Será que bicicleta poderá operar esse aparente "milagre" na nossa sociedade?

    Acho difícil, mas tb vejo essa tentativa como parte de um movimento maior. E como a causa é justa, considero positivo lutar por isso. O automóvel não precisa perder espaço para que isso aconteça. Pelo contrário: no dia em que tivermos um trânsito mais humano, mais consciente, menos violento, acho que teremos tb um trânsito mais fluido, mais livre para podermos aproveitar nossos automóveis. E sem radicalizar.

    Minha opinião.

    Abs a todos.

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    1. De boa, acho que vc caiu no conto. Não sei onde existe essa marginalização de décadas e essa guerra entre pedestres e ciclistas contra todos os outros, isso é uma manipulação desses movimentos que querem mais é aumentar o nível de disputa no trânsito. As calçadas e faixas de pedestres sempre foram respeitadas de maneira geral pelos motoristas, muito mais até do que os ciclistas respeitam essas coisas.

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    2. "Aumentar o nível de disputa no trânsito"???

      Mais ainda?

      "As calçadas e faixas de pedestres sempre foram respeitadas"? Hahaha onde? Quando?

      Cara, em que universo vc vive? Se alguém está manipulando alguma coisa aqui é vc, distorcendo a realidade e as minhas palavras. Eu não disse que existe uma guerra entre pedestres e motoristas, leia novamente. Eu disse que os acidentes matam mais do que as guerras. Basta ler os jornais. Não sou eu que estou inventando, são os fatos e os números que insistem em mostrar o grau de violência no trânsito.

      Até pouco tempo atrás estacionar sobre calçadas era praticamente institucionalizado no RJ. Uma motorista atropelou um ciclista DENTRO da ciclovia do RJ. Todos os dias morrem de 2 a 4 motoboys em SP. Motoristas são pegos embriagados às dúzias no Brasil inteiro. Os acidentes nos feriados nacionais só aumentam.

      De boa, quem aqui caiu no conto???

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    3. Já viu os protestos dos "cicloativistas" em cidades como SP e a atitude violenta deles em relação até mesmo ao transporte público? Isso é aumentar o nível de disputa e NÃO ACONTECIA ANTES DESSE MOVIMENTO ORGANIZADO.

      Falo sobre SP que é a cidade da matéria, do RJ não posso falar pois não conheço. Em SP estacionar nas calçadas, especialmente em vias um pouco mais movimentadas, é pedir pra ser guinchado há muito tempo atrás. Há muito tempo também é arriscado estacionar com o carro um pouco em cima da calçada até mesmo em bairros residenciais e os sinais de pedestres e faixas são respeitados sim.

      Essa coisa de falar que existe uma guerra dessas proporções no transito e que pedestres e ciclistas são tão desrespeitados e coitadinhos assim É MANIPULAÇÃO E INVENÇÃO PARA MOTIVOS POLÍTICOS. Repito que se vê bicicletas invadindo as calçadas frequentemente, mas carros fazendo o mesmo são raridade de ver em SP pelo menos.

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  48. Tenho uma situação hipotética que gostaria de ouvir a opinião de alguns: Suponhamos que de um dia para o outro o litro de nosso coquetel explosivo que move individualmente massas inimagináveis para 20 anos atrás se equipare ao preço internacional do mesmo = 1,75 euros, suponhamos ainda que o nosso cãmbio chegue a uma proporção mais crível : 1 euro = 3 reais. No outro dia haveria simplesmente uma guerra civil nas ruas, com pelo menos 40 % de novos usuários exigindo imediatamente o transporte público devido pelo estado para esta realidade. Seriam as bicicletas a salvação? Duvido ! Na atual geografia de nossas metrópoles caóticas, nem aquele profissional que trabalha no mesmo bairro que mora estaria atendido...(detalhe, este quadro não é mais uma previsão catastrófica, é fato e tem data marcada!)

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    1. Cara, você poderia firular menos o discurso e perguntar simplesmente o que seria da nossa sociedade se o preço da gasolina sofresse um aumento excessivo e desproporcional, hehehe.
      Nos tempos de crise do petróleo a gasolina foi mais cara do que hoje (bem mais), e veja, salvas as devidas proporções, ninguém morreu.
      Por óbvio que a curto prazo tudo viraria um caos, pois nem todos teriam condições de arcar com os custos dessa nova realidade econômica, e os centros urbanos iriam experimentar um caos nos transportes. Mas com o tempo, por pressões dos próprios setores da indústria, que veriam a escasses de mão-de-obra, seria bem provável que houvesse um superdimensionamento do transporte público e uma dispersão em direção aos transportes alternativos.
      Suvs e asseclas teriam o mesmo destino dos V8 nacionais dos anos '70 e convergiriamos para carros menores, de novo.
      Mas ainda acho mais interessante aquele estudo de fluxos que um rapaz sugeriu lá em cima: Também acho o sistema adotado muito truncado, causando gargalos, tal qual um fluxo de gases mal dimensionado em um mecanismmo qualquer.
      Outra questão é a macro: O trânsito é uma faceta de um problema. A concentração urbana é outra, e o fato, na minha humilde opinião, é de que experimentamos um crescimento populacional muito acima do racionalmente recomendável.

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    2. Para crises desta natureza, existem subsídios. Portanto fique tranquilo, pois se houver outra crise, o Governo tentará novamente garantir o uso do transporte individual, ao invés de investir em transporte público.

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  49. Então: Este é justamente o problema. O crescimento populacional desordenado e sem planejamento gera as questões discutidas...enquanto isto,cria-se factoides para entreter a massa, que ignara, faz o jogo daqueles que são pagos e deveriam estar fazendo alguma coisa realmente efetiva...nos anos 70, tinhamos menos da metade das pessoas dependendo do famigerado petróleo e , praticamente, a mesma infraestrutura. Como tu mesmo disseste, depois de apresentado o problema é que seriam criadas as soluções ( por pressão!) Gerando de novo novas gambiarras de altíssimo custo e resultado duvidoso como sempre, para amenizar os efeitos.

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    1. falta de planejamento em são paulo é mito: o que mais existiram em São Paulo foram planos urbanos de caráter exclusivamente RODOVIARISTA e ELITISTA (de Prestes Maia a Figueiredo Ferraz, de Jânio a Maluf). Só estamos na merda por conta justamente da política de privilégio ao automóvel.

      Cidade séria é aquela em que os carros caros são sobretaxados e o dinheiro é usado em transporte coletivo de massas e em habitação popular bem localizada.

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  50. Johnny Hoff25/05/12 15:13

    """""""""Uma, que bicicleta em meio ao trânsito pesado, além de só atrapalhar, constitui grande perigo para o próprio ciclista."""""""""""
    Sera mesmo q bicicleta atrapalha o transito?

    Sou motociclista e odeio bicicleta tbem mas o q atrapalha é usar um bagulho de 1 ou 2 tonelada(s) pra levar uma pessoa. Mas nao acho uma pessoa q usa carro um tremendo idiota e q deveria usar moto.
    Assim como dizem q bike atrapalha poderia muito bem me revoltar por ter centenas de carros atrapalhando o transito da minha moto.

    Acho q temos q respeitar a todos. Quer correr , vá em autodromos.

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    1. Quem quer correr o tapado???
      Quem tem carro quer se locomover sem ter de ser assaltado pelo governo e gostar!!!

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  51. Tudo bando de pobre que nunca foram para a Europa e não sabem que carros e bicicletas lá convivem pacificamente, educadamente, civilizadamente.

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    1. Johnny Hoff26/05/12 07:01

      Sim pq la carro é usado como meio de transporte, aqui é sonho e objeto pra fazer inveja/demonstrar poder

      Pobreza de espirito total...

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  52. Toda generalização é burra. Nesse caso, elitista, preconceituosa e esnobe tb. Tipica coisa de novo-rico...

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  53. o mito da indústria das multas http://www.pedestre.org.br/downloads/Entrevista%20com%20o%20Prof.%20e%20Eng.%20%20Horacio%20A%20Figueira.pdf

    autoentusiasta é mesmo muito mal acostumado: acha que tem direito sobre tudo e todos. Esta será apenas uma cidade séria quando o carro e o motorista forem colocados no seu devido lugar: na reciclagem

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    1. e vc na latrina. E de cabeça pra baixo.

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    2. Você não passa de um FDP asqueroso e preconceituoso. Vá à merda!

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    3. argumentos ad hominem…

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  54. Primeira vez que entro nesse blog. Até então tinha olhado o teste da f-150 raptor e outras.

    Gosto muito de carro, tenho carro mas uso apenas para viajar e para sair.

    Raramente o uso para ir ao trabalho (zona sul ao centro) pois gastaria aproximadamente 1 hora pra ir e 1:40 pra voltar + gasolina + estacionamento. Normalmente vou de bike até o bicicletário do trem e em exatos 45 min estou sentado no escritório e na volta no mesmo tempo estou na sala de casa gastando apenas 120 reais por mes!

    SIM, O TRANSPORTE PUBLICO É UMA MERDA, mas o transito é muito pior!

    Para ser sincero fiquei bem triste ao começar a ler outros assuntos mencionados aqui. O autor, BOB, parece não reconhecer outros tipos de transportes. Só tem publicações reclamando do respeito as faixas de pedestre, como se o pedesdre não tivesse o DIREITO de cruzar uma rua (só o motorista tem pressa?). Publição reclamando do respeito a ciclistas, como se a bicicleta não fosse reconhecida pela legislação como transporte com direito de circulação nos bordos da pista. Reclamação de todos os outros tipos onde coloca os automóveis como vítima

    Nem parece que o autor é uma pessoa estudada, que já deve ter viajado pra caramba, conhecido cidades como copenhagen, amsterdã e mesmo cidades na alemanha que tem muuuitos carros, como alguem comentou. Tive a oportunidade de conhece-las e estudar suas historias. Amsterdã era dominada apenas por carros, hj ambos convivem sem problemas, o mesmo aconteceu em copenhagen. Em hamburgo existe um denso sistema de locação de bicicleta publica, como em paris. Sim isso só funciona muito bem com a união ao sistema de metro e onibus.

    Ou seja, sim parece loucura começar a incentivar o uso da bike, mas aos poucos, com o desenvolvimentos das linhas de metro (será que até 2025 mesmo?), linha de ônibus, bicicletas para empréstimo e os respeito dos motorista (onde eu e todos nó entramos) a cidade de São Paulo vai melhorar muito! Daqui a 10 anos SP vai ter outra cara. Não é pq todos nós acreditamos que o carro é o único meio de transporte (pq o governo quis e incentivou isso desde o inicio da industria brasileira) que isso é verdade. Ele é uma opção, mas não a unica.

    Cidades como Londres e paris, a maioria das pessoas tem carro, mas não o usam para trabalhar. O carro fica em casa para viagens e passeios e o metro é usado. Quando a estação está a 2/3 km da sua casa, vc pode usar a bike. e é isso que vai dar mobilidade a cidade, pode ter certeza!

    A alguém aqui disse que bicicleta só funciona pra cidades pequenas. Isso é verdade, se você mora em Santo Amaro e trabalho em Santana, provavelmente não vai dar pra ir de bike. Mas daria pra fazer um intermodal.

    Mesmo são Paulo sendo gigante a maior parte das locomoções diárias são realizadas a pé e por curtas distâncias. A maioria das pessoas moram a menos do que 5 km do trabalho. Isso seria feito de bike em 20 minutos, sem gastar dinheiro e ainda fazendo exercício. Mas muitas pessoas tem medo, pois os motoristas na maioria das vezes sem ser por mal, passam perto demais, buzinam e isso inibi ciclista inexperientes.

    Apenas um desabafo e eu realmente espero que a sociedade brasileira comece abrir os olhos para outro tipos de transporte. NÃO é uma troca de faixa, uma redução de 60 km/h para 40km/h que vai atrasar o dia do motorista. ou causar transito na cidade!

    Abraços

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  55. Para quem tiver interesse, essa garota tem um projeto muito legal e vale dar uma fuçada no site!

    http://cidadesparapessoas.com.br/

    Abraços

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  56. Adorei Greg

    abraços cicloativistas do GrandeABCDRM

    http://saxmozartfaggi.wordpress.com/

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  57. Péssimo exemplo do deputado estadual "Mentor".

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,secretario-manda-guinchar-carro-de-deputado-estadual-estacionado-em-local-irregular,1132615,0.htm

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Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

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